Voo Em Termicas

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dicas de voo de pa

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    V O E M T R M I C A S

    A r n o V i l s o n D e i R i c a r d i - B l u m e n a u / S C. Arquivo criado em 1998.

    ltima ampliao e reviso: 17 de Julho de 2012. arnoricardi@gmail.com

    III NNN TTT RRR OOO DDD UUU OOO:::

    Um piloto de planador deve fazer curvas coorde-nadas, sem pensar, como andar de bicicleta, com a mente focada alm da atividade. A mente do pi-loto deve estar voando frente do planador.

    Ele sente as bolhas trmicas nas asas, nos co-mandos e nos instrumentos que o ajudam a en-contrar o centro da trmica.

    Familiariza-se com a razo de rolagem do plana-dor para saber o momento exato de girar em di-reo trmica. Uma vez centrado, sobe instinti-vamente, liberando seu foco para observar outras coisas.

    As asas do planador se tornam a extenso de seu corpo. Para conseguir tudo isto preciso prtica, muita prtica.

    Volovelismo no um passatempo, ns o prati-camos porque uma forma de ligar a mente, o corpo e o esprito e requer habilidade para prati-car, essncia para apreciar e ter as emoes de um caador.

    A busca por estas emoes conduz o piloto a uma eterna procura por trmicas porque elas propor-cionam este hbitat nico.

    Para aprender mais sobre este processo holstico, vamos seguir a trilha de um experiente piloto em trmicas, seu nome Bill. Ele vai conduzir seu amigo, Archie, em seu primeiro vo cross-country.

    Bill acredita que haver trmica por todo lado ho-je. Archie pega o caf e olha preocupado quando Bill pergunta a grande questo: Onde e quo for-tes estaro as trmicas hoje?

    Eles preparam os planadores e os rolam at o grid. Meia hora antes do reboque um importante momento para avaliar o cu. Haver trmicas? A que altura? Que foras tero? A previso do tem-po est correta? O vo planejado ser possvel?

    Bill olha por toda parte do cu coletando dados: ele observa as nuvens, outros planadores, pssa-ros, indicaes de vento e sente a massa de ar. Ele precisa saber a direo e a velocidade do ven-to no solo, na base da nuvem e em altura inter-mediria.

    Ele precisa saber que tipo de fonte de trmica es-t funcionando hoje. Qual a banda alta, onde as trmicas estaro mais fortes. Qual a percentagem

    de nuvens est funcionando hoje. Qual o lado da nuvem ser favorecido, onde a trmica poder es-tar: contra o vento, contra o sol, centro da nuvem ou a favor do vento.

    Observar e coletar tantas informaes quanto possvel uma habilidade que Bill praticou muito.

    Ele sabe da importantssima primeira subida em que o vento deve estar a favor de sua rota (down track) e a mais eficiente rota para abord-la. Ele tem as opes B e C caso o plano A no funcionar.

    Primeira subida: a nica subida de graa, por-tanto, suba o mximo possvel antes da largada. Suba at colar na base da nuvem ou mesmo aci-ma da base, pela lateral. O qu fazer durante a subida na trmica: a) Descobrir de que lado a ascendente est: con-

    tra o vento, centro da nuvem, lado do vento ou contra o sol.

    b) Verificar a altura da trmica (trmica seca) ou da base da nuvem.

    c) Saber qual a faixa em que a trmica mais forte (banda alta). Voar nesta faixa.

    d) Descobrir a fora (intensidade), seu tamanho (dimetro), e a turbulncia de acordo com a al-tura. Para pegar a trmica do jeito certo.

    Enquanto isto, Archie est feliz por ter atingido a base da nuvem e querendo saber o que fazer em seguida. Bill o encontra e eles partem. A caa s trmicas est liberada.

    Belo dia diz Archie no rdio. Ele est relaxado, bebe um pouco de gua e segue alegremente de maneira desajeitada. Bill no responde. Ele est focado, observando atentamente ao longo de sua rota escolhida, visando escolher a rota que vai dar o menor afundamento, d uma puxada em trmi-cas fracas, examinando sua primeira trmica que pretende pegar l na frente, para estimar a altura de chegada e onde vai engatar a subida.

    Ele j decidiu que sua prxima trmica deve ter mdia de 02 m/s, ou mais, e precisa estar acima de 900m para conect-la. Ele aceitar uma trmi-ca mais fraca se estiver abaixo disto. Archie s agora comea a pensar sobre sua prxima trmica e a 1.200m engrena em uma de 01 m/s de mdia.

    Bill cruza em frente. Ele pode ver a melhor ascen-dente marcada por fragmentos de condensao subindo para dentro da nuvem, pssaros circulan-

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    do ou outros planadores e voa diretamente para l. Est alerta para novas informaes e pensa muito.

    Aproximando da nuvem, tendo em mente as in-formaes coletadas anteriormente, planeja um padro de busca mais eficiente para aquele ar su-bindo.

    Ele estuda a nuvem, sua possvel fonte da trmica e, pensa sobre o vento, o sol e sua rota em fren-te. O que tem em frente? O planador reduz a ve-locidade enquanto o padro de busca se inicia.

