Trabalho Sae Enfermagem

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Saude Enfermagem, Categoria de trabalho, Universidade Federal de Alfenas.

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    Aparecida Maria da Silva Anffini

    Ester Helena Alcantara

    ASSISTNCIA DE ENFERMAGEM A CLIENTE HOSPITALIZADO DECORRENTE

    A CNCER DE MAMA

    Alfenas

    2014

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    SUMRIO

    1 INTRODUO ..................................................................................................... 3

    2 AVALIAO CLNICA DE BERNARDES ............................................................ 4

    2.1 Entrevista ................................................................................................ 4

    2.2 Exame Fsico .......................................................................................... 5

    2.3 Prescrio mdica ................................................................................... 5

    3 ESTUDO PATOLGICO ..................................................................................... 6

    3.1 Cncer de mama ..................................................................................... 6

    3.2 Fisiopatologia .......................................................................................... 6

    3.3 Manifestaes clnicas ............................................................................ 7

    3.4 Tratamento .............................................................................................. 7

    4 MAPA CONCEITUAL ........................................................................................... 9

    5 ESTUDO FAMACOLGICO .............................................................................. 10

    6 ASSISTNCIA DE ENFERMAGEM ................................................................... 11

    6.1 Raciocnio diagnstico segundo Gordon ............................................... 12

    6.2 Gerao de hipteses ............................................................................ 12

    7 CONSIDERAES FINAIS ................................................................................ 17

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ........................................................................ 18

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    1 - INTRODUO

    O estudo compreende e descreve como a experincia do diagnstico de

    cncer de mama vivida pela mulher. Para compreender essa experincia optou-se

    pela realizao de uma pesquisa atravs da lgica do planejamento, da coleta e da

    anlise de dados.

    Este estudo teve como objetivo identificar os sentimentos,

    comportamentos e expectativas de mulheres frente ao cncer de mama (REGIS e

    SIMES, 2006).

    A construo deste estudo foi elaborada a partir das trs classificaes

    NANDA-I, NIC e NOC as quais possuem uma linguagem padronizada e universal

    destinada a possveis diagnsticos como raciocnio clnico mais amplo.

    As classificaes e as hipteses diagnsticas sero elaboradas a uma

    cliente que trataremos pelo nome fictcio de Bernardes, as intervenes e os

    resultados esperados.

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    2 - AVALIAO CLNICA DE BERNARDES

    A avaliao clnica de Bernardes foi realizada em trs etapas entrevista,

    exame fsico e prescrio mdica, descritas a seguir:

    2.1 - ENTREVISTA

    T. C. B., 29 anos, sexo feminino, casada, leucoderma, evanglica,

    procedente de Campos Gerais MG, possui ensino superior incompleto, estudante,

    possui renda familiar mensal de quatro salrios mnimos. Relata que mora com o

    marido e dois filhos. O motivo da internao o diagnstico mdico de cncer de

    mama. Informa antecedentes familiares de cncer e diabetes (me). Em relao a

    sua sade, sente-se bem e no se considera doente e demonstra aparncia positiva.

    Possui conhecimento sobre sua doena, sempre busca obter informao sobre sua

    sade na internet. J passou por cirurgias anteriormente, na gestao dos dois filhos

    e retirada de ndulos da mama. Nega tabagismo e etilismo. Antes da internao no

    utilizava nenhum medicamento, porm caso necessite no havendo conflito de

    adaptao. Alimenta-se bem, sem dificuldades, ingere arroz, feijo, carnes, legumes,

    frutas e verduras diariamente. Ingere pouco lquido, em mdia um litro de gua por

    dia. Evacuao todos os dias, fezes firmes. Boa diurese, apresentando vrias--

    mices ao dia, colorao amarelada, declara no levantar-se a noite para urinar.

    Diz que possui energia suficiente para suas atividades dirias. No pratica

    atividades fsicas mesmo sabendo que importante para sua sade. Em seu tempo

    livre assiste TV, cuida dos filhos e realiza aulas de violo no conservatrio trs vezes

    na semana. Consegue alimentar-se, ir ao banheiro e vestir-se sozinha. Dorme seis

    horas por noite, no utiliza medicamento para dormir. Sente-se descansada ao

    levantar-se. Possui dificuldade visual, faz uso de culos. No possui dificuldade

    auditiva. Realiza consulta ao oftalmologista regularmente. Nega obstruo nasal.

    Nega dificuldade para aprender coisas novas. Diz ser uma pessoa impaciente e

    ansiosa, gostaria que fosse uma pessoa mais pontual em relao aos seus

    compromissos. Depois que a doena comeou no percebeu nenhuma mudana na

    sua vida particular. Relata que a sua famlia a ajuda muito e que so cooperativos.

