TRIBUNAL DE CONTAS EUROPEU 2013 - eca. TRIBUNAL DE CONTAS EUROPEU ... Sistema de Identifica§£o

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  • ISSN

    183

    1-09

    82

    TRIBUNAL DECONTAS EUROPEU

    2013

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    18

    A FIABILIDADE DOS RESULTADOS DOS CONTROLOS DAS DESPESAS AGRCOLAS REALIZADOS PELOS ESTADOS-MEMBROS

  • A FIABILIDADE DOS RESULTADOS DOS CONTROLOS DAS DESPESAS AGRCOLAS REALIZADOS PELOS ESTADOS-MEMBROS

    Relatrio Especial n.18 2013

    (apresentado nos termos do n.4, segundo pargrafo, do artigo287.do TFUE)

    TRIBUNAL DE CONTAS EUROPEU

  • TRIBUNAL DE CONTAS EUROPEU12, rue Alcide De Gasperi1615 LuxemburgoLUXEMBURGO

    Tel. +352 4398-1Fax +352 4398-46410Correio eletrnico: eca-info@eca.europa.euInternet: http://eca.europa.eu

    Relatrio Especial n. 18 2013

    Encontram-se disponveis outras informaes sobre aUnio Europeia na Internet, via servidor Europa (http://europa.eu)

    Uma ficha catalogrfica figura no fim desta publicaoLuxemburgo: Servio das Publicaes da Unio Europeia, 2014

    ISBN 978-92-9241-579-2doi:10.2865/15691

    Unio Europeia, 2014Reproduo autorizada mediante indicao da fonte

    Printed in Luxembourg

  • NDICE

    Pontos

    ABREVIATURAS

    GLOSSRIO

    I-X SNTESE

    1-20 INTRODUO

    1-5 OBJETIVO DO CONTROLO DAS OPERAES AO NVEL DOS ESTADOS-MEMBROS NA APLICAO DA POLTICA AGRCOLA COMUM

    6-20 ELABORAO, COMPILAO EVERIFICAO DOS RELATRIOS ESTATSTICOS

    7-12 OS ORGANISMOS PAGADORES NACIONAIS REALIZAM OS CONTROLOS NECESSRIOS EELABORAM OS RELATRIOS ESTATSTICOS

    13-17 OS ORGANISMOS DE CERTIFICAO ANALISAM ACOMPILAO DOS RELATRIOS EVERIFICAM OS DADOS SUBJACENTES

    18-20 A COMISSO ANALISA OS DIFERENTES RELATRIOS ESTATSTICOS

    21-27 A COMISSO ANALISA OS DIFERENTES RELATRIOS ESTATSTICOS

    28-89 OBSERVAES

    28-36 OS CONTROLOS ADMINISTRATIVOS ENO LOCAL REALIZADOS POR QUASE TODOS OS ORGANISMOS PAGADORES AUDITADOS SO APENAS PARCIALMENTE EFICAZES

    30-32 AS INSUFICINCIAS NA QUALIDADE DOS CONTROLOS ADMINISTRATIVOS ENO LOCAL DAS MEDIDAS DO FEAGA RELATIVAS SUPERFCIE RESULTAM NA FALTA DE DETEO ECOMUNICAO DE IRREGULARIDADES

    33-36 AS INSUFICINCIAS NA QUALIDADE DOS CONTROLOS ADMINISTRATIVOS ENO LOCAL DAS MEDIDAS DO FEADER RESULTAM NA FALTA DE DETEO ECOMUNICAO DE IRREGULARIDADES

    3

    Relatrio Especial n. 18/2013 A fiabilidade dos resultados dos controlos das despesas agrcolas realizados pelos Estados-Membros

  • 37-46 A COMPILAO EAVERIFICAO INADEQUADAS DOS RELATRIOS ESTATSTICOS POR PARTE DOS ORGANISMOS PAGADORES PREJUDICAM AINDA MAIS ASUA FIABILIDADE

    38-41 AS IMPRECISES EXISTENTES NAS ORIENTAES DA COMISSO PREJUDICAM AEXATIDO EAPERTINNCIA DAS INFORMAES RECOLHIDAS

    42-46 OS SISTEMAS DE COMPILAO EDE VERIFICAO DOS RELATRIOS DOS ORGANISMOS PAGADORES AUDITADOS NO SO EFICAZES

    47-57 O TRABALHO DOS ORGANISMOS DE CERTIFICAO NO FORNECE GARANTIAS SUFICIENTES QUANTO QUALIDADE DOS CONTROLOS NO LOCAL E FIABILIDADE DOS RELATRIOS ESTATSTICOS

