Trabalho Máscaras e Filtros

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  • APOSTILA MSCARAS E FILTROS

    MSCARAS E FILTROS

    Autor: Joo Antonio Munhoz Qumico Industrial

    munhoz@freenet.de

  • APOSTILA MSCARAS E FILTROS

    Introduo O uso imprprio de um respirador pode ter efeitos devastadores na vida ou na sade do usurio. Por exemplo, um trabalhador morreu porque seu supervisou no exigiu o uso de um respirador quando ele bombeava uma soluo salina enquanto ao mesmo tempo drenava gs sulfdrico, um gs muito txico, em concentrao superior ao mximo permissvel. Em outro caso, uma trabalhadora foi exposta a concentraes acima das permissveis de p de algodo porque lhe foi permitido remover o respirador que usava antes que o risco pelo p de algodo fosse adequadamente eliminado por outros meios. Numa fundio, foi dado a um usurio um respirador para que se protegesse do chumbo contido no ar em concentraes acima do permitido sem que tivesse passado pelo teste de selagem peridico. Seu ar respirado, dentro do respirador, continha chumbo em excesso. A questo, nestes exemplos, que o uso inadequado de respiradores ou o seu no uso podem ter srias conseqncias. A fim de se proteger e aos outros tambm, contra riscos respiratrios, necessrio entender o risco respiratrio e suas caractersticas primrias que o tornam perigoso. necessrio entender o significado da proteo respiratria disponvel e como ela age sobre o risco para o qual ela necessria. Finalmente, embora parea simplista, necessrio saber como se utiliza um respirador adequadamente. Nos exemplos acima, a falta do respirador, remov-lo antes da hora e selagem inadequada, tudo isso levou a srias conseqncias e at a morte, em um dos casos. Voltemos nossa ateno a informaes gerais que so necessrias conhecer para que se utilizem respiradores corretamente. 1. Risco Respiratrio Um risco respiratrio existe num ambiente de trabalho sempre que uma substncia estiver presente na atmosfera em concentraes que sejam agressivas ao organismo ou sempre que uma deficincia de oxignio ocorra nessa atmosfera. Os riscos respiratrios no ambiente industrial podem consistir de: a) Deficincia de Oxignio b) Contaminantes do ar

    I. Material particulado incluindo poeiras, nvoas e fumos. II. Vapores ou gases. III. Combinao de material particulado, vapores e gases.

    2. Meios Primrios de Proteo Respiratria Os meios primrios de proteo de trabalhadores contra riscos respiratrios so: engenharia de controle, normas administrativas e prticas de trabalho. Os controles de engenharia podem eliminar o risco respiratrio e reduzir os nveis de riscos respiratrios, riscos nas atmosferas dos ambientes de trabalho a nveis suficientemente baixos para que no sejam agressivos s pessoas. Isto , controles de engenharia asseguram de que o ar que se respira nos ambientes seja de boa qualidade. Normas Administrativas limitam o tempo de exposio dos trabalhadores aos riscos respiratrios nas atmosferas de trabalho, de forma que os trabalhadores tambm no sofram essas agresses. Prticas de trabalho previnem ou reduzem exposio dos trabalhadores a riscos respiratrios nos ambientes de trabalho de forma que as tarefas e procedimentos sejam realizados sem riscos. Instalar exausto para coletar e remover os contaminantes do ar um exemplo de engenharia de controle. Limitar a exposio do trabalhador a riscos em 2 horas por dia um exemplo de norma administrativa. Reescrever procedimentos de trabalho de forma que a chance de exposio a substncias potencialmente txicas seja reduzida, um exemplo de controle de prtica de trabalho. 3. O uso de respiradores Como forma de proteo respiratria, o uso de respiradores o ltimo recurso, por isso ele no est listado entre os meios primrios. No entanto, existem situaes onde controles de engenharia, normas administrativas e prticas de trabalho podem no ser aplicveis, impossveis, ou no adequadamente eficientes. Alm disso, tambm existem situaes em que os controles de engenharia ainda estejam sendo desenvolvidos, instalados e avaliados e a proteo necessria nesse nterim. Em tais situaes, os empregadores e os supervisores nas empresas devem providenciar respiradores adequados aos trabalhadores, de forma a proteg-los contra os riscos respiratrios. Tambm devem estar disponveis respiradores para escape de emergncias e operaes de salvamento. Os bombeiros tambm devem utilizar respiradores adequados.

  • APOSTILA MSCARAS E FILTROS O PPR Programa de Proteo Respiratria O Programa de Proteo Respiratria, do Ministrio do Trabalho, estabelecido pela Instruo Normativa n 1 de 11 de abril de 1994, documento hbil e completo que ajudar voc no somente na seleo correta do respirador adequado ao trabalho a ser realizado, mas tambm contm recomendaes importantes quanto ao seu uso e cuidados. O Ar Atmosfrico A atmosfera gasosa que envolve a Terra tem a seguinte composio fixa, ao nvel do mar:

    Gs Composio Atmosfrica em % Volume

    Nitrognio 78,09 Oxignio 20,95 Argnio 0,92 Gs Carbnico 0,04 Nenio, Hlio, Criptnio, Hidrognio, Xennio, xidos de Nitrognio, Oznio

