Click here to load reader

UMA REFLEXÃO SOBRE O BULLYING ESCOLAR · Palavras-Chave: Bullying. Escola. Causas e consequências do bullying. ABSTRACT The bullying phenomenon is becoming increasingly common in

  • View
    222

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of UMA REFLEXÃO SOBRE O BULLYING ESCOLAR · Palavras-Chave: Bullying. Escola. Causas e consequências...

Uma reflexo sobre o bullying escolar 67

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

UMA REFLEXO SOBRE O BULLYING ESCOLAR

AN OBSERVATION ON SCHOOL BULLYING

Lara Priscila da Silva Zuba1

Leidiany Melo de Souza2

Viviane Bernadeth Gandra Brando3

RESUMO O fenmeno bullying est cada vez mais frequente no ambiente escolar, devido a isso o presente

artigo visa elucidar este fenmeno, objetivando conhecer suas manifestaes, as consequncias que

as agresses acarretam na vida das vtimas, as causas que levam prtica do bullying, analisar o

perfil dos protagonistas das agresses, desvendar como os atuais meios de comunicao podem

influenciar a prtica do fenmeno e como a escola, atravs de um trabalho interdisciplinar pode

estar prevenindo e combatendo o fenmeno. Tem como objetivo principal, refletir sobre o bullying

escolar, caracterizando-se como um estudo qualitativo e descritivo. Para alcanar o objetivo

proposto, foi realizada uma pesquisa, no ms de outubro de 2013, em um colgio da rede particular

de ensino na cidade de Montes Claros Minas Gerais; a pesquisa contou com 10 participantes,

entre alunos, professores, supervisora pedaggica e diretora do colgio. Com a realizao desta

pesquisa, pode-se perceber que o bullying uma realidade no colgio pesquisado, sendo algo

prejudicial para os envolvidos e necessitando de uma interveno, uma vez que, as consequncias

podem acarretam problemas sociais e psicolgicos que, se no tratados, deixaram marcas profundas

que sero levadas para a vida toda.

Palavras-Chave: Bullying. Escola. Causas e consequncias do bullying.

ABSTRACT The bullying phenomenon is becoming increasingly common in the school environment, due to that

the present article seeks to elucidate the phenomenon, aiming to meet its manifestations,

consequences that lead assaults on the lives of victims, the causes that lead to bullying, analyze the

profile of the protagonists of the attacks, reveal how current media can influence the practice of this

phenomenon and how the school through an interdisciplinary work may be preventing and

combating the phenomenon. Its main objective is to reflect on school bullying, characterized as a

qualitative and descriptive study. To achieve the proposed objective, a survey was conducted in

October 2013 in a college of private schools in the city of Montes Claros - Minas Gerais; the survey

had 10 participants, including students, teachers, teaching and supervisory director of the college.

With this research, we can realize that bullying is a reality in college researched, being something

harmful to those involved and in need of an intervention, since the consequences can cause social

and psychological problems that, if untreated, left deep scars that will be taken for life.

Keywords: Bullying. School. Causes and consequences of bullying.

1 Graduada em Servio Social (FUNORTE), Acadmica do curso de Letras Portugus (UNIMONTES). E-mail:

[email protected] 2 Graduada em Servio Social (FUNORTE), E-mail: [email protected]

3 Mestranda em Estudos Culturais Contemporneos, Especialista em Sade Mental e Ateno Psicossocial, Graduada

em Servio Social e Letras-Espanhol. Professora do Curso de Servio Social das Faculdades Integradas do Norte de

Minas - FUNORTE e da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, E-mail:

[email protected]

Uma reflexo sobre o bullying escolar 68

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

INTRODUO

Bullying uma palavra de origem inglesa, que no possui traduo no Brasil, sendo utilizada

para definir os comportamentos violentos cometidos no ambiente escolar por meninos e meninas.

Tais comportamentos so agresses, assdios e desrespeito, que no possuem uma motivao

especfica ou justificvel. Atualmente o fenmeno bullying considerado um problema de sade

pblica, devendo ter a ateno de profissionais que atuam na rea mdica, psicolgica e assistencial

(SILVA, 2010).

O bullying escolar sempre existiu, contudo, s recentemente ele tem preocupado educadores

e pesquisadores, devido aos estudos que vm demonstrando o quanto ele prejudicial para o

processo socioeducacional e para a sade mental, especialmente para quem vtima. Segundo Fante

(In. Ministrio, 2010) essa preocupao recente com o bullying escolar foi intensificada devido os

massacres que ocorreram em escolas de vrios pases cuja causa principal foi o bullying.

Carloni e Vieira (2012) afirmam que apesar de o bullying escolar ter ganhado renome social

nos ltimos anos, ainda so poucos os que conhecem o fenmeno de forma cientfica. Brito e

Martins (2012) ressaltam que o fenmeno se insere no contexto escolar de escolas pblicas e

particulares.

Fante (In. Ministrio, 2010) destaca que as escolas atualmente esto buscando adquirir

conhecimento a respeito do fenmeno, estudando e tentando entend-lo para desenvolver aes

antibullying. Assinala que a participao da sociedade, de polticas pblicas e investimentos para

capacitao profissional, assim como campanhas na mdia, parcerias com instituies que visam

garantir os direitos das crianas e dos adolescentes de fundamental importncia.

