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Tutela Coletiva - Amazon Simple Storage Service · Tutela Coletiva Cargo: Analista Processual do MPE/RJ 3 Todos os direitos reservados ao Master Juris. São proibidas a reprodução

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CEM

CADERNO DE EXERCCIOS MASTER

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Banca: FGV

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Sumrio Lei Anticorrupo Lei 12.846/13 ......................................................................................................................... 3

Lei de Improbidade Administrativa Lei 8.429/92 ............................................................................................. 4

Tutela Coletiva do Meio Ambiente ...................................................................................................................... 20

Mandado de Segurana .......................................................................................................................................... 22

Mandado de Injuno ............................................................................................................................................. 24

Ao Popular ........................................................................................................................................................... 25

Ao Civil Pblica ................................................................................................................................................... 26

Tutela Coletiva da Sade ....................................................................................................................................... 27

Inqurito Civil / Medidas Cautelares .................................................................................................................. 28

Mandado de Segurana .......................................................................................................................................... 33

Ao Popular ........................................................................................................................................................... 36

Ao Civil Pblica ................................................................................................................................................... 37

Direitos Transindividuais ...................................................................................................................................... 37

Direito Sanitrio e Sade ........................................................................................................................................ 39

Direito Urbanstico .................................................................................................................................................. 40

Tutela Coletiva Consumerista ............................................................................................................................... 45

Tutela Coletiva do Idoso ........................................................................................................................................ 46

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Lei Anticorrupo Lei 12.846/13 1) FGV TCM SP - Cincias Jurdicas -2015 A Lei n 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupo, prev a responsabilizao objetiva, no mbito civil e administrativo, de empresas que praticam atos lesivos contra a administrao pblica nacional ou estrangeira. De acordo com o citado diploma legal, o acordo de lenincia somente poder ser celebrado se preenchidos, cumulativamente, os seguintes requisitos: I - a pessoa jurdica seja a primeira a se manifestar sobre seu interesse em cooperar para a apurao do ato ilcito; II - a pessoa jurdica cesse completamente seu envolvimento na infrao investigada a partir da data de propositura do acordo; III - a pessoa jurdica: a) promova o ressarcimento integral do dano ao errio no momento em que for firmado o acordo de lenincia e seja proibida de contratar com o poder pblico pelo perodo de 5 (cinco) anos; b) permanea com seus bens indisponveis, no limite do valor do dano ao errio, at o integral ressarcimento e seja proibida de receber incentivos, subsdios, subvenes ou emprstimos de rgos ou entidades pblicas pelo prazo de 5 (cinco) anos; c) seja proibida de receber incentivos, subsdios, subvenes, doaes ou emprstimos de rgos ou entidades pblicas e de instituies financeiras pblicas ou controladas pelo poder pblico, pelo prazo de 5 (cinco) anos; d) admita sua participao no ilcito e coopere plena e permanentemente com as investigaes e o processo administrativo, comparecendo, sob suas expensas, sempre que solicitada, a todos os atos processuais, at seu encerramento; e) mesmo no reconhecendo expressamente sua participao no ilcito, promova o integral ressarcimento dos danos ao errio no prazo mximo de 3 (trs) anos contados da data da assinatura do acordo. 2) FGV Prefeitura Niteri Fiscal de Posturas -2015 De acordo com a Lei Federal n 12.846/13, na esfera administrativa, sero aplicadas s pessoas jurdicas consideradas responsveis pelos atos lesivos previstos na Lei Anticorrupo as seguintes sanes: a) multa e publicao extraordinria da deciso condenatria; b) suspenso das atividades e pena restritiva de direitos; c) proibio de receber incentivos fiscais e sequestro de bens; d) prestao pecuniria e pena privativa de liberdade aos administradores; e) ressarcimento ao errio e alterao compulsria do objeto social.

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Lei de Improbidade Administrativa Lei 8.429/92 3) FGV Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro - 2009 Com relao ao tema da improbidade administrativa, analise as afirmativas a seguir. I. De acordo com a atual jurisprudncia do STF, a lei de improbidade administrativa no se aplica aos agentes polticos, os quais esto submetidos a um regime especial de responsabilidade com prerrogativa de foro. II. Para garantir o ressarcimento do errio pblico, o ru da ao de improbidade administrativa pode ter decretada judicialmente a indisponibilidade de seus bens. III. O Ministrio Pblico ou pessoa jurdica interessada pode celebrar transao judicial com o ru da ao de improbidade administrativa desde que o ato mprobo no cause prejuzo ao errio. IV. Conforme o atual posicionamento jurisprudencial do STJ, alm de incidir em um dos tipos previstos na Lei n 8.429/92, necessria a presena do elemento m-f para caracterizao do ato de improbidade administrativa. Assinale: a) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas. b) se somente as afirmativas I, II e IV estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas. e) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 4) FGV - Secretaria de Estado da Fazenda RJ - 2008 Constitui ato de improbidade administrativa, independentemente de prejuzo, passvel de ser sancionado: a) frustar a licitude de processo licitatrio. b) dispensar processo licitatrio indevidamente. c) permitir a aquisio de bens por preo superior ao de mercado. d) revelar teor de medida poltica capaz de afetar o preo de mercadoria. e) agir negligentemente na arrecadao de tributo. 5) FGV - Secretaria de Estado da Fazenda RJ -2010 Com relao ao tema da improbidade administrativa, analise as afirmativas a seguir. I. O Ministrio Pblico deve obrigatoriamente figurar como parte na ao de improbidade administrativa, pois se trata de hiptese de litisconsrcio necessrio. II. Conforme a jurisprudncia prevalecente do STF, os agentes polticos no se submetem ao regime da lei de improbidade administrativa (Lei n. 8.429/92), sendo-lhes aplicvel o regime de responsabilizao jurdico-administrativa especial. III. Segundo a jurisprudncia prevalecente do STJ, as penas cominadas no art. 12 da Lei 8.429/92 devem ser aplicadas cumulativamente ao responsvel pelo ato de improbidade administrativa. Assinale:

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a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 6) FGV Senado - Advogado - 2008 Analise as seguintes afirmativas: I. No caso de improbidade administrativa em que haja enriquecimento ilcito ou leso ao patrimnio pblico, o sucessor do autor da conduta est sujeito s sanes previstas na Lei 8.429/92 at o limite do valor da herana. II. Na ao de improbidade administrativa devem figurar como rus, em litisconsrcio passivo, o servidor responsvel pelo ato, o terceiro que concorreu para o resultado e a pessoa jurdica a que pertence o servidor. III. A revelao a terceiros de fato sigiloso de que o servidor tenha cincia em virtude de suas atribuies somente pode enquadrar-se como ato de improbidade que atenta contra os princpios da Administrao Pblica. Assinale: a) se apenas a afirmativa I estiver correta. b) se apenas a afirmativa III estiver correta. c) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 7) FGV Senado -Apoio Tcnico e Administrativo 2008 Assinale a alternativa correta. a) As entidades da administrao indireta no podem qualificar-se como sujeitos passivos dos atos de improbidade em razo de no serem pessoas polticas. b) Para que se configure a improbidade administrativa, basta que o agente aceite emprego em pessoa jurdica que tenha interesse suscetvel de ser atingido ou amparado por ao ou omisso decorrente das atribuies do agente, durante a atividade. c) O terceiro responde por improbidade administrativa quando manifesta apoio psicolgico ao agente pblico para prtica de improbidade, mesmo que no se locuplete materialmente do resultado da conduta. d) O recebimento de vantagem econmica de qualquer natureza pelo agente pblico enquadra-se como ato de improbidade que importa enriquecimento ilcito e prejuzo ao errio. e) A sano de suspenso dos direitos polticos mais gravosa nos casos de atos de improbidade que causem prejuzo ao errio do que nas hipteses em que os mesmos atos importem enriquecimento ilcito.

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8) FGV Secretaria de Estado da Administrao AP -2010 De acordo com a Lei 8.429/92 - Lei de Improbidade Administrativa, correto afirmar que: a) o sucessor daquele que causar leso ao patrimnio est sujeito s cominaes da lei, salvo se o valor da herana for menor do que o dano ao errio pblico. b) para que o agente pblico seja enquadrado como sujeito ativo da improbidade administrativa necessrio ser servidor pblico, com vnculo empregatcio estatutrio ou contratual. c) a indisponibilidade dos bens do indiciado uma medida de natureza cautelar, cabvel quando o ato de improbidade causar leso ao patrimnio pblico ou ensejar enriquecimento ilcito. d) o prazo prescricional para as aes que visam aplicar sanes ao agente pblico que exerce cargo em comisso de at trs anos aps o trmino do exerccio do cargo. e) quando o ato de improbidade ensejar enriquecimento ilcito, caber autoridade administrativa responsvel pelo inqurito representar ao Ministrio Pblico, para a disponibilidade dos bens do indiciado. 9) FGV Tribunal de Justia AM -Administrao -2013 Com relao aos atos de improbidade administrativa, assinale V para a afirmativa verdadeira e F a falsa. ( ) O sucessor daquele que causar leso ao patrimnio pblico ou se enriquecer ilicitamente, est sujeito s cominaes (ameaa de punio, por infrao lei) da Lei at o limite do valor da herana. ( ) Comete um ato de improbidade administrativa aquele que, mesmo no sendo agente pblico, induza ou concorra para a prtica de ato de improbidade que o beneficie de forma direta ou indireta. ( ) Reputa-se agente pblico, para os efeitos da Lei especfica, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remunerao, mandato, cargo, emprego ou funo nas entidades. As afirmativas so respectivamente: a) V, F e F. b) F, F e V. c) V, V e F. d) F, V e F. e) V, V e V. 10) FGV Tribunal de Justia AM Direito - 2013 A Lei n. 8.429/92 dispe a respeito dos atos de improbidade administrativa, sendo objeto de regramento constitucional. A esse respeito, assinale a alternativa que dispe corretamente sobre a disciplina da improbidade administrativa no ordenamento jurdico brasileiro. a) Para se configurar o ato de improbidade administrativa necessrio que haja prejuzo ao errio pblico. b) A lei de improbidade administrativa apenas aplicvel aos agentes pblicos, nicos que podem praticar ou concorrer para a pratica do ato de improbidade administrativa.

