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TRABALHO DE GEOGRAFIA PROFESSOR JOAQUIM ALUNOS FERNANDA ALVARENGA, Nº 17 GABRIEL FURLAN PASSOS, Nº 21 GLAUPE SANTOS SILVA, Nº 26 TURMA 232 1

Trabalho de Geografia - Países

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T R A B A L H O D E G E O G R A F I A

P R O F E S S O R J O A Q U I M

ALUNOS

FERNANDA ALVARENGA, Nº 17

GABRIEL FURLAN PASSOS, Nº 21

GLAUPE SANTOS SILVA, Nº 26

TURMA 232

18/06/2010

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INTRODUÇÃO

Temos uma imensa variedade de culturas, costumes, economias e conflitos ao redor do mundo.

Neste trabalho, vamos colocar um pouco da história de cada país abordando diferentes aspectos, muitas vezes desconhecidos.

Por exemplo, quando lemos “Afeganistão” em uma banca de jornal, logo imaginamos “Começou uma nova guerra” ou “Lançaram um novo míssil”, sem nem mesmo analisar a história daquele país ou os porquês da guerra.

Já no caso da Espanha, pensamos logo nas Touradas e na culinária. Porém, a Espanha como um todo não é só a parte cultural ou gastronômica; ela tem uma história muito rica.

Se ouvimos falar de Luanda, a capital da Angola, logo imaginamos um povo semelhante ao brasileiro, alegre mesmo com todas as dificuldades.

Equador nos trás à cabeça a linha do Equador que divide o mundo em hemisférios Norte e Sul e as FARC, que apesar de serem da Colômbia, estão presentes no Equador também.

Relembramos culturas já apresentadas na televisão brasileira como a da Índia, e um pouco além disso, sem a “maquiagem” com que nos foi mostrada.

Do Haiti, nos lembramos logo da pobreza e dos terremotos. No trabalho, analisamos a influência histórica, desde a colonização até os dias de hoje, o que contribui para a pobreza atual do país.

Alguns países são conhecidos, mas não a ponto de sabermos algo sobre eles, o que é o caso da Ucrânia e Senegal.

Além disso, introduzimos países até então desconhecidos para nós, como Kiribati e Palau.

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AFEGANISTÃO (REPÚBLICA ISLÂMICA DO AFEGANISTÃO)

- Afeganistão significa ‘terra dos Afegãos’.- É comumente designado como um país da Ásia central, da Ásia Meridional e do Oriente Médio.- Possui Vínculos religiosos etno-linguístico e geográfico com a maioria dos países vizinhos.- Os países que estão ao seu redor são: Paquistão (sul e ao leste), Irão (oeste), Turcomenistão (norte), Uzbequistão (norte), Tadjiquistão (norte) e a china (Nordeste).- O Afeganistão tem sido um antigo ponto focal para o comércio e a migração.- O império Durrani, fundado por Ahmad Shah Durrani em 1747, tinha por capital a cidade de Kandahar. Posteriormente a capital foi transferida paca Cabul e a maior parte do território foi cedida a países vizinhos.- No final do século XIX, tornou-se um Estado-tampão envolvido no ‘grande jogo’ entre o Império Britânico e o Império Russo.-Em 19 de agosto de 1919, após a terceira guerra Anglo-Afegã, o país recuperou sua independência plena do Reino Unido.

HISTÓRIA

-Um país onde Guerras são constantes. O local já era habitado desde o séc. VI a.C. pela civilização Bactriana, formada por um povo que incorporava elementos das culturas hindu, grega e persa.-Foi invadido em 1979 pela União Soviética.-Lutas subseqüentes entre várias facções do mujahidin, permitiram que fundamentalistas do Talibã se apropriassem da maior parte do país.-Em 1997, forças talibãs mudaram o nome do país de Estado Islâmico do Afeganistão para Emirado Islâmico do Afeganistão.- Nos últimos dois anos o país vem sofrendo com a seca, deixando três a quarto milhões de afegãos sofrendo de inanição.- Em resposta ao ataque terrorista do dia 11 de setembro de 2001, nas torres gêmeas em nova York, e no Pentágono, cuja autoria foi reivindicada por Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda, reconhecido com herói Talibã, no dia 7 de outubro de 2001, os Estados Unidos e as forças aliadas lançaram uma campanha militar, como parte de sua política antiterrorismo, caçando e prendendo suspeitos de atividades terroristas no Afeganistão.

GEOGRAFIA

- É um país montanhoso ( 85% do seu território é formado por montanhas)- O Ponto mais alto do Afeganistão, o Nowshak, sua altitude atinge 7 485 m acima do nível do mar.- Extensões do país são muito secos e água doce limitada.- Clima Continental, onde verões quente e invernos frios.- Freqüentemente sofre de abalos sismos.- Cabul é a capital- Maiores cidades: Herat, Jalalabad, Mazar-e Sharif e Kandahar.- O Afeganistão subdivide-se em 34 províncias

DEMOGRAFIA

- Cabul é a capital com um área de 647.500 km² e 29.863.000 hab (46hab/km²).

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- Um dos países mais pobres do mundo.- A instabilidade política e conflitos internos fizeram com que a sua já débil economia fosse arruinada, motivos que fez com que 1/3 da população afegã abandonasse o país.- Segundo a estimativa de 2006 a população vem crescendo 2,67% ao ano.- Índice de natalidade é de 46,6 a cada 1000 habitantes, enquanto do índice de mortalidade é de 20,34 a cada 1000 habitantes. O índice de mortalidade infantil é de 160,23 mortes a cada 1000 nascimentos e a expectativa de vida é até os 43,34 anos.

CRIMINALIDADE

- Há vários tipos de criminalidade, violência, narcotráfico, fraude, corrupção.- Maior produtor de ópio, de 80 a 90% da heroína consumida na Europa provém de ópio produzido no Afeganistão. A produção de ópio se tornou um importante negócio ilegal desde a queda do regime talibã, em 2001.

POLÍTICA

- Em 27 de setembro de 1996, as forças Talibãs, formadas por ex-estudante, derrubaram o presidente, capturaram a capital e passaram a controlar grande parte do país.- O atual presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, foi escolhido pelo Estados Unidos para dirigir um governo interino, após a queda dos taliban.- No dia 9 de Outubro de 2004 foi realizada um eleição, com mais de 10 milhões de talibã registrados para votar, mas a maioria dos 17 candidatos da oposição não reconheceu o resultado das eleições, alegando fraude. Houve evidencias de fraude, mas não o bastante para afetar o resultado da votação. Com 55,4% dos votos, Karzai foi empossado como presidente a 7 de setembro. Estas foram as primeiras eleições desde 1969, quando houve eleições para o parlamento.- O atual governo inclui membros da Aliança do Norte, um grupo político formados por elemento de diferente grupo étnicos e regiões nomeado pela Loya Jirga – Conselho ligado a antigas tradições afegãs, inicialmente constituídas por membros da etnia Pashtun, majoritária, e atualmente formado por diferentes líderes regionais e tribais, autoridades políticas, militares e religiosas, funcionários do governo, etc.

ECONOMIA

- O Afeganistão é um país extremamente pobre, muito dependente da agricultura, principalmente do ópio (papoula), e da criação de gado. - A economia sofreu fortemente com a recente agitação política e militar junto com uma severa seca pra se ajuntar as dificuldades da nação de 1998 a 2001.- A maioria da população continua tendo alimentação, vestuário, moradia e cuidados a saúde insuficiente, e estes são problemas são agravados pelas operações militares e pela incerteza política.- A inflação é continua a ser um problema sério.- Depois do ataque da coligação liderada pelos Estados Unidos, levando os talibãs a derrota em novembro de 2001, os esforços internacionais para reconstruir o Afeganistão foi tema da Conferência de Doadores de Tóquio para Reconstrução do Afeganistão em janeiro de 2002. Foram atribuídos 4,5 Bilhões de dólares direcionados a reconstrução, os principais pontos investidos foram na educação, saneamento básico, setores agrícolas, rodoviárias, energéticas e de telecomunicações.

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EDUCAÇÃO

- A partir de 2006 mais de quatro milhões de estudante do sexo masculino e feminino estavam matriculados em escolas por todo o país, mas como havia pouco investimento, escolas estavam comprometidas em questão de infra-estrutura, falta de professores, além disso muitos pais se recusavam deixar suas filhas serem ensinadas por homens.- A alfabetização esta estimada em 36% da população, a taxa de alfabetização do sexo masculino é de 51% e do feminino 21%.-Até agora existem 9.500 escolas- Outro aspecto que esta mudando rapidamente no Afeganistão é a cara do ensino superior. Depois da queda do talibã, a universidade de Cabul foi reaberta para ambos estudantes do sexo masculino e feminino. A universidade aceita alunos provenientes do Afeganistão e de países vizinhos.

CULTURA

- A cultura do Afeganistão é milenar. Tem muita influência do Islã, porém ao longo do século recebeu influencias do hinduísmo e do budismo.- Há objetos da arte Gandhara do século I ao século VII, com marcante influência greco-romana.-Os monumentos históricos do país foram muito danificados por anos de guerra, e um exemplo foram as duas gigantescas estátuas de Buda, que foram destruídas pelos talibãs por serem idólatras.- Lugares históricos incluem as cidades de Herat, Ghazni e Balkh. O minarete de Jam, no vale de Hari Rud, é um patrimônio cultural da humanidade, segundo a UNESCO.

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HAITI

- O Haiti é um país das caraíbas, que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola.- Faz fronteira com a República Dominicana ao leste. Outros territórios mais próximos são as Bahamas e cuba (noroeste), Turks e Caicos (norte), e Navassa (sudoeste).- A capital é Porto Príncipe.