Segundo Reis (In. Barroco, 2011, p. 14), o professor pea fundamental no combate ao

bullying, uma vez que o objetivo principal da educao formar cidados; sendo assim, dever da

escola estar investindo na formao humana de seus alunos, trabalhando as virtudes e valores.

Segundo Silva (2010), o bullying escolar possui trs protagonistas: vtimas, agressores e

espectadores. As vtimas podem ser tpicas, provocadoras e agressoras.

As vtimas tpicas so alunos com dificuldade de socializao, geralmente so tmidos ou

reservados, e no reagem s atitudes de provocao e agresso contra elas, costumam apresentar

alguma caracterstica que foge ao padro imposto por certo grupo; as vtimas provocadoras

insinuam reaes agressivas contra si prprias, geralmente costumam brigar ou discutir quando so

insultadas ou atacadas; as vtimas agressoras so aquelas que procuram outras vtimas que sejam

mais fracas e vulnerveis que elas para descontar os maus-tratos sofridos, visando assim ter uma

compensao.

Uma reflexo sobre o bullying escolar 69

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

Os agressores podem ser meninos ou meninas, possuem uma personalidade com traos de

desrespeito e maldade, tendo essas caractersticas, em alguns casos, ligadas ao desejo de ter o poder

de liderana que obtido por meio da fora fsica e do assdio psicolgico (SILVA, 2010).

Os espectadores so alunos que presenciam as atitudes dos agressores contra as vtimas,

entretanto, no tomam nenhuma atitude para defender as vtimas e tambm no ajudam os

agressores. Podem ser divididos em passivos, ativos e neutros.

Os espectadores passivos so aqueles que assumem a postura de espectador por terem medo

de se tornarem uma vtima; os espectadores ativos so aqueles que no participam ativamente dos

ataques, mas, demonstram apoio aos agressores atravs de risadas e palavras de incentivo; os

espectadores neutros so aqueles que por algum motivo sociocultural no demonstram nenhuma

sensibilidade pelas situaes de bullying que possam presenciar.

O bullying torna-se um problema endmico em escolas de todo o mundo, sendo um dos

principais responsveis pela violncia explcita e tendo um crescimento relevante nos ltimos anos.

No sendo uma brincadeira de criana e, portanto, no podendo ser considerado como tal (FANTE,

In. Ministrio, 2010). Projetos contra o bullying devem envolver professores, funcionrios, pais e

alunos, visando que a participao em conjunto estabelea normas, diretrizes e aes coerentes

contra o fenmeno (CARLONI; PIMENTA; LEITE, 2011).

Carloni, Pimenta e Leite (2011) sinalizam que o fenmeno pode se manifestar de forma

verbal (colocar apelidos pejorativos, falar mal, fazer gozao com alguma caracterstica particular),

fsico (bater, chutar, beliscar, ou outros tipos de violncia fsica), emocional ou psicolgico

(atormentar, intimidar, ameaar, excluir, manipular, chantagear, ignorar, perseguir, ridicularizar),

moral (difamar, discriminar, caluniar), racista (ofensas resultantes da cor da pele, de diferenas

culturais, religiosas ou tnicas), sexual (abusar, insinuar, assediar), virtual ou cyberbullying

(utilizao de tecnologias de comunicao e informao, como celular e internet, para zoar,

discriminar, difamar e hostilizar outra pessoa) e material (furtar, roubar ou danificar pertences de

outra pessoa).

Olweus apud Fante (In. SOUZA; ALMEIDA, 2011) ao observar determinado grupo de

adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos que foram vtimas do fenmeno bullying, encontrou

evidncias de que parte desses alunos demonstrou a probabilidade de tornar-se depressivo aos 23

anos, devido perda da auto-estima.

O bullying torna-se cada vez mais discutido nos meios sociais, no se delimitando em uma

rea profissional especfica, mas sendo objeto de estudo de todas as profisses, como: sade,

educao e rea jurdica. Diante disso, o presente artigo tem como objetivo aclarar a conjuntura

relacionada ao bullying escolar, assim como o que leva aos agressores a cometerem tais atos e qual

tem sido o posicionamento dos demais profissionais da educao frente a esse fenmeno.

Uma reflexo sobre o bullying escolar 70

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

O conhecimento do tema imprescindvel para prevenir e erradicar as vrias formas de

prtica do bullying, sendo a participao da sociedade, pais, professores, funcionrios indispensvel

para o efetivo combate do problema. Objetivando tambm pensar as possveis consequncias desta

violncia e suas formas de enfrentamento, ampliando o conhecimento, para que haja mobilizao da

sociedade em geral, para uma compreenso local e global da problemtica da violncia na escola e

de suas consequncias para a vida do indivduo e sociedade.

