vasos de pressão - amônia

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  • RECOMENDAES SOBRECOMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAODE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    Braslia, 2009

  • Ministrio do Meio Ambiente MMASecretria de Mudanas Climticas e Qualidade Ambiental SMCQ / MMA

    A reproduo no autorizada desta publicao, no todo ou em parte, constitui violao dos direitos autorais (Lei n 9.610)

    1 edio 2.000 exemplaresPublicada em setembro/2008

    Ministrio do Meio Ambiente

    Ministro de Estado do Meio AmbienteCarlos Minc Baumfeld

    Secretria-ExecutivaIzabella Mnica Vieira Teixeira

    Secretria de Mudanas Climticas e Qualidade Ambiental SMCQ Suzana Kahn Ribeiro

    Departamento de Mudanas ClimticasDiretora: Branca Bastos Americano

    Coordenao de Proteo da Camada de OznioCoordenadora: Magna Luduvice

    Equipe da Coordenao de Proteo da Camada de OznioTatiana Zanette Euler Martins Lage Frank Amorim Alex Silva

    PublicaoResponsvel tcnico: Leonilton Tomaz CletoReviso tcnica: Liamarcia Silva HoraProduo grfica: Claudia FockingProjeto grfico e diagramao: Link Design

    Coordenao de Proteo da Camada de OznioEsplanada dos Ministrios Bloco B, 8 andar Braslia/DFCep: 70068-900 | Telefone: (61) 3317-1934 | Fax: (61) 3317-1217

    Alex Silva

    PublicaoResponsvel tcnico: Leonilton Tomaz CletoReviso tcnica: Liamarcia Silva HoraProduo grfica: Claudia FockingProjeto grfico e diagramao: Link Design

    Coordenao de Proteo da Camada de OznioEsplanada dos Ministrios Bloco B, 8 andar Braslia/DFCep: 70068-900 | Telefone: (61) 3317-1934 | Fax: (61) 3317-1217

  • Sumrio

    1 Introduo, 5

    2 Cdigos e normas aplicveis, 72.1 Normas brasileiras e internacionais2.2 Guidelines & Posters2.3 Sites na internet de referncia

    3 CaractersticasdaAmnia, 113.1 Propriedades gerais 3.2 Propriedades do lquido saturado 3.3 Propriedades do vapor saturado3.4 Impacto ao meio-ambiente 3.5 Infl amabilidade 3.6 Toxicidade 3.7 Reati vidade 3.8 Precaues para manuseio de Amnia 3.9 Tratamento de primeiros socorross

    4 Start-Up de novas instalaes [6], 254.1 Precaues iniciais 4.2 Comissionamento da instalao eltrica qualifi cao da instalao 4.3 Teste de estanqueidade do sistema 4.4 Procedimento de vcuo e desidratao 4.5 Carga de Amnia 4.6 Testes dos dispositi vos de proteo do sistema 4.7 Operao assisti da

    5 Critrios para operao segura, 415.1 Compressores 5.2 Condensadores evaporati vos 5.3 Trocadores de calor e vasos de presso 5.4 Evaporadores foradores de ar 5.5 Bombas de refrigerante 5.6 Indicadores de nvel de lquido em vidro 5.7 Tubulao5.8 Sistema de venti lao da sala de mquinas 5.9 Dispositi vos de alvio de presso 5.10 Requerimentos gerais de segurana 5.11 Registros e documentao 5.12 Freqncia das inspees de segurana

    6 Literaturadereferncia/softwaresutilizados, 536.1 Referncias literatura 6.2 Referncias soft wares

    7 Folhas de relatrio de inspeo checklists, 55

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    1. IntroduoO objetivo deste Guia de Referncia de apresentar critrios mnimos de segurana

    recomendados para um sistema de refrigerao por Amnia a serem aplicados pelas

    equipes de comissionamento, operao e manuteno do sistema.

    Este Guia de Referncia abrange os aspectos de segurana a serem considerados,

    desde o perodo de comissionamento e Star-Up da instalao at as vrias operaes

    de campo, incluindo servios de manuteno, revises e inspees peridicas dos vrios

    componentes.

    Este documento no tem funo de norma nem substitui as obrigaes necessrias

    requeridas por autoridades locais, estaduais ou federais quanto aos aspectos de segurana

    a serem cumpridos para obteno de licenas de instalao e/ou funcionamento de um

    sistema de refrigerao por Amnia.

    Este documento deve ser utilizado por pessoal qualificado, com conhecimento

    terico e prtico sobre sistemas de refrigerao por Amnia e experincia adequada em

    operao e manuteno dos vrios componentes do sistema.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    7

    2. Cdigos e normas aplicveisAtualmente, as boas prticas e cuidados desenvolvidos e utilizados nos sistemas

    existentes de refrigerao por Amnia no Brasil, baseiam-se na documentao

    internacional disponvel.

    A comisso de estudos de refrigerao industrial CE-55:001.04, do CB-55,

    da ABNT, est desenvolvendo uma norma brasileira sobre segurana em sistemas de

    refrigerao, a NBR 16069. A norma est baseada no ANSI/ASHRAE Standard 15-2007

    e utiliza as demais normas internacionais, como referncia para discusso. A norma j

    est em fase final de elaborao, com o lanamento para consulta pblica previsto ainda

    para 2009.

    A seguir, os principais documentos disponveis, relacionados aplicao de Amnia

    em sistemas de refrigerao.

    2.1 Normas brasileiras e internacionaisNormas Brasileiras:

    NR-13 2008 Caldeiras e Vasos de Presso Normas Regulamentadoras

    da Legislao de Segurana e Sade no Trabalho Ministrio do Trabalho

    Lei nr. 6514 22/12/1977.

    P4.261 Manual de Orientao para a Elaborao de Estudos de Anlise de Riscos

    CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental 13/08/2003.

    NBR 13598 Vasos de Presso para Refrigerao ABNT Associao Brasileira

    de Normas Tcnicas 04/1996.

    Standards Internacionais

    ANSI/ASHRAEStandard15-2007SafetyCode forMechanicalRefrigeration

    American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers.

    ANSI/IIAR2-2008Equipment,Design&InstallationofAmmoniaMechanical

    RefrigeratingSystems International Institute of Ammonia Refrigeration.

    EN 378 Part 1-4 2008: Refrigerating systems and heat pumps Safety and

    environmental requirements European Comittee for Standardisation.

    Part 1: Basic requirements, definitions, classification and selection criteria

  • 8Part 2: Design, construction, testing, marking and documentation

    Part 3: Installation site and personal protection

    Part 4: Operation, maintenance, repair and recovery

    ISO5149:1993MechanicalRefrigeratingSystemsusedforCoolingandHeating

    Safety Requirements International Organization for Standardization.

    ANSI/ASMEB31.52006RefrigerationPipingandHeatTransferComponents

    American Society of Mechanical Engineers.

    ANSI/IIAR Standard 3-2005 : Ammonia Refrigeration Valves.

    Cdigo ASME para Dimensionamento de Vasos de Presso

    ASMEPressureVesselCode2007SectionVIIIDiv.1RulesforConstruction

    of Pressure Vessels American Society of Mechanical Engineers.

    ASMEPressureVesselCode2007SectionIIMaterialsPartAFerrous

    MaterialSpecifications American Society of Mechanical Engineers.

    ASMEPressureVesselCode2007SectionIIMaterialsPartCSpecifications

    for Welding Rods Electrodes and Filler Metals American Society of Mechanical

    Engineers.

    ASMEPressureVesselCode2007SectionIIMaterialsPartDProperties

    American Society of Mechanical Engineers.

    ASMEPressureVesselCode2007SectionVNondestructiveExamination

    American Society of Mechanical Engineers.

    ASME Pressure Vessel Code 2007 Section IX Welding and Brazing

    Qualifications American Society of Mechanical Engineers.

    2.2 Guidelines & PostersO IIAR International InstituteofAmmoniaRefrigeration, possui atualmente

    os seguintes Boletins/ Guias de Referncia relacionados aplicao de Amnia em

    sistemas de refrigerao, entre suas publicaes:

    BulletinR11983 : A Guide to Good Practices for the Operation of an Ammmonia

    Refrigeration System.

    Bulletin1071997 : Guidelines for: Suggested Safety and Operating Procedures

    when Making Refrigeration Plant Tie-Ins.

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    9

    Bulletin1081986 : Guidelines for: Water Contamination in Ammonia Refrigeration

    Systems.

    Bulletin 109 1997 : Guidelines for: IIAR Minimum Safety Criteria for a Safe

    Ammonia Refrigeration System.

    Bulletin 110 1993 : Guidelines for: Start-Up, Inspection and Maintenance of

    Ammonia Mechanical Refrigerating Systems.

    Bulletin1112002 : Guidelines for: Ammonia Machinery Room Ventilation.

    Bulletin1121998 : Guidelines for: Ammonia Machinery Room Design.

    Bulletin1141991 : Guidelines for: Identification of Ammonia Refrigeration Piping

    and System Components.

    Bulletin 116 1992 : Guidelines for: Avoiding Component Failure in Industrial

    Refrigeration Systems Caused by Abnormal Pressure or Shock.

    O IIAR possui ainda uma srie de Posters, que podem ser utilizados como

    referncia rpida no ambiente de trabalho, os quais j esto disponveis em portugus,

    conforme a seguir:

    Equipamento de Proteo para Sistemas de Refrigerao.

    ManutenoPreventivaBsicaparaSistemasdeRefrigerao.

    Primeiros Socorros ao Contato com Amnia.

    Instrues para Drenagem de leo

    O IORInstituteofRefrigeration, com sede no Reino Unido, possui os seguintes

    documentos especficos para refrigerao por Amnia:

    IORGuidanceNote10-2005:WorkingwithAmmonia.

    IOR Ammonia Guidelines 2005.

    Oil Draining from Ammonia Systems

    IOR Ammonia Safety Code 2002 (Norma em Reviso).

    2.3 Sites na Internet de refernciaA seguir, uma lista de sites de referncia onde possvel obter o material listado

    acima:

    ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas : www.abnt.org.br

  • 10

    CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Secretaria do

    Meio Ambiente do Governo do Estado de So Paulo: www.cetesb.sp.gov.br.

    Ministrio do Trabalho Normas Regulamentadoras da Legislao de Segurana

    e Sade no Trabalho www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras

    IIARInternationalInstituteofAmmoniaRefrigeration : www.iiar.org

    ASHRAE American Society of Heating Refrigerating and Air Conditioning

    Engineers: www.ashrae.org

    CENEuropeanComitteeforStandardisation : www.cenorm.be

    ISOInternationalOrganizationforStandardization : www.iso.org

    IORInstituteofRefrigeration : www.ior.org.uk

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    3.CaractersticasdaAmniaAmnia (NH3 R-717), na CNTP (Condio Normal de Temperatura e Presso) se

    apresenta como um gs incolor, mais leve que o ar (apenas 9 gases na atmosfera so

    mais leves que o ar, sendo a Amnia o quinto na lista) e possui um odor muito forte,

    que facilmente perceptvel, mesmo em concentraes muito pequenas no ar (desde

    5 ppm).

    Amnia um gs produzido naturalmente no processo biolgico e parte

    importante do ciclo do nitrognio na terra. O volume de Amnia produzido pelo homem

    equivalente a apenas 3% da quantidade total presente na natureza e o volume utilizado

    para sistemas de refrigerao de cerca 0.5% do total produzido pelo homem. Alm

    disso, a Amnia altamente solvel em gua formando uma soluo conhecida como

    Hidrxido de Amnio, ou no Brasil, amonaco, (NH4OH), normalmente utilizado em

    limpeza domstica.

    Comercialmente a Amnia produzida a partir da combinao de nitrognio livre

    com hidrognio a alta presso e alta temperatura, na presena de um catalisador. O

    processo mais utilizado o que utiliza o mtodo Haber-Bosch, desenvolvido em 1913.

    A Amnia anidra requerida para os sistemas de refrigerao deve possuir um grau de

    pureza de 99.95%, com um concentrao de gua de 33 ppm mx.

