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Vacinas - Material didático 2011

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Material didático 2011 / Projeto Imunologia nas Escolas. Atividade 6 - Sistema Imune e Vacinas

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  • Projeto Imunologia nas Escolas Instituto de Investigao em Imunologia - Instituto Nacional de Cincia e

    Tecnologia

    Escola Estadual Romeu de Moraes

    VACINAS (atividade #6)

    So Paulo, 2011

  • 1Projeto Imunologia nas EscolasAtividade #6 VACINAS

    Roteiro do professorNOVEMBRO 2011

    Estrutura da atividade:

    1) Apresentao do vdeo A revolta da Vacina (10 min)

    2) Representao da Resposta Imune (10 min)

    Utilizando o kit de clulas impressas: Mostrar o macrfago reconhecendo os antgenos (crculos vermelhos) O macrfago processa e apresenta o antgeno para o linfcito T Mostrar que por outro lado os linfcitos B podem reconhecer antgenos

    tambm diretamente, se diferenciam a plasmcitos e produzem anticorpos Mostrar a lise de uma clula infectada atravs da figura

    3) Discusso das fichas com texto (50 min)

    Ficha #1 - Descoberta a vacina: retomar o que j foi discutido na 1 aula Ficha #2 - Perguntas e respostas vacinas: O que uma vacina? Qual a

    diferena entre vacina e soro? Como so produzidas as vacinas? Como funcionam as vacinas? Quais os tipos de vacinas existentes atualmente? Quais os principais efeitos colaterais das vacinas?

    Ficha #3 - Calendrio de vacinas crianas. Observe o calendrio de vacinao para crianas: Por que algumas vacinas so dadas desde o nascimento? Por que algumas vacinas precisam de vrias doses? Por que algumas vacinas so dadas apenas em determinadas situaes?

    Ficha #4 - Histrico das vacina 1 e 2: Observe alguns acontecimentos importantes na histria das vacinas. Comente algum evento que voc achou interessante. Por que? Que mudanas voc considera importantes nesses dois sculos de histria da vacina no mundo?

    Principais conceitos estruturantes da atividade: i) Teoria dos germes (a concepo de que as doenas so causadas por microorganismos)ii) Anticorposiii) Antgenos

  • 2iv) Vacinav) Resposta primria e secundriavi) Memria imunolgicavii) Revolta da vacina

    3) Aula Prtica (30 minutos)

    i) Teste de gravidezii) Teste de aglutinao do ltex-PCR

    4) Avaliao da atividade (5-10min.)

    No final, formar um grupo pequeno com aproximadamente 10 pessoas interessadas para discutir como foi a experincia do grupo com as atividades propostas durante este dia e tambm durante o ano. Pedir sugestes para tornar mais interessante as atividades.

    Roteiro de questes:

    i) Gostaria que vocs descrevem o aula.

    ii) Quais informaes vocs consideram mais relevantes?

    iii) O que mais chamou a ateno de vocs no vdeo? O que vocs entendem por revolta da vacina? Vocs j tinham informaes sobre essa revolta?

    iv) D exemplos de informaes que vc aprendeu nessa aula e que achou interessante.

    v) Como vocs explicariam o que uma vacina para uma pessoa que no participou dessa aula?

    vi) Como vocs definem anticorpos e antgenos?

    vii) Como vocs avaliam os textos utilizados nessa aula?

    viii) O que a atividade prtica acrescentou aula?

    ix) Quais sugestes vocs dariam para melhorar essa aula em relao:a. - ao vdeob. - aos textosc. - a atividade prtica

  • Como foi descoberta a vacina

    Durante quase 20 anos, entre as dcadas de 1780 e 1790, Jenner colecionou uma srie de dados mostrando que indivduos previamente contaminados por uma doena bovina, similar varola humana, ficavam refratrios varola.

    Ao observar que as mulheres responsveis pela ordenha quando expostas ao vrus bovino tinham uma verso mais suave da doena, ele recolheu o lquido que saa destas feridas e o passou em cima de arranhes que ele provocou no brao de um garoto de 8 anos de nome Jame Phipps. O menino teve um pouco de febre e algumas leses leves, tendo uma recuperao rpida. A partir da, o cientista pegou o lquido da ferida de outro paciente com varola e novamente exps o garoto ao material. Semanas depois, ao entrar em contato com o vrus da varola, o pequeno passou

    inclume doena. Estava descoberta assim a propriedade de imunizao Ele realizou novas inoculaes em outras crianas, inclusive em seu prprio filho. Em 1798, seu trabalho foi reconhecido e publicado. O nome vacina vem do latim vacca, que significa vaca, e foi criado por Jenner. Vale destacar, porm, que Jenner no foi o primeiro a desenvolver um modo de imunizao contra a varola. Por volta do ano 1000, a medicina tradicional chinesa j utilizava um mtodo que constava em extrair o pus das vesculas em estgio avanado de um doente e inocul-lo em jovens fortes e sadios. Observava-se que esses indivduos adquiriam formas brandas da doena e a seguir tornavam-se imunes a ela. Fonte: adaptado de: http://www.vacinas.org.br/ http://www.fiocruz.br/~ccs/arquivosite/glossario/variola.htm

  • O que uma vacina? Qual a diferena entre Soro e Vacina? As vacinas ativam as defesas do organismo.O sistema imune um conjunto de clulas, tecidos e rgos especializados na defesa do organismo de ameaas internas.