    Traos

    Vapor dgua Varia (at 5%, o que dilui outros gases) 4. Os Contaminantes do Ar Qualquer dos constituintes do ar atmosfrico em concentraes maiores do que as normais, ou qualquer outra substncia presente no ar atmosfrico pode ser considerada como contaminantes ou poluentes do ar. Os contaminantes do ar variam quanto sua forma (gs, vapor, lquido, slido) ou quanto sua composio (partculas atmicas elementares, ons, molculas simples, molculas complexas). Os contaminantes do ar geralmente so classificados de acordo com suas caractersticas fsicas, composio qumica e propriedades, ou efeitos fisiolgicos nos seres humanos. 5. Contaminantes Particulados Sistemas que envolvem partculas contaminantes compostos por partculas discretas tanto slidas quanto lquidas suspensas no ar podem ser classificadas de acordo com seu estado fsico e propriedades ou podem ser classificados de acordo com seus efeitos fisiolgicos nos seres humanos. 6.1 Aerossis O termo aerossol freqentemente aplicado a um sistema que consiste de partculas suspensas no ar. Um aerossol um sistema disperso no qual o ar a fase contnua ou meio dispersante, e o material particulado, na forma de slido ou lquido discreto suspenso no ar, a fase dispersa ou disperside. 5.1.1 Classificao Fsica dos Aerossis Algumas vezes, os aerossis so descritos de acordo com os dois principais processos envolvidos em sua formao. Disperside Mecnico. Um disperside mecnico definido como partculas de matria, slida ou lquida, que so formadas e dispersas no ar por meios mecnicos tais como processos de desintegrao de moagem, triturao, perfurao, exploso e produo de sprays. Disperside Condensado. Um disperside condensado definido com sendo partculas de matria, slida ou lquida, que so formadas e dispersas no ar por reaes fsico-qumicas tais como: combusto, vaporizao, condensao, sublimao, calcinao ou destilao. Geralmente, as partculas so formadas por condensao do estado vapor/gs da substncia.

  • APOSTILA MSCARAS E FILTROS 5.1.2 Tipos Fsicos Poeira Uma poeira um aerossol no qual a fase dispersa um disperside slido mecnico. As partculas de uma poeira podem variar em tamanho desde submicroscpico at visvel ou macroscpico. Spray Um spray (muitas vezes descrito como nvoa) um aerossol no qual a fase dispersa um disperside lquido mecnico. As partculas de um spray geralmente so visveis, ou, de tamanho macroscpico. Fumo Um fumo um aerossol no qual a fase dispersa um disperside slido de condensao. As partculas de fumos so geralmente menores do que 1 m em tamanho. Nvoa Uma nvoa um aerossol no qual a fase dispersa um disperside lquido de condensao. As partculas de uma nvoa podem cariar consideravelmente em tamanho, desde submicroscpico at visvel, ou, macroscpico. Fog Um fog uma nvoa que tem densidade ptica de suficiente magnitude para interceptar ou obscurecer perceptivelmente a viso. Fumaa O termo fumaa normalmente utilizado para definir um sistema que inclui produtos de combusto incompleta de substncias orgnicas na forma de partculas slidas ou lquidas suspensas no ar e produtos gasosos misturados com o ar. A densidade ptica de uma fumaa geralmente suficientemente grande para se tornar visvel e para interceptar ou obscurecer perceptivelmente a viso. Smog O smog um sistema complexo que pode consistir de qualquer combinao de dispersides, slidos ou lquidos, suspensos no ar, gs ou vapores contaminantes dispersos no ar; Descreve-se, s vezes, o smog como sendo uma mistura de fog e fumaa (smoke). A densidade ptica do smog geralmente suficientemente grande para se tornar visvel e para interceptar ou obscurecer perceptivelmente a viso. 5.2 Classificao Fisiolgica de Aerossis Incmodo e/ou Relativamente Inerte Este tipo de aerossol pode causar desconforto e pequena irritao sem causar leses. No entanto, uma alta concentrao dessas partculas de aerossol pode encobrir a aptido do sistema respiratrio em elimin-los do trato respiratrio, e grandes depsitos do material particulado que permanece no trato respiratrio pode causar leso. Exemplos so partculas de mrmore e gesso suspensas no ar como partculas de poeiras. Produtores de Fibroses Pulmonares Este tipo de aerossol produz ndulos e fibroses nos pulmes. Exemplos so suspenses de quartzo (slica cristalina), partculas de poeiras e fibras de asbestos suspensas no ar. Carcinognio Este aerossol resulta em cncer em algumas pessoas, geralmente ocorre aps um longo perodo latente. Exemplos so partculas de cromatos suspensas no ar, fibras de asbestos suspensas no ar e partculas radiativas suspensas no ar. Irritantes qumicos Estes aerossis produzem irritao, inflamao e ulcerao, geralmente na poro superior do trato respiratrio. Exemplos incluem poeiras, sprays, fumos e nvoas que contm partculas compostas de cidos, lcalis ou perxidos. Venenos Sistmicos Estes aerossis produzem reaes de patologia txica em vrias partes do organismo. Exemplos incluem: poeiras,