Vers£o dos Jornalistas 152

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A edição de abril do Versão dos Jornalistas traz na capa e no editorial a participação da entidade nas manifestações em defesa da democracia, do estado de direito e da liberdade de imprensa. Nas matérias, o destaque vai para o alerta em relação ao PL 44/16 do Executivo estadual, que propõe a entrega de instituições públicas ao terceiro setor, o que pode atingir as emissoras de rádio e TV públicas RS - a TVE e a FM Cultura. O jornal traz ainda o perfil com Carlos Wagner, contando sua trajetória como repórter desde quando entrou na profissão até a aposentadoria. Ao final, uma recordação sobre a origem do Versão dos Jornalistas, que neste mês completa 25 anos de publicação. Boa leitura!

Text of Vers£o dos Jornalistas 152

  • Verso Publicao do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RSRua dos Andradas, 1270/133 - CEP 90.020-008Ano 24 - N 152 - Abril de 2016 - Porto Alegredos Jornalistaswww.jornalistas-rs.org.br

    Ao no MP cobra realizao de concurso pblico

    A funo do desenho no Jornalismo

    SINDICATO CHARGE

    Pgina 4

    LEGISLAO

    Projeto do Executivo ameaa fundaes

    Pgina 3 Pgina 5

    Pgina 2

    Pginas 6 e 7

    PERFIL

    Carlos Wagner:defensor da reportagem

    DEMOCRACIA

    Foto: Caco Argemi

    Jornalistas gachos participaram, em Porto Alegre, do ato que reuniu representantes de movimentos sociais no dia 31 de maro, em defesa da Constituio

  • Verso dos Jornalistas - Rio Grande do Sul - Abril de 20162

    Verso dos Jornalistas uma publicao do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS). Rua dos Andradas, 1270/133 Centro Histrico Porto Alegre, RS CEP 90020-008Fones: (51) 3226-0664 - www.jornalistas-rs.org - web@jornalistasrs.org

    Edio: Jorge CorreaEdio executiva e reportagem: Bruna Fernanda SuptitzEdio de Fotografia: Robinson Luiz EstrsulasDiagramao: Lus Gustavo Schuwartsman Van OndheusdenImpresso: Grfica PioneiroTiragem: 3 mil exemplares

    Diretoria ExecutivaPresidente - Milton Simas1 Vice Presidente - Luiz Armando Vaz2 Vice Presidenta - Vera Daisy Barcellos1 Secretrio Ludwig Larr2 Secretria Mrcia de Lima Carvalho1 Tesoureiro Robinson Luiz Estrsulas2 Tesoureiro - Renato BohuschSuplentes - Jos Maria Rodrigues Nunes e Luiz Salvador Machado Tadeo

    Diretoria GeralCelso Antonio Sgorla, Fernando Marinho Tolio, Carlos Alberto Machado Goulart, Cludio Fachel Dias, Elson Semp Pedroso, Mauro Roberto Lopes Saraiva Junior, Lo Flores Vieira Nuez, Alan da Silva Bastos, Jeanice Dias Ramos, Jorge Luiz Correa da Silva, Mrcia Fernanda Peanha Martins, Ana Rita Marini, Clarissa Leite Colares, Neusa Nunes, Pedro Luiz da Silveira Osrio

    Conselho FiscalCelso Augusto Schrder, Jos Carlos de Oliveira Torves, Antonio Eurico Ziglioli Barcellos, Adroaldo Bauer Spindola Correa, Cludio Garcia Machado

    Comisso de ticaAntnio Silveira Goulart, Antnio Carlos Hohlfeldt, Carlos Henrique Esquivei Bastos, Cristiane Finger Costa, Flvio Antnio Camargo Porcello, Jos Antnio Dios Vieira da Cunha, Celestino Meneghini, Edelberto Behs, Sandra de Ftima Batista de Deus, Marcos Emilio Santurio, Moiss dos Santos Mendes

    Versodos Jornalistas

    Filiado:

    EDITORIAL

    importante alertarmos para a gravidade do mo-mento poltico que o Pas est vivenciando. A iminn-cia de um golpe de Estado travestido de impeachment vai comprometer de maneira grave a ainda frgil de-mocracia brasileira. Por isso, conclamamos todos a defender a democracia, a justia e o Estado de Direito.

    No se fortalece a democracia desrespeitando-se as regras democrticas. No se faz justia com justi-amento. No se avana em conquistas sociais com desrespeito s garantias individuais previstas no Es-tado de Direito. No se supera crise econmica com o acirramento de uma crise poltica forjada pelos derro-tados nas urnas. No se constitui cidadania com ma-nipulao das informaes e linchamentos miditicos.

    Reafirmamos nossa posio de defesa das liber-dades de expresso e de imprensa e, mais uma vez, condenamos os veculos de comunicao que, dei-xando de lado a importante misso de informar a sociedade brasileira, tm assumido claramente o papel de opositores do governo federal e de defen-sores do golpe. Essa foi a mesma posio de parte

    da imprensa brasileira no golpe de 1964. Algumas empresas chegaram a pedir desculpas pelo erro co-metido, mas voltam a comet-lo. Certamente, tero de se explicar perante a histria.

    inadmissvel que a imprensa abdique de levar informao de qualidade sociedade, investigan-do e reportando fatos. A imprensa no pode servir de instrumento poltico para quem quer que seja e muito menos reproduzir acriticamente verses, va-zamentos seletivos e opinies favorveis aos prop-sitos dos golpistas.