    As principais propriedades fsicas da Amnia anidra so:

    3.1 Propriedades geraisTabela 01 Dados e Propriedades Gerais da Amnia [3]; {1}.

    Frmula molecular NH3

    Nr. do Refrigerante ASHRAE Standard 34-2007 R-717

    Nr. CAS 2200 7664-41-7

    Classificao de Segurana HRAE Standard 34-2007 B2

    Estado padro gs

    Cor padro Incolor

    Peso Molecular kg/kmol 17.03

  • 12

    Frmula molecular NH3

    Presso crtica kPa 11417

    Temperatura crtica OC 133.0

    Volume crtico m3/kg 0.00425

    Calor de Formao kJ/kmol - 45889

    Energia Livre de Formao kJ/kmol - 16341

    Coeficiente de Expanso Trmica (Lquido) m3/oC.kg 1.04 x 10-5

    pH @ 21OC - 11.6

    Velocidade do Som no Gs @ 0.0oC m/s 415

    Velocidade do Som no Lquido m/s 1494

    Ponto de Ebulio @ 101.325 kPa OC -33.3

    Calor Latente @ 101.325 kPa kJ/kg 1369.5

    Ponto de Fuso OC -77.7

    Ponto de Ignio OC 651.1

    Calor de Combusto kJ/kg 18610

    Energia Mnima de Ignio MJ 66.0

    Limite Inferior de Inflamabilidade % 15-16

    Limite Superior de Inflamabilidade % 25-28

    3.2 Propriedades do lquido saturadoTabela 02 Termo-Fsicas da Amnia Lquido Saturado {2}.

    Temperatura(OC)

    Presso(kPa)

    Entalpia(kJ/kg)

    Densidade(kg/m3)

    Calor Espec.

    (kJ/kg.K)

    Viscosidade Dinmica

    (cP)

    Condutiv.Trmica(W/m.K)

    -50.0 40.8 276.3 702.167 4.395 0.3213 0.6540

    -40.0 71.7 320.3 690.102 4.428 0.2891 0.6305

    -35.0 93.1 342.4 683.963 4.445 0.2742 0.6188

    -33.33 101.325 357.3 681.896 4.450 0.2694 0.6150

    -25.0 151.5 387.0 671.454 4.476 0.2467 0.5956

    -20.0 190.1 409.4 665.074 4.492 0.2340 0.5841

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    13

    -10.0 290.8 454.5 652.040 4.525 0.2105 0.5610

    0.0 429.4 500.0 638.599 4.561 0.1894 0.5381

    10.0 615.0 545.9 624.698 4.601 0.1704 0.5153

    20.0 857.4 592.1 610.267 4.651 0.1533 0.4926

    30.0 1166.9 639.0 595.223 4.712 0.1380 0.4698

    35.0 1350.4 662.6 587.439 4.749 0.1309 0.4584

    40.0 1554.9 686.5 579.460 4.791 0.1241 0.4470

    50.0 2033.1 734.9 562.839 4.896 0.1117 0.4241

    3.3 Propriedades do vapor saturado Tabela 03 Propriedades Termo-Fsicas da Amnia Vapor Saturado {2}.

    Temperatura(OC)

    Presso(kPa)

    Entalpia(kJ/kg)

    Densidade(kg/m3)

    Calor Espec.

    (kJ/kg.K)

    Viscosidade Dinmica

    (cP)

    Condutiv.Trmica(W/m.K)

    -50.0 40.8 1691.3 0.381 2.156 0.00854 0.01671

    -40.0 71.7 1707.5 0.645 2.232 0.00891 0.01773

    -35.0 93.1 1715.3 0.823 2.271 0.00909 0.01826

    -33.33 101.325 1717.8 0.891 2.290 0.00915 0.01844

    -25.0 151.5 1729.9 1.298 2.368 0.00944 0.01938

    -20.0 190.1 1736.8 1.606 2.416 0.00962 0.01998

    -10.0 290.8 1749.6 2.394 2.545 0.00998 0.02127

    0.0 429.4 1761.0 3.460 2.663 0.01035 0.02272

    10.0 615.0 1770.8 4.870 2.813 0.01072 0.02438

    20.0 857.4 1779.1 6.698 2.990 0.01111 0.02629

    30.0 1166.9 1785.5 9.034 3.180 0.01153 0.02854

    35.0 1350.4 1788.0 10.424 3.300 0.01174 0.02982

    40.0 1554.9 1790.0 11.983 3.408 0.01197 0.03121

    50.0 2033.1 1792.2 15.678 3.665 0.01244 0.03440

  • 14

    3.4 Impacto ao meio-ambienteAmnia no destri a camada de oznio (ODP= 0) e, por ter um tempo de vida

    muito curto na atmosfera (mximo 15 dias), tambm no contribui para o efeito estufa

    (GWP=0).

    Devido s suas excelentes propriedades termodinmicas, a Amnia requer menos

    energia primria para produzir uma certa capacidade de refrigerao do que quase todos

    os outros refrigerantes, de forma que o efeito indireto do aquecimento global (expresso

    na equao do TEWI Total Equivalent Warming Impact), que considera ainda o consumo

    de energia do ciclo de refrigerao, tambm um dos mais baixos disponveis.

    3.5InflamabilidadeA Amnia considerada um fluido inflamvel, porm em uma faixa muito restrita.

    Os limites de inflamabilidade da Amnia na presso atmosfrica so 15-16% (Limite

    Inferior) e 25-28% (Limite Superior) em volume no ar, com ponto de ignio de 651C.

    Esses limites associados ao baixo calor de combusto, reduzem em muito o potencial de

    inflamabilidade da Amnia. Conforme o ANSI/ASHRAE 34-2007 [5] a Amnia classificada

    como um fluido do Grupo B2 (alta toxicidade e baixa inflamabilidade). Quando a sala de

    mquinas atende os requisitos de ventilao do ANSI/ASHRAE 15-2007 e da NBR 16069

    (Sees 8.11 e 8.12) ou do ANSI/IIAR2-2008(Section13.2), esta no ser classificada

    como rea explosiva (conforme Zona 2, Grupo IIA da NBR IEC 60079-10 [6] ou Classe I,

    Grupo D, Diviso 2 do NFPA 70-2002 [7])

    Na faixa de concentrao entre 15% e 28% podem ocorrer exploses em espaos

    fechados, apresentando propagao horizontal. Contudo, uma vez que a energia e

    a temperatura de ignio so relativamente altas, estas exploses s ocorrem em

    operaes de corte ou solda em vasos purgados incompletamente, ou por centelhas

    eltricas de alta energia em locais mal ventilados.

    Com a mistura AmniaAr dentro dos limites de flamabilidade e na temperatura

    de auto-ignio de 651C, a energia mnima para ignio de 66.0 MJ.

    Vrias investigaes realizadas [3], [8] mostraram que :

    Em ambientes abertos s possvel manter Amnia em chama quando a mesma

    evapora muito rpido e o fogo mantido. Quando a Amnia se encontra no estado

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    15

    lquido na presso atmosfrica e a mesma est em equilbrio com o ambiente (ex.

    dentro de um vaso aberto aps um vazamento e j em equilbrio com a atmosfera,

    ou em forma de poa), impossvel obter a ignio da mistura Amnia gs com o

    ar uma vez que a sua concentrao est abaixo do limite inferior de flamabilidade

    (15-16%);

    Em ambientes fechados sem ventilao adequada possvel obter a ignio de

    uma mistura Amnia-ar dentro dos limites de flamabilidade atravs de uma fasca

    eltrica, ou de uma chama constante. Portanto, um ambiente fechado representa

    um perigo de incndio, e neste caso, a sala deve ser projetada para uma ventilao

    que atenda requisitos mnimos de disperso. OIIARBulletin1112002[9], trata

    das recomendaes necessrias para um projeto adequado para ventilao de

    salas de mquinas em ambientes fechados;

    A razo de combusto 50 vezes mais lenta que um gs combustvel (GLP). O

    poder de explosividade 1/7 comparado com a exploso do GLP;

    A influncia do leo lubrificante nos limites de flamabilidade ir depender do tipo

    de leo e da concentrao do leo na Amnia. Para leos minerais ocorre uma

    mnima reduo no limite superior porm, reduz sensivelmente o limite inferior

    (LII ~12%) at uma concentrao de 10% em peso de leo na Amnia, o qual volta

    a subir pouca coisa para concentraes maiores. Considerando um leo sinttico

    com base poliol-ster a reduo significante para os dois limites, mesmo em

    altas concentraes de leo (30%), porm a faixa entre os limites praticamente se

    mantm, como mostra a tabela abaixo:

    leo POE (% Massa) 10.0 20.0 30.0

    Amnia LII (% v/v) 12.5 9.6 8.7

    Amnia LSI (% v/v) 28.0 27.0 24.9

    A presena de umidade reduz a possibilidade da ignio da Amnia no ar. O

    grfico 01 mostra a influncia do vapor dgua sobre a flamabilidade de misturas

    Amnia-ar. Os valores indicam que, a 25C todas as misturas com concentrao

    de vapor dgua maior do que 8.2% no so inflamveis. Por isso tambm

    importante a utilizao de chuveiros om asperso de gua em locais estratgicos

    da instalao.

  • 16

    Grfico01 Infl uncia do Vapor Dgua na Flamabilidade de Misturas Amnia-Ar.

    Como primeira medida num eventual combate a incndio deve-se interromper

    o fl uxo de gs. gua poder ser uti lizada para manter resfriadas as partes da instalao

    e equipamentos de estocagem, porm apenas atravs de jatos de mangueiras de

    incndio.

    A gua dever ser uti lizada apenas em casos de vazamento de vapor ou para

    disperso fi nal de poas de Amnia no solo. No se deve uti lizar gua para disperso

    de vazamento de lquido nem nas reas onde haja tanques (diques) de conteno com

    Amnia lquida. De acordo com o EN378-2007(Part3Section5.17.2.3) no permiti do

    o uso de sprinklers (com gua) em salas de mquinas para sistemas de refrigerao

    por Amnia. Recomenda-se o uso de sprinklers ao redor da sala de mquinas, para

    diminuir a propagao de uma nuvem txica em caso de vazamento, pois em caso de

    vazamento de Amnia lquida, se a vazo de gua no for muito grande haver uma forte

    reao da gua com a Amnia resultando no aumento da nuvem txica pela evaporao

    da Amnia. Neste caso, para exti no direta do fogo recomenda-se p qumico ou dixido

    de carbono (CO2).

    A NBR 16069 (item 8.12j) estabelece ainda que em sistemas que uti lizam Amnia

    como fl uido frigorfi co no se devem uti lizar dispositi vos de proteo contra incndio

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    17

    com chuveiros do tipo sprinkler com acionamento automtico. Caso requerido, o

    controle para acionamento destes dispositivos deve ser manual remoto e localizado

    do lado de fora da sala de mquinas. No se deve acionar estes dispositivos em caso de

    vazamento de Amnia lquida na sala de mquinas.

    Os indivduos envolvidos no combate ou nas manobras de emergncia devero ter

    chuveiros com ducha forte de gua disponveis.

    3.6 ToxicidadeA Amnia, seja na fase gasosa ou lquida um produto extremamente irritante.

    O odor agressivo provocado pela Amnia uma caracterstica significativa. Devido

    grande facilidade em se dissolver na gua, a Amnia acaba se impregnando na pele, na

    mucosa das narinas, na garganta e nos olhos. Isto provoca uma irritao muito forte e

    por reflexo condicionado os olhos se fecham e fica difcil a respirao.

    Em concentraes mais altas ocorre um efeito corrosivo na mucosa das narinas

    provocando alm da dificuldade da respirao, dor no peito, tosse e dispnia. Em

    concentraes muito altas, pode provocar parada respiratria e, mesmo depois de

    horas da exposio, pode ocorrer endema pulmonar. Mas se logo aps os sintomas

    desaparecem (tosse, dor no peito) isto indica que no h maiores riscos.

