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TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS - ipp.pt ... profissionais logísticos acerca dos trade -offs logísticos e o impacto no desempenho económico financeiro da organização, bem como

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Text of TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS - ipp.pt ... profissionais logísticos acerca dos trade...

ALEXANDRA MANUELA NOVAIS ALMEIDA DOS SANTOS MARTINS novembro de 2018
TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS
2018
Departamento de Engenharia Mecânica
TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS
1160008
Dissertação apresentada ao Instituto Superior de Engenharia do Porto para
cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Engenharia
e Gestão Industrial, realizada sob a orientação da Professora Doutora Maria Teresa
Ribeiro Pereira
Departamento de Engenharia Mecânica
JÚRI
Presidente
Orientador
Professora Adjunta, Instituto Superior de Engenharia
Arguente
Professora Adjunta, Escola Superior de Hotelaria e Turismo
Trade-offs de Custos Logísticos Alexandra Martins
AGRADECIMENTOS
Ao meu querido marido, que faleceu no decorrer desta epopeia. A ti, que sempre foste
a minha inspiração e o meu pilar de apoio, devo esta dissertação. Juntos ofuscamos o
brilho do Sol e os Deuses zangaram-se…. Fiquei cá eu, e o meu grau de mestre vai
continuar a provar que se podem contrariar os Deuses, é preciso é ter força de vontade.
À minha orientadora, Maria Teresa Pereira, ser humano maravilhoso, que, além de me
dar todo o apoio científico, provou que a inteligência pode viver de mão dada com bons
sentimentos. Obrigada por toda a ajuda, quer científica, quer moral e, também, pela
paciência e compreensão.
Aos meus “companheiros de combate” Diogo Martins, Liliana Carneiro e Nuno Barbosa
que não permitiram que eu abandonasse o barco.
“The last but not the least” à minha família: mãe, pai e filhote. Para vocês as minhas
desculpas pelas ausências, especialmente a ti meu filho, nesta altura tão delicada da
vida. O meu profundo obrigada pela compreensão.
Trade-offs de Custos Logísticos Alexandra Martins
RESUMO IX
PALAVRAS CHAVE
portuguesas, análise de fatores
RESUMO
A maioria dos mercados é hoje mais competitiva, em termos de preço, do que há uma
década. Com a contínua pressão descendente sobre os preços, as empresas têm de
melhorar o seu desempenho para conseguirem manter-se no mercado. Deste modo,
tendo a generalidade das empresas já empreendido programas de redução de custos
nos processos produtivos, aparecem os processos logísticos, como oportunidade, de
importância considerável, para a maximização de lucros. Note-se que se trata de um
aumento do lucro, pelo acréscimo do valor, e não de uma mera redução de custos, pois
na área logística ainda há espaço não só para a redução de custos, mas também para o
aumento do nível de serviço prestado aos clientes, para um determinado nível de custos.
É aqui que os trade-offs de custos logísticos aparecem, entendendo-se por trade-off
logístico uma troca compensatória, ou seja, um aumento de custo é compensado por
uma diminuição de outro, ou compensado por um aumento do nível de serviço ao
cliente que aumente o desempenho, numa cifra que supere o aumento de custo.
Neste contexto, a presente dissertação tem como objetivo analisar o conhecimento dos
profissionais logísticos acerca dos trade-offs logísticos e o impacto no desempenho
económico financeiro da organização, bem como, quais os trade-offs de custos logísticos
que são analisados e avaliados, e de que forma isso é feito nas empresas. Para atingir
estes propósitos, o presente trabalho explorou o conceito de trade-off, das
componentes do custo logístico e explorou os estudos na área já realizados. Com estes
alicerces teóricos, adaptou ao contexto português o questionário realizado por Amaral
(2012, 2014) por forma a ser possível uma comparabilidade, além da mensuração dos
objetivos. O questionário foi aplicado a profissionais de 100 empresas do setor logístico e às “500 maiores e melhores” empresas portuguesas de 2016, segundo a revista Exame. Da pesquisa, respondida por 58 empresas, usando a análise fatorial exploratória com recurso ao método das componentes principais, evidencia-se que, embora os profissionais logísticos portugueses tenham uma vasta experiência, preparação académica e ocupem cargos hierárquicos elevados, continuam a realizar cortes de custos isolados, não considerando os trade-offs existentes, incorrendo em perdas no seu desempenho. Este facto verifica-se independentemente da dimensão da empresa, ou de ter um departamento dedicado à logística, ou de terceirizar atividades logísticas.