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c) Uma vez transferido ao seu sucessor o patrimnio do agente pblico que tenha cometido ato de improbidade, a ao de ressarcimento fica prejudicada. d) Uma vez sancionado o agente pblico por ato de improbidade administrativa no poder sofrer sano penal pelo mesmo fato sob pena de bis in idem. e) Os atos que causem prejuzo ao errio exigem dolo ou culpa para serem considerados atos de improbidade administrativa. 11) FGV Assembleia Legislativa do MT - 2010 Em outubro de 2013, o Ministrio Pblico do Estado X ajuizou Ao de Improbidade em face de Fulano de Tal, ocupante exclusivamente de cargo em comisso, que exerceu o cargo de Diretor de Administrao e Finanas da Secretaria de Estado de Cultura entre janeiro de 2002 e dezembro de 2006, e que, desde ento, no exerce qualquer funo pblica. imputada ao ru a operao de um sofisticado sistema de desvio de verbas daquele rgo, conduta enquadrada como ato de improbidade que causou prejuzo ao Errio, estimado em mais de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Diante do caso descrito, assinale a afirmativa correta a) O agente submetese a crime de responsabilidade, por ser ocupante exclusivamente de cargo em comisso, no podendo figurar como ru em ao de improbidade. b) A caracterizao do ato de improbidade imputado ao agente pblico independe da configurao do dolo, mas a ao proposta j se encontra prescrita, ressalvada a perspectiva de ressarcimento do errio. c) A caracterizao de qualquer ato de improbidade independe de culpa ou dolo, mas o ato descrito no enunciado no dispensa a efetiva demonstrao do prejuzo ao errio. d) A ao de improbidade por ato causador de prejuzo ao errio imprescritvel por fora de mandamento constitucional expresso, apenas prescrevendo a ao de ressarcimento. e) Uma ao de improbidade no pode ser direcionada contra ele, devendo ser manejada apenas ao de ressarcimento, por j se ter encerrado o vnculo do agente com a Administrao. 12) FGV Tribunal de Justia PA - 2008 Analise as afirmativas a seguir: I. A conduta do administrador pblico em desrespeito ao princpio da moralidade administrativa enquadra-se nos denominados atos de improbidade. Tal conduta poder ser sancionada com a suspenso dos direitos polticos, a perda da funo pblica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao errio, na forma e gradao prevista em lei, sem prejuzo da ao penal cabvel. II. O princpio da democracia participativa instrumento para a efetividade dos princpios da eficincia e da probidade administrativa. III. Alm dos agentes pblicos, terceiros podem ser sujeitos ativos de improbidade administrativa. O terceiro, quando beneficirio direto ou indireto do ato de improbidade, s pode ser responsabilizado por ao dolosa, ou seja, quando tiver cincia da origem ilcita da vantagem. Assinale: a) se nenhuma afirmativa estiver correta.

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b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 13) FGV Auditor Substituto TCERJ -2015 O Brasil j vivenciou inmeros casos envolvendo corrupo em diversas esferas de poder, o que levou promulgao de leis com o intuito de desestimular a prtica de atos de corrupo. Acerca do tema, correto afirmar que: a) promovida a ao civil pblica por improbidade administrativa, o processo administrativo de apurao de responsabilidade previsto na Lei anticorrupo ser suspenso, ante a existncia de prejudicialidade externa; b) o ato de improbidade administrativa pode ser reconhecido em mbito administrativo, com o intuito de aplicao de pena disciplinar de demisso ao servidor pblico mprobo; c) dado o carter sancionatrio da lei anticorrupo, a responsabilidade da pessoa jurdica de natureza subjetiva, isto , para aplicao das sanes, imprescindvel a demonstrao da culpa; d) a tentativa de prtica de ato de improbidade administrativa no pode ser punida, por ausncia de norma de extenso que a torne tpica; e) a ao civil por improbidade administrativa pode ser ajuizada somente em face do particular, que se beneficiou do ato mprobo. 14) FGV Assembleia Legislativa do Maranho -Advogado - 2013 A Lei n. 8.429/92 dispe sobre as regras aplicveis aos atos de improbidade administrativa. Com relao ao contedo dessa lei, assinale a afirmativa correta. a) A lei que dispe sobre os atos de improbidade administrativa apenas aplicvel aos servidores pblicos estatutrios. b) A lei que dispe sobre os atos de improbidade administrativa apenas aplicvel aos servidores estatutrios e aos empregados pblicos. c) A lei que dispe sobre os atos de improbidade administrativa aplicvel somente aos servidores pblicos estatutrios, aos empregados pblicos e aos detentores de mandato eletivo. d) A lei que dispe sobre os atos de improbidade administrativa aplicvel a pessoa que no possua vnculo com a administrao mas concorre para o ato de improbidade ou dele se beneficia. e) A lei que dispe sobre os atos de improbidade administrativa no aplicvel ao ocupante de cargo em comisso. 15) FGV Tribunal de Justia AM -Leiloeiro -2013 A Lei n. 8.429/92 contm a disciplina dos atos de improbidade administrativa. Com relao s entidades contra as quais possvel a prtica de ato de improbidade, assinale a afirmativa correta. a) O ato de improbidade apenas poder ser praticado contra entidades da administrao direta ou indireta.

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b) O ato de improbidade apenas poder ser praticado contra entidades da administrao direta. c) O ato de improbidade pode ser praticado contra fundaes pblicas de direito privado. d) Os atos de improbidade administrativa, somente podero ser praticados contra entidades da administrao indireta. e) O ato de improbidade no pode ser praticado contra autarquias. 16) FGV Defensoria Pblica DF -Judiciria -2014 Francisco, servidor pblico titular de cargo efetivo municipal, lotado na secretaria municipal de administrao, usou de seu cargo pblico para favorecer seu irmo Andr, que se preparava para prestar concurso para ingressar no servio pblico municipal. Por trabalhar ao lado da sala da comisso de concurso, Francisco obteve com antecedncia o gabarito das questes, passando tal informao privilegiada ao seu irmo, que fez as provas, foi o primeiro colocado e assim nomeado para o cargo de auxiliar administrativo. Descoberta a fraude, o Ministrio Pblico ajuizou a ao pertinente por ato de improbidade administrativa porque a conduta contra os princpios da administrao pblica, violando os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade s instituies, notadamente frustrou a licitude de concurso pblico. Sobre o caso em tela, correto afirmar que: a) embora a nomeao de Andr deva ser anulada por vcio de legalidade e Francisco deva responder a processo administrativo disciplinar, no est configurado o ato de improbidade administrativa, porque no houve dano ao errio. b) apenas Francisco pode ser responsabilizado por ato de improbidade administrativa, pois poca dos fatos Andr ainda no era funcionrio pblico em sentido amplo, e o ato de nomeao de Andr dever ser declarado nulo por vcio de legalidade. c) ambos (Francisco e Andr) devero responder a ao penal por ato de improbidade administrativa, Francisco porque era servidor pblico poca dos fatos e Andr porque se beneficiou do ato, devendo a ao ser ajuizada na vara criminal. d) dentre as sanes aplicveis ao caso concreto, possvel o ressarcimento do dano, perda da funo pblica, cassao dos direitos polticos, pagamento de multa civil e proibio de contratar com o Poder Pblico ou receber benefcios ou incentivos fiscais. e) a ao civil pblica por ato de improbidade administrativa dever ser ajuizada perante o juzo cvel, e ambos os irmos (Francisco e Andr) respondero independentemente da existncia de dano ao errio. 17) FGV Cmara Municipal Caruaru - 2015 A Lei n 8.429/92 dispe sobre os atos que configuram improbidade administrativa. A esse respeito, assinale a afirmativa correta. a) Ela determina que os atos de improbidade administrativa somente podem ser praticados por servidor pblico. b) Ela se aplica apenas aos atos de improbidade praticados contra a Administrao Pblica direta e indireta, no sendo aplicvel aos atos praticados contra o patrimnio de entidade que receba subveno de rgo pblico. c) Ela dispe que o ressarcimento integral do dano s poder ser imposto quando a leso ao patrimnio pblico decorrer de ao ou omisso dolosa. d) Ela aplicvel, no que couber, queles que, mesmo no sendo agentes pblicos, se beneficiem direta ou indiretamente de ato de improbidade. e) Ela estabelece, dentre as possveis sanes decorrentes da prtica de atos de improbidade

