of 39/39
Tratado de Anatomia Humana Vishram Singh TRADUÇÃO DA 2ª EDIÇÃO

Tratado de Humana Anatomia atoa Anatomia aa Vishram Singh ... · TRAADO T DE ANATOMIA HUMANA Sgeunda Eção di Vishram Singh , MS, PhD, FASI Professor e Chefe do Departamento de Anatomia

  • View
    21

  • Download
    1

Embed Size (px)

Text of Tratado de Humana Anatomia atoa Anatomia aa Vishram Singh ... · TRAADO T DE ANATOMIA HUMANA...

  • Tratado deAnatomiaAnatomiaHumanaHumana

    Vishram Singh

    TRADUÇÃO DA 2ª EDIÇÃO

    Tratado deA

    nato

    mia

    Hu

    man

    a

    Anatomia Humana

    Singh

    www.elsevier.com.br

    Classificação de Arquivo RecomendadaAnatomia Anatomia Humana

    Tratado deAnatomiaAnatomiaHumanaHumanaVishram Singh 2ª EDIÇÃO

    A Segunda Edição de Tratado de Anatomia Humana abrange, em detalhes, a anatomia de membros superiores e inferiores, tórax, abdome, cabeça e pescoço e trata dos aspectos essenciais do cérebro. Seguindo as recentes tendências da educação em anatomia, o livro fornece ainda uma abordagem integrada com o conhecimento básico em anatomia, embriologia e histologia, e ainda Correlações Clínicas e Estudo de Casos Clínicos. Escrito em lin-guagem simples e muito fácil de compreender, este livro ricamente ilustrado fornece conhecimento da anatomia ideal para estudantes de medicina e demais áreas da saúde.

    Destaques:

    • Correlações Clínicas integradas ao texto, destacando aplicações práticas da anatomia.

    • Estudo de Casos Clínicos ao final de cada capítulo ideal para o aprendizado baseado em problemas.

    • Exposição detalhada de cavidade oral, nervos cranianos, nervos e articulações dos membros superiores, hérnias abdominais além de lesões nos nervos e nas articulações.

    • Adição de novos diagramas, tabelas e fluxogramas de acesso rápido.

    • Anatomia cirúrgica de coração e de pulmões.

    • Informações adicionais de alto valor acadêmico são apresentadas de maneira simples nas notas para torná-las mais interessantes aos leitores.

    • Fatos úteis e importantes para provas e exames de admissão listados como Dicas Importantes.

    • Questões de Múltipla Escolha, ao final do livro, para autoavaliação dos tópicos estudados.

    Sobre o autor

    Vishram Singh é Professor e Chefe do Departamento de Anatomia, Professor Responsável pela Unidade Médica Educacional do Santosh Medical College, Ghaziabad, Índia e Editor-Chefe do Journal of Anatomical Society of India, e Mestre em Anatomia pelo King George’s Medical College, Lucknow, UP. O professor Singh tem ensinado anatomia para alunos de graduação e pós-graduação em várias universidades e institutos, como o King George’s Medical College, de Lucknow, UP e o All India Institute of Medical Science, de Nova Deli, e tem sido consultor de várias faculdades e universidades. Com mais de 40 anos de experiência no ensino, pesquisa e prática clínica, ele é ganhador do Best Teacher and Researcher Award, do Al-Arab Medical University, Benghazi, Líbia.

    SINGH_Tratado de Anatomia Humana.indd 1 10/17/18 7:03 PM

  • TRATADO DE ANATOMIA HUMANA

    C0435.indd iC0435.indd i 08/10/18 1:36 PM08/10/18 1:36 PM

  • TRATADO DE ANATOMIA HUMANA

    Segunda Edição

    Vishram Singh , MS, PhD, FASI Professor e Chefe do Departamento de Anatomia

    Docente Responsável pela Unidade de Instrução Médica, Santosh Medical College, Ghaziabad Editor-Chefe do Journal of the Anatomical Society of India

    Membro do Conselho Acadêmico e da Comissão Central do Curso de Doutorado, Santosh University Membro do Conselho Editorial do Indian Journal of Otology

    Médico-Legista Consultor do ICPS, Índia Editor-Consultor do ABI, Carolina do Norte, EUA

    Atuou anteriormente nas seguintes instituições: GSVM Medical College, Kanpur

    King George’s Medical College, Lucknow Al-Arab Medical University, Benghazi (Líbia)

    All India Institute of Medical Sciences, Nova Delhi

    C0435.indd iiiC0435.indd iii 08/10/18 1:36 PM08/10/18 1:36 PM

  • © 2019 Elsevier Editora Ltda.

    Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.

    Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. ISBN: 978-85-352-8744-8 ISBN versão eletrônica: 978-85-352-8834-6

    Textbook of Anatomy: Upper Limb and Thorax, Volume I, 2eISBN: 978-81-312-3729-8

    Textbook of Anatomy: Abdomen and Lower Limb, Volume II, 2e

    ISBN: 978-81-312-3728-1

    Textbook of Anatomy: Head, Neck and Brain, Volume III, 2eISBN: 978-81-312-3727-4

    Copyright © 2014 by Reed Elsevier India Private Limited

    This adapted translation of TEXTBOOK OF ANATOMY, 2E, Volume I, II and III, by Vishram Singh was undertaken by Elsevier Editora Ltda and is published by arrangement with Reed Elsevier India Private Limited.

    Esta tradução adaptada de TEXTBOOK OF ANATOMY, 2E, Volume I, II e III, by Vishram Singh foi produzida por Elsevier Editora Ltda e publicada em conjunto com Reed Elsevier India Private Limited.

    Capa Monika Mayer e Luciana Mello

    Editoração Eletrônica Thomson Digital

    Elsevier Editora Ltda. Conhecimento sem Fronteiras

    Edifício City Tower Rua da Assembleia, n° 100 – 6° andar – Sala 601 20011-904 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

    Rua Quintana, n° 753 – 8° andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP

    Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 [email protected]

    Consulte nosso catálogo completo, os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www.elsevier.com.br

    Nota Como as novas pesquisas e a experiência ampliam o nosso conhecimento, pode haver necessidade de alteração dos métodos de pesquisa, das práticas profissionais ou do tratamento médico. Tanto médicos quanto pesquisadores devem sempre basear-se em sua própria experiência e conhecimento para avaliar e empregar quaisquer informações, métodos, substâncias ou experimentos descritos neste texto. Ao utilizar qualquer informação ou método, devem ser criteriosos com relação a sua própria segurança ou a segurança de outras pessoas, incluindo aquelas sobre as quais tenham responsabilidade profissional. Com relação a qualquer fármaco ou produto farmacêutico especificado, aconselha-se o leitor a cercar-se da mais atual informação fornecida (i) a respeito dos procedimentos descritos, ou (ii) pelo fabricante de cada produto a ser administrado, de modo a certificar-se sobre a dose recomendada ou a fórmula, o método e a duração da administração, e as contraindicações. É responsabilidade do médico, com base em sua experiência pessoal e no conhecimento de seus pacientes, determinar as posologias e o melhor tratamento para cada paciente individualmente, e adotar todas as precauções de segurança apropriadas. Para todos os efeitos legais, nem a Editora, nem autores, nem editores, nem tradutores, nem revisores ou colaboradores, assumem qualquer responsabilidade por qualquer efeito danoso e/ou malefício a pessoas ou propriedades envolvendo responsabilidade, negligência etc. de produtos, ou advindos de qualquer uso ou emprego de quaisquer métodos, produtos, instruções ou ideias contidos no material aqui publicado.

    O Editor

    CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃOSINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

    S624t2.ed.

    Singh, Vishram Tratado de anatomia humana / Vishram Singh ; [tradução Luiz Frazão Filho, Marcia Grillo Cabral]. - 2. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2019. : il. ; 27 cm.

    Tradução de: Textbook of anatomy Inclui bibliografia e índice ISBN 9788535287448

    1. Anatomia humana. 2. Embriologia. 3. Histologia. I. Frazão Filho, Luiz. II. Cabral, Marcia Grillo. III. Título.18-52597 CDD: 611.01 CDU: 611.01

    C0440.indd ivC0440.indd iv 10/10/18 1:24 PM10/10/18 1:24 PM

  • Dedicado a

    À minha mãe ( in memoriam )

    Ganga Devi Singh Rajput

    uma constante força norteadora de minha vida para a obtenção do conhecimento por meio da educação

    Minha esposa

    Manorama Rani Singh

    por tolerar com alegria a minha preocupação durante a elaboração deste livro

    Aos meus filhos

    Rashi Singh e Gaurav Singh

    por me ajudarem na elaboração do texto

    Aos meus professores

    Professor (Dr) AC Das ( in memoriam )

    por me inspirar a ser multifacetado e inovador na vida

    Professor (Dr) A Halim

    por me transmitir a arte do bom ensino

    Aos meus alunos e ex-alunos

    por apreciarem a minha abordagem de ensino da anatomia e transmissão

    de conhecimento por meio deste livro

    C0445.indd vC0445.indd v 08/10/18 2:03 PM08/10/18 2:03 PM

  • Revisão Científica e Tradução

    Revisão Científica

    Coordenador Mauro Andrade (Caps. 1-23, 31-35 e Questões de Múltipla Escolha) Professor Associado Livre-Docente da Disciplina de Topografia Estrutural Humana do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)Estrutural Humana do Departamento de Cirurgia daFaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

    Revisores Alfredo Luiz Jacomo (Caps. 25-30, 36-42, 50-57) Professor Associado – Livre-Docente da Disciplina de Topografia Estrutural Humana do Departamento de Cirurgia da FMUSP Professor Responsável pela Disciplina de Topografia Estrutural Humana do Departamento de Cirurgia da FMUSP

    Flávia Emi Akamatsu (Caps. 43-49) Professora Doutora da Disciplina de Topografia Estrutural Humana

    Flavio Hojaij (Caps. 58-86) Médico do LIM – Laboratório de Anatomia Médico-Cirúrgica – do HC-FMUSP Cirurgião de cabeça e pescoço Doutor em Medicina pela FMUSP Livre-Docente pelo Departamento de Cirurgia da FMUSP Professor Colaborador da Disciplina de Topografia Estrutural Humana da FMUSP

    Paulo Massarollo (Cap. 24) Professor Doutor do Departamento de Cirurgia da FMUSP Graduado em Medicina pela FMUSP Doutor em Clínica Cirúrgica pela USP

    Tradução Angela Satie Nishikaku (Cap. 61) Bacharel em Ciências Biológicas-Modalidade médica pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) Doutora em Ciências, Departamento de Imunologia, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) Pós-doutora pela Disciplina de Infectologia, Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