    A NR-15 [4], estabelece que o valor Limite de Tolerncia de exposio de um

    trabalhador a um ambiente contaminado com Amnia, durante uma jornada de trabalho

    semanal de 48 horas, de apenas 20 ppm em volume no ar. Os valores limites na maioria

    dos outros pases est entre 25-35 ppm (40 horas) e um limite mximo de exposio 35-

    50 ppm por 15 minutos durante a jornada de trabalho. O valor estabelecido como limite

    de risco de vida imediato, de qualquer pessoa exposta a um ambiente com Amnia por

    mais de 30 minutos, de 500 ppm.

    Amnia lquida ou o gs a baixa temperatura podem causar fortes queimaduras na

    pele caso no haja nenhuma proteo. Tambm a soluo aqua-Amnia pode provocar

    queimaduras devido ao pH alto da soluo. Portanto, aps uma purga de Amnia em um

    tanque com gua, deve-se tomar muito cuidado com o esvaziamento do mesmo.

    Normalmente seu odor caracterstico e desagradvel propicia amplo aviso antes

    que qualquer condio perigosa exista. Pode ser detectada pelo olfato humano j a partir

    de 10 ppm, mas os operadores de plantas acabam se acostumando com concentraes

    de at 100 ppm sem efeitos desagradveis [3].

  • 18

    O quadro a seguir apresenta as conseqncias provocadas por vazamentos em

    vrias concentraes de Amnia no ar ambiente.

    Concentrao (ppm) (v/v)

    Efeitos provocados no Ser humano sem proteo Tempo de exposio

    25

    O odor j percebido pela maioria das pessoas. Em temperaturas abaixo de 0oC a partir de 5 ppm j se pode notar o cheiro.

    Ilimitado

    35 (OSHA) 20 (NR-15) TLV Threshold Limit Value*

    8 horas por dia por uma semana. Para NR-15, 48 horas semanais

    50 (OSHA)

    O odor j chega a ser significativo. Pessoas no acostumadas reagem e saem fora da rea. STEL Short Term Exposition Limit*.

    No permanea mais do que o necessrio. O valor de tempo para o STEL de 15 min.

    100Ainda no provoca nenhum efeito perigoso sade humana. Porm o odor comea a ser intolervel.

    Abandone a rea assim que possvel.

    400-700 Irritao imediata nos olhos, nas narinas e nos rgos respiratrios.

    Em situaes normais, no provoca males maiores at 1 hora de exposio.

    1700 Tosse, irritaes srias nas narinas, nos olhos e nos rgos respiratrios.1/2 hora de exposio pode provocar srios danos sade.

    2000-5000 Tosse, irritaes srias nas narinas, nos olhos e nos rgos respiratrios.Concentraes fatais. Morte em 1/2 hora.

    >5000 Paralisia, sufocao. Letal em poucos minutos.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    19

    As curvas Probit em funo da concentrao de Amnia, para tempos de exposio

    de 3, 10 e 30 minutos so mostradas a seguir:

    Grfico02 Curva Probit de letalidade em funo da concentrao

    de Amnia para um tempo de exposio de 3 minutos.

    Grfico03 Curva Probit de letalidade em funo da concentrao

    de Amnia para um tempo de exposio de 10 minutos.

  • 20

    Grfico04 Curva Probit de letalidade em funo da concentrao

    de Amnia para um tempo de exposio de 30 minutos.

    Em termos de risco social crnico, foram estabelecidos os seguintes limites de

    exposio Amnia por inalao [3]:

    Parmetro ppm Referncia

    LT 20 NR-15

    TLV-TWA 35 OSHA

    TLV-STEL 50 OSHA

    IDLH 500 (30 min) NIOSH

    Onde:

    LT: Limite de Tolerncia Para 48 horas/semana, conforme a NR-15.

    TLV: Valor mximo admissvel (Threshold Limit Value)

    TWA: Valor mdio no tempo (Time Weighted Average) para um perodo de 8

    horas/dia ou, ao qual todos os trabalhadores podem estar repetidamente

    expostos, dia aps dia, sem efeitos adversos.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    21

    STEL: Valor mximo para perodo curto de exposio (Short Term Exposure Limit) ao qual

    os trabalhadores podem ser expostos por um periodo de at 15 min contnuos,

    sem sofrer irrtao, alterao crnica ou irreversvel de tecidos, ou narcose.

    IDLH: Limite de exposio sem risco de vida ou danos sade (Immediately

    Dangerous to Life and Health) ao qual os trabalhadores podem ser expostos

    por um periodo de at 30 min contnuos sem risco de vida ou efeitos

    permanentes sade.

    Os sintomas de intoxicao so os seguintes:

    Ulcerao da conjuntiva e da crnea (conjuntivitis agudas), provocando a

    opacidade da crnea e do cristalino, podendo comprometer a viso;

    lrritao e queimaduras da pele e das mucosas do aparelho digestivo e respiratrio,

    podendo provocar lceras internas se no houver tratamento rpido;

    Dores de cabea;

    Salivao excessiva, enjo e vmitos;

    Tosse forte com sensao de afogamento;

    Bronquite e hemoptise;

    Edema pulmonar.

    3.7ReatividadeA Amnia uma base muito forte e reage com cidos e gases cidos para formar

    sais amoniacais. O calor resultante dessa neutralizao considervel, e as reaes

    podem se tornar violentas, requerendo meios imediatos de resfriamento.

    A Amnia, em presena de gua, dissolve muitos xidos e hidrxidos metlicos,

    bem como muitos sais que so insolveis em gua. Reage prontamente com muitas

    substncias orgnicas e inorgnicas e sua reatividade considerada um fator principal

    quando se trata de estocagem e transporte.

    Da reao com halognios, hipocloritos, mercrio, cido ntrico, xidos de

    nitrognio e alguns compostos orgnicos podem se formar compostos instveis e

    explosivos. Certos xidos metlicos, notadamente contendo prata, mercrio, chumbo e

    cdmio podem formar nitretos ou azetos, que podem explodir aps secar.

  • 22

    O cobre e todas as suas ligas, e zinco e cdmio so prontamente atacadas pela

    Amnia. A Amnia, bem como diversos outros compostos nitrados causam grave corroso

    sob tenso no cobre e em todas as ligas a base de cobre, que devem portanto serem

    evitadas para o contato com qualquer fluido contendo mesmo nfimas quantidades de

    Amnia.

    A Amnia anidra tambm pode causar corroso sob tenso no ao-carbono,

    portanto, requerido o uso de chapas de ao carbono adequadas para sistemas de

    refrigerao com Amnia. Em qualquer caso, a contaminao com ar, leos, dixido de

    carbono, etc, agrava sensivelmente o problema; em compensao, a adio de pequena

    quantidade de gua inibe a corroso sob tenso.

    De acordo com o ANSI/ASME Standard B31.5 - 2006, proibido o uso de tubos

    com costura em sistemas de refrigerao com Amnia, incluindo toda tubulao e

    serpentinas ou tubos de trocadores de calor.

    O Teflon, a Buna N, o Neoprene e as Borrachas Butlicas e Nitrilicas so polmeros

    aceitveis para servios com Amnia, particularmente como vedao. Resinas de

    polister, borrachas polisulfonadas, viton, e resinas fenlicas no devem ser usadas.

    PVC no plastificado aceitvel, mas com temperaturas inferiores a 0C se torna

    quebradio.

    3.8 Precaues para manuseio de AmniaEPIs Equipamentos de Proteo Individual no substituem condies seguras

    de trabalho, mas certas operaes podem exigir alguma proteo mnima, enquanto

    que situaes de emergncia demandaro um alto grau de proteo pessoal.

    Qualquer pessoa que eventualmente tenha que usar estes equipamentos deve

    estar totalmente treinada e conhecer suas limitaes. A seguir algumas recomendaes

    sobre o uso de EPIs e precaues em operaes de manuseio com Amnia:

    culos ampla-viso e luvas, de Neoprene ou borracha, so os equipamentos

    mnimos a serem usados por qualquer pessoa trabalhando numa planta aberta,

    em condies normais;

    Para as operaes de drenagem de leo, purgas, retirada de amostras, deve-se

    proteger o corpo contra respingos e projees, botas de borracha, luvas e alm

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    23

    disso usar mscara panormica para proteo respiratria. Em alguns casos ser

    necessrio o uso de avental de PVC ou borracha clorobutlica;

    Use, sempre que for trabalhar com Amnia, mscaras com o filtro apropriado e

    dentro do prazo de validade;

    O local de trabalho dever ter ventilao adequada;

    Saiba onde se encontram os sistemas de respirao autnoma e como us-Ios. No

    caso de uma emergncia, deve-se usar equipamento de respirao autnoma, que

    proporciona a proteo total necessria numa manobra de resgate ou controle de

    situaes crticas;

    Ao mais leve cheiro de Amnia, coloque mscara e procure o vazamento, avisando

    a manuteno e interditando a rea;

    Evitar que pessoas com doenas na viso e/ou pulmes transitem pela rea e

    muito menos trabalhem neste local;

    Quando houver Amnia lquida em tubulaes ou vasos, esta dever ser

    totalmente evaporada antes de qualquer servio nestes itens, deixando a rea

    livre e demarcada durante a operao;

    O supervisor de segurana dever autorizar os servios de manuteno mediante

    uma permisso para trabalho;

    Manter quaisquer outros compostos gasosos afastados da Amnia, tais como

    Cloro, GLP, cidos, etc.

    3.9 Tratamento de primeiros socorros importante que em todos os atendimentos os socorristas estejam usando

    proteo respiratria adequada e removam a vtima do local para uma rea livre e

    descontaminada mais prxima possvel, e solicitem imediatamente a assistncia mdica

    e ambulncia.

    No caso do produto ter atingido os olhos a rapidez ser vital. Os olhos devem ser

    lavados com soluo lava-olhos ou gua durante no mnimo 10 minutos. Se no houver

    servios mdicos disponveis a lavagem deve continuar por mais 20 minutos.

    No caso do produto ter atingido a pele, as roupas que tiverem entrado em contato

    com o produto devem ser removidas e as partes do corpo atingidas devem ser lavadas

    abundantemente.

  • 24

    No caso de inalao de vapores, o acidentado deve ser colocado diretamente no

    solo para um possvel tratamento de respirao artificial e/ou massagens cardacas. Caso

    a respirao esteja dificil, aplicar oxignio com aparelho de respirao controlada. Se a

    vtima parou de respirar, aplicar respirao artificial. No caso de parada cardaca, aplicar

    massagem cardaca externa.

    No caso de ingesto, fornea grandes quantidades de gua para beber se a vtima

    ainda estiver consciente. No induza o vmito.

    Um tratamento sintomtico e de fortalecimento geral ser necessrio aps a fase

    crtica da intoxicao. As consequncias de uma intoxicao com Amnia no ultrapassam

    normalmente mais do que 72 horas, mas as leses oculares podero ser permanentes.

    Se a exposio for severa, o paciente dever ser mantido em observao mdica por no

    mnimo 48 horas, uma vez que existe a possibilidade de edema pulmonar retardado.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    25

    4. Start-up de novas instalaes [6]

    Neste captulo apresentado um resumo dos procedimentos aplicados durante

    o processo de comissionamento e Start-Up para um sistema de refrigerao por

    Amnia e tem como base o Bulletin1101993:GuidelinesforStart-Up,Inspectionand

    MaintenanceofAmmoniaMechanicalRefrigeratingSystems[10].

    4.1 Precaues iniciaisConsidera-se inicialmente que a instalao foi projetada corretamente para

    o propsito do seu desempenho; que toda tubulao de interligao, componentes

    eltricos e isolamento trmico foram corretamente instalados; que todos os dispositivos

    de proteo foram testados e ajustados e que esto funcionais; que todo sistema foi

    submetido ao teste de presso; e que todos os elementos necessrios para o Start-Up

    do sistema foram previamente providenciados.