HISTÓRIA

- 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo chegou a ilha, à qual nomeou de Hispaniola- Conhecida depois de um tempo como São Domingos pelos franceses.- Dividida entre dois países, Republica Dominicana e Haiti, é a segunda maior das Grandes Antilhas, como superfície de 76.192 km² e cerca de nove milhões de habitantes. - No fim do séc. XVI quase toda população nativa havia desaparecido, escravizada ou morta pelos conquistadores.- A parte ocidental da ilha foi cedida à França em 1697. No sec. XVIII, a região foi a mais próspera colônia francesa na América, graças a exportação do café, açúcar e cacau.- Em 1794, após uma revolta de escravos, o Haiti se tornou o primeiro país a abolir a escravidão.- Em 1801, o ex-escravo Toussaint Louverture tornou-se governador-geral, mas, logo depois, foi deposto e morto pelos franceses.- Em 1803, o líder Jacques Dessalines organizou o exército e derrotou os franceses. No ano seguinte foi declarada a independência (segundo país na América a se tornar independente) e Dessalines proclamou-se Imperador.- Em 1804, os escravistas europeus e estadunidenses mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial por 60 anos.- Para por um fim ao bloqueio, o Haiti, sob o governo de Jean Pierre Boyer, cercado pela frota da ex-metrópole, concordou em assinar um tratado, pelo qual seu país pagaria uma quantia de 150 milhões de francos a titulo de indenização. A divida foi reduzida depois para 90 milhões, mas mesmo assim isso exauriu a economia do país.- Em 1822 a República Dominicana conquistou a independência.

GEOGRAFIA

- O Haiti consiste principalmente de montanhas escarpadas, com pequenas planícies costeiras e vales fluviais.- A maior cidade é a capital, com dois milhões de habitantes- O Haiti é dividido em dez departamentos.

DEMOGRAFIA

- Sua população é concentrada em zonas urbanas, planícies costeiras e vales.- Cerca de 90% dos Haitianos são de ascendência africana.- O Frances é uma das línguas oficiais, mas é falado por somente 10% da população.- Muitos Haitianos praticam tradições vodu, sem nenhum conflito com sua fé cristã.- Católicos: 64%; Protestante: 23,6%; Vodu Haitiano: 5%; Sem filiação: 5%; Outras: 2,4%.

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POLÍTICA

- O Haiti é uma república presidencialista com Presidente eleito e uma Assembléia Nacional. A constituição foi introduzida em 1987 e teve como modelo as constituições dos Estados Unidos e da França.

ECONOMIA

- Seu solo enormemente fértil produzia uma grande abundância de colheitas e atraiu milhares de colonizadores franceses.- Produzia excelente qualidade de açúcar, que concorreu com o açúcar brasileiro no sec. XVII e junto com toda a produção das Antilhas serviu para desvalorização do açúcar brasileiro na Europa. - Hoje em dia o principal produto de exportação ainda é o açúcar, além de outros produtos como banana, milho, manga, batata-doce, legumes, tubérculos entre outros.- Um país pobre, sendo o mais pobre da América, sendo 45,2% da população analfabeta, a expectativa de vida de apenas 60,9 anos.- Renda per capita é extremamente baixa.

CULTURA

- Sua Cultura é toda influenciada pela França.- A escola haitiana de pintura naïf é famosa e está representada em numerosos museus de todo o mundo. - Seus principais representantes são Rigaud Benoit, Wilson Bigaud, Hector Hippolyte e Philome Obin.- Porto Príncipe conta com museus de história e etnologia e tem uma biblioteca nacional.

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ÍNDIA

A Índia oficialmente conhecida como República da Índia é um país da Ásia Meridional.É o sétimo maior pais em área geográfica, o segundo mais populoso e a democracia mais populosa do mundo.Delimitado ao sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pela Baía da Bengala a leste. O país é delimitado pelo Paquistão (oeste), República Popular da China, Nepal e Butão (norte) e por Bangladesh e Mianmar (leste).O subcontinente Indiano é conhecido por sua riqueza comercial e cultural de grande parte de sua história.Tornou-se independente em 1947Quatro grandes religiões originam-se: Hinduísmo, Budismo, Jainismo e Sikhismo.Chegaram ao primeiro milênio d.C. as religiões que modelaram a diversidade cultural da região como Cristianismo, Islamismo, Zoroastrismo e o Judaísmo.A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união com um sistema de democracia parlamentar.Décima segunda maior economia do mundo em taxas de câmbio e a quarta maior economia em poder de compra.Sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição. Índia em persa quer dizer ‘terra do Hindus’.A Índia é dividida em 28 estados, seis territórios da União e o território da Capital Nacional.

HISTÓRIA

A origem da nação hindu é a civilização que se desenvolve desde 2500 antes de Cristo, no vale do rio Indo onde, hoje, está localizado o Paquistão.A região é conquistada em 1500 antes de Crsito pelos arianos, que implantam uma sociedade baseada em um sistema de castas. A religião adotada é o Hinduísmo.Após a invasão de Alexandre, o Grande, entre 327 e 325 antes de Cristo, forma-se em 274 antes de Cristo o Reino de Ashoka (Asoka), que unifica a Índia sob a égide do Budismo. O Hinduísmo retoma pouco depois sua posição dominante.A cultura hindu atinge o apogeu no século IV com a Dinastia Gupta.No século VII, o oeste da Índia é invadido pelos árabes, que trazem o Islamismo. A nova fé conquista camadas importantes da população, que veem no Islã – cuja premissa é a igualdade de todos diante de Deus – uma oportunidade de escapar da rigidez social do sistema de castas.

DOMÍNIO OCIDENTAL

O auge da hegemonia muçulmana, com a Dinastia Mogul de 1526 a 1707, coincide com a presença ocidental na Índia, impulsionada pelo comércio de especiarias.Em 1510, os portugueses completam a conquista de Goa, na costa oeste do país (Índia Portuguesa). Sucessivamente, ingleses, holandeses e franceses criam companhias de comércio com as Índias.Em 1690, os ingleses fundam Calcutá, mas só depois de uma guerra contra a França (1756-1763) o domínio do Reino Unido consolida-se na região...No século XIX, os ingleses esmagam várias rebeliões anticolonialistas. Paradoxalmente, a cultura britânica torna-se um fator de união entre os indianos. Com o inglês, os indianos adquirem uma língua comum.

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A luta contra o colonialismo britânico termina com a independência em 1947. Mas, nesse processo, os líderes muçulmanos indianos decidem formar um Estado independente, o Paquistão, a oeste da Índia.A partilha, baseada em critérios religiosos, provoca o deslocamento de mais de 12 milhões de pessoas. Choques entre hindus e muçulmanos deixam 200 mil mortos...Em 1947, a Índia foi dividida em Paquistão e Índia... Uma série de 11 selos com o mapa do país foi emitida, com 3 selos adicionais de mesmo desenho, em 1958 (Scott: 275/288). Um deles é mostrado abaixo.O primeiro governante da Índia independente, o Primeiro-ministro Jawaharlal Nehru, adota uma política estatizante de inspiração socialista. O conflito indiano-paquistanês acaba por se enquadrar na Guerra Fria entre as duas superpotências. A Índia tem o apoio soviético e o Paquistão o dos EUA.

GUERRAS COM O PAQUISTÃO

Nehru morre em 1964 e é sucedido por Lal Shastri. Em 1965, eclode uma guerra com o Paquistão, causada pela disputa em torno do próspero Estado da Caxemira, cujos governantes optaram por se ligar à Índia. Em janeiro de 1966, os dois países assinam um acordo de paz. Nesse mesmo ano morre Shastri. Assume o governo Indira Gandhi, filha de Nehru.

A Índia e o Paquistão entram em guerra novamente em dezembro de 1971, quando a Índia apoia os separatistas bengalis, do Paquistão Oriental. Os paquistaneses capitulam depois de duas semanas e é fundado o Estado de Bangladesh no antigo Paquistão Oriental.

CONFLITOS ÉTNICOS

Em 1974, a Índia explode sua primeira bomba atômica. Indira deixa o governo em 1977, mas retorna em 1980. Irrompem conflitos étnicos por todo o país, o mais grave deles no Estado de Punjab. Os sikhs, grupo étnico cuja religião mistura o Hinduísmo e o Islamismo, formam uma organização pela independência do Punjab.

Uma série de atentados leva Indira a ordenar, em setembro de 1984, a invasão do principal santuário sikh, o Templo Dourado de Amritsar, em Punjab. Centenas de sikhs morrem. Em represália, os rebeldes assassinam Indira, em 31 de outubro, provocando nova explosão de violência.

O novo Primeiro-ministro é o filho de Indira, Rajiv Gandhi. O governo de Rajiv é marcado pela agitação étnica, por acusações de corrupção e pelo crescimento do fundamentalismo hindu, cujo partido, o Bharatiya Janata (BJP), se torna uma força importante no Parlamento a partir das eleições de 1989.

O Partido do Congresso perde a maioria parlamentar nessas eleições e Rajiv renuncia. Seguem-se dois breves governos. Durante a campanha eleitoral de 1991, Rajiv é assassinado por separatistas do grupo étnico tâmeis. O Partido do Congresso vence as eleições e o cargo de Primeiro-ministro fica com P.V. Narasimha Rao.

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FUNDAMENTALISMO HINDU

A animosidade entre hinduístas e muçulmanos, insuflada pelo BJP, gera um conflito em torno de uma antiga mesquita na cidade de Ayodhya, instalada onde, segundo os hindus, nasceu o deus Brahma.Os fundamentalistas hindus exigem a construção de um templo hinduísta no local. O governo se omite e, em 06/12/1992, milhares de hinduístas destróem a mesquita deflagrando uma onda de violência que deixa 1,2 mil mortos.Em 1993, o governo esforça-se para abrir a economia aos investimentos estrangeiros e privatizar as empresas estatais. A tensão política manifesta-se numa onda de atentados a bomba com centenas de mortos.Em dezembro de 1994, o Partido do Congresso perde importantes eleições locais, em geral para adversários nacionalistas, e entra em crise. Em 1995 e 1996 ocorrem sérios confrontos entre separatistas muçulmanos e forças governamentais no estado de Jammu e Caxemira.Em novembro de 1996 ocorre um dos piores desastres da história da aviação civil: 351 pessoas morrem no choque entre dois aviões a 100 km do Aeroporto de Nova Délhi.

GEOGRAFIA

- O território da índia constitui a maior parte do subcontinente indiano, localizado na placa indiana, na Ásia meridional.- Os estados indianos do norte e do nordeste são parcialmente localizados nos Himalaias.- A Índia conta com diversos grandes rios como o Ganges, o Bramaputra, o Yamuna, entre outros.- O clima varia entre o tropical, ao sul, e o temperado, ao norte.

DEMOGRAFIA

- Segundo país mais populoso com estimativa de 1, 100 bilhões de habitantes- Duas das grandes famílias lingüísticas estão representadas na índia: a indo-ariana, falada por 74% da população e a dravídica, falada por 24% da população.

