Tribunal de Contas .Relat³rio de Actividades e Contas 2007 Tribunal de Contas O Relat³rio de Actividades

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Tribunal de Contas

RELATRIO DE ACTIVIDADES E

CONTAS

2007

Lisboa2008

www.tcontas.pt

FICHA TCNICA

DIRECO

Guilherme dOliveira MartinsPresidente do Tribunal de Contas

COORDENAO GERAL

Jos F. F. TavaresDirector-Geral

COORDENAO TCNICA

Eleonora Pais de AlmeidaAuditora-Coordenadora

Equipa Tcnica

Conceio VenturaAuditora Chefe

Maria Estrela LeitoAssessora Principal

Lgia FerreiraAssessora Principal

Paulo AndrezTcnico Superior Principal

ReprografiaAfonso Rebelo

Augusto Santos

Depsito Legal: 90210/95ISSN N 0873-1403

Tiragem: 320 exemplares

TRIBUNAL

Conselheiro Vice-PresidenteCarlos Alberto Morais Antunes

Juzes Conselheiros (por ordem de precedncia de 2008)Manuel Henrique de Freitas PereiraCarlos Manuel Botelheiro MorenoJos Lus Pinto AlmeidaAntnio Jos Avrous Mira CrespoJos Manuel Monteiro da SilvaAntnio Manuel dos Santos SoaresNuno Lobo FerreiraHelena M. Abreu LopesHelena Ferreira LopesManuel Mota BotelhoRaul Jorge Correia EstevesLia Olema Correia

Juzes Conselheiros entretanto jubilados ouem exerccio de outras funes(por ordem de precedncia de 2007):

Joo Pinto RibeiroJos Alves CardosoArmindo Sousa RibeiroAmvel Dias Raposo

MINISTRIO PBLICO

- Procuradores-Gerais-Adjuntos -Antnio ClunyDaciano Pinto

Jorge LealOrlando Ventura da Silva

Maria Joana Vidal

SERVIOS DE APOIO

Subdirectores-Gerais ou substitutosMrcia Vala

Fernando Flor de LimaAna Mafalda Morbey Affonso

Auditores-Coordenadores/Directores de Servio/Auditores-Chefes/Chefes de Diviso e outros responsveis

Ablio Pereira de MatosAlberto Miguel Pestana

Ana Lusa FragaAna Lusa NunesAna Maria Bento

Ana Paula ValenteAntnio Afonso ArrudaAntnio Botelho Sousa

Antnio Manuel Costa e SilvaAntnio Manuel Fonseca da Silva

Antnio Manuel de Freitas CardosoAntnio Manuel Garcia

Antnio Marques RosrioAntnio Marta

Antnio Sousa MenezesCarlos Augusto Cabral

Carlos Manuel Maurcio BedoCristina Maria Cardoso

Francisco Jos AlbuquerqueFrancisco Moledo

Fernando Maria Morais FragaGraciosa Simes das Neves

Helena Cristina SantosHelena Fernandes

Isabel RelvasJaime Gamboa CabralJoo Cipriano Mendes

Joo Carlos CardosoJoo Cordeiro de MedeirosJoo Paulo Oliveira Camilo

Jos Alves CarpinteiroJos Henrique Borges

Jos Manuel CostaJudite Cavaleiro Paixo

Jlia SerranoLeonor Corte-Real Amaral

Luis Filipe SimesLus Manuel Rosa

Maria Alexandra LourenoMaria Augusta Alvito

Maria Conceio Vaz AntunesMaria da Conceio Lopes

Maria da Luz FariaMaria Fernanda Martins

Maria Lusa BispoMaria Gabriela Ramos

Maria Isabel Leal ViegasMaria Joo Loureno

Maria Jos Sobral P SousaMaria Lourdes Dias

Maria Odete CardosoMaria Susana Ferreira da Silva

Nuno Zibaia da ConceioRogrio Lus

Rui guas TrindadeRui Manuel Fernandes Rodrigues

Salvador de Jesus

PARTICIPAO DAS VRIAS REASNA ELABORAO DO RELATRIO:

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O Relatrio de Actividades de 2007 d a conhecer o que de mais relevante seobteve com a actividade desenvolvida pelo Tribunal de Contas na sua acode rgo do controlo externo das finanas pblicas.

Controlar , mais do que punir, prevenir, orientar, avaliar, recomendar melhorias.Neste quadro, a actuao do Tribunal diversificada: fiscalizao prvia dosactos e contratos, fiscalizao concomitante destes durante a respectivaexecuo, e de gerncias, no seu decurso, fiscalizao sucessiva e efectivaode responsabilidades financeiras. No mbito da fiscalizao sucessiva, tambmse insere a apreciao da execuo do Oramento do Estado na suaglobalidade, concretizada no Parecer sobre a Conta Geral do Estado.

O Tribunal de Contas ambiciona a excelncia, e considera que o seu trabalhode produo de observaes, concluses e recomendaes, e consequentedisponibilizao dessa informao ao Parlamento, Governo, aos organismosenvolvidos e aos cidados, um importante contributo para a melhoria dagesto dos dinheiros pblicos. Com as recomendaes formuladas, no Parecersobre a CGE, nos relatrios de auditoria e nos processos de visto, o Tribunalpromove e contribui para uma maior transparncia e responsabilizao nautilizao desses recursos.

A existncia do Tribunal como rgo de controlo financeiro externo constitui,s por si, um elemento dissuasor de actuaes inadequadas no dispndio dedinheiros pblicos.