    O supervisor da instalao deve possuir todos os desenhos relevantes do sistema,

    incluindo o fluxograma de engenharia, os diagramas eltricos e os dados de projeto de

    operao do sistema, assim como as condies limites de operao.

    O engenheiro designado pelo proprietrio como Autoridade de Comissionamento

    dever possuir toda documentao de qualificao para as atividades de Start-Up e

    dever conduzir o processo em conjunto com o supervisor da instalao.

    Antes da primeira carga de Amnia no sistema, dever ser verificado que todos

    os sistemas de emergncia esto funcionais, incluindo rotas de fuga e estaes de lava-

    olhos e chuveiros e que os EPIs (equipamentos de proteo individual) necessrios esto

    disponveis e de fcil acesso aos profissionais envolvidos.

    Todo pessoal das outras reas da unidade (externos instalao de refrigerao)

    deve ser notificado que ser realizada a carga de Amnia. O acesso rea dever ser

    restrito apenas ao pessoal autorizado e os que no esto envolvidos na operao devem

    ser mantidos fora da rea de risco.

    Dever ser realizada uma inspeo visual sobre toda tubulao, interligao

    eltrica e condio de abertura das vlvulas de bloqueio (conforme sua condio normal

  • 26

    de operao) para certificao de que o sistema est pronto para receber a carga de

    Amnia.

    4.2 Comissionamento da instalao eltrica qualificaodainstalao

    A ser realizado antes da primeira carga de Amnia no sistema.

    Durante o comissionamento da instalao eltrica, os painis de controle dos

    equipamentos devero ser inspecionados internamente e externamente, para se garantir

    que todo equipamento e componente especificados foram corretamente instalados

    e que todos os disjuntores e fusveis dos painis foram dimensionados corretamente

    como indicados na especificao.

    Antes de energizar qualquer parte do circuito eltrico da instalao, dever ser

    conduzido um teste de isolamento de todos os cabos para garantir que no haver falhas

    de isolamento. Recomenda-se a emisso de um certificado do teste.

    Para testes dos painis de controle, todos os fusveis/ disjuntores dos motores

    dos equipamentos principais e auxiliares (incluindo motores dos compressores, bombas,

    ventiladores, etc.) devero ser retirados de modo a evitar o funcionamento inesperado

    de algum dos equipamentos.

    Com os fusveis dos motores dos equipamentos removidos, o acoplamento (ou

    as correias) entre os compressores e seus motores devem ser desconectados e os

    equipamentos devem ser manualmente rotacionados para se constatar que os mesmos

    giram livremente.

    Em seguida, medida que os fusveis so novamente instalados, os motores

    devero ser testados um a um, para verificao do sentido correto da rotao. Dever

    ser confirmado o valor de ajuste da proteo trmica de cada motor, tendo como base

    a corrente nominal do motor.

    Para os motores dos compressores, em certos casos, ser necessrio desativar

    alguns intertravamentos eltricos para testar o motor. Neste caso, os intertravamentos

    desativados devero ser sinalizados, para serem reativados corretamente aps o teste.

    Aps a verificao do sentido da rotao dos motores, os cabos de alimentao

    dos motores devero ser isolados e os motores sero reacoplados. Os motores sero

    alinhados com os equipamentos e as protees dos acoplamentos sero reinstaladas.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    27

    Quando finalizados estes testes do circuito eltrico, todas as protees eltricas de

    desligamento (dos motores) devero ser inspecionadas para se garantir que os valores

    de ajuste esto de acordo com os valores requeridos nas especificaes.

    Finalmente, devero ser testados os intertravamentos eltricos dos diversos

    elementos de controle e protees (tais como, bias de nvel com contato eltrico,

    pressostatos, termostatos, sensores de fluxo, etc.) para certificao que os contatos

    eltricos esto atuantes sobre os motores dos respectivos equipamentos.

    Todos os resultados dos testes devem ser registrados e anexados ao relatrio final

    do comissionamento da instalao eltrica.

    4.3 Teste de estanqueidade do sistemaAps a finalizao da instalao e antes da aplicao do isolamento trmico, o

    sistema de refrigerao deve ser testado para verificao certificao da estanqueidade

    ou de eventuais vazamentos. Todas as partes do sistema que no foram testadas

    previamente (em fbrica ou no campo) devero ser pressurizadas conforme as presses

    de projeto requeridas (considerando os valores especficos para o lado de alta e o lado

    de baixa presso). Todos os vazamentos detectados devero ser reparados e o material

    ou as partes defeituosas devero ser substitudas.

    No se deve utilizar Oxignio ou qualquer gs combustvel ou mistura combustvel

    para a pressurizao. Dioxido de carbono (CO2) ou fluidos halogenados (HFCs, HCFCs,

    CFCs) no podem ser utilizados como gases para pressurizao em sistemas com Amnia.

    Recomenda-se a utilizao de Nitrognio seco ou ar seco como gs de pressurizao

    para o teste de estanqueidade.

    A seguir os procedimentos mnimos recomendados para o teste:

    4.3.1 Preparao

    Os seguintes componentes devero ser fechados, bloqueados e/ou isolados,

    contra a pressurizao:

    Unidades compressoras;

    Vlvulas de segurana (utilizar disco de blindagem e juntas);

  • 28

    Indicadores de nvel (as vlvulas de purga, aps as vlvulas de bloqueio, devem

    permanecer abertas);

    Controladores de nvel;

    Bombas de Amnia;

    Extrator (Purgador) de ar;

    Indicadores de presso (manmetros);

    Todo e qualquer eventual instrumento de baixa presso e acessrios;

    Todas as vlvulas solenides devero permanecer abertas, por meio de energia

    eltrica (se normalmente fechadas), ou atravs dos prprios dispositivos de

    operao manual;

    Vlvulas motorizadas e/ou pneumticas tambm devero permanecer na condio

    abertas;

    Vlvulas de reteno localizadas na descarga das unidades compressoras devero

    ser desmontadas para retirar o miolo interno, a fim de permitir a passagem de

    presso at as vlvulas de fechamento;

    Todos os flanges pertencentes tubulao (se houver) devero ser revestidos na

    juno com uma fita adesiva e, um pequeno furo dever ser efetuado na parte

    superior.

    Obs.: Dever ser verificado, previamente, atravs de uma cpia do fluxograma

    da planta, que toda a tubulao a ser testada (soldas, conexes, ligaes,

    flanges, juntas, etc.) ser atingida pela presso a ser introduzida; e o fluxograma,

    devidamente marcado por indicao em cor, dever ser anexado ao Certificado de

    Teste de Presso.

    Em caso de sistema com presses de teste diferentes entre o lado de baixa e o lado

    de alta presso, os lados devero ser isolados e os testes devero ser realizados

    em etapas distintas, considerando as respectivas presses requeridas.

    4.3.2 Precaues quanto a proteo de pessoas

    Toda a rea da instalao a ser pressurizada, dever ser interditada, e somente

    ser permitida a presena de pessoas a uma distncia mnima de 10 metros do extremo

    da instalao, protegidas por meio de anteparos de concreto. Avisos adequados devero

    ser colocados em locais estratgicos para se evitar a entrada inadvertida de pessoas.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    29

    A equipe de segurana da empresa e/ou do corpo de bombeiros da localidade

    (previamente acionado pela empresa) devero garantir isolamento da rea, permitindo

    acesso apenas equipe de teste.

    Deve-se atentar para o fato da existncia constante do risco de possveis rupturas

    de tubos e/ou componentes, colocando em risco a vida das pessoas nas proximidades.

    Portanto, todas as pessoas presentes ao teste devero estar adequadamente

    protegidas.

    4.3.3Equipamentosaseremutilizados

    Compressor de ar com presso de descarga at 6 bar g e compressor de ar com

    presso de descarga at a presso de teste, a serem instalados em locais apropriados

    e distantes da instalao, a fim de garantir a proteo dos operadores;

    Obs.: Os compressores de ar devero possuir vlvula de segurana e

    manmetro.

    Cilindros de Nitrognio;

    Termmetro de mercrio calibrado, com diviso de escala no mnimo de 0.1C e

    manmetros de alta presso, calibrados e com diviso de escala no mnimo de 0.10

    bar, a serem instalados na Sala de Mquinas, para controlar as diversas variaes

    das condies ambientais, as quais influenciam diretamente nos resultados dos

    testes;

    4.3.4 Procedimento

    1 Estgio

    a) Pressurizao da instalao com ar comprimido seco e/ou Nitrognio, at a

    presso de 200 kPa g (2.0 bar g);

    b) Verificao cuidadosa de todas as soldas e conexes quanto a vazamentos, por

    meio de soluo de gua e sabo;

    c) Marcao dos eventuais vazamentos observados para posterior correo;

    d) Elevao da presso para 4 bar g e realizar nova verificao de vazamentos;

    e) Despressurizao da instalao e realizao dos eventuais reparos. No realizar

    nenhum reparo com o sistema pressurizado.

  • 2 Estgio

    f) Injeo de ar comprimido seco e/ou Nitrognio at obter a presso de teste em

    condio estvel;

    g) Manter a presso de teste por 2 horas, com variao inferior a 1% e em seguida

    reduzi-la para 1050 kPa g (10.5 bar g);

    h) A presso de 1050 kPa g (com variao inferior a 1%) dever ser mantida por um

    perodo de 12 horas;

    i) Todas as soldas e conexes sero novamente verificadas por meio da soluo de

    gua e sabo, antes da despressurizao total da instalao;

    j) Caso seja detectado algum vazamento, aps despressurizao do sistema,

    os eventuais reparos devero ser realizados e o teste dever ser executado

    novamente at que se garanta a total estanqueidade;

    k) Emisso do Certificado de Teste de Estanqueidade.

    4.4 Procedimento de vcuo e desidrataoAps a certificao do teste de estanqueidade, antes da aplicao do isolamento

    trmico e antes de realizar a carga de Amnia, o sistema dever ser cuidadosamente

    evacuado para remoo de todos os gases no condensveis e da umidade contida no

    interior do sistema. A evacuao pode durar de 25 a 40 horas para atingir a presso

    requerida, dependendo do volume interno da instalao, do contedo de umidade

    presente no interior do sistema e da capacidade e estado da bomba de vcuo utilizada.

    O nvel de vcuo a ser atingido para sistemas que iro operar com Amnia cerca

    de 0.66 kPa abs (5.0 mmHg). Nessa presso o ponto de ebulio da gua de +/- 0C.

    4.4.1 Preparao

    Todos os componentes que foram isolados para a execuo do teste de

    estanqueidade, exceto os compressores e bombas de Amnia (que em vcuo

    permitiro a penetrao de ar atravs dos selos mecnicos), devero ser abertos e/ou

    desbloqueados:

    Bombas de Amnia (quando hermticas);

    Vlvulas de segurana (retirar os discos de blindagem);

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    31

    Indicadores de nvel (fechar a vlvula de purga e abrir as vlvulas de bloqueio);

    Controladores de nvel (fechar a vlvula de purga e abrir as vlvulas de

    bloqueio);

    Extrator (Purgador) de ar;

    Indicadores de presso (manmetros) e controladores de presso (pressostatos);

    Todo e qualquer instrumento de baixa presso e acessrios eventualmente

    isolados;

    Todas as vlvulas solenides (24 Vcd ou 120 Vca), devero permanecer abertas,

    por meio de energia eltrica, ou atravs dos prprios dispositivos de operao

    manual;

    As vlvulas motorizadas e/ou pneumticas tambm devero permanecer na

    condio aberta;

    As vlvulas de reteno localizadas na descarga das unidades compressoras

    devero ser remontadas.

    4.4.2Equipamentosaseremutilizados

    Bomba de vcuo de tamanho adequado (capacidade de 10 a 25 Nm/h);

    Manovacumetro com escala de vcuo em kPa abs ou em mmHg (Torr) e

    manifold;

    Tubo de ao carbono ou mangueira flexvel com trama em ao inox apropriada,

    com conexes fmeas em ambas as extremidades;

    Cilindros de Nitrognio.