    No se sente sozinha. A doena no atrapalhou sua rotina de trabalho. A condio

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    financeira que dispe suficiente para suas necessidades. Quando se sente

    nervosa toca violo, ouve msica e faz orao. Conta que sempre procura a Deus

    nos momentos de dificuldade e que Deus acima de tudo em sua vida. Frequenta

    os cultos da igreja todo domingo. Nega infeco e sofrer algum tipo de violncia.

    No est exposta a nenhum risco ambiental prximo a sua residncia. Desconhece

    qualquer tipo de reao alrgica. No apresenta nenhuma sensao de desconforto.

    2.2. EXAME FSICO

    Ao exame fsico: crnio e face ntegros e simtricos, cabea centralizada,

    cabelos com distribuio preservada, em boas condies de higiene, ausncia de

    massas e abaulamentos durante a palpao, conjuntiva ocular e mucosa oral

    coradas, esclertica branca, pupilas isocricas e fotorreagentes. Glndula tireoide e

    linfonodos cervicais impalpveis, trax ntegro e simtrico, expansibilidade

    preservada, eupnica, ausculta pulmonar com murmrios vesiculares sem rudos

    adventcios. ausculta cardaca, apresenta bulhas rtmicas em 2T e normofonticas.

    Abdome ntegro e simtrico, plano, cicatriz umbilical plana, presena de rudos

    hipoativos, percusso apresenta som timpnico. MMII ntegros e simtricos, com

    mobilidade preservada. Presena de edema em dorso de ambas as mos com sinal

    de cacifo +/4+. Apresenta-se calma, tranquila e comunicativa. Aos sinais vitais

    apresenta P.A. 110x70 mmHg, normotensa, posio deitada; FP: 72 bpm, rtmico;

    FR: 17 mrpm; T. axilar: 36,6 C.

    2.3. PRESCRIO MDICA:

    1. Dieta livre

    2. Esquema de soroterapia 12/12 horas, SGF 1000ml

    3. Metoclopramida 5MG/ML AMP 2ml, de 8/8 horas em episdio de

    vmitos.

    4. Dipirona sdica 500MG/ML AMP 2ml, em caso de dor

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    3 - ESTUDO PATOLGICO

    Este estudo proporciona um conhecimento mais especfico sobre a

    doena para a realizao da assistncia de enfermagem. composto por

    patognese, sinais e sintomas, diagnstico, tratamento, etc.

    3.1 - CNCER DE MAMA

    Neoplasia uma leso constituda pela proliferao celular anormal

    descontrolada e autnoma em geral com a perda e reduo da diferenciao celular,

    em consequncia de alteraes nos genes que regulam o crescimento e

    diferenciao.

    Para o cncer de mama o tipo histolgico mais frequente o carcinoma

    ductal seguido pelo carcinoma lobular ou por uma associao de ambos. Os

    carcinomas mucinosos e tubulares tem sido associados a um melhor prognstico. J

    a presena de extensas reas de componentes intraductal parece conferir um maior

    risco de recidiva local.

    De acordo com Duarte e Andrade (2006) o cncer de mama ou carcinoma

    mamrio o resultado de multiplicaes desordenadas de determinadas clulas que

    se reproduzem em grande velocidade desencadeando o aparecimento de tumores

    ou neoplasias malignas que podem vir a afetar os tecidos vizinhos e provocar

    metstase. Esse tipo de cncer aparece sob a forma de ndulos e, na maioria das

    vezes, podem ser identificados pelas prprias mulheres por meio da prtica do auto-

    exame.

    Segundo o Instituto Nacional do Cncer (2009), o ndulo muitas vezes

    apresenta-se como uma massa irregular que, quando palpada, se diferencia do resto

    da mama pela sua consistncia.

    3.2 - FISIOPATOLOGIA

    O cncer um processo patolgico que comea quando uma clula

    anormal transformada pela mutao gentica do DNA celular. A clula anormal

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    forma um clone e comea a proliferar-se ignorando as sinalizaes de regulao do

    crescimento no ambiente circunvizinho adquirindo caractersticas invasivas e

    infiltrando nos tecidos subjacentes e acesso aos vasos sanguneos e linfticos, os

    quais transportam at outras regies do corpo.

    3.3 - MANIFESTAES CLNICAS

    Presena de ndulo endurecido, espessamento leve endurecimento ou

    discreto incomodo da mama. Pode ocorrer tambm sada espontnea de secreo

    mamilar, retrao do mamilo e arola.

    Em casos mais avanados dor, edema cutneo com dilatao dos poros,

    hiperemia e ulceraes cutneas.

    3.4 - TRATAMENTO

    As modalidades do tratamento do cncer de mama podem ser divididas

    em: tratamento local, cirurgia e radioterapia e tratamento sistmico: quimioterapia,

    hormonioterapia e terapia biolgica:

    Cirurgia: pode ser conservadora, com a retirada apenas do tumor ou