CRIMINALIDADE

- A Índia sofre de vários tipos de criminalidade, como o tráfico de drogas, o branqueamento de dinheiro, extorsão, homicídio, prostituição, trabalho infantil, fraude e etc. Outras operações criminosas estão envolvidas no tráfico de seres-humanos, a corrupção, violência política, religiosa, terrorismo, seqüestro e etc.

POLÍTICA

- O país adotou como forma de estado a federação, com um parlamento bicameral que funciona a base em um sistema parlamentarista de estilo Westminster.- A chefia de governo é exercida por um Primeiro-Ministro, que concentra a maior parte dos poderes executivos. É nomeado presidente, desde que conte com o apoio de um partido ou coalizão que tenha mais de 50% dos assentos da Câmara do Povo.- O poder Judiciário é formado pelo Supremo Tribunal, que também exerce o controle de constitucionalidade das leis federais e estaduais.

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RELAÇÕES EXTERIORES

- A Índia foi um dos membros fundadores do movimente Não-Alinhado, durante a Guerra Fria.- O país atualmente tem posse de armas nucleares e recusa-se a assinar o tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e o Tratado para Proibição Completa dos Teste Nucleares.- O país vem sido considerado uma potência emergente, com crescente influência nos assuntos internacionais.

ECONOMIA

- Renda per capita é consideravelmente baixa devido a grande população- Cerca de 60% da população depende diretamente da agricultura.- Mais de 25% da população vivem abaixo da população vivem abaixo da linha de pobreza, apesar da existência de uma classe média grande e crescente de 300 milhões de pessoas- O desenvolvimento econômico indiano é freado, porém, por uma infra-estrutura insuficiente, uma burocracia pesada, altas taxas de juros e uma “divida social” elevada (pobreza rural, importante analfabetismo residual, sistema de castas, corrupção, clientelismo, etc.).- A Índia também é a maior produtora de softwares do mundo, possuindo uma grande produção de todo esse mercado.

CULTURAS

- As tradições literárias mais antigas da Índia eram transmitidas de forma oral e foram posteriormente transcritas. Tais transcrições incluem textos sagrados como os Vedas e épico como o Maabárata e o Ramáiana.- O país é o maior produtor mundial anual de filmes para o cinema.- O país é conhecido por sua riqueza material e pela sua dança.

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UCRÂNIA

HISTÓRIA

No século XIX, na cidade de Lviv (Lemberg) desenvolve-se uma forte movimento cultural em torno da causa da independência da Ucrânia. Curta independência. No final da 1º. Guerra Mundial, em 1917, deflagra a guerra entre ucranianos e nacionalistas. Logo após a queda do império russo e do austríaco, a Ucrânia torna-se num Estado independente, uma república popular, dirigida pelo nacionalista Vladimir Gruchevski, tendo durado apenas alguns meses.

Em 1919 foi invadido a leste pela Rússia, e em 1920 a oeste pela Polónia, que controla uma parte do seu território até 1939.

Domínio Soviético. A partir de 1922 a Ucrânia torna-se numa das 15 Repúblicas da antiga União Soviética (1917-1991). Entre 1932 e 1933 a maioria dos camponeses são expropriados devido à colectivização forçada das suas terras decretada por Estaline, sendo mortos cerca de 7 milhões de ucranianos. Em 1939, os territórios anexados pela Polónia voltam de novo a ser integrados na Ucrânia. Durante a II Guerra Mundial, os alemães ocupam a Ucrânia entre 19 de Setembro de 1941 e 6 de Novembro de 1943, morrendo cerca de 7,5 milhões de ucranianos (25% da população).

Em 1956, o então dirigente comunista soviético Nikita Khrutchov, decidiu tirar a Península da Criméia à Rússia e oferecê-la ao seu país de origem, estabelecendo desta forma as suas fronteiras atuais. Ainda parte da União Soviética, em Abril de 1986 a Ucrânia foi vítima de uma das maiores catástrofes da história: a explosão da usina nuclear de Chernobyl, que espalhou uma nuvem de poluição e radiação para grande parte do território oriental europeu, além de ainda afetar até hoje a região.

INDEPENDÊNCIA E DEMOCRACIA.

Depois da tentativa de golpe de 19 de Agosto de 1991 contra o presidente da URSS, Mijail Gorbachov, a Ucrânia proclamou a sua independência, decisão que foi retificada por referendo a 1 de Dezembro de 1991, por 93% dos ucranianos. Ainda em Dezembro de 1991 adere à Comunidade de Estados Independentes (CEI). Leonid Kravchuk foi o primeiro presidente do novo país, sucedendo-lhe em 1994 Leonid Kuchma. A 9 de Novembro de 1995 adere ao Conselho da Europa. Após a independência e desintegração da URSS, as indústrias mineira, pesada e militar ucranianas entraram em crise. O desemprego atingiu níveis muito elevados. Nas regiões ocidentais, a crise foi mais profunda e longa, obrigando milhões de ucranianos a emigrar para a Europa e Estados Unidos. No meio de grandes conflitos sociais, a 28 de Junho de 1996, o parlamento aprovou a nova Constituição, instituindo um poder presidencial muito forte. O poder executivo é exercido pelo presidente, o primeiro-ministro e os respectivos ministros. O poder legislativo pertence à Rada (Parlamento) com 450 deputados, eleitos por quatro anos (metade por listas de partidos e metade por circunscrições maioritárias).

GEOGRAFIA

As Ru’s de Kiev foi a primeira cidade, que como tal se ergueu nesta zona. Foi um importante centro social, político, religioso e cultural, com importantes influências do Império Bizantino,

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muito mais adiantado na aquela época, o que repercutiu favoravelmente na cidade e seus habitantes que, a sua vez, o transmitiam ao resto de povoações importantes.

KIEV

A ocupação alemã, durante a Segunda Guerra mundial, destruiu 80 % dos edifícios e disimou consideravelmente, a população. A estupenda reconstrução da cidade levada a cabo, dos anos 1945 a 1985, a tem convertido na atualidade, em uma das cidades mais importantes da Comunidade dos Estados Independentes, com uma indústria muito avançada, excelentes centros de investigação científica e médica e um importante setor cultural e artístico.

A importância histórica de Kiev é indiscutível, no ano 885 foi nomeada capital do Reino da Rus' e graças a seus contatos com o Império Bizantino, se converteu no centro convergente em todas as áreas das povoações ao redor, sem esquecer, que foi o berço da primeira igreja russa.

Catedral de Santa Sofia, símbolo de Kiev, situada na Praça de Bogdam Hmel'nickij, em cujo centro se levanta a escultura dedicada ao chefe militar Ucrâniano, que dirigiu a liberação do domínio polaco, nos anos 1648 e 1654, Bogdam Hmel'nickij. Esta escultura foi realizada por Mikesim em 1888 e simboliza o desejo do povoado Ucrâniano de unificar-se em um somente estado com o russo. Construida por Yaroslav em 1037, esta catedral teve como modelo a Basílica de Santa Sofia de Constantinopla, convertendo-se no centro religioso, cultural e político da Rus' de Kiev, a sede da primeira biblioteca do país.

Na Praça Bogam Hmel'nickij encontram-se também o Monastério de Santa Sofia com um impressionante campanário de 76 mt., que finaliza em uma cúpula dourada em forma de pera, característica do estilo Ucrâniano do século XVIII. A um encostado se levanta o refrectório, que na atualidade utiliza-se no inverno ao estar dotado de caleifação, o consistório e um pouco mais além o Edifício dos Irmãos.

O Jardim botânico da Academia Fomim, com mais de 200 espécies de plantas de todos os lugares do mundo.

Outro centro cultural de grande importância em Kiev é a Universidade Estadual de Kiev Taras Sevcenko. Desde sua criação a Universidade tem-se destacado por defender idéias progressistas, em 1847, por exemplo, uma sociedadee secreta, que tinha sua sede nela, defendia a abolição da escravidão, que sofriam os servos da gleba, e a democratização da sociedade. O campo é um bom local para passear e impregnar-se do ambiente universitário, criado pelos 20.000 estudantes, que estudam atualmente, nesta Universidade. Destaca a Biblioteca Central da Academia de Ciências de Ucrânia, cujo edifício foi desenhado por Os'mak, Pavel Alesim e Strosim.

PRAÇA CERVONAJA

A Costa de São Andrés desemboca na Praça Cervonaja, centro vital de Podol. Neste bairro da parte baixa da cidade se concentravam os artesãos e comerciantes. No centro desta praça encontra-se a Casa dos Comerciantes, que deve sua atual aspecto à reconstrução feita por Melenskij, após o incêndio que sufreu, em 1811. Este edifício concentrava os comércios da época num pátio interior, que tinha seis saídas. Cada rama tinha sua rua e o número de lojas podia ser de mais de cinquenta. Também na Praça Vermelha encontram-se o Palácio de Contratação, a Academia Mogiliana, na que se formaram grandes intelectuais e científicos, desde 1631, a Fonte de Sansão de Griogorovic-Barskij, na que pode-se ver a São Andrés bendizendo as colinas que circundam a cidade, e o Monumento ao Filósofo Grigorij Skovoroda. Nas aproximidades da praça encontram-se a Casa de Mijail Bulgakov, importante novelista russo, a Pocta situada em uma encantadora casinha de conto, com os muros pintados de amarelo

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e branco e o telhado em cor verde, a Estação Fluvial de Passageiros na que pode-se embarcar para fazer um pequeno cruzeiro pelo rio Dniéper e o Parque da Colina de Vladimiro, cujos terraços pode-se desfrutar, com uma das vistas mais formosas de Kiev e admirar o Monumento ao Príncipe Vladimiro Svjatoslavic desenhado por K.A. Tom, e inaugurado, em 1853 e o Monumento Comemorativo da União de Ucrânia e Rússia, de 1982, com um impressionante arco de 50 mt. de altitude.

AS GRUTAS

Outro ponto de grande interesse em Kiev é o Monastério das Grutas. Suas origens se remontam ao século XI e recebe seu nome das grutas naturais às que os monges se retiravam para meditar e, nas que se deixavam os corpos uma vez falecidos, para que, graças à temperatura e umidade que mantém, se momificaram por si mesmos. Estas grutas têm dois metros de altitude e um e meio de comprimento. Em seu interior se construiram igrejas subterrâneas, como a de São Teodósio e a da Anunciação.

