Unidade Neuromuscular

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Sistema MuscularCap: 06 Nervos, Potenciais de Membrana e Transmisso Nervosa. Cap: 07 Anatomia funcional e Contrao do Msculo.

Anatomia do Msculo

O SISTEMA MUSCULAR: OS MOTORES DO CORPO-Descrever os trs tipos de tecido muscular: liso, esqueltico e cardaco. -Discutir as funes do msculo esqueltico. -Descrever a macroestrutura do msculo esqueltico. -Discutir os trs tipos de aes musculares: concentrica, excntrica e isomtrica. - Descrever os papis que os msculos podem assumir. -Discutir os fatores que influenciam a fora desenvolvida durante a atividade muscular. -Entender o relacionamento entre produo de fora e velocidade de contrao do msculo.

O SISTEMA MUSCULOESQUELTICO Propriedades dos msculos: Elasticidade ------------------- Distenso Contratilidade ----------------- Contrao (Isotnica, Isomtrica e Isocintica) Tonicidade -------------------- Tnus

Os msculos so os motores que permitem as alavancas do esqueleto moverem-se ou mudar de posio.

TIPOS DE MSCULOS Tecido Muscular Estriados ou Esqueltico - Responsveis pelos movimentos voluntrios; Tecido Muscular Liso ou Visceral - Pertence vida de nutrio (digesto, excreo, etc); involuntrios; Msculo Cardaco ou Miocrdio - Vermelho e estriado, porm, involuntrio.

ESTRUTURA DO SISTEMA MSCULO ESQUELTICO

I - FUNES DO MSCULO ESTRIADO OU ESQUELTICO - Movimento e a manuteno da postura; - Produo de calor; - Proteo e a alterao da presso para auxiliar a circulao; - Absorventes de choques para proteger o corpo.

II - MICROESTRURA DOS MSCULOS ESQUELTICOS O tecido muscular no constitudo apenas por FIBRAS MUSCULARES. H tambm o TECIDO CONJUNTIVO que as envolve e se prolongam, formando os TENDES ou APONEUROSES que fixam o msculo a um osso.

O SARCMERO A UNIDADE CONTRTIL BSICA DO MSCULO.

CONSTITUIO HISTOLGICA DA FIBRA MUSCULAR

COMPONENTES DO MSCULO COMPONENTES ELSTICOS: So aqueles que retornam a sua forma original aps o relaxamento. Ex: Miofilamentos e o tecido conjuntivo.

COMPONENTES PLSTICOS: So aqueles que no retornam forma original cessada a contrao, se no houver influncia externa. Ex: Mitocndrias (30-35% volume muscular), Retculo Sarcoplasmtico Sistema Tubular (5% do volume muscular)

PELA MANH, QUANDO NOS ESPREGUIAMOS, H UMA DEFORMAO DOS COMPONENTES PLSTICOS DOS MSCULOS.

FORMA DOS MSCULOS

O ARRANJO DAS FIBRAS EM UM MSCULO

FUSIFORME= bceps, reto abdominal, sartrio. UNIPENADOS = semimembranoso BIPENADOS = reto femoral MULTIPENADOS = deltide

IV - AO MUSCULARTIPO DE AO FUNO FORA EXTERNA OPOSTA CONCNTRICA EXCNTRICA ISOMTRICA Acelerao Desacelerao Fixao Menor Maior Igual TRABALHO EXTERNO Positivo Negativo Nulo

RASC & BURKE, 1977

V CLASSIFICAO DOS MSCULOS

a)

AGONISTA = o msculo responsvel pela ao ao muscular desejada.

