Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Gab. ... Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Gab. Cons

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  • Tribunal de Contas do Estado do Amazonas

    Gab. Cons. Érico Xavier Desterro e Silva

    Tribunal Pleno

    DMC 1

    Proc. Nº 10270/2013

    Fls. Nº _________________

    PROCESSO Nº: 10270/2013

    NATUREZA: Tomada de Contas Anuais Poder Executivo Municipal

    INTERESSADO: FRANK LUIZ DA CUNHA GARCIA (Ordenador de Despesa)

    ADVOGADO: NÃO POSSUI

    OBJETO: TOMADA DE CONTAS DO SR. FRANK LUIZ DA CUNHA GARCIA,

    PREFEITO MUNICIPAL DE PARINTINS, EXERCÍCIO 2012.

    ÓRGÃO TÉCNICO: DICAMI E DICOP

    PROCURADOR: Elizângela Lima Costa Marinho

    APENSOS: 10249/2013, 10242/2013, 10098/2013, 10097/2013 e 10035/2013

    CONSELHEIRO RELATOR: Érico Xavier Desterro e Silva

    RELATÓRIO

    1 – Analiso novamente os autos que tratam sobre Tomada de Contas Anuais da

    Prefeitura Municipal de Parintins, exercício 2012, de responsabilidade do Sr. Frank

    Luiz da Cunha Garcia.

    2 – Nesse momento o caderno processual possui 8461 folhas. Anexei meu voto

    às fls. 8157/8172, submetendo o julgamento das presentes contas ao Egrégio Tribunal

    Pleno.

    “PROCESSO Nº. 10270/2013. NATUREZA: Tomada de Contas.

    INTERESSADO: Frank Luiz da Cunha Garcia. ASSUNTO: Tomada de contas do Sr. Frank Luiz da Cunha Garcia, Prefeito Municipal de Parintins, exercício de 2012.

    RELATÓRIO

    1 - Tratam os presentes autos da Tomada de Contas Anuais da Prefeitura

    Municipal de Parintins, exercício de 2012, tendo como responsável o Sr. FRANK LUIZ DA CUNHA GARCIA, Prefeito Municipal, à época.

    2 - Em 13/02/2014, através da Diligência n° 014/2014, o Ministério Público de Contas, às fls. 2900/2901, observou o encaminhamento intempestivo da documentação referente à prestação de contas do exercício de 2012 do Sr.

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    Gab. Cons. Érico Xavier Desterro e Silva

    Tribunal Pleno

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    Proc. Nº 10270/2013

    Fls. Nº _________________

    Frank Luiz da Cunha Garcia, em 04/06/2013, fls. 350/953, o qual foi deferida

    como prova emprestada, obedecendo o art. 186, §4º do Regimento Interno. 3 - Segundo o Relatório Conclusivo de nº 102/2013-DICAMI (fls. 2796-2899), o

    Órgão Técnico constatou que o Prefeito não apresentou defesa tampouco documentos em face da Notificação n° 04/2013-CI/DICAMI, razão pela qual sugeriu a emissão de Parecer Prévio recomendando ao Poder Legislativo de

    Parintins a desaprovação das contas anuais, além de glosa e multa. 4 – Às fls. 7080, o Relator autorizou a juntada de defesa intempestiva pelo

    responsável, de fls. 2908/7079, em resposta ao questionamento constante da Informação n° 27/2014 (fls. 2906/2907). 5 – Na Informação n° 179/2015-Dicami/CI (fls. 7999-8134), a Comissão de

    Inspeção sugeriu a emissão de parecer prévio recomendando à Câmara Municipal de Parintins a desaprovação da tomada de contas e o julgamento pela

    irregularidade, com aplicação de multa, determinação de glosa de valores e julgamento em alcance, remessa de cópias ao MPE, comunicação à Receita Federal do Brasil, além de determinações à origem.