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administrativa, a perda dos direitos polticos. 18) FGV Prefeitura de Niteri Procurador - 2014 Sobre improbidade administrativa, analise as afirmativas a seguir. I. O Art. 37, 4, da Constituio Federal previu que os atos de improbidade administrativa acarretam a supresso de direitos polticos, a perda da funo pblica, a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao errio, sem prejuzo da ao cabvel. II. Os Ministros de Estado, por estarem regidos por normas especiais de responsabilidade, no se submetem ao modelo de competncia previsto no regime comum da Lei de Improbidade Administrativa. III. So incompetentes os juzes de primeira instncia para processar e julgar ao civil de improbidade administrativa ajuizada contra agente poltico, que possui prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal. Assinale: a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. d) se somente a afirmativa III estiver correta. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 19) FGV Secretaria de Estado da Fazenda RJ -2007 Assinale a afirmativa incorreta. a) vedada ao servidor a utilizao de bens da Administrao Pblica para fins particulares. b) Somente se caracteriza ato de improbidade administrativa quando ocorre dano patrimonial ao errio. c) Constitui ato de improbidade administrativa facilitar a aquisio de bem ou servio por preo superior ao de mercado. d) Permitir a realizao de despesas no autorizadas em lei ou regulamento constitui exemplo de ato de improbidade administrativa. e) A lei prev ser improbidade administrativa o ato de facilitar ou concorrer para que terceiro se enriquea ilicitamente. 20) FGV Secretaria de Estado da Fazenda -2006 O agente pblico pode ser condenado nas penas de improbidade administrativa por praticar, nessa qualidade, ato imoral que, alm de no ter gerado prejuzo para a Administrao, no reflete corrupo econmica? a) Sim, por ofensa, ainda que culposa, ao princpio da moralidade administrativa, de assento constitucional. b) Sim, porque a improbidade administrativa, embora dependa de uma ao ou omisso dolosa do agente pblico, prescinde da ocorrncia de dano ao patrimnio pblico e de indcio de corrupo econmica. c) Sim, desde que o ato de improbidade administrativa vise satisfao de interesse pessoal do agente ou de terceiro. d) No, porque a improbidade se relaciona, sempre, com valores e questes materiais, sendo ilcito de

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resultado. e) Depende da gravidade do ato imoral. 21) FGV Tribunal de Justia PA - Administrativa - "Sem Especialidade" -2011 No que diz respeito improbidade administrativa, analise as afirmativas a seguir: I. Dar-se- o integral ressarcimento do dano somente nos casos de leso ao patrimnio pblico decorrentes de ao dolosa. II. Ocorrendo leso ao patrimnio pblico por ao ou omisso, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se- o integral ressarcimento do dano. III. A aquisio, permuta ou locao de bem ou servio por preo superior ao de mercado conduta que viola o princpio da moralidade, mas que no se enquadra como ato de improbidade de acordo com a lei. IV. As omisses que so consideradas contrrias ao princpio da moralidade administrativa no constituem atos de improbidade, que s podem ser comissivos. V. O sucessor daquele que causar leso ao patrimnio pblico ou se enriquecer ilicitamente est sujeito s cominaes da lei at o limite do valor da herana. Assinale a) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. b) se apenas as afirmativas I e V estiverem corretas. c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. d) se apenas as afirmativas II e IV estiverem corretas. e) se apenas as afirmativas II e V estiverem corretas. 22) FGV IENEA -Administrador -2013 Com relao aos atos de improbidade administrativa, analise as afirmativas a seguir. I. Enriquecimento Ilcito: adquire para si ou para outrem, noexerccio de mandato, cargo, emprego ou funo pblica, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional evoluo do patrimnio ou renda do agente pblico. II. Prejuzo ao Errio: permite ou facilita a aquisio, permuta ou locao de bem ou servio por preo superior ao de mercado. III. Atentado Contra os Princpios da Administrao Pblica: retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofcio. Assinale: a) se todas as afirmativas estiverem corretas. b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se somente a afirmativa II estiver correta. 23) FGV INEA -Advogado - 2013

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Joo, prefeito do municpio Y, realiza contrato com Marcos, que no possui qualquer cargo ou funo pblica. O MP, entendendo que Joo foi negligente e que tal contrato importou em enriquecimento ilcito de Joo e Marcos, por terem recebido vantagem patrimonial indevida, prope uma Ao de Improbidade Administrativa. Considerando a situao narrada e o disposto na Lei n. 8.429/92, assinale a afirmativa correta. a) A conduta poder ser punida se o Ministrio Pblico comprovar que houve dano ao errio. b) Joo deve ser ru na ao, mas Marcos no, vez que no agente pblico. c) A referida conduta no poder ser punida, vez que somente a conduta dolosa pode importar em improbidade administrativa. d) A referida conduta deve ser punida, uma vez que qualquer conduta culposa, que importe em enriquecimento ilcito, pode ser punida por improbidade administrativa. e) O Ministrio Pblico dever comprovar o dano ao errio, sem o qual a Ao de improbidade no tem como prosperar. 24) FGV Tribunal de Contas do Estado BA -2014 Segundo a Lei n. 8.429/92, comumente chamada de Lei de Improbidade Administrativa, analise as afirmativas a seguir. I. Constitui ato de improbidade administrativa, importando enriquecimento ilcito, perceber vantagem econmica, direta ou indireta, para facilitar a alienao, permuta ou locao de bem pblico ou o fornecimento de servio por ente estatal por preo inferior ao valor de mercado. II. Constitui ato de improbidade administrativa, importando enriquecimento ilcito, aceitar emprego, comisso ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa fsica ou jurdica que tenha interesse suscetvel de ser atingido ou amparado por ao ou omisso decorrente das atribuies do agente pblico, durante a atividade. III. Constitui ato de improbidade administrativa, importando enriquecimento ilcito, conceder benefcio administrativo ou fiscal sem a observncia das formalidades legais ou regulamentares aplicveis espcie. Assinale: a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. d) se somente a afirmativa III estiver correta. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 25) FGV Policia Civil MA Delegado - 2012 Jos, servidor pblico, permitiu que chegasse ao conhecimento de Joo, antes da respectiva divulgao oficial, teor de medida econmica capaz de afetar o preo de mercadoria, do qual teve notcia em razo de sua funo. Diante do caso narrado, tendo em vista a jurisprudncia dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta.

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a) A aferio acerca da configurao de ato de improbidade administrativa depender da comprovao de dolo especfico de Jos. Caso este seja comprovado, Jos poder sofrer a punio de suspenso dos direitos polticos pelo perodo de cinco a oito anos. b) Para a verificao da prtica de ato de improbidade administrativa no caso narrado, suficiente a constatao de dolo genrico de Jos. Caso haja comprovao, Jos poder ter seus direitos polticos suspensos pelo perodo de trs a cinco anos. c) Para que se configure ato de improbidade administrativa no caso, essencial que Joo tambm seja servidor pblico. d) A verificao de prtica de ato de improbidade administrativa depender da comprovao de dolo especfico de Jos. Caso este seja comprovado, Jos poder sofrer a punio de suspenso de direitos polticos pelo perodo de oito a dezesseis anos ou pagamento de multa. e) Para a aferio da prtica de ato de improbidade administrativa, suficiente a constatao de dolo genrico de Jos. Caso este seja comprovado, Jos poder perder a funo pblica e ter seus direitos polticos suspensos pelo perodo de cinco a oito anos. 26) FGV SUDENE -2013 A Lei 8.492/92 dispe sobre os atos de improbidade administrativa praticados por agentes pblicos. A referida lei classifica os atos de improbidade em atos que importam enriquecimento ilcito, atos que causam prejuzo ao errio e atos que atentam contra os princpios da Administrao Pblica. Com relao a essa classificao legal, analise as afirmativas a seguir. I. Frustrar a ilicitude de concurso pblico ato de improbidade que causa prejuzo ao errio. II. Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazlo, ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilcito. III. Negar publicidade de atos oficiais ato que atenta contra os princpios da Administrao Pblica. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 27) FGV Assembleia Legislativa BA -Assessoria Legislativa -2014 No que concerne ao ato de improbidade administrativa que causa prejuzo ao errio, assinale a afirmativa correta: a) No h a necessidade de comprovao de dolo ou culpa para a responsabilizao do servidor. b) Apenas haver responsabilizao do servidor quando restar provado o dolo, no bastando a comprovao da culpa. c) o dolo ou a culpa so necessrios para a responsabilizao do servidor. d) O prejuzo ao errio decorrente de omisso culposa no possibilita a responsabilizao por ato de improbidade administrativa. e) O prejuzo ao errio, sem que haja enriquecimento ilcito, no tem o condo de caracterizarse como

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ato de improbidade administrativa. 28) FGV Prefeitura de Recife - 2014 Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ao ou omisso que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade s instituies. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir. I. Praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competncia. II. Revelar fato ou circunstncia de que tem cincia em razo das atribuies e que deva permanecer em segredo. III. Frustrar a licitude de concurso pblico. So atos que atentam contra princpios da Administrao Pblica a) somente I. b) somente II. c) somente I e III. d) somente II e III. e) I, II e III. 29) FGV - OAB XIV Exame -2014 Caio, chefe de gabinete do prefeito do municpio X, ocupante exclusivamente de cargo em comisso, conhecendo os planos concretos da prefeitura para levar asfaltamento, saneamento e outras intervenes urbansticas a um bairro mais distante, revela a alguns construtores tal fato, levando-os a adquirir numerosos terrenos naquela localidade antes que ocorresse sua valorizao imobiliria. Caio recusa, expressamente, todos os presentes enviados pelos construtores. Sobre a situao hipottica descrita acima, assinale a opo correta. a) O ato de improbidade pode estar configurado com a mera comunicao, antes da divulgao oficial, da medida a ser adotada pela prefeitura, que valorizar determinados imveis, ainda que no tenha havido qualquer vantagem para Caio. b) A configurao da improbidade administrativa depende, sempre, da existncia de enriquecimento ilcito por parte de Caio ou de leso ao errio, requisitos ausentes no caso concreto. c) Caio, caso venha a ser condenado criminalmente pela prtica das condutas acima descritas, no poder responder por improbidade administrativa, sob pena de haver bis in idem. d) Caio no responde por ato de improbidade, por no ser servidor de carreira; responde, todavia, por crime de responsabilidade, na qualidade de agente poltico, ocupante de cargo em comisso. 30) FGV - OAB XIII Exame - 2014 Aps concluso de licitao do tipo menor preo, conduzida por uma autarquia federal para a contratao de servios de limpeza predial, sagrou-se vencedora a sociedade LYMPA, que ofereceu a melhor proposta. O dirigente da autarquia, entretanto, deixou de adjudicar o objeto sociedade vencedora e contratou com outra sociedade, pertencente ao seu genro, para realizar o servio por um preo mais baixo