    47-51 OS CONTROLOS REALIZADOS PELOS ORGANISMOS DE CERTIFICAO AOS CONTROLOS NO LOCAL DOS ORGANISMOS PAGADORES SO INSUFICIENTES EM NMERO EEM QUALIDADE

    52-54 EM RELAO AOS ORGANISMOS DE CERTIFICAO QUE OPTARAM PELO REFORO DA SEGURANA, AS SUAS AVALIAES DOS RESULTADOS OBTIDOS COM AS AMOSTRAS ALARGADAS TESTADAS ESTO AFETADAS POR GRAVES DEFICINCIAS

    55-57 O MBITO DA ANLISE DOS RELATRIOS ESTATSTICOS DOS ORGANISMOS DE CERTIFICAO AUDITADOS LIMITADO ENO FORNECE GARANTIAS RAZOVEIS QUANTO FIABILIDADE DESSES RELATRIOS

    58-69 LACUNAS DETETADAS NA ANLISE DOS RELATRIOS ESTATSTICOS DOS ESTADOS-MEMBROS PELA COMISSO

    58-62 A CONCEO DO SISTEMA DE INFORMAO DA COMISSO NO SE ADEQUA AOS DIFERENTES FINS PARA OS QUAIS AS INFORMAES SO UTILIZADAS

    63-65 APESAR DAS LACUNAS SUPRAMENCIONADAS, ACOMISSO DETETOU ERROS EM MAIS DE METADE DOS RELATRIOS DOS ESTADOS-MEMBROS

    66-69 A ANLISE REALIZADA PELA COMISSO AOS RELATRIOS ESTATSTICOS DURANTE AS SUAS AUDITORIAS DE CONFORMIDADE NO SUFICIENTE

    70-89 A ESTIMATIVA DOS PAGAMENTOS IRREGULARES EFETUADA PELA COMISSO NO VLIDA EM TERMOS ESTATSTICOS ETEM CONSEQUNCIAS NA FIABILIDADE DA DECLARAO ANUAL DA DIREO-GERAL DA AGRICULTURA EDO DESENVOLVIMENTO RURAL

    70-72 OS MTODOS DE SELEO ALEATRIA DE AMOSTRAS DOS ESTADOS-MEMBROS NEM SEMPRE SO VLIDOS EM TERMOS ESTATSTICOS, AFETANDO, DESTE MODO, AREPRESENTATIVIDADE DESSAS AMOSTRAS

    73-78 O MTODO UTILIZADO PELA COMISSO PARA ESTIMAR ATAXA DE ERRO RESIDUAL NO VLIDO EM TERMOS ESTATSTICOS

    79-89 O NVEL DE ERRO COMUNICADO PELA DIREO-GERAL DA AGRICULTURA EDO DESENVOLVIMENTO RURAL NO PODE SER COMPARADO COM OERRO MAIS PROVVEL DO TRIBUNAL

    4

    Relatrio Especial n. 18/2013 A fiabilidade dos resultados dos controlos das despesas agrcolas realizados pelos Estados-Membros

  • 90-99 CONCLUSES ERECOMENDAES

    91 NECESSRIO MELHORAR SIGNIFICATIVAMENTE AEFICCIA DOS CONTROLOS ADMINISTRATIVOS ENO LOCAL REALIZADOS PELOS ORGANISMOS PAGADORES

    92-93 OS RELATRIOS ESTATSTICOS ELABORADOS PELOS ORGANISMOS PAGADORES DEVEM SER VERIFICADOS ECOMPILADOS DE FORMA MAIS RIGOROSA ANTES DE SEREM ENVIADOS COMISSO

    94 O TRABALHO DOS ORGANISMOS DE CERTIFICAO NO FORNECE GARANTIAS SUFICIENTES COMISSO QUANTO FIABILIDADE DOS RELATRIOS ESTATSTICOS

    95-97 UTILIZAO INADEQUADA EANLISE LIMITADA DAS ESTATSTICAS DOS ESTADOS-MEMBROS POR PARTE DA COMISSO

    98-99 A ESTIMATIVA DA TAXA DE ERRO RESIDUAL PELA COMISSO NO VLIDA EM TERMOS ESTATSTICOS

    ANEXO I DETERMINAO DAS TAXAS DE ERRO RESIDUAL PELA COMISSO PARA ORAA DE 2012

    ANEXO II RESULTADOS DAS AVALIAES DOS SISTEMAS DE SUPERVISO EDE CONTROLO SELECIONADOS (FEAGA SIGC)

