UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE ...· Ao Educador Físico Rodrigo Celes,

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UNIVERSIDADE DE BRASLIA

FACULDADE DE MEDICINA

PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM CINCIAS MDICAS

PROTOCOLO DE AVALIAO ISOCINTICA DO MSCULO QUADRCEPS EM

INDIVDUOS COM DOENA PULMONAR OBSTRUTIVA CRNICA GRAVE

LUCIANA VIEIRA TAVERNARD DE OLIVEIRA URACHE

BRASLIA - DF

2009

LUCIANA VIEIRA TAVERNARD DE OLIVEIRA URACHE

PROTOCOLO DE AVALIAO ISOCINTICA DO MSCULO QUADRCEPS EM

INDIVDUOS COM DOENA PULMONAR OBSTRUTIVA CRNICA GRAVE

Dissertao de Mestrado apresen-

tada ao programa de Ps-Graduao em

Cincias Mdicas da Faculdade de Medi-

cina da Universidade de Braslia, como

requisito parcial para obteno do ttulo

de Mestre em Cincias Mdicas, sob

orientao do Prof. Dr. Carlos Alberto de

Assis Viegas; e co-orientao do Prof. Dr.

Csar Augusto Melo e Silva.

BRASLIA - DF

2009

ii

Maria Clara, que fez tudo na vida ter outro sentido e outra cor...

AGRADECIMENTOS

iii

Agradecimentos

Ao Autor da vida, meu louvor e minha gratido;

Ao Prof. Dr. Carlos Viegas, pela oportunidade oferecida e tambm pela confiana

em mim depositada;

Ao Prof. Dr. Csar Augusto, mestre e amigo, pela pacincia e correes, mesmo

quando acima da linha do Equador... mais uma vez, muito obrigada pela generosidade em

partilhar comigo o que h de mais precioso: sua sabedoria e seu tempo;

Aos Prof. Dr. Gustavo Carvalho e Srgio Leite, exemplos na profisso e na vida

em mais de uma dcada de convvio, pela gentileza em ser parte desta banca e pelas

contribuies certamente pertinentes;

Ao Prof. Dr. Martim Bottaro, por abrir as portas da Faculdade de Educao Fsica

para a realizao deste projeto, e tambm pelos valiosos ensinamentos a respeito das

peculiaridades da avaliao muscular isocintica;

Ao Educador Fsico Rodrigo Celes, que com seus conhecimentos encurtou

consideravelmente meu perodo de aprendizado no manuseio do dinammetro

isocintico;

Ao Andr, tcnico do Laboratrio de Fisiologia do Exerccio, pelo imprescindvel

apoio e pela permanente disponibilidade, mesmo nos feriados de fim-de-ano;

minha famlia, pedra angular, por ter me ensinado tudo que verdadeiramente

importa;

E ao meu esposo, Glauco, por caminhar ao meu lado e me incentivar a sempre

continuar sonhando.

iv

A mente que se abre a uma nova idia jamais volta ao seu tamanho original.

Albert Einstein

SUMRIO

v

Sumrio

Lista de Ilustraes................ vii

Lista de Siglas e Abreviaturas................ viii

Resumo................. ix

Abstract......................... x

I. Introduo................................................................................................ 11

II. Objetivos................................................................................................................. 20

III. Pacientes e Mtodos........................................................................................... 21

3.1 DELINEAMENTO DO ESTUDO..................................................................... 21

3.2 PACIENTES...................................................................................................... 21

3.2.1 Critrios de incluso................................................................................ 21

3.2.2 Critrios de excluso............................................................................... 22

3.3 INSTRUMENTOS............................................................................................. 22

3.3.1 Medidas antropomtricas........................................................................ 22

3.3.2 Espirometria............................................................................................ 22

3.3.3 Gasometria arterial.................................................................................. 23

3.3.4 Avaliao isocintica do msculo quadrceps......................................... 23

3.4 ESTUDO-PILOTO............................................................................................ 24

3.5 PROCEDIMENTOS.......................................................................................... 24

SUMRIO

vi

3.6 ANLISE ESTATSTICA................................................................................ 25

IV. Resultados............................................................................................................. 26

V. Discusso................................................................................................................ 30

