TURISMO DE AVENTURA - ?· – Ecoturismo, Turismo Cultural, Turismo Rural, Turismo de Aventura e tantos…

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  • O R I E N T A E S B S I C A S

    TURISMO DE AVENTURA

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  • Distribuio Gratuita

    Impresso no Brasil Printed in Brazil

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  • SUMRIO

    APRESENTAO

    INTRODUO

    2 ENTENDENDO O SEGMENTO 9

    2.1 Delimitao conceitual e caracterizao 9

    2.2 Marcos legais 1

    2. O turista de aventura 21

    3 BASES PARA O DESENVOLVIMENTO 23

    .1 A viabilidade da regio para o Turismo de Aventura 2

    .2 Operao do segmento 2

    . Aspectos gerais 0

    4 AGREGAO DE ATRATIVIDADE 31

    4.1 Integrao de atividades e segmentos 1

    4.2 Interpretao ambiental 2

    4. Valorizao da identidade local

    5 TURISMO DE AVENTURA E MERCADO 35

    5.1 Tendncias 5

    5.2 Promoo e comercializao 5

    6 REFERENCIAIS BIBLIOGRFICOS 39

    ANEXO 41

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    APRESENTAO

    A diversificao da oferta turstica mundial em relao s tendncias da demanda, entre

    outros fatores, ocasionam a expanso do mercado e o surgimento e consolidao de

    variados segmentos tursticos. A segmentao, nesse caso, entendida como uma forma

    de organizar o turismo para fins de planejamento, gesto e mercado.

    Os segmentos tursticos podem ser estabelecidos a partir dos elementos de identidade

    da oferta e tambm das caractersticas e variveis da demanda. No que se refere

    oferta, o Brasil apresenta recursos mpares que, aliados criatividade do povo brasileiro,

    possibilitam o desenvolvimento de diferentes experincias que definem tipos de turismo

    Ecoturismo, Turismo Cultural, Turismo Rural, Turismo de Aventura e tantos outros. A

    transformao de tais recursos em atrativos, de modo a constiturem roteiros e produtos

    tursticos, utiliza a segmentao como estratgia principal. Para tanto, so necessrias

    medidas que visem a estruturao, o desenvolvimento, a promoo e a comercializao

    adequadas singularidade de cada segmento.

    Diante desse desafio, o Ministrio do Turismo apresenta este documento orientativo

    Turismo de Aventura: Orientaes Bsicas a partir da noo de territrio que

    fundamenta o Programa de Regionalizao do Turismo Roteiros do Brasil, com

    o intuito de oferecer subsdios a gestores pblicos e privados, na perspectiva da

    diversificao e caracterizao da oferta turstica brasileira. Este trabalho enfoca desde

    aspectos conceituais e legais, abordando o perfil do turista, a identificao de agentes

    e parceiros, at as peculiaridades relativas promoo e comercializao.

    Com esta proposta de segmentao, mais que aumentar a oferta turstica brasileira, espera-

    se que o turismo possa contribuir, efetivamente, para melhorar as condies de vida no pas a

    partir das novas oportunidades que a estruturao deste e de outros segmentos possibilitam.

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  • INTRODUO

    A permanente busca de novos produtos tursticos tem levado a mudanas nas estratgias

    de planejamento, gesto e promoo do turismo, privilegiando a diversificao da oferta e

    o surgimento e revigorao dos destinos. nesse contexto que o Turismo de Aventura vem

    se consolidando no pas, com o surgimento de empresas e profissionais especializados

    para a operao de atividades de aventura.

    Frente dimenso econmica, s especificidades desse segmento turstico e s inter-relaes

    com outros tipos de turismo, principalmente, quanto segurana, verificou-se a necessidade

    de delimitar a sua abrangncia conceitual e de definir suas caractersticas, aspectos e atributos

    peculiares que lhe conferem identidade. Tais diferenciais se manifestam na diversidade

    das atividades de aventura que o constitui e na possibilidade de ocorrncia em ambientes

    vrios, de centros urbanos a reas remotas, em funo das especificidades de cada prtica.

    A dinamicidade e as questes tcnicas, mercadolgicas e ticas que envolvem o Turismo de

    Aventura apontam a necessidade de referenciais tericos e abordagens operacionais que

    orientem etapas e processos para sua estruturao, abordadas neste documento.

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    ENTENDENDO O SEGMENTOPrimeiramente entendido como uma atividade associada ao Ecoturismo, o Turismo de

    Aventura, atualmente, possui caractersticas estruturais e consistncia mercadolgica

    prprias. Conseqentemente, seu crescimento vem adquirindo um novo leque de ofertas,

    possibilidades e questionamentos, que precisam ser compreendidos para a viabilizao

    e qualifi cao do segmento.