    Igualmente, para fortalecer a democracia, o Poder Judicirio no pode abrir mo dos princpios da Jus-tia. O carter miditico da Operao Lava Jato e os excessos cometidos evidenciam que o Judicirio est sendo utilizado como instrumento do golpe de Estado. O Supremo Tribunal Federal (STF), como instncia mxima da Justia brasileira, deve assumir o papel de salvaguardar a imparcialidade que a Justia re-quer. Juzes devem agir como magistrados e no como agentes polticos; devem falar nos autos e no incitar a

    populao contra quem quer que seja.Um grupo de parlamentares ator central no golpe

    em andamento e que, se esse grupo tiver xito, a de-mocracia brasileira continuar corrompida. No po-demos entregar o pas nas mos de conspiradores ou de polticos denunciados por vrios crimes. A socieda-de brasileira no pode aceitar a injustia da condena-o da presidenta da Repblica por polticos que prati-caram os atos ilcitos. No h nenhuma comprovao de crime por parte de Dilma Rousseff e impeachment sem base jurdica, motivado por razes oportunistas e revanchistas, golpe.

    Por isso, conclamamos os jornalistas e todos os ci-dados brasileiros a resistir e lutar pela democracia, pela justia e pela liberdade. No aceitaremos golpes!

    Diretoria da Federao Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

    eDiretoria do Sindicato dos Jornalistas

    Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS)

    A defesa da democracia, da justia e do estado de direito

    Sindicato dos Jornalistas, cumprindo sua funo social, mobilizou representantes no ato do dia 31 de maro, na Esquina Democrtica em Porto Alegre

    Foto: Cristiano Campos Nunes

  • Verso dos Jornalistas - Rio Grande do Sul - Abril de 2016 3

    SINDICATO

    H 16 anos no realizado concurso pblico para a funo de jornalista na Prefeitura de Porto Alegre. A falta de ateno por parte dos gestores do Exe-cutivo municipal gera uma lacuna no quadro de funcionrios da administra-o direta para o cargo de Tcnico em Comunicao Social: das 81 vagas exis-tentes, somente 30 esto preenchidas por servidores de carreira.

    Mesmo com as reiteradas manifesta-es realizadas pelo Sindicato dos Jor-nalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS) e pela Associao dos Profissionais de Comunicao Social da Prefeitura de Porto Alegre (Asscom-Poa), alertando para os riscos do atual arranjo da comunicao pblica na ges-

    to municipal, no se observa interesse na resoluo desta demanda.

    Com a defasagem de profissionais de carreira, as vagas so preenchidas por funcionrios com Cargo em Comisso (CCs) - atualmente, mais de 80 exercem estas atividades, sendo, em muitos ca-sos, o nico responsvel pela comunica-o do setor.

    No dia 29 de maro, o SINDJORS protocolou no Ministrio Pblico Esta-dual representao contra a Prefeitura de Porto Alegre, cobrando a realizao do concurso e pedindo que o MP acione o Executivo para que tome as medidas cabveis. Acompanharam o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Milton Si-mas, as servidoras municipais Rita Bec-

    Representao no MPexige concurso para aPrefeitura de Porto Alegre

    Presidente do SINDJORS e representantes da AsscomPoa estiveram no MP

    Foto: Mrcia Martins Maia

    co, Cristine Rochol e Mrcia Martins Maia.

    Na oportunidade, Simas reiterou a defesa da entidade pela realizao do concurso pblico e em favor da funo do comunicador de carreira para o bom desempenho das atividades e preserva-o da memria da cidade. No somos

    contrrios aos detentores de cargo em comisso, nomeados para atuar junto a um projeto poltico. Acreditamos, sim, que os dois perfis de comunicadores de-vam atuar em conjunto, em prol da co-munidade. No podemos admitir como normal a defasagem de profissionais concursados, reitera o dirigente.

    Demisses preocupam o Sindicato e a categoriaA demisso de jornalistas entre os meses de fe-

    vereiro e maro deste ano preocupa o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS) e a toda a categoria. Sem dilogo com os profissionais sobre a motivao das dispensas, as empresas mostram desrespeito com os funcionrios e descaso com a comunicao.

    No jornal O Sul, do grupo Pampa de Comunicao, pelo menos 13 jornalistas, entre reprteres, editores e diagramadores, foram dispensados. De acordo com estes profissionais, o primeiro sinal de instabilidade atingiu a redao quando, no ano passado, a publi-cao deixou de ser impressa, passando a circular so-mente por meio online.

    Aps a realizao de um programa de Pedido de Demisso Voluntria (PDV), ainda em 2015, que no conquistou grande adeso por parte dos funcion-

    rios, a empresa utilizou uma estratgia que preocupa e revolta os profissionais: demitiu por justa causa, alegando uso indevido da internet no horrio de tra-balho. Diante da negativa dos jornalistas em assinar o termo, a empresa ofereceu, como alternativa, a adeso ao PDV. Segundo relatos, muitos se sentiram coagidos a aceitar o pedido, com medo de perda dos direitos conquistados no perodo de trabalho.

    Outras demisses tambm foram registradas nas redaes da RBS TV no interior do Estado. O anncio foi feito no mesmo dia que a emissora divulgou o seu novo projeto para o Jornal do Almoo, o JA Ideias, que consiste na realizao de debates sobre temas variados no estdio do programa, dispensando parte do trabalho de reprteres na rua. No fim do ano pas-sado, a emissora j havia promovido demisses, com a extino do bloco local do RBS Notcias no interior.

    Entidades sindicais e grupos do movimento negro no Estado promo-veram uma manifestao alusiva ao Dia Internacional de Luta pela Elimi-

    nao da Discriminao Racial em 21 de maro. O ato ocorreu na Esquina Democrtica, no centro de Porto Ale-gre com o tema Somos todos iguais,

    CEEE tambm sofre com demissesAlegando falta de recursos, o Grupo CEEE

    (Companhia Estadual de Energia Eltrica) tam-bm est praticando demisses que atingem d