    Beatriz Perez Floriano (Caps. 45, 47, 58-60, 62-64, 68 e 69) Médica Veterinária formada pela UNESP Mestre e Doutora em Ciência Animal pela UNESP Professora e Anestesiologista Veterinária das Faculdades Integradas de Ourinhos

    C0450.indd viiC0450.indd vii 10/10/18 1:47 PM10/10/18 1:47 PM

  • Revisão Científica e Traduçãoviii

    Cristiane Matsuura (Cap. 46) Professora Adjunta do Departamento de Farmacologia e Psicobiologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Cristiane Ruiz (Caps. 28, 44 e 80) Professora de Anatomia Humana e Anatomia em Imagens do Centro Universitário São Camilo, SP Doutora em Ciências (Morfologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) Mestre em Ciências (Morfologia) pela Unifesp/EPM

    Daniel Giberne Ferro (Cap. 57) Doutor em Cirurgia pela FMVZ-USP Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade de São Paulo (1999) Mestrado pela Universidade de São Paulo (2006) Fundador e ex-presidente da Associação Brasileria de Odontologia Veterinária (ABOV)

    Danuza Pinheiro Bastos Garcia de Mattos (Cap. 75) Professora Adjunta do Departamento de Microbiologia e Parasitologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Doutorado em Medicina Veterinária pela UFF Mestrado em Ciências pela FIOCRUZ Graduação em Medicina Veterinária pela UFF

    Edianez Victória (Cap. 36 e 37) Tradutora

    Eliseanne Nopper (Caps. 51, 74, 81-85) Especialista em Psiquiatria Clínica pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro (FMSA) e Complexo Hospitalar do Mandaqui Médica pela FMSA – Organização Santamarense de Educação e Cultura (OSEC)/Universidade de Santo Amaro (UNISA)

    Felipe Gazza Romão (Cap. 55) Professor das FIO - Faculdades Integradas de Ourinhos Doutorando pelo departamento de Clínica Veterinária da FMVZ - UNESP Botucatu Mestre pelo departamento de Clínica Veterinária da FMVZ - UNESP Botucatu Residência em Clínica Médica de Pequenos Animais na FMVZ - UNESP Botucatu

    Keila Dutka (Caps. 9 e 10) Mestrado em Medicina Veterinária Preventiva Médica Veterinária

    Letícia Carrão Silva (Caps. 48-50) Mestrado em Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental no Agronegócio Graduação em Medicina Veterinária

    Luiz Claudio de Queiroz (Caps. 35 e 43) Tradutor Técnico Inglês-Português

    Luiz Euclydes Trindade Frazão Filho (Caps. 35 e 43) Tradutor/intérprete pela Universidade Estácio de Sá e Brasillis

    Márcia Grillo (Caps. 65-67 e 73) Professora de Patologia Bucal da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mestre em Patologia Bucal- Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro Doutora em Patologia Bucal- Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo

    Mariângela Pinheiro de Magalhães Oliveira (Caps. 30 e 33) Pós-Graduação em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Gama Filho (UGF) Pós-Graduação em Administração de Recursos Humanos pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) Especialização em Alimentação Coletiva pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) Graduação em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP)

    Mônica Israel (Cap. 70) Mestre e Doutora em Patologia/UFF Professora de Estomatologia UERJ e UVA Coordenadora da Especialização em Estomatologia São Leopoldo Mandic -RJ

    C0450.indd viiiC0450.indd viii 10/10/18 1:47 PM10/10/18 1:47 PM

  • Revisão Científica e Tradução ix

    Patrícia Lydie (Cap. 34) Graduada em Biologia pela UFRJ Renata Scavone Médica Veterinária e Doutora em Imunologia

    Renata Jurema Medeiros (Caps. 11, 29 e 71) Chefe do Laboratório de Fisiologia do Departamento de Farmacologia e Toxicologia do INCQS/Fiocruz Doutorado em Vigilância Sanitária pelo INCQS/Fiocruz Mestrado em Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal pelo Departamento de Tecnologia de Alimentos da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF) Graduação em Medicina Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária da UFF

    Renata Scavone (Caps. 18-23 e 56) Doutorado em Imunologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) Graduação em Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP

    Samanta Mattei de Mello (Caps. 32, 38-42 e 52-54) Doutora em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

    Sheila Recepute Silveira (Cap. 72) Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo Mestre em Genética pela Universidade Estadual de Londrina

    Soraya Imon de Oliveira (Questões de Múltipla Escolha) Biomédica pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) Especialista em Imunopatologia e Sorodiagnóstico pela Faculdade de Medicina da UNESP Doutora em Imunologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP)

    Tatiana Dagli (Caps. 24-26) Graduada em Farmácia-Bioquímica pela USP Tradutora Especializada na Área Médica e Farmacêutica

    Vilma Varga (Caps. 12-16, 76-79 e 86) Tradutora e Médica Neurologista

    C0450.indd ixC0450.indd ix 10/10/18 1:47 PM10/10/18 1:47 PM

  • Nesta edição, imagens de alta qualidade de dissecções anatômicas provenientes do Atlas de Anatomia (GOSLING, J. et .al. Anatomia Humana. Atlas colorido e texto. 6.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019 ) foram acrescidas ao texto original do Professor Vishram Singh. Essas dissecções colaboram de forma enriquecedora para melhor visualização e compreensão dos diagramas e fi guras originais do livro Tratado de Anatomia. Essas imagens estão identifi cadas como g-Fig. ao longo dos capítulos.

    C0450.indd xC0450.indd x 10/10/18 1:47 PM10/10/18 1:47 PM

  • Prefácio da Segunda Edição

    É com grande satisfação que expresso minha gratidão a todos os alunos e professores que apreciaram, utilizaram e recomendaram a primeira edição deste livro. Graças ao apoio deles este livro foi reproduzido três vezes desde sua primeira publicação em 2009.

    O enorme sucesso deste livro reflete o apelo de sua apresentação clara e limpa do texto anatômico suplementado por perfeitos diagramas unifilares (diagramas de linhas simples) que pudessem ser facilmente desenhados pelos alunos nas correlações clínico-labo-ratoriais, oferecendo uma base anatômica, embriológica e genética das condições clínicas no cotidiano da prática clínica.

    O texto foi extensamente revisado com base em um grande número de sugestões de alunos e colegas da área acadêmica, com o acréscimo de muitos novos diagramas unifilares e figuras em meio-tom e a atualização dos diagramas anteriores.

    Agradeço imensamente as construtivas sugestões de melhoria do conteúdo deste livro, recebidas tanto de alunos e ex-alunos quanto de colegas. Não reivindico os créditos pela originalidade absoluta do texto e das figuras, a não ser pelo novo modo de apresentação e expressão.

    Mais uma vez, agradeço de coração a alunos, professores e colegas anatomistas que me inspiraram a realizar a revisão. Espero sinceramente que eles considerem esta edição mais interessante e útil do que a anterior, e gostaria muito de receber comentários e sugestões de alunos e professores que possam contribuir para melhorar ainda mais este livro.

    “O aprendizado proporcionado pelas experiências anteriores e as mudanças dele decorrentes fazem o seu sucesso.”

    Vishram Singh

    C0455.indd xiC0455.indd xi 08/10/18 2:34 PM08/10/18 2:34 PM

  • Prefácio da Primeira Edição

    Este livro didático sobre o membro superior e o tórax foi cuidadosamente elaborado para os alunos do primeiro ano de MBBS (bacha-relado em medicina e cirurgia) na sequência do currículo de anatomia revisado do Medical Council of India. Seguindo as tendências atuais do estudo clínico da anatomia, adotei uma abordagem paralela destinada a transmitir os conhecimentos básicos da anatomia aos alunos, apresentando-lhes, ao mesmo tempo, os aspectos aplicados da disciplina.

    Para ajudar os alunos a obter uma alta pontuação nos exames, o texto foi escrito em uma linguagem simples e organizado em seções pequenas de fácil entendimento. Embora omitindo os detalhes anatômicos de pouca relevância clínica, as discussões filogenéticas e as analogias comparativas, todos os tópicos clínicos importantes encontram-se descritos em detalhes, com breves explicações dos aspectos histológicos e desenvolvimentais apenas na medida em que auxiliam no entendimento da forma macroscópica e da função dos órgãos, bem como da aparência comum das anomalias congênitas. As tabelas e os fluxogramas sintetizam informações importantes e complexas em cápsulas de conhecimento digeríveis. No final do livro, encontram-se perguntas de múltipla escolha apresentadas capítulo a capítulo com a finalidade de testar o nível de compreensão e rememoração dos alunos. As numerosas ilustrações simples em quatro cores também auxiliam na rápida compreensão e assimilação de informações complexas. A fim de garantir a precisão, todas as ilustrações foram desenhadas pelo próprio autor.

    Durante todo o processo de elaboração deste livro, mantive em mente o fato de que o conhecimento da anatomia é necessário para que médicos e cirurgiões possam realizar exames físicos, testes diagnósticos e procedimentos cirúrgicos. Consequentemente, a anatomia topográfica relevante para os procedimentos diagnósticos e cirúrgicos está clinicamente correlacionada ao longo do texto. Além disso, o final de cada capítulo contém um Estudo de Caso Clínico para fins de aprendizagem baseada em problemas, permitindo que os alunos utilizem seus conhecimentos de anatomia em situações clínicas. As informações encontram-se organizadas regionalmente, uma vez que, durante a avaliação de lesões e a execução de procedimentos cirúrgicos, os médicos encontram características anatômicas regionais. Devido à propensão a fraturas, luxações e lesões dos nervos periféricos do membro superior, existem discussões aprofundadas sobre articulações e nervos periféricos.

    Como professor, procurei ao máximo fazer deste livro um texto de fácil entendimento e leitura agradável. Para aprimorá-lo ainda mais, os comentários e sugestões dos leitores seriam muito bem-vindos.

    Vishram Singh

    C0460.indd xiiiC0460.indd xiii 08/10/18 2:44 PM08/10/18 2:44 PM

  • Agradecimentos

    Para começar, gostaria de expressar minha gratidão aos Drs. P Mahalingam, CMD; Sharmila Anand, DMD; e Ashwyn Anand, CEO da Santosh University, Ghaziabad, por proporcionarem um ambiente acadêmico adequado na universidade e oferecerem o incentivo que me ajudou a elaborar este livro.

    Agradeço também à Dra. Usha Dhar, reitora do Santosh Medical College, por sua cooperação. Sou imensamente grato aos Drs. PK Verma, Ruchira Sethi, Deepa Singh e Preeti Srivastava pelo nobre gesto de procederem à verificação final das provas editoriais.

    Agradeço sinceramente aos meus colegas de departamento, especialmente à professora Nisha Kaul e à Dra. Ruchira Sethi, por sua assistência.

