tremere revisado

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Text of tremere revisado

  • TREMERETREMERETREMEREL I V R O D E C L :

  • Por Jess Heinig

  • CrditosEscrito por: Jess Heining

    Desenvolvido por: Justin Achilli

    Editor: Cynthia Summers

    Diretor de Arte: Richard Thomas

    Layout & Composio: Becky Jollensten

    Arte Interna: Eric Hotz, Leif Jones, Alex Shiekman, Chris-

    topher Shy, Drew Tucker

    Arte de Capa: John Van Fleet

    Design de Capa e Contracapa: Becky Jollensten

    2000 White Wolf, Inc. Todos os direitos reservados. Todos

    os personagens, nomes, lugares e textos mencionados neste

    livro so propriedade intelectual da White Wolf, Inc. A

    reproduo sem permisso escrita do editor expressamente

    proibida, exceto para o propsito de resenhas, e das planilhas

    de personagens, que podem ser reproduzidas para uso

    pessoal apenas. White Wolf, Vampiro: A Mascara, Vampiro:

    A Idade das Trevas, Mago A Ascenso e o Mundo das Trevas

    so marcas registradas da White Wolf Publishing, Inc. Todos

    os direitos reservados. Lobisomem o Apocalipse, Apario o

    Esquecimento, Changeling o Sonhar, Caador a Revanche,

    Lobisomem Oeste Selvagem, Mago a Cruzada dos Feiticeiros,

    Apario a Grande Guerra, Trinity, Crianas da Noite e Livro

    do Cl Tremere so marcas registradas da White Wolf

    Publishing, Inc. Todos direitos reservados. Todos

    personagens, lugares, nomes e texto mencionados neste livro

    so propriedade intelectual da White Wolf Publishing Inc.

    A meno de qualquer referencia a qualquer companhia ou

    produto nessas paginas no so uma afronta marca

    registrada ou direitos autorais dos mesmos.

    Este livro usa o sobrenatural como mecnica, personagens e

    temas. Todos os elementos msticos so fictcios e

    direcionados apenas para diverso. Recomenda-se cautela ao

    leitor.

    D uma olhada na White Wolf on-line em

    http://www.white-wolf.com; alt.games.whitewolf e

    rec.games.frp.storyteller

    IMPRESSO NO BRASIL.

    Agradecimentos Especiais, Edio Hellvis

    ChadTolo Tolo Brown, por suportar a serenata

    Smellvis.

    Richard "Vamos Compartilhar esta bebida" Thomas, por

    encontrar-se parafusando sete oitavos do kamikaze.

    Brian Orelha Glass, por sua ajuda ao arrastar o que-ser-

    humilhado para o "palco".

    Phil Honorrio Trabalhador Braal Boulle, por

    aprender o que passa pelo entretenimento nos States.

    FredO Drama Yelk, por tentar esmagar a compaixo de

    colega de quarto de sua namorada.

    YeeshO bathroomon no dia seguinte todo o fracasso.

    Crditos da Traduo

    Traduo: Bravo

    Reviso: Bravo

    Diagramao: ROR

  • Introduo: Iluminado pela Escurido

    Captulo Um: O Preo da Imortalidade

    Captulo Dois: Dentro da Pirmide

    Captulo Trs: Pedras da Pirmide

    ndice

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    ndice4

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    70

  • Iluminado pela

    Escurido

    Iluminado pela

    Escurido

    s vezes me sinto preso entre dois mundos distintos um que todos ns vemos e concordamos em

    reconhecer, e aquele que algumas pores reptilianas primordiais de nossos crebros compreendem apenas

    subconscientemente. Nos movemos por meio do mundo comum e o aceitamos como normal pois retirar as

    camadas inferiores seria demais para suportar.

    Passei boa parte de minha vida reforando o mundo comum: magia de palco, prestidigitao, desmascarar

    fenmenos paranormais e coisas do tipo. Explicaes racionais existem para tudo, costumava dizer, e percorri

    longas distncias para encontr-las. Claro, tal explicao pode no ser plausvel, mas ns estamos to

    seguros de nossa habilidade em definir nosso mundinho que de bom grado abrimos mo da sensibilidade

    pelo interesse de tornar o inexplicvel algo que possa ser racionalizado como cientfico e lgico. A

    Navalha de Occam no suporta esta noo, mas as pessoas preferem acreditar em qualquer coisa muito

    procurada desde que ela prove que eles no so insanos e que o mundo funciona em termos que

    compreendam.

    Deixe-me dar um exemplo: As pessoas no acreditam em vampiros. Uma enorme quantidade de literatura

    os cerca; histrias, filmes e programas de televiso nos deliciam com suas faanhas; histrias dos mortos

    vivos voltam at a frica e Sumria antigas; e elas tm razes nos contos populares de quase toda cultura no

    mundo. Mas todos sabem que vampiros no so reais. A noo de algo que volta dos mortos e bebe sangue

    para sobreviver ridculo! A ideia de que uma fera monstruosa pode viver para sempre numa existncia

    amaldioada desprovida de luz do sol ou esperana absurdo! O pensamento de que algo l fora possa

    funcionar de forma que os humanos no compreendam, possa desafiar a ordem da existncia que as pessoas

    tomam por certo, possa predar os humanos, influenci-los, espreitar entre eles, super-los no, os humanos

    so o pinculo da criao. Ns certamente no podemos perturbar esta noo. Se os humanos so apenas

    gado, se eles podem morrer de maneira frvola s para saciar os caprichos perversos de monstruosidades

    malevolentes, bem, isso o suficiente para perturbar qualquer noo de que ns estamos no comando de

    nossos prprios destinos.

