Trem edição 7

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Jornal cultural distribudo nas estaes de metr de Belo Horizonte.

Text of Trem edição 7

  • Stand Up Comedy

    Frum Internacional de Dana traz a Belo Horizonte vrias atraes

    Turma da Comdia e Carlos Nunes trazem novo formato aos palcos

    Entrevista com a Kayete: ela continua tima e agora est no Trem

    Clssicos no Metr com a orquestra do projeto Msica na Escola

    edio7

    p. 7 p. 10

    p. 4

    p. 16

    18 de setembro de 2010 ano 1 distribuio gratuita edio quinzenal

    Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU

    Div

    ulga

    o

  • 2CONTOS E CAUSOS

    setembro de 2010

    ExpedienteComunicao Objetiva CNPJ: 05.856.856/0001-87 R. Dr. Jos da Silva Martins, 414 Cidade Nova - BH / MG - CEP 31.170-300

    Telefax (31) 2512-3035 redacao@tremnoticias.com.br www.issuu.com/trem_oficialJornalista Responsvel Henrique Chendes 14.693/MG

    Projeto Grfico e Diagramao: Cludio Diniz Alves Logstica e Distribuio: Edemir Santana e der Santana

    COMPANHIA BRASILEIRA DE TRENS URBANOS - CBTUGerncia de Comunicao e Marketing da CBTU-METR BH

    Coordenadoria Operacional - Comercializao No OperacionalTiragem 20.000 exemplares Impresso CGB Artes Grficas

    TT (Trem Twitter)Siga o Trem:www.twitter.com/trem_oficial. Informao, cultura e lazer tambm no microblog.

    TT (Trem Twitter) Trem VirtualAs edies do jornal Trem po-dem ser vistas na internet, no endereo: www.issuu.com/trem_oficial

    O Trem seuAjude-nos a fazer o jornal Trem. Fatos, curiosidades e atrativos culturais da cidade, principalmente das localidades adjacentes das estaes, podem pintar por aqui. Fi-que vontade para participar. Escreva para redacao@tremnoticias.com.br ou ligue para 2512-3035.

    Utilidade PblicaMetr 3250-3901Polcia Militar 190Polcia Civil 197Cemig 116Disque Denncia 181Copasa 115Corpo de Bombeiros 193Samu 192Defesa Civil 199Rodoviria 3271-3000

    *Joni Bezerra escritor, jornalista e colabora com seus Contos e Causos para o Trem.

    jonibezerra@gmail.com

    Fala, passageiroBelo Horizonte possui boas opes de entretenimento e lazer?

    Sim. Temos parques, o zoolgi-co, enfim, boas coisas para apro-veitar. Eu mesmo levo muito o meu filho caula, de 13 anos, para passear no parque municipal. O problema que a vida muito corrida, no temos muito tempo para o lazer.

    Edson Coutinho54 anosVigilante

    Sim, mas as boas opes so muito caras. Por isso, atualmente, estou preferindo fazer reunies em casa mesmo, com os ami-gos mais prximos. Fica mais em conta e muito mais gostoso. Como eu moro em casa, fazemos sempre churrascos!

    Patrcia de Paula27 anos

    Agente Sanitrio

    No muito, mas vem melhoran-do. Voc v investimentos maio-res na rea do lazer, da cultura, na cidade. Eu sou muito ligado a essa parte cultural. Sempre vou ao cinema, museus, exposies de arte. Est bom, mas pode ficar ainda melhor.

    Breno Leonardo30 anos

    Microempresrio

    Tem sim. Ainda mais para pes-soas como eu, que adoram msi-ca. Gosto muito dos shows que acontecem na Praa da Estao, por exemplo. Belo Horizonte, cada vez mais, est se tornando uma cidade com muitas atraes culturais e tambm de lazer.

    Amanda Beatriz18 anos

    Estudante

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    * Aps dias no espa-o, o pior a readap-tao social. No a fsica, comen-tou o astronau-ta russo Valery Polyakov, 52, mdico, aps 437 dias em rbita da Terra. Naquela tarde de maro a bordo da cpsula Soyuz, que se desligara da estao espacial Mir e descia num campo nevado do Cazaquisto, Polyakov declarou que ao invs da alegria da volta, s pensava mesmo nos mistrios da vida. Aps dias no vazio, como um morto-vivo, espiando solitariamente o infinito estrelado, imutvel, a eternidade sem tempo, cheiro, som ou algo que

    os terrenos se apegam, Polyakov se perguntava: por que existimos? Ele que, em 1988, que-brou o recorde de per-manncia no espao, ficando 607 dias sozi-

    nho, orbitando 10 mil vezes e percorrendo fantsticos 250 milhes de quilmetros, afirma-va perplexo: a vida um enigma. Essa cer-teza o curara, definiti-

    vamente, como disse, de rudes hbitos terrqueos, como rabugice, intole-rncia, desaten-o e desrespei-to ao prximo. Diferente do seu

    temperamento efusivo, Polyakov

    saiu silencioso da nave. Dispensando ajuda mdica, pois

    num ambiente sem gravidade onde o corpo flutua, os ossos enfraquecem e no se consegue levantar sequer

    os braos, Polyakov andou camba-leante. Sentado na neve, olhou

    pensativamente o cu: o que a vida?. Enquanto o enrolavam em cobertores, indiferente, o astronauta martelava: por que exis-timos? Na ambulncia, mdicos monitorando sua pulsao e ele en-gasgado num enigma que, segundo Polyakov, no fazia e

    no faz at hoje sen-tido. Lembrou-se do sbio oriental Krish-namurti: A vida no tem sentido algum. Ou melhor: tem o sentido que dermos pra ela. Seja poltico, religioso, esportivo, artstico etc. Mas a vida no tem sentido algum. Antes, a NASA cobrava do astronauta tarefas ab-surdas como engraxar sapatos, temendo que enlouquecesse olhan-do o infinito. No prin-cpio, simplesmente, ta-pavam a janelinha. Mas a pergunta persegue, com ou sem janelinha, dentro ou fora da nave, nos astronautas, como voc e eu, do planeta Terra: por que existi-mos?.