    Bill foca seus sentidos nas sensaes, sons e si-nais prximos. Sente e escuta os indcios que an-tecipar a largura, fora e localizao da ascen-dente. Os comandos so segurados com delicade-za enquanto o planador inclina gentilmente em di-reo asa que levantou. O vrio bipa esperano-samente, ento uma onda o encoraja a rolar de volta. A onda continuar? O vrio passa um pouco de 1m/s. No o bastante. Ele nivela as asas pro-curando o peixe grande.

    A busca continua embaixo da nuvem escolhida. Os sentidos esto em alerta total. O vrio sobe fir-memente; a ascendente larga. D um ou dois segundos. embaixo da asa direita. Bill ajeita o anzol. Ele inclina bastante e puxa o manche. O vrio d um pico e se mantm. O piloto sorri: peguei!.

    A segunda volta no est bem centrada e ele des-loca o crculo e ento inclina acentuadamente na trmica. 03m/s de mdia. Ficarei com esta. Ele olha para a asa baixa e agradece a fonte da tr-mica. Uma boa maneira de lembrar-se dela.

    Ele trabalha sua trmica instintivamente e en-quanto mantm um olho na razo de subida, permite seu foco se mover para outras coisas, como navegao, talvez um gole de bebida, esca-near o cu em busca de informaes, e antes de ficar muito alto, procura a prxima trmica em frente e o melhor caminho at ela.

    Seu crebro est trabalhando duro de novo, orga-nizando as informaes e planejando o que fazer de tal modo que est pronto para abandonar a trmica quando a altura de partida chega. Subin-do, ainda tem tempo para relaxar um pouco.

    Enquanto isto Archie trabalhou duro em sua tr-mica de 1m/s e est abandonando a base da nu-vem, mas 10 km atrs. Ele est feliz em ouvir que Bill encontrou uma boa trmica, mas no poder apreci-la porque quando chegar l, Bill j ter partido. Archie tem um pouco para aprender.

    Quando abandonar a trmica? Bill sabe que uma dos segredos para um cross-country rpido uma boa mdia de razo de subida. O desafio encon-trar as melhores trmicas do dia, engatar e cen-trar com eficincia, subir firme e abandonar quan-do a mdia de subida cai 30%, claro, se com altu-

    ra suficiente para chegar at a prxima trmica boa.

    Ento o foco do piloto uma vez mais retorna para seus sentidos. A ascendente est diminuindo? Ou voc perdeu o centro dela? Se for isto, onde est o centro da ascendente? Ele percebe que a mdia de subida est caindo apesar das fortes ondas, caracterstica sentida no topo da trmica, ento acelera o planador atravs da trmica na ltima volta j concentrado na prxima trmica.

    Archie est bem abaixo e 02 km atrs quando v Bill abandonar a trmica. Parece que estou por minha conta, ele pensa intrigado como eles se separaram to rapidamente.

    Leva tempo e prtica para colocar todas as coisas ao mesmo tempo. No acontece na virada da noite, mas acontecer, e voc ter que ser persis-tente. A paixo o ajudar. AAA AAA RRR TTT EEE DDD EEE GGG III RRR AAA RRR TTT RRR MMM III CCC AAA

    A arte de girar trmica pode ser dividida em duas etapas: localizar a rea onde se acredita ter tr-mica, e localizar e manter o planador na parte mais forte da trmica, rapidamente, gastando m-nima quantidade de tempo. No reboque: Inicie a busca durante o reboque. Isto particu-larmente aplicvel em reboques com avio e auto-lanamentos, pois se percorre uma rea de 5 a 7 km em volta da pista. a) Avalie a atividade convectiva e sua localizao.

    necessrio subtrair da indicao do varime-tro a razo de afundamento do planador e a razo de subida do rebocador, em ar calmo, para se chegar a um valor aproximado que se espera atingir depois de desligar do avio.

    b) Avalie o tamanho da trmica. Considerando que a maioria dos planadores modernos re-bocada a aproximadamente 110 km/h e que para girar em trmica com inclinao de 35 voam a 90 km/h, ento o dimetro mnimo uti-lizvel de uma trmica deveria ser quase 180m. Isto significa que, durante o reboque, precisamos percorrer no mnimo 05 a 06 se-gundos sob a ao da trmica para que possa-mos girar nela quando estivermos livres.

    Abaixo de 300m as trmicas no so grandes. S desligue do rebocador quando atingir pelo menos 450m. Prefira desligar a 600m. Porm, sabendo-se a localizao das trmicas pequenas demais para girar, encontrada baixa altura, poderemos retornar a elas, quando livres, pois elas aumen-tam seus dimetros em altitudes mais altas. Esti-me, tambm, onde o vento pode ter derivado ela.

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    Depois do desligamento: O ideal desligar dentro de uma trmica grande e forte. Infelizmente isto no ocorre na freqncia que gostaramos. Diga ao piloto rebocador onde voc acha que est a melhor ascendente e solicite para ser levado at l, se ele estiver de acordo. Se nenhuma ascendente encontrada na rea de desligamento, retorne para a rea onde foram en-contradas ascendentes durante o reboque, levan-do em considerao a deriva pelo vento.

    Sua primeira trmica no precisa ser um canho, mas deve ser forte o suficiente para carreg-lo pelo menos a 750m onde se pode procurar mais confortavelmente por trmicas mais fortes.

    Quando no h cum