RESUMO X
ABSTRACT XI
KEYWORDS
analysis
ABSTRACT
Most markets are now more price competitive than they were a decade ago. With
continued downward pressure on prices, companies have to improve their performance
in order to stay in the market. Thus, since most companies have already undertaken
programs to reduce costs in production processes, logistical processes appear as an
opportunity of considerable importance for maximizing profits. It should be noted that
this is an increase in profit, because of the increase in value, and not a mere reduction of
costs, because in the logistics area there is still space not only for reducing costs but also
for increasing the level of service provided to customers, for a certain level of cost. It is
here that the trade-offs of logistic costs appear, being understood by logistic trade-off a
compensatory exchange, that is, one increase of cost is compensated by a decrease of
another, or compensated by an increase of the level of customer service which will
improve the performance, at a figure that exceeds the cost increase.
In this context, the objective of this dissertation is to analyse the knowledge of logistics
professionals about the logistic trade-offs and the impact on the economic and financial
performance of the organization, as well as which trade-offs of logistics costs are
analysed and evaluated, and in what way is done in companies. In order to achieve these
goals, the present work explored the concept of trade-off, the logistical cost elements
and explored the studies already performed in the area. With these theoretical
foundations, the questionnaire carried out by Amaral (2012, 2014) was adapted to the
Portuguese context in order to be possible for comparability, besides the measurement
of the objectives.
The survey was applied to professionals from 100 companies in the logistics sector and
the "500 largest and best" Portuguese companies in 2016, according to Exame
magazine. From the research, answered by 58 companies, exploratory factorial analysis
was performed using the principal components method, it is evident that, although
Portuguese logistics professionals have extensive experience, academic preparation and
high hierarchical positions, they continue to carry out isolated cost cuts not considering
the existing trade-offs, incurring in losses in their performance. This is true regardless of
the size of the company, or if it has a department dedicated to logistics, or if practices
outsourcing of the logistic activities.
ABSTRACT XII
LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIATURAS
Lista de Abreviaturas
AF Análise de fatores
KW Kruskal-Wallis
MW Mann-Whitney
PIB Produto interno bruto
GLOSSÁRIO DE TERMOS XV
GLOSSÁRIO DE TERMOS
variáveis originais e geralmente, em menor número, e que
representa as comunalidades de um processo aleatório
Custo de
Custo total Soma de todos os custos incorridos num determinado
processo
Logística Ciência que estuda como prover recursos e informação para
