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Violência Doméstica e Familiar Conhecendo, entendendo e aplicando a Lei Maria da Penha Articuladores: Antônio Carlos Gelsi Cássia Marina Giodon da Silva Marina Monteiro de Queiroz Ravazzi Rossana Rodrigues Rossini Rede Mulher de Marília As amarras culturais e os avanços jurídicos

Violência Doméstica e Familiar

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Violência Doméstica e Familiar. As amarras culturais e os avanços jurídicos. Rede Mulher de Marília. Conhecendo, entendendo e aplicando a Lei Maria da Penha. Articuladores: Antônio Carlos Gelsi Cássia Marina Giodon da Silva Marina Monteiro de Queiroz Ravazzi - PowerPoint PPT Presentation

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  • Violncia Domstica e FamiliarConhecendo, entendendo e aplicando a Lei Maria da PenhaArticuladores:Antnio Carlos GelsiCssia Marina Giodon da SilvaMarina Monteiro de Queiroz RavazziRossana Rodrigues Rossini CamachoRede Mulher de MarliaAs amarras culturais e os avanos jurdicos

  • Qualquer mulher pode ser vtima da violncia domstica. No importa se ela rica, pobre, branca ou negra; se vive no campo ou na cidade, se moderna ou antiquada; catlica, evanglica, atia ou umbandista.

    A nica diferena que as mulheres mais ricas conseguem esconder melhor sua situao e tm mais recursos para tentar escapar da violncia.

  • A Invisibilidade da Violncia DomsticaCultura Religiosa

    Cultura Cientfica = Conhecimento CientficoFilosofia Aristteles: A mulher um homem imperfeito

    Historicidade da mulher enquanto propriedade privadaO cimes e a mulher como propriedade privada Os homens no so naturalmente violentos, aprendem a ser!

    Cultura PopularEm problema de marido e mulher, ningum mete a colherRoupa suja se lava em casa

  • A Luta das Mulheres

    O esteretipos

    A luta pela igualdade de direito

    As conquistasO Direito ao voto (Constituio Federal de 1934)Criao das Delegacias de Polcia de Defesa da Mulher (Lei 5.467/86)Brasil: 407 DDMSo Paulo: 126 DDM Marlia 14 - inaugurada em 24/04/1987

    Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06)Visibilidade do problema da violncia domsticaAmpliar o debate na sociedade brasileira sobre a questo, possibilitando rupturas na cultura patriarcal brasileira

  • Conceito de ViolnciaViolncia um termo que deriva do latim violentia significando vis, fora e vigor,e em sentido amplo, qualquer comportamento ou conjunto de comportamentos que visem causar dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. Nega-se autonomia, integridade fsica ou psicolgica e mesmo a vida do outro. o uso excessivo da fora, alm do necessrio ou esperado.

  • Definies de ViolnciaViolncia contra a Mulher: qualquer conduta ao ou omisso de discriminao, agresso ou coero, ocasionada pelo simples fato de vtima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitao, sofrimento fsico, sexual, moral, psicolgico, social, poltico ou econmico ou perda patrimonial. Essa violncia pode acontecer tanto em espaos pblicos como privados.

    Violncia de Gnero: violncia sofrida pelo fato de ser mulher, sem distino de raa, classe social, religio, idade ou qualquer outra condio, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

    Violncia Domstica Art. 5: quando ocorre em casa, no ambiente domstico, ou em uma relao de familiaridade, afetividade ou coabitao.

    Violncia Familiar Art. 5: violncia que ocorre dentro da famlia, ou seja, nas relaes entre os membros da comunidade familiar, formada por vnculos de parentesco natural ou civil, por afinidade ou afetividade.

  • Lei Maria da PenhaTIPOS DE VIOLNCIA CONTRA A MULHER

    VIOLNCIA FSICA: quando o agressor bate na mulher, deixando marcas, hematomas, cortes, arranhes, manchas, fraturas ou ainda a impede de sair de casa.

    VIOLNCIA PSICOLGICA: quando insinua a existncia de amantes, ofende a mulher ou seus familiares com freqncia, desrespeita o seu trabalho, critica sua atuao como me, fala mal do seu corpo, como tambm no deixa se maquiar, cortar o cabelo e usar a roupa que gosta.

  • Lei Maria da PenhaTIPOS DE VIOLNCIA CONTRA A MULHER

    VIOLNCIA SEXUAL: quando fora relaes sexuais com a parceira, obrigando-a a praticar atos sexuais que no lhe agradam, critica seu desempenho sexual e pratica sexo com sadismo.

    VIOLNCIA PATRIMONIAL: quando o agressor quebra utenslios pessoais, rasga suas roupas, destri ou esconde seus documentos pessoais, profissionais ou mesmo fotos e objeto de valor sentimental.

    VIOLNCIA MORAL: entendida como qualquer conduta que configure calnia, injria ou difamao

  • Ciclos da ViolnciaI. TensoEssa fase se caracteriza por agresses verbais, crise de cimes, destruio de objetos e ameaas. A mulher procura acalmar o agressor, evitando discusses, assim a mulher vai tornando-se mais submissa e amedrontada. Em diversos momentos a mulher sente culpa e se acha responsvel pela situao de violncia em que vive, quando no procura relacionar a atitude violenta do parceiro com o cansao, uso de drogas e lcool.II. ExplosoEssa fase marcada por agresses verbais e fsicas graves e constantes, provocando ansiedade e medo crescente. Essa etapa mais aguda e costuma ser mais rpida que a primeira etapa.

    III. Lua de MelDepois da violncia fsica, o agressor costuma se mostrar arrependido, sentindo culpa e remorso. O agressor jura nunca mais agir de forma violenta e se mostra muito apaixonado, fazendo a mulher acreditar que aquilo no vai mais acontecer.