O mosteiro encontra-se rodeado na atualidade por umas muralhas de 7 mt. de altitude mandadas construir por Pedro I. A muralha tem em cada esquina uma torre, em total quatro, a Ivana Kusnika, a torre do Relógio, a Onufrievskaja e a Maljarnaja. A entrada é a Porta da Trindade sobre a que se edificou a Igreja da Trindade. Destruida por um incêndio, em 1718 foi reconstruida treze anos depois, por Stefanovic.

A esquerda da entrada encontra-se a Igreja de São Nicolás do século XVIII, com uma formosa cúpula azul com estrelas de ouro como adorno. Em suas origens foi um hospital, passando a ser na atualidade uma sala de exposições. Na antiga enfermaria está hoje o Museu do Teatro, a Música e o Cine de Ucrânia.

Atualmente é a sede do Museu do Livro e a Arte da Impressão da República Ucrâniana, que pode-se contemplar a evolução nesta matéria desde os primeiros alfabetos em eslavo até as melhores impressões da União Soviética. O Edifício Kovnir também aloja o Museu de Objetos Preciosos de Valor Histórico da República de Ucrânia com peças de grande valor, com um colar de ouro, como jóia da coleção, na que pode-se admirar a maestria dos ourives da Rus' de Kiev e também dos joalheiros russos e armênios.

Sua produção rural é uma das mais desenvolvidas do planeta (são produtores de milho, trigo, beterraba e girassol), sem contar que o país conta com os mais diversos recursos minerais (carvão, manganês, mercúrio, níquel, titânio, etc.). Sua produção industrial é basicamente da indústria pesada. 

CULTURA:

MUSEUS DE KIEV

Próximo à Universidade encontram-se dois dos museus mais importantes da cidade: O Museu Estadual de Kiev de Arte Russa. Criado em 1922, como Galeria de Pintura, apresenta na atualidade, uma excelente mostra de arte, do século XII até nossos dias. Suas peças mais apreciadas são os iconos "A Degolação de São João Batista" e a "Última Ceia", retratos tanto da realeza, como de personagens famosos e anônimos, paisagens como "A Tempestade" de Ajvazovskij, a "Noche Salvaje" de Siskim e as pinturas de Nikolaevic. Destacam também a coleção de obras de Vrubel e a dos Ambulantes, estes pintores ofereceram um fiel reflexo da sociedade, através de exposições itinerantes. Em suas obras se denunciava a situação crítica dos mais desfavorecidos, como pode-se apreciar em "Campesina com bastão" de Kramskoj, "O inocente" de Perov, "La Deportacióm dos Prisioneros" de Makovskij e "Os Burlaki do Volga" de Vasili Vasilevic.

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O Museu Estadual de Arte Ocidental e Oriental de Kiev. A coleção divide-se na parte dedicada a Ocidente, com peças que vão desde esculturas gregas e romanas, cerâmica etrusca, medalhões escitas, iconos bizantinos, pintura italiana com quadros tão valiosos, como "A Virgem com o Ninho" de Belliniou "São Jorge" de Donatello, pintura espanhola, com gravados de Goya, como máximo expoente, pintura holandesa e flamenca e arte francês do XVIII, com esmaltes de Limoges, "Retrato de um homem" de Subleyras e uma cadeira litera, entre outras peças.

Nas salas dedicadas a Oriente pode-se ver uma estupenda mostra de arte egípcia, tibetano, mongol, índio, peças chinesas de incalculável valor como rolos de seda do século XIX, jades e gravados, budas de Nepal, máscaras de Indonésia e gravados e armas japonesas.

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EQUADOR

HISTÓRIA

1810-1830 A INDEPENDÊNCIA

Enquanto, entre 1809 e 1812, houveram tentativas de conseguir liberar-se do domínio de Lima, Equador só pôde atingir a independência da Espanha depois da batalha de Pichincha em 1822, quando as tropas de Sucre, tenente de Bolívar, derrotaram aos exércitos espanhóis. Equador se uniu então à Grande Colômbia até que esta se dissolveu em 1830.

1830-1895 A ÉPOCA CONSERVADORA

Durante este período se sucederam uma série de governos com clara matiz conservadora. Em primeiro lugar, o caudilho venezuelano Juan José Flores impôs seu domínio entre 1830 e 1846. A seguir Gabriel García Moreno, um civil com fortes vínculos com a Igreja, transformou-se no homem forte de Equador entre 1860 e 1875. O assassinato de García Moreno em 1875 abriu passo a uma série de governos conservadores menos rígidos que liberaram o regime e impulsionaram as primeiras reformas de clara influência liberal. Depois da Segunda Guerra Mundial, a recuperação do mercado agrícola e o crescimento da indústria da banana ajudaram a restabelecer a prosperidade e paz política.

1895-1925 A ÉPOCA LIBERAL

As forças liberais, encabeçadas por Eloy Alfaro, acabaram com o domínio conservador em 1895, dando início a um longo período liberal que introduziu uma ampla legislação anticlerical, impulsionou a construção de uma importante rede de transportes

ferroviários e introduziu reformas econômicas e políticas de corte liberal. Alfaro primeiro (1895-1912) e Leonidas Plaza Gutiérrez depois (1912-1924) deram estabilidade ao regime e possibilitaram a sustentação dessas reformas, ainda que a época de Plaza supôs um giro moderado com respeito às posturas mais radicais de Alfaro.

1925-1940 A ÉPOCA DAS REFORMAS

O domínio oligárquico e das grandes famílias somado aos interesses bancários foi desgastando o regime e provocou que, em meados dos anos 20, triunfasse uma revolução militar que realizou numerosas reformas, sobretudo de caráter social. No entanto, a crise do 29 afetou profundamente ao regime que terminou sendo derrotado. Ao longo dos anos 30 houve várias tentativas de retomar e ampliar essas reformas sociais dos anos 20, mas a instabilidade e a crise o impediram.

1944-1972 A ÉPOCA DO VELASQUISMO

Durante este período, a figura de José María Velasco Ibarra gravitou de maneira decisiva sobre o panorama político equatoriano. Este dirigente de forte personalidade e grande orador foi presidente em cinco ocasiões apoiado umas vezes em movimentos de esquerda e outras em partidos conservadores, mas sempre impulsionado uma política essencialmente populista.

1972-1979 OS REGIMES MILITARES

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Como reação ao último governo de Velasco Ibarra, instaurou-se uma Junta Militar em 1972 que impulsionou uma política de corte intervencionista e socializante, influída pelo regime de Velasco Alvarado em Peru. No entanto, o fracasso econômico e a inviabilidade do próprio regime conduziram à transição para a democracia.

. De 1948 a 1960, três presidentes, iniciando por Galo Praça Laço, foram eleitos livremente e completaram seus mandatos.

Num ambiente em que quase toda a América do Sul foi palco de golpes militares, o retorno de políticas populistas provocou inquietações que foram motivo de intervenções militares domésticas nos anos sessenta, época em que a descoberta de petróleo atraíram companhias estrangeiras e foi fundada a "Amazônia Equatoriana".

Em 1972, um golpe militar derrubou o regime de José María Velasco Ibarra passando a utilizar a riqueza do petróleo e empréstimos estrangeiros para custear um programa de industrialização, reforma agrária, e subsídios para consumidores urbanos.

1979-2005 A DEMOCRACIA

Desde 1979 se sucederam governos surgidos de processos eleitorais democráticos. Este período pode dividir-se em duas fases claramente diferenças. Até 1996, o processo democrático marchou com normalidade, os principais partidos do país se alternaram na presidência da República e cada administração pôde acabar seus respectivos períodos presidenciais.

Com o desvanecimento de ciclo econômico do petróleo, o Equador voltou a democracia em 1979, sob o primeiro presidente da Constituição equatoriana de 1979, Jaime Roldós Aguilera, candidato de uma grande frente partidária, a "Concentração de Forças Populares" ou "CFP" que obteve expressiva vitória sobre Sixto Durán Ballén do Partido Cristão Social "(PSC)".

Depois de uma discordância de liderança com Asaad Bucaram, o líder de então do CFP, Roldós, deixou a coligação para fundar com sua esposa um partido próprio denominado "Mudança e Democracia" levando condigo grande número de partidários. Com isto, o PCD, se tornou o terceiro partido em importância política .

Em 1981 ocorreu novo episódio de conflito de fronteira com o Peru, na região de Paquisha, com algumas recorrências posteriores.

Ao final de 1981 o vice-presidente Osvaldo Hurtado Larrea do partido Democracia Popular "DP" sucedeu o presidente Roldós depois que este morreu num acidente aéreo na selva amazônica.

Devido à pressão econômica da guerra sobre o mercado (particularmente do petróleo), o governo de Osvaldo Hurtado enfrentou uma crise econômica crônica em 1982, com crescente inflação, déficits de orçamento com efeitos desvalorizadores da moeda, acúmulo do serviço da dívida e parque industrial não competitivo.

Em 1984 as eleições presidenciais foram vencidas por León Febres Cordero Rivadeneira do PSC por estreita margem de votos. Durante os primeiros anos da sua administração dele, Febres Cordero orientou sua política econômica para o livre-mercado, fortaleceu o combate à produção de drogas e terrorismo, no que foi auxiliado pelos Estados Unidos da América.

Seu mandato foi prejudicado por disputas políticas dentro do governo e pelo seu breve seqüestro por elementos do exército. Em março de 1987 um terremoto devastador suspendeu a exportação de petróleo piorando assim os problemas econômicos do país.

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Em 1988 Rodrigo Borja Cevallos do partido da Esquerda Democrática "ID" elegeu-se presidente, concorrendo contra Abdalá Bucaram do "POR". Sua proposta era de melhorar a proteção de direitos humanos e levou a cabo algumas reformas, notavelmente uma abertura de Equador para comércio estrangeiro. O governo de Borja concluiu também um acordo com o pequeno grupo terrorista " Alfaro Vive, Carajo " porém a continuidade de problemas econômicos no país acabou arruinando sua popularidade, permitindo que a oposição obtivesse maioria no Congresso de 1990.

Em 1992, Sixto Durán Ballén ganhou sua terceira concorrência para a presidência da república. As medidas de ajuste de macroeconômicas duras que ele impôs eram impopulares, mas obtiveram sucesso mediante iniciativas de modernização do Congresso. O vice-presidente de Durán Ballén, Alberto Dahík, foi o arquiteto das políticas econômicas de administração, mas em 1995, Dahík fugiu o país para evitar processo por corrupção impulsionado pela ferrenha oposição. Uma guerra com o Peru (chamada Guerra de Cenepa, na área do rio com este nome) estourou em janeiro e fevereiro de 1995 em função de atrito sobre as fronteiras estabelecidas em 1942 e foi solucionada Protocolo de Rio.