Neste contexto foi realizada uma pesquisa qualitativa em colgio particular da cidade de

Montes Claros em Minas Gerais. Utilizou-se como instrumental de coleta de dados a aplicao de

questionrios para 01 diretora, 01 supervisora pedaggica do ensino fundamental, 03 professores e

05 alunos do ensino fundamental, totalizando 10 participantes. Com a observao e anlise dos

dados e do ambiente onde o fenmeno ocorre, realizou-se uma coleta de dados descritiva, que

possibilitou traar o perfil de cada protagonista e trabalhar os valores, crenas, opinies, atitudes e

representaes envolvidas no fenmeno.

Percebe-se que este trabalho aprofundar o conhecimento sobre o assunto, contribuindo para

o acervo bibliogrfico, uma vez que, no existem muitas publicaes e pesquisas sobre o bullying

principalmente na rea social, tornando-se um referencial para acadmicos do curso de Servio

Social e de outros cursos que se interessem sobre o fenmeno. Sendo, um dos focos deste

trabalhado, fazer uma anlise sobre as ocorrncias de bullying no mbito escolar.

MATERIAIS E MTODOS

A escolha e delimitao do tema se deram frente ao interesse de desvendar as causas e

consequncias do fenmeno bullying no interior das escolas. Por isso, para a compreenso do

estudo proposto, foi utilizada a pesquisa bibliogrfica, que segundo Gil (2002), se desenvolve

embasado em materiais j elaborados como livros e artigos cientficos, tendo como principal

vantagem permitir ao investigador fazer uma descoberta de uma srie de fenmenos.

Foi realizado um estudo exploratrio e descritivo de reviso sistemtica e de pesquisa de

campo para desvendar as complexas caractersticas do fenmeno bullying no mbito escolar. O

estudo exploratrio possibilita ao investigador ampliar sua experincia em relao a um problema

especfico; j o estudo descritivo costuma ser utilizado em estudos no campo da educao, tendo

como foco conhecer todo o contexto de uma comunidade, sendo que, esse tipo de estudo exige do

pesquisador uma sucesso de informaes sobre o objeto de pesquisa (TRIVIOS, 1987).

O interesse de se conhecer a realidade do bullying escolar em Montes Claros MG instigou

uma pesquisa qualitativa, com a observao e anlise dos dados e do ambiente onde o fenmeno

ocorre, realizando-se uma coleta de dados descritiva, que possibilitou traar o perfil de cada

Uma reflexo sobre o bullying escolar 71

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

protagonista e trabalhar os valores, crenas, opinies, atitudes e representaes envolvidas no

fenmeno. Segundo Minayo e Lakatos (In. BARROS, 2008), a pesquisa qualitativa verifica uma

relao existente entre o mundo real e o sujeito, ou seja, entre o mundo objetivo e a subjetividade do

sujeito, uma pesquisa descritiva onde os pesquisadores visam analisar os seus dados

indutivamente, sendo o processo e o seu significado os principais focos de abordagem.

Foi utilizada a entrevista semi-estruturada, que possui uma pauta de questes a serem

preenchidas, tendo relativa flexibilidade; suas questes no necessitam de uma ordem previamente

definida, permitindo a formulao de questes durante a entrevista (MATTOS. In. BARROS, 2008).

Segundo Tomar (In. BARROS, 2008) a entrevista semi-estruturada tem como vantagens possibilitar

o acesso s informaes; esclarecer os aspectos da entrevista; fabricar pontos de vista, bem como

hipteses e orientaes que permitiro aprofundar a investigao e definir outras estratgias e novos

instrumentos. Outro instrumento utilizado foram questionrios que, segundo Lakatos e Marconi (In.

BARROS, 2008) representam uma tcnica de investigao, sendo composta por questes que so

apresentadas por escrito para a(s) pessoa(s).

A pesquisa contou com 10 participantes, sendo que eles foram identificados pela letra A

para aluno: A1, A2, A3, A4 e A5; P para os professores: P1, P2 e P3; S.P. para a supervisora

pedagoga do ensino fundamental e D para a diretora do colgio. A participao dos sujeitos no foi

obrigatria, a escolha dos professores e alunos aconteceu de forma aleatria, sendo os primeiros

escolhidos pela diretora do colgio e, os ltimos escolhidos pela diretora e pelos professores. A

pesquisa ocorreu no Colgio Indyu, situado na Rua Joo Pinheiro, n. 186, Centro, Montes Claros

MG.

O Municpio de Montes Claros fica localizado ao norte do Estado de Minas Gerais na Bacia

do Alto Mdio So Francisco. A cidade possui um clima semi-rido, quente e seco, tendo o cerrado

como bioma; sua populao, segundo dados do IBGE de 2013, de aproximadamente 385.898 mil

habitantes. A cidade conta com todos os nveis de ensino, sendo que dados do IBGE de 2012

afirmam que a oferta da pr-escola se d em 117 escolas, o ensino fundamental conta com 163

escolas, o ensino mdio com 50 escolas e, segundo dados do MEC, o ensino superior conta com 33

instituies.