Ex. Flexo do do cotovelo = bceps braquial, Braquial e Braquiorradial b) ANTAGONISTA = Tem efeito contrrio do agonista, freia o movimento no retorno a posio inicial. Ex: Flexo do tronco: Agonista = mm do abdmem Antagonista = mm eretores da espinha

c) SINERGISTA = Msculos que exercem a mesma funo; Auxiliam na produo da ao desejada de um msculo agonista. d) ESTABILIZADOR, FIXADOR OU SUSTENTADOR = Estabiliza uma articulao para outro msculo (agonista) realizar o movimento. Referem-se a msculos isometricamente ativos para manter o membro movendo-se, quando o msculo de referncia se contrai. e) NEUTRALIZADOR = Cria um torque para opor uma ao indesejada de um outro msculo; Impedem que outros msculos, seno os desejados, executem a ao.

VI MECNICA DE CONTRAO

A ao responsvel pela contrao do msculo ocorre dentro do sarcmero, com as pontes cruzadas dos filamentos de miosina, puxam, soltam e reconectam-se aos locais especficos no filamento de actina.

SISTEMA NERVOSO E CONTROLE DA ATIVIDADE MUSCULAR

UNIDADE MOTORA = UNIDADE BSICA NEUROMUSCULAR 250 milhes de fibras musculares para 420 mil nervos motores.

OLHO = 1 motoneurnio enerva 10 fibras musculares QUADRCEPS = 1 motoneurnio enerva 150 fibras musculares

O CONTROLE MOTOR

Um estmulo simples do neurnio motor resulta em brusca resposta da fibra.

Sries repetidas de estmulo recebido do neurnio motor resultam em sries repetidas de respostas bruscas da fibra muscular, se o tempo entre cada estmulo sucessivo longo o suficiente.

TTANO Resulta de uma freqncia rpida (tempo menor entre cada estmulo), existindo ainda tenso na fibra quando ocorrer o prximo estmulo. Um estmulo continuado manter a tenso no msculo alta at que ocorra a fadiga.

VII A FORA DE CONTRAO MUSCULAR A fora mxima que um msculo capaz de desenvolver depende de vrios fatores relacionados ao seu estado.

WEINECK, 1991.

REA DA SEO TRANSVERSAL FISIOLGICA O aumento do nmero de sarcmeros em paralelo fibra muscular, aumenta o nmero de miofibrilas e, conseqentemente a fora muscular.

COMPRIMENTO MUSCULAR

A rea de seo transversal fisiolgica do msculo ativo dar uma indicao da fora de trao mxima que um msculo capaz de produzir, mas dependente do comprimento do msculo durante a contrao.

O pr-estiramento muscular, em at 15-25% de seu comprimento, cria condies ideais para a realizao de uma contrao eficaz, alcanando altos ndices de fora. O alongamento demasiado do msculo (mais de 30-35%) provoca uma reduo na fora em funo do afastamento entre os miofilamentos de actina e miosina, dificultando a formao da ligao actomiosnica.

VELOCIDADE DO ENCURTAMENTO A capacidade do msculo de gerar tenso inversamente proporcional a sua velocidade de contrao.

Um msculo que se contrai excntrica ou isometricamente capaz de produzir mais fora que um msculo que se contrai concentricamente.

PR-ALONGAMENTO Quanto menor o tempo entre o alongamento do msculo e a contrao concntrica subseqente, maior a fora de contrao.

HETEROGENEIDADE DAS FIBRAS MUSCULARES

A - Fibras Vermelhas Tipo 1 Alto teor de mioglobina possibilita uma ao muscular regular, contraem-se lentamente com elevada resistncia fadiga. B - Fibras Brancas Tipo 2 De contrao rpida, tm tempos de contrao mais reduzidos fadigando-se mais rapidamente.

FREQUNCIA DE ESTIMULAO Msculos lentos = 10 Hz Msculos rpidos 50 Hz

TIPOS DE FIBRAS MUSCULARESTIPO DE UNIDADE MOTORA FISIOLGICA (FUNCIONAL) MOTONEURNIO INERVADOR TONALIDADE HISTOLGICA

A

Contrao muito rpida Muita fora Alta fatigabilidade Glicoltica rpida Contrao rpida Fora moderada Resistente fadiga Glicoltica lenta Contrao lenta Baixa tenso Resistente fadiga Oxidativa

Branca FSICO

IIB

B

Branca FSICO

IIA

C

Vermelha TNICO

I

possvel se aplicar ao msculo quatro modos de trabalho, os quais correspondem a diferentes resultados, relacionados ao desenvolvimento em comprimento do ventre e dos tendes do msculo interessado (LAPIERRE, 1982).