a execução de todas as atividades de uma organização
Logística inversa
Conjunto de ações que visa recolher bens ou informação do
ponto de consumo até ao ponto de origem, ponto de
recondicionamento, ou de tratamento ambiental
Nível de serviço ao
pré-estabelecidas (normalmente expressas em
Outsourcing Técnica de terceirização de serviços
Pesquisa boleana Técnica de pesquisa que utiliza os operadores “E”, “OU” ou
“NÃO”
Procurement Aprovisionamento
pinos, para segurar ou armazenar coisas
Resultado
económico-financeiro
interessadas
a forma da distribuição subjacente aos dados
Trade-off
Troca compensatória, em que um aumento de uma ou mais
variáveis logísticas é acompanhado pela diminuição de uma
ou mais variáveis
ÍNDICE DE FIGURAS XVII
ÍNDICE DE FIGURAS
FIGURA 1 - DIAGRAMA LÓGICO DE UM PROBLEMA CONFLITUANTE (JACKSON, STOLTMAN, & TAYLOR,
1994) 33
FIGURA 2 – LUCRO, RECEITA E CUSTOS EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE ARMAZÉNS UTILIZADOS –
ADAPTADO DE BALLOU, 1998 36
FIGURA 3 - CUSTOS E ATIVIDADES LOGÍSTICAS – ADAPTADO DE LAMBERT, 1998 37
FIGURA 4 - MÉTODO DE CONDUÇÃO DE UM ESTUDO DE MAPEAMENTO SISTEMÁTICO (SILVA, 2009) 42
FIGURA 5 - HISTOGRAMA DA FREQUÊNCIA ABSOLUTA DAS EMPRESAS POR DIVISÃO DO CÓDIGO CAE 53
FIGURA 6 - EXPERIÊNCIA DO PROFISSIONAL RESPONDENTE NA ÁREA LOGÍSTICA EM ANOS 55
FIGURA 7 - TIPOLOGIA DE FORMAÇÃO ACADÉMICA 55
FIGURA 8 - ÁREA DO CURSO DE FORMAÇÃO ACADÉMICA 56
FIGURA 9 - CARGO OCUPADO NA EMPRESA PELO PARTICIPANTE NO INQUÉRITO 56
FIGURA 10 - DIMENSÃO DA EMPRESA EM TERMOS DE COLABORADORES 57
FIGURA 11 - VOLUME DE NEGÓCIOS ANUAL (MILHARES DE EUROS) 58
FIGURA 12 - MAIOR POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO RESPONSÁVEL PELA GESTÃO LOGÍSTICA E/OU
CADEIA DE ABASTECIMENTO 58
FIGURA 13 - NÚMERO DE COLABORADORES NA ÁREA DE GESTÃO LOGÍSTICA E/OU CADEIA DE
ABASTECIMENTO 59
FIGURA 14 - ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA EMPRESA NO ÂMBITO DA GESTÃO LOGÍSTICA 60
FIGURA 15 - ATIVIDADES LOGÍSTICAS DESENVOLVIDAS PELAS EMPRESAS (COMPARAÇÃO COM AMARAL
2012 E FELLOUS 2009) 60
FIGURA 16 - ATIVIDADES LOGÍSTICAS TERCEIRIZADAS PELAS EMPRESAS 61
FIGURA 17 - "SCREE PLOT" OU GRÁFICO EM "ESCARPA" DOS VALORES PRÓPRIOS (EIGENVALUES) DAS
COMPONENTES 69
FIGURA 18 - GRÁFICO DAS RESPOSTAS AGRUPADAS POR COMPONENTES NO ESPAÇO RODADO. 71
FIGURA 19 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 1 VERSUS CATEGORIAS DA EXPERIÊNCIA LOGÍSTICA. 73
FIGURA 20 - VALOR DO TESTE DE KRUSKAL-WALLIS PARA O FATOR 2 VERSUS CATEGORIAS DA
EXPERIÊNCIA LOGÍSTICA. 74
FIGURA 21 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 3 VERSUS CATEGORIAS DA EXPERIÊNCIA LOGÍSTICA. 74
FIGURA 22 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 1 VERSUS CATEGORIAS DO GRAU DE FORMAÇÃO ACADÉMICA. 75
FIGURA 23 - VALOR DO TESTE DE KRUSKAL-WALLIS PARA O FATOR 2 VERSUS CATEGORIAS DO GRAU DE
FORMAÇÃO ACADÉMICA. 75
FIGURA 24 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 3 VERSUS CATEGORIAS DO GRAU DE FORMAÇÃO ACADÉMICA. 76