    Gostaria de expressar meus sinceros agradecimentos também pelo feedback e apoio dos colegas da área de anatomia, particularmente aos professores:

    • NC Goel (chefe de departamento), Hind Institute of Medical Sciences, Barabanki, Lucknow. • Kuldeep Singh Sood (chefe de departamento), SGT Medical College, Budhera, Gurgaon, Haryana. • Poonam Kharb, Sharda Medical College, Geater Noida, UP. • TC Singel (chefe de departamento), MP Shah Medical College, Jamnagar, Gujarat. • TS Roy (chefe de departamento), AIIMS, Nova Delhi. • RK Suri (chefe de departamento), Gayatri Rath e Dr. Hitendra Loh, Vardhman Mahavir Medical College e Safdarjang Hospital,

    Nova Delhi.

    • Veena Bharihoke (chefe de departamento), Rama Medical College, Hapur, Ghaziabad. • SL Jethani (reitor e chefe de departamento) e RK Rohtagi e Drs. Deepa Singh e Akshya Dubey, Himalayan Institute of Medical

    Sciences, Jolly Grant, Dehradun.

    • Anita Tuli (chefe de departamento), Shipra Paul e Shashi Raheja, Lady Harding Medical Hospital, Nova Delhi. • SD Joshi (reitor e chefe de departamento), Sri Aurobindo Institute of Medical Sciences, Indore, MP.

    Por fim, meus elogios à paciência de minha esposa, Manorama Rani Singh, minha filha, Dra. Rashi Singh, e meu filho, dr. Gaurav Sing, por me auxiliarem na elaboração deste texto.

    Gostaria de expressar minha gratidão e consideração também aos meus professores AC Das e A Halim, e a outros anatomistas renomados da Índia, como os professores Shamer Singh, Inderbir Singh, Mahdi Hasan, AK Dutta, Inder Bhargava etc, que me ins-piraram durante a minha vida estudantil.

    Agradeço imensamente a ajuda e cooperação recebidas da equipe da Elsevier, uma divisão da Reed Elsevier India Pvt. Ltd.,espe-cialmente a Ganesh Venkatesan (diretor – editorial e operações editorais), Shabina Nasim (gerente sênior de projetos – Education Solutions [Soluções em Educação]), Goldy Bhatnagar (coordenadora de projetos) e Shrayosee Dutta (revisora).

    Vishram Singh

    C0465.indd xvC0465.indd xv 08/10/18 2:50 PM08/10/18 2:50 PM

  • Sumário

    Revisão Científi ca e Tradução vii

    Prefácio da Segunda Edição xi

    Prefácio da Primeira Edição xiii

    Agradecimentos xv

    Capítulo 1 Introdução ao Membro Superior 1

    Capítulo 2 Ossos do Membro Superior 10

    Capítulo 3 Região Peitoral 34

    Capítulo 4 Axila 48

    Capítulo 5 Dorso e Região Escapular 58

    Capítulo 6 Complexo Articular do Ombro (Articulações do Cíngulo do Membro Superior) 72

    Capítulo 7 Inervação Cutânea, Drenagem Venosa e Drenagem Linfática do Membro Superior 83

    Capítulo 8 Braço 92

    Capítulo 9 Antebraço 105

    Capítulo 10 Articulações do Cotovelo e Radioulnares 126

    Capítulo 11 Mão 137

    Capítulo 12 Articulações e Movimentos da Mão 161

    Capítulo 13 Nervos Principais do Membro Superior 172

    Capítulo 14 Introdução ao Tórax e Caixa Torácica 185

    Capítulo 15 Ossos e Articulações do Tórax 196

    Capítulo 16 Parede Torácica e Mecanismo da Respiração 211

    Capítulo 17 Cavidades Pleurais 229

    Capítulo 18 Pulmões 238

    C0470.indd xviiC0470.indd xvii 08/10/18 3:50 PM08/10/18 3:50 PM

  • Sumárioxviii

    Capítulo 19 Mediastino 254

    Capítulo 20 Pericárdio e Coração 261

    Capítulo 21 Veia Cava Superior, Aorta, Tronco Pulmonar e Timo 288

    Capítulo 22 Traqueia e Esôfago 297

    Capítulo 23 Ducto Torácico, Veias Ázigo e Hemiázigo e Troncos Simpáticos Torácicos 307

    Capítulo 24 Introdução e Visão Geral do Abdome 315

    Capítulo 25 Abdome e pelve 324

    Capítulo 26 Parede Anterior do Abdome 338

    Capítulo 27 Região Inguinal/Virilha 360

    Capítulo 28 Órgãos Genitais Externos Masculinos 373

    Capítulo 29 Cavidade Abdominal e Peritônio 388

    Capítulo 30 Parte Abdominal do Esôfago, Estômago e Baço 407

    Capítulo 31 Fígado e Aparelho Biliar Extra-Hepático 423

    Capítulo 32 Duodeno, Pâncreas e Veia Porta 440

    Capítulo 33 Intestinos Delgado e Grosso 458

    Capítulo 34 Rins, Ureteres e Glândulas Suprarrenais 479

    Capítulo 35 Parede Abdominal Posterior e Estruturas Associadas 499

    Capítulo 36 Pelve 516

    Capítulo 37 Paredes Pélvicas e Estruturas de Partes Moles Associadas 526

    Capítulo 38 Períneo 539

    Capítulo 39 Bexiga Urinária e Uretra 552

    Capítulo 40 Órgãos Genitais Masculinos 565

    Capítulo 41 Órgãos Genitais Femininos 574

    Capítulo 42 Reto e Canal Anal 593

    Capítulo 43 Introdução aos Membros Inferiores 605

    Capítulo 44 Ossos dos Membros Inferiores 613

    Capítulo 45 Parte Frontal da Coxa 642

    Capítulo 46 Compartimento Medial da Coxa 658

    Capítulo 47 Região Glútea 667

    C0470.indd xviiiC0470.indd xviii 08/10/18 3:50 PM08/10/18 3:50 PM

  • Sumário xix

    Capítulo 48 Posterior da Coxa e Fossa Poplítea 678

    Capítulo 49 Articulação do Quadril 691

    Capítulo 50 Superior da Perna e Dorso do Pé 700

    Capítulo 51 Faces Lateral e Medial da Perna 714

    Capítulo 52 Parte Posterior da Perna 721

    Capítulo 53 Planta do Pé 734

    Capítulo 54 Arcos do Pé 746

    Capítulo 55 Articulações do Membro Inferior 753

    Capítulo 56 Drenagens Venosa e Linfática do Membro Inferior 772

    Capítulo 57 Inervação dos Membros Inferiores 781

    Capítulo 58 Anatomia Viva da Cabeça e do Pescoço 792

    Capítulo 59 Osteologia da Cabeça e do Pescoço 803

    Capítulo 60 Escalpo, Têmpora e Face 835

    Capítulo 61 Pele, Fáscia Superfi cial e Fáscia Profunda do Pescoço 857

    Capítulo 62 Lateral do Pescoço 866

    Capítulo 63 Região Anterior do Pescoço 875

    Capítulo 64 Região Posterior do Pescoço e Coluna Cervical 885

    Capítulo 65 Região Parotídea 900

    Capítulo 66 Região Submandibular 908

    Capítulo 67 Fossa Infratemporal, Articulação Temporomandibular e Fossa Pterigopalatina 922

    Capítulo 68 Glândulas Tireoide e Paratireoide, Traqueia e Esôfago 945

    Capítulo 69 Regiões Pré e Paravertebral e Raiz do Pescoço 957

    Capítulo 70 Cavidade Oral 969

    Capítulo 71 Faringe e Palato 988

    Capítulo 72 Laringe 1007

    Capítulo 73 Irrigação e Drenagem Linfática da Cabeça e do Pescoço 1020

    Capítulo 74 Nariz e Seios Paranasais 1040

    Capítulo 75 Orelha 1054

    Capítulo 76 Órbita e Bulbo do Olho 1071

    C0470.indd xixC0470.indd xix 08/10/18 3:50 PM08/10/18 3:50 PM

  • Sumárioxx

    Capítulo 77 Canal Vertebral e Seu Conteúdo 1091

    Capítulo 78 Cavidade Craniana 1104

    Capítulo 79 Nervos Cranianos 1122

    Capítulo 80 Características Gerais e Membranas do Encéfalo 1142

    Capítulo 81 Tronco Encefálico 1152

    Capítulo 82 Cerebelo e Quarto Ventrículo 1164

    Capítulo 83 Diencéfalo e Terceiro Ventrículo 1171

    Capítulo 84 Cérebro 1178

    Capítulo 85 Núcleos da Base e Sistema Límbico 1188

    Capítulo 86 Irrigação Sanguínea do Cérebro 1194

    Questões de Múltipla Escolha 1202

    Índice 1255

    C0470.indd xxC0470.indd xx 08/10/18 3:50 PM08/10/18 3:50 PM

  • CAPÍTULO

    6 Complexo Articular do Ombro (Articulações do Cíngulo do Membro Superior)

    O complexo articular do ombro consiste em quatro articulações básicas ( Fig. 6.1 ):

    1. Articulação glenoumeral. 2. Articulação acromioclavicular. 3. Articulação esternoclavicular. 4. Articulação escapulotorácica (ligação funcional entre a

    escápula e o tórax).

    A função normal do cíngulo do membro superior requer uma coordenação harmoniosa de movimento em todas essas articula-ções. O comprometimento de qualquer uma dessas articulações resulta em deficiência funcional de todo o complexo.

    A principal função do ombro no ser humano é permitir que ele posicione a mão onde deseja, de maneira coordenada e con-trolada.

    Do membro dianteiro que serve de apoio do peso nos quadrú-pedes ao membro superior livremente móvel dos seres humanos, o cíngulo do membro superior sofreu alterações filogenéticas substanciais. Nos seres humanos, o cíngulo sacrificou a estabili-dade em favor da mobilidade, responsável pela maioria de suas alterações patológicas.

    A articulação glenoumeral , geralmente denominada “arti-culação do ombro” pelos médicos, é a articulação primária do cíngulo do membro superior e, por ser afetada com bastante frequência, precisa ser descrita em detalhe.

    ARTICULAÇÃO DO OMBRO (ARTICULAÇÃO GLENOUMERAL)

    É a articulação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenoidal da escápula.

    A articulação do ombro é a articulação com maior mobilidade existente no corpo e, consequentemente, uma das menos estáveis. É a articulação que se desloca com mais frequência e mais sofre luxações recorrentes. Portanto, os estudantes devem estudá-la de forma muito minuciosa.

    Tipo A articulação do ombro é uma articulação sinovial do tipo esfe-roidal (ou bola e soquete) ( Fig. 6.2 ).

