Vigil¢ncia em Saude no SUS, MS, 2006 - bvsms.saude.gov. palmente na organiza§£o dos servi§os

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  • VIGILNCIA EM SADE

    NO SUS

    Braslia-DF

    www.saude.gov.br/svs

    www.saude.gov.br/bvs

    disque sade0800.61.1997

    disque notifica0800.644.6645

    e-notificanotifica@saude.gov.br

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    FORTALECENDOA CAPACIDADE

    DE RESPOSTAAOS VELHOS E

    NOVOS DESAFIOS

    MINISTRIO DA SADE

  • MINISTRIO DA SADESECRETARIA DE VIGILNCIA EM SADE

    Braslia-DF2006

    Srie B. Textos Bsicos de Sade

    VIGILNCIA EM SADE

    NO SUSFORTALECENDO A CAPACIDADE

    DE RESPOSTA AOS VELHOS E

    NOVOS DESAFIOS

    livro_descentralizao.indb 1 23/2/2007 15:36:16

  • 2006 Ministrio da Sade.Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial.A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens dessa obra da rea tcnica.A coleo institucional do Ministrio da Sade pode ser acessada, na ntegra, na Biblioteca Virtual em Sade do Ministrio da Sade: http://www.saude.gov.br/bvs

    Srie B. Textos Bsicos de Sade

    Tiragem: 1. edio 2006 2.000 exemplares

    Elaborao, edio e distribuioMINISTRIO DA SADE Secretaria de Vigilncia em SadeProduo: Ncleo de Comunicao

    EndereoEsplanada dos Ministrios, Bloco GEdifcio Sede, 1. andar, sala 134CEP 70058-900, Braslia DFE-mail: svs@saude.gov.brEndereo na internet: www.saude.gov.br/svs

    Produo editorialTexto: Djalma Agripino de Melo Filho, Luci Praciano de LimaCoordenao editorial: Fabiano CamiloCapa, projeto grfico e diagramao: Ct. ComunicaoReviso de texto: Yana Polankof

    Impresso no Brasil / Printed in Brazil

    Ficha catalogrfica

    Brasil. Ministrio da Sade. Secretaria de Vigilncia em Sade.Vigilncia em sade no SUS: fortalecendo a capacidade de resposta aos velhos e novos desa-

    fios/Ministrio da Sade, Secretaria de Vigilncia em Sade. Braslia : Ministrio da Sade, 2006.228 p.: il. (Srie B. Textos Bsicos de Sade)

    ISBN 85-334-1306-8

    1. Vigilncia em sade. 2. Poltica de sade. 3. Sistema nico de Sade. I. Ttulo. II. Srie.

    NLM WA 525-546

    Catalogao na fonte Coordenao-Geral de Documentao e Informao Editora MS OS 2006/1477

    Ttulos para indexao:Em ingls: New Health Surveillance: Trajectory During the Period of 1997-2006Em Espanhol: Nueva Vigilancia en Salud: Trayectoria en el Perodo 1997-2006

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  • SUMRIO

    CAPTULO 1 UMA NOVA CONFIGURAOPOLTICO-INSTITUCIONAL E TCNICA PARA A VIGILNCIA EM SADE

    1.1 A Vigilncia em Sade como componente estrutural da gesto, 9

    1.2 Institucionalizao da gesto descentralizada

    em Vigilncia em Sade, 14

    1.2.1 A construo da gesto descentralizada

    em vigilncia em sade, 14

    1.2.2 Financiamento estvel e equnime, 18

    1.2.2.1 Modalidades de recursos, formas de habilitao, aplicao e controle, 18

    1.2.2.2 Diversificao de fontes de financiamento e estabelecimento

    de relaes com organismos internacionais Vigisus II, 20

    1.2.2.3 Polticas especficas de incentivo, 21

    2.2.2.4 Plano de Investimentos, 23

    1.2.3. Institucionalizao de ciclos peridicos

    de monitoramento e avaliao da gesto descentralizada, 25

    1.2.4. Evoluo dos investimentos em vigilncia em sade, 28

    1.3. Excelncia tcnica na conduo da Vigilncia em Sade, 29

    1.3.1 Viso estratgica no fortalecimento da competncia em VS, 30

    1.3.1.1 Cursos de longa durao, 30

    1.3.1.2 Criao da rede de recursos humanos

    em vigilncia em sade, 32

    1.3.1.3 A gesto como componente

    da formao em epidemiologia, 33

    1.3.1.4 Cursos de curta durao, 33

    1.3.1.5 Cursos de atualizao para a SVS, 36

    1.3.2. Cooperaes internacionais, 36

    1.3.3. Perspectivas, 37

    1.4 Promoo sade como estratgia

    para melhoria da qualidade de vida, 39

    1.5 Observatrio sensvel, analtico

    e cuidadoso com a sade da populao brasileira, 41

    1.5.1 Vigilncia em sade: a construo

    do novo objeto, mais amplo e mais integrado, 41

    1.5.2 Estratgias e tecnologias inovadoras

    para abordar o novo objeto, 42

    1.5.2.1 Reorganizao e requalificao

    dos sistemas de informao em sade, 43

  • 1.5.2.2 Inovaes no incentivo produo

    de estudos e pesquisas, 51

    1.5.3 Produtos estratgicos

    para compreenso da situao de sade, 52

    1.6 Reconhecimento de experincias bem sucedidas e de produes

    acadmicas relevantes na rea da epidemiologia aplicada aos servios de sade, 65

    1.6.1 Expoepi Mostra Nacional de Experincias Bem-sucedidas

    em Epidemiologia, Preveno e Controle de Doenas, 65

    1.6.2 Instituio de prmios para destacar experincias bem-sucedidas,

    investigaes de surtos e aplicao da epidemiologia no SUS, 76

    1.7 Poltica de comunicao integrada s aes de vigilncia, preveno e controle, 79

    CAPTULO 2 NOVOS OBJETOS, REORGANIZAO DAS PRTICAS E INOVAO TECNOLGICA

    2.1 Incluso de novos eventos no campo de ao da Vigilncia em Sade, 85

    2.2 Centro de Informaes Estratgicas em Vigilncia em Sade (CIEVS):

    alta tecnologia a servio das emergncias em Sade Pblica, 1042.3 Reorganizao da vigilncia das doenas