FIGURA 25 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 1 VERSUS CATEGORIAS DO CURSO DE FORMAÇÃO ACADÉMICA. 77
ÍNDICE DE FIGURAS XVIII
Trade-offs de Custos Logísticos Alexandra Martins
FIGURA 26 - VALOR DO TESTE DE KRUSKAL-WALLIS PARA O FATOR 2 VERSUS CATEGORIAS DO CURSO DE
FORMAÇÃO ACADÉMICA. 77
FIGURA 27 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 3 VERSUS CATEGORIAS DO CURSO DE FORMAÇÃO ACADÉMICA. 78
FIGURA 28 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 1 VERSUS CATEGORIAS DO POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO DO MAIOR
RESPONSÁVEL LOGÍSTICO. 79
FIGURA 29 - VALOR DO TESTE DE KRUSKAL-WALLIS PARA O FATOR 2 VERSUS CATEGORIAS DO MAIOR
POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO DO RESPONSÁVEL LOGÍSTICO. 79
FIGURA 30 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DA ANOVA A UM
FATOR PARA O FATOR 3 VERSUS CATEGORIAS DO POSICIONAMENTO HIERÁRQUICO DO MAIOR
RESPONSÁVEL LOGÍSTICO. 80
FIGURA 31 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 1 VERSUS DIMENSÃO DA EMPRESA
EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE TRABALHADORES. 81
FIGURA 32 - VALOR DO TESTE DE MANN-WHITNEY PARA O FATOR 2 VERSUS DIMENSÃO DA EMPRESA
EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE TRABALHADORES. 81
FIGURA 33 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 3 VERSUS DIMENSÃO DA EMPRESA
EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE TRABALHADORES. 81
FIGURA 34 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 1 VERSUS DIMENSÃO DA EMPRESA
EM FUNÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS ANUAL. 82
FIGURA 35 - VALOR DO TESTE DE MANN-WHITNEY PARA O FATOR 2 VERSUS DIMENSÃO DA EMPRESA
EM FUNÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS ANUAL. 82
FIGURA 36 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 3 VERSUS DIMENSÃO DA EMPRESA
EM FUNÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS ANUAL. 82
FIGURA 37 - VALOR DO TESTE DE MANN-WHITNEY PARA O FATOR 3 VERSUS DIMENSÃO DA EMPRESA
EM FUNÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS ANUAL. 83
FIGURA 38 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 1 EM FUNÇÃO DA EMPRESA
POSSUIR OU NÃO UMA ÁREA ESPECÍFICA DE LOGÍSTICA. 83
FIGURA 39 - VALOR DO TESTE DE MANN-WHITNEY PARA O FATOR 2 EM FUNÇÃO DA EMPRESA POSSUIR
OU NÃO UMA ÁREA ESPECÍFICA RESPONSÁVEL PELA LOGÍSTICA. 84
FIGURA 40 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 3 EM FUNÇÃO DA EMPRESA
POSSUIR OU NÃO UMA ÁREA ESPECÍFICA DE LOGÍSTICA. 84
FIGURA 41 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DO TESTE ONE
WAY ANOVA, PARA O FATOR 1 EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE COLABORADORES AFETOS À ÁREA
LOGÍSTICA. 85
FIGURA 42 - VALOR DO TESTE DE KRUSKAL-WALLIS PARA O FATOR 2 EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE
COLABORADORES DA EMPRESA NA ÁREA LOGÍSTICA. 85
ÍNDICE DE FIGURAS XIX
Trade-offs de Custos Logísticos Alexandra Martins
FIGURA 43 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DO TESTE ONE