Antes da entrevista, as pesquisadoras forneceram aos participantes e responsveis dos

menores de idade, um termo de consentimento no qual continha explicaes sobre a pesquisa,

deixando claro seu objetivo. A pesquisa s foi realizada aps os participantes terem concordado em

participar e assinado o termo concordando.

importante ressaltar que a pesquisa iniciou aps a aprovao do projeto ao Comit de

tica das Faculdades Integradas do Norte de Minas FUNORTE, sob nmero do parecer 403.715,

com data da relatoria 25/09/2013.

Uma reflexo sobre o bullying escolar 72

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

RESULTADOS E DISCUSSO

O termo bullying utilizado para aludir uma ao de desrespeito cujo objetivo inferiorizar

o outro por meio de atitudes repetitivas, sendo uma violncia que se manifesta de forma fsica ou

psicolgica, sendo intencional (SALGADO, 2010).

Durante o ms de outubro de 2013, na cidade de Montes Claros em Minas Gerais,

desenvolveu-se a pesquisa com 05 alunos do ensino fundamental, 03 professores, 01 supervisora

pedaggica do ensino fundamental e 01 diretora, objetivando desvendar as manifestaes do

bullying na escola.

A maneira como o fenmeno bullying se manifesta em cada escola assume diferentes

caractersticas devido s atividades e ao tipo de controle existente ou no sobre os alunos (GISI;

FILIPAK; KERKOSKI, 2009). Faz pouco tempo que o bullying passou a ser visto como uma

prtica de violncia no mbito escolar, apesar da humilhao e do desrespeito no serem recentes,

existindo certa dificuldade em definir-se o que o fenmeno bullying, delimitando seus limites e

diferenciando-o de outras condutas (SALGADO, 2010).

Levando-se em considerao as falas dos entrevistados, pode-se perceber que estes possuem

certa noo sobre o que o fenmeno bullying, entretanto, nota-se a falta de um conhecimento mais

aprofundado sobre o que de fato o fenmeno, em toda sua conjuntura:

So situaes causadas por atos agressivos verbais ou fsicos de forma repetitiva. (D).

Bullying um ato agressivo e devemos trabalhar bastante sobre esse tipo de assunto, tanto

nas escolas, ruas, casas etc... (S.P.).

Segundo os alunos:

O bullying visto por muitas pessoas como se fosse somente uma agresso, mais no s

isso basta voc colocar um apelido em algum (apelido maldoso) que j est praticando o

bullying. (A1).

O bullying tudo que agride o prximo (pode ser fsico ou verbal), mas para o agressor

pode ser apenas uma brincadeira. (A2).

algum tipo de agresso feita a uma pessoa seja psicolgico ou fsica. (A3).

Qualquer fato que chateia ou humilha alguma pessoa. (A4).

Algum tipo de maldade, que fazem para humilhar o outro. Seja caoando de maneira verbal

ou fsica. (A5).

J em se tratando dos professores, estes acreditam que o fenmeno :

Ao discriminatria, atravs de apelidos pejorativos, agresses fsicas, intimidaes, entre

outros. (P1).

Uma reflexo sobre o bullying escolar 73

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

Bullying uma forma grosseira de expor os colegas e maltratar e quem sofre acaba tendo

traumas. (P2).

uma forma de agresso verbal e s vezes fsicas a um indivduo a fim de intimid-lo e

menosprez-lo diante dos outros. (P3).

De acordo com Siefert (2008), o bullying um tipo de violncia que est presente tanto em

instituies pblicas como em instituies particulares,

independente da classe social dos seus alunos, religio ou raa e tem sido amplamente

divulgado pela mdia, devido a casos de extrema violncia ocorridos mundialmente, em

homicdios e suicdios de jovens que praticam atos de crueldade em escolas sem os adultos

entenderem o motivo que os levou a tal reao. (SIEFERT, 2008, p. 14).

O bullying um fenmeno que se refere a comportamentos agressivos entre alunos e/ou

alunas, englobando diversas aes como bater, tirar dinheiro ou lanche, ignorar, ameaar, insultar,

falar mal, empurrar, etc. (GISI; FILIPAK; KERKOSKI, 2009). Analisando as respostas dadas sobre

o conceito de bullying, percebe-se que os entrevistados possuem uma noo bsica sobre o que o

fenmeno, porm o delimitam nas agresses fsicas ou verbais, baseando-se no senso comum, uma

vez que as agresses no so apenas fsicas ou verbais, elas tambm so psicolgicas, sociais e

virtuais.

Dos alunos, que responderam o roteiro de entrevista, 04 alegaram j ter presenciado atos de

bullying e apenas 01 disse no ter presenciado o fenmeno. Dentre os que afirmaram ter

presenciado a violncia, comentam:

Conheo pessoas que colocam apelidos maldosos em outras pelo fato de ser magro/gordo,

pequeno/grande, moreno/branco e pra mim isso considerado bullying... (A1).

O aluno fez um comentrio em uma aula, e vrios colegas comearam a rir dele, esse tipo

de coisa acontece frequentemente. (A2).

Os meninos batem um no outro. (A4).

Um grupo de amigos caoando o outro porque ele no tinha feito o que os outros faziam.

(A5).

