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CLIPPING 6 novembro de 2019

PARQUE ESTADUAL DE PORTO FERREIRA

FLORESTA ESTADUAL DE PARANAPANEMA

FLORESTA ESTADUAL DE MANDURI

FLORESTA ESTADUAL DE CAJURU

Desde 6 de novembro de 1962

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SUMÁRIO

ENTREVISTAS ............................................................................................................................... 4

Piracema começa em SP e vai até fevereiro de 2020 .......................................................................... 4

SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE ....................................................................... 6

Felsberg realiza debate sobre o novo regulamento de logística reversa do Estado de São Paulo em parceria com a Trevisan Escola de Negócio ....................................................................................... 6

Prefeita Marta vai a Brasília e confirma que novo contorno ferroviário de Catanduva é prioridade para o Dnit ............................................................................................................................................. 8

Grupo de Trabalho criado pelo Estado monitora as praias paulistas | Notícias do Litoral Norte SP ............ 9

Moradores denunciam vazamento de esgoto em lagoa que abastece Rio das Pedras ............................ 10

Coluna do estadão ....................................................................................................................... 11

Parque da Juventude monta programação para todo mês de novembro.............................................. 12

Descarte de óleo em Caçapava ..................................................................................................... 13

Tapete verde no Rio Piracicaba preocupa moradores de Americana .................................................... 14

Vazamento de esgoto em uma estação elevatória de esgoto em Rio das Pedras .................................. 15

Mutirão do MEI, que começa nesta quarta em Jundiaí, amplia número de serviços .............................. 16

Peixes são encontrados mortos em parque botânico de Jundiaí ......................................................... 17

Emergências ambientais ............................................................................................................... 18

Santos: Plano de Mudança do Clima é atualizado............................................................................. 19

Revita vem a Marília, cumpre etapa e lança canal de comunicação .................................................... 20

Centenas de peixes são encontrados mortos no Parque Botânico de Jundiaí ........................................ 21

Manchas coloridas no Rio Jundiaí foram causadas por obstrução da rede de esgoto, diz Cetesb ............. 22

Marcelo Castilho entrevista o Prefeito De Guarujá Dr Valter Suman ................................................... 23

Manutenção da Sabesp deixa 10 bairros sem água em Guarulhos nesta quarta-feira ........................... 24

Chamada: Sabesp realizará intervenção em adutora na costa norte de São Sebastião.......................... 25

Motor de lancha é arrancado após colisão com tubulação subaquática ................................................ 26

Oposicionistas pedem MP no diálogo entre Sama e Sabesp ............................................................... 28

São Paulo Reclama ...................................................................................................................... 29

Situação dos reservatórios de armazenamento de água do estado de SP ............................................ 30

Ação sobre votação em aprovação da SABESP é arquivada ............................................................... 31

Plantão ...................................................................................................................................... 32

Sabesp interliga redes na serrinha de São Sebastião amanhã visando reduzir o impacto no reabastecimento ......................................................................................................................... 34

Âncora comenta serviço em bueiro feito pela Sabesp ....................................................................... 35

Mogi sediará audiência pública do DAEE sobre melhorias no Rio Tietê ................................................ 36

Mogi e Salesópolis vão receber apresentações do programa de revitalização do rio Tietê ...................... 37

Audiência pública vai debater ações para despoluição do Tietê .......................................................... 38

Osasco solicita ao DAEE a limpeza dos piscinões ............................................................................. 40

Oposicionistas pedem MP no diálogo entre Sama e Sabesp ............................................................... 41

Leitor reclama de cobrança abusiva de água ................................................................................... 42

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Grupo de Comunicação

Estado retoma obra no Rio Tietê ................................................................................................... 43

Tribuna – Renasce Tietê ............................................................................................................... 45

População poderá participar de discussões sobre o Tietê amanhã ...................................................... 46

Ação sobre votação em aprovação da SABESP é arquivada ............................................................... 48

VEÍCULOS DIVERSOS .................................................................................................................. 49

Secretário de Habitação entrega 216 moradias em conjunto habitacional de Cubatão, SP ..................... 49

Etec de Presidente Prudente testa resíduos de poda de árvores contra ervas daninhas ......................... 50

Cessão onerosa: entenda os principais pontos criticados por ambientalistas no megaleilão do pré-sal .... 51

Turistas jogam R$ 14 mil em moedas nas Cataratas do Iguaçu e causam risco ambiental ao parque ..... 55

Mais de 11 mil cientistas assinam artigo para declarar que planeta enfrenta emergência climática ......... 56