    SUPERFÍCIES ARTICULARES ( FIG. 6.2 )

    A articulação do ombro é formada pela cabeça do úmero grande e arredondada com a relativamente rasa cavidade glenoidal da escápula . A cavidade glenoidal é ligeiramente aprofundada por um anel fibrocartilaginoso chamado lábio glenoidal .

    LIGAMENTOS ( FIGS. 6.3 A 6.5 )

    Os ligamentos da articulação do ombro são:

    Articulação esternoclavicular

    Articulaçãoacromioclavicular

    Articulaçãoescapulotorácica

    Articulaçãoglenoumeral

    Fig. 6.1 Articulações do complexo do ombro (articulações do cíngulo do membro superior).

    c0030.indd 72c0030.indd 72 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Complexo Articular do Ombro (Articulações do Cíngulo do Membro Superior) 73

    1. Ligamento capsular (cápsula articular): A fina camada fibrosa da cápsula articular circunda a articulação glenou-meral e está fixada medialmente às margens da cavidade glenoidal, além do lábio glenoidal, e lateralmente ao colo anatômico do úmero, exceto inferiormente, onde se estende 1,5 cm ou mais em direção ao colo cirúrgico do úmero. Medialmente, a fixação está além do tubérculo supragle-

    noidal, envolvendo a cabeça longa do bíceps braquial na cavidade articular.

    Correlação clínica

    Uma parte da linha epifi sária da parte proximal do úmero é intracapsular; portanto, pode ocorrer artrite séptica da articulação do ombro após uma osteomielite metafi sária.

    Artéria circunflexaposterior do úmero

    Nervo axilar

    Deltoide

    Bolsasubacromial/subdeltóidea

    Supraspinal

    Cápsula articular

    Acrômio Processocoracoide

    Arco coracoacromial

    Lábio glenoidal

    Cavidade glenoidalda escápula

    Ligamentocoracoacromial

    A B

    AcrômioCavidade glenoidalda escápula Clavícula

    Cabeça do úmero

    Fig. 6.2 Articulação do ombro: A, radiografia mostra as superfícies articulares; B, secção coronal. ( Fonte: Fig. 7.25 , p. 628, Gray’s Anatomy for Students , Richard L Drake, Wayne Vogl, Adam WM Mitchell. Copyright Elsevier Inc. 2005, Todos os direitos reservados.)

    Inferior

    Cápsula da articulaçãoglenoumeral

    Ligamentosglenoumerais Médio

    Superior

    Cabeça longa dobíceps braquial

    Lábio glenoidal

    Fig. 6.3 Interior da articulação do ombro exposto por trás para mostrar os ligamentos glenoumerais.

    Cápsula articularSulco

    intertubercular

    Ligamentocoracoumeral

    Ligamentocoracoacromial

    Ligamentotransversodo úmero

    Acrômio

    Processocoracoide

    Fig. 6.4 Ligamentos coracoacromial, coracoumeral e trans-verso do úmero vistos a partir da face anterior.

    c0030.indd 73c0030.indd 73 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Tratado de Anatomia Humana74

    A membrana sinovial reveste a superfície interior da cápsula articular e se reflete no lábio glenoidal e no úmero até a margem articular da cabeça. A cavidade sinovial da articulação apresenta as seguintes características:

    (a) Forma uma bainha tubular em torno do tendão do bíceps braquial no sulco intertubercular do úmero.

    (b) Comunica-se com as bolsas subescapular e infraspinal.

    Portanto, existem três aberturas na cápsula articular:

    (a) Uma abertura entre os tubérculos do úmero para a passagem da cabeça longa do bíceps braquial.

    (b) Uma abertura situada anteroinferiormente ao processo cora-coide para permitir a comunicação entre a cavidade sinovial e a bolsa subescapular.

    (c) Uma abertura situada posteriormente para permitir a comu-nicação entre a cavidade sinovial e a bolsa infraspinal.

    2. Ligamentos glenoumerais: Existem três espessamentos na parte anterior da cápsula fibrosa para reforçá-la. Esses espes-samentos denominam-se ligamentos glenoumerais superior, médio e inferior e são visíveis somente de dentro da articu-lação.

    Existe uma lacuna entre os ligamentos glenoumerais superior e médio que tem importância na luxação anterior da articulação do ombro.

    3. Ligamento coracoumeral: É uma forte banda de tecido fibroso que passa da base do processo coracoide para a face anterior do tubérculo maior do úmero.

    4. Ligamento transverso do úmero: É uma ampla banda fibro-sa que liga as cristas dos tubérculos maior e menor. Esse ligamento converte o sulco intertubercular em um canal que permite a passagem do tendão da cabeça longa do bíceps circundado por uma bainha sinovial.

    LIGAMENTOS ACESSÓRIOS

    Os ligamentos acessórios da articulação do ombro são:

    1. Ligamento coracoacromial : Estende-se entre o processo coracoide e acrômio. Protege a face superior da articu-lação.

    2. Arco coracoacromial: O arco coracoacromial é formado pelo processo coracoide, pelo acrômio e pelo ligamento coracoacromial existente entre eles. Essa estrutura osteoli-gamentar forma um arco que proteje a cabeça do úmero e evita sua luxação superior. O músculo supraspinal passa por baixo desse arco e profundamente pelo deltoide, onde o seu tendão se funde à cápsula articular. A grande bolsa subacromial está localizada entre o arco superiormente e o tendão do músculo supraspinal e tubérculo maior do úmero inferiormente, facilitando o movimento do tendão do músculo supraspinal.

    BOLSAS RELACIONADAS À ARTICULAÇÃO DO OMBRO

    Existem várias bolsas relacionadas à articulação do ombro, mas as mais importantes são ( Fig. 6.6 ):

    1. Bolsa subescapular: Localizada entre o tendão do músculo subescapular e o colo da escápula e protege o tendão do atri-to contra o colo. Essa bolsa normalmente tem comunicação com a cavidade articular.

    2. Bolsa subacromial ( Fig. 6.7 ): Localizada entre o liga-mento coracoacromial e o acrômio acima e o tendão do supraspinal e a cápsula articular abaixo, prosseguindo em sentido descendente por baixo do deltoide, razão pela qual, às vezes, é conhecida também como bolsa sub-deltóidea . É a maior bolsa sinovial do corpo e facilita os movimentos do tendão do músculo supraspinal sob o arco coracoacromial.

    3. Bolsa infraspinal: Localizada entre o tendão do músculo infraspinal e a face posterolateral da cápsula articular, podendo eventualmente comunicar-se com a cavidade articular.

    N.B. As bolsas existentes em torno da articulação do ombro são clinicamente importantes, uma vez que algumas delas se comunicam com a cavidade sinovial da articulação. Con-sequentemente, a abertura de uma bolsa pode significar aabertura da cavidade articular.

    RELAÇÕES DA ARTICULAÇÃO DO OMBRO ( FIG. 6.6 )

    A articulação do ombro tem relação:

    Superiormente: com o arco coracoacromial, a bolsa suba-cromial, o músculo supraspinal e o músculo deltoide.

    Inferiormente: com a cabeça longa do tríceps, o nervo axilar e os vasos circunflexos posteriores do úmero.

    Membranasinovial

    Bolsasubescapular

    Ligamentocoracoacromial

    Acrômio

    Ligamentotransversodo úmero

    Bainha sinovialem torno do

    tendão do bíceps

    Tendão dacabeça longa dobíceps braquial

    Processocoracoide

    Fig. 6.5 Membrana sinovial revestindo o interior da articula-ção do ombro e suas extensões.

    c0030.indd 74c0030.indd 74 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Complexo Articular do Ombro (Articulações do Cíngulo do Membro Superior) 75

    Anteriormente: com o músculo subescapular, a bolsa subes-capular, o músculo coracobraquial, a cabeça curta do bíceps braquial e o músculo deltoide.

    Posteriormente: com o músculo infraspinal, redondo menor e deltoide.

    IRRIGAÇÃO

    A articulação glenoumeral é irrigada pelas seguintes artérias:

    1. Artérias circunflexas anterior e posterior do úmero. 2. Artéria supraescapular. 3. Artéria subescapular.

    INERVAÇÃO

    A articulação glenoumeral é inervada pelos nervos:

    1. Nervo axilar. 2. Nervo supraescapular. 3. Nervo musculocutâneo.

    ESTRUTURAS RESPONSÁVEIS PELA ESTABILIDADE DA ARTICULAÇÃO DO OMBRO

    As estruturas responsáveis pela estabilidade da articulação são:

    1. Manguito rotador (manguito miotendíneo). 2. Arco coracoacromial.

    3. Tendão da cabeça longa do bíceps. 4. Lábio glenoidal.

    O manguito rotador/manguito miotendíneo é formado pela combinação dos tendões dos músculos subescapular, supraspinal, infraspinal e redondo menor em torno da cápsula articular (mais detalhes no Cap. 5 , p. 67).

    O tônus dos músculos do manguito rotador mantém e traciona a cabeça do úmero medialmente de modo a mantê-la em contato com a cavidade glenoidal, rasa e menor, o que também auxilia a rotação da cabeça do úmero contra a cavidade glenoidal durante o movimento articular – daí o termo rotador ( Fig. 6.8 ).

    G

    B

    Vasos circunflexosposteriores do úmero

    Cabeça longado tríceps

    Bolsa subacromial

    Deltoide

    Infraspinal

    Redondomenor

    Coracobraquial ecabeça curtado bíceps

    Peitoral maior

    Artéria e veia axilares

    Bolsa subescapular

    Subescapular

    Deltoide

    Nervo axilar

    Acrômio

    Bolsa infraspinal Processo coracoide

    Ligamento coracoacromial

    Supraspinal

    Ligamento capsular

    Relaçõesposteriores

    Relaçõesinferiores

    Relaçõesanteriores

    Redondo maior

    Fig. 6.6 Relações da articulação do ombro vistas na secção sagital (G = cavidade glenoidal, B = cabeça longa do bíceps).

    Supraspinal

    Bolsasubacromial/subdeltóidea

    Deltoide

    Acrômio

    Fig. 6.7 Bolsa subacromial/subdeltóidea. ( Fonte: Fig. 2.6 ,p. 57, Clinical and Surgical Anatomy , 2e, Vishram Singh. Copyright Elsevier 2007, Todos os direitos reservados.)

    c0030.indd 75c0030.indd 75 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Tratado de Anatomia Humana76

    O arco coracoacromial forma uma cavidade secundária da articulação glenoumeral e protege a articulação a partir de cima, impedindo a luxaçãosuperior da cabeça do úmero.

    A cabeça longa do bíceps braquial passa acima da cabe-ça do úmero, evitando, desse modo, o seu deslocamento superior.

    O lábio glenoidal oferece proteção aprofundando a rasa cavidade glenoidal.

