Viagem Inclusiva

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A importância do lúdico no processo de inclusão social da pessoa com deficiência

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  • 1

  • 2SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTNCIA SOCIAL

  • 33

    Viagem inclusiva:

    a importncia do ldico no processo de incluso social da pessoa com de cincia

    BH . MG 2013

    inclusiva:a importncia do ldico no processo de incluso social da pessoa com de cincia

    inclusiva:inclusiva:inclusiva:

    ORGANIZAO DULCE HELENA COUTO ALVES

    SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTNCIA SOCIAL

  • 44

    Fich

    a T

    cnica GERNCIA DE PROTEO SOCIAL (GPSO)Shirley Jacimar Pires

    GERNCIA DE PROTEO SOCIAL BSICA (GPSOB)Magali Ceotto Deslandes Cardoso

    ORGANIZAO Dulce Couto Coordenadora de Projetos Socioculturais e Facilitadora do Processo de Formao da Equipe do SPSPD

    EQUIPE DE ACOMPANHAMENTO TCNICO DA GERNCIA DE PROTEO SOCIAL BSICA:Dayse Arajo Dutra assistente social / Maria Patrcia Lopes Lamgo pedagoga / Mercs Maria de H. C. Garcia - psicloga / Silvia Mara Pereira sociloga

    EDIO DE TEXTODulce Couto

    FORMULAO DOS TEXTOSDulce Couto e membros do Servio de Proteo Social Pessoa com Defi cincia

    REVISOMarco Antnio Dieguez de Souza

    PROGRAMAO VISUALRodrigo Furtini Ncleo de Comunicao e Mobilizao Social - GPAS

    NORMALIZAORosngela Alves Guimares Centro de Memria e Pesquisa Servio Interno de Informao GEIMA

    CRDITOS DAS IMAGENSDulce Couto e arquivos das regionais

    A474 Viagem Inclusiva: a importncia do ldico no processo de incluso social da pessoa com defi cincia/org. Dulce Helena Couto Alves.Prefeitura Municipal de Belo Horizonte - Secretaria Municipal Adjunta de Assistncia So-cial. Belo Horizonte: ASCOM, 2013. 104p.

    1- Ldico. 2. Pessoa com defi cincia 3.Incluso Social

    CDU-362.41

    Ficha catalogrfi ca: Rosngela Alves Guimares CRB6/1966

    ISBN: 978-85-60851-08-9

  • 55

    A todos vocs, e a muitos outros que no esto aqui,

    que j nasceram convidando o mundo a enxergar

    a vida de forma sensvel, bela e ldica.

  • 6Compromisso com a Incluso 07

    Por uma interveno sensvel 08

    Uma breve viagem : introduo ao mundo do brincar 10

    O caminho da viagem: diretrizes, planejamento e aes no trabalho com as famlias 13

    Por que embarcar nessa viagem? O ldico como exerccio de cidadania 19

    A plataforma de embarque: conexes de uma formao profissional continuada 23

    Uma rica bagagem: concepo, metodologia e acervo da Mala de Recursos 27

    Arrumando a mala: um trabalho em equipe 35

    O valor e o peso da mala: a importncia de avaliar 39

    Aconteceu na viagem: algumas experincias envolvendo a Mala de Recursos 41

    Incio ou fim da viagem: a incluso como constante recomeo 99

    Sumrio

  • 7Prefeitura Municipal de Belo HorizonteMarcio Araujo de Lacerda

    Secretaria Municipal de Polticas SociaisMaria Glucia Costa Brando

    Secretaria Municipal Adjunta de Assistncia SocialMarcelo Alves Mouro

  • 8

  • 9 A atuao da Secretaria Municipal Adjunta de Assistncia Social de Belo Horizonte sempre se pautou pela universalizao e garantia dos direitos sociais, em consonncia ao respeito, dignidade e elevao da autonomia dos cidados belo-horizontinos. Por meio do Servio de Proteo Social Pessoa com Deficincia proporcionamos novas possibilidades e oportunidades, que motivam e incluem a pessoa com deficincia, traduzindo, muitas vezes, a essncia desse Servio. Somos todos sujeitos de direitos, sem distino, e por isso fomentamos o desenvolvi-mento de mecanismos para a incluso, a participao social e comunitria de pessoas com deficincia, de modo a potencializarmos seu protagonismo, reconhecendo as capacidades e diminuindo as limitaes. Entendemos que adequao a palavra que guia o trabalho dos nossos educadores sociais na lida com as pessoas com deficincia e que tambm deve pautar toda a comunidade, implicando poder pblico e sociedade civil na co-construo do sentimento de pertencimento social por parte das pessoas com deficincia. Toda e qualquer forma de discriminao deve ser erradicada. E ratificando o nosso compromisso com a incluso social, traamos um caminho e damos agora mais um passo para a consolidao de uma poltica protetiva e inclusiva. Os desafios so muitos, mas o com-promisso de ampliar potencialidades maior.

    Marcelo Alves MouroSecretrio Municipal Adjunto de Assistncia Social

    Um compromissocom a incluso

    esperana...vidas em construo!alegrias e movimentos... Ao!