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do que o oferecido pela sociedade vencedora. O Ministrio Pblico ajuizou ao de improbidade contra o dirigente da autarquia. A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta. a) A improbidade administrativa no est configurada, uma vez que no restou configurado enriquecimento do agente pblico. b) O resultado da ao de improbidade depender da apurao financeira de eventual prejuzo aos cofres do ente pblico. c) A propositura da ao de improbidade admissvel, ainda que no haja prejuzo ao errio e nem enriquecimento do agente pblico. d) A ao de improbidade somente aceita em relao aos atos expressamente tipificados na Lei n 8.429/1992, o que no atinge a contratao direta sem licitao. 31) FGV Prefeitura de Cuiab -2014 Jos da Silva, que ocupou o cargo de Secretrio de Estado de Administrao, mas j no possui qualquer vnculo com o Poder Pblico, responde a uma ao de improbidade, com fundamento na prtica de ato que causa prejuzo ao errio, por ter autorizado o uso de uma srie de imveis do Estado por um particular, sem qualquer remunerao e sem a observncia de qualquer formalidade legal. Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta. a) Jos da Silva no pode responder por improbidade, uma vez que no servidor ocupante de cargo efetivo. b) Jos da Silva, caso seja condenado pelo ato de improbidade, poder estar sujeito perda dos direitos polticos. c) A ao de improbidade em face de agente pblico imprescritvel. d) Na ao de improbidade, qualquer que seja o fundamento, necessrio demonstrar o dolo do agente. e) Eventual condenao de Jos da Silva na ao de improbidade afastar, obrigatoriamente, qualquer outra sano civil, penal ou administrativa. 32) FGV - OAB XVIII Exame -2015 O Ministrio Pblico do Estado W ajuizou ao de improbidade administrativa contra um ex-governador, com fundamento no Art. 9 da Lei n 8.429/1992 (ato de improbidade administrativa que importe enriquecimento ilcito), mesmo passados quase 3 (trs) anos do trmino do mandato e 6 (seis) anos desde a suposta prtica do ato de improbidade que lhe atribuda. Nesse caso, a) o ex-governador est sujeito, dentre outras sanes, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimnio, ao ressarcimento integral do dano e suspenso dos direitos polticos pelo perodo de oito a dez anos. b) a ao de improbidade est fadada ao insucesso, tendo em vista que no podem ser rus de tal demanda aqueles que j no ocupam mandato eletivo e nem cargo, emprego ou funo na Administrao. c) a ao de improbidade est fadada ao insucesso, tendo em vista que j transcorreram mais de 3 (trs) anos desde o trmino do exerccio do mandado eletivo.

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d) imprescritvel a ao de improbidade destinada aplicao das sanes previstas na Lei n 8.429/1992, e, por essa razo, o ex-governador pode sofrer as cominaes legais, mesmo aps o trmino do seu mandato. 33) FGV Prefeitura de Niteri -Fiscal de Posturas -2015 Fernando, servidor pblico municipal, no exerccio da funo inerente ao seu cargo efetivo de Fiscal de Tributos, agiu negligentemente na arrecadao de tributo municipal. De acordo com a Lei n 8.429/92, em tese, Fernando: a) no praticou ato de improbidade administrativa, para cuja configurao imprescindvel conduta dolosa; b) no praticou ato de improbidade administrativa, porque no se beneficiou direta e economicamente; c) no praticou ato de improbidade administrativa, devendo apenas ser responsabilizado em mbito disciplinar; d) deve ser condenado, mediante processo administrativo, s sanes previstas na citada lei, por ter praticado ato de improbidade administrativa; e) deve ser condenado, mediante processo judicial de natureza cvel, s sanes previstas na citada lei, por ter praticado ato de improbidade administrativa. 34) FGV Tribunal de Justia AM - 2013 Os atos de improbidade administrativa possuem uma disciplina especfica no nosso ordenamento jurdico. Com relao ao regramento da improbidade administrativa pelo nosso ordenamento jurdico, assinale a afirmativa correta. a) O ato de improbidade sujeita o autor indisponibilidade dos bens, ao ressarcimento ao errio e perda da funo pblica e dos direitos polticos. b) O ato de improbidade sujeita o autor indisponibilidade dos bens, ao ressarcimento ao errio e perda dos direitos polticos. c) O ato de improbidade sujeita o autor indisponibilidade dos bens, ao ressarcimento ao errio, perda da funo pblica e suspenso dos direitos polticos. d) O ato de improbidade sujeita o autor indisponibilidade dos bens, ao ressarcimento ao errio, perda direitos polticos e suspenso da funo pblica. e) O ato de improbidade sujeita o autor apenas indisponibilidade dos bens, ao ressarcimento ao errio e suspenso da funo pblica. 35) FGV Prefeitura de Recife - 2014 No caso de atos de improbidade administrativa que atentem contra os princpios da administrao pblica, a Lei n 8.429/92 impe, como uma das suas cominaes, a) a suspenso dos direitos polticos pelo prazo de cinco a oito anos. b) a proibio de contratar com o Poder Pblico pelo prazo de cinco anos. c) a proibio de receber benefcios ou incentivos fiscais, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos. d) a suspenso da funo pblica pelo prazo de at trs anos.

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e) o pagamento de multa civil de at cem vezes o valor da remunerao percebida pelo agente. 36) FGV Prefeitura de Florianpolis -2014 Tcio, Vereador Presidente da Cmara Municipal, em conluio com o scio administrador da sociedade empresria Mutretas Muitas Ltda, dispensou indevidamente processo licitatrio, com o intuito de favorecer seu amigo Joo, fato que causou dano ao errio. De acordo com o ordenamento jurdico, a condenao de Tcio por improbidade administrativa: a) tem por sano a aplicao de pena privativa de liberdade; b) deve ser decretada pelo Tribunal de Justia, pois Tcio possui foro especial por prerrogativa de funo; c) importa a suspenso dos direitos polticos, a perda da funo pblica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao errio; d) ocorre aps regular processo administrativo disciplinar, respeitados o contraditrio e ampla defesa; e) decretada aps regular processo criminal e tem como sanes o ressarcimento ao errio, cassao dos direitos polticos e pena privativa de liberdade. 37) FGV Prefeitura de Osasco -Posturas e Abastecimento -2014 Em tema de improbidade administrativa, afirma-se que: a) o ato de improbidade delito relacionado aos crimes contra a administrao pblica e importa a perda da funo pblica e o ressarcimento ao errio, na forma e gradao previstas em lei; b) o ato mprobo ocasiona, dentre outros, a cassao dos direitos polticos, a perda da funo pblica e a imposio da pena privativa de liberdade, na forma e gradao previstas em lei; c) a condenao pela prtica de ato de improbidade h de ser feita pela autoridade administrativa competente, aps regular processo administrativo disciplinar; d) o ato de improbidade importa, dentre outros, a perda da funo pblica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao errio, na forma e gradao previstas em lei; e) imprescindvel a observncia do contraditrio e ampla defesa no processo administrativo que culmina com a condenao por ato de improbidade. 38) FGV Tribunal de Contas do Municpio de SP -Cincias Jurdicas -2015 Em janeiro de 2009, Francisco, Prefeito de determinado Municpio, frustrou a licitude de processo licitatrio ao contratar sociedade empresria para prestar servios de limpeza de crregos municipais, ao arrepio dos ditames legais, com direcionamento da licitao e superfaturamento do valor do contrato. Francisco exerceu o mandato eletivo at 31/12/2012, quando foi sucedido por Almir, novo Prefeito, que conseguiu comprovar, por meio de processo administrativo, todas as ilegalidades praticadas na contratao em tela, somente no ano de 2015. A condenao de Francisco pela prtica de ato de improbidade administrativa s sanes previstas no art. 12, da Lei n 8.429/92 : a) possvel no mbito do prprio processo administrativo instaurado pelo novo Prefeito, desde que tenha sido oportunizado ao investigado o contraditrio e a ampla defesa, sendo que as penas podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato; b) possvel no mbito de processo administrativo perante o Tribunal de Contas, desde que tenha sido oportunizado ao investigado o contraditrio e a ampla defesa, sendo possvel o decreto da indisponibilidade de bens do agente para assegurar o integral ressarcimento do dano; c) possvel no mbito de processo judicial de natureza criminal que tenha tramitado perante o Poder