    Eu fiz um circuito de exposies e trabalhos associados por alguns anos. Viajei por cidades grandes e

    realizei performances de magia de palco, iluso e prestidigitao. Tambm estabeleci uma poltica de sempre

    desmascarar um truque por apresentao. Os outros profissionais odiaram isso, mas o pblico gostava, ento

    garantia que eu pudesse colocar seus traseiros nos assentos. Ao lado, ensinava garotos curiosos, investigava

    histrias estranhas, s vezes at aparecia num ponto televisivo para desmascarar uma alegao de poderes

    psquicos ou fenmeno sobrenatural. Vi um relato sobre uma ocorrncia bizarra, e imediatamente minha

    mente ficou extenuada imaginando como ela funcionava, como aconteceu, como poderia parecer real e como

    poderia duplic-la. De alguma forma eu amava as circunvolues, mas ainda mais, achava que gostava de

    Iluminado pela Escurido

    5

  • dobrar estes fenmenos minha compreenso. Apresentava-as em termos simples e facilmente explicveis,

    mostrava como elas eram embustes, e partia com a satisfao de que o mundo ainda cabia em minha caixa

    perceptiva. Charlates, mentirosos e mascates eram as pessoas que deixava para trs. Suponho que de uma

    forma me sentia melhor que eles o mundo funcionava da forma como eu dizia, e se eles quisessem sustentar

    noes ridculas como f e parapsicologia ento obviamente no eram to inteligentes e instrudos como

    eu era.

    De qualquer modo, minha viagem levou-me inevitavelmente a Nova York, o terceiro bastio de bizarrices

    inteis depois de Vegas e Hollywood. A Broadway parece velha atualmente, e quando voc est no cu da

    Broadway, nas pocilgas e guetos e bocas de crack de entretenimento televisivo de horrio pouco nobre, voc

    sabe. Todos tm duas habilidades e um agente. Meu ltimo trabalho: Conduzir um circuito de exposies,

    ento sair com os caras das cmeras e desmascarar uma casa assombrada para Hard Copy ou A&E.

    A exibio no foi a parte mais importante. Ela correu como o esperado: levitar uma assistente, tirar

    lenos de seda do nada, atravessar uma parede de tijolos e coisas do tipo. A prestidigitao usual abriu

    espao para uma velha noite cansada; refiz minha maquiagem e sa com os caras de cmera numa van para o

    solar dos fantasmas. Ooh, assustador. Me senti como um extra ridculo de O Sexto Sentido, pelo amor de

    deus.

    A casa era suburbana, talvez da dcada de 50, provavelmente construda no boom econmico aps a

    Segunda Guerra Mundial. Tinha um quintal pouco envolvente; sustentada no meio de uma vizinhana de

    apartamentos e lojas de caixas. Ela no parecia assombrada, apenas cansada. Brinquei bastante com a

    cmera, que gracioso. O interior da casa estava nas mesmas condies: empoeirada, rangendo, deserta, com a

    ocasional pilha de detritos estranhos, uma folha batendo ou uma mancha de infiltrao estranha. Nada fora

    do comum, mas certamente o tipo de coisa que poderia ser tomada pelos garotos supersticiosos ou em busca

    de emoo da vizinhana como evidncias de assombrao.

    Passei dois dias explorando aquela maldita casa. Nem um nico fantasma mostrou as fuas, seja

    pessoalmente ou numa cmera infravermelha. O pessoal da cmera filmou muitos de meus comentrios

    bajuladores sobre pessoas crdulas.

    A coisa ficou sria aps o trabalho. Empacotei a ltima das ferramentas de investigao sensores de

    calor, bssolas, detectores de campo, tudo em estojos de metal cinza compactos sem luzes brilhantes

    estranhas ou coisas do tipo quando recebemos um convidado. O sol j havia se posto; esperava chegar em

    casa mais cedo, mas os caras da cmera tinham insistido em algumas tomadas noturnas de fantasmas. E

    estava saindo pela porta da frente para colocar o restante de minhas coisas na van quando uma voz de

    mulher me assustou de trs.

    Com licena.

    Palavras simples, mas que me amedrontaram de verdade. Recm havia desmascarado uma casa velha que

    no tinha uma nica fagulha de estranheza nela, e uma voz vinda de traz conseguiu arrepiar minha pele e

    fazer o cabelo do pescoo ficar eriado. Voltei-me rapidamente e percebi uma mulher alta num terno sbrio,

    parada no alpendre, prximo ao muro, onde meus olhos no a perderiam se eu sasse pela porta da frente.

    Consegui acalmar os nervos.

    Posso ajud-la? J estamos partindo, comentei de antemo.

    A mulher aproximou-se dois passos. Por alguma razo, meu estmago deu um n e minha boca secou.

    Minha pele ainda estava