  • Ciclos da Violncia muito comum que esse ciclo se repita, cada vez com maior violncia e menor intervalo entre as fases. A experincia mostra que esse ciclo se repete indefinitivamente ou termina em uma leso fsica grave ou homicdio.

  • Dificuldades da Mulher em Romper o Lao AfetivoTem ligao afetiva com o agressor;

    Tem medo de sofrer uma violncia ainda maior;

    Tem vergonha dos vizinhos, dos amigos e da famlia;

    Tem medo de prejudicar o agressor e os filhos;

    No quer que o pai de seus filhos v preso;

    Se sentem culpadas e/ou responsveis pela violncia que sofrem;

    Sensao de fracasso e culpa na escolha do parceiro;

    No possuem condies financeiras para mudar o rumo de sua vida.

    Perda da identidade (auto-estima e auto-imagem)

  • Mitos sobre a violncia domsticaA violncia domstica ocorre muito esporadicamente

    No Brasil

    7 minutos uma quebradeira dentro de casa

    5 minutos uma ameaa de espancamento

    4 minutos uma mulher fica trancada em casa, impedida de sair

    3 minutos uma mulher sofre uma ameaa a sua integridade fsica com arma de fogo

    9 minutos uma mulher sofre tapas e empurres

    4 minutos ou 15 segundos uma mulher espancada

  • Mitos sobre a violncia domsticaA violncia s acontece entre famlias de baixa renda e pouca instruo;

    As mulheres provocam ou gostam da violncia;

    Os agressores no conseguem controlar suas emoes;

    A violncia domstica vem de problemas com o lcool, drogas ou doenas mentais;

    Para acabar com a violncia basta proteger as vtimas e punir os agressores;

  • Atendimento Mulher Vtima Quebrando o silncio

    A primeira atitude a ser tomada em uma situao de violncia pedir ajuda para alguma pessoa que transmita confiana.

    Essa pessoa geralmente um Policial

  • Atendimento Mulher VtimaNo pressuponha! Procure ouvir e compreender! Cada histria nica e singular, mesmo que, para voc, parea igual a anterior.

    Procure estabelecer uma relao de confiana com a vtima.

    Procure no julgar a pessoa que voc est atendendo. Todos ns temos limites enormes aos olhos dos outros. O julgamento o maior obstculo a comunicao.

    Seja sensvel! A mulher que sofreu violncia foi e est se sentindo muito humilhada. Provavelmente ela no queira se expor ainda mais, inclusive porque est amedrontada e confusa. Portanto, ao abord-la no seja evasivo, respeite os limites do que ela possa contar naquele momento, seja tico e discreto.

  • Atendimento Mulher VtimaNo infantilize a vtima! Ela j foi infantilizada demais pelo agressor.

    No tente adivinhar, escute!

    Converse com a vtima distante do agressor e dos filhos para que a mulher possa esclarecer sem medo ou constrangimento a situao.

    No faa mediao no local, segundo a Lei Maria da Penha funo da Polcia Militar levar a mulher vtima no momento da chamada via COPOM a DDM ou ao Planto Policial para realizar um Boletim de Ocorrncia. A mulher precisa romper o ciclo da violncia e a Polcia Militar possui um importante papel nesse caminho de ruptura.

  • Atendimento Mulher VtimaO registro do Boletim de Ocorrncia de responsabilidade da Polcia Civil, como tambm desenvolver todos os procedimentos de polcia judiciria previsto no captulo terceiro da Lei Maria da Penha Art. 10, 11, 12 combinado com Art. 20, 27 e 28.

    A Polcia Civil em grande parte dos casos a primeira forma de atendimento mulher vtima, por isso a importncia desse organismo no acolhimento.

  • Rede Mulher de MarliaServios de Atendimento Direto

    Polcia MilitarPolcia CivilDelegacia de Defesa da MulherProcuradoria Regional de MarliaHospital das Clnicas Servio de Urgncia e EmergnciaHospital Materno InfantilPronto Atendimento CoimbraPronto Atendimento Santa AntonietaPronto Atendimento So FranciscoSanta Casa de Misericrdia de MarliaHospital Universitrio de Marlia

  • Rede Mulher de MarliaServios de Atendimento DiretoProntomedCentro de Referncia em Assistncia Social (CREAS)Projeto Ncleo de Atendimento a Vtima de Abuso Sexual (NAVAS)

    Servios de Atendimento IndiretoCentro de Atendimento Psicossocial (CAPS-AD)Rua Marechal Deodoro n. 167Fone: 34226322 ou 34226484

    OAB MulherRua Gonalves Dias n. 440Fone: 34338140

    Conselho Municipal da Mulher

  • Orientaes para a mulher que vive emSituao de Violncia

    Leve sempre com voc os telefones de emergncia

    Durante as agresses, evite locais com acesso fcil a facas ou outros objetos cortantes. V para fora da casa

    Evite revidar com violncia. No use armas.

    Sempre que possvel leve as crianas. Elas podero ser usadas contra voc como objeto de chantagem.

    Mantenha algum dinheiro escondido. Este poder ser muito til.

    Guarde roupas, cpias de documentos e um pacote de objetos de primeira necessidade em local seguro (casa de amigos, vizinho, parentes, igreja, associao de moradores ou profissionais de sua confiana. Tudo para voc e para as crianas, se for o caso.

    Se voc tiver carro, mantenha cpias das chaves em local seguro.

    Converse com pessoas em quem voc confie e combine com elas um plano de emergncia.

  • A emoo no se rompe por lei, ela se rompe pelo empoderamento

  • *Adicionar nmeros de usurios