    MOVIMENTOS DA ARTICULAÇÃO DO OMBRO ( FIGS. 6.9 E 6.10 )

    A articulação do ombro tem mais mobilidade do que qualquer outra articulação do corpo devido aos seguintes fatores:

    1. Frouxidão da cápsula articular. 2. Articulação entre a cabeça relativamente grande do úmero

    e a cavidade glenoidal rasa e menor.

    A articulação glenoumeral permite quatro grupos de movi-mentos:

    1. Flexão e extensão. 2. Abdução e adução. 3. Rotação medial e lateral. 4. Circundução.

    Os movimentos da articulação do ombro ocorrem nos três planos e em torno dos três eixos:

    • A flexão e a extensão /hipertensão ocorrem no plano sagital em torno do eixo frontal.

    • A abdução e adução ocorrem no plano frontal em torno do eixo sagital.

    Rotaçãolateral

    Rotaçãomedial

    Flexão

    Extensão

    Abdu

    ção

    Aduç

    ão

    B

    A

    Fig. 6.9 Planos de movimento da articulação do ombro: A, planos de flexão e extensão, e de abdução e adução; B, plano de rotação medial e lateral.

    Subescapular

    Supraspinal

    Infraspinal

    Redondomenor

    A B

    Úmero

    Deltoide

    Subescapular

    Infraspinal

    Redondo menor

    Supraespinal

    Fig. 6.8 Ação dos músculos do manguito rotador. A, Esses músculos sustentam e tracionam a cabeça relativamente grande do úmero medialmente de modo a estabilizá-la contra a cavidade glenoidal, rasa e menor; B, função combinada dos músculos do manguito rotador com o deltoide.

    c0030.indd 76c0030.indd 76 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Complexo Articular do Ombro (Articulações do Cíngulo do Membro Superior) 77

    • A rotações medial e lateral ocorrem no plano transversal em torno do eixo vertical.

    • A circundução é, na realidade, apenas uma combinação de todos os movimentos citados anteriormente.

    N.B. Plano da articulação glenoumeral: A escápula não está localizada no plano coronal, mas orientada de tal modo que a sua cavidade glenoidal fica direcionada lateralmente e para a frente, razão pela qual o plano dessa articulação está posicionado a cerca de 45° em relação ao plano sagital. Os movimentos da articulação do ombro são, portanto, descritos em relação a esse plano.

    Os detalhes são os seguintes:

    1. Flexão e extensão: Durante a flexão, o braço movimenta-se em sentido medial e para a frente, enquanto na extensão, movimenta-se lateralmente e para trás. Esses movimentos ocorrem paralelamente ao plano da cavidade glenoidal

    (i.e., um plano intermediário entre os planos coronal e sagital).

    2. Abdução e adução: Durante a abdução, o braço movimen-ta-se anterolateralmente, afastando-se do tronco, e durante a adução, movimenta-se posteromedialmente em direção ao tronco. Esses movimentos ocorrem em ângulo reto em relação ao plano de flexão e extensão (i.e., no plano do corpo da escápula).

    3. Rotação medial e lateral: Esses movimentos são mais bem demonstrados com o cotovelo parcialmente flexionado. Nessa posição, a mão movimenta-se medialmente na rotação medial e lateralmente na rotação lateral.

    4. Circundução: A circundução na articulação glenoumeral é uma sequência ordenada de flexão, abdução, extensão e adução ou o contrário. Durante esse movimento, o membro superior movimenta-se ao longo de um círculo.

    Os músculos que produzem diversos movimentos na articu-lação do ombro encontram-se relacionados na Tabela 6.1 .

    Flexão

    Extensão

    Adução

    Abdução

    Rotação medial

    Rotação lateral

    Abdução

    Flexão

    Extensão

    AduçãoCircundução

    Fig. 6.10 Movimentos da articulação do ombro. ( Fonte: Fig. 7.4 , p. 611, Gray’s Anatomy for Students, Richard L Drake, Wayne Vogl, Adam WM Mitchell. Copyright Elsevier Inc. 2005, Todos os direitos reservados.)

    c0030.indd 77c0030.indd 77 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Tratado de Anatomia Humana78

    Mecanismo de Abdução A abdução do ombro é um movimento complexo, razão pela qual o estudante deve conhecê-la.

    A amplitude total da abdução é de 180°. A abdução de até 90° ocorre na articulação glenoumeral. A abdução de 90° a 120° ocor-re somente se o úmero for rotacionado lateralmente. A abdução de 120° a 180° pode ocorrer mediante a rotação da escápula para a frente sobre a parede torácica.

    A análise detalhada é a seguinte:

    1. A superfície articular da cabeça do úmero permite a eleva-ção do braço somente até 90°, pois quando a extremidade superior do úmero é elevada a 90°, o seu tubérculo maior fica em contacto com a superfície inferior do acrômio e só pode ser liberado com a rotação lateral do braço.

    2. Consequentemente, o braço rotaciona lateralmente e executa uma abdução de até 120°.

    3. A abdução acima de 120° é possível somente com a rotação da escápula, de modo que a escápula rotaciona para a frente sobre a parede torácica.

    N.B. • O úmero e a escápula movimentam-se à razão de 2:1

    durante a abdução, ou seja, a cada elevação de 15°, o úmero movimenta-se 10°, e a escápula, 5°.

    • Durante os estágios inicial e final da elevação, as articula-ções esternoclavicular e acromioclavicular alcançam o seu nível máximo de movimento, respectivamente.

    Amplitude de Movimento (ADM) dos Diversos Movimentos Durante o exame clínico, o conhecimento da amplitude dos diversos movimentos – fornecida no quadro a seguir – é muito importante:

    Movimentos Amplitude de movimento

    • Flexão 90°

    • Extensão 45°

    • Abdução 180°

    • Adução 45°

    • Rotação lateral 45°

    • Rotação medial 55°

    Tabela 6.1 Movimentos da articulação do ombro e os músculos que os produzem

    Movimentos Músculos principais (movimentadores primários) Músculos acessórios (sinergistas)

    Flexão • Peitoral maior (parte clavicular) • Deltoide (fibras anteriores)

    • Bíceps braquial (cabeça curta) • Coracobraquial • Cabeça esternocostal do peitoral maior

    Extensão: • Deltoide (fibras posteriores) • Latíssimo do dorso

    • Redondo maior • Cabeça longa do tríceps

    Adução • Peitoral maior (parte esternocostal) • Latíssimo do dorso

    • Redondo maior • Coracobraquial • Cabeça curta do bíceps • Cabeça longa do tríceps

    Abdução • Deltoide (fibras laterais) • Supraspinal

    • Serrátil anterior • Fibras superiores e inferiores do trapézio

    Rotação medial • Subescapular • Peitoral maior • Latíssimo do dorso • Deltoide (fibras anteriores) • Redondo maior

    Rotação lateral • Deltoide (fibras posteriores) • Infraspinal • Redondo menor

    Correlação clínica

    • Luxação da articulação do ombro: A luxação da articu-lação do ombro ocorre principalmente em sentido inferior, dada a menor sustentação da articulação nessa região. É comum que esta luxação lesione o nervo axilar devido à sua estreita relação com a parte inferior da cápsula articular. Entretanto, em termos clínicos, a condição é descrita como luxação anterior ou posterior, indicando se a cabeça umeral desceu anterior ou posteriormente em relação ao tubérculo infraglenoidal da escápula e à cabeça longa do tríceps.

    A luxação normalmente é causada pela extensão e pela rotação lateral excessivas do úmero.

    Do ponto de vista clínico, apresenta-se como ( Fig. 6.11 ): (a) Um espaço vazio no contorno arredondado do

    ombro. (b) Uma proeminência na ponta do ombro.

    • Ombro congelado (capsulite adesiva): É uma condição clí-nica caracterizada pela presença de dor e limitação uniforme de todos os movimentos da articulação do ombro, embora sem quaisquer alterações radiológicas na articulação. Ocorre devido ao encolhimento da cápsula articular, daí o nome

    c0030.indd 78c0030.indd 78 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Complexo Articular do Ombro (Articulações do Cíngulo do Membro Superior) 79

    ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR ( FIG. 6.12 )

    Tipo É um tipo de articulação sinovial plana entre a extremidade lateral da clavícula e o acrômio da escápula. A articulação acro-mioclavicular está localizada cerca de 2,5 cm medialmente à extremidade do ombro.

    Superfícies Articulares São pequenas facetas presentes na extremidade acromial da claví-cula e na margem medial do acrômio da escápula. As superfícies

    articulares são recobertas por fibrocartilagem. A cavidade arti-cular é subdividida por um disco articular incompleto em forma de cunha.

    Cápsula Articular É um invólucro fibroso, fino e frouxo fixado nas margens das superfícies articulares.

    Ligamentos São os ligamentos acromioclavicular e coracoclavicular.

    1. Ligamento acromioclavicular: É uma banda de tecido fibro-so que se estende do acrômio à clavícula e serve de reforço para a articulação acromioclavicular superiormente.

    2. Ligamento acromioclavicular: Localiza-se um pouco dis-tante da articulação propriamente dita, mas desempenha uma função importante na manutenção da integridade da articulação.

    O ligamento coracoclavicular consiste em duas partes: (a) conoide e (b) trapezoide, unidos posteriormente e geral-mente separados por uma bolsa.

    • O ligamento conoide é uma banda de tecido fibroso em for-ma de cone invertido. O ápice está fixado à raiz do processo coracoide, lateralmente à incisura da escápula, e a base está fixada no tubérculo conoide, na superfície inferior da clavícula.

    • O ligamento trapezoide é uma banda horizontal de tecido fibroso que se estende da superfície superior do processo coracoide à linha trapezóidea, na superfície inferior da extremidade acromial da clavícula.

    N.B. O ligamento coracoclavicular é amplamente responsá-vel por sustentar o peso da escápula e do membro superior pela clavícula.

    O ligamento coracoclavicular é o ligamento mais forte do membro superior.

    Movimentos A articulação acromioclavicular permite a rotação do acrômio da escápula na extremidade acromial da clavícula. Esses movimentos estão associados aos movimentos da escápula na articulação escapulotorácica.

    ARTICULAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR ( FIG. 6.12 )

    Tipo A articulação esternoclavicular é um tipo selar de articulação sinovial.

    Superfície Articulares A extremidade esternal arredondada da clavícula articula-se com a cavidade rasa do ângulo superolateral do manúbrio do esterno e a parte adjacente da 1 a cartilagem costal. A extremidade medial

    Proeminência na ponta do ombro

    Espaço vazio no contorno do ombro.

    Cavidade glenoidal

    Acrômio

    Epífise proximal do úmero

    Fig. 6.11 Luxação da articulação do ombro. Observar as alterações no contorno do ombro.

    capsulite adesiva . Trata-se de uma condição geralmente observada em pessoas com 40-60 anos.