    2.1 Delimitao conceitual e caracterizao

    2.1.1 Marco conceitualO conceito de Turismo de Aventura fundamenta-se em aspectos que se referem

    atividade turstica e ao territrio em relao motivao do turista, pressupondo o respeito

    nas relaes institucionais, de mercado, entre os praticantes e com o ambiente. Nesse

    contexto, defi ne-se que

    Turismo de Aventura compreende os movimentos tursticos decorrentes da

    prtica de atividades de aventura de carter recreativo e no competitivo

    Para fi ns de delimitao desse segmento, so esclarecidos os termos a seguir:

    Movimentos tursticos So entendidos como movimentos tursticos os deslocamentos e estadas que presumem

    a efetivao de atividades consideradas tursticas. No caso do Turismo de Aventura, so

    geradas pela prtica de atividades de aventura que do consistncia a esse segmento,

    envolvendo a oferta de servios, equipamentos e produtos de

    hospedagem

    alimentao

    transporte

    recepo e conduo de turistas

    recreao e entretenimento

    operao e agenciamento

    outras atividades complementares que existam em funo do turismo

    Prtica de atividades de aventura de carter recreativo e no competitivo

    Atividades de aventura A palavra aventura do latim adventura o que h por vir, remete a algo diferente. Neste

    conceito, consideram-se atividades de aventura as experincias fsicas e sensoriais

    recreativas que envolvem desafi o, riscos avaliados, controlveis e assumidos que podem

    proporcionar sensaes diversas como liberdade, prazer; superao, a depender da

    expectativa e experincia de cada pessoa e do nvel de difi culdade de cada atividade.

    2

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    As atividades denominadas esportivas, sejam ou no de aventura, quando entendidas

    como competies, denominam-se modalidades esportivas e so tratadas no mbito do

    segmento Turismo de Esportes.

    A prtica de atividades de aventura, aqui referidas como atrativo principal, identifica

    o segmento de Turismo de Aventura e pode ocorrer em quaisquer espaos: natural,

    construdo, rural, urbano, estabelecido como rea protegida ou no. Tambm podem

    ser abordadas sob diferentes enfoques

    como de responsabilidade individual do turista quando ocorrem sem a interferncia dos prestadores de servios tursticos no que se refere

    especificamente prtica da atividade de aventura

    como de responsabilidade solidria quando conduzidas, organizadas, intermediadas via prestadores de servios de operao de agncias de turismo

    que dependem da orientao de profissionais qualificados e de equipamentos

    e tcnicas que proporcionem, alm da prtica adequada, a segurana dos

    profissionais e dos turistas

    Assim, as atividades de aventura pressupem determinado esforo e riscos controlveis,

    que podem variar de intensidade conforme a exigncia de cada atividade e a capacidade

    fsica e psicolgica do turista. Isso requer que o Turismo de Aventura seja tratado de

    modo particular, especialmente quanto aos aspectos relacionados segurana. Devem

    ser trabalhadas, portanto, diretrizes, estratgias, normas, regulamentos, processos de

    certificao e outros instrumentos e marcos especficos.

    2.1.2 Caractersticas bsicasAs atividades de Turismo de Aventura variam sob diferentes aspectos, seja em funo

    dos territrios em que so operadas, dos equipamentos utilizados ou das habilidades e

    tcnicas exigidas, em relao aos riscos que podem envolver. A partir dessa inter-relao,

    apresentam as seguintes caractersticas

    a) Diversidade A variedade de atividades aventura e de locais das respectivas prticas

    considerada fundamental na concepo do segmento, o que exige a compreenso

    de que cada atividade apresenta diferentes patamares de dificuldade e desafios,

    o que implica procedimentos e uso de equipamentos especficos. A diversidade

    das atividades de Turismo de Aventura tende a aumentar pela constante inovao

    decorrente do avano tecnolgico e da busca contnua de desafios e experincias

    inusitadas por uma parcela significativa de consumidores. O segmento dinamiza-

    se pela capacidade de absorver as novas tecnologias que se materializam nos

    equipamentos e tcnicas que, a cada dia, surgem no mercado.

    Assim, essa caracterstica apresenta-se sob dois enfoques: o primeiro reside no

    leque de possibilidades de oferta dos produtos; o outro assenta-se na complexidade

    do processo de planejamento, gesto e promoo desse tipo de turismo.

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    b) Riscos controlveis Compreender que as atividades de aventura sugerem determinado esforo e

    riscos controlveis, que podem variar de intensidade conforme a exigncia de

    cada atividade e a capacidade fsica e psicolgi