No caso dos professores, diretora e supervisora pedaggica, todos afirmaram j terem

presenciado atos de bullying. Quando questionados sobre qual interveno foi realizada,

Os alunos envolvidos foram chamados, foram advertidos e conscientizados dos problemas

causados. Os pais dos alunos foram comunicados do acontecido. (D).

Palestras, conversas, trabalhos realizados dentro e fora da escola. (S.P.).

Muito dilogo! (P1).

Aconselhamentos, palestras a respeito do assunto, punir os envolvidos. (P2).

Uma reflexo sobre o bullying escolar 74

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

Abordei os mesmo, e os adverti a respeito falando sobre a tica e o respeito ao prximo.

(P3).

Quando se trata dos aspectos diretos do bullying, Carloni e Vieira (2012) afirmam que os

atos de violncia costumam ser mais praticados por meninos, j as meninas tendem s prticas de

excluso e isolamento. Ao serem indagados sobre quem mais provvel de estar envolvido com a

prtica do bullying, 08 responderam que so os meninos, 01 respondeu que so as meninas e 01

respondeu que tanto meninas como meninos esto envolvidos com a prtica do bullying. Em relao

a quem mais vulnervel de ser vtima, 07 responderam que so os meninos, 02 responderam que

so as meninas e 01 respondeu que meninos e meninas esto propensos a serem vtimas do

fenmeno.

As respostas deixaram claras que, a maioria dos entrevistados j se deparou com as prticas

de bullying, demonstrando que os atos de violncia costumam acontecer com frequncia. Os

professores, a diretora e a supervisora alegaram que nos casos que presenciaram, ocorreram

intervenes e que so realizadas palestras, conversas, orientaes e trabalhos sobre o tema.

Segundo Silva (2010), certas atitudes podem se caracterizar em formas diretas ou indiretas

de prticas do bullying, sendo que, raramente a vtima sofre apenas um tipo de maus-tratos, pois, os

atos de violncia costumam ser praticados em grupo, contribuindo para a excluso social da vtima

e, em alguns casos, acarreta em evaso escolar.

De acordo com Leo (2010), a forma direta do bullying utilizada mais frequentemente nas

agresses cometidas por meninos, como os insultos, apelidos ofensivos de forma contnua,

xingamentos, comentrios racistas, roubo, as agresses fsicas, estragar objetos das vtimas,

extorso de dinheiro. J a forma indireta costuma ser praticada pelas meninas, sendo caracterizada

pela prtica do isolamento social da vtima, envolve a realizao de fofocas, difamaes, intrigas e

indiferena.

Foi perguntado aos professores, diretora e supervisora pedaggica qual a faixa etria mais

predisposta em envolver-se com o exerccio do bullying, 02 responderam que so os alunos de 10

at 15 anos de idade, 02 responderam que so os de at 10 anos de idade e 01 respondeu que a

prtica ocorre entre os alunos com at 10 anos, de 10 at 15 anos e com os de mais de 15 anos de

idade. J a faixa etria mais vulnervel para ser vtima, 03 responderam que so os alunos com at

10 anos de idade e 02 responderam que so os alunos de 10 at 15 anos de idade.

Nikodem e Piber (2011) observam que a ocorrncia do bullying mais frequente na faixa

etria entre 11 a 14 anos, devido esse ser um perodo marcado por mudanas corporais e de

ressignificao da imagem corporal, sendo que o fenmeno pode provocar no pr-adolescente ou

adolescente consequncias graves, que vo desde uma depresso at o suicdio.

Ao serem questionados sobre o que leva algum a cometer o bullying, os alunos

Uma reflexo sobre o bullying escolar 75

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

responderam:

Problemas na famlia, dentro de casa, insegurana em si mesmo assim tendo a necessidade

de diminuir os outros para sentir-se melhor. (A1).

Prazer, humor negro sei l, mas sei que as consequncias podem ser levadas pela vida

toda... (A2).

Alguma agresso ou excluso que j aconteceu com ele ou alguma pessoa que ele tenha

averso, ou alguma deficincia fsica vista pelo agressor na vtima. (A3).

O fato dele no gostar da pessoa. (A4).

Para mim o que leva algum cometer bullying j ter sofrido algum dia, e serve como

vingana. Acho tambm que a inveja um dos motivos. (A5).

As respostas dadas pelos alunos evidenciam que eles possuem certa noo sobre o que pode

levar algum a cometer o bullying, sendo capazes de observar que os motivos que incentivam os

agressores aos atos de violncia no so somente motivos triviais como prazer, no gostar da

pessoa, inveja, mas, tambm existem outros motivos mais profundos como problemas na famlia,

insegurana, agresso ou excluso sofrida anteriormente ou o prprio fato de o agressor j ter sido

vtima de bullying.

Conforme os alunos as consequncias que o fenmeno causa em suas vtimas so:

As consequncias so baixa auto-estima, tristeza, transtornos psicolgicos, etc. (A1).

Sentimento de inferioridade, dificuldade de se comunicar, dificuldade de falar em pblico e

vrias outras consequncias. (A2).

A vtima pode se tornar uma pessoa revoltada e ou se suicidar ou ento tentar se vingar

mais cedo ou mais tarde como o caso da escola de So Paulo. (A3).