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Judicirio, por meio de ao penal pblica incondicionada em que tenham sido observados os direitos constitucionais de defesa do ru; d) somente possvel no mbito de processo judicial de natureza cvel que tenha tramitado perante o Poder Judicirio, sendo que, na fixao das penas, o juiz levar em conta a extenso do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente; e) impossvel no atual momento, pois j se operou a prescrio da pretenso de aplicao das penas previstas na lei de improbidade administrativa, eis que j transcorreram mais de 5 (cinco) anos da data do ilcito. 39) FGV Prefeitura de Niteri -2015 Ronaldo, servidor pblico municipal ocupante de cargo efetivo, recebeu vantagem econmica consistente em um veculo zero quilmetro, para fazer declarao falsa sobre medio em determinada obra pblica municipal. Ronaldo agiu em conluio com os scios da sociedade empresria contratada pelo Municpio e a citada fraude causou dano ao errio no valor de cem mil reais. Sob o prisma da Lei de Improbidade Administrativa, correto afirmar que: a) apenas Ronaldo responder por ato de improbidade administrativa, cujas sanes so aplicveis to somente aos agentes pblicos, e o particular se limitar a responder em mbito criminal; b) apenas Ronaldo responder por ato de improbidade administrativa, cujas sanes so aplicveis to somente aos agentes pblicos, e o particular responder em mbito criminal e de responsabilidade civil; c) Ronaldo e a sociedade empresria respondero por ato de improbidade administrativa e, no bojo do processo administrativo disciplinar, poder ser decretada a indisponibilidade de bens de ambos; d) Ronaldo e a sociedade empresria respondero por ato de improbidade administrativa e, no bojo do processo administrativo disciplinar, poder ser decretada a indisponibilidade de bens apenas de Ronaldo; e) Ronaldo e a sociedade empresria respondero por ato de improbidade administrativa e, somente no bojo do processo judicial, poder ser decretada a indisponibilidade de bens de ambos. 40) FGV - Prefeitura Niteri- Fiscal de Posturas -2015 De acordo com o texto constitucional, os atos de improbidade administrativa importaro, na forma e gradao previstas em lei: a) a perda dos direitos polticos, o afastamento cautelar da funo pblica, o ressarcimento ao errio e a multa; b) a perda da funo pblica, o sequestro dos bens, a suspenso do cadastro nacional de pessoa jurdica e a multa; c) a pena privativa de liberdade, a suspenso dos direitos polticos, a perda do cargo pblico e o ressarcimento ao errio; d) a suspenso dos direitos polticos, a perda da funo pblica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao errio; e) a pena privativa de liberdade, o sequestro dos bens, a perda do cargo pblico e o ressarcimento ao errio. 41) FGV - Prefeitura Niteri- Agente Fazendrio -2015 De acordo com o texto constitucional, sem prejuzo da ao penal cabvel, os atos de improbidade

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administrativa importaro, na forma e gradao previstas em lei: a) a cassao dos direitos polticos, a suspenso da funo pblica, o arresto dos bens e a devoluo em dobro do valor do dano ao errio; b) a multa civil, a proibio de contratar com o poder pblico, o ressarcimento ao errio e a cassao dos direitos polticos; c) a suspenso dos direitos polticos, a perda da funo pblica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao errio; d) a inelegibilidade, a suspenso do cadastro de pessoa fsica ou do cadastro nacional de pessoa jurdica e o ressarcimento ao errio; e) a devoluo em dobro do valor do dano ao errio, a suspenso dos direitos administrativos e o sequestro dos bens adquiridos ilicitamente. 42) FGV Tribunal de Contas do Estado BA- 2013 Sobre o crime previsto no Art. 19, da Lei n. 8.429 (Lei de Improbidade Administrativa) Constitui crime a representao por ato de improbidade contra agente pblico ou terceiro beneficirio, quando o autor da denncia o sabe inocente. A esse respeito, assinale a afirmativa correta. a) Agente pblico, para fins da Lei de Improbidade, dentre outros, pode ser aquele que exerce mandato eletivo no Poder Executivo de algum dos entes da Federao. b) Tratase de crime prprio, uma vez que somente pode ser sujeito ativo o funcionrio pblico. c) Tratase de crime de mo prpria, pois o sujeito ativo, que ser funcionrio pblico, ter necessariamente que executar o crime, no se admitindo coautoria. d) A no inocncia do agente pblico faz com que o sujeito ativo, denunciado com base no Art. 19, seja absolvido por excluso da culpabilidade. e) O crime pode ser praticado na modalidade culposa ou dolosa. 43) FGV Tribunal de Contas do Estado BA -2014 Dentre as medidas a seguir, assinale aquela que pode ser imposta a quem pratica ato de improbidade administrativa. a) Priso ainda que o fato no seja tipificado como crime. b) Perda dos direitos polticos. c) Perda dos direitos civis. d) Perda da nacionalidade brasileira. e) Ressarcimento ao errio, ainda que as sanes estejam prescritas. 44)FGV Defensoria Pblica do Estado RO -Analista Jurdico -2015 Marcelo exerceu cargo em comisso de Assessor Executivo em determinado Municpio do Estado de Rondnia, de janeiro a dezembro de 2009. Em abril de 2015, o Ministrio Pblico Estadual ajuizou ao civil pblica por ato de improbidade administrativa imputando a Marcelo a prtica de conduta que, em tese, atentou contra princpios da administrao pblica e frustrou a licitude de concurso pblico, sem, contudo, ter causado dano ao errio. Por estar desempregado desde sua exonerao e em situao de hipossuficincia econmica, Marcelo buscou auxlio jurdico na Defensoria Pblica. Na defesa prvia do

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assistido, dentre outros argumentos, o Defensor Pblico alegou corretamente que, de acordo com a Lei n 8.429/92: a) j ocorreu prescrio da pretenso autoral, pois a ao deveria ter sido proposta no prazo de at cinco anos aps o trmino do exerccio do cargo em comisso; b) j ocorreu prescrio da pretenso autoral, pois a ao deveria ter sido proposta no prazo de at dois anos aps o trmino do exerccio do cargo em comisso; c) apesar de ser imprescritvel a pretenso autoral, o ru no possui legitimidade ad causam para figurar no polo passivo, porque atualmente no exerce qualquer funo pblica; d) apesar de ser imprescritvel a pretenso autoral, o ru no possui legitimidade ad causam para figurar no polo passivo, porque no era agente poltico, mas mero ocupante de cargo em comisso poca dos fatos; e) j ocorreu prescrio da pretenso autoral, pois a ao deveria ter sido proposta no prazo de at dois anos aps o trmino do exerccio do cargo em comisso, e que o ru no possui legitimidade ad causam para figurar no polo passivo.

Tutela Coletiva do Meio Ambiente 45) FGV INEA -2013 Relacione os conceitos enumerados na Poltica Nacional de Resduos Slidos (Lei n. 12.305/10) 1. Resduo slido 2. Rejeito 3. Logstica Reversa 4. Reciclagem ( ) o instrumento de desenvolvimento econmico e social caracterizado por um conjunto de aes, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituio dos resduos slidos ao setor empresarial, para reaproveitamento. ( ) o resduo que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperao por processos tecnolgicos disponveis e economicamente viveis, no apresenta outra possibilidade que no a disposio final ambientalmente adequada ( ) o material, substncia, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinao final se procede, se prope proceder ou se est obrigado a proceder, nos estados slido ou semisslido, bem como gases contidos em recipientes e lquidos cujas particularidades tornem invivel o seu lanamento na rede pblica de esgotos ou em corpos dgua, ou exijam para isso solues tcnica ou economicamente inviveis em face da melhor tecnologia disponvel. ( ) o processo de transformao dos resduos slidos que envolve a alterao de suas propriedades fsicas, fsicoqumicas ou biolgicas, com vistas transformao em insumos ou novos produtos, observadas as condies e os padres estabelecidos pelos rgos competentes. Assinale a alternativa que mostra a relao correta, de cima para baixo: a) 3 2 1 4 b) 3 1 2 4 c) 4 1 2 3

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d) 4 2 1 3 e) 1 2 3 4 46) FGV Prefeitura de Florianpolis - 2014 A Lei n 12.305/2010, que institui a Poltica Nacional de Resduos Slidos, prev que alguns setores so obrigados a estruturar e implementar sistemas de logstica reversa, mediante retorno dos produtos aps o uso pelo consumidor, de forma independente do servio pblico de limpeza urbana e de manejo dos resduos slidos. Dentre eles, incluem-se os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: a) lmpadas fluorescentes, betume e protena animal; b) pneus, leos lubrificantes e baterias; c) fibras sintticas, ladrilhos e pilhas; d) prteses clnicas, eletroeletrnicos e celulose; e) porcelana, amianto e embalagens de agrotxicos. 47) FGV Prefeitura de Florianpolis - 2014 A Lei n 12.305/2010 estabelece uma classificao dos resduos quanto periculosidade em: a) perigosos e no perigosos; b) perigosos, inertes e no perigosos; c) muito perigosos, perigosos e no perigosos; d) muito perigosos, perigosos, neutros e no perigosos; e) extremamente perigosos, muito perigosos, perigosos e no perigosos. 48) FGV Prefeitura de Florianpolis - 2014 A Lei Federal n 12.305/2010, que dispe sobre a Poltica Nacional de Resduos Slidos, estabelece que: a) a elaborao de plano municipal de gesto integrada de resduos slidos condio para os Municpios terem acesso a recursos da Unio destinados a empreendimentos e servios relacionados limpeza urbana e ao manejo de resduos slidos; b) os Municpios devero fomentar, nas reas de disposio final de resduos ou rejeitos, a atividade de catao de resduos, inclusive facilitando a formao de cooperativas de materiais reciclveis; c) vedado aos Municpios optarem por solues consorciadas intermunicipais para a gesto dos resduos slidos, devendo cada Municpio gerir diretamente os resduos slidos gerados em seu territrio; d) proibido, como forma de destinao ou disposio final de resduos slidos ou rejeitos, seu lanamento in natura a cu aberto, mas permitido seu lanamento em praias, no mar ou em quaisquer corpos hdricos; e) a existncia de plano municipal de gesto integrada de resduos slidos exime o Municpio do licenciamento ambiental de seus prprios aterros sanitrios. 49)FGV-Prefeitura de Osasco -Meio Ambiente -2014 A Lei Federal n 12.305, de 2 de agosto de 2010, institui a Poltica Nacional de Resduos Slidos, dispondo sobre seus princpios, objetivos e instrumentos. Dispe tambm sobre as diretrizes relativas gesto integrada e ao gerenciamento de resduos slidos, includos os perigosos, s responsabilidades dos geradores e do poder pblico e aos instrumentos econmicos aplicveis. correto afirmar que:

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a) efetivamente, no h diferena entre destinao final ambientalmente adequada e disposio final ambientalmente adequada; b) apenas os princpios da preveno, precauo e desenvolvimento sustentvel esto expressamente previstos na Lei em comento; c) logstica reversa viabiliza a coleta e a restituio dos resduos slidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinao final ambientalmente adequada; d) os resduos so classificados quanto periculosidade, como resduos domiciliares e resduos industriais; e) rejeitos so resduos slidos que podem apresentar outra possibilidade que no a disposio final ambientalmente adequada, tais como tratamento e recuperao por processos tecnolgicos disponveis e economicamente viveis.