    • Distúrbios do manguito rotador: Os distúrbios do man-guito rotador incluem tendinite calcária supraspinal; no plano subacromial, o manguito rotador representa, de um modo geral, a causa mais comum de dor no ombro. Em geral, o manguito rotador é lesionado durante o uso repetitivo do membro superior acima do nível horizontal (p. ex., nos esportes de arremesso, natação e levantamento de peso). A deposição do cálcio no tendão supraspinal é comum e irrita a bolsa subacromial sobrejacente, causando bursite subacromial . Consequentemente, quando o braço é abduzido, a bolsa infl amada é comprimida entre o tendão e o acrômio, causando dor forte. Na maioria das pessoas, a dor ocorre durante a abdução de 60°-120° ( síndrome do arco doloroso ). Os distúrbios do manguito rotador normal-mente afetam homens com mais de 50 anos.

    A dor causada pela bursite subacromial é desenca-deada quando o deltoide é pressionado pouco abaixo do acrômio com o braço aduzido. A dor não é causada pela pressão exercida sobre o mesmo ponto quando o braço está abduzido porque a bolsa desliza para baixo do acrô-mio ( sinal de Dawbarn ).

    c0030.indd 79c0030.indd 79 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Tratado de Anatomia Humana80

    da clavícula eleva-se a um nível acima do manúbrio, adequando--se mal à sua cavidade. Mas um disco articular forte e espesso de fibrocartilagem fixado superiormente à clavícula e à 1 a cartila-gem costal inferiormente evita o deslocamento da extremidade esternal da clavícula.

    A superfície articular da clavícula é convexa de cima para baixo e ligeiramente côncava da frente para trás. A superfície articular do esterno é reciprocamente curva. As superfícies articulares são recobertas por fibrocartilagem.

    Cápsula Articular A cápsula articular está fixada às margens das superfícies arti-culares, incluindo a periferia do disco articular. A membrana sinovial reveste a superfície interna da cápsula articular fibrosa, estendendo-se até as bordas do disco articular.

    Ligamentos 1. Ligamentos esternoclaviculares anterior e posterior: Refor-

    çam a cápsula articular nos planos anterior e posterior. O ligamento posterior é mais fraco do que o anterior.

    2. Ligamento interclavicular: Em forma de T, conecta as extre-midades esternais das duas clavículas e reforça a cápsula articular superiormente. Em seu segmento intermediário, está fixado à borda superior da incisura jugular.

    3. Ligamento costoclavicular: Ancora a superfície inferior da extremidade esternal da clavícula à primeira costela e à parte contígua de sua cartilagem.

    Movimentos A articulação esternoclavicular permite os movimentos do cín-gulo do membro superior. Essa articulação é fundamental para o movimento da clavícula.

    Correlação clínica

    • Luxação da articulação esternoclavicular: É rara porque a articulação esternoclavicular é extremamente forte. Entre-tanto, a luxação dessa articulação em pessoas com menos de 25 anos pode ser resultante de fraturas através da placa epifi sária, uma vez que a união da epífi se da extremidade esternal da clavícula só ocorre aos 23-25 anos. A extremi-dade medial normalmente é luxada em sentido anterior. O ligamento costoclavicular evita a luxação posterior.

    • Transmissão de peso do membro superior: O peso do membro superior se transmite da escápula para a clavícula através do ligamento coracoclavicular , e da clavícula para o esterno através da articulação esternoclavicular . Parte do peso se transmite para a primeira costela através do ligamento costoclavicular ( Fig. 1.4 ). Quando uma pessoa cai sobre a mão estendida, a força do impacto normal-mente se transmite por toda a extensão da clavícula, ou seja, pelo seu maior eixo. A clavícula pode fraturar-se na junção entre os seus terços médio e lateral, mas é raro a articulação esternoclavicular sofrer luxação.

    • Luxação da articulação acromioclavicular: Pode ocorrer após uma pancada forte na parte superolateral do ombro. Na forma grave, tanto o ligamento acromioclavicular quanto o ligamento coracoclavicular se rompem. Consequente-mente, o ombro se separa da clavícula e cai por causa do peso do membro. A luxação da articulação acromio-clavicular geralmente é denominada separação do ombro .

    ARTICULAÇÃO ESCAPULOTORÁCICA

    A articulação escapulotorácica não é uma articulação verdadeira, mas uma conexão funcional entre a face costal da escápula e a face lateral da parede torácica. A conexão se faz através do músculo

    Ligamentocostoclavicular

    Processocoracoide

    Ligamentocoracoclavicular

    Ligamentotrapezoide

    Ligamentoconoide

    Disco articular

    Ligamento interclavicular

    Disco articularincompleto

    Primeiracartilagem

    costal

    Primeira costela

    Articulação esternoclavicular

    Clavícula

    Articulação acromioclavicular

    Acrômio

    Manúbriodo esterno

    Fig. 6.12 Articulações esternoclavicular e acromioclavicular.

    c0030.indd 80c0030.indd 80 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Complexo Articular do Ombro (Articulações do Cíngulo do Membro Superior) 81

    serrátil anterior. Os movimentos da escápula em torno da parede torácica são facilitados pela presença de tecido areolar frouxo entre os músculos serrátil anterior e subescapular.

    RITMO ESCAPULOUMERAL

    A maioria dos movimentos do ombro envolve os movimentos do úmero e da escápula de forma simultânea, e não sucessiva.

    De acordo com um conceito mais antigo, a abdução do ombro até 90° ocorre na articulação glenoumeral, ao passo que, além

    de 90°, o movimento consiste essencialmente em uma rotação ascendente da escápula.

    Entretanto, estudos fluoroscópicos recentes determinaram inequivocamente que há rotação da escápula mesmo a partir dos estágios iniciais de abdução do ombro. Portanto, existe um ritmo entre os movimentos da escápula e do úmero chamado ritmo escapuloumeral . Na abdução, há 1° de rotação lateral da escápula para cada 2° de movimento da articulação glenoumeral. A para-lisia dos músculos, que interfere nesse ritmo, afeta seriamente os movimentos do ombro.

    c0030.indd 81c0030.indd 81 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • Tratado de Anatomia Humana82

    Dicas Importantes para Recordar

    Ø Articulação primária do cíngulo do membro superior Articulação glenoumeral

    Ø Articulação do corpo com maior grau de mobilidade

    Articulação do ombro

    Ø Articulação do corpo mais sujeita a luxações

    Ø Articulação que mais sofre luxações recorrentes

    Ø Luxação mais comum da articulação do ombro Luxação inferior

    Ø Maior bolsasinovial do corpo Bolsa subacromial/subdeltóidea

    Ø Fator mais importante para a estabilidade da articulação do ombro Manguito miotendíneo/manguito rotador

    Ø Protetor da articulação do ombro

    Ø Causa mais comum da dor no ombro Distúrbios do manguito rotador

    Ø Principal âncora da articulação acromioclavicular Ligamento coracoclavicular

    Ø Principal âncora da articulação esternoclavicular Disco articular

    Ø Ligamento mais forte do membro superior Ligamento coracoclavicular

    Estudo de Caso Clínico

    Um executivo de 54 anos caiu da escada e estava sentindo fortes dores no ombro direito. Ele foi levado a uma unidade de atendimento de emergência. Ao examiná-lo, os médicos observaram que o executivo estava sentado no banco com o braço direito estendido do lado do corpo e apoiando o cotovelo direito com a mão esquerda. O exame do ombro direito revelou perda de seu contorno arredondado normal e perda de sensibilidade da pele na metade inferior da região deltóidea. Qualquer tentativa de executar movimentos ativos ou passivos era interrompida por uma forte dor no ombro. O paciente foi diagnosticado como um caso de luxação do ombro direito.

    Perguntas 1. Por que a articulação do ombro geralmente está sujeita

    a luxações?

    2. Qual o tipo mais comum de luxação do ombro? 3. Qual a causa da perda do contorno arredondado normal

    do ombro? 4. Qual a causa da perda da sensibilidade da pele na meta-

    de inferior da região deltóidea?

    Respostas 1. Por causa do tamanho desproporcional das superfícies

    articulares e da cápsula articular frouxa. 2. Inferior (geralmente denominada luxação anterior pelos

    médicos). 3. Porque a tração dos músculos peitoral maior e subes-

    capular deslocou medialmente a epífise proximal do úmero.

    4. Lesão do nervo axilar.

    c0030.indd 82c0030.indd 82 29/09/18 1:56 AM29/09/18 1:56 AM

  • CAPÍTULO

    12 Articulações e Movimentos da Mão ARTICULAÇÕES DO PUNHO, MÃO E DEDOS

    A mão é a região da extremidade superior distal à articulação do punho. Consiste em três partes: (a), punho, (b) metacarpo e (c) dedos.

    O estudo das articulações da mão é essencial para com-preender os vários movimentos da mão. Entre as articulações, a radiocarpal e a primeira carpometacarpal precisam ser estudadas em detalhes, pois executam ampla gama de movimentos.

    ARTICULAÇÃO DO PUNHO (ARTICULAÇÃO RADIOCARPAL; FIG. 12.1 )

    Tipo A articulação do punho é sinovial do tipo condilar e se localiza entre a epífise distal do rádio e o carpo.

    Superfícies articulares 1. A superfície articular proximal é formada pela superfície

    inferior da epífise distal do rádio e a superfície inferior do disco articular triangular da articulação radioulnar distal.

    Esta superfície articular tem a forma quase elíptica e côncava de lado a lado.

    2. A superfície articular distal é formada pelas superfícies proximais dos ossos escafoide, piramidal e semilunar. É lisa e convexa.

    N.B. • Embora a articulação do punho seja entre o antebraço e

    a mão, o osso medial do antebraço – a ulna – é excluído dessa articulação por um disco articular.

    • Na posição neutra do punho, somente o escafoide e o semilunar estão em contato com o rádio e o disco articular;

    Articulaçãodo punho

    Ulna

    Articulaçãomediocarpal

    Ligamentocolateral radial

    Disco articular

    Primeiraarticulação

    carpome-tacarpal

    Metacarpal I Metacarpal V

    Rádio

    Pir

    Tr

    SemEsc

    TzCap Ham

    A B

    Rádio

    Escafoide Semi-lunar

    UlnaDisco articular

    Piramidal

    Fig. 12.1 Corte coronal na região do punho: A , diagrama esquemático; B, como observado na ressonância magnética, mostra a articulação do punho, a articulação mediocarpal, as articulações intercarpais e as articulações carpometacarpais. ( Fonte B : Fig. 7.91 C, Página 710, Gray’s Anatomy for Students , Richard L. Drake, Wayne Vogl, Adam W. M. Mitchell. Copyright Elsevier Inc. 2005, Todos os direitos reservados.)

