VISƒO GERAL

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REVISTA VISÃO GERAL

Text of VISƒO GERAL

  • EDIO 4 / OUTUBRO 2011

    Lamentar uma dor passada,no presente, criar outrador e sofrer novamente.

    WILLIAM SHAKESPEARE

  • decolouREFOROSNA MALHARODOVIRIA

    AEROPORTO REGIONAL

    Ocupando uma rea patrimonial de 470 hectares, o Aeroporto Regional, localizado s margens da Rodovia MG-353, a 441 metros acima do

    nvel do mar, entre os municpios de Rio Novo e Goian, en m, passou a operar o cialmente desde o dia 22 de agosto deste ano. A empresa que inaugurou a pista foi a Azul Linhas Areas, com voo que partir para o Aeroporto de Vira Co-pos em Campinas-SP, que decolou s 14h35.

    A empresa opera voos do ARZM at o Ae-roporto de Viracopos, em Campinas. A compra de passagens online j est disponvel no site da companhia area. De acordo com a assessoria de comunicao da Azul, esto sendo oferta-dos dois voos por dia, partindo de Goian s 9h19 e 16h52, com retorno s 11h15 e 18h40. Cada voo tem capacidade para 70 clientes.

    O aeroporto, que foi homologado pela ANAC em 15 de agosto de 2007, possui pista medindo 2.550m de comprimento por 45m de largura e est enqua-drado na Categoria I, o que o possibilita para trfego de aeronaves de gran-de porte. A empreiteira Queiroz Galvo Ltda, vencedora do processo de licitao, executou o projeto. Foram gastos na primeira etapa da obra, cerca de R$ 43 milhes, outros R$13 milhes foram investidos em obras de infraestrutura e segu-rana de voo. Outros incontveis milhes foram investidos desde ento, inclusive a remoo de uma colina sob a justi cativa de que afetaria a segurana dos pousos e decolagens. ...

    Em termos de indenizaes, foram gastos 4 milhes, 663 mil ,831 reais e 61 centavos, pagos a quarenta e quatro proprie-trios pela desapropriao de edi caes, plantaes, terras e benfeitorias diversas localizadas em rea estratgica. Embora os prefeitos da regio reconheam potencial benefcio e demonstrem grande expectativa quanto ao funcionamento do Aeroporto, a obra foi muito criticada por v-rios seguimentos da imprensa, principalmente em Belo Horizonte, que acusaram o governo de minas de desperdcio de verbas pblicas, construindo um elefante branco, obra, que de acordo com as inumerveis e irnicas matrias dedicadas ao assunto, no teria utilidade algu-ma para a Zona da Mata. Embora discordemos veementemente da imprensa da capital e mes-mo de alguns seguimentos de Juiz de Fora, que temeram o esvaziamento da importncia do Ae-roporto da Serrinha, o Aeroporto Regional sim

    vital para o crescimento regional. Lamentamos apenas a eterna burocracia que retardou a de nio da data de incio de suas operaes. O Deputado Estadual Bruno Siqueira protocolou na Assembleia Legislativa pedido de denomina-o de Aeroporto Regional Itamar Franco, inten-o que no recebeu resistncia por parte dos demais parlamentares.

    A empresa Multiterminais Alfandegados do Brasil, que presta servios para grandes aero-portos como o Galeo, no Rio de Janeiro, e o de Guarulhos, em So Paulo, venceu a licitao do governo de Minas. Nesse intervalo, a Oceanair Linhas Areas, Airport Cargas Areas, Brasmex, Federal Express, Lufthansa e Continental Airli-nes, entre outras empresas de cargas areas manifestaram interesse em operar no aeropor-to, j a Gol, TAM e Total j foram citadas pela imprensa, como empresas que acompanham a execuo do projeto com sinais de grande inte-resse no potencial de transporte de passageiros na regio. De acordo com o diretor da Multiter-minais, Ricardo Vega, o transporte de carga vai gerar cerca de 250 postos de trabalho, alm de injetar R$6 milhes por ano na economia regio-nal. Vamos ver...

    A ideia de conectar o aeroporto BR-040 e Rodovia Rio- Ba-hia, foi alcanada com o im-plantao e asfaltamento de uma estrada de 14km que interliga a BR-040 MG-353. Para propor-cionar melhores condies de acesso s instalaes do Aeroporto Regional, o governo do estado resolveu realizar diversas me-lhoras nas rodovias circunvizinhas, alm da prpria MG-353, que liga Juiz de Fora - Rio Novo, via Goian. At mesmo a le-gendria estrada Rio Novo - So Joo Nepomuceno, motivo de piadas por dca-das de promessas de asfaltamento no cumpri--das, pegou carona na construo do Aeroporto Regional, sendo asfaltada e recapeada, aumen-tando as relaes entre Rio Novo e So Joo Nepomuceno.

    FIM DA NOVELA

    FAA SEU JORNAL OU BOLETIM INFORMATIVO, EM QUALQUER FORMATO, EM CORES OU P/B, CONOSCO, ENTRE EM CONTATO.

    REPORTAGENSE COMERCIAL

    Aristides dos Santos Dias(DRT-RJ 19.953/01- 16)Tel. (32)9906-9825

    aristidesdossantos@yahoo.com.br

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    rio Henriques Furtado FilhoTel. (32)9978-2550

    iriohenriques@yahoo.com.br

    PROJETO GRFICOWelerson Vasconcellos

    Uma publicao dewa editorao ltda

    (32) 3218-2449

    Impressodas O cinas

    Gr cas da EditoraSumama Ltda

    Os artigos assinados no re etem, necessariamente, a opinio do

    jornal. Autorizada reproduo de textos ou fotos, desde que mencio-

    nada a fonte e crditosdas matrias ou fotos.