WAY ANOVA, PARA O FATOR 3 EM FUNÇÃO DO NÚMERO DE COLABORADORES AFETOS À ÁREA
LOGÍSTICA. 86
FIGURA 44 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 1 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 1 EM FUNÇÃO DAS EMPRESAS
REALIZAREM OUTSOURCING DAS ATIVIDADES LOGÍSTICAS. 87
FIGURA 45 - VALOR DO TESTE DE MANN-WHITNEY PARA O FATOR 2 EM FUNÇÃO DAS EMPRESAS
REALIZAREM OUTSOURCING DAS ATIVIDADES LOGÍSTICAS. 87
FIGURA 46 - VALOR DO TESTE DE HOMOGENEIDADE DA VARIÂNCIA PARA O FATOR 3 E DO TESTE T-
STUDENT, PARA AMOSTRAS INDEPENDENTES, PARA O FATOR 3 EM FUNÇÃO DAS EMPRESAS
REALIZAREM OUTSOURCING DAS ATIVIDADES LOGÍSTICAS. 88
FIGURA 47 - VALOR DO TESTE DE MANN-WHITNEY PARA O FATOR 3 EM FUNÇÃO DAS EMPRESAS
REALIZAREM OUTSOURCING DAS ATIVIDADES LOGÍSTICAS. 88
ÍNDICE DE TABELAS XXI
ÍNDICE DE TABELAS
TABELA 1 – MAPEAMENTO SISTEMÁTICO DE TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS 43
TABELA 2 - QUADRO RESUMO DE ESTUDOS DE REFERÊNCIA SOBRE TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS
(ADAPTADO DE AMARAL 2012) 45
TABELA 3 – LEITURAS PARA O VALOR DE ALFA DE CRONBACH VARIANDO DE 0 A 1 – ADAPTADO DE
MARÔCO, 2011 50
TABELA 4 – CÓDIGO DE DIVISÃO E RESPETIVA DESIGNAÇÃO DOS CAE APRESENTADOS PELAS EMPRESAS
ANALISADAS 54
TABELA 5 - FREQUÊNCIA ABSOLUTA DAS RESPOSTAS AO BLOCO 4 DO INQUÉRITO 62
TABELA 6 - FREQUÊNCIA ABSOLUTA DAS RESPOSTAS COM ESCALA DE LIKERT DO BLOCO 5 DO
INQUÉRITO 63
TABELA 7 - TRADE-OFFS CONSIDERADOS RELEVANTES PARA A ORGANIZAÇÃO, OU SEJA, OS QUE SÃO
ANALISADOS COM MAIOR FREQUÊNCIA E APRESENTAM MAIOR IMPACTO NO DESEMPENHO
ECONÓMICO-FINANCEIRO 65
TABELA 8 - VALORES DE KMO E RESPETIVAS RECOMENDAÇÕES QUANTO À ADEQUAÇÃO DA UTILIZAÇÃO
DA ANÁLISE FATORIAL (ADAPTADO DE MARÔCO, 2011) 67
TABELA 9 - KMO E TESTE DE BARTLETT'S 67
TABELA 10 - VALORES PRÓPRIOS E VARIÂNCIA EXPLICADA PELOS COMPONENTES PRINCIPAIS 68
TABELA 11 – MATRIZ RODADA DAS VARIÂNCIAS DAS QUESTÕES DE CADA COMPONENTE 70
TABELA 12 - TESTES DE NORMALIDADE 72
TABELA 13 - QUADRO RESUMO DOS RESULTADOS OBTIDOS NOS TESTES DE HIPÓTESES 89
ÍNDICE XXIII
ÍNDICE
1.2 METODOLOGIA 28
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 33
2.2.2 CUSTO DE INVENTÁRIO 38
2.2.3 CUSTO DE TRANSPORTE 39
2.2.4 CUSTO DE APROVISIONAMENTO 39
2.2.5 CUSTO DE ARMAZENAGEM 40
2.2.6 CUSTO DE PROCESSAMENTO DE PEDIDOS E DE INFORMAÇÃO 41
2.3 OS TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS NA LITERATURA 42
2.4 ESTUDOS DE REFERÊNCIA SOBRE TRADE-OFFS DE CUSTOS LOGÍSTICOS 44
3 QUESTIONÁRIO E RESULTADOS 49
3.1 METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO 49
3.2 QUESTÕES DO INQUÉRITO 50
3.3 ANÁLISE ESTATÍSTICA 52
4 CONCLUSÕES 93
5 BIBLIOGRAFIA E OUTRAS FONTES DE INFORMAÇÃO 101
6 ANEXOS 111
6.3 ANEXO 3 - QUESTIONÁRIO 115
25
INTRODUÇÃO
1.2 METODOLOGIA
1 INTRODUÇÃO
A tendência pode não ser universal, mas não há dúvida de que a maioria dos mercados
é hoje mais competitiva em termos de preço do que há uma década. Os preços
continuam a cair em muitos países (Christopher, 2016).