    Maria Efignia medeiros

  • 1010

    Por uma interveno

    sensvelOlhar perdido no espao

    Vazio que logo se encontraNo som de um assovio

    Dalva Sales

  • 11

    As pginas que se seguem relatam uma das estratgias de atendimento e acompa-nhamento das famlias atendidas pelo Servio de Proteo Social Pessoa com Deficincia do municpio de Belo Horizonte. A Mala de Recursos, instrumento prtico de trabalho balizado na experincia ldica, traz para a cena a pessoa com deficincia, destacando seu protagonismo e condio de su-jeitos de direitos humanos e sociais, a partir de sua forma de ler e interagir com o universo que a cerca. A ideia de se utilizar uma bagagem contendo acervo ldico surgiu com o extinto pro-grama Muriki. Nele, realizavam-se as oficinas do brincar destinadas s famlias com crian-as entre 0 e 6 anos. Objetivava-se, com essas atividades, demonstrar o quanto o brincar poderia estimular o desenvolvimento das crianas com deficincia. Finalizadas as oficinas, os profissionais envolvidos realizaram visitas domiciliares para avaliao dos impactos da ao no cotidiano das famlias atendidas. Dentre os pontos percebidos, destacavam-se a valorizao do brincar, o entendimento de sua importncia como linguagem natural e espontnea da criana e de seu papel na aproximao entre pais e filhos. A partir de ento, percebeu-se que o brincar abria um novo caminho para a incluso da criana com deficincia na sua prpria famlia, alm de fortalecer os vnculos familiares e comunitrios. Com esse novo paradigma de trabalho, a Mala de Recursos foi incorporada metodologia de acompanhamento familiar do Servio de Proteo Social Pessoa com Deficincia, no qual cada educador social/brincante passou a utiliz-la em suas visitas do-miciliares. Neste aspecto, ao intervir no ambiente familiar, os educadores sociais/brincantes aliam elementos ldicos ao trabalho com famlias, estabelecendo um novo olhar sob a pes-soa com deficincia e incorporando o brincar na rotina de cuidados a essa pessoa, favore-cendo novos estmulos, construo de novas histrias e interao com a comunidade. As experincias narradas neste livro, alm de demonstrarem a arte de se executar uma poltica pblica, demonstram a forma de se conceber e estrutur-la. O trabalho com famlias parte da experincia e do olhar que estas estabelecem sob o seu cotidiano e sob suas prprias relaes. Isso favorece o seu fortalecimento e a sua funo protetiva, dando um passo concreto na incluso da pessoa com deficincia no seu ambiente familiar e comu-nitrio.

    Shirley JacimarGerente de Proteo Social

  • 12

    Uma breve viagem:

    introduo ao mundo do brincar

    Um caminho de descobertasUm caminho de percepesUm caminho de emoes.

    Ftima Gobet

    Uma breve

    introduo ao mundo do brincar

    Um caminho de descobertasUm caminho de percepesUm caminho de emoes.

    12

    Uma breve

    introduo ao mundo do brincar

    Um caminho de descobertasUm caminho de percepesUm caminho de emoes.

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    Viagem Inclusiva talvez tenha sido a experincia mais desafi adora ao longo das aes que desenvolvo como propositora no campo da arteterapia, atendendo grupos de profi ssionais oriundos da educao, da cultura e das aes scio-educativas. Ao longo de trs anos de trabalho, acompa-nhando tcnicos e educadores no trabalho de incluso de pessoas com defi cincia, constatei que no existiam respostas prontas e tampouco teorias que norteassem o trabalho no domiclio das famlias atendidas. Entrar na casa de cada famlia, labirintos onde a memria do sofrimento est impregnada no reboco das paredes, fazer uma viagem rumo ao imprevisvel. Nesse caminho, sinuoso e cheio de barreiras, fomos buscar os componentes necessrios para iniciar nosso percurso na construo de uma metodologia capaz de empoderar as famlias tendo como ponto de partida o ato de brincar. O recorte que ora apresentamos apenas uma das faces de atuao do setor. Esse registro vem elucidar uma experincia que diz respeito ao direito de ser e de conviver em sociedade sem qualquer tipo de excluso. Esse pequeno recorte est contido em uma mala recheada de preciosidades capazes, muitas vezes, de fazer sorrir pessoas que h muito tempo no sorriam. Dentro da mala, podemos encontrar de tudo. Ela pode estar recheada de livros que con-vidam quem a manipula a fazer viagens pelos quatro cantos do mundo sem sair do lugar. Outras vezes, est repleta de papis e tecidos coloridos que vo virar personagens e cenrios de lugares onde ningum nunca pisou. Ainda podemos encontrar dentro da mala brinquedos, msicas, fl ores e sementes, cheiros contidos em pequenos frascos e at coisas que no cabem nela, essas esto na imaginao de quem a carrega e de quem a recebe. A mala no somente um objeto ldico. Representa tambm o trabalho de uma equipe que busca desenvolver uma tecnologia capaz de contribuir na superao do preconceito, promovendo assim a incluso social. Sabemos que a incluso um desafi o a ser superado. Ela depende do olhar sensvel da so-ciedade e do poder pblico perante as diferenas. Ao optarmos por realizar atividades ldicas, es-tamos convidando as famlias a conquistarem um espao onde a brincadeira seja vivenciada como um elemento condutor para