Depresso, perda da auto-estima, doenas psicolgicas. (A5).

Os alunos tambm aparentam conhecer algumas das consequncias do bullying como baixa

auto-estima, tristeza, transtornos psicolgicos, suicdio, sentimento de inferioridade, sentimento de

vingana. O fenmeno pode acarretar na vida de suas vtimas marcas que, se no tratadas, sero

levadas para a vida toda.

Foi mencionado aos alunos qual seria a atitude adotada pela escola, para preveno e

combate ao fenmeno bullying:

Produzindo e realizando projetos educativos com o objetivo de informar os alunos sobre o

que o bullying, como evitar que isso acontea e tambm para que no pratiquem. (A1).

Falando de Deus, acredito que essa com certeza seja a forma mais eficaz, Deus transforma

Deus cura, Deus liberta. (A2).

Fazendo campanha, conscientizao e observando as pessoas e aos agressores uma sria

punio muito sria ao agressor. (A3).

Punindo as pessoas que praticam o bullying. (A4).

Uma reflexo sobre o bullying escolar 76

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

Fazendo campanhas, e adotando meios de correo, para aqueles que praticam o bullying.

(A5).

As respostas demonstram que os alunos conhecem o posicionamento que a escola deve

assumir frente prtica do bullying, realizando projetos educativos para informar os alunos sobre o

que o fenmeno, orientando-os sobre como evitar e para no praticarem o bullying, realizando

campanhas de conscientizao e adotando formas de correo para os que praticam a violncia.

Para Leo (2010), a escola tida como uma instituio de ensino que deve zelar e

comprometer-se com o bem estar e a aprendizagem de seus alunos, porm, este ambiente que

deveria ser sadio e agradvel tem-se tornado um lugar marcado por atos de violncia entre os

alunos, caracterizando o bullying.

Os professores elencaram que as causas e consequncias do bullying no ambiente escolar

so:

As crianas (boa parte delas) no so criadas com a ideia de igualdade, com o saber lidar,

conviver com as diferenas. O preconceito, s vezes, vem dos prprios pais com relao

raa, nacionalidade e condio social, por exemplo. (P1).

Pode causar at acontecer consequncias fatais. (P2).

Falta de respeito ao prximo, tica e valores. (P3).

As respostas dadas pelos professores sobre as causas e consequncias do bullying escolar

evidenciou que eles conhecem alguns motivos que levam algum a praticar o bullying, como a falta

do sentimento de igualdade, de saber lidar e conviver com as diferenas, a repetio do preconceito

apreendidos com os pais, falta de respeito ao prximo, falta de tica e de valores. Entretanto, tais

respostas deixaram visvel que pouco o conhecimento sobre o que leva algum a praticar os atos

de violncia e as consequncias dessa violncia na vida de suas vtimas.

Leo (2010) aponta que a prtica do bullying motivada pela necessidade que o sujeito tem

de se impor sobre o outro, tanto para demonstrao de poder, quanto para satisfao pessoal

(LEO, 2010, p. 119), existindo uma necessidade de auto-afirmao em relao s outras pessoas e

a si mesmo. J as consequncias que o bullying acarreta na vida de suas vtimas geram danos e

traumas que, em alguns casos, so irreparveis, podendo refletir em baixa auto-estima, depresso,

queda no rendimento escolar, estresse, sentimento de vingana e at suicdio.

Sobre como a escola pode prevenir e combater o bullying com uma interveno

interdisciplinar foi respondido:

A escola pode ajudar e muito com palestras, teatros, etc. (P1).

Conversar com os alunos e convidando psiclogos para tratar do assunto que to

complexo. (P2).

Uma reflexo sobre o bullying escolar 77

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

A escola, hoje, tem a responsabilidade tambm de ajudar no combate ao bullying atravs de

palestras, projeto e mesmo no dia-a-dia. (P3).

Trabalhando a auto-estima do aluno, fazendo pesquisa, palestras e muita tica entre aluno e

professor. (S.P.).

Para prevenirmos esse tipo de ato, sempre ministramos palestras e trabalhos na disciplina

de tica o assunto. (D).

Fante (In. Ministrio, 2010) afirma que as escolas demonstram interesse em adquirir

conhecimento sobre o fenmeno, argumentando que quando percebem a gravidade, se empenham

em estudar e entend-lo ainda mais e desenvolver aes antibullying (FANTE, In. MINISTRIO,

2010, p. 41). Contudo, evidencia que as escolas necessitam ter mais conhecimento sobre o assunto,

capacitando todos os profissionais, visando que eles sejam capazes de identificar, intervir e

encaminhar corretamente as situaes, alm de criar um programa que previna o bullying.

Analisando as falas dos professores, da diretora e da supervisora pedaggica, ficou claro que

a escola conhece seu dever no combate ao bullying, promovendo palestras e trabalhos sobre o

assunto, trabalhando a auto-estima do aluno e a tica entre aluno e professor. Alm disso, eles

propem que devem ser realizados teatros, projetos e mais palestras sobre o tema, conversas com os

alunos e convidar psiclogos para tratar do assunto.