Embora, de acordo com o mesmo autor, parte desta deflação de preços possa ser
explicada como resultado da redução normal de custos através de efeitos de
aprendizagem e experiência, a queda rápida do preço de muitos produtos tem outras
causas. Primeiro, há novos concorrentes globais que entraram no mercado apoiados por
bases de produção de baixo custo. A ascensão da China como grande produtora de
produtos de consumo de qualidade é uma prova disso. Em segundo lugar, a remoção de
barreiras ao comércio e a desregulamentação de muitos mercados aceleraram essa
tendência, permitindo que novos participantes rapidamente ganhassem terreno. Um
resultado disso tem sido o excesso de capacidade em muitos setores.
Martin Christopher aponta ainda uma outra causa da deflação de preços: a Internet, que
torna a comparação de preços muito mais fácil. A Internet permitiu que leilões e trocas
fossem estabelecidos a todos os níveis na indústria, que, também, tenderam a reduzir
os preços. Além disso, há evidências de que clientes e consumidores são, atualmente,
mais conscientes do valor. Marcas e fornecedores, que já conseguiram obter um prémio
de preço por causa da sua suposta superioridade, não podem continuar a fazê-lo, pois o
mercado reconhece que ofertas igualmente atraentes estão disponíveis a preços
significativamente mais baixos.
Segundo o mesmo autor, devido à contínua pressão descendente sobre os preços, é
evidente que, para manter a lucratividade, as empresas precisam de encontrar uma
maneira de reduzir os custos para compensar a queda no preço. O desafio para o
negócio é encontrar novas oportunidades de redução de custos quando, muito
provavelmente, a empresa já passou por muitos programas anteriores de redução de
custos. Pode-se argumentar que a última oportunidade remanescente de alguma
importância para uma grande redução de custos reside mais na logística do que nas
próprias operações internas da empresa (Christopher, 2016).
Assim, sendo a logística uma área crucial na construção da cadeia de valor, tem de ser
analisada minuciosamente, já que possui implicações em toda ela. No entanto, não o
devemos fazer com leviandade pois podemos perder a noção de uma visão mais ampla,
que é a organização no seu todo. Devido a este objetivo final, a consecução da missão a
que a organização se propõe, não se deve fixar em metas parciais ou segmentadas,
como a diminuição de um custo isolado, pois em conjunto com a dinâmica institucional
pode levar a um aumento global de custos. Dentro desta temática aparecem os
trade-offs logísticos, onde a ênfase não é o custo isolado, mas o aumento da
rentabilidade da organização.
Trade-offs de Custos Logísticos Alexandra Martins>
1.1 ÂMBITO E OBJETIVO DA DISSERTAÇÃO
Apesar da importância comprovada do setor logístico, em 2009, o presidente do
conselho geral da Associação Portuguesa de Logística (APLOG) alertou que a noção da
organização logística como componente estratégica para o negócio era ainda muito
incipiente, embora já representasse a nível europeu 14 % do produto interno bruto (PIB)
e sublinhou, ainda, que “é uma função transversal às empresas e constitui um dos três
grandes processos de criação de valor numa empresa, sendo válida em todos os setores
de atividade, desde a macro à micrologística” onde “qualquer melhoria nos processos
logísticos pode originar poupanças relevantes” (Agência Lusa, 2009).
A modernização da logística em Portugal iniciou-se mais tarde do que no resto da
Europa, não existindo ainda a profundidade necessária quanto à interligação de
operadores, modos e canais de informação ao longo da cadeia de abastecimento e
distribuição, seja nacional ou internacional. O setor em Portugal é, desta…