Mas com a eleição de Abdalá Bucaram em 1996 o país entrou numa espiral de instabilidade e crise política: Bucaram foi destituído pelo Congresso em 1997, seu sucessor Jamil Mahuad teve que abandonar a presidência depois de um golpe cívico-militar em 2000 e o último presidente, Lucio Gutiérrez, deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palacio, assumisse a presidência.

Em maio de 1997 a presidência interina de Alarcón foi endossada por um referendo popular. Durante a presidência de Alarcón, foi escrita a nova Constituição do país (1979) que só entrou em vigor no dia 5 de junho de 1998, depois das eleições presidenciais e de membros do Congresso de 31 de maio de 1988.

Como nenhum candidato a presidência obteve maioria, no dia 12 de julho de 1998 seguiu-se uma eleição de segundo turno entre os dois candidatos mais votados, o prefeito de Quito Jamil Mahuad do "DP" e Álvaro Noboa Pontón do Partido Cristão Social. Mahuad foi eleito por uma estreita margem de votos assumindo o cargo no dia 10 de agosto de 1998, mesmo dia em que a nova Constituição do Equador entrou em vigor.

Nestes anos, além da instabilidade política, destacam o confronto militar com Peru na Guerra de Cenepa, no ano 1995. Mahuad concluiu um acordo de paz com o Peru em 26 de outubro de 1998, mas com as crescentes dificuldades econômicas, fiscais e financeiras do país, sua popularidade foi diminuindo até quando, inesperadamente substituiu a moeda corrente indígena o sucre (homenagem póstuma de um herói venezuelano na guerra revolucionária contra a Espanha), obsoleto, pelo dólar norte-americano (política monetária chamada de dolarização) e o decreto de dolarização que vinculou a moeda nacional ao dólar em 2000, conseguindo conter assim a espiral inflacionária na que se encontrava o país..

Esta reforma monetária causou grave desassossego nas classes de baixo poder aquisitivo que tentava converter seus sucres em dólar com muita perda no câmbio enquanto as classes mais abastadas, que já possuíam grandes volumes desta moeda e já faziam negócios com ela, capitalizaram grandes lucros.

Nas manifestações populares de grupos indígenas de 21 de janeiro de 2000, em Quito, o exército e a polícia se recusaram reprimir os manifestantes e em seguida a Assembléia Nacional Constituinte, num golpe de estado semelhante aos muitos já ocorridos no Equador, instituiu uma junta de tripartite para intervir na administração do país.

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Oficiais militares graduados declararam seu apoio à intervenção e, durante uma noite de confusão, depois de fracassarem as conversações, o presidente Mahuad foi forçado a fugir o palácio presidencial para sua própria segurança, encarregando por decreto, o seu Vice-presidente Gustavo Noboa como responsável pela administração.

Na manhã seguinte, Mahuad endossou Noboa como seu sucessor por uma rede nacional de televisão e o triunvirato militar, que efetivamente já dirigia o país, também o endossou.

Assim, na reunião de emergência do mesmo dia 22 de janeiro, em Guayaquil, o Congresso do Equador ratificou Noboa como Presidente da República.

A política de dolarização ainda permaneceu sob a liderança de Noboa. Embora a dolarização tenha mitigado seus efeitos e iniciado ligeira melhoria sobre a economia, o governo de Noboa foi acusado pela mantença da dolarização e descuido com problemas sociais e outros assuntos importantes da política Equatoriana.

Em 15 de janeiro de 2003, o Coronel aposentado Lúcio Gutiérrez, membro da junta militar que subverteu presidente Jamil Mahuad em 2000, assumiu a presidência do Equador com uma plataforma de combate à corrupção. O partido de Gutierrez, tendo poucos assentos no Congresso, o força a negociar com outros partidos para mudar a legislação, já tendo ensaiado algumas reformas econômicas.

Lucio Gutiérrez, deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palácio, assumisse a presidência até os dias de hoje. As eleições no país estão previstas para Outubro desse ano e pode ser um novo passo para uma possível maior integridade política do país.

Em 1992, Sixto Durán Ballén ganhou sua terceira concorrência para a presidência da república. As medidas de ajuste de macroeconômicas duras que ele impôs eram impopulares, mas obtiveram sucesso mediante iniciativas de modernização do Congresso. O vice-presidente de Durán Ballén, Alberto Dahík, foi o arquiteto das políticas econômicas de administração, mas em 1995, Dahík fugiu o país para evitar processo por corrupção impulsionado pela ferrenha oposição. Uma guerra com o Peru (chamada Guerra de Cenepa, na área do rio com este nome) estourou em janeiro e fevereiro de 1995 em função de atrito sobre as fronteiras estabelecidas em 1942 e foi solucionada Protocolo de Rio.

CULTURA

O Equador é um país mestiço e, como tal, tem uma das mais ricas culturas imagináveis, uma cultura diversa, onde a mistura racial, a mistura, assumem um papel preponderante, as culturas indígenas, as culturas Africanas, as culturas espanholas, as culturas europeias, todas têm a sua parte no Equador é, hoje em dia um dos países culturalmente mais ricos do mundo.

O Equador é um país aos modelos culturais contrastados. Os Ameríndios dos Andes cultivam as suas tradições: assim, em música, utilizam ainda flautas de Pano, herança do seu passado (VER latino-americano, música). Ao longo das costas, é uma mistura das caraterísticas culturais espanholas e africanas que domina nos descendentes colonos espanhóis e escravos pretos, originários da África. O país possui igualmente numerosos museus que protegem preciosos vestígios arqueológicos da época inca, bem como os museus históricos.

Na literatura deste país destaca-se a tradicionalista dos principais escritores, como Juan Montalvo, Pablo Palacio, o Jorge Icaza, entre outros.

Os modos equatorianos no teatro, com grandes cargas satíricas, o artesanato no Equador, o cinema ... são outras importantes ramificações culturais deste país.

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A música no Equador é diversa, deve-se destacar os sons que vêm de outros lugares, bem como os sons locais e indígenas. O Vallenato é a música mais popular no Equador, junto aos pastelarias.

GEOGRAFIA

O Equador é um dos menores países da América do Sul e, com o Chile, o único que não partilha fronteira com o Brasil. A paisagem é dominada pelos Andes, que atravessam o centro do país no sentido norte-sul, com altitudes que chegam aos 6310 m no Chimborazo (praticamente no centro do país). A leste dos Andes, cerca de 1/4 do território está integrado na bacia amazônica, e a oeste estende-se uma das mais extensas planícies costeiras da costa sul-americana do Pacífico.

A capital, Quito, localiza-se nos Andes e não é a maior cidade do país. Esse título cabe a Guayaquil, um porto de mar no golfo de Guayaquil, no sudoeste.

O clima varia com a altitude, sendo tropical no litoral e na Amazônia e tornando-se cada vez mais frio à medida que a altitude aumenta, nos Andes.

O Equador também possui, além, o arquipélago das Galápagos (Ilhas Galápagos) situado a uns 1000 km ao oeste do continente.

No Equador se distinguem fundamentalmente quatro zonas:

A Costa: Faz parte do "Chocó biogeográfico". Se localiza ao oeste do país, é una zona plana e fértil de escassa altitude. Nesta zona se encontra a maior cidade do Equador: Guayaquil.

A Serra: Correspondente a parte equatoriana dos Andes, divide de norte a sul o país em duas partes. De grande altitude, com alguns picos com mais de 6000 metros, possui também vários vulcões ainda ativos como o Tungurahua cuja última erupção teve lugar em 1999. Sobre a cordilheira andina se assentam algumas das mais importantes cidades equatorianas: sua capital Quito, Cuenca, Ambato, Riobamba, Loja, etc.

O Oriente: Ao leste do Equador se encontra uma parte da Floresta Amazônica. De clima úmido e quente.

Ilhas Galápagos.

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ESPANHA

HISTÓRIA

A Guerra civil (1936 – 1939), foi um dos episódios mais caros e trágicos na história da Espanha.Mais de meio milhão de pessoas morreram no conflito. Intelectuais e esquerdistas do mundo todo simpatizaram com o governo eleito. A brigada internacional, que incluía voluntários americanos, britânicos e canadenses, tomou parte em algumas das piores lutas, incluindo a defesa de Madri. Mas Franco apoiado pela Igreja católica, obteve mais ajuda da Alemanha nazista que, com sua legião Condor, acabou destruindo a cidade basca de Guerníca e da Itália fascista.Por três anos os governos europeus permaneceram calados, enquanto os exércitos de franco dominaram Barcelona, Madri e finalmente a última capital da república, Valência.

1941 - Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão e a União Soviética assinam um pacto de não agressão.

1943 - É descoberta, em Katyn (URSS), uma fossa com cadáveres de 4 mil oficiais poloneses executados pelos russos que faziam parte dos prisioneros de 1939.

1949 - Iniciam-se os diálogos de paz entre comunistas e nacionalistas chineses.

A Espanha oficialmente neutra durante a Segunda Guerra Mundial, mas simpatizante com os poderes do Eixo, foi evitada pelo mundo até um acordo em 1953, no qual os estados Unidos forneceram ajuda em troca da construção de bases da OTAN. Gradativamente, no final dos anos 60, a estraçalhada economia começou a ganhar vapor. Mas quando Franco anunciou, em 1969, que seu sucessor seria Juan Carlos, o neto de Alfonso XIII, um príncipe cuja educação militar fora rigidamente supervisionada pelo general já idoso, as esperanças de liberdade da nação murcharam. Imaginem a surpresa dos espanhóis quando, seis anos mais tarde, Franco morreu e o jovem monarca revelou-se um fechado democrata. Sob seu estímulo foi adotada uma nova constituição, que restaurava as liberdades civis e a liberdade de expressão. Em 23 de fevereiro de 1981, o rei provou novamente vigor quando um coronel da Guardiã Civil tomou o parlamento e seus membros durante 24 horas. A tentativa de golpe com o objetivo de trazer de volta um governo de direita foi de todo contornada pelo heroísmo do rei que chamou pessoalmente os comandantes militares de todo o país para assegurar sua lealdade ao governo eleito. Desde 1982 os socialistas tem governado a Espanha, embora uma série de escândalos envolvendo corrupção em 1994 e 1995 tenham ameaçado o poder.

José Cela que descreve com sutileza a vida nos anos de Franco, ganhando o Prêmio Nobel em 1989.

FORMAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS

1991 - Formação do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) constituído por Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina que são membros, além da perspectiva de ingresso do Chile, Bolívia e Venezuela.

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1992 - A União Européia (UE) foi instituída no final dos anos 50, embora tenha sido oficializada somente em 1992, os países que fazem parte são:

-> Alemanha, França, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Finlândia e Suécia.

1993 - Entra em vigor o Mercado Único Europeu.

2002 - Entra em vigor o Euro, a moeda única para os países da União Européia com exceção da Dinamarca (coroa dinamarquesa), Suécia (coroa sueca) e Reino Unido (libra esterlina).

CULTURA

Nas artes há um florescimento notável no primeiro terço do século XX, surgindo Frederico García Lorca, o cineasta Luis Buñnel, os pintores Pablo Picasso, Joan Miro e Salvador Dali. O século terminou com êxito destes artistas, resultando em uma esterilidade nos anos de Franco. Atualmente as artes estão florescendo novamente. O mundo já conhece os artistas espanhóis como o cineasta Pedro Almodóvar, o ator Antonio Banderas e o escritor Camilo.

AS TOURADAS

A tourada é uma paixão nacional e para os espanhóis uma forma de arte. As touradas começam com uma procissão de bandarilheiros, picadores a cavalo e matadores. Primeiro o matador movimenta sua capa para incentivar o touro a atacar, o picador a cavalo ataca o pescoço e a área dos ombros do touro; então os banderilheiros atiram dardos nas costas do touro. Depois de muito movimento com a capa o matador mata o touro com uma espada: e recebe as orelhas ou o rabo, como prêmio.

As lutas são geralmente as cinco da tarde nos domingos, de abril ao início de novembro.

Mas durante as festas populares em algumas cidades como Madri, Pamplona, Sevilha e Valência podem acontecer todos os dias.

FLAMENCO

O flamenco é uma das maiores expressões da cultura espanhola, a música chorosa, envolvente pede componentes essenciais para sua formação, roupas com cores muito vivas, guitarras e ritmo na ponta dos pés e da mão e corpos bailando num teatro musical.

O poeta Federico García Lorca descreveu a dança e a forma musical como a “mais gigantesca criação do povo espanhol”.

Geralmente as discussões sobre as origens do flamenco não chegam a lugar algum, como aconteceu com o mesmo Garcia Lorca, que descreveu o flamenco como uma mistura de muitas influências nas quais “a emoção da história e sua beleza, sem datas ou fatos, se escondem. Porém todos concordam que o flamenco é uma criação dos ciganos de Andalucia.

Muita da aura que cerca a música flamenca pode ser atribuída às atitudes românticas dos ciganos, um povo de origem misteriosa.

Os ciganos chegaram a Espanha em 1435, e são motivos de longas discussões sobre suas origem (Arábia, Egito, Índia, ou hindus?).

P.S.: Em 1499, Isabella e Ferdinand, assinaram o decreto ordenando aos ciganos que parassem com a vida nômade, e encontrasse um emprego estável ou, do contrário, teriam que sair do país. Finalmente em 1783, Carlos III fez uma séria tentativa de integrá-los à sociedade espanhola e

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quis inspirar mais tolerância entre eles. Além de também tê-los proibido de perambular, acusou os espanhóis de se recusarem a emprega-los e de proibi-los de terem acesso aos lugares públicos.

Posteriormente, os ciganos, adotaram o idioma espanhol, ao invés do romano, e estabeleceram colônias permanentes no subúrbio de Sevilha e Sacromonte, em Granada.

BARROCO

Inspirado na arte italiana e considerado por muitos um estilo de mau gosto, o Barroco na Espanha teve grande originalidade e ousadia, sendo adotado com muito entusiasmo em relação ao Desornamentado. O Barroco espanhol pode se comparar ao Barroco do resto da Europa, com excesso de riqueza, mas com maior audácia e força de concepção. A arquitetura desse estilo espalhou-se pelo país, podendo ser admirada em construções em Córdoba, Sevilha, Valência, Murcia e Valladolid. Era uma arquitetura complexa, com abóbadas, torres, elementos clássicos deturpados, colunas torneadas, figuras humanas e de animais, frontões, volutas e anjos. Na decoração de interiores esse estilo foi fascinante, com riquezas de cores e material. As paredes dos prédios públicos e residências eram adornadas com tecidos, sedas pintadas, brocados e damascos italianos, veludos de cores fortes, tecidos bordados a ouro e prata e com brasões de armas, uma abundância de materiais. Além de caírem em pregas das paredes, os tecidos eram usados nos corrimãos das escadas. Os pisos eram em mármore ou madeira com desenhos e as portas e tetos tinham entalhações, podendo ser douradas ou policromadas. As lareiras eram ornamentadas com anjos, folhas e dourados, encimadas por quadros e retratos. Era comum o uso de porcelanas orientais e espelhos ricamente emoldurados, candelabros e lustres.

A Espanha recebeu também influência estrangeira nas artes, principalmente da França, o que pode ser explicado pelas relações de parentesco entre as famílias reais deste dois países. Em conseqüência apareceu na Espanha um estilo Luís XIV exagerado em escala e proporção e os estilos Luís XV e XVI são de efeito imaturo e sem refinamento de detalhes. Na época que Napoleão ocupou a Espanha, arquitetos e artistas franceses foram chamados para decorar palácios e outras construções. São exemplos o Palácio Real de Madri, A Igreja de São Marcos, a Catedral de Pamplona e o Palácio Aranjuez.

O mobiliário no estilo Barroco espanhol manteve o excesso de curvas pesadas, mas com entalhação complicada, dourados e colorido abundante. São belíssimas as arcas espanholas dessa época, assim como o seu móvel típico, o Bargueno, que manteve a mesma construção do século XV, constando de duas peças: um cofre quadrangular com tampa e alças na parte superior e na inferior uma mesa, ou um cavalete trabalhado em colunas ou um armário baixo com quatro portas decoradas com entalhações. O interior desse tipo de móvel é cheio de gavetinhas e repartições com incrustações de marfins, osso, prata e madeiras raras. Três tipos de cadeiras eram comuns na Espanha: retangular ou "frailero", Dante (a parte superior sempre pesada) e um tipo com encosto em escada, muito comum em Barcelona. Os bancos eram comuns, formados por duas peças de madeira, uma para sentar e a outra para encostar. O armário, derivado da arca, não era muito usado, mas os do estilo Barroco são ricamente trabalhados. As mesas tinham aventais e pernas quadradas com decorações de entalhações geométricas ou incrustações de osso e marfim e um tipo de mesa de influência italiana, a "mesa-refeitório" muito grande e pesada apoiada sobre cavaletes. As camas tinham colunas em espiral nos quatro cantos, cabeceira em balaústre e dossel, de influência portuguesa. Também era comum as tipicamente espanholas de estrutura pesadíssima, com a cabeceira em frontão encimado por um brasão de armas. Podiam ser também decoradas com entalhações, douradas ou de colorido alegre.

Na arquitetura, a Espanha conheceu um brilhante período criativo nos anos anteriores à guerra civil. Os arquitetos José Luis Sert e Secundino Zuazo incorporaram as concepções racionalistas

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às suas realizações. Por sua vez, a história da pintura universal do século XX foi profundamente marcada pelos espanhóis Pablo Picasso, Juan Gris, Joan Miró, Antoni Tàpies e Salvador Dali.

A guerra civil produziu um corte brusco na produção intelectual. Alguns dos grandes criadores morreram durante seu transcurso, e grande número de outros teve de exilar-se ao final.

Na década de 1980, a cultura espanhola se normalizou e se diversificou. O cinema, malgrado o reduzido suporte industrial, apresentou obras de grande valor. A criação literária, bastante influenciada pela hispano-americana, em um universo cultural já muito unificado, adquiriu um dinamismo intenso, semelhante ao da indústria editorial.

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KIRIBATI

HISTÓRIA

As Ilhas Gilbert eram habitadas havia pelo menos 4000 ou 5000 anos por alguns habitantes da Ásia que falava uma das línguas oceânicas, antes de terem qualquer contato com europeus. As ilhas foram "batizadas" em 1820 por um almirante da Estônia, Adam von Krusenstern e pelo seu capitão francês Louis Duperrey, em homenagem ao capitão britânico Thomas Gilbert, que tinha "descoberto" o arquipélago em 1788.

No século XIX, pescadores de baleias e mercadores de escravos começaram a visitar as ilhas em grandes números e a confusão resultante resultou em vários conflitos e na introdução de doenças. Em 1892, num esforço para restaurar a ordem, as ilhas tornaram-se um protetorado britânico, juntamente com as ilhas Ellice, e passaram a ser uma colônia em 1916. Nos anos que seguiram, os britânicos incorporaram as ilhas da Linha e as ilhas Fênix à colônia, à qual deram estatuto autônomo em 1971. Em 1978, as Ellice Islands tornaram-se o estado independente de Tuvalu e a independência de Kiribati seguiu-se a 12 de Julho de 1979. Com a independência, os Estados Unidos da América entregaram à nova república a ilha Phoenix e quase todas as ilhas da Linha.

Kiribati é um arquipélago formado por 33 ilhas de coral e vários atóis e era cortado pela Linha Internacional de Data. Quando em Bairiki (capital) era manhã de domingo, no leste do país era manhã de sábado. Esta situação alterou-se em 1995, pelo realinhamento da Linha Internacional de Data, fazendo com que Kiribati seja o país mais oriental do Mundo. Assim, a ilha Caroline, que foi o primeiro território do Mundo a entrar no terceiro milênio, foi renomeada Ilha do Milênio.

POLÍTICA

Em Kiribati, de quatro em quatro anos há uma eleição de 42 parlamentares para o chamado Maneaba ni Maungatabu, que é uma espécie de parlamento. O presidente é ao mesmo tempo chefe de estado e chefe de governo, e tem a designação de te Beretitenti.

Cada uma das 21 ilhas habitadas possui um conselho local, o qual é responsável pelos assuntos cotidianos. A exceção é Tarawa, em que existem três conselhos: Betio, Tarawa-Sul e Tarawa-Norte.

GEOGRAFIA

A República Independente do Kiribati, pertencente à Commonwealth*, é feita num conjunto de 33 atóis de coral, agrupados em três grupos de ilhas, no centro do Oceano Pacífico. Os grupos de ilhas que se destacam são Gilbert (17 ilhas), as Ilhas Fênix (8 ilhas) e as ilhas da Linha (8, sem contar 3 que estão ao norte destes grupos e que são território dos Estados Unidos.