    ANEXO III RESULTADOS DAS AVALIAES DOS SISTEMAS DE SUPERVISO EDE CONTROLO SELECIONADOS (FEAGA SIGC)

    ANEXO IV SNTESE DOS ERROS MATERIAIS DETETADOS DURANTE AS ANLISES DOCUMENTAIS REALIZADAS A414 PROCESSOS

    ANEXO V SNTESE DO PERODO ABRANGIDO PELOS RELATRIOS ESTATSTICOS ERESPETIVOS PRAZOS DE APRESENTAO

    RESPOSTAS DA COMISSO

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    Relatrio Especial n. 18/2013 A fiabilidade dos resultados dos controlos das despesas agrcolas realizados pelos Estados-Membros

  • BCAA: boas condies agrcolas e ambientais

    DAS: declarao de fiabilidade (Dclaration dassurance)

    Feader: Fundo Europeu Agrcola de Desenvolvimento Rural

    FEAGA: Fundo Europeu Agrcola de Garantia

    IVA: imposto sobre o valor acrescentado

    OC: organismo de certificao

    PAC: poltica agrcola comum

    RAA: Relatrio Anual de Atividades

    RLG: requisito legal de gesto

    RPU: regime de pagamento nico

    RPUS: regime de pagamento nico por superfcie

    SIGC: Sistema Integrado de Gesto e de Controlo

    SIPA: Sistema de Identificao das Parcelas Agrcolas

    TER: taxa de erro residual

    ABREVIATURAS

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    Relatrio Especial n. 18/2013 A fiabilidade dos resultados dos controlos das despesas agrcolas realizados pelos Estados-Membros

  • GLOSSRIO

    Auditorias de apuramento da conformidade: auditorias de conformidade das medidas de ajuda seleciona-das, realizadas pelos servios da Comisso numa base plurianual, a fim de verificar se as organismos pagado-res aplicaram as despesas agrcolas em conformidade com as regras da Unio Europeia. A no conformidade resulta, na maioria dos casos, na imposio de correes financeiras forfetrias aos Estados-Membros.

    Controlos administrativos : controlos formal izados e automatizados real izados pelos organismos pagadores a todas as candidaturas com vista verificao da elegibilidade das mesmas e deteo de todas as eventuais irregularidades.

    Controlo no local : verificao realizada pelos inspetores do organismo pagador legalidade e regularidade das operaes, incluindo uma visita s instalaes dos candidatos (por exemplo, realizao de controlos nas exploraes agrcolas para medir e avaliar a elegibilidade das parcelas declaradas).

    Erro mais provvel: a melhor estimativa anual do Tribunal dos erros que afetam a classe de pagamentos. Esta taxa calcula-se com base nos resultados dos testes realizados a uma amostra representativa das operaes dessa classe e expressa em percentagem do montante total dos pagamentos nessa classe. Situa-se, com 95% de probabilidade, num intervalo de confiana determinado por um limite inferior e um limite superior.

    Gesto partilhada : mtodo de execuo do oramento da Unio Europeia, no mbito do qual as tarefas de execuo so delegadas aos Estados-Membros. Para o efeito, as autoridades dos Estados-Membros designam organismos responsveis pela gesto e pelo controlo dos fundos da Unio Europeia, que devem prestar contas Comisso. No mbito do presente relatrio, esses organismos so os organismos pagadores e os organis-mos de certificao.

    Populao Feader no SIGC: medidas financiadas pelo Fundo Europeu Agrcola de Desenvolvimento Rural que no so geridas atravs do Sistema Integrado de Gesto e de Controlo (por exemplo, todas as medidas de projetos no baseadas na superfcie, como a modernizao das exploraes agrcolas).

    Populao Feader SIGC: medidas financiadas pelo Fundo Europeu Agrcola de Desenvolvimento Rural e geri-das atravs do Sistema Integrado de Gesto e de Controlo (por exemplo, medidas relativas superfcie ou aos animais, como os pagamentos agroambientais).

    Populao FEAGA SIGC : medidas financiadas pelo Fundo Europeu Agrcola de Garantia e geridas atravs do Sistema Integrado de Gesto e de Controlo (por exemplo, RPU ou RPUS).

    Quadro X: registos completos de todas as informaes contabilsticas necessrias para efeitos estatsticos e de controlo, que os Estados-Membros devem apresentar anualmente Comisso at 15 de fevereiro do exerccio seguinte ao exerccio a que se referem os dados1.

    1 A estrutura das informaes encontra-se descrita no Regulamento (UE) n. 825/2010 da Comisso, de 20 de setembro de 2010, que estabelece a forma e o contedo das informaes contabilsticas a apresentar Comisso no mbito do apur