O bullying uma violncia presente tanto em instituies pblicas como em instituies

particulares. A partir dos questionrios pode-se perceber que o fenmeno uma realidade na escola

pesquisada, sendo que esta procura desenvolver aes para o combate da violncia.

CONSIDERAES FINAIS

A realizao deste trabalho permitiu demonstrar a importncia de se conhecer o fenmeno

bullying, suas causas, consequncias, como ele se manifesta no ambiente escolar, bem como quais

as possveis estratgias que a escola pode adotar para combater e prevenir a ocorrncia dos atos de

violncia.

A pesquisa evidenciou a existncia do fenmeno nessa escola, sendo que os professores,

supervisora e diretora buscam estratgias para lidar com o assunto, entretanto, pode-se observar que

eles possuem pouco conhecimento sobre o que o bullying, reduzindo-o a agresses fsicas ou

verbais. Em se tratando sobre o que leva algum a praticar o bullying, notou-se pouco conhecimento

dos motivos que acarretam a violncia.

Verificou-se que a escola conhece sua responsabilidade no combate ao fenmeno, mas,

conforme as respostas apresentadas constata-se que ainda necessrio o desenvolvimento de mais

aes para combater os atos de violncias.

Os alunos expressaram saber um pouco sobre o significado do bullying, sendo que, quase

Uma reflexo sobre o bullying escolar 78

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

todos, afirmaram j terem presenciado atos de violncia. Evidenciaram conhecer um pouco sobre as

causas e consequncias do fenmeno e sobre o que leva algum a praticar o bullying. Eles tambm

ilustraram conhecimento sobre como a escola pode estar intervindo e combatendo o fenmeno.

Aps anlise dos dados coletados percebe-se que algumas das hipteses propostas para esse

trabalho foram confirmadas, tais como a necessidade do trabalho interdisciplinar no mbito escolar,

visando preveno e o combate do fenmeno, por meio de estratgias para enfrent-lo. Sendo que,

foi proposto a atuao de psiclogos para tratar do assunto e o trabalho da tica entre alunos e

professores. Como estratgias de enfrentamento os professores, a diretora e a supervisora

pedaggica propem alternativas como palestras, teatros, conversas com os alunos e trabalhar a

auto-estima deles, demonstrando que os profissionais desta escola esto envolvidos, de forma

conjunta, na tentativa de criar mecanismos para enfrentar a violncia.

Outra hiptese comprovada diz respeito s diversas consequncias que o fenmeno acarreta

nas vidas de suas vtimas, como baixa auto-estima, tristeza, transtornos psicolgicos, sentimento de

inferioridade, dificuldade em comunicar-se e em falar em pblico, sentimento de revolta e/ou de

vingana, depresso, podendo levar ao suicdio. Alm das consequncias apresentadas pelos

entrevistados, o bullying pode levar ao desinteresse escolar, transtorno do pnico, anorexia e

bulimia, fobia escolar e social, ansiedade e causar esquizofrenia.

No foi totalmente confirmada hiptese de que os protagonistas do fenmeno possuem o

perfil de insubordinao e crueldade (podendo ser pessoas que no sabem lidar com as frustraes,

sentindo necessidade de chamar ateno para si, bem como o desejo de pertencer a algum grupo,

tendo, como motivos que os levam a praticar o bullying, a vontade de alcanar o poder), j que os

entrevistados demonstraram no conhecer todos os motivos que levam uma pessoa a praticar o

bullying. Entretanto, as respostas dadas enfatizam que os motivos que levam uma pessoa a cometer

o bullying so problemas na famlia; insegurana em si mesmo, tendo a necessidade de diminuir os

outros para sentir-se melhor; prazer; devido alguma agresso ou excluso que j sofreu, utilizando-

se da violncia como forma de vingana; por no gostar da pessoa e/ou por inveja; por algumas

crianas no serem criadas com a ideia de igualdade, com o saber lidar e conviver com as

diferenas, repetindo o preconceito, que s vezes vem dos prprios pais; e devido falta de tica,

valores e respeito ao prximo.

No foi confirmada a hiptese de que os atuais meios de comunicao so responsveis por

influenciar as prticas de bullying escolar, contudo, autores como Carloni, Pimenta e Leite (2011)

acreditam que essa influncia ocorre por meio de programas e filmes violentos, jogos de

videogames violentos e cruis e atravs da disseminao do preconceito racial, social e sexual.

Com base nos dados coletados na pesquisa, apreende-se que apesar de o bullying estar

presente no ambiente escolar, suas causas, consequncias e os motivos que levam algum a pratic-

Uma reflexo sobre o bullying escolar 79

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

lo ainda so pouco conhecidos. Mesmo a escola buscando alternativas para combater o fenmeno,

ficou evidente que ainda a muito que fazer, sendo importante a criao de circuitos de palestras com

profissionais como psiclogos, assistentes sociais e professores para falar sobre os efeitos

psicolgicos, sociais e no mbito educacional, orientando alunos, professores e demais profissionais

da educao sobre como reconhecer se um aluno est sendo vtima de bullying, buscando

estratgias de enfrentamento.