  • DE LAVRADOR ARTESO, COM A ENXADA OU SERROTE NAS MOS, UMHOMEM QUE VIROU UMA FASCINANTE LIO DE VIDA...

    89 anos de puragenialidade, artee disposio

    GERCY DE OLIVEIRA DO CARMO

    Voc deve estar maravilhado com estas fo-tos e se perguntar: Que fbrica ou marcenaria produziu estas peas? No entanto estas ma-ravilhas so obras de um s homem. Este o fruto do suor, da criatividade e das surpreen-dentes habilidades de Gercy de Oliveira Car-mo, conhecido como Sr. Gercy, que apesar de estar prximo dos 90 anos de idade, ainda trabalha com a disposio de um jovem, des-frutando de memria e concentrao invej-veis. Ele trabalha h 30 anos em sua casa, no centro da cidade de So Joo Nepomuceno--MG, produzindo estas obras primas a partir de todo tipo de madeira, empregando sua intuio, disposio, criatividade e suas ferra-mentas, que ganham vida ao serem movimen-tadas por suas habilidosas mos.

    Sr. Gercy acorda bem cedo, em geral antes do raiar do dia e logo pela manh, aps o caf matinal, comea a produzir objetos di-versos a partir de sua imaginao. Ele faz os cortes com serrotes na matria prima, que so obtidas em fazendas, aparando e reduzindo troncos e galhos em tbuas, blocos e peas diminutas, recorrendo s serras, talhadeiras e limas, produzindo pacientemente os encaixes, depois ele ajunta tudo aos golpes de marreta ou martelo ou ao girar das chaves de fenda, adicionando cola nas partes mais frgeis e sensveis, monta tudo como um grande que-bra-cabea. Alguns destes mveis chegariam a possuir 70 mil peas, formando verdadeiros mosaicos ou complexos de mandalas em for-ma de mveis, esta arte recebe o nome de marchetaria, ele diz. Perguntado se recorre a algum papel para esboos, se faz rascunhos ou se monta maquetes com modelos do que pretende produzir, com rapidez e olhos arrega-lados ele enfatiza: eu nunca rascunhei nada e nunca comprei revista para aprender ou copiar qualquer coisa, nem tive aulas, simplesmente Deus me deu um dom e eu fao uso dele.

    Dentre os tipos de peas produzidas, ele diz que pode montar em sua o cina, que fun-ciona na varanda e nos primeiros cmodos de sua casa (onde mora com parte da famlia), cerca de 130 tipos diferentes de artefatos, en-tre mesas, cadeiras, camas, armrios e guar-da-roupas, alm de brinquedos e at replicas perfeitas de ferramentas em madeira. Sobre os mveis, a famlia revela que ele nunca vendeu nada, embora tenha recebido turistas brasilei-ros e at do exterior com propostas de compra e recusou todas, nem quis saber o quanto eles estavam dispostos a oferecer pelas obras de arte, esculpidas e entalhadas com rara maes-tria. Quanto aos brinquedos em madeira, em-bora conserve parte do que fez (deu a maior parte), no mais os produz, pois no aprecian-do a ideia de vend-los, percebeu que seria incapaz de doar para todos que pedissem e eram centenas de pedidos, assim por no ser capaz de atender a todos que solicitavam e no querer ver ansiedade e tristeza nos olhos das crianas, decidiu h alguns anos, infeliz-mente, encerrar a produo das miniaturas, como charretes, bois, carros, caminhes,

  • etc. Desde a dcada de 80, sua casa tem sido frequentada por jornalistas, curiosos, arte-sos, e at arquitetos e engenheiros, atrados pelas suas concepes que, embora revelem evidente estilo rstico, revelam paradoxalmen-te complexidade, sensibilidade e sutileza em seus traos e contornos.

    Gercy de Oliveira do Carmo nasceu no po-voado da Brana em 28 de janeiro de 1922, aos 89 anos e sete meses relembra a todos que morou quase toda vida na roa e traba-lhou duro na lavoura e que somente aos 60 anos de idade, aproximadamente, descobriu seu dom: o talento de criar a partir de suas mos, encantando e surpreendendo aos olha-res dos curiosos e das pessoas apaixonadas por artesanato. Vindo de uma famlia pobre que tirava o sustento da lavoura, possui 12 irmos, casou teve 7 lhos, 10 netos e 9 bis-netos, e todos os familiares revelam um brilho nos olhos e se orgulham quando falam dele, apesar do seu jeito simples e direto, que pode desconcertar os desavisados. Impressionado com sua clareza mental e disposio fsica, indaguei da famlia se ele sente dores, como dores na coluna ou nas articulaes, ou se faz uso de medicao para tratamento de alguma

    doena, como hipertenso, diabetes e etc., ele mesmo respondeu que no se recorda de ter sentido dor de cabea na vida e que nunca fez uso de qualquer medicao, pois nunca ado-eceu. Se h ou no um segredo ou frmula para a sade e a longevidade ele sentencia: eu uso meu tempo para trabalhar e no para reclamar, amo o que fao, e quem ama o que faz di cilmente adoece!. E sobre a juventude diz: tenho pena dos pais no mundo de hoje, a evoluo pode destruir a humanidade, os -lhos no se aconselham mais com os pais e recorrem internet e aos amigos de nais de semana. Os jovens no sabem o que paz interior, pois foram aprisionados pela parafer-nlia eletrnica e pelos maus hbitos, surgidos de uma liberdade sem limites que a s