UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO .Conhecer nossas fraquezas e nossas vantagens são deveres

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

PS-GRADUAO LATO SENSU

PROJETO A VEZ DO MESTRE

MOTIVAO COMO FERRAMENTA DE EFICINCIA NAS

ORGANIZAES

Por: Mnica de Oliveira Lima

Orientador

Prof. Dr. Srgio Majerowicz

Rio de Janeiro

2010

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

PS-GRADUAO LATO SENSU

PROJETO A VEZ DO MESTRE

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MOTIVAO COMO FERRAMENTA DE EFICINCIA

NAS ORGANIZAES

Apresentao de monografia Universidade

Candido Mendes como requisito parcial para

obteno do grau de especialista em Gesto de

Recursos Humanos

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AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar ao incomparvel Sr.

Jesus Cristo por simplesmente tudo o

que diz respeito minha vida.

Seguidamente, ao meu futuro marido

Antonio Serdoura, pelo incentivo e

importncia estimada aos estudos. Aos

meus amigos do trabalho: Renata

Razuk, Paulo Roberto Almeida e Sergio

Baena pela assistncia, entre tantas,

com a nova ortografia brasileira. A

Nerinilde, colega de classe, pela troca

de informaes. E por fim, s minhas

lindas filhinhas: Susy e Florzinha pela

doce companhia frente ao computador.

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DEDICATRIA

Ao meu pai por ter dito: ... no deixarei

bens materiais, mas o que eu puder fazer

pela educao dos meus filhos eu farei...

e minha mezinha por ter

pacientemente se dedicado aos seus

filhos sem reclamar por nenhum instante.

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RESUMO

A motivao fundamental pra qualquer empreendimento que se faa

na vida, especialmente para algo que exige um esforo maior, como o caso

do trabalho, e dentro da perspectiva de uma estrutura organizacional, o

problema da motivao dar forma organizao para obter um alinhamento o

mais prximo possvel entre os interesses da empresa e de seus funcionrios,

com limites estabelecidos e respeito mtuo, ainda que os dois em questo

sejam extremidades de uma mesma linha. Motivao um tema que sempre

despertou interesse, dada a sua relao com o empenho, o reconhecimento e

as recompensas nas suas mais diversas modalidades. A lio que nos fica a

de que o comportamento das pessoas o resultado de diferentes motivaes,

e o que motiva uma pessoa pode no motivar outra, e o que nos motiva em um

determinado momento pode no motivar em outro.

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METODOLOGIA

Atualmente com o advento da era digital, tornou-se um vetor comum que

as pesquisas sejam feitas atravs do uso da internet, mas esse no foi o caso;

as anlises foram feitas exclusivamente atravs de livros adquiridos na

biblioteca, tanto da Universidade Candido Mendes, quanto na existente no

Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, local de trabalho. Publicaes

estas atualizadas e contemporneas, mas houve tambm buscas em lojas de

livros usados, ou seja, os locais conhecidos como sebo. Em busca de mais

informaes, tambm foram coletados dados em peridicos conceituados, o

que serviram pra enriquecer o trabalho.

7

SUMRIO

INTRODUO 08

CAPTULO I - A Organizao 10

CAPTULO II - O Administrador e o Cientista 13

CAPTULO III A Motivao 15

CONCLUSO 44

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 47

BIBLIOGRAFIA CITADA 49 ANEXOS 50

NDICE 68

FOLHA DE AVALIAO 70

8

INTRODUO

As empresas, assim como outras organizaes econmicas, servem

para coordenar as aes de grupos de pessoas e motiv-los a exercer as

atividades necessrias. Acontece que o problema de motivar pessoas em

organizaes surge do fato de que o prprio interesse delas pode impedi-las

automaticamente de agir conforme a organizao gostaria. Essa divergncia de

interesses ocorre porque os membros individuais de uma organizao

normalmente no so responsveis por todos os custos e benefcios das aes

que executam e das decises que tomam dentro da organizao.

Consequentemente, quando tomam decises - sobre como usar seu tempo,

quanto de dedicao dispensar a um trabalho, quais riscos correr -, as

escolhas que parecem melhores do ponto de vista pessoal podem no atingir o

valor total mximo gerado para a organizao. Mesmo que tenham mais

conhecimentos ainda a serem aplicados, elas podem no levar isso totalmente

em conta.

Da perspectiva de uma estrutura organizacional, o problema da

motivao dar forma organizao - s pessoas, arquitetura, s rotinas e

aos processos e tambm cultura - para obter um alinhamento mais prximo

entre os interesses da organizao e de seus membros e, assim, aumentar a

eficincia das escolhas que fazem.