Os benefcios do controlo externo podem, portanto, revelar-se no apenasquando ocorre efectivao de responsabilidades financeiras aplicao desanes e condenao em reposies , mas tambm e sobretudo atravsdas melhorias induzidas nos servios pblicos com as recomendaesformuladas no mbito das suas aces de controlo.

O ano de 2007 foi o ltimo de um ciclo trienal de planeamento, focalizado noobjectivo de contribuir para uma melhor gesto dos recursos pblicos,aumentando a qualidade e a efectividade do controlo financeiro realizado peloTribunal e promovendo uma cultura de integridade, responsabilidade etransparncia perante a sociedade. Os resultados que se apresentam doconta das contribuies para esse fim.

NOTA DEAPRESENTAO

J no decurso deste ciclo de trs anos, foram aprovadas, pela Lein. 48/2006, de 29 de Agosto, as alteraes Lei n. 98/97, de 26 deAgosto (Lei de Organizao e Processo do Tribunal), que vieram reforaros poderes de fiscalizao prvia e concomitante do Tribunal e alargar ombito do controlo jurisdicional, apoiando assim o propsito de pr fim aosentimento de impunidade perante as decises e recomendaes doTribunal que, por vezes, se percepciona.

Salienta-se que durante o ano de 2007 estiveram sujeitas a algum tipo decontrolo do Tribunal de Contas mais de 1700 entidades.

Refira-se por fim, que o Tribunal, em sintonia com o que so aspreocupaes de racionalizao dos gastos pblicos melhores servioscom menor despesa , tem vindo a impor a si prprio, metas de reduodos seus gastos.

O Relatrio foi aprovado pelo Plenrio Geral do Tribunal de Contas emsesso de 21 Maio de 2008, conforme previsto no n. 2 do art. 43. e naal. b) do art. 75. da Lei n. 98/97.

Nos termos da Lei publicado na II Srie do Dirio da Repblica(art. 9. da Lei n. 98/97), estando, tambm, disponvel na INTERNET, nostio do Tribunal (www.tcontas.pt).

O Conselheiro Presidente

(Guilherme d Oliveira Martins)

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PRINCIPAIS RESULTADOS

O TRIBUNAL DE CONTAS1.1. JURISDIO E COMPETNCIA 81.2. ESTRUTURA 91.3. PRINCIPAIS DESTINATRIOS DOS SEUS ACTOS 91.4. DELIBERAES E DECISES 10

RESULTADOS DA ACTIVIDADE DESENVOLVIDA2.1. CONTROLO FINANCEIRO PRVIO 132.2. CONTROLO FINANCEIRO CONCOMITANTE 202.3. CONTROLO FINANCEIRO SUCESSIVO 242.4. EFECTIVAO DE RESPONSABILIDADES FINANCEIRAS 61

RELAES COM OUTROS RGOS E INSTITUIES NACIONAIS3.1. PRESIDENTE DA REPBLICA, ASSEMBLEIA DA REPBLICA, GOVERNO, ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS DAS

REGIES AUTNOMAS E GOVERNOS REGIONAIS 643.2. RGOS DE CONTROLO INTERNO 663.3. OUTRAS INSTITUIES 663.4. COMUNICAO SOCIAL 66

RELAES COMUNITRIAS E INTERNACIONAIS4.1. RELAES COMUNITRIAS 684.2. RELAES INTERNACIONAIS 69

ACTIVIDADE DO MINISTRIO PBLICO JUNTO DO TC

RECURSOS UTILIZADOS6.1. RECURSOS HUMANOS 746.2. RECURSOS FINANCEIROS 786.3. SISTEMAS E TECNOLOGIAS DE INFORMAO 81

CONTA CONSOLIDADA E PARECERES DO AUDITOR EXTERNO

SIGLAS 95LEGENDA DAS ILUSTRAES 98

NDICE

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PRINCIPAIS RESULTADOS

Salientam-se os seguintes resultados:

o Parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2006, incluindo a daSegurana Social, e Pareceres sobre as Contas das RegiesAutnomas de 2005.

o Pareceres sobre as contas da Assembleia da Repblica e dasAssembleias Legislativas das Regies Autnomas dos Aores eda Madeira de 2006.

o Controlo prvio de 1736 actos, contratos e outros documentosgeradores de despesa, a que corresponde uma despesa de 4,2 milmilhes de euros. Estes actos foram remetidos por 766 entidades.

o 106,7 milhes de euros (2,5% da despesa global submetida a visto) o valor correspondente aos 46 actos e contratos a que foi recusado oVisto.

o 14 auditorias de fiscalizao concomitante com relatrios aprovados.

o 99 auditorias no mbito da fiscalizao sucessiva: 39 direccionadaspara o aperfeioamento do controlo da actividade financeira pblica(concretizao do Objectivo Estratgico 1 OE 1); 48 de controlo sobreos grandes fluxos financeiros, sobre os domnios de maior risco e sobreas reas de inovao da gesto de recursos pblicos (OE 2) e 12 deavaliao de resultados de polticas pblicas e da qualidade deprestaes de entidades financiadas por dinheiros pblicos (OE 3). Foramabrangidas por auditoria de controlo sucessivo mais de 275 entidades(incluindo 31 do Sector Pblico Empresarial).

o Em virtude da intensificao da aco do Tribunal de Contas foi detectadadespesa pblica irregular nas auditorias realizadas acima de 800milhes de euros, nos vrios nveis de Administrao Central,Regional e Local , salientando-se, neste valor situaes muitodiversificadas e de desigual valor tais como: pagamentos nooramentados, efectuados por recurso a operaes e