1. 2. 3. 4.

CONTRAO COMPLETA E ESTIRAMENTO COMPLETO (CURSO TOTAL) CONTRAO INCOMPLETA E ESTIRAMENTO COMPLETO (CURSO EXTERNO) CONTRAO COMPLETA, ESTIRAMENTO INCOMPLETO (CURSO INTERNO) CONTRAO INCOMPLETA, ESTIRAMENTO INCOMPLETO

CLASIFICAO E TIPOS DE FORA

1.

Conceitos de fora A capacidade de vencer, suportar ou atenuar uma resistncia mediante a atividade muscular (PLATONOV & BULATOVA, 2003).

2. Tipos de fora muscular 1.Fora mxima ou pura = capacidade mxima do indivduo em uma contrao voluntria mxima. 2. Fora-velocidade ou explosiva = capacidade do sistema neuro-muscular em mobilizar o potencial funcional para manifestar elevados nveis de fora no menor perodo de tempo possvel. 3. Fora-resistncia ou resistncia muscular = capacidade de manter ndices de fora relativamente altos durante o maior perodo de tempo possvel.

EFEITOS DO TREINAMENTO DE FORA A adaptao do organismo ao treinamento de fora est relacionada s transformaes ocorridas:

Msculos = hipertrofia e aumento da densidade dos elementos contrteis dentro a clula muscular;. Sistema. Nervoso = ramificao dos motoneurnios e no aumento das clulas nos gnglios; Freqncia dos impulsos, melhor capacidade funcional ou coordenao inter e intramuscular. Tecido sseo = aumento da densidade ssea, sua maior elasticidade, e hipertrofia das salincias sseas de insero nos tendes. Reservas energticas =Reservas de fosfagnios ATP e CP, de glicognio muscular e heptico, eficcia da circulao sangunea perifrica,

REFLEXOS DE PROTEO MUSCULAR O msculo protegido de leses por dois tipos de clulas nervosas : o FUSO NEUROMUSCULAR e o FUSO NEURO-TENDINOSO. Se as clulas musculares forem alongadas, os fusos neuromusculares tambm so alongados. Se o msculo for alongado demais, essas clulas enviam para o sistema nervoso central um sinal de que o msculo est passando dos seus limites. Rapidamente, o SNC desencadeia um sinal que faz com que o msculo seja contrado, precavendo assim uma distenso muscular. Esse fenmeno denominado de REFLEXO MIOTTICO. J os fusos neuro tendinosos funcionam ao contrrio dos neuromusculares. Eles informam ao SNC a real tenso exercida pelos msculos. Se a tenso for excessiva, enviado um impulso do fuso neuro tendinso ao SNC e outro de volta ao msculo. Esse impulso tem a funo inibitria e faz com que o msculo se relaxe, diminuindo a tenso.

LEI DO TUDO OU NADA = A intensidade da contrao muscular no dependente da fora do estmulo da mesma.

A intensidade da contrao pode ser controlada de duas maneiras: 1. 2. Variando o nmero de unidades motoras de um msculo; Variando a freqncia da descarga excitatria nervosa.

1.

MOTONEURNIOS FSICOS - Permitem uma alta velocidade de conduo

2. MOTONEURNIOS TNICOS - So mais finos e com menor velocidade de contrao.

MECANISMOS ENERGTICOS

1) REPOUSO: - A demanda de energia de 1 MET (Multiples of the Resting Energy Requeriments) que equivale a 3,5 ml/kg/min ou 1 Kcal/kg