As rodas de conversas com os alunos, para tratar dos assuntos que os perturbam na escola

so um timo caminho para descobrir se algum vtima do fenmeno. O dilogo entre a escola e

os pais ou responsveis dos alunos tambm importante para o enfrentamento do bullying. E, o

mais importante, estar informando sobre o que , de fato, o bullying, suas causas e consequncias

e buscar meios para enfrent-lo.

Essa pesquisa objetivou analisar as causas e consequncias do bullying, para possibilitar o

melhor desenvolvimento de crianas e adolescentes em idade escolar, visando oferecer um

referencial de pesquisa sobre o tema.

REFERNCIAS

BRITO, A. E. C.; MARTINS, L. F. Servio Social e a educao: Estratgias de preveno e

atuao no enfrentamento do fenmeno bullying junto a equipe interdisciplinar na escola Levi

Dures Perez. Dez. de 2012.

CARLONI, A. R.; PIMENTA, A. T.; LEITE, L. O. O Bullying no contexto escolar: Anlise de

estudantes da cidade de Januria MG. Jun. de 2011.

CARLONI, A. R.; VIEIRA, A. M. L. Bullying entre pares escolares: A percepo de professores

acerca do fenmeno no municpio de Montes Claros - MG. Nov. de 2012.

FANTE. Cleo. In. MINISTERIO, Cristina. Valentes de Planto: Quando a brincadeira no

inocente. AMAE Educando, Belo Horizonte, ano 43, n. 370, p. 38-41, abril/2010.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. So Paulo: Atlas, 2002.

GISI, M. L.; FILIPAK, S. T.; KERKOSKI, M. J. A manifestao do bullying na escola de

educao bsica O Espao/Tempo do Recreio. Disponvel em:

. Acesso em: 26 out.

2013.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATSTICA IBGE. Minas Gerais Montes

Claros Infogrficos: Dados gerais do municpio. Disponvel em:

. Acesso em: 24 ago. 2013.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATSTICA IBGE. Minas Gerais - Montes

Claros - Infogrficos: Escolas, docentes e matrculas por nvel. Disponvel em:

Uma reflexo sobre o bullying escolar 80

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

gerais|montes-claros|infograficos:-escolas-docentes-e-matriculas-por-nivel>. Acesso em: 06 out.

2013.

LAKATOS; MARCONI. Questionrios. In. BARROS, Talma Bastos. Conceitos em pesquisa

cientfica. Disponvel em: . Acesso em: 07 set. 2013.

LEO, L. G. R. O fenmeno bullying no ambiente escolar. Disponvel em:

. Acesso em: 26 out. 2013.

MATOS. Semi Estruturada. In. BARROS, Talma Bastos. Conceitos em pesquisa cientfica.

Disponvel em: .

Acesso em: 07 set. 2013.

MINAYO; LAKATOS. Pesquisa Qualitativa. In. BARROS, Talma Bastos. Conceitos em pesquisa

cientfica. Disponvel em: . Acesso em: 07 de Set. de 2013.

MINISTRIO DA EDUCAO MEC. Instituies de Educao Superior e Cursos

Cadastrados. Disponvel em: . Acesso em: 06 out. 2013.

NIKODEM, S.; PIBER, L. D. Estudo sobre o fenmeno bullying em escolas de ensino

fundamental e mdio da regio noroeste do RS. Disponvel em:

.

Acesso em: 28 out. 2013.

REIS, Teuler. Interveno escolar. In. BRANCO, Mariana. (Org.). Bullying no ambiente escolar:

Um basta lei do mais forte. Profisso Mestre. Ed. Humano Editorial Ltda., ano 12, n. 142, p. 12-

17, jul. 2011.

OLWEUS apud FANTE. In. SOUZA, Christiane Pantoja; ALMEIDA, Lo Csar Parente. Bullying

em ambiente escolar. Disponvel em:

. Acesso em: 20 out. 2013.

SALGADO, G. M. O bullying como prtica de desrespeito social: Um estudo sobre a dificuldade

de lidar com o bullying escolar no contexto do Direito. Disponvel em: . Acesso em: 15

out. 2013.

SECRETARIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONMICO, TURISMO, CINCIA E

TECNOLOGIA SMDETCT. Disponvel em:

. Acesso em: 24

ago. 2013.

SIEFERT, A. Pelo teu direito de ter uma boa lembrana da escola... Bullying no! Disponvel

em: . Acesso em: 06 out.

2013.

SILVA, A. B. B. S. Bullying: mentes perigosas nas escolas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

http://www.webartigos.com/artigos/conceitos-em-pesquisa-cientifica/10409/http://www.webartigos.com/artigos/conceitos-em-pesquisa-cientifica/10409/

Uma reflexo sobre o bullying escolar 81

Humanidades, v. 5, n. 1, fev. 2016.

TOMAR. Semi Estruturada. In. BARROS, Talma Bastos. Conceitos em pesquisa cientfica.

Disponvel em: .

Acesso em: 07 set. 2013.

TRIVIOS, A. N. S. Introduo pesquisa em cincias sociais: A pesquisa qualitativa em

educao. So Paulo: Atlas, 1987.