UNIFORMES LUSO UUSO UNIFORMES -BRASILEIROS LUSO .Uniformes LUso-BrasiLeiros nas GUerras do sUL Contra

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  • UNIFORMES LUSO-BRASILEIROS

    NAS GUERRAS DO SUL CONTRA OS ESPANHIS

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    A RECUPERAO DE UM DOCUMENTO DO SCULO XVIII

    DA COLEO DO ARQUIVO NACIONAL DO RIO DE JANEIRO

    Restaurao digital, texto e ilustraes adicionaisD H

    Reviso de texto M B C O P

    Coordenao editorial IFSULDEMINASC O P

    Pouso Alegre, Minas Gerais2012

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    UNIFORMES LUSO-BRASILEIROS

    NAS GUERRAS DO SUL CONTRA OS ESPANHIS

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    A RECUPERAO DE UM DOCUMENTO DO SCULO XVIII

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    Um poUCo de histria

    Exploradores e aventureiros vrios ignoravam os tratados entre as metrpoles e se embre nham nas matas, deformando a li-nha demarcatria em busca de ndios para escravos e mais tarde de metais e pedras pre-ciosas.

    Foram os espanhis, a partir do Peru, os primeiros a chegar ao rio da Prata.

    Para explorar suas terras americanas, os soberanos portugueses criaram as Capitanias Hereditrias e os espanhis, os Adelantados.

    Diferentemente dos donatrios portugue-ses, apoiados ainda que mal pela coroa, cabia aos Adelantados promover por sua conta e ris-co a conquiTa de novas terras.

    O primeiro Adelantado foi Pedro de Mendoza e sua jurisdio icava na faixa do eTreito de Magalhes, fazendo fronteira com os domnios portugueses.

    Chegando em 1535, fundou uma povoa-o que chamou de Porto de Santa Maria de Buenos Aires. Depois de muitos combates com os ndios que habitavam a regio, Pedro de Mendoza decidiu deixar no vilarejo um pequeno deTacamento e pros seguir viagem na explorao do rio. Aps fundar outro vi-larejo, Boa Esperana, o Adelantado designou dois de seus seguidores para prosseguir na explorao do rio e na busca da comunicao com o Peru. Joo de Ayolas e Martinez de

    einos rivais desde que Afonso Henriques, herdeiro do con- dado de Portucale, conquiTou a sua independncia do rei-no de Leo e CaTela, aps a

    vitria na batalha de Ourique em 1139, Portugal e Espanha se lanavam, no inal do sculo XV, numa corrida rumo s riquezas do Oriente, o que acabou levando descoberta do chamado Novo Mundo.

    O tratado de Tordesilhas surgiu para dividir todas as terras recm descober-tas e ainda por descobrir entre Portugal e Espanha, usando para isso o meridiano que passava a oeTe do arquiplago de Cabo Verde. O problema era que no s a locali-zao das ilhas no era precisa, como tam-bm nunca se chegou a uma concluso exata de qual das ilhas deveria balizar o tal meri-diano, da as dvidas e varia das interpreta-es dadas a sua posio.

    Ciumentos das prprias descobertas e rivais entre si, os reis de Portugal e Espanha no cessavam de forar a linha do meridiano a im de conseguir com o seu deslocamento maiores nacos de territrio.

    Nas terras recm descobertas, os primei-ros colonos eram eTimulados a avanar sempre mais, os espa nhis para leTe e os portugueses para oeTe, a im de conseguir com suas botas as terras que os diplomatas tentavam obter com os tratados.

    Na Amrica do Sul, pelo meridiano, as terras que cabiam a Portugal eTendiam-se da ponta norte do que hoje o Par at a atual Laguna, no eTado de Santa Catarina, englobando ainda a ilha de Santa Catarina.

    Um Pouco de Histria

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    por formao, compreender com maeTria o uso da artilharia em batalha, trazendo-a para a frente, para abrir o combate, atordoando o inimigo com o bombardeio para depois de-Tro-lo com a cavalaria e a infantaria.

    Os canhes eram classiicados por calibre, a medida do dimetro da bala utilizada ou, mais comumente, pelo peso em libras das ba-las. As peas de campanha variavam de 3 a 16 libras (7,25kg) e as de fortaleza ou de stio podiam chegar a 48 libras (21.7kg).