  • 3Geralsetembro de 2010

    Pixel art, msica digital, softwares de cdigo livre, redes sociais, mdia digital, mundo mobile. O vocabulrio contem-porneo mudou, assim como as plata-formas de criao utilizadas por artistas no desenvolvimento de suas obras. Co-nectado ao mundo digital, o Festival de Arte Digital (FAD) chega 4 edio e traz a BH artistas de diversas partes do Brasil e do mundo. O evento acontece at o dia 3 de outubro, nas instalaes do Oi Futuro, que fica na Av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras. A Quina Gale-ria, espao cultural localizado no Edifcio Maleta, no centro da capital, tambm recebe atraes do FAD. A entrada gratuita. (Mais informaes pelo telefo-ne 3229-3131).

    A programao contempla contedo artstico elaborado por meio de compu-tadores, softwares, hardwares, celulares, filmadoras, cmeras digitais e dispositi-vos eletrnicos e digitais com baixa ou alta tecnologia. Esto sendo apresenta-das obras do Reino Unido, Japo, Ale-manha, Grcia, Itlia, Estados Unidos, Frana, Mxico, Austrlia, Irlanda e Sin-gapura. Do Brasil, podem ser vistos tra-balhos dos estados brasileiros de Minas Gerais, Pernambuco, So Paulo e Par, alm do Distrito Federal.

    Festival de Arte Digital traz instalaes interativas, performances audiovisuais, o cinas e debates

    Na Web: www.festivaldeartedigital.com.br

    Em uma das instalaes, pblico pode fazer grafites com spray eletrnico no painel digital

    Hen

    rique

    Che

    ndes

  • 4 Eldorado | Waldomiro Lobosetembro de 2010

    Aps dois anos sem se apresentar em Contagem, o ator Car-los Nunes retorna em grande estilo. Com seu novo espetculo Comi Uma Galinha e T Pa-gando o Pato, ele en-cerra o 2 Festival de Comdia Abobrinhas. As apresentaes sero nos dias 1 e 2, s 21h, e 3 de outubro, s 19h, no Cine Teatro Municipal de Contagem, que fica na Praa Silviano Bran-do, s/n, Centro. Os ingressos antecipados custam R$ 10 e podem ser adquiridos na Rozza Modas (Praa Silviano Brando, 66, Centro) e no Big Shopping. Na bi-lheteria do Cine Teatro os ingressos custaro R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

    Comi Uma Galinha e T Pagando o Pato encerra o 2 Festival de

    Comdia Abobrinhas

    Centro Cultural So

    Bernardo recebe

    atraes do FID

    Estou muito feliz de poder fazer parte do festival, vai ser sucesso afirma Carlos Nunes

    No palco, Carlos Nunes interpreta o pre-sidirio Jos Antnio, narrando, com muito humor e pitadas de iro-nia, como foi parar na priso aps roubar a ga-linha de estimao da fi-lha de um deputado. O humilde desempregado, que foi criado obede-cendo s leis divinas e que aprendeu com a me que a educao, a honestidade e a per-sonalidade vem do ber-o, fica sem entender porque um crime to simples, cometido ape-nas para livrar a famlia da fome, o deixou tanto tempo atrs das grades.

    O preso ainda con-vive com o medo de o deputado conseguir aprovar o projeto de lei que institui a galinha

    como um animal sa-grado, tal qual a vaca na ndia. O salrio dos aposentados, a atuao da polcia, a impunidade

    e liberdade parlamen-tar, os direitos garanti-dos a todo cidado pela Constituio Brasileira, dentre outros temas,

    so citados com muita irreverncia, at que chegado o dia do julga-mento.

    Glaucia Rodrigues

    O Centro Cultural So Bernardo, que fica na Rua Edna Quintel, 320, So Bernardo, recebe duas atraes do Frum Inter-nacional de Dana (FID) de Belo Horizonte, no dia 24 de setembro. Das 14h s 18h, acontece a Mos-tra de Vdeos FID com a apresentao do docu-mentrio Uma Cachaa que se Chama Dana. Logo depois, s 19h, a vez do espetculo He, She or It (Vou Ficar At a Festa Acabar...), de Tuca Pinheiro, entrar em cena. As atividades fazem parte do FID Circulando Grande BH e tm entrada gratui-ta. (Programao comple-ta e mais informaes no www.fid.com.br).

    A edio 2010 do FID contempla 14 anos de ati-

    vidade e, nesse ano, pro-pe a discusso do tema: Por uma Museologia do Corpo que Dana, em duas etapas. Na primeira, sero beneficiados pelo FID Circulando Grande BH, os centros culturais So Bernardo, So Geral-do e Urucuia. Para as di-retoras do evento, Adriana Banana, Carla Lobo e M-nica Simes, a ideia des-sa etapa descentralizar e promover a produo cultural, num trabalho de continuidade, que aconte-ce ano aps ano.

    A segunda etapa do FID, que engloba os programas FIDinho, FID Conexo In-terNacional e o FID Terri-trio Minas comea no dia 20 de outubro e se encer-ra no dia 03 de novembro.

    Cuia G

    uimares

    Tuca Pinheiro em cena do espetculo He, She or It

    R$ 10,00

  • 5Floramar | Centrosetembro de 2010

    Mumia: festival traz animaes de todo o mundo

    O Centro Cultural Jar