    e dos agravos no transmissveis (DANT), 113

    2.3.1 Aes realizadas no mbito da vigilncia

    e da preveno de Doenas Crnicas No Transmissveis (DCNT), 114

    2.3.2 Aes realizadas no mbito da vigilncia

    e preveno de acidentes e violncias, 116

    2.4 Requalificao e Integralidade das Aes de Vigilncia em Sade Ambiental, 117

    2.4.1 Fortalecimento da vigilncia em sade ambiental no Brasil, 117

    2.4.2 Principais aes desenvolvidas, 119

    2.4.2.1 Vigilncia da qualidade da gua para consumo humano (Vigiagua), 119

    2.4.2.2 Vigilncia em sade de populaes expostas a solos

    contaminados (Vigisolo), 121

    2.4.2.3 Vigilncia em sade ambiental relacionada qualidade do ar (Vigiar), 123

    2.4.3 Outras iniciativas em sade ambiental, 124

    2.5 Ampliao e reorganizao das aes

    do Programa Nacional de Imunizaes (PNI), 129

    2.6 Reorganizao e requalificao do Sistema Nacional

    de Laboratrios de Sade Pblica (SISLAB), 135

    2.6.1 Introduo de tcnicas de biologia molecular, 1362.6.2 Definio de critrios para habilitao

    de laboratrios de referncia Portaria no 70/SVS/2004, 137

  • 2.6.3 Implantao da Rede de Laboratrios de Fronteiras, 138

    2.6.4 Implantao da Rede de Laboratrios

    com rea de Nvel de Biossegurana 3 NB-3, 139

    2.6.5 Implantao da Rede de Laboratrios de Vigilncia em Sade Ambiental, 141

    2.6.6 Implantao do Plano de Qualidade

    e Biossegurana em Laboratrios de Sade Pblica (PQBL), 1432.6.7 Criao do Laboratrio Nacional de Sade Pblica (LNSP), 143

    CAPTULO 3 NOVOS MARCOS NA HISTRIA DA VIGILNCIA, DA PREVENO E DO CONTROLE DE DOENAS E AGRAVOS

    3.1 Grandes conquistas sanitrias, 149

    3.1.1 Doenas erradicadas ou com evidncias

    de interrupo da transmisso autctone, 149

    3.1.2 Doenas com perspectiva de eliminao, 1553.1.3 Doenas transmissveis com tendncia declinante, 1613.1.4 Evidncias de estabilizao na incidncia da Aids

    e na mortalidade dela decorrente, 168

    3.1.5 Evidncias de impacto em doenas e agravos no transmissveis (Dant), 174

    3.2 Introduo de novas tecnologias e estratgias

    mais efetivas no controle de doenas imunoprevenveis, 177

    3.3 Estratgias mais efetivas para limitar ocorrncia de doenas a reas restritas, 182

    3.4 Grandes investimentos na vigilncia, na preveno e no controle

    das doenas transmissveis reemergentes ou em situao de persistncia, 187

    ANEXO A VISO DOS PARCEIROS

  • livro_descentralizao.indb 7 23/2/2007 15:36:17

  • captulo

    01 UMA NOVA CONFIGURAO POLTICO-INSTITUCIONAL E TCNICA PARA A VIGILNCIA EM SADElivro_descentralizao.indb 8 23/2/2007 15:36:17

  • UMA NOVA CONfIGURAO POLTICO-INSTITUCIONAL E TCNICA PARA A VIGILNCIA EM SADE

    1.1 A VIGILNCIA EM SADE COMO COMPONENTE ESTRUTURAL DA GESTO

    Para compreender a organizao atual das prticas de sade no SUS, neces-srio remeter-se no somente a questes epistemolgicas, mas tambm histricas e polticas, pois sua evoluo marcada, inclusive, pela fragmentao de seus ob-jetos e produtos e pela dicotomia entre preventivo e curativo e entre individual e coletivo, dificultando, assim, a construo de uma abordagem de sade na perspec-tiva da integralidade.

    Antes da criao do Sistema Unificado e Descentralizado de Sade (SUDS) e do Sistema nico de Sade (SUS), na dcada de 1980, a ciso, do ponto de vista pol-tico e organizacional, estava bem estabelecida: de um lado, sob a responsabilidade do extinto Inamps, estavam as aes de assistncia sade individual; do outro, sob o comando do Ministrio da Sade, encontravam-se as aes de natureza coleti-va, vinculadas, essencialmente, vigilncia, preveno e ao controle das doenas transmissveis. Aps a criao do SUS, o planejamento e a execuo de um e outro conjunto de aes passaram a ter um comando nico em cada nvel de governo, favo-recendo a formulao de polticas de sade mais efetivas. Alm disso, esse processo tomou como princpios e diretrizes a universalizao do acesso, a descentralizao e a integralidade das aes e o controle social. No obstante os avanos obtidos, princi-palmente na organizao dos servios assistenciais, a dicotomia e a fragmentao das aes persistiram por longo tempo, mesmo sob um nico comando.

    claro que essa diviso entre as prticas, historicamente determinada, favore-ceu e se