Tem como capital Bairiki, que possui 25.154 habitantes, e situa-se no atol de Tarawa, no norte das Ilhas Gilbert.

Kiribati tem uma área total de 811 km² , suas ilhas estão dispersas em 5 milhões de quilômetros quadrados no Oceano Pacífico, sendo só 21 delas habitadas. Caracterizando-as, as ilhas do grupo Fênix não têm uma população permanente, e Banaba é a mais rica das ilhas.

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O clima é tropical e temperado, e não apresenta grandes altitudes - o seu ponto mais alto tem apenas 81m, e situa-se na ilha Banaba.

* A Commonwealth (em inglês: Commonwealth of Nations) é uma associação de territórios autônomos, mas dependentes do Reino Unido, criada em 1931 e formada atualmente por 54 nações, a maioria das quais independentes, mas incluindo algumas que ainda mantêm laços políticos com a antiga potência colonial britânica.

ECONOMIA

Kiribati possui poucos recursos naturais e como um país subdesenvolvido, recebe ajuda externa da Austrália e dos Estados Unidos. As jazidas de fosfato, importantes na economia até a década de 1970, esgotaram-se pouco depois da independência, em 1979. Hoje em dia o país também encontra algumas receitas com a exploração do guano*. A indústria é precária e puramente artesanal. Possui uma economia baseada na indústria tradicional e na pesca. O turismo representa cerca de 20% do PIB, e o país recebe entre 3 mil e 4 mil turistas por ano.

* Guano é o nome dado às fezes das aves e morcegos quando estas se acumulam. Pode ser usado como um excelente fertilizante devido aos seus altos níveis de nitrogênio. O solo que é deficiente em matéria orgânica pode tornar-se mais produtivo com a adição de fezes.

DEMOGRAFIA

Kiribati tem uma população de 105.000 habitantes, que vivem principalmente no grupo das ilhas Gilbert, no atol de Tarawa. Os povos nativos são majoritariamente micronésios, existindo uma pequena minoria polinésia. A etnia majoritária é a dos i-kiribati, ou gilbertanos.

Em termos religiosos, o Kiribati é de maioria cristã, com cerca de 54% da população a seguir o catolicismo romano, por influência de missionários europeus; e cerca de 43% de protestantes.

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PALAU

HISTÓRIA

Os primeiros habitantes de Palau estabeleceram-se nessas ilhas há pelo menos 3000 anos. A ilha foi descoberta em 1543 pelo explorador espanhol Ruy López de Villalobos, mas foi deixada de lado pelos europeus até o século XIX, quando a Espanha pediu a arbitragem do Papa Leão XIII contra a Alemanha, que tinha ocupado Yap, também as Ilhas Carolinas. Pelo Tratado Germano-Espanhol de 1899, depois da Guerra Hispano-Americana, a Espanha vendeu as ilhas à Alemanha.

Em 1914, a ilha foi ocupada pelo Japão, que administrou-as, mas, depois da sua derrota na Segunda Guerra Mundial, as ilhas passaram a ser administradas pelos Estados Unidos da América. Em 1979, os palauanos votaram contra juntar aos Estados Federados da Micronésia e preferiram a independência. Depois de um extenso período de transição, que incluiu o assassinato de Haruo Remeliik, em 1985 e o suicídio de Lazarus Salii, em 1988, Palau votou em 1994 a favor de um Tratado de Livre Associação com os EUA. Porém, esta "Livre Associação" tinha sido rejeitada pelos palauanos mais de 10 vezes, tendo em conta que os termos do tratado permitem aos EUA controlar 51% das ilhas em caso de “emergência nacional”.

Mais tarde, foi um dos únicos países, junto dos Estados Unidos e de Israel, a votar na ONU contra o fim do bloqueio econômico à Cuba.

GEOGRAFIA

A República de Palau é formada por oito ilhas principais e mais de 250 ilhotas e atóis, localizadas a oeste dos Estados Federados da Micronésia, entre o Mar das Filipinas, a norte e a Indonésia e a sul de Nova Guiné.

As ilhas que se destacam por sua importância são: Angaur, Babeldaob, Koror – na qual 20000 pessoas, cerca de dois terço da população, vivem - e Peleliu, perto da extremidade norte, todas rodeadas por uma barreira de corais.

Possui clima tropical e temperatura média anual de 27 °C, com as chuvas ocorrendo durante todo o ano (aproximadamente 3800 mm/ano).

DEMOGRAFIA

Etnias

1. Palauenses 83,2%2. filipinos 9,8%

3. micronésios 2%

4. chineses 1,2%

5. europeus meridionais 0,8%

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6. outros 3%

RELIGIÃO

1. Catolicos- 46,5%;2. Protestantes- 44,2%;

3. Bahai - 0,7%;

4. Crenças Chinesas 0,7%;

5. Budismo 0,6%;

6. Ateus 7,0%;

7. Outros 0,6%.

ECONOMIA

A economia é formada basicamente da agricultura (coco, mandioca, banana, batata-doce etc.) e da pesca, que produz 1,3 mil toneladas/ano. Os principais parceiros comerciais são os EUA e Taiwan.

Apesar da oposição dos governantes que temiam a lavagem de dinheiro no país por organizações criminosas, o Senado aprovou, em 1998, legislação que permite a Palau se constituir em centro financeiro internacional.

CULTURA

Feriados

Data Nome em português

1º de Janeiro Ano-Novo

15 de Março Dia da Juventude

5 de Maio Senior Citizen Day

1º de Junho Dia do Presidente

9 de Julho Dia da Constituição

1ª segunda-feira de Setembro Dia do Trabalhador

1º de Outubro Dia da Independência

Úlitma quinta-feira de Novembro Dia de Ação de Graças

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25 de Dezembro Natal

SENEGAL

HISTÓRIA

Em tempos primitivos, muitos reinos se constituíram na região onde é hoje o Senegal. Muitos desses reinos passaram a fazer parte do Império Sudânico de Gana, que existiu entre os séculos VIII e XI. Partes do atual Senegal pertenceram ao Império Mali no século XIV, e ao Império Songai no século XVI. Durante o século XVIII, Fonta Toro, um país islâmico, dominou o vale do rio Senegal.Os primeiros europeus a estabelecer contatos comerciais com o território do Senegal foram os portugueses, no século XV. Os navegadores portugueses atingiram o Cabo Verde e fundaram um povoado em Gorée, uma pequena ilha em frente a Dacar. Porém, a cultura senegalesa só passou e ser intensamente influenciada com a chegada dos franceses, a partir do século XVII.

Primeiramente a França conquistou Gorée e estabeleceu um povoado em Saint-Louis, na foz do rio Senegal. Em 1854, o general Faidherbe tornou-se governador do Senegal. Expandiu o domínio francês, e tudo o que hoje é o Senegal, estava sob controle da França em 1895. O Senegal passou a ser sede da administração da Federação da África Ocidental Francesa.

A política colonial francesa foi feita através de uma administração indireta, utilizando os chefes locais como intermediários e colaboradores. Nas principais cidades, Dakar, Gorée, Rufisque e Saint-Louis, era exercida uma administração direta por cidadãos franceses.

Em 1946, o Senegal tornou-se um território da União Francesa e elegeu dois deputados para a Assembléia Nacional Francesa. O Senegal tornou-se uma república autônoma dentro da Comunidade Francesa em 1958. O Senegal e o Sudão Francês (atualmente Mali) formaram a Federação do Mali em 1959.

Foi a única colônia onde chegou a ser concedida cidadania francesa a africanos. A língua oficial ainda hoje é o francês. Após a independência em 1960, com Léopold Sédar Senghor (que destacou-se por ser o principal teorizados do sistema democrático) vindo a ser o primeiro presidente a tomar posse. Senegal conheceu uma via política inspirada no chamado socialismo islâmico, difundido por um conjunto de associações, escolas e jornais.

Em 1962, o primeiro-ministro Mamadou Dia foi preso sob a acusação de tentar derrubar o presidente. O primeiro-ministro Mamadou Dia e seus correligionários foram julgados e condenados à prisão, em 1963. A partir daí, o Senegal adotou nova constiuição, dando ao presidente autoridade executiva. Em 1966, o primeiro Festival Internacional de Arte Negra foi realizado em Dacar. No início da década de 1970, a economia do Senegal foi grandemente prejudicada pela seca na parte oriental do país. Em 1978, Senghor foi reeleito presidente para mais um período de cinco anos, mas renunciou em 1981, sendo sucedido por Abdou Diouf.

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Em 1982, Senegal juntou-se à Gâmbia para formar a confederação Senegâmbia através de um pacto que unia instituições comuns e uma integração das forças armadas e de segurança. A Senegâmbia foi dissolvida em 1989 por divergências entre os dois países.

GEOGRAFIA

Senegal encontra-se na costa atlântica da África, em frente ao arquipélago de Cabo Verde, que era a antiga África Ocidental Francesa. Ao norte, está a Mauritânia. Gâmbia separa às regiões de Cassamance (alta e baixa), com o resto de Senegal, a exceção da região do este, a qual tem capital em Tambacunda. O território senegalês tem poucas elevações; unicamente na zona sudoeste, na fronteira com Mali, há alguma elevação mais importante.

DEMOGRAFIA

Senegal tem uma grande variedade de grupos étnicos. O francês, apesar de ser a língua oficial, só é utilizada de forma corrente por uma minoria. Os grupos étnicos que se destacam são:

Os wolof, que representam o 43% da população;

Os fulani, com 24%;

Os serer, com 15%;

Os jola, com 4%;

Os mandingos, com 3%.

Cerca de 50.000 europeus, em sua maioria franceses, residem no país, junto com uma minoria libanesa, nas cidades.

94% dos senegaleses são muçulmanos, sendo os animistas só um 1%. O 30% da população é urbana. A parte oriental do país está quase deserta.

A medicina tradicional é legal, sendo praticada pelos serins ou marabus.

POLÍTICA

O Islã, a religião dominante de Senegal, chegou a esta região no século XI. Dos reinos nativos, o império Jolof, do século XIV, foi o mais poderoso. Várias potências européias chegaram à área desde o século XV, até que França acabou controlando do que se tinha convertido num importante ponto de saída para o comércio de escravos.