    Os reparos, ou carroes, que carregavam os canhes propriamente, eram de madeira slida, reforada de ferro, pois o recuo da pea depois de um tiro podia deTroar um reparo mais frgil ou mal conTrudo. Os reparos coTumavam ser pintados para pro-teger a madeira das intempries. Sabemos que os auTracos pintavam seus reparos de amarelo-ocre, os ingleses de cinza-azulado, os franceses de Lus XV de vermelho e os de Lus XVI, da Revoluo e os artilheiros de Napoleo, de verde-oliva escuro. Um nico documento exiTente na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro moTra um artilheiro por-tugus de cerca de 1750 com um canho ver-melho com ferragens negras. No podemos airmar se era eTa a regra geral. Sabemos, no entanto, que era comum dar uma ou mais de-mos de pixe para impermeabilizar a madei-ra, deixando-a negra. As partes de ferro eram quase sempre pintadas de preto para impedir a corroso.

    A munio utilizada era a bala esfrica de ferro fundido slido ou a granada, uma bala oca, recheada de balas menores, com um pavio que a fazia explodir em meio ao ini-migo, antes de atingir o cho. O alcance era de cerca de 300 metros para os calibres pe-quenos e cerca de 900 para as peas maiores, sendo cerca de 600 metros uma medida tida

    sculo XVIII viu a intro-duo de uma srie de me-lhoramentos nas tticas e materiais empregados pelos exrcitos.

    bem verdade que boa parte desses me-lhoramentos j vinha sendo implementada desde a metade inal do sculo anterior, com as novidades criadas pelo rei GuTavo Adolfo da Sucia (1594-1632), e copiadas por quase todos os exrcitos da Europa.

    Na parte ttica, as maiores modiicaes aconteceram no fator mobilidade. GuTavo Adolfo entendia a importncia de avanar sempre, no descuidando jamais de eTar pre-parado para oferecer batalha onde quer que a necessidade surgisse. Os sucessores naturais dessa ilosoia sero o rei da Prssia, Frederico II (1712-1786), no inal do sculo XVIII, e Napoleo, da Frana (1769-1821) no sculo XIX, ambos, porm, com nenhuma inlun-cia no perodo de nosso eTudo.

    A maior contribuio de GuTavo Adolfo, no entanto, foi quanto mobilidade da arti-lharia. Pela primeira vez a artilharia deixava de ser um inTrumento para o stio de forta-lezas e cidades, passando a ter efeito direto nas batalhas. O uso de canhes mais leves, que pudessem ser tracionados por pare lhas de cavalos, trouxe a artilharia para o centro das batalhas. Convm lembrar aqui que um canho mais leve ainda pesava duas ou mais toneladas!

    Mais uma vez, Frederico II e Napoleo sero os discpulos diretos dessa ttica, o pri-meiro criando o que viria a ser conhecido no mundo inteiro como artilharia a cavalo, iTo , uma artilharia onde no s as peas so tra-cionadas a cavalo, mas tambm os artilheiros so montados, aumentando draTicamente a sua mobilidade. Coube a Napoleo, artilheiro

    a orGanizao miLitar

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    a orGanizao miLitar

    armamento

    uanto s armas, embora se procurasse seguir um pa dro, a indTria era ainda mui-to rudimentar para conse-guir consiTncia absoluta.

    comum encontrarmos, em antiqurios e colees de museus e particulares, exempla-res de espadas e fuzis com a mesma marca de origem e com tamanhos e dese nhos com alguma variao. Como no havia patentes, adquiriam-se armamentos se guin do o mes-mo padro geral em vrios fornecedores di-ferentes, acarretando ainda mais diferenas. Isso sem contar com consertos e adaptaes feitos localmente, por artices do prprio ba-talho ou regimento ou das localidades onde

    as tropas eTacionavam. O prprio desen-volvimento tecnolgico impunha suas mo-diicaes, adaptando, por economia, armas antigas a siTemas mais modernos. Isso pde ser observado durante a guerra do Paraguai, quando o Brasil capturou canhes do scu-lo XVII raiados segundo a tecnologia mais moderna em voga nos arsenais europeus. O arsenal do Rio de Janeiro era famoso pelas transformaes feitas em velhos mosquetes de pederneira do sculo XVIII, adaptados para o novssimo siTema de fulminante. L-minas de espadas eram importadas da Eu-ropa e as empunhaduras colocadas aqui. A despeito das restries por parte da metr-pole, havia fabricantes de piTolas e armas de caa nos principais centros de Minas, B