Percebe-se a importncia de uma pessoa motivada quando

encontramos um ambiente agradvel para poder desenvolver as tarefas do dia-

a-dia, pois passamos boa parte de nossas vidas dentro de nossas empresas e

podemos consider-la nossa segunda casa. importante, portanto, fazer

desse ambiente um local agradvel para a convivncia com as demais

pessoas, podendo afirmar que um ambiente mais tranquilo facilita um melhor

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trabalho em equipe, aumentando assim a sinergia entre os colaboradores,

propiciando tambm uma relao mais saudvel entre os colegas. Os

resultados almejados pela organizao tendem a aparecer naturalmente, como

consequncia dessa boa relao de um ambiente mais agradvel.

Mas com toda cobrana que existe e os constantes compromissos

interminveis, no tarefa fcil manter um ambiente sempre motivado, por isso

so necessrios os combustveis fundamentais para a sua manuteno.

Esses combustveis so aes feitas pela organizao sempre em prol de um

ambiente propcio execuo das tarefas: atividades como, por exemplo,

integraes realizadas de tempos em tempos abordando temas que enfatizem

a poltica motivacional, um espao para lazer ou descanso, entre outras aes

que possam colaborar com um melhor clima organizacional. Muitas teorias tm

se sucedido, muitas vezes se completando, outras vezes eliminando crenas

tidas como verdades at ento.

Estudos apresentados pelos autores no tm o propsito de restringir

comportamentos, mas possibilitar um esclarecimento sobre os diferentes tipos

de pessoas elucidando as diversas reaes de atitudes de cada um de ns. O

conhecimento dos temperamentos e atitudes um instrumento importante para

a compreenso de nossas prprias reaes. Conhecer nossas fraquezas e

nossas vantagens so deveres bsicos para encontrarmos uma vida

equilibrada. Assim sendo, esse equilbrio tambm pode ser encontrado quando

se conhece e respeita o perfil do prximo. Com limites estabelecidos e respeito

mtuo, fica mais fcil uma relao a dois, ainda que os dois em questo sejam

extremidades de uma mesma linha.

Hoje aceito o conceito de que h uma parte da personalidade

humana que gentica, ou seja, que j nasce conosco e outra, moldada a

partir da interao com o ambiente em que vivemos, por meio de nossas

experincias de vida, relacionamentos e traumas.

10

Jean-Paul Sartre, filsofo francs, ao atingir a maturidade, disse algo

muito sbio: que, se em outras pocas pensava nos problemas, doravante

pensaria apenas nas solues. (SAGARDOY, Walter, 2005, p.31).

CAPTULO I

A ORGANIZAO

...Se Deus por ns, quem ser contra ns.

Porm, antes de comear o estudo sobre motivao precisamos

entender inicialmente sobre as organizaes em si. O que so elas? Como

podem ser concebidas? Que espcies de problemas se levantam nelas que

envolvem os gestores e colaboradores?

Primeiramente importante reconhecer que a prpria idia de

organizao deriva do fato de um indivduo no ser capaz sozinho de satisfazer

todas as suas necessidades e aspiraes porque lhe falta talento, fora, tempo

ou perseverana; deste modo ele sente que tem que contar com outros para

ajud-lo na realizao das suas necessidades. medida que vrios indivduos

foram coordenando seus esforos, concluram que se conseguia realizar mais

em conjunto do que cada um por si.

A fim de a coordenao ser eficiente tm que existir objetivos a serem

atingidos, e um acordo entre as partes que coordenam os seus esforos. Uma

segunda ideia base inerente ao conceito de organizao a obteno de

alguns fins ou objetivos comuns, atravs da coordenao de atividades.

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As sociedades humanas chegaram concluso de que podem

alcanar com mais facilidade os seus diferentes objetivos se distriburem por

diversos indivduos as funes a serem realizadas. Se cada uma das tarefas

requer mais do que um indivduo, a diviso do trabalho d-se entre

organizaes. Como sabemos da nossa experincia diria, na maior parte das

organizaes em que participamos, a autoridade encontra-se normalmente

personificada numa complexa hierarquia de posies e de postos. Cada

posio tende a definir para si uma rea de trabalho (diviso de trabalho), e

que em teoria possui autoridade para assegurar que a parte da tarefa que lhe

for confiada ser realizada de acordo com o plano estabelecido superiormente.

A coordenao assim organizada pelo estabelecimento, pela autoridade

mxima, com um quad