Trem ed. 6

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Informativo cultural distribdo nas estaes de metr de Belo Horizonte.

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  • Pato FuTurma da Comdia: risada garantida na noite do bairro Santa Tereza

    Conhea a trajetria do reprter seu nome, seu bairro Thiago Reis

    Metr promove exposio fotogr ca Trilho e Lastro

    edio6

    p. 7

    p. 12

    p. 4

    p. 16

    1o de setembro de 2010 ano 1 distribuio gratuita edio quinzenal

    Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU

    Banda lana CD gravado com instrumentos de brinquedo

    Gab

    i Lim

    a

  • 2CoNToS e CAUSoS

    setembro de 2010

    ExpedienteComunicao Objetiva CNPJ: 05.856.856/0001-87 R. Dr. Jos da Silva Martins, 414 Cidade Nova - BH / MG - CEP 31.170-300

    Telefax (31) 2512-3035 redacao@tremnoticias.com.br www.issuu.com/trem_oficialJornalista Responsvel Henrique Chendes 14.693/MG

    Redao: Henrique Chendes e Alessandra PereiraProjeto Grfico e Diagramao: Cludio Diniz Alves

    Logstica e Distribuio: Edemir SantanaCOMPANHIA BRASILEIRA DE TRENS URBANOS - CBTU

    Gerncia de Comunicao e Marketing da CBTU-METR BHCoordenadoria Operacional - Comercializao No Operacional

    Tiragem 20.000 exemplares Impresso Sempre Editora

    TT (Trem Twitter)Siga o Trem:www.twitter.com/trem_oficial. Informao, cultura e lazer tambm no microblog.

    TT (Trem Twitter) Trem VirtualAs edies do jornal Trem po-dem ser vistas na internet, no endereo: www.issuu.com/trem_oficial

    O Trem seuAjude-nos a fazer o jornal Trem. Fatos, curiosidades e atrativos culturais da cidade, principalmente das localidades adjacentes das estaes, podem pintar por aqui. Fi-que vontade para participar. Escreva para redacao@tremnoticias.com.br ou ligue para 2512-3035.

    Utilidade PblicaMetr 3250-3901Polcia Militar 190Polcia Civil 197Cemig 116Disque Denncia 181Copasa 115Corpo de Bombeiros 193Samu 192Defesa Civil 199Rodoviria 3271-3000

    *Joni Bezerra escritor, jornalista e colabora com seus Contos e Causos para o Trem.

    jonibezerra@gmail.com

    Fala, passageiroQual prato da culinria mineira voc mais gosta?

    Frango com quiabo, com toda certeza! Degusto esse prato desde criana, aprendi a fazer com minha me. O que eu fao muito gostoso, mas o da mi-nha me tambm no fica para trs. um prato bom e muito tradicional.

    Elaine Moreira40 anos

    Cozinheira

    Feijo tropeiro. Eu s como o da minha me. uma delcia. S como esse prato em casa, pois ela prepara com todo o cari-nho, escolhe os ingredientes e fica uma delcia. o melhor que est tendo! Bom demais, uai!

    Vanderlei Eustquio34 anosPorteiro

    O prato que mais gosto o frango com quiabo. Nossa, s de pensar j me d uma gua na boca! Ainda mais nesse frio que est fazendo. Minha me faz um franguinho com quiabo delicio-so. o tempero de me. Com muito amor.

    Karla Cordeiro18 anos

    Estudante

    Po de queijo lgico! Para mim, alm de ser uma delcia, o smbolo da nossa culinria. feito de ingredientes tipicamente mineiros como o queijo e o leite. Faz parte da nossa tradio. Quem no gosta de um po de queijo?

    Paulo Csar Muniz20 anos

    Operador de telemarketing

    Foto

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    *Oh-oh, chifrudos! A maior vingana quele que

    nos toma a mulher deixar a mulher com ele dizem. !

    Aquele ornamento prosaico, horroroso, na testa do boi, na an-

    tiguidade, teve tratamento severo. Na ndia - em obedincia Lei de

    Manu-Smurti, sculo II d.C. - a adltera era devorada por ces e seu cmplice

    (leia-se, Ricardo) queimado vivo. No Egi-to, punia-se o adultrio com cem pauladas na

    cabea do homem e, mais tarde - sculo I, a.C. - mutilando no nariz da mulher. Na Sria, o trado

    podia afogar no mel sua cara-metade. Nutritivo morrer afogado no mel, no?

    Os judeus, na poca de Cristo, estrangulavam a adltera e at a viva que mandasse brasa com um es-tranho que no o pai ou o irmo do morto. Doideira, n? Os rabinos asfixiavam a safadinha mas no Evangelho de So Joo, a pena era a lapidao (apedrejamento).

    Na Grcia antiga, o chifrudo podia xingar e bater at na famlia do ofensor. Em Locros, o legislador Zaleuco (650 a.C.), autor do primeiro cdigo penal escrito, severssimo, arrancava os olhos dos adlte-

    ros. Olha bem, Zaleuco, de to rigoroso, matou--se ao saber que ele, quando bbado, cantara uma linda gata plebia. Na Bblia, So Mateus

    dramtico: Todo homem que olhar uma mulher, cobiando-a, j no seu co-

    rao adulterou com ela (5-28). O ferino Plutarco apimentava o tema acusando os maridos de injustos, exigindo de suas mulheres uma fidelidade que eles prprios violam; - se-melhante aos generais que, fugindo covardemente de

    seus inimigos, exigem que seus soldados os enfren-tem.