FOLHA DE S. PAULO .................................................................................................................... 59

Desmatamentos criminosos ameaçam mananciais de SP .................................................................. 59

O QUE A FOLHA PENSA: O pior por vir ........................................................................................... 61

Desmatamentos criminosos ameaçam mananciais de SP .................................................................. 62

Governo fará novo leilão em 2020 caso encalhe áreas do megaleilão do pré-sal .................................. 64

Capitalização da Eletrobras prevê R$ 16 bilhões e deve ocorrer no próximo ano .................................. 66

Mônica Bergamo: 'Nunca conte com a clara antes de a galinha botar o ovo', diz Lula sobre possível liberdade .................................................................................................................................... 67

ESTADÃO ................................................................................................................................... 69

Bolsonaro envia para o Congresso projeto de lei que privatiza Eletrobrás ........................................... 69

Plano de reformas de Guedes busca mudar lógica de gastos públicos ................................................. 70

Mercado teme pressão sobre Petrobrás .......................................................................................... 72

Megaleilão do petróleo testa apetite de investidores pelo Brasil ......................................................... 73

VALOR ECONÔMICO .................................................................................................................... 74

Prefeitos contestam aglutinação .................................................................................................... 74

Pacote de reformas faz cerco à irresponsabilidade fiscal ................................................................... 75

Sem ‘golden share’, Bolsonaro assina projeto para privatizar Eletrobras ............................................. 77

TCU aponta nove riscos no processo de desestatização .................................................................... 78

Em vez de reduzir, país mantém emissão de gases .......................................................................... 79

Reduzindo a confusão no setor elétrico .......................................................................................... 80

É possível avançar na questão do clima .......................................................................................... 82

Leilão divide ex-diretores da ANP .................................................................................................. 84

Megaleilão testa confiança do investidor na Petrobras ...................................................................... 85

Após compra da TAG, Engie lucra R$ 742,7 milhões ........................................................................ 87

Distribuidoras querem antecipar fim dos contratos com usinas a óleo ................................................ 88

Acordo sobre hidrelétrica de Itaipu deve sair neste mês ................................................................... 89

Liberdade econômica ambiental .................................................................................................... 90

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Grupo de Comunicação

ENTREVISTAS Veículo: Governo SP

Data: 05/11/2019

Piracema começa em SP e vai até

fevereiro de 2020

Período exige precauções a pescadores,

comerciantes e indústria; objetivo é assegurar

reprodução dos peixes e proteger fauna

aquática

O mês de novembro marca o início do período

de defeso continental em duas bacias

hidrográficas que abrangem o Estado de São

Paulo, as do Rio Paraná e do Atlântico Sudeste

(Rios Paraíba do Sul e Ribeira de Iguape). A

proibição da pesca de determinadas categorias

e em determinados locais é adotada para

assegurar a reprodução dos peixes e proteger

a fauna aquática.

O defeso termina em 28 de fevereiro de 2020.

Até lá, as pessoas que vivem da atividade e

têm documentação comprobatória poderão

requisitar o seguro-defeso junto ao Instituto

Nacional do Seguro Social (INSS).

A pesquisadora Paula Maria Gênova de Castro

Campanha, do Instituto de Pesca, órgão de

pesquisa da Secretaria de Agricultura e

Abastecimento do Estado de São Paulo,

explica que a medida é uma política pública

necessária para a sustentabilidade dos

recursos pesqueiros. Ela permite aos peixes a

chance de crescimento e reprodução, fases

importantes para o ciclo de vida desses

animais, evitando assim a diminuição dos

estoques ao longo do tempo.

A pesca de espécies não-nativas, de híbridos e

de camarão gigante da Malásia são permitidas,

porém apenas se realizada sem que o

pescador esteja embarcado, usando

equipamentos como linha de mão, caniço,

vara com molinete ou carretilha. Nestes casos,

há regras específicas sobre a quantidade de

peixes que pode ser capturada. A cota para

pescadores amadores é de 10 quilos mais um

exemplar e para pescadores profissionais não

há limitações.

Para os reservatórios, há ainda a permissão

para pesca embarcada e desembarcada de

pescadores profissionais e amadores, desde

que sigam as restrições de tamanho de

malhas e outros equipamentos de pesca.

A pesquisadora alerta que durante o defeso

está proibida a pesca de espécies nativas, mas

que pescadores, comerciantes e indústria

também precisam estar atentos para informar

ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e

Recursos Renováveis (Ibama) ou à

Secretaria Estadual do Meio Ambiente e

Infraestrutura sobre o pescado que possuem

em estoque.