    Parte desse sistema vem pronto desde o nascimento e recebe o nome de imunidade inata e constitui a primeira linha de defesa do organismo. Mas essa parte no suficiente para enfrentar os problemas do ambiente em permanente mudana em que os seres vivos habitam. Existe, portanto, um outro tipo de imunidade com capacidade de aprendizagem para reconhecer e gerar defesas contra os novos inimigos do organismo. Essa parte do sistema imunolgico que complementa a imunidade inata chamada imunidade adquirida porque pode ser adquirida ao longo da vida.

    As vacinas so sustncias capazes de ativar uma resposta imune adquirida que defenda ao organismo ante um ataque determinado. Por exemplo, a vacina contra a poliomielite uma substncia que gera uma reao de defesa no organismo, permitindo-lhe neutralizar o vrus causador da poliomielite quando for preciso. por isso que campanhas no Brasil levaram erradicao da doena em nosso pas. Soros e vacinas so produtos de origem biolgica (chamados imunobiolgicos) usados na preveno e tratamento de doenas. A diferena entre esses dois produtos est no fato dos soros j conterem os anticorpos necessrios para combater uma determinada doena ou intoxicao, enquanto que as vacinas contm agentes infecciosos incapazes de provocar a doena (a vacina incua), mas que induzem o sistema imunolgico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contrao da doena. Os soros, ao invs de induzir a formao de anticorpos no organismo, j contm anticorpos previamente produzidos. O soro curativo, enquanto que a vacina , essencialmente, preventiva. Fontes: http://www.vacinashiv.unifesp.br e http://www.guiabutanta.com/butantan/vacinas.htm

  • Como so produzidas as vacinas As vacinas foram inicialmente produzidas a partir de microorganismos inteiros atenuados, que perderam sua capacidade de produzir doena, ou inativados, que so processados para destru-los. Assim temos vacina da plio oral, que um vrus vivo mas atenuado, e vacina de plio injetvel, produzida a partir de vrus da plio inativados. Novas estratgias para produzir vacinas apareceram no sculo XX para otimizar a resposta imunolgica. O objetivo delas gerar uma resposta mais eficiente, evitando efeitos adversos. Por exemplo: identificao de uma parte especfica do microorganismo (uma protena ou parte dela) capaz de evitar a infeco apenas esta parte especfica utilizada na vacina A vacina contra hepatite B um exemplo deste mtodo. A resposta de defesa contra uma protena do vrus da hepatite B, chamada Antgeno de Superfcie, impede a infeco. Portanto a vacina contra a hepatite B um concentrado do Antgeno de Superfcie. As vacinas na era do DNA O mais novo sistema para produo de vacinas semelhante ao anterior porque concentrado em fragmentos especficos do microorganismo, mas esses fragmentos no so produzidos fora do corpo, mas sim pelas clulas da prpria pessoa que recebe a vacina. As instrues para construir todos os fragmentos de qualquer ser vivo esto armazenadas no genoma. O genoma composto de sustncias chamadas cidos nuclicos, sendo o DNA o principal deles. Se a parte do DNA que tem o cdigo para fazer uma parte do microorganismo introduzida numa clula, a clula pode gerar essa parte do microorganismo.

    Fontes: http://www.vacinashiv.unifesp.br

  • Como funcionam as vacinas As vacinas so, geralmente, produzidas a partir de agentes patognicos (vrus ou bactrias), ou ainda de toxinas, previamente enfraquecidos. Ao inserir no organismo esse tipo de substncias, fazemos com que o corpo combata o agente, estimulando a sntese de anticorpos, que protegem o nosso organismo, alm de desenvolver a chamada memria imunolgica, tornando mais fcil o reconhecimento do agente patognico em futuras infeces e aumentando a eficincia do sistema imune em combat-lo. Quando o corpo atacado por algum agente patognico no chega a desenvolver a doena porque o organismo encontra-se protegido. Etapas do processo conhecido como "resposta imune".

    1. A vacina administrada. Ela contm formas fracas ou mortas do vrus ou da bactria que causa a doena. 2. O sistema imunolgico identifica protenas estranhas dos vrus e bactrias tambm conhecidas como antgenos. 3. Uma vez que os antgenos forem identificados, o sistema imunolgico desenvolve protenas contra os antgenos que

    circulam no sangue. Essas protenas so chamadas de anticorpos. Eles lutam contra a infeco matando os vrus e as bactrias que causam as doenas. Os anticorpos so produzidos pelas clulas brancas chamadas de linfcitos, tambm conhecidas como clulas B. A principal funo do linfcito B criar anticorpos para combaterem a infeco.

    4. O corpo armazena essas clulas produtoras de anticorpos (clulas de memria) de maneira que elas fiquem disponveis para combater a doena se ele for exposto mesma doena no futuro. Infelizmente, os anticorpos so especficos para cada doena, ento, se anticorpos da varola forem adquiridos anteriormente, eles sero inteis contra outras enfermidades.

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