    4.4.3 Procedimento

    A conexo da bomba durante o processo de vcuo ser feita atravs da vlvula de

    carga, localizada na descarga da tubulao do recipiente de lquido, por meio de tubo ou

    da mangueira flexvel.

    Vcuo Primrio

    Inicia-se a evacuao e, durante o processo, a presso poder ser verificada no

    manovacumetro, onde percebe-se que a presso no interior da instalao (atmosfrica,

  • 32

    aprox. 100 kPa abs ou 760 mmHg) decresce rapidamente at cerca de 3 kPa abs (~20

    mmHg), ou ligeiramente abaixo. At o presente, apenas o ar e os gases incondensveis

    foram removidos. Em seguida a presso passa a diminuir mais lentamente, pois s

    ento gua comea a evaporar. Recomenda-se verificar os pontos baixos onde pode

    haver enclausuramento de gua e aquecer estes pontos para acelerar o processo de

    evaporao.

    Quando a presso atingir aproximadamente 0.7 kPa abs (5.5 mmHg), aps cerca

    de 15 horas do incio do processo, a bomba ser desligada por um perodo de 1 hora e a

    presso ser verificada no manovacumetro. Um aumento da presso indica a evaporao

    da umidade que ainda se encontra no sistema. Neste caso, continuar o processo por mais

    10 horas, e em seguida desligar a bomba novamente, para a verificao da estabilidade

    da presso.

    O processo deve continuar at que a presso atinja o valor de 0.66 kPa abs

    (5.0 mmHg) e se mantenha estvel. Em seguida a bomba ser desligada e isolada do

    circuito e essas condies sero mantidas por mais 6 horas.

    Quebra de vcuo

    O vcuo atingido ser quebrado por meio da injeo de Nitrognio no sistema,

    at que a presso retorne presso atmosfrica inicial.

    Vcuo secundrio

    A evacuao efetuada novamente at que a presso atinja o valor de 0.66 kPa

    abs (5.0 mmHg).

    Carga primria de Amnia

    Aps o processo do vcuo secundrio, a instalao estar apta para receber a

    primeira carga de Amnia. Inicialmente, a carga ser realizada at o sistema atingir 700 kPa

    g (7.0 bar g). Recomenda-se ainda que durante este perodo o sistema seja inspecionado

    com detectores de Amnia. Mscaras apropriadas devero estar disponveis em caso de

    emergncia.

    Ao final, todos os componentes, vlvulas e elementos de controle devero ser

    retornados posio normal de operao com o sistema parado.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    33

    4.5 Carga de AmniaEm caso do uso de cilindros para a carga de Amnia, recomenda-se conectar

    apenas um cilindro por vez. Em caso de alimentao por mais de um cilindro, deve-se

    tomar o cuidado para que no haja fluxo de um cilindro para o outro atravs do uso

    de vlvulas de reteno em cada conexo de alimentao de cada cilindro, de modo a

    impedir o fluxo para dentro dos cilindros.

    A vlvula de carga de Amnia para o sistema deve ser compatvel com o tamanho

    do sistema e deve possuir uma vlvula de reteno para impedir retorno de fluxo do

    sistema para o elemento de carga (cilindro ou caminho tanque).

    O ponto de carga e o cilindro devero estar posicionados em rea externa, em

    um local protegido, onde no haja risco para o restante da equipe de operao. A rea

    deve ser isolada e um aviso deve ser colocado informando que o sistema est sendo

    carregado com Amnia.

    Quando utilizado caminho tanque, recomenda-se bombear Amnia para o

    recipiente de lquido utilizando bombas de Amnia prprias do caminho (quando

    houver).

    No caso de caminho tanque, o fornecedor de Amnia dever apresentar a

    seguinte documentao para liberao do abastecimento:

    Identificao da carga de Amnia, com informaes do fabricante da Amnia,

    certificado de procedncia e certificado de pureza (mnimo de 99.95%);

    Certificado de procedimento de vcuo no tanque do caminho antes da carga de

    Amnia;

    Procedimento escrito das operaes de abastecimento de Amnia;

    Certificado de integrao do profissional para atividade de risco na rea e

    certificado de treinamento do profissional para o procedimento de operaes de

    abastecimento de Amnia

    O fornecedor dever ainda prover mangueira apropriada e conexo de engate

    rpido para o ponto de carga de Amnia da instalao. Em caso de diferena de dimetros

    entre a mangueira e a conexo de carga do sistema, no podero ser utilizadas redues

    em srie (montadas na hora) para a conexo. O fornecedor dever prover um dispositivo

    de reduo apropriado e que j seja montado na mangueira.

  • 34

    Antes de iniciar a operao, inspecionar a mangueira do fornecedor verificando

    se a mesma adequada para a operao e se h um ponto de dreno para esvaziamento

    final da mangueira aps a carga.

    Prover gua em abundncia no local (mangueira com gua corrente) e utilizar EPI

    adequado para o servio (pelo menos botas, luvas e mscara especfica).

    Aps instalar a mangueira que interliga o caminho tanque com o ponto de

    conexo de carga de Amnia da instalao dever ser realizado o seguinte procedimento

    de carga:

    Registrar o volume inicial de Amnia no recipiente de lquido;

    Abrir a vlvula de conexo de carga de Amnia da instalao (100%);

    Seguir a operao conforme o procedimento escrito do fornecedor;

    Durante o procedimento, o operador de carga de Amnia deve permanecer

    ao lado do conjunto de vlvulas do caminho para o fechamento imediato das

    vlvulas de carga em caso de emergncia;

    Quando a carga estiver completada, fechar a vlvula de conexo de carga de

    Amnia da instalao;

    Fechar a vlvula de conexo de Amnia do caminho-tanque;

    Drenar o resduo de Amnia do trecho da mangueira para um tambor com gua;

    Retirar a mangueira das conexes de carga de Amnia da instalao e do caminho

    tanque;

    Registrar a massa da carga de Amnia injetada na instalao.

    Para o clculo da massa total injetada, alm do registro da variao de volume no

    recipiente de lquido (e posterior clculo de massa atravs da densidade da Amnia na

    temperatura ambiente), recomenda-se pesar cada cilindro antes e depois da carga ou

    pesar o caminho tanque antes e depois da carga (quando possvel).

    Durante o procedimento de carga, um dos compressores (de preferncia de duplo

    estgio e de menor capacidade), dever estar preparado, com a devida carga de leo

    e ligao eltrica, para entrar em funcionamento. Deve-se levar em conta que durante

    este perodo, o compressor estar operando fora das condies normais de operao

    (presso e temperatura) para as quais o sistema foi projetado.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    35

    4.6Testesdosdispositivosdeproteodosistema

    Os testes dos dispositivos de proteo dos compressores devero ser executados

    pelo profissional responsvel pelo Start-Up dos compressores (designado pelo

    fabricante dos compressores). Os demais dispositivos devero ser executados pelo

    profissional responsvel pelo Start-Up do sistema (designado pelo instalador) e/ou

    responsveis pelos outros equipamentos fornecidos. Os testes devero ser conduzidos

    e supervisionados pelo engenheiro designado pelo cliente como Autoridade de

    Comissionamento.

    Todos os dispositivos devero ser verificados previamente para certificar que

    os valores de ajuste de campo esto de acordo com o valor de ajuste estabelecido no

    projeto para cada dispositivo.

    4.6.1 Alta presso de descarga

    Este dever ser o primeiro dispositivo a ser testado.

    O valor de ajuste do dispositivo de proteo de alta presso de descarga do

    compressor no deve ser superior a 90% do valor de ajuste de qualquer dispositivo de

    alvio de presso instalado no lado de mesma presso de operao do dispositivo de

    proteo do compressor.

    Para o teste, a presso de descarga de cada compressor deve ser aumentada

    gradativamente (atravs do fechamento de vlvula na linha de descarga, aps o ponto de

    tomada de presso onde est instalado o dispositivo), at que o dispositivo de proteo

    atue, provocando o desligamento imediato do compressor quando a presso atingir o

    valor de ajuste.

    Caso a presso de descarga ultrapasse o valor de ajuste do dispositivo de proteo,

    o compressor dever ser desligado imediatamente (atravs de boto de emergncia,

    ou de parada instantnea). Neste caso, o dispositivo deve ser substitudo ou reparado

    (devero ser verificados os elementos mecnicos e eltricos do dispositivo) e aps a

    correo, o teste dever ser refeito.

    Em compressores com painis de controle microprocessados, o valor de ajuste

    da presso de descarga para desligamento poder ser diminudo durante o teste para

  • 36

    facilitar o procedimento e evitar presso muito elevada no sistema. Aps a concluso do

    teste, o valor de ajuste dever ser corrigido para a condio estabelecida no projeto.

    4.6.2 Baixa presso de suco

    Para o teste, a presso de suco de cada compressor deve ser diminuda

    gradativamente (atravs do fechamento de vlvula na suco), at que o dispositivo de

    proteo atue, provocando o desligamento imediato do compressor quando a presso

    atingir o valor de ajuste.

    Caso a presso de suco ultrapasse o valor de ajuste do dispositivo de proteo,

    o compressor dever ser desligado ou a presso de suco elevada (atravs da abertura

    da vlvula). Neste caso, o dispositivo deve ser substitudo ou reparado (devero ser

    verificados os elementos mecnicos e eltricos do dispositivo) e aps a correo, o teste

    dever ser refeito.

    4.6.3 Baixa presso diferencial de leo

    O dispositivo de proteo da presso diferencial de leo do compressor,

    normalmente est associado a um temporizador para evitar a parada do compressor

    durante a partida quando a presso diferencial de leo baixa. Isto deve ser levado em

    conta durante o procedimento de teste.

    O teste do temporizador pode ser realizado em bancada especfica montada no local

    ou atravs do isolamento das tomadas de presso do dispositivo de presso diferencial

    do leo (caso hajam vlvulas de bloqueio dos pontos de tomada de presso).

    O dispositivo de proteo de presso diferencial de leo poder ser testado

    alterando-se o valor de ajuste para um valor superior ao de projeto para facilitar o

    procedimento. Aps a concluso do teste, o valor de ajuste dever ser corrigido para a

    condio estabelecida no projeto.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    37

    4.6.4 Alta temperatura de descarga/alta temperatura de leo

    Em compressores com painis de controle microprocessados, recomenda-se

    alterar o valor de ajuste da temperatura de desligamento para um valor inferior durante

    o teste. Aps a concluso do teste, o valor de ajuste dever ser corrigido para a condio

    estabelecida no projeto.

    4.6.5Outrosdispositivosdeproteo

    Todos os demais dispositivos de proteo de alarme e desligamento dos

    compressores devero ser testados, incluindo dispositivos para baixa temperatura e

    dispositivos de proteo externos, tais como controladores de nvel de lquido (alarme e

    desligamento por nvel alto ou nvel baixo).

    Tambm devero ser testados os dispositivos de proteo dos demais

    equipamentos, tais como bombas de Amnia e mquinas fabricao de gelo.

    Os testes devero ser realizados conforme as recomendaes do fabricante.

    4.6.6 Sistemas de proteo de emergncia

    Tambm devero ser testados os seguintes sistemas auxiliares:

    Sistema de Ventilao Normal da Sala de Mquinas;

    Sistema de Ventilao de Emergncia;

    Botes de Emergncia (parada instantnea de equipamentos e da instalao);

    Vlvula Solenide Principal da Linha de Lquido;

    Estaes de Lava-Olhos e Chuveiros tipo Dilvio de Emergncia;

    Detectores de Amnia.

    Os testes devero ser realizados conforme as recomendaes do fabricante.

  • 38

    4.7OperaoassistidaAps a concluso dos testes dos dispositivos de proteo, as rotinas do Start-Up

    podero seguir adiante com os ajustes das vlvulas de controle e demais elementos de

    controle para a correta operao dos equipamentos e do sistema.

    Durante o procedimento de Start-Up dever haver um monitoramento das

    presses e temperaturas de operao do sistema e constantes inspees sobre

    vazamentos de Amnia. Em caso de qualquer anormalidade, o sistema deve ser parado

    imediatamente e as causas devem ser identificadas e corrigidas antes de retornar ao

    funcionamento.