Dakar se converteu na capital da colônia francesa de África Ocidental Francesa em 1902. Em janeiro de 1959, Senegal e o Sudão Francês se uniram para formar a Federação de Mali, a qual se voltou totalmente independente o 20 de junho de 1960, como resultado da independência e a transferência do poder, acordo assinado com França o 4 de abril de 1960. Devido a dificuldades políticas internas, a federação se dissolveu o 20 de agosto de 1960. Senegal e o Sudão Francês (renomeado como a República de Mali) proclamaram sua independência individualmente.

Senegal se uniu com Gâmbia para formar a confederação nominal de Senegâmbia em 1982. No entanto, a integração concebida dos dois países nunca se levou a cabo e a união foi dissolvida

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Page 31: Trabalho de Geografia - Países

em 1989. Apesar das conversas de paz, um grupo separatista na região de Casamança chocou esporadicamente com as forças do governo desde 1982. Senegal tem uma longa história de participações na pacificação internacional.

SUBDIVISÕES

O Senegal está subdividido em 11 regiões:

Dakar Diourbel

Fatick

Kaolack

Kolda

Louga

Matam

Saint-Louis

Tambacounda

Thiès

Ziguinchor

ECONOMIA

Em janeiro de 1994, com o apoio da comunidade de doadores internacionais, o Senegal adotou um profundo programa de reforma econômica, que começou com uma desvalorização em 50% da moeda senegalesa, o Franco CFA. O Franco CFA era mantido a uma taxa de câmbio fixa em relação ao franco francês. Os controles de preços do governo e os subsídios foram desconjuntados. Após isso, o país teve uma grande mudança graças a este programa de reformas, com o PIB real crescendo com médias superiores a 5% ao ano entre 1995 e 2004. A inflação anual foi reduzida para menos de 10%. Como Membro da União Econômica e

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Monetária do Oeste da África (WAEMU), o Senegal tem trabalhado pela integração econômica regional com uma tarifa externa única e uma política monetária mais estável. Porém, o país ainda depende de doadores internacionais. Pelo programa do Fundo Monetário Internacional para a dívida dos países pobres, o Senegal se beneficiará da erradicação de dois terços de suas dívidas bilaterais, multilaterais, e do setor privado.

A exportação senegalesa se destaca pela pesca, que atingiu US$239 milhões em 2000. As operações de industrialização pesqueira lutam contra os altos custos, e o atum senegalês tem perdido o mercado francês para os competidores asiáticos, mais eficientes. As exportações de fosfato, o segundo produto da economia, têm permanecido estáveis, em torno de US$ 95 milhões anuais.

CULTURA

Lendas, danças, ritos, canções e usos populares são a manifestação mais espontânea do povo senegalês. A influência francesa mantém-se ainda viva, principalmente em Dakar. O algodão e a lã  são  utilizados para bordados no batik e na confecção de tapetes. A madeira é esculpida, fornecendo máscaras, estatueta e outros objetos; metais são incrustados por mãos hábeis e martelados para obtenção de jóias;  a cerâmica é também bastante desenvolvida. A música senegalesa, muito rica, é alegre e cheia de ritmo, refletindo a diversidade étnica do país. O povo senegalês distingue-se pelo seu amor às cores vivas, presente em grande número de tribos.  

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Page 33: Trabalho de Geografia - Países

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Page 34: Trabalho de Geografia - Países

LUANDA (CAPITAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA)

HISTÓRIA

1575: Paulo Dias de Novais entra na cidade, na Barra da Corimba. 1576: Fundada a cidade de Luanda (S. Paulo de Assumpção de Luanda).

1596: Criada a Diocese de Angola e Congo.

1606: Primeiro foral da cidade.

1625: Fundação do primeiro hospital.

1765: Criado o Terreiro Público.

1813: O governador José de Oliveira Barbosa tenta, sem sucesso, trazer a água do rio Cuanza para a cidade.

1837: Criada a comarca de Luanda.

1845: Criação da Escola Principal de Instrução Primária (Decreto de 14 de agosto de 1845).

1848: Criação da 1.ª Secretaria Militar da colônia.

1853: Dissolvido o Batalhão do Comércio de Luanda.

1865: Criação da filial do Banco Nacional Ultramarino.

1866: Inauguração do Posto Meteorológico, iniciando as observações em 10 de abril desse ano.

1880: Fundação da Sociedade de Geografia.

1881: Inauguração do Museu Etnográfico e de Produtos Coloniais.

1884: Realização da primeira exposição agrícola.

1888: Inaugurado o primeiro troço do Caminho de Ferro de Luanda à Funda.

1917: Criação da Caixa Económica Postal.

1918: Estabelecida na cidade a filial do Banco Colonial Português.

1919: Criação do Liceu Central de Luanda.

1975: Angola conquista sua independência, elevando Luanda à capital de um país independente. Deflagra a Guerra Civil Angolana.

2002: Fim da Guerra Civil.

2010: Luanda recebe a Copa das Nações Africanas.

GEOGRAFIA

A cidade de Luanda é constituída por seis municípios: Cazenga, Ingombota, Kilamba Kiaxi, Maianga, Rangel e Sambizanga.

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Page 35: Trabalho de Geografia - Países

A zona central de Luanda está dividida em duas partes, a Baixa de Luanda (a cidade antiga) e a Cidade Alta (a nova cidade). A Baixa de Luanda está situada próxima do porto e tem ruas estreitas e antigos edifícios dos tempos coloniais. O litoral é marcado pela Baía de Luanda, formada pela proteção do litoral continental por meio da Ilha de Luanda e a Baía do Mussulo, ao sul do núcleo urbano principal, formada pela restinga do Mussulo.

Não existem rios grandes que desemboquem no litoral da cidade, mas vários cursos de água formam o sistema de bacias pluviais de Luanda. Os rios mais próximos são o Cuanza, o maior rio de Angola que faz a divisa sul entre a província de Luanda e a província de Bengo, e o rio Bengo que faz a divisa norte com a mesma província.

DEMOGRAFIA

A língua oficial e mais falada é o português, sendo também faladas várias línguas do grupo banto, principalmente o kimbundo. Existe uma pequena minoria de origem europeia, feita principalmente por portugueses. Há também muitos brasileiros vindos dos estados de Pernambuco e Bahia.

A população de Luanda explodiu nas duas últimas décadas, e como consequência, Luanda teve recentemente um aumento da violência urbana.

        Ano         População

1815 18.000

1880 16.000

1900 20.000

1909 16.000

1921 20.000

1927 20.000

1934 17.900

1940 61.208

1950 137.000

1954 159.000

        Ano         População

1960 189.500

1964 224.540

1970 475.328

1974 600.000

1983 898.000

1987 1.136.000

1991 2.000.000

1995 2.080.000

2000 2.571.600

2008 2.524.459

CULTURA

Luanda possui diversos teatros, os quais se destacam: Teatro Municipal de Luanda, Teatro Elinga e Teatro Avenida. A Biblioteca Nacional de Angola e Biblioteca do Governo Provincial de Luanda são as mais importantes da cidade bem como o Arquivo Histórico de Angola.

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Page 37: Trabalho de Geografia - Países

CONCLUSÃO

Para a realização da conclusão, os países pesquisados foram divididos por continente:

África – Senegal, Luanda (Angola)

Américas – Haiti, Equador

Oceania – Palau e Kiribati

Europa – Ucrânia e Espanha

Ásia – Índia e Afeganistão

Ucrânia e Espanha pertencem a União Europeia (o bloco econômico mais bem sucedido do mundo), e por isso o Índice de Desenvolvimento Humano destes países é alto – acima de 0,7. Uma diferença entre esses dois países é a Religião – enquanto na Espanha a maioria é católica, a Igreja Ortodoxa predomina na Ucrânia.

Em relação à Índia e ao Afeganistão, podemos perceber que a proximidade destes países faz que a situação atual de um reflita no dia-a-dia do outro. Por exemplo, em julho de 2008, um atentado no Afeganistão matou 17 pessoas na embaixada Indiana localizada no Afeganistão.A Índia é marcada por suas grandes rotas comerciais históricas e de vastos impérios, riqueza material, comercial e cultural, mesmo que grande parte de sua população ainda viva abaixo da linha da miséria, sua economia é muito forte enquanto que o Afeganistão é um país extremamente pobre, pois sua história foi marcada de diversos ataques e invasões, dois terços da população vive com menos de dois dólares por dia. As religiões destes dois países se baseiam muito no hinduísmo. Também se assemelham pela extrema sensibilidade quanto às mudanças climáticas.

A Angola e o Equador assemelham-se pela forte presença do petróleo em suas economias.

Podemos relacionar Kiribati, Palau e Haiti quanto a sua pequenez e o nível em que são ou foram explorados por países mais desenvolvidos que eles, conseguindo depois suas independências.

Senegal e Angola estão juntas no subdesenvolvimento que impera no continente Africano, e apresentam IDH’s em torno de 0,4 e 0,5, um índice muito baixo em comparação com os países Europeus. Ambos os países assinaram, em 2010, um protocolo de ajuda mútua, que abrange os domínios da formação de quadros, aperfeiçoamento ténico-profissional e organização de estágios.

Os primeiros europeus a chegarem em Senegal e Angola foram os portugueses, Angolarealmente chegou a ser colonizada pelos portugueses enquanto que a França dominou Senegal.Angola é o segundo maior produtor de petróleo e exportador de diamantes da África Subsaariana, enquanto que em Senegal um dos geradores de economia do país é a pesca e as exportações de minérios.A forma de governo de Senegal é uma República com forma mista de governo enquanto que em Angola percebemos o presidencialismo.O cristianismo é dominante na Angola enquanto que em Senegal é o islamismo. Economicamente, o PIB da Angola é quase o dobro do de Senegal, porém o PIB de Senegal cresce 30 vezes mais por ano do que o de Angola.Senegal e Angola pertencem ao continente mais pobre do mundo, onde estão quase 2/3 dos portadores do vírus HIV do planeta, a continuidade dos conflitos armados, o avanço de

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epidemias e o agravamento da miséria, levam esta região quase ao caos total. O PIB total da África é de apenas 1,9% do PIB mundial e o continente participa de apenas 2% das transações comerciais que acontecem no mundo. Quase 50% dos 924,5 milhões de habitantes da África vivem com menos de 1 dólar ao dia, abaixo do nível de pobreza definido pelo Banco Mundial.Já a Índia mantém um forte comércio com Senegal.

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Page 39: Trabalho de Geografia - Países

BIBLIOGRAFIA

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