VI. Concluso............................................................................................................. 35

Referncias Bibliogrficas....................................................................................... 36

Anexo............................................................................................................................ 44

Anexo 1 Parecer do Comit de tica em Pesquisa.................................... 44

Apndice....................................................................................................................... 45

Apndice 1 Termo de Consentimento Livre e Esclarecido............................ 45

LISTA DE ILUSTRAES

vii

Lista de Ilustraes

Quadro 1. Classificao espiromtrica da gravidade da DPOC............................ 13

Quadro 2. Efeitos sistmicos da DPOC................................................................ 13

Quadro 3. Anormalidades fisiopatolgicas extra-pulmonares da DPOC.............. 17

Quadro 4. Recomendaes para testes especficos de fora em indivduos

saudveis..............................................................................................

18

Tabela 1. Caractersticas antropomtricas, espiromtricas e gasomtricas dos

indivduos estudados............................................................................

27

Tabela 2. Pico de torque, trabalho total e ndice de fadiga em duas sries com

cinco repeties cada, com intervalo de repouso de 30, 60 ou 120

segundos entre elas...............................................................................

27

Grfico 1. Representao do pico de torque nas sries e intervalos estudados..... 28

Grfico 2. Representao do trabalho total nas sries e intervalos estudados....... 28

Grfico 3. Representao do ndice de fadiga nos intervalos estudados............... 29

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

viii

Lista de Siglas e Abreviaturas

ADP Adenosina-difosfato

ATP Adenosina-trifosfato

ASEP American society of exercise physiologists

CVF Capacidade vital forada (em % predito).

DPOC Doena pulmonar obstrutiva crnica.

IMC ndice de massa corporal (em Kg/m2).

IF ndice de fadiga (em porcentagem).

HUB Hospital Universitrio de Braslia.

PaO2 Presso parcial arterial de oxignio (em mmHg).

PaCO2 Presso parcial arterial de dixido de carbono (em mmHg).

pH Potencial hidrogeninico.

PT Pico de torque (em N.m-1).

PLATINO Proyecto latinoamericano para la investigacin de la enfermedad

obstructiva crnica.

TT Trabalho total (em J).

VEF1 Volume expiratrio forado no primeiro segundo (em % predito).

VEF1/CVF Relao entre volume expiratrio forado no primeiro segundo e

capacidade vital forada.

RESUMO

ix

Resumo

Contexto: A debilidade muscular provocada pela doena tem impacto significativo na

qualidade de vida do indivduo com doena pulmonar obstrutiva crnica (DPOC),

correlacionando-se com nmero de exacerbaes e mortalidade. Medir a fora muscular

torna-se, portanto, de extrema importncia para a avaliao desses indivduos. A ausncia

de padronizao quanto ao nmero de sries e intervalo de recuperao no protocolo de

avaliao isocintica pode gerar resultados dspares, dificultando a compreenso e

comparao entre os estudos. Objetivo: Analisar o efeito de duas sries e trs intervalos

de repouso na medida de fora isocintica do quadrceps, a fim de identificar o protocolo

adequado para realizao do teste. Mtodos: Indivduos com DPOC grave ou muito grave

realizaram trs testes isocinticos para avaliao da musculatura extensora do joelho,

velocidade angular de 60s-1, com intervalos de recuperao de 30, 60 ou 120 segundos.

Cada teste consistiu em duas sries de cinco repeties, nas quais foram mensurados pico

de torque, trabalho total e ndice de fadiga. Resultados: Nos 20 indivduos estudados

(66.1 7.4anos, 70 10.8kg, 167.4 6.2cm, VEF1 36.5 10.1% do predito), no houve

diferena significativa nos valores de pico de torque, trabalho total e ndice de fadiga,

independente do nmero de sries ou da durao do intervalo de recuperao entre elas.

Concluso: Em indivduos com DPOC grave ou muito grave, a fora muscular do

quadrceps pode ser avaliada por meio de protocolo isocintico composto por uma srie de

contraes com cinco repeties; se forem realizadas duas sries, 30 segundos de intervalo

entre elas suficiente para garantir a recuperao muscular.

Palavras chaves: doena pulmonar obstrutiva crnica; fora muscular; teste isocintico; e

padres de referncia.