    Devero ainda ser observadas as instrues e recomendaes do fabricante com

    relao s trocas de filtros e de leo durante o Start-Up, aps as primeiras semanas de

    operao do sistema.

    O Star-Up e Operao Assistida fazem parte da qualificao de operao do

    processo de comissionamento do sistema de refrigerao. A qualificao de desempenho

    porm, dever ser realizada posteriormente, aps todos os ajustes e quando houver

    carga trmica suficiente para operao completa do sistema.

    Durante a Operao Assistida, a equipe tcnica do Start-Up dever envolver a

    equipe do cliente que ir assumir a operao diria do sistema. Aps a qualificao da

    operao, com a certificao de que o sistema opera continuamente de maneira segura

    e isento de falhas e aps o treinamento necessrio, o controle e a rotina operacional do

    sistema pode ser transferida para a equipe de operao.

    Nos perodos que os compressores estiverem parados, todas as vlvulas

    solenides e vlvulas de bloqueio automticas (motorizadas ou servo atuadas) devem

    ser inspecionadas para se garantir que operam corretamente e que no h migrao de

    Amnia para partes do sistema com baixa presso.

    Para a qualificao de desempenho, o sistema dever operar com carga trmica

    suficiente para certificao da correta funcionalidade do sistema, conforme os requisitos

    de projeto do cliente.

    A Autoridade de Comissionamento dever conduzir os testes, com registros

    continuos das presses e temperaturas de operao dos compressores. Tambm devero

    ser monitorados os valores de potncia absorvida dos motores versus capacidade dos

    compressores, temperatura de condensao do sistema, nveis de lquido nos vasos

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    39

    de presso, temperaturas dos processos (no interior de cmaras frigorficas, tneis de

    congelamento, resfriadores de lquido, etc.), nvel e consumo de leo. Os valores devero

    ser analisados em conjunto para certificao do desempenho do sistema.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    41

    5. Critrios para operao seguraOs critrios a seguir tem como base o Bulletin 109 1997: Guidelines for

    Minimum Safety Criteria for a Safe Ammonia Refrigeration System [11], alm das

    normas e standards internacionais de referncia, onde aplicvel.

    5.1 CompressoresTodo compressor dever possuir plaqueta de identificao do fabricante, com pelo

    menos os seguintes dados do equipamento:

    Nome do Fabricante;

    Nmero de Srie do Compressor;

    Modelo do Compressor;

    Ano de Fabricao;

    Presso Mxima Admissvel de Trabalho (Presso de Projeto);

    Fluido Frigorfico (Amnia R-717);

    Rotaco Nominal de Operao do Compressor.

    Todo compressor deve operar dentro dos limites de operao especificados pelo

    fabricante, que devero constar no manual de operao e manuteno do equipamento.

    Como requisito mnimo, os seguintes limites devem ser verificados:

    Rotao do compressor;

    Relao de compresso (razo entre a presso de descarga e a presso de

    suco);

    Presso de Descarga de Projeto do Compressor Mxima Presso de Descarga

    Admissvel;

    Presso de Projeto do Sistema de Refrigerao Mxima Presso Admissvel de

    Trabalho do Sistema;

    Se o compressor prprio para operar com Amnia.

  • 42

    O motor do compressor dever estar de acordo com os requisitos de projeto e

    normas aplicveis e dever estar comissionado para operao. Todas as interligaes

    eltricas devero ser previamente verificadas e aprovadas.

    Todo compressor de deslocamento positivo deve ser equipado com um dispositivo

    de alvio de presso (interno ou externo), dimensionado de maneira adequada, com

    presso de ajuste de modo a evitar ruptura do compressor (conforme o ANSI/ASHRAE

    15-2007 e a NBR 16069 Seo 9.8). Caso a descarga do dispositivo de alvio de

    presso for direto para a atmosfera, dever ser atravs de uma tubulao adequada,

    dimensionada conforme o Anexo A da NBR 16069, o Appendix H do ANSI/ASHRAE 15-

    2007 ou a Section11.3 do ANSI/IIAR 2-2008.

    Todo compressor deve ser equipado com vlvulas de bloqueio na linha de suco

    e na linha de descarga, alm de vlvula de reteno na linha de descarga.

    Todo compressor deve ser equipado no mnimo com as seguintes protees

    atravs de controles de segurana:

    Desligamento por Baixa Presso de Suco;

    Desligamento por Alta Presso de Descarga;

    Desligamento por Baixa Presso de leo (caso o compressor utilize lubrificao

    forada).

    Todo compressor dever ser inspecionado em caso de qualquer sinal de alterao,

    modificao ou reparo que possa afetar a integridade da carcaa do compressor.

    Caso a carcaa do compressor estiver alterada, modificada ou reparada, esta

    dever ser novamente submetida a um teste de presso pelo fabricante ou por empresa

    de certificao de modo a requalificar o equipamento para a operao no sistema. Todos

    os documentos de requalificao e resultados dos testes devero ser mantidos nos

    arquivos referentes ao equipamento.

    Todo compressor deve ser equipado com no mnimo os seguintes dispositivos

    indicadores acessveis ao operador:

    Presso de Suco;

    Presso de Descarga;

    Presso de leo (caso o compressor utilize lubrificao forada).

    Temperatura de Descarga;

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    43

    Todo compressor, quando em operao, deve ser inspecionado e verificado

    quanto a vibraes excessivas, condies de fixao da base (aperto dos parafusos de

    fixao), limpeza e outras condies que possam afetar a segurana operacional do

    equipamento.

    5.2CondensadoresevaporativosTodos os condensadores evaporativos devero estar adequadamente ancorados

    e suportados.

    Para os servios de reviso e manuteno nos condensadores evaporativos, o

    acesso dever ser tal que no coloque em risco a equipe de manuteno.

    Qualquer vibrao excessiva de ventilador e/ou motor dever ser corrigida.

    Todo condensador evaporativo deve ser inspecionado completamente quanto

    corroso periodicamente.

    A serpentina, o eliminador de gotas e a bacia de todo condensador evaporativo

    devem ser verificados periodicamente quanto ao acmulo de depsitos slidos

    (incrustao) e/ou sujeira.

    Todo condensador evaporativo deve ser periodicamente inspecionado quanto

    eficcia do sistema de distribuio de gua e dos eliminadores de gotas.

    5.3 Vasos de presso e trocadores de calorTodos os vasos de presso e trocadores de calor devero possuir suas respectivas

    plaquetas de identificao conforme os requisitos da NR-13 e do ASME Pressure Vessel

    Code,SectionVIII,Division1.

    Os vasos de presso e trocadores de calor, assim como a tubulao de interligao,

    devero operar dentro dos limites de presso e temperatura como especificados nas

    respectivas plaquetas de identificao.

    Todo vaso de presso deve possuir conexo especfica para instalao de dispositivo

    de alvio de presso, conforme definido pela NR-13 e dimensionado conforme Seo 9.7

    e Anexo A da NBR 16069 ou Appendix H do ANSI/ASHRAE 15-2007.

  • 44

    Os trocadores de calor caracterizados como vasos de presso devero igualmente

    possuir dispositivos de de alvio de presso no lado do fluido frigorfico, conforme

    definido pela NR-13 e dimensionado conforme a NBR 16069 (Seo 9.7 e Anexo A) ou

    o ANSI/ASHRAE15-2007(Section9.7eAppendixH). Caso o trocador de calor possua

    fluido frigorfico lquido (sem mudana de fase) circulando em um dos lados e que

    possa ser isolado do restante do circuito de refrigerao atravs de vlvulas de bloqueio

    na entrada e na sada do trocador, ento dever ser instalado (entre as vlvulas) um

    dispositivo de alvio de presso para proteger o equipamento de presso hidrosttica

    excessiva, conforme o ANSI/ASHRAE 15-2007 e a NBR 16069 (Item 9.7.2) ou ANSI/IIAR

    2-2008(Section11.4eAppendixG).

    As plaquetas de identificao devero ser em AISI 304 e em caso de componentes

    com isolamento trmico, no devem ficar encobertas pelo isolamento. Caso alguma

    plaqueta de identificao esteja encoberta pelo isolamento trmico (ou por pintura),

    este deve ser removido e reparado de modo que a plaqueta esteja sempre acessvel

    verificao.

    Caso o trocador de calor ou vaso de presso apresente sinais de corroso alm da

    corroso superficial, o equipamento dever ser inspecionado quanto diminuio de

    espessura de chapa devido corroso, por profissional qualificado, conforme requerido

    pela NR-13.

    Qualquer alterao fsica em vasos de presso e trocadores de calor dever ser

    documentada no pronturio do equipamento, conforme requerido pela NR-13. Neste

    caso dever ser ainda realizado novo teste de presso do equipamento, assim como os

    demais ensaios requeridos aplicveis.

    5.4 Evaporadores foradores de arTodos os evaporadores devero estar adequadamente ancorados e suportados.

    Todo evaporador deve ser instalado em local onde no seja exposto a possveis

    avarias devido a choques de veculos em trnsito (ex. empilhadeiras).

    Todo evaporador dever possuir plaqueta de identificao do fabricante, com pelo

    menos os seguintes dados do equipamento:

    Nome do Fabricante;

    Modelo do Compressor;

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    45

    Ano de Fabricao;

    Presso Mxima Admissvel de Trabalho (Presso de Projeto do Compressor);

    Fluido Frigorfico (Amnia R-717);

    Capacidade de Resfriamento de Projeto;

    Temperatura de Evaporao de Projeto;

    rea de Transferncia de Calor.

    Todo evaporador e respectiva tubulao de interligao devem ser mantidos livres

    de acmulo excessivo de gelo, formado durante a operao, quando em operao em

    baixa temperatura.

    Para os servios de reviso e manuteno nos evaporadores, o acesso dever ser

    tal que no coloque em risco a equipe de manuteno.

    Qualquer vibrao excessiva de ventilador e/ou motor dever ser corrigida.

    Todo evaporador deve ser periodicamente e rigorosamente inspecionado quanto

    corroso.

    5.5 Bombas de refrigeranteToda bomba de Amnia dever possuir plaqueta de identificao do fabricante,

    com pelo menos os seguintes dados do equipamento:

    Nome do Fabricante;

    Nmero de Srie da Bomba;

    Modelo da Bomba;

    Ano de Fabricao;

    Presso Mxima Admissvel de Trabalho (Presso de Projeto);

    Fluido Frigorfico (Amnia R-717);

    Rotaco Nominal de Operao da Bomba.

    Bombas de refrigerante lquido devero ser adequadas para as condies de

    operao do sistema e apropriadas para operar com Amnia.

    Toda bomba de Amnia dever ser instalada com vlvulas de bloqueio na suco

    e recalque e vlvula de reteno no recalque.

  • 46

    Como elemento de proteo contra presso excessiva na bomba de Amnia e na

    respectiva tubulao, dever ser instalado um dispositivo de alvio hidrosttico ou de

    presso diferencial ou ainda, uma tubulao auxiliar de alvio (para um vaso de menor

    presso, por exemplo) que no possa ser bloqueada.

    5.6 Indicadores de nvel de lquido em vidroTodos os indicadores de nvel de lquido utilizados para visualizao do nvel de

    fluido frigorfico em trocadores de calor e vasos de presso devero ser instalados em

    locais onde no sejam expostos a possveis avarias devido a choques de veculos em

    trnsito (ex. empilhadeiras, caminhes).

    Os indicadores de nvel de lquido devero possuir corpo blindado e vidros anti-

    reflexivos, conforme a NBR 16069 (Item 9.11.2) e o EN 378-2 2000 (Item 6.2.7.3), com

    vlvulas de bloqueio, com sistema interno de reteno de vazamento em caso de ruptura

    do vidro. Indicadores de nvel do tipo tubo de vidro no devem ser utilizados.

    Os indicadores de nvel devero ser adequados faixa de variao de nvel de

    lquido para todas as condies de operao dos seus respectivos equipamentos (desde

    abaixo do nvel mnimo e at acima do nvel de alarme mximo).