    C0060.indd 161C0060.indd 161 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Tratado de Anatomia Humana162

    o piramidal entra em contato com o disco articular somen-te na adução completa do punho.

    O osso pisiforme também não participa dessa articulação porque atua primariamente como osso sesamoide, aumentando a ação de alavanca do flexor ulnar do carpo, e se localiza em um plano anterior ao dos outros ossos do carpo.

    Ligamentos ( Fig. 12.2 ) 1. Ligamento capsular (cápsula articular): É a cobertura fibro-

    sa da articulação, fixada superiormente às epífises distais do rádio e da ulna e inferiormente na fileira proximal de ossos do carpo.

    A membrana sinovial reveste a superfície interna da cápsula fibrosa e se estende até as margens das superfícies articulares.

    2. Ligamento colateral radial: Estende-se da ponta do processo estiloide do rádio às faces laterais do escafoide e trapézio. Relaciona-se com a artéria radial.

    3. Ligamento colateral ulnar: Estende-se da ponta do proces-so estiloide da ulna às faces mediais dos ossos piramidal e pisiforme.

    4. Ligamento radiocarpal palmar: Estende-se da margem anterior da epífise distal do rádio às superfícies anteriores dos ossos escafoide, semilunar e piramidal. É formado pelo espessamento da parte lateral da face anterior da cápsula fibrosa.

    5. Ligamento ulnocarpal palmar: Desce verticalmente da base do processo estiloide e região adjacente do disco articular até a superfície anterior do semilunar e do piramidal. É formado pelo espessamento da parte medial da face anterior da cáp-sula fibrosa.

    6. Ligamento radiocarpal dorsal: Desce em direção inferome-dial desde a margem posterior da epífise distal do rádio até a superfície dorsal dos ossos escafoide, semilunar e piramidal.

    N.B As ligações mais fortes para a fixação da articulação do punho são os ligamentos colaterais ulnar e radial.

    Relações ( Fig. 12.3 ) Anteriormente 1. Tendões do flexor superficial dos dedos (FSD), flexor pro-

    fundo dos dedos (FPD) e bainha sinovial associada (bolsa ulnar).

    2. Tendão do flexor longo do polegar (FLP) e bainha sinovial associada (bolsa radial).

    3. Nervo mediano. 4. Tendão do flexor radial do carpo e bolsa sinovial associada. 5. Nervo e vasos ulnares.

    Posteriormente 1. Tendões extensores do punho e dos dedos e bainhas sinoviais

    associadas.

    A

    Ligamentoulnocarpal palmar

    Ligamentoradiocarpal

    palmar

    Ligamentocolateral

    radial

    Ligamentocolateral ulnar

    B

    Ligamentoradiocarpaldorsal

    Rádio

    Rádio

    Ulna

    Ulna

    Tr

    EscSem

    Pir

    Pisiforme

    Pisiforme

    Metacarpal IMetacarpal I

    Tz CapHam

    Metacarpal V

    Fig. 12.2 Ligamentos da articulação radiocarpal (punho): A, ligamentos radiocarpais e ulnocarpais palmares; B, ligamentos radiocarpais dorsais.

    C0060.indd 162C0060.indd 162 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Articulações e Movimentos da Mão 163

    2. Artéria interóssea anterior. 3. Nervo interósseo posterior.

    Lateralmente 1. Artéria radial (através do ligamento colateral radial). 2. Tendão do abdutor longo do polegar (ALP). 3. Tendão do extensor curto do polegar.

    Medialmente : Ramo cutâneo dorsal do nervo ulnar.

    Movimentos É uma articulação biaxial e permite os seguintes movimentos:

    1. Flexão. 2. Extensão. 3. Abdução. 4. Adução. 5. Circundução.

    A flexão e a extensão ocorrem ao longo do eixo transverso , e a abdução e adução ocorrem ao longo do eixo anteroposterior .

    N.B. • Os movimentos da articulação do punho geralmente se

    associam a movimentos da articulação mediocarpal (entre as fileiras proximal e distal dos ossos do carpo). O punho e as articulações mediocarpais em conjunto são conside-rados articulação de ligação .

    • Não é possível a rotação do punho porque as superfícies articulares têm a forma elipsoide. A falta de rotação no

    punho é compensada pelos movimentos de pronação e supinação do antebraço.

    • O complexo do punho consiste na articulação radiocarpal e na articulação mediocarpal.

    Os movimentos na articulação do punho e os músculos que os produzem estão relacionados na Tabela 12.1 (ver também o Fluxograma 12.1 ).

    Flexor radialdo carpo

    Artéria radial

    Abdutor longodo polegar

    Extensor curtodo polegar

    Extensor radiallongo do carpo

    Extensor radialcurto do carpo

    Extensor longodo polegar

    Veia cefálicaNervo interósseo posterior

    Artéria interóssea anterior

    Tendões dos extensores dos dedos

    Tendão do extensor do indicador

    Veia basílica

    Extensor do dedo mínimo

    Extensor ulnar do carpo

    Ramo cutâneo posteriordo nervo ulnar

    Nervo ulnar

    Artéria ulnar

    Flexor ulnar do carpo

    Palmar longo

    Nervo medianoTendão do flexorlongo do polegar

    Tendões dos flexoresprofundos dos dedos

    Tendões dos flexoressuperficiais dos dedos

    L A MSuperfície articular

    do rádio

    Ant.

    Post.

    Lat. Med.

    Fig. 12.3 Relações do punho direito (A = disco articular, M = ligamento colateral medial (ulnar), L = ligamento colateral lateral (radial).

    Tabela 12.1 Movimentos no punho e músculos que osproduzem

    Movimento Músculos

    Flexão (curvatura para cima do punho)

    • Flexor radial do carpo (FRC) • Flexor ulnar do carpo (FUC) • Palmar longo (PL)

    Extensão (curvatura para trás do punho)

    • Extensor radial longo do carpo (ERLC) • Extensor radial curto do carpo (ERCC) • Extensor ulnar do carpo (EUC)

    Abdução (curvatura lateral do punho)

    • Flexor radial do carpo (FRC) • Extensor radial longo do carpo (ERLC) • Extensor radial curto do carpo (ERCC) • Abdutor longo do polegar (ALP)

    Adução (curvatura medial do punho)

    • Flexor ulnar do carpo (FUC) • Extensor ulnar do carpo (EUC)

    C0060.indd 163C0060.indd 163 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Tratado de Anatomia Humana164

    N.B. • A flexão é assistida pelos tendões dos flexores longos

    dos dedos (FSD, FPD e FLP). Ocorre mais na articulação mediocarpal do que no punho.

    • A extensão é assistida pelos extensores dos dedos (exten-sor dos dedos, extensor do dedo mínimo e extensor do dedo indicador). Ocorre mais no punho do que na articu-lação mediocarpal.

    • A abdução ocorre mais na articulação mediocarpal do que no punho.

    • A adução ocorre principalmente no punho. • A flexão e extensão da mão são realmente iniciadas na

    articulação mediocarpal.

    Amplitude de movimento ( Fig. 12.4 ) A amplitude de movimento (ADM) do punho é dada no quadro a seguir:

    Amplitude de movimento do punho

    Movimento Amplitude

    Flexão 0-60°

    Extensão 0-50°

    Abdução 0-15°

    Adução 0-50°

    Correlação clínica

    • Posições superficiais dos nervos, vasos e tendões no punho os tornam extremamente vulneráveis a lesão.

    • Cisto sinovial (do grego = inchaço ou nó) : É uma tumefa-ção cística indolor que, algumas vezes, aparece no punho, mais comumente na sua face dorsal. Seu tamanho varia de uma uva pequena a uma ameixa. Geralmente ocorre por degeneração mucoide da bainha sinovial em torno do tendão. O cisto tem parede fi na e contém líquido mucinoso claro. A fl exão do punho faz aumentar o tamanho do cisto, e ele pode se tornar doloroso.

    • Aspiração da articulação do punho: Geralmente é feita introduzindo-se uma agulha posteriormente, imediatamen-te abaixo do processo estiloide do rádio, entre os tendões do extensor longo do polegar e o extensor do dedo indica-dor.

    • Imobilização do punho: O punho é imobilizado em sua posição ideal de 30° de dorsifl exão.

    ARTICULAÇÕES DA MÃO

    As articulações da mão são:

    1. Articulações do carpo. 2. Articulação mediocarpal.

    • Flexor radial do carpo• Flexor ulnar do carpo• Palmar longo

    Flexão

    Adução

    Abdução

    Extensão

    Articulação

    • Flexor radial do carpo• Extensor radial longo do carpo• Extensor radial curto do carpo• Abdutor longo do polegar

    • Flexor ulnar do carpo• Extensor ulnar do carpo

    • Extensor radial longo do carpo• Extensor radial curto do carpo• Extensor ulnar do carpo

    Fluxograma 12.1 Músculos que produzem vários movimentos do punho.

    0–15°

    0–50°

    0–50°

    0–60°

    Fig. 12.4 Amplitude de movimentos do punho.

    C0060.indd 164C0060.indd 164 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Articulações e Movimentos da Mão 165

    3. Articulações carpometacarpais. 4. Articulações intermetacarpais.

    Articulações do carpo: São do tipo plano de articulações sinoviais, as quais interconectam os ossos do carpo. Incluem as seguintes articulações:

    1. Articulações entre os ossos carpais da fileira proximal. 2. Articulações entre os ossos carpais da fileira distal. 3. Articulação mediocarpal entre as fileiras proximal e distal

    dos ossos do carpo. 4. Articulação pisopiramidal , formada entre o pisiforme e a

    superfície palmar do osso piramidal.

    Articulações carpometacarpais: São do tipo plano de articula-ções sinoviais, exceto a articulação carpometacarpal do polegar, que é uma articulação em sela. As superfícies distais dos ossos do carpo da fileira distal se articulam com as bases dos metacarpais. Funcional e clinicamente, a primeira articulação carpometacarpal é a mais importante das carpometacarpais e, por isso, será descrita em detalhes à frente.

    Articulações intermetacarpais: São do tipo plano de articula-ções sinoviais e formada pela articulação das bases dos metacar-pais adjacentes dos dedos.

    N.B Cavidades articulares das articulações do carpo, carpometacarpais e intermetacarpais: Encontram-se as seguintes três cavidades articulares entre as articulações mencionadas ( Fig. 12.1 ):

    1. Uma cavidade comum contínua de todas as articulações intercarcarpais e metacarpais, exceto a da primeira articu-lação carpometacarpal.

    2. Cavidade da primeira articulação carpometacarpal.

    3. Cavidade da articulação pisopiramidal. Os movimentos das articulações intercarpais e carpometacar-

    pais estão relacionados na Tabela 12.2 .

    Primeira Articulação Carpometacarpal ( Fig. 12.1 ) Tipo É uma articulação sinovial do tipo selar.