    Ah-ah! E no Brasil? Ah--ah! Por aqui, o Ricardo nada de braada. S atual-mente, claro. Hoje, toma, no mximo, deteno de 15 dias a seis meses. S! , como os tempos mu-daram, cus! Quando ga-roto, na minha interiorana Corinto, o chifrudo tinha o direito sagrado (e o usava com prazer) de esganar a adltera. Davam-lhe pa-rabns na rua quando, de trabuco em punho, lavava sua honra com sangue. Ningum o condenava. Brotava nas esquinas, um ostensivo respeito pelo cornudo assassino. Em Dom Casmurro, do genial Machado de Assis, uma indignao elegante en-volve a belssima Capitu que trai Bentinho com seu melhor amigo.

    Hoje o adultrio virou piada. Coisa de museu. De gag! Afinal, lavar a honra com sangue suja a roupa toda, protestam as lavadeiras. cafona! Sou

    um cornudo sofrido, at reconheceu Tim Maia. O prprio marido, corno manso assumido, sai com a esposa, perfumada, para entreg-la a outros. Os casais sungues se mul-tiplicam no mundo. Tm festas, clubes, excurses. Quartos especiais, em motis. Sites na Internet. Revistas especializadas. Pior: quem lavar a honra antiga vaiado. Pega ca-deia sarada. Feministas gri-tam: quem ama no mata. O divino Manoel Bandeira recomendava, lindamente, s namoradas: pecai com todos e depois comigo. Segundo Falco, mulher de amigo meu pra mim timo e para Mencken o adultrio a democracia aplicada ao amor. J Ale-xandre Dumas sabiamen-te pontificava: O fardo do casamento to pesado que exige dois para carre-g-lo. s vezes, trs.

  • 3Geralsetembro de 2010

    O ms de setembro tem rodada dupla do pro-jeto Msica para Crianas. No dia 11, sbado, s 16h, a atrao o grupo Barbatuques (SP), reconhecido por usar o corpo como instrumento percussivo. J no domingo, dia 12, tambm s 16h, sobe ao palco o Curupaco, faceta do Uakti voltada para o pbli-co infantil. Ambas as apresentaes acontecem no Teatro Dom Silvrio, que fica na Av. Senhora do Carmo, 230, So Pedro. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Mais informaes pelo telefone 3209-8989.

    Capitaneado pelo msico e pesquisador Fer-nando Barba, o Barbatuques prepara para a ocasio um espetculo interativo, convidando a garotada a descobrir as possibilidades do corpo como uma usina sonora. Sete integrantes subiro ao palco buscando melodias e diferentes ritmos musicais a partir de efeitos de voz e da explorao de sons produzidos pelo corpo humano: palmas, estalos, batidas, mos e ps em sintonia. O resultado surpreendente.

    No dia seguinte, o pblico vai conferir uma outra verso de Dcio Ramos e Paulo Santos, do Uakti. Os dois se desdobram, desde 1999, no grupo Curupaco, em que exercitam a comunicao com o universo ldico que encanta as crianas. Com a participao especial do grupo musical de crianas do projeto Do Lin Do L, o Curupaco apresenta seu novo espetculo, intitulado Danca Balanca, que traz um repertrio indito, que brinca com elementos tradicionais da cultura da infncia, ao mesmo tempo em que aborda assuntos contem-porneos pertinentes ao cotidiano dos pequenos.

    Barbatuques e Uakti se apresentam para crianas

    Barbatuques explora o corpo como instrumento musical para gerar diversos ritmos e melodias

    Man

    olo

    Mor

    an

  • 4 Eldorado | Santa Terezasetembro de 2010

    Nos dias 10 e 11, s 21h, e 12 de se-tembro, s 19h, o es-petculo Brincando com os homens a atrao do 2 Festival de Comdia Abobri-nhas, evento que traz a Contagem 12 peas de humor, sempre com espetculos aos finais de semana e a preos populares. As

    Quem gosta de frequentar os bares da capital e tambm de dar boas risadas, pode encontrar as duas coisas na Cho-peria Santa Tere-za, que fica na Rua Mrmore, 365, Santa Tereza, ao lado do Restaurante Bolo. Sempre aos sbados, s 21h30, a Turma da Comdia faz apresen-taes na choperia. As reservas para os shows podem ser

    feitas pelos telefones 3245-6567 ou 9211-4412. O couvert custa R$ 10.

    Os shows tm durao aproximada de uma hora, com 15 minutos de intervalo entre os trs primei-ros comediantes e os trs ltimos. Os tex-tos so trocados de dois em dois meses, dando oportunidade aos comediantes de abordarem diferentes assuntos, e ao p-

    blico de se divertir com diferentes per-formances do mes-mo humorista. Os espetculos da turma mesclam apresenta-es no estilo stand--up comedy, formato de humor americano no qual o humorista se apresenta de cara limpa para a platia, com performances e personagens em mo-nlogos.

    Formado em de-zembro de 2008, a

    Turma da Comdia composta por Thiago Alves, Mrio Alaska, Renatinho CP, Rafael Mazzi, Cristiano Luiz, Christiano Junqueira e Kayete, da rdio Ex-tra FM. Nas apresen-taes aos sbados, a turma sempre recebe um convidado que tambm se apresenta.

    Stand-upNo palco simples,

    sem cenrio, figurino, direo ou roteiro

    est o comediante, li-berto de piadas con-solidadas ou copia-das. Sempre disposto a improvisar, o ator tem a tarefa de aten-der apenas uma or-dem: fazer rir. Assim a comdia stand-up ou stand-up comedy, gnero artstico com razes no sculo XIX, nos Estados Unidos, e que se tornou febre em Belo Horizonte e no resto do Brasil.

    Brincando com os homens uma das atraes do 2 Festival

    de Comdia Abobrinhas

    Turma da Comdia faz apresentaes em bar do