    5.7 TubulaoA tubulao de Amnia e seus acessrios devero ser instalados conforme

    requerido no ANSI/IIAR2-2008Section10.

    Todos os elementos de aperto (ex.: parafusos e porcas de flanges e tampas)

    sujeitos a presso devero ser periodicamente inspecionados quanto ao torque de

    aperto adequado. Todos reparos em juntas devero ser anotados no livro de registros

    de manuteno e reparos (ver seo 5.10).

    Todo encaminhamento da tubulao em uma determinada instalao dever

    ser inspecionado periodicamente para certificao de que no hajam trechos expostos

    a possveis avarias devido a choques de veculos em trnsito (ex. empilhadeiras,

    caminhes).

    Todas tubulao no isolada deve ser inspecionada periodicamente quanto a

    sinais de corroso. Caso haja corroso, o trecho de tubo dever ser limpo at a superfcie

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    47

    do metal de modo a se eliminar toda corroso. Em seguida o tubo deve ser novamente

    pintado com pintura adequada, com revestimento anti-corrosivo. Caso a corroso seja

    intensa, o trecho de tubo deve ser substitudo.

    Em toda tubulao com isolamento trmico que apresente sinais de falha na

    barreira de vapor, o isolamento trmico dever ser removido para inspeo da tubulao.

    O tratamento deve ser o mesmo do pargrafo anterior.

    Toda tubulao de Amnia deve ser marcada e sinalizada de maneira apropriada

    para indicar a utilidade (ou aplicao) de determinado trecho de tubulao, e setas

    indicadoras do sentido de fluxo. Como sugesto, recomenda-se o IIAR Bulletin 114

    1991: Guidelines for Identification of Ammonia Refrigeration Piping and System

    Components.

    5.8Sistemadeventilaodasalademquinas

    O sistema de ventilao da sala de mquinas deve ser conforme requerido no

    ANSI/ASHRAE 15-2007 e na NBR 16069 (Sees 8.11 e 8.12) ou no ANSI/IIAR 2-2008

    (Section13.2).

    O Guia de Referncia Gr-01 Recomendaes de Projeto para Operao Segura

    de Sistemas de Refrigerao por Amnia, pode ser utilizado como referncia.

    5.9DispositivosdealviodepressoTodo vaso de presso (incluindo os vasos principais, trocadores de calor, vasos

    acumuladores para dreno de leo, e demais vasos auxiliares do sistema de Amnia)

    dever ter instalado pelo menos uma vlvula de alvio de presso (simples ou dupla) ou

    outro dispositivo de alvio de presso aplicvel, conforme requerido na NR-13, no ANSI/

    ASHRAE 15-2007 e na NBR 16069 (Seo 9.7).

    No poder haver nenhuma vlvula de bloqueio instalada entre a vlvula de alvio

    de presso e a(s) parte(s) do sistema por ela protegida, exceto quando houver uma

    vlvula de alvio de presso dupla e uma vlvula de 3-Vias em manifold de forma tal

    que uma das vlvulas esteja sempre conectada parte protegida, conforme requerido

    na NR-13, no ANSI/ASHRAE 15-2007 e na NBR 16069 (Seo 9.7). A vlvula de 3-Vias

  • 48

    deve ser mantida na condio de totalmente aberta como procedimento normal de

    operao.

    Toda vlvula de alvio de presso deve ser ajustada de forma tal que a presso

    inicial de abertura da vlvula no ultrapasse a presso de projeto da(s) parte(s) por ela

    protegida, conforme requerido na NR-13, no ANSI/ASHRAE 15-2007 e na NBR 16069

    (Seo 9.7).

    Toda vlvula de alvio de presso deve ser ajustada e lacrada pelo fabricante da

    vlvula e marcada com uma plaqueta de identificao, conforme requerido na NR-13, no

    ANSI/ASHRAE 15-2007 e na NBR 16069 (Seo 9.7).

    Os dispositivos de alvio de presso devero ser conectadas s respectivas linhas

    de descarga, conforme o ANSI/ASHRAE 15-2007 (Appendix H), a NBR 16069 (Anexo A)

    ou a Sec. 11.3 do ANSI/IIAR 2-2008, tendo em conta o dimensionamento adequado das

    linhas, a suportao das linhas e o local adequado para a descarga na atmosfera.

    Nenhuma vlvula de alvio de presso dever ser instalada em ambientes

    refrigerados a menos que as devidas precaues sejam tomadas a fim de evitar a a

    migrao de umidade para dentro do corpo da vlvula ou da linha de descarga.

    As vlvulas de alvio de presso devero ser recalibradas ou substitudas

    periodicamente, conforme requerido na NR-13, quando da ocasio do Exame Interno do

    Vaso de Presso (intervalo vrivel em funo das caractersticas do vaso e das condies

    de operao).

    5.10 Requisitos gerais de seguranaTodos os instrumentos devero ser apropriados para operar com Amnia,

    com fundo de escala, preciso e resoluo adequados faixa de operao do local

    ou equipamento onde estiverem instalados. Os mesmos devero ser recalibrados ou

    susbtitudos periodicamente. Instrumentos fora de escala, descalibrados ou inoperantes

    devero ser substitudos.

    Acumuladores de suco, separadores de lquido, resfriadores intermedirios

    devero ser equipados com proteo contra nvel alto de Amnia lquida, que deve

    emitir um alarme de nvel alto e, quando prtico, deve atuar no desligamento parcial

    ou total dos respectivos compressores a fim de se evitar arraste de lquido para os

    compressores.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    49

    As vlvulas de bloqueio principais do sistema; as vlvulas de bloqueio das linhas

    de degelo por gs quente e as vlvulas de bloqueio principais das bombas de Amnia

    devem ser claramente identificadas, com sinais proeminentes de identificao e de fcil

    acesso.

    Formao de gelo (externa) pode ser perigosa tubulao de Amnia ou a outros

    componentes do sistema. Esta deve ser removida e as condies que a causaram devem

    ser corrigidas.

    Rudos anormais e/ou vibraes de tubulao, ventiladores, bombas, pressostatos

    de proteo das bombas e efeito de surge na tubulao devem ser investigados e

    corrigidos/ eliminados.

    Uma estao de lava olhos e chuveiro do tipo dilvio deve ser localizada na area

    externa mais proxima de cada porta de sada da sala de maquinas. Uma estao adicional

    deve ser instalada dentro da sala de maquinas, com fcil acesso.

    Nunca se deve manter um cilindro de carga de Amnia conectado (mesmo que

    temporariamente) ao sistema, a no ser quando houver operao especifica de carga de

    Amnia e esta conduzida por pessoal qualificado, conforme requerido na Section15.2

    do ANSI/IIAR 2-2008.

    5.11 Registros e documentaoTodos os principais registros e documentao relevante do sistema devem ser

    mantidos pelo usurio em lugar seguro e disponveis para verificao de detalhes

    relativos ao projeto, instalao, manuteno e operao do sistema.

    A documentao de projeto de um sistema de refrigerao deve incluir pelo menos

    os seguintes documentos atualizados:

    Fluxograma de engenharia da instalao;

    Descritivo operacional do sistema de refrigerao;

    Folhas de dados de operao nas condies de projeto dos principais componentes

    (compressores, condensadores, evaporadores, separadores de lquido, recipientes

    de lquido, resfriadores intermedirios, economisers, bombas de Amnia, etc.);

    Manuais de operao e manuteno dos principais componentes e elementos de

    controle;

  • 50

    Esquemas eltricos dos equipamentos e da instalao;

    Fluxograma do circuito de distribuio de ar do sistema de ventilao;

    Fluxograma e layout do sistema de deteco de vazamento de Amnia;

    Pronturio dos vasos de presso, conforme requerido pela NR-13;

    Descritivo das lgicas do sistema de automao (quando aplicvel);

    Data-Book do Sistema e principais componentes incluindo os relatrios

    dos testes de presso e dos demais resultados dos testes realizados durante o

    comissionamento do sistema, at o Start-Up.

    Dever ser utilizado um livro de registros de manuteno e reparos realizados no

    sistema de refrigerao com o registro de todas as ocorrncias.

    Dever haver um registro de dados da quantidade de Amnia adicionada ao

    sistema e da quantidade de leo lubrificante adicionado e removido em cada compressor

    do sistema.

    Recomenda-se que sempre estejam disponveis as seguintes informaes sobre o

    sistema de refrigerao:

    Nome e endereo para contato do instalador e/ou principais fornecedores;

    Inventrio atual de Amnia no sistema;

    Tipo e marca do leo lubrificante e a carga atual;

    Registros dos testes de presso aplicados ao sistema e aos equipamentos.

    Recomenda-se ainda a utilizao de quadros com instrues de emergncia e com

    os telefones para contato com a equipe de brigada de emergncia, corpo de bombeiros

    local, polcia e hospitais locais.

    Dever ser elaborado um plano de evacuao apropriado, com rotas de fuga

    claramente identificadas e pessoas responsveis para a ativao do plano.

    5.12 Frequncia das inspees de seguranaToda instalao deveria ter um elemento representante, designado pelo

    proprietrio, responsvel por assegurar o cumprimento de todos os requisitos de

    segurana do sistema de refrigerao.

    Recomenda-se que o proprietrio estabelea um plano anual de verificao de

    todos os requisitos de segurana e que a cada cinco anos seja conduzido um processo

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    51

    de inspeo e recomissionamento de todo sistema por um engenheiro competente, com

    experincia em sistemas de refrigerao.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    53

    6. Literatura de referncia/ softwaresutilizados

    6.1 Referncias literatura[1] ASHRAE Handbook of Fundamentals American Society of Heating Air

    Conditioning and Refrigerating Engineers Ed. 2005

    [2] ASHRAEHandbookofRefrigeration American Society of Heating Air Conditioning

    and Refrigerating Engineers Ed. 2006

    [3] IIAR Ammonia Data Book International Institute of Ammonia Refrigeration

    Ed. 1993 Rev. 1997.

    [4] NR-15 2008 Atividades e Operaes Insalubres Normas Regulamentadoras

    da Legislao de Segurana e Sade no Trabalho - Ministrio do Trabalho Lei

    nr. 6514 22/12/1977.

    [5] ANSI/ASHRAE Standard 34-2007 Designation and Safety Classification of

    Refrigerants American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning

    Engineers.

    [6] ABNT NBR IEC 60079-10 Equipamentos Eltricos para Atmosferas Explosivas

    Parte 10: Classificao de reas Associao Brasileira de Normas Tcnicas.

    [7] NFPA 70-2002 National Electrical Code, National Fire Protection Association.

    [8] AIChE-CCPS Guidelines for Engineering Design for Process Safety American

    Institute of Chemical Engineers Center for Chemical Process Safety Ed. 1993.

    [9] IIARBulletin1112002: Guidelines for: Ammonia Machinery Room Ventilation

    International Institute of Ammonia Refrigeration.

    [10] Bulletin 110 1993: Guidelines for: Start-Up, Inspection and Maintenance of

    Ammonia Mechanical Refrigerating Systems.

    [11] Bulletin 109 1997: Guidelines for: IIAR Minimum Safety Criteria for a Safe

    Ammonia Refrigeration System.

  • 6.2Refernciassoftwares{1} CoolPack Ver.1.46 Simulation Tools for Refrigeration Dept. of Mechanical

    Engineering Technical University of Denmark Ed. 2001.

    {2} REFRIG Ver.18.01 Refrigerant Properties - International Technical Computing

    York Group Ed. 2008.

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    55

    7. Folhas de relatrio de inspeo (checklists)

    Anexo, tabelas de Checklist de Inspeo de vrios equipamentos e componentes

    de uma instalao de refrigerao por Amnia tendo como base as tabelas do Bulletin

    1091997:GuidelinesforMinimumSafetyCriteriaforaSafeAmmoniaRefrigeration

    System [11].