    6 – O Ministério Público, por meio do Parecer n° 946/2015 – MP/ELMC, opinou pela emissão de parecer prévio recomendando ao Poder Legislativo Municipal de

    Parintins, a desaprovação das tomada de contas, com o julgamento pela irregularidade, aplicação de multa, glosa e determinações à origem. 7 - É o relatório.

    VOTO

    8 - Ao analisar os documentos presentes nestes autos de Tomada de Contas, constato que os princípios do contraditório e ampla defesa foram respeitados,

    tendo em vista assinatura de recebimento da notificação nº 004/2013-DICAMI, pelo Sr. Frank Luiz da Cunha Garcia, bem como sua defesa às fls. 6080/6096.

    9 - As impropriedades detectadas e não combatidas são as seguintes: 10 – Quanto ao Pregão Presencial n° 008/12: 10.1 - 1 Ausência de justificativa para o referencial adotado pela administração

    para ofertar o valor inicial do Pregão em R$ 3.500.000,00; 10.2 - Ausência do Termo de Contrato, caracterizando contratação sem a devida

    formalização, contrariando os dispositivos a respeito tema exigidos na Lei de Licitações e Contratos; 10.3 – Quanto à receita, ausência de justificativas para, na ocasião do

    pagamento pelo contratado, a receita ter sido depositada na conta corrente de tributos;

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    10.4 - Muito embora tenham sido apresentados os extratos bancários que

    comprovam algumas transações de transferências entre contas, não se identificou as despesas executadas por meio da referida receita.

    11 – Quanto ao Pregão Presencial n° 11/12: 11.1 - Identificou-se que fase de habilitação a empresa F. Godinho, LP da Costa e Cia Ltda., RSP FERREIRA, EB BARBOSA, muito embora consideradas

    habilitadas, não cumpriram às exigências do subitem 6.4.1.3 – letra “a” do edital; 11.2 - Identificou-se que nos contratos mencionados na tabela de fl. 2802 não

    constam números de ordem; 11.3 - Ausência de justificativa para a diferença encontrada de R$ 792.068,36, entre o valor relativo aos contratos – R$ 1.451.443,24– e os procedimentos de

    pagamentos – R$ 659.374,87 –, conforme tabela de fl. 2802-2803. 12 – Quanto ao Pregão Presencial 005/12 – Registro de Preços:

    12.1 - Justificar em que Administração se baseou para licitar uma quantidade estimada bem expressiva de combustíveis; 12.2 - A Administração não procedeu à verificação de autenticidade das

    certidões de tributos emitidas eletronicamente; 12.3 - As certidões que comprovam a Regularidade Fiscal dos procedimentos de

    pagamentos alusivos ao Registro de Preços em questão, não foram devidamente apresentadas pela empresa fornecedora; 12.4 - Os pagamentos foram executados sem dar o devido cumprimento à fase

    da despesa, no que tange a emissão de notas empenhos, uma vez que as mesmas não estão devidamente assinadas, bem como, no que tange a

    liquidação e atesto das notas fiscais, também, sem declaração e assinaturas das pessoas ou comissões responsáveis pelo recebimento e pela autorização dos pagamentos, descaracterizando o consumo final pela prefeitura;

    12.5 Muito embora o valor da Ata de Registro de Preços seja de R$ 8.640.596,00, identificaram-se pagamentos de apenas R$ 2.341.653,96 e

    registrado na contabilidade o valor de 3.154.192,17. 13 – Quanto à inexigibilidade para contratação de transporte escolar: 13.1 - Ausência de justificativa para a realização de inexigibilidade nas condições

    apresentadas nos autos do processo administrativo, no que diz respeito à inserção do transporte terrestre, além de cotação de preços para algumas áreas,

    mais de um fornecedor; 13.2 - O processo foi autuado de maneira precária, diante do que determina o art. 38, da Lei 8.666/93;

    13.3 - Os pagamentos foram executados sem o devido cumprimento à fase da despesa, no que tange a emissão de notas empenhos, uma vez que as mesmas

    não estão devidamente assinadas, bem como, no que tange a liquidação e atesto das notas fiscais, também, sem declaração e assinaturas das pessoas ou

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