Mandado de Segurana 50)FGV-Secretaria de Estado da Fazenda - 2006 Direito lquido e certo, em tema de mandado de segurana, aquele: a) fundado em fatos que no demandam exame jurdico de grande complexidade. b) fundado em fatos passveis de prova na etapa processual dilatria. c) fundado em fatos comprovados de plano. d) fundado em fatos que independem de prova testemunhal. e) fundado em fatos economicamente apreciveis. 51)FGV-Secretaria de Estado da Fazenda RJ-2011 Um cidado que no pretende recolher determinado imposto por considerar que a lei que instituiu referido tributo inconstitucional dever ajuizar a seguinte ao: a) habeas data. b) mandado de segurana. c) mandado de injuno. d) ao popular. e) ao direta de inconstitucionalidade. 52)FGV-Tribunal de Justia AM -Direito -2013 Servidor pblico estadual pleiteia aposentadoria junto ao rgo no qual trabalhou durante todo o perodo como servidor. Seis meses depois, o requerimento indeferido, e negado o seu pedido de acesso ao processo administrativo. Nessa hiptese, para ter acesso ao processo administrativo, o servidor dever a) impetrar habeas data. b) impetrar habeas corpus.

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c) impetrar mandado de segurana. d) impetrar mandado de injuno. e) apresentar, com antecedncia, recurso administrativo contra o indeferimento do pedido de vista. 53)FGV-Tribunal de Justia AM -2013 O mandado de segurana, institudo no ordenamento brasileiro pela Constituio de 1934 e hoje previsto no artigo 5, LXIX, da Constituio da Repblica, importante garantia dos direitos fundamentais. Sobre essa figura, assinale a afirmativa correta. a) No ser concedido mandado de segurana para proteger direito lquido e certo amparado por habeas corpus, habeas data ou ao para a qual se preveja a possibilidade de concesso de medida liminar. b) Cabe mandado de segurana contra atos de gesto comercial praticados pelos administradores de empresas pblicas e sociedades de economia mista quando tais atos violarem direito subjetivo. c) sempre cabvel a impetrao de mandado de segurana ainda que haja recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de cauo, uma vez que no se exige o esgotamento das instncias administrativas. d) Se o exerccio do direito alegadamente violado depender do esclarecimento de fatos ou situaes no comprovados nos autos j no momento da impetrao, no se conceder a segurana. e) inconstitucional a fixao, por lei ordinria, de prazo decadencial para a impetrao de mandado de segurana, uma vez que a Lei Maior no condiciona esta garantia ao seu exerccio em determinado prazo. 54)FGV-Tribunal de Justia AM -2013 Sobre o mandado de segurana, assinale a afirmativa correta. a) No pode ser impetrado preventivamente, uma vez que no se admite impetrao contra lei em tese, devendo haver a efetiva violao do direito. b) No pode ter por objeto o pagamento de remuneraes atrasadas a servidor pblico. c) Deve ter por fundamento direito elencado na Constituio, no se admitindo violao reflexa a direito constitucional. d) Por ser garantia constitucional, dispensa formalidades na sua impetrao. e) Admite a produo de prova testemunhal, mas no pericial. 55)FGV- OAB VII Exame - 2012 O mandado de segurana coletivo NO pode ser impetrado por a) organizao sindical. b) partido poltico com representao no Congresso Nacional. c) entidade de classe de mbito nacional. d) associaes paramilitares. 56)FGV -OAB IX Exame -2012 Assinale a alternativa que indica quem pode impetrar um Mandado de Segurana Coletivo. a) Uma associao, desde que legalmente constituda e em funcionamento h pelo menos um ano. b) Uma associao, desde que expressamente autorizada pelos seus associados.

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c) Uma entidade de classe, desde que legalmente constituda e em funcionamento h pelo menos um ano. d) Uma organizao sindical, desde que legalmente constituda e em funcionamento h pelo menos um ano.

Mandado de Injuno 57) FGV Tribunal de Justia AM-Direito-2013 Com relao ao Mandado de Injuno impetrado por servidor pblico estadual dirigido contra a omisso legislativa em regulamentar a aposentadoria especial dos servidores (CRFB, Art. 40, 4), assinale a afirmativa correta. a) Deve ser impetrado em face do Estado ao qual se vincule o servidor. b) Deve ser impetrado em face da Unio. c) No cabvel no caso, por se tratar de matria a ser regulamentada por lei complementar. d) Ter como consequncia a determinao para que o Estado legisle sobre o tema. e) Apesar de cabvel, em tese, no necessrio que o servidor o impetre, uma vez que h decises anteriores do STF com carter erga omnes. 58)FGV Tribunal de Justia AM-Direito-2013 Sobre o mandado de injuno, analise as afirmativas a seguir. I. A legitimao passiva da pessoa estatal qual incumba o dever jurdico de editar o ato normativo, ainda que terceiras pessoas sofram os efeitos da deciso, segundo slida jurisprudncia nesse sentido. II. O Supremo Tribunal Federal no admite atribuir efeitos outros ao mandado de injuno que no o reconhecimento formal da inrcia legislativa e notificao ao rgo legislativo competente para a edio da norma. III. Ao Superior Tribunal de Justia compete, originariamente, o processo e julgamento do mandado de injuno quando a elaborao da norma regulamentadora for de atribuio de rgo, entidade ou autoridade federal, excetuados os casos de competncia do STF e dos rgos da justia militar, do trabalho e eleitoral. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 59) FGV SUDENE-2013 Thas prope Mandado de Injuno de Competncia no Supremo Tribunal Federal, tendo o seu pedido acolhido pela unanimidade daquela Corte de Justia.

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Com base nessa deciso apresenta requerimento na repartio pblica, onde ocupa cargo pblico efetivo, postulando o deferimento de pretenso que encontra arrimo na deciso referida do STF. Em se tratando de Mandado de Injuno, com deciso de procedncia, a mesma possui efeitos a) gerais e extra partes. b) particulares inter partes. c) genricos e ultra partes. d) especiais e intra partes. e) negociais e citra partes. 60) FGV Assembleia Legislativa BA -Assessoria Legislativa-2014 No julgamento do MI 721, o STF, diante da mora do Poder Legislativo para regulamentar a aposentadoria especial prevista no artigo 40, 4, da CRFB, decidiu que inexistente a disciplina especfica da aposentadoria especial do servidor, impese a adoo, via pronunciamento judicial, daquela prpria aos trabalhadores em geral artigo 57, 1, da Lei n 8.213/91. A ao constitucional foi apresentada por um servidor pblico. Os efeitos dessa deciso sero a) vlidos para todos os que estiverem na mesma situao. b) especficos para a parte impetrante, por ser remdio individual. c) estabelecidos de acordo com a categoria do impetrante. d) individuais ou coletivos diante da repercusso do tema. e) includos no regime de repercusso geral.

Ao Popular 61) FGV Tribunal de Justia AM -Assistente Tcnico Judicirio -2013 Fulano de Tal, cidado brasileiro, integrante de uma Associao de Moradores de Bairro, tomou conhecimento de que o Prefeito de sua cidade fraudou documentos e, dessa forma, permitiu a construo de edifcios comerciais em um parque estadual. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta. a) Fulano de Tal deve impetrar mandado de segurana individual para anulao do ato lesivo. b) A Associao de Moradores deve impetrar mandado de segurana coletivo para anulao do ato lesivo. c) Fulano de Tal deve ajuizar ao popular para anulao do ato lesivo. d) Como as obras ainda no foram iniciadas, no existe leso ao patrimnio pblico, a ser amparada por ao individual ou coletiva. e) A Associao de Moradores deve ajuizar ao popular coletiva para anulao do ato lesivo.

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62) FGV OAB XIV Exame -2014 Isabella promove ao popular em face do Municpio X, por entender que determinados gastos realizados estariam causando graves prejuzos ao patrimnio pblico. O pedido veio a ser julgado improcedente, por total carncia de provas. Inconformada, Isabella apresenta a mesma ao com fundamento em novos elementos, e, mais uma vez, o pedido vem a ser julgado improcedente por carncia de provas. Nos termos da Constituio Federal e da legislao de regncia, assinale a opo correta. a) Sendo o pedido julgado improcedente, haver condenao em honorrios advocatcios. b) A improcedncia por ausncia de provas caracteriza a m-f do autor popular. c) A reiterao na propositura da mesma ao acarreta o pagamento de custas pelo autor popular. d) As custas sero devidas se declarada, expressamente, a m-f do autor popular. 63) FGV OAB XI Exame -2013 Em ateno s recentes manifestaes populares, fora noticiado na TV que determinados deputados estaduais de dado Estado da Federao estavam utilizando a verba do oramento destinada sade para proveito prprio. Marcos, cidado brasileiro, insatisfeito com a notcia e de posse de documentao que denota indcios de leso ao patrimnio de seu Estado, ajuza Ao Popular no Juzo competente em face dos aludidos deputados e do Estado. Em ateno ao disciplinado na Lei n. 4.717/65, que trata da Ao Popular, assinale a alternativa incorreta. a) Marta, cidad brasileira, residente e domiciliada no mesmo Estado, pode habilitar-se como litisconsorte de Marcos. b) Na mesma linha da ao de Mandado de Segurana, o direito de ajuiz-la decai em 5 (cinco) anos. c) O Estado, a juzo de seu representante legal, em se afigurando til ao interesse pblico, poder atuar ao lado de Marcos na conduo da ao. d) Sendo julgada improcedente a ao movida por Marcos, poder este recorrer, alm do Ministrio Pblico e qualquer outro cidado.

Ao Civil Pblica 64) FGV Secretaria de Estado da Fazenda RJ-2011 A Ao Civil Pblica tem assento constitucional em norma diversa da que prestigia as demais aes, como o Mandado de Segurana e o Habeas Corpus, inseridos no captulo destinado aos direitos e garantias individuais e coletivos. Em relao s caractersticas que podem ser vinculadas Ao Civil Pblica, assinale a alternativa correta. a) A propositura exclusiva do Ministrio Pblico dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios. b) Sendo um direito da coletividade, qualquer cidado pode ser autor nessa espcie de ao civil. c) O Ministrio Pblico em geral e outras pessoas especificadas em lei podem propor a ao. d) Havendo inqurito civil, ele ser presidido por membro do Poder Judicirio, especialmente designado. e) Podem ser objeto de pedido na Ao Civil Pblica questes tributrias, desde que com base constitucional.

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65) FGV Tribunal de Justia AM -Qualquer rea de formao-2013 A ao civil pblica tem se mostrado, ao longo do tempo, importante instrumento na garantia de proteo a direitos difusos e coletivos. Dentre os objetos possveis desta ao, no se inclui a) a responsabilizao por danos causados ao meio ambiente. b) a proteo de bens e direitos de valor artstico, esttico, histrico, turstico e paisagstico. c) a pretenso que envolva contribuies previdencirias. d) a responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados por infrao da ordem econmica. e) a tutela da ordem urbanstica.

Tutela Coletiva da Sade 66) FGV OAB IX Exame-2012 Com relao s diretrizes e normas constitucionais referentes prestao da sade, assinale a afirmativa correta. a) permitida a destinao de recursos pblicos para auxlios ou subvenes s instituies privadas com fins lucrativos. b) Ao sistema nico de sade compete, dentre outras atribuies, colaborar na proteo do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. c) admitida a participao indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistncia sade no Pas, independentemente de previso legal. d) As instituies privadas podero participar de forma complementar do sistema nico de sade, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito privado, vedada qualquer preferncia ou distino entre elas. 67) FGV Policia Civil MA Delegado -2012 Aps anos de trabalho informal em um grande centro urbano, sem contribuio oficial, Tcio, j em idade avanada, v-se impossibilitado de manter-se em atividade e de prover a prpria subsistncia. Com relao a esse caso, assinale a afirmativa correta: a) Tcio, por jamais ter vertido contribuio previdenciria, no pode ser beneficirio das aes de seguridade social. b) Tcio, por estar em idade avanada, pode ser includo como beneficirio da previdncia social. c) O benefcio da aposentadoria por invalidez somente poder ser pago a Tcio se demonstrada sua incapacidade para o exerccio de qualquer trabalho remunerado. d) Tcio poder ser beneficirio das aes de sade e de assistncia social, pois estas independem de qualquer contribuio. e) O eventual benefcio pago a Tcio no poder ter valor mensal inferior ao salrio mnimo. 68) FGV Prefeitura de Niteri Fiscal de Tributos -2015 A Constituio do Estado WW disps que, no mnimo, 5% (cinco por cento) da receita corrente lquida do Estado e dos Municpios situados em seu territrio deveria ser aplicada em programas de assistncia

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social voltados aos moradores de rua. luz da Constituio da Repblica Federativa do Brasil, correto afirmar que comando dessa natureza : a) constitucional em relao ao Estado e inconstitucional em relao aos Municpios; b) inconstitucional em relao ao Estado e aos Municpios; c) inconstitucional em relao ao Estado e constitucional em relao aos Municpios; d) constitucional em relao ao Estado e aos Municpios; e) constitucional em relao aos Municpios, desde que preservada a autonomia municipal. 69) FGV Policia Civil MA Delegado -2012 Acerca da concesso de medidas cautelares em aes de controle abstrato de constitucionalidade, assinale a afirmativa correta. a) Em qualquer caso, s podem ser concedidas por 2/3 dos membros do Tribunal. b) A medida cautelar em ao direta de inconstitucionalidade tem efeitos ex nunc, ressalvada a possibilidade de concesso de efeitos retroativos deciso. c) A medida cautelar em ao declaratria de constitucionalidade pode ser concedida por maioria simples dos membros do tribunal. d) A medida cautelar em ao direta de inconstitucionalidade perder a eficcia em 180 dias, se o tribunal no proceder ao julgamento definitivo da ao. e) A ao direta de inconstitucionalidade por omisso no admite a concesso de medida cautelar.

Inqurito Civil / Medidas Cautelares 70) FGV - Tribunal de Justia RO -Psiclogo -2015 O ano de 2015 foi sem dvida importante para a mediao no Brasil, na medida em que foi sancionada a lei n 13.140/2015 que dispe sobre o seu uso entre particulares como meio de soluo de controvrsias e a autocomposio de conflitos no mbito da administrao pblica. Com relao mediao, analise as afirmativas a seguir: I - Considera-se mediao a atividade tcnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisrio, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver solues consensuais para a controvrsia. II - A mediao ser orientada pelos princpios de imparcialidade do mediador, isonomia entre as partes, oralidade, informalidade, autonomia da vontade das partes, busca do consenso, confidencialidade e boa-f. III - A pessoa designada para atuar como mediador tem o dever de revelar s partes, antes da aceitao da funo, qualquer fato ou circunstncia que possa suscitar dvida justificada em relao sua imparcialidade para mediar o conflito, oportunidade em que poder ser recusado por qualquer delas. Est correto o que se afirma em: a) somente I;

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b) somente II; c) somente I e III; d) somente II e III; e) I, II e III. 71) FGV Tribunal de Justia -Direito - 2013 Para assegurar a efetividade do direito de Joaquim que move ao em face de Toms, o advogado do autor poder se valer de medidas cautelares, aptas a salvaguardar direitos quando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora. A respeito dessa tutela de urgncia, prevista no Livro III do Cdigo de Processo Civil, assinale a afirmativa incorreta. a) A medida cautelar conservar sua eficcia ainda que haja suspenso do processo principal, salvo se houver deciso judicial em contrrio. b) A exibio de documentos, medida cautelar tpica, poder ser ajuizada no curso do processo principal ou em carter preparatrio, sempre pela via de processo autnomo apensado ao principal. c) O arresto pode cessar pela transao ou nela novao e se resolve em penhora quando julgada procedente a ao principal. d) A apelao interposta contra sentena que decidir processo cautelar ser recebida somente no efeito devolutivo. e) O recurso especial interposto contra deciso interlocutria em processo cautelar ficar retido nos autos e somente ser processado se requerido pela parte interessada na oportunidade de recorrer da deciso final ou contra-arrazoar. 72) FGV Tribunal de Contas do Municpio RJ - 2008 A extino do processo principal sem julgamento de mrito torna a medida liminar, no processo cautelar: a) invlida. b) ineficaz. c) nula. d) anulvel. e) imprpria. 73) FGV Defensoria Pblica DF -Judiciria-2014 Proposta ao cautelar inominada, antecedente demanda principal, de natureza cognitiva, o requerido, em sua contestao, suscitou, entre outras teses, a ocorrncia do fenmeno da prescrio, a fulminar o prprio direito subjetivo afirmado na petio inicial. O juiz, ao decidir o processo cautelar, acolheu tal alegao defensiva, ocorrendo, aps preclusas as vias impugnativas, o trnsito em julgado da sentena ali prolatada. Tendo o requerente da medida cautelar, pouco tempo depois, ajuizado a ao principal, o juiz da causa dever:

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a) julgar extinto o processo de conhecimento, sem resoluo do mrito, haja vista o bice da coisa julgada material formada no feito precedente. b) conhecer do mrito do processo de conhecimento, j que a sentena que decidiu o feito cautelar no apta a ensejar a formao da coisa julgada material. c) conhecer do mrito do processo de conhecimento, desde que a petio inicial tenha sido instruda com nova prova. d) julgar extinto o processo de conhecimento, sem resoluo do mrito, haja vista o bice da litispendncia. e) suspender o curso do processo de conhecimento, at que o demandante pleiteie e obtenha, pela via prpria, a resciso da sentena proferida no feito cautelar. 74) FGV OAB V Exame-2011 No curso dos processos, os juzes so dotados de poderes que lhes permitem conduzir os feitos de maneira adequada, garantindo, ao trmino do processo, a prestao da tutela jurisdicional de maneira eficaz. Um dos poderes atribudos aos magistrados pelo ordenamento jurdico ptrio o chamado poder geral de cautela, que decorre da evidente impossibilidade de abstrata previso da totalidade das situaes de risco para o processo que podem vir a ocorrer em concreto. Acerca desse importante instrumento processual de concesso da tutela cautelar, correto afirmar que a) se trata de autorizao concedida ao Estado-Juiz para que conceda no apenas as medidas cautelares tpicas previstas no Cdigo de Processo Civil ou em outras leis, mas tambm medidas cautelares inominadas. b) o poder geral de cautela exercido pelo juiz, a quem caber, com base em tal poder, optar livremente por prestar a tutela adequada por meio das medidas cautelares nominadas existentes e aplicveis ao caso concreto ou por meio de medidas cautelares inominadas. c) o sistema processual ptrio no prev, no Cdigo de Processo Civil, nenhum caso de medida cautelar inominada a ser deferida pelo juiz com base em seu poder geral de cautela, razo pela qual cabe ao magistrado decidir, em cada caso concreto, a medida cautelar atpica que pretende conceder. d) o poder geral de cautela pode ser exercido pelo magistrado mesmo que inexista qualquer processo em curso, uma vez que se pauta no princpio da efetividade das decises judiciais. Alm disso, por fora do seu carter de urgncia, dispensa qualquer tipo de fundamentao por parte do magistrado que profere a deciso. 75) FGV OAB II Exame -2010 As medidas cautelares esto expressamente previstas no CPC como forma de instrumentalizar a tutela, tendo natureza eminentemente acessria. Assinale a alternativa que apresente uma regra que disciplina a concesso de medidas cautelares: a) o Juiz, como regra, deve deferir medidas cautelares sem a prvia audincia do requerido. b) o direito brasileiro admite apenas medidas cautelares incidentais, sendo vedado o uso de medidas prvias.

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c) interposto recurso nos autos principais, fica vedado o requerimento de cautelares. d) salvo deciso em contrrio, a cautelar conserva sua eficcia mesmo durante o perodo de suspenso do processo principal. 76) FGV Tribunal de Contas do Estado RJ Auditor Substituto - 2015 Maria ingressou com medida cautelar de sequestro tendo por objeto semoventes, cuja propriedade disputada, alegando risco de dano. Requereu concesso de liminar em sede de cautelar, o que foi deferido. A ao principal foi ajuizada e, no seu curso, o juzo julgou improcedente o pedido na cautelar por no ter sido confirmada a presena dos requisitos autorizadores da concesso da medida, por motivo superveniente. A respeito dessa narrativa, luz do aspecto processual, correto afirmar que: a) o recurso cabvel contra o ato do juiz de improcedncia na medida cautelar a apelao, que dever ser recebida no duplo efeito, em prejuzo do curso da causa principal, ainda que sejam processos autnomos; b) a liminar deferida no processo cautelar foi abusiva e no encontrava amparo legal, haja vista ser a prpria medida cautelar a tutela de urgncia almejada, cujo mrito o periculum in mora; c) o entendimento do julgador pela negao do pleito autoral na medida cautelar interfere diretamente no julgamento da causa principal, motivo pelo qual os processos cautelar e principal deveriam ser julgados ambos numa nica sentena; d) o pedido sendo julgado improcedente na cautelar, opera somente a coisa julgada formal, em qualquer hiptese; e) o processo cautelar acessrio ao processo principal, mas, ainda assim, a improcedncia do pedido na cautelar no interfere no julgamento da causa principal, salvo hiptese de decadncia ou prescrio do direito do autor. 77) FGV OAB XVIII Exame -2015 Alan ajuizou medida cautelar preparatria em face de Roberta, obtendo deferimento de pedido liminar para indisponibilizar a venda de veculos de propriedade da r. De posse da deciso liminar, Alan protocolizou ofcio junto ao rgo competente em 30 de janeiro, tendo a liminar sido efetivada em 10 de fevereiro, ou seja, quatro dias antes da citao de Roberta. As datas citadas eram dias teis. Com base na hiptese narrada, assinale a afirmativa correta. a) O ajuizamento da ao principal dentro do prazo legal veda ao magistrado revogar a deciso liminar antes da sentena de mrito. b) O ajuizamento da ao principal no dia 14 de maro acarreta a perda da eficcia da liminar deferida e a extino da medida cautelar. c) A eventual falta de diligncia de Alan ao inobservar o prazo legal para execuo da deciso liminar acarretar a automtica extino dos processos cautelar e principal. d) O indeferimento do pedido acautelatrio liminar formulado por Alan obsta o ajuizamento da ao principal, por falta de interesse.

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78) FGV OAB XI Exame -2013 O arresto e o sequestro constituem procedimentos cautelares especficos. Portanto, constituem medidas concedidas mediante cognio sumria, nas quais o juiz, para a sua concesso, deve verificar a existncia de fumus boni iuris e periculum in mora. No que tange a estas medidas cautelares, assinale a afirmativa incorreta. a) O arresto busca garantir a efetividade da futura execuo de pagar quantia certa, consistindo na apreenso de bens indeterminados do patrimnio do devedor. b) No sequestro, considerando que o objetivo assegurar a entrega de coisa, sempre haver certeza sobre quem o dono da coisa. Ou seja, no sequestro a coisa no e nunca ser litigiosa. c) A futura execuo garantida pelo sequestro no precisa ser desenvolvida, necessariamente, por meio de processo autnomo, sendo admitida que esta seja desenvolvida atravs de mera fase procedimental (cumprimento de sentena). d) O sequestro tem por objetivo assegurar a eficcia de futura execuo para a entrega de coisa, consistindo na busca e apreenso de determinado bem do patrimnio do requerido. 79) FGV OAB III Exame -2010 Nos autos de ao indenizatria ajuizada por Alfredo em face de Thales, prolatada sentena de procedncia do pleito autoral, condenando o ru ao pagamento de determinada quantia em dinheiro. Ainda na pendncia do julgamento da apelao interposta contra a sentena, Alfredo constata que Thales est adotando uma srie de providncias destinadas a alienar todos os seus bens, o que poder frustrar o cumprimento da sentena, caso esta seja confirmada pelo tribunal. A medida cautelar especfica que dever ser requerida por Alfredo o(a) a) justificao. b) sequestro. c) arresto. d) produo antecipada de provas. 80) FGV OAB VI Exame -2011 A Lei Civil afirma que, a despeito de a personalidade civil da pessoa comear com o nascimento com vida, ao nascituro sero assegurados os seus direitos desde a concepo. Para tanto, correto afirmar que, na ao de posse em nome de nascituro: a) a nomeao de mdico pelo juiz para que emita laudo que comprove o estado de gravidez da requerente, assim previsto na lei processual civil, no poder ser dispensado em qualquer hiptese. b) por se tratar de mera expectativa de nascimento com vida, portanto, no tendo o nascituro personalidade civil, fica dispensada a interveno do Ministrio Pblico na causa. c) reconhecida a gravidez, a sentena declarar que seja a requerente investida na posse dos direitos que assistam ao nascituro; no cabendo quela o exerccio do ptrio poder, o juiz nomear curador. d) so documentos indispensveis ao o laudo comprobatrio do estado gestacional emitido pelo mdico nomeado pelo juiz e a certido de bito da pessoa de quem o nascituro sucessor.

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81) FGV OAB XIII Exame -2014 Antnio ajuizou demanda indenizatria em face de Maria, tendo obtido tutela de urgncia determinando o embargo de obra em fase de edificao por Maria. Com vistas a impossibilitar a apurao da extenso do dano material reconhecido pela sentena condenatria, Maria retoma a obra sem aguardar o fim do processo, que se encontra em fase de julgamento da apelao pelo Tribunal de Justia. Sobre a hiptese apresentada, de acordo com o CPC, assinale a alternativa correta. a) Antnio poder ajuizar medida cautelar tpica preparatria perante o Tribunal de Justia. b) O CPC no prev medida cautelar incidental tpica capaz de proteger a alterao do estado de fato do bem por Maria. c) Antnio poder ajuizar medida cautelar tpica perante o rgo jurisdicional que conheceu originariamente da causa. d) A procedncia do pedido de concesso da medida cautelar incidental tpica ajuizada por Antonio no acarretar a vedao de Maria falar nos autos.

Mandado de Segurana 82) FGV Secretaria de Estado da Administrao AP -2010 A Lei n 12.016, de 07 de agosto de 2009, passou a regular o Mandado de Segurana individual e coletivo, este introduzido pela Constituio de 1988. luz dessa novel legislao, correto afirmar que o Mandado de Segurana pode: a) ser impetrado para atacar lei em tese. b) permitir a prova pericial. c) admitir dilao probatria. d) ter o seu exerccio sem prazo definido. e) somente ocorrer mediante prova pr-constituda. 83) FGV OAB XIV Exame -2014 O Mandado de Segurana a ferramenta jurdica hbil para proteger direito lquido e certo, no amparado por habeas corpus ou habeas data, quando, ilegalmente ou com abuso de poder, autoridade coatora praticar ato que viole ou cause justo receio de violao daquele direito. Com relao ao Mandado de Segurana, assinale a opo correta: a) Poder ser impetrado somente por pessoa fsica, no sendo cabvel para tutelar direito de pessoa jurdica de direito privado. b) Indeferida a petio inicial pelo juiz de primeiro grau, o impetrante poder interpor recurso de apelao. c) Admite-se o ingresso de litisconsorte ativo at que se esgote o prazo para a autoridade coatora prestar informaes.

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d) No se admite, em qualquer hiptese, a impetrao de Mandado de Segurana por telegrama, radiograma, fax ou qualquer outro meio eletrnico. 84) FGV OAB IX Exame -2012 Impetrado um mandado de segurana, j sob a gide da Lei n. 12.016/2009, assinale a afirmativa correta. a) A sentena no fixar honorrios advocatcios, por serem eles incabveis no Mandado de Segurana. b) A deciso do juiz que conceder ou denegar a Medida Liminar irrecorrvel, cabendo apenas o pedido de reconsiderao. c) O juiz converter o Mandado de Segurana no procedimento que entender cabvel, quando no for o caso de Mandado de Segurana, ou lhe faltar um dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo para impetrao, em homenagem ao princpio da celeridade processual. d) A suspenso das medidas liminares concedidas em face do Poder Pblico sendo determinada, o pedido original no poder ser aditado para abranger as medidas liminares supervenientes, cabendo, apenas, novo pedido de su