    Checklist de inspeo CompressorData: Hora: Inspetor: TAG:

    Dados de projeto:

    Capacidade frigorfica (kW): Rotao (rpm):

    Presso de suco (bar g): Presso de descarga (bar g):

    Temperatura de evaporao (oC): Temperatura de condensao (oC):

    Dados de placa do compressor:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Fluido refrigerante: Max. rotao (rpm):

    Max. presso de trabalho (bar g): Desl. volumtrico (m3/h):

    Dados de placa do motor eltrico:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Potncia nominal (kW (cv)): Rotao (rpm):

    Tenso (V): Corrente (A): Ip/In:

    Carcaa: Isolamento:

    Set-point dos limites de operao:

    Min. presso suco (bar g): Max. presso descarga (bar g):

    Min. presso dif. leo (bar): Max. presso dif. leo (bar):

    Max. temp. leo (oC): Max. temp. descarga (oC):

    Presso de abertura da vlvula de segurana (bar g):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da Reviso:

  • 56

    Inspeo de campo:

    Aparncia visual aceitvel? (S)im / (N)o Observaes/recomendaes:

    Pintura

    Sensores de presso/temperatura

    Painel de controle

    Plaqueta de identificao

    Proteo do acoplamento

    Instalao eltrica

    Fixao na base de concreto

    Nvel de vibrao

    Nvel de rudo

    Set-points das protees conforme projeto? (S)im / (N)o Observaes/recomendaes:

    Baixa presso de suco

    Alta presso de descarga

    Baixa presso de leo

    Alta temperatura de descarga

    Alta temperatura do leo

    Sobrecarga de corrente

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    57

    Checklist de inspeo Recipiente de lquidoData: Hora: Inspetor: TAG:

    Dados de projeto:

    Volume total (L): Volume mx. operao (L):

    Presso de projeto (bar g): Presso de operao (bar g):

    Temperatura de projeto (oC): Temperatura de operao (oC):

    Dados de placa:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Fluido refrigerante: Cdigo de projeto:

    Max. presso de trabalho (bar g): Presso de teste:

    Categoria (conf. NR-13 anexo IV):

    Dadosdodispositivodesegurana(vlvuladesegurana):

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Presso de abertura (bar g): Vazo de projeto (kg/s):

    Data da ltima certificao (a cada 5 anos):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    Aparncia visual aceitvel? (S)im/(N)o Observaes/recomendaes:

    Pintura

    Termmetros/manmetros

    Pressostatos/termostatos

    Vlvulas de bloqueio

    Vlvula de segurana

    Indicador de nvel

    Plaqueta de identificao

    Fixao na base de concreto

    Teste de estanqueidade das vlvulas de bloqueio Aprovado?S)im/(N)o Observaes/recomendaes:

    Entrada de lquido

    Sada de lquido

    Linha de equalizao descarga

    Linha de gs quente

    Dreno bloqueio manual

    Dreno fecho rpido

    Bloqueio do indicador de nvel

    Bloqueio do manmetro

  • 58

    Checklist de inspeo Acumulador de sucoData: Hora: Inspetor: TAG:

    Dados de projeto:

    Volume total (L): Volume mx. operao (L):

    Nvel de operao (mm): Nvel mximo (mm): Nvel mnimo (mm):

    Presso de projeto (bar g): Presso de operao (bar g):

    Temperatura de projeto (oC): Temperatura de operao (oC):

    Dados de placa:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Fluido refrigerante: Cdigo de projeto:

    Max. presso de trabalho (bar g): Presso de teste:

    Categoria (conf. NR-13 anexo IV):

    DadosdoDispositivodeSegurana(VlvuladeSegurana):

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Presso de abertura (bar g): Vazo de projeto (kg/s):

    Data da ltima certificao (a cada 5 anos):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    Aparncia visual aceitvel? (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Pintura

    Isolamento trmico

    Termmetros/manmetros

    Vlvulas de bloqueio

    Vlvula de segurana

    Controladores/protees de nvel

    Indicador de nvel

    Plaqueta de identificao

    Fixao na base de concreto

    Teste de estanqueidade das vlvulas de bloqueio Aprovado?(S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Entrada de vapor

    Sada de vapor

    Entrada de gs quente

    Dreno de leo bloqueio manual

    Dreno de leo fecho rpido

    Bloqueio do controlador de nvel

    Bloqueio do manmetro

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    59

    Checklist de inspeo Separador de lquidoData: Hora: Inspetor: TAG:

    Dados de projeto:

    Volume total (L): Volume mx. operao (L):

    Nvel de operao (mm): Nvel mximo (mm): Nvel mnimo (mm):

    Presso de projeto (bar g): Presso de operao (bar g):

    Temperatura de projeto (oC): Temperatura de operao (oC):

    Dados de placa:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Fluido refrigerante: Cdigo de projeto:

    Max. presso de trabalho (bar g): Presso de teste:

    Categoria (conf. NR-13 anexo IV):

    Dadosdodispositivodesegurana(vlvuladesegurana)

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Presso de abertura (bar g): Vazo de projeto (kg/s):

    Data da ltima certificao (a cada 5 anos):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    Aparncia visual aceitvel? (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Pintura

    Isolamento trmico

    Termmetros/manmetros

    Controladores/protees de nvel

    Vlvulas de bloqueio

    Vlvula de segurana

    Indicador de nvel

    Plaqueta de identificao

    Teste de estanqueidade das vlvulas de bloqueio Aprovado?(S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Injeo de lquido

    Injeo de lquido manual

    Sada de vapor

    Dreno de leo bloqueio manual

    Dreno de leo fecho rpido

    Bloqueio do indicador de nvel

    Bloqueio do controlador de nvel

    Bloqueio do manmetro

  • 60

    Checklist de inspeo Condensador evaporativoData: Hora: Inspetor: TAG:

    Dados de projeto:

    Capacidade (kW): Temperatura de condensao (oC):

    Presso de projeto (bar g): Presso de operao (bar g):

    Temperatura de bulbo mido (oC):

    Dados de placa:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Fluido refrigerante: Cdigo de projeto:

    Max. presso de trabalho (bar g): Presso de teste:

    Dadosdeplacadomotordoventilador:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Potncia nominal (kW (cv)): Rotao (rpm):

    Tenso (V): Corrente (A): Ip/In:

    Carcaa: Isolamento:

    Dados de placa do motor da bomba:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Potncia nominal (cv): Rotao (rpm):

    Tenso (V): Corrente (A): Ip/In:

    Carcaa: Isolamento:

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da Reviso:

    Inspeo de campo:

    Aparncia visual aceitvel? (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Pintura

    Vlvulas de bloqueio

    Serpentina (incrustao/corroso

    Ventiladores

    Bomba de gua

    Fixao na base de concreto

    Plaqueta de identificao

    Nvel de rudo/vibrao

    Distribuidor de gua opera eficaz?

    Sistema de tratamento adequado?

    Teste de estanqueidade das vlvulas de bloqueio: Aprovado?(S)im/(N)o

    Observaes/recomendaes

    Entrada de vapor da descarga

    Sada de lquido

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    61

    Checklist de inspeo TubulaoData: Hora: Inspetor: TAG:

    Descrio do trecho:

    Dados de projeto:

    Dimetro nominal : Sch:

    Dimetro externo (mm): Espessura (mm):

    Tipo de isolamento: Espessura do isolamento (mm):

    Temperatura de operao (oC): Presso de operao (bar g):

    Estado da Amnia: Vapor Lquido Bi-fsico

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    Aparncia visual aceitvel? (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Pintura

    Isolamento

    Solda

    Est adequadamente suportada?

    Ocorre formao anormal da gelo?

    Ocorre formao de umidade?

    Outros:

  • 62

    Checklist de inspeo Vlvula solenide Data: Hora: Inspetor: TAG:

    Localizao da vlvula:

    Dados de projeto:

    Capacidade (kW): Vazo em massa (kg/s):

    Temperatura de operao (oC): Presso de operao (bar g):

    Diferencial de presso (bar):

    Estado da Amnia: Vapor: Lquido: Bi-fsico

    Aplicao: Injeo de lquido: Bloqueio: Injeo de gs quente

    Caractersticas:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Dimetro nominal: Max. presso de trabalho (bar g):

    Fluido refrigerante: Tenso da bobina (V):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Aparncia visual aceitvel?

    A bobina atua corretamente?

    A vlvula foi aberta p/ inspeo?

    O orifcio estava desobstrudo?

    Ocorre formao de gelo?

    Ocorre formao de umidade?

    Outros:

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    63

    Checklist de inspeo Vlvula reguladora de presso Data: Hora: Inspetor: TAG:

    Localizao da vlvula:

    Dados de projeto:

    Capacidade (kW): Vazo em massa (kg/s):

    Temperatura de operao (oC): Presso de operao (bar g):

    Diferencial de presso (bar):

    Estado da Amnia: Vapor: Lquido: Bi-fsico

    Caractersticas:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Dimetro nominal: Max. presso de trabalho (bar g):

    Fluido refrigerante: Tenso (V):

    Dispositivos auxiliares (solenides, controles de presso/temperatura, etc.):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Aparncia visual aceitvel?

    A bobina atua corretamente?

    A vlvula foi aberta p/ inspeo?

    O orifcio estava desobstrudo?

    Ocorre formao anormal de gelo?

    Manmetros esto operantes?

    Teste de estanqueidade das vlvulas de bloqueio foi aprovado?

    Outros:

  • 64

    Checklist de inspeo Vlvula de expanso Data: Hora: Inspetor: TAG:

    Localizao da vlvula:

    Dados de projeto:

    Capacidade (kW): Vazo em massa (kg/s):

    Temperatura de evaporao (oC): Temperatura de condensao (oC):

    Diferencial de presso (bar):

    Caractersticas:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Dimetro nominal: Max. presso de trabalho (bar g):

    Fluido refrigerante: Tenso (V):

    Tipo da vlvula: Manual: Termosttica: Eletrnica

    Dispositivos auxiliares (solenides, sensores de presso/temperatura, controles eletrnicos, etc.):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Aparncia visual aceitvel?

    A bobina atua corretamente?

    A vlvula foi aberta p/ inspeo?

    O orifcio estava desobstrudo?

    Teste de estanqueidade das vlvulas de bloqueio foi aprovado?

    Outros:

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    65

    Checklist de Inspeo Vlvula de bloqueio manualData: Hora: Inspetor: TAG:

    Funo da vlvula:

    Localizao da vlvula:

    Dados de projeto:

    Capacidade (kW): Vazo em massa (kg/s):

    Temperatura de operao (oC): Presso de operao (bar g):

    Diferencial de presso (bar):

    Caractersticas:

    Fabricante/modelo: Ano de fabricao:

    Dimetro nominal: Max. presso de trabalho (bar g):

    Tipo da vlvula: Bloqueio Reteno

    Outro tipo Descrever:

    Dispositivos auxiliares (solenides, sensores de presso/temperatura, controles eletrnicos, etc.):

    Serviosrealizadosnaltimareviso/manuteno:

    Data da reviso:

    Inspeo de campo:

    (S)im/(N)o Observaes/recomendaes

    Aparncia visual aceitvel?

    A vlvula atua corretamente?

    A vlvula foi aberta p/ inspeo?

    O orifcio estava desobstrudo?

    Teste de estanqueidade da vlvula de bloqueio/reteno foi aprovado?

    Outros :

  • 66

    Checklist de inspeo Aspectos gerais da instalao Data: Hora: Inspetor:

    Painis eltricos:

    Instalao eltrica (cabos, eletrocalhas, isolamentos, etc.):

    Instalao hidrulica (tanque, tubulao, vlvulas, bombas, etc.):

  • RECOMENDAES SOBRE COMISSIONAMENTO E INCIO DE OPERAO DE SISTEMAS DE REFRIGERAO POR AMNIA

    67

    Checklist de inspeo Aspectos gerais da instalao Data: Hora: Inspetor:

    Instalao hidrulica auxiliar (tubulao, vlvulas, bombas, etc.):

    Sistemadeventilaoeexausto:

    Equipamentos de segurana:

    Instalao civil: