Tribunal de Contas Sec§£o Regional da .4. A contabilidade de custos n£o estava completamente implementada

  • View
    220

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of Tribunal de Contas Sec§£o Regional da .4. A contabilidade de custos n£o estava...

Tribunal de Contas Seco Regional da Madeira

Relatrio n. 4/2006-FS/SRMTC

Auditoria orientada para o exame da apli-cao do Plano Oficial de Contabilidade

das Autarquias Locais pelos Municpios da RAM

Processo n. 05/05 Aud/FS

Funchal, 2006

Tribunal de Contas Seco Regional da Madeira

PROCESSO N. 05/05-AUD/FS

Auditoria orientada para o exame da aplicao do Plano Oficial de Contabilidade das Autrquica

Locais, pelos Municpios da RAM

RELATRIO N 4/2006-FS/SRMTC

Maro/2006

Tribunal de Contas Seco Regional da Madeira

NDICE RELAO DE SIGLAS....................................................................................................................................... 2

FICHA TCNICA................................................................................................................................................. 2

1. SUMRIO.......................................................................................................................................................... 3 1.1. INTRODUO ............................................................................................................................................... 3 1.2. OBSERVAES DE AUDITORIA .................................................................................................................... 3 1.3. RECOMENDAES ...................................................................................................................................... 4

2. CARACTERIZAO DA ACO ................................................................................................................ 4 2.1. MBITO E OBJECTIVOS DA ACO .............................................................................................................. 4 2.2. METODOLOGIA ............................................................................................................................................ 4 2.3. CONDICIONANTES E GRAU DE COLABORAO DOS RESPONSVEIS .......................................................... 5 2.4. CONTRADITRIO ......................................................................................................................................... 5 2.5. ENQUADRAMENTO LEGAL DO REGIME DE CONTABILIDADE DAS AUTARQUIAS LOCAIS ............................... 5

3. RESULTADOS DA AUDITORIA ................................................................................................................... 8 3.1. PONTO DA SITUAO DA IMPLEMENTAO DO POCAL EM 30/06/2005 .................................................. 8 3.2. FACTORES QUE DIFICULTARAM A IMPLEMENTAO DO POCAL ............................................................... 8 3.3. ESTIMATIVA DA DESPESA COM A IMPLEMENTAO DO NOVO SISTEMA CONTABILSTICO ........................ 10 3.4. BALANO INICIAL....................................................................................................................................... 11 3.5. RECURSOS HUMANOS QUALIFICADOS PARA UTILIZAO DA APLICAO INFORMTICA .......................... 12 3.6. REAS ESPECFICAS DE REGULAMENTAO ............................................................................................ 13 3.7. APLICAO DOS PRINCPIOS ORAMENTAIS............................................................................................. 15 3.8. PRTICAS CONTABILSTICAS ..................................................................................................................... 16

3.8.1. Documentos de suporte dos recebimentos e pagamentos ..................................................... 16 3.8.2. Encargos assumidos e no pagos .............................................................................................. 17 3.8.3. Contabilidade de custos ................................................................................................................ 18 3.8.4. Procedimentos de controlo das disponibilidades ...................................................................... 19 3.8.5. Periodicidade da conferncia dos lanamentos contabilsticos .............................................. 19 3.8.6. Provises......................................................................................................................................... 20 3.8.7. Contas de especializao ............................................................................................................. 20 3.8.8. Contabilizao de trabalhos da prpria entidade ...................................................................... 21

3.9. SITUAO DA INVENTARIAO E VALORIZAO DOS BENS EM 30/06/2005 ........................................... 22 3.9.1. Situao da inventariao e valorizao dos bens em 30/06/2005 ....................................... 22 3.9.2. Utilizao dos documentos obrigatrios de registo .................................................................. 23

4. CARACTERIZAO DAS APLICAES INFORMTICAS................................................................ 24 4.1. ADJUDICAO ........................................................................................................................................... 24 4.2. SEGURANA E APOIO AO UTILIZADOR....................................................................................................... 25 4.3. EMISSO AUTOMTICA DOS DOCUMENTOS DE PRESTAO DE CONTAS ................................................. 26 4.4. APRECIAO GERAL ................................................................................................................................. 27

5. EMOLUMENTOS........................................................................................................................................... 27

6. DETERMINAES FINAIS......................................................................................................................... 27

ANEXO ................................................................................................................................................................ 29 Nota de emolumentos e outros encargos ..................................................................................................... 31

1

Auditoria orientada para o exame da aplicao do POCAL, pelos Municpios da RAM

RELAO DE SIGLAS SIGLA DESIGNAO

CM Cmara Municipal CMC Cmara Municipal da Calheta CMCL Cmara Municipal de Cmara de Lobos CMF Cmara Municipal do Funchal CMM Cmara Municipal de Machico CMPM Cmara Municipal do Porto Moniz CMPS Cmara Municipal da Ponta do Sol CMPS.to Cmara Municipal do Porto Santo CMRB Cmara Municipal da Ribeira Brava CMS Cmara Municipal de Santana CMSC Cmara Municipal de Santa Cruz CMSV Cmara Municipal de So Vicente DGAL Direco-Geral das Autarquias Locais DGT Direco-Geral do Tesouro DL Decreto-Lei DLR Decreto Legislativo Regional DR Dirio da Repblica LFL Lei das Finanas Locais POCAL Plano Oficial de Contabilidade das Autrquicas Locais POCP Plano Oficial de Contabilidade Pblica PGA/PA Plano Global da Auditoria / Programa de Auditoria RAM Regio Autnoma da Madeira SRMTC Seco Regional da Madeira do Tribunal de Contas

FICHA TCNICA Superviso

Rui guasTrindade * Mafalda Morbey Affonso

Auditor-Coordenador

Coordenao

Miguel Pestana Auditor-Chefe

Equipa de Auditoria

Ftima Nbrega Tcnico Verificador Superior

Apoio jurdico

Mercia Dias Tcnico Verificador Superior * At fase de Relato

2

Tribunal de Contas Seco Regional da Madeira

1. SUMRIO

1.1. Introduo

O presente Relatrio consubstancia o resultado da auto-avaliao efectuada por cada munic-pio da RAM sobre a aplicao do POCAL (Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais), reportada a 30 de Junho de 2005, que constava do programa de fiscalizao da Sec-o Regional da Madeira do Tribunal de Contas (SRMTC) para o ano de 20051.

1.2. Observaes de auditoria

Na sequncia dos trabalhos desenvolvidos, suscitam-se as observaes que se passam a expor, sem prejuzo do desenvolvimento conferido a cada uma delas ao longo deste Relatrio:

1. No obstante as diferenas entre os 11 municpios da RAM, considera-se que o grau de implementao do POCAL no era satisfatrio, passados que estavam cerca de 3 anos e meio da sua entrada em vigor - 1 de Janeiro de 2002 (cfr. o ponto 3).

2. A maioria dos municpios no tinha os seus bens, direitos e obrigaes adequadamente valorizados data do incio da vigncia do POCAL (cfr. o ponto 3.4).

3. Os municpios da Ponta do Sol, Porto Santo e Santana no procediam relevao contabi-lstica nem cabimentao oramental dos encargos assumidos e no pagos (dvidas a ter-ceiros), enquanto os municpios de Machico, da Ribeira Brava e de Santa Cruz referiram que, apesar desses encargos serem expressos contabilisticamente, nem todos foram cabi-mentados. Esta situao revela-se grave atentos os efeitos da omisso de contabilizao e/ou cabi-mentao oramental das dvidas a fornecedores na legalidade e veracidade (por falta de integralidade) dos registos e relatrios financeiros dos municpios assinalados. Note-se que tais omisses, para alm de constiturem ilcitos financeiros a apurar em sede prpria (cfr. as alneas b) e d) do n. 1 do art. 65. da Lei n. 98/97, de 26 de Agosto), concretizam atropelos ao dever de informar os cidados sobre a actividade da autarquia, em cada ano econmico, transmitindo uma imagem incorrecta da situao econmica, financeira e patrimonial do municpio (cfr. o ponto 3.8.2).

4. A contabilidade de custos no estava completamente implementada em nenhuma cmara municipal, o que infringe o disposto no ponto 2.8.3 do POCAL e revela que a determina-o das tarifas e dos preos dos bens e servios no tem por base o custo apurado atravs do si