    Superfícies articulares Proximal: Superfície distal do trapézio. Distal: Superfície proximal da base do metacarpal I.

    Tanto a superfície articular proximal como a distal são recipro-camente côncavo-convexas; por isso, é possível grande amplitude de movimento nessa articulação.

    Ligamentos 1. Ligamento capsular (cápsula articular) : É um saco fibroso

    frouxo que envolve a cavidade articular. Fixa-se proxi-malmente às margens da superfície articular do trapézio e distalmente à circunferência da base do metacarpal I. A superfície interna da cápsula é revestida pela membrana sinovial .

    2. Ligamento lateral: É uma banda fibrosa larga estendendo-se da superfície lateral do trapézio à parte lateral da base do metacarpal I.

    3. Ligamento anterior (palmar): Estende-se obliquamente da superfície palmar do trapézio ao lado ulnar da base do metacarpal I.

    4. Ligamento posterior (dorsal): Também se estende obliqua-mente da superfície dorsal do trapézio ao lado ulnar da base do metacarpal I.

    Relações As articulações são circundadas por vários músculos e tendões do polegar. Além disso, relacionam-se com:

    (a) Artéria radial posteromedialmente. (b) Primeiro músculo interósseo dorsal em seu lado medial.

    Irrigação Pela artéria radial.

    Inervação Pelo nervo mediano.

    Movimentos Os vários movimentos que ocorrem na primeira articulação carpometacarpal são:

    1. Flexão e extensão. 2. Abdução e adução. 3. Oposição. 4. Rotação medial e lateral. 5. Circundução.

    Os vários movimentos do polegar na primeira articulação carpometacarpal são descritos em detalhes nas páginas 168 e 169.

    ARTICULAÇÕES DOS DEDOS ( FIG. 12.5 )

    As articulações dos dedos são:

    1. Articulações metacarpofalângicas. 2. Articulações interfalângicas.

    Tabela 12.2 Movimentos nas articulações do carpo, car-pometacarpais (exceto a primeira), metacarpofalângicas e interfalângicas

    Articulações Movimentos

    Articulações do carpo (AC) Movimentos de deslizamento

    Articulações carpometacarpais (CM)

    • Articulação CM do polegar Livremente móvel

    • Articulações CM dos dedos II e III

    Quase nenhum movimento

    • Articulação CM do dedo IV Discretamente móvel

    • Articulação CM do dedo mínimo

    Moderadamente móvel

    C0060.indd 165C0060.indd 165 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Tratado de Anatomia Humana166

    Articulações metacarpofalângicas (MF) ( Fig. 12.5 A) Tipo: São articulações sinoviais da variedade elipsoide/

    condilar. Superfícies articulares: São formadas pelas cabeças dos meta-

    carpais e bases das falanges proximais.

    Ligamentos 1. Ligamentos palmares: O ligamento palmar é uma placa

    fibrocartilaginosa fixada mais firmemente à falange do que ao metacarpal. Os ligamentos palmares das articulações metacarpofalângicas II, III, IV e V são unidos entre si pelo ligamento metacarpal transverso profundo.

    2. Ligamentos colaterais medial e lateral: São bandas fibro-sas em forma de corda presentes a cada lado da articu-lação e se estendem da cabeça do metacarpal à base da falange.

    Movimentos

    • Flexão e extensão • Adução e abdução • Circundução • Rotação limitada

    Articulações interfalângicas (IF) ( Fig. 12.5 B) Tanto as articulações interfalângicas proximais como as dis-tais (IFP e IFD) são sinoviais do tipo dobradiça. Sua estrutura é semelhante à das articulações metacarpofalângicas.

    Movimentos

    • Flexão e extensão

    MOVIMENTOS DA MÃO Para realizar os vários movimentos, a mão adota uma postura específica. Por isso, os estudantes precisam primeiramente com-preender as posições da mão em repouso e durante a função.

    POSIÇÃO DA MÃO

    Posição da mão em repouso ( Fig. 12.6 ) É a postura adotada pela mão quando em repouso (i.e., não realizando nenhuma ação).

    Os aspectos característicos dessa posição são:

    1. Antebraço em semipronação.

    Articulação MF

    Ligamentopalmar

    Tendãoextensor

    Ligamentoscolaterais

    Articulação IFP

    Articulação IFD

    B

    Ligamentotransverso profundo

    A

    Ligamento palmar

    Fig. 12.5 Articulações dos dedos: A, articulações MF mostram ligamentos palmar e transverso profundo; B, articulações MF, IFP e IFD mostram ligamentos palmar e colaterais (IFD = interfalângica distal, IFP = interfalângica proximal, MF = metacar-pofalângica).

    C0060.indd 166C0060.indd 166 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Articulações e Movimentos da Mão 167

    2. Articulação do punho em discreta extensão. 3. Dedos em flexão parcial (o dedo indicador não fica tão fle-

    xionado quanto os outros dedos). 4. O plano da unha do polegar fica em ângulo reto com o plano

    das unhas dos outros dedos.

    Posição da mão durante a função ( Fig. 12.7 ) É a postura adotada pela mão quando vai pegar um objeto entre o polegar e o dedo indicador. Os aspectos característicos dessa posição são:

    1. Antebraço em semipronação. 2. Articulação do punho em discreta extensão (mais do que na

    posição de repouso). 3. Todos os dedos, inclusive o indicador, em flexão parcial. 4. O polegar fica rodado de tal modo que o plano da unha

    do polegar se situa paralelo ao do dedo indicador, e as polpas do polegar e do dedo indicador ficam em contato.

    N.B. • Os ossos do antebraço ficam mais estáveis quando o ante-

    braço está na posição mediopronada. • Quando o punho está parcialmente estendido: (a) os ten-

    dões flexores e extensores dos dedos funcionam em sua melhor vantagem mecânica e (b) os flexores e extensores do carpo proporcionam uma base estável para os movi-mentos dos dedos.

    CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS DA MÃO

    Os movimentos da mão são classificados nos seguintes dois tipos:

    1. Preênsil. 2. Não preênsil.

    Movimentos não preênseis: São aqueles em que os objetos são manipulados empurrando, tocando ou elevando e envolvem movimentos de dedos individuais.

    Movimentos preênseis ( Fig. 12.8 ): São de dois tipos: (a) preensão de precisão e (b) preensão de força . Um terceiro tipo, chamado preensão de gancho , é usado para suspender ou puxar os objetos.

    Esses movimentos são usados para transmissão de forças, e não para manipulação hábil.

    Discreta extensãodo punho

    Plano da unha do polegarem ângulo reto com oplano das unhas dos

    outros dedos.

    Fig. 12.6 Posição da mão em repouso.

    Polpas do polegar e doindicador em contato

    Extensão do punho maior doque na posição de repouso

    Fig. 12.7 Posição de função da mão.

    A B

    Fig. 12.8 Movimentos preênseis da mão: A, preensão de força; B, preensão de precisão.

    C0060.indd 167C0060.indd 167 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Tratado de Anatomia Humana168

    COMPONENTES FUNCIONAIS DA MÃO

    A mão consiste nos seguintes três componentes funcionais ( Fig. 12.9 ):

    1. Componente fixo central (suporte ósseo central). 2. Componente móvel radial. 3. Componente móvel ulnar.

    O componente fixo central é formado pelos metacarpais dos dedos II e III.

    O componente radial móvel é formado pelo polegar. O componente ulnar móvel é formado pelos dedos IV eV.

    N.B. O componente radial móvel (polegar) entra em cena para manipulações de precisão contra o dedo indicador: • O polegar, o dedo indicador e o dedo médio, em conjun-

    to, formam o chamado tripé digital radial . • O componente ulnar móvel é denominado gancho ulnar ,

    que sustenta a preensão de força estável com a palma ou na “preensão em gancho”.

    • O dedo mínimo é importante para a preensão de força, ao passo que o polegar é importante tanto para a preensão de força como a de precisão.

    MOVIMENTOS DO POLEGAR

    O metacarpal do polegar (i.e., o metacarpal I) não se localiza no mesmo plano que os metacarpais dos outros dedos, mas ocupa uma posição mais anterior ( Fig. 12.10 ). Além disso, é rodado medialmente em 90° e, como resultado, sua superfície extensora tem direção lateral, e não posterior. Por essa razão, os movimentos do polegar ocorrem em planos em ângulos retos com os planos dos movimentos correspondentes dos dedos. Os movimentos do polegar ocorrem nas articulações carpometacarpal, meta-carpofalângica e interfalângica. Os movimentos na articulação carpometacarpal do polegar são muito mais livres do que os de qualquer outro dedo.

    Os vários movimentos do polegar são ( Fig. 12.11 ):

    1. Flexão. 2. Extensão. 3. Abdução. 4. Adução. 5. Oposição. 6. Circundução.

    Os movimentos do polegar, o plano dos movimentos e os músculos que produzem os movimentos estão enumerados na Tabela 12.3 .

    N.B. Além dos movimentos mencionados na Tabela 12.3 , também têm lugar os seguintes movimentos do polegar: • Circundução , uma combinação de flexão, extensão, abdu-

    ção e adução. • Rotação medial e lateral , que ocorre ao longo do maior

    eixo. Rotação medial é produzida pelo oponente e flexo-res, e a rotação lateral , pelos extensores.

    MOVIMENTOS DOS DEDOS

    Os movimentos dos dedos ocorrem nas articulações metacarpo-falângicas (MF) e interfalângicas proximais e distais (IFP e IFD). Os movimentos dos dedos são:

    1. Flexão e extensão. 2. Abdução e adução. Componente

    móvel ulnar

    Componentemóvel radial

    Componentefixo central

    Fig. 12.9 Componentes funcionais da mão.

    Abdução

    Adução

    ExtensãoFlexão 1

    2345

    Fig. 12.10 Posição dos metacarpais.

    C0060.indd 168C0060.indd 168 29/09/18 5:30 AM29/09/18 5:30 AM

  • Articulações e Movimentos da Mão 169

    Os movimentos do dedo são mostrados na Tabela 12.4 .

    Flexão: É um movimento para frente dos dedos no plano ante-roposterior e ocorre nas articulações MF, IFP e IFD.

    Extensão: É um movimento para trás dos dedos no plano ante-roposterior e ocorre nas articulações MF, IFP e IFD.

    Abdução: É um movimento em que o dedo se afasta da linha média imaginária do dedo III e ocorre na articulação MF.

    Adução: É o movimento dos dedos em direção à linha média imaginária do dedo III e ocorre na articulação MF.

    N.B. Os movimentos de abdução e adução dos dedos são possíveis somente quando eles estão na posição estendida porque, nessa posição, os ligamentos colaterais das articu-lações MF estão frouxos. Na posição flexionada dos dedos, os