“A Instrução Normativa do Ibama nº 25,

publicada em setembro de 2009, diz que no

período que antecede o defeso, os pescadores

e comerciantes são obrigados a declarar os

estoques de pescado in natura, resfriados ou

congelados, armazenados por pescadores

profissionais e os existentes nas Colônias e

Associações de pescadores. A medida também

vale para frigoríficos, peixarias, postos de

venda, restaurantes, hotéis e similares”,

explica Paula Gênova.

De acordo com a pesquisadora, a regra tem

por objetivo comprovar que o pescado

comercializado durante o período de defeso foi

capturado antes do início dos meses em que

há restrição à pesca. Quem descumprir as

regras ficam sujeitos a multas e podem

responder por crimes ambientais.

Abaixo, alguns exemplos do que é permitido e

do que é proibido no período de defeso:

PERMITIDO

– À modalidade embarcada e desembarcada.

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Grupo de Comunicação

– Modalidade desembarcada: utilizando linha

de mão, caniço, vara com molinete ou

carretilha, com o uso de iscas naturais e

artificiais.

– Pescador profissional: não tem limite para

captura de espécies exóticas, alóctones e

híbridos, exceto Piauçu. Leporinus

macrocephalus.

– Pescador amador: cota de 10 quilos mais

um exemplar, considerando as mesmas

espécies permitidas para o pescador

profissional.

– Pescadores profissionais e amadores: o

transporte de pescado por via fluvial somente

em locais cuja pesca embarcada é permitida.

– Pescado oriundo de locais com período de

defeso diferenciado ou de outros países,

estando acompanhado do comprovante de

origem.

– Observação: O segundo dia útil após o início

do defeso é o prazo máximo para declaração

ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou

órgão estadual competente dos estoques de

peixes.

PROIBIDO

– A pesca na Jusante da UHE de Nova

Avanhandava até a foz do Ribeirão Palmeiras;

– A pesca para todas as categorias e

modalidades:

I – nas lagoas marginais

II – a menos de 500 metros de confluência e

desembocaduras de rios, lagoas, canais e

tubulações de esgoto

III – até 1500 metros à montante e jusante de

cachoeiras, corredeiras, barragens,

reservatórios e de mecanismos de

transposição de peixes (escada);

– Uso de trapiches ou plataformas flutuantes

de qualquer natureza.

– Pesca subaquática;

– Uso de materiais perfurantes, tais como:

arpão, fisga, bicheiro e lança;

– Utilização de animais aquáticos, inclusive

peixes, camarões, caramujos, caranguejos,

vivos ou mortos, inteiros ou em pedaços como

iscas. (Exceção: peixes autóctones, oriundos

de criação, acompanhados de nota fiscal ou

nota de produtor);

– A realização de campeonatos de pesca, tais

como: torneios, campeonatos e gincanas.

(Não se aplica a competições de pesca em

reservatórios usando a captura de espécies

alóctones, exóticas e híbridos);

– Captura, transporte e o armazenamento de

espécies nativas da Bacia Hidrográfica do Rio

Paraná, inclusive espécies utilizadas para fins

ornamentais e de aquariofilia.

serviço

Informações sobre o período de defeso

Quando: de 1 º de novembro a 28 de fevereiro

de 2020

Dúvidas: Instituto de Pesca

Telefone: (11) 3871-7549 | (11) 3871-7550

site: www.pesca.sp.gov.br

e-mail: [email protected]

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/pira

cema-comeca-em-sp-e-vai-ate-fevereiro-de-

2020/

Veículo: Jornal d’aqui

Data:

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Grupo de Comunicação

SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA E

MEIO AMBIENTE Veículo: Gazeta de Votorantim

Veículo2: Negócios em Foco

Veículo3: AB Notícias News

Data: 05/11/2019

Felsberg realiza debate sobre o novo

regulamento de logística reversa do Estado de São Paulo em parceria com a Trevisan Escola de Negócio

Fabrício Soler e Tasso Cipriano irão apresentar

as mudanças trazidas pela Decisão de

Diretoria CETESB nº 114/2019 e seus efeitos

para as empresas

Depois que a Decisão de Diretoria (DD)

CETESB nº 76/2018 gerou diversos debates

por cobrar a incorporação da logística reversa

para a concessão ou renovação de

licenciamento ambiental, a Companhia

Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB)

atualizou esse procedimento por meio da DD

nº 114/2019/P/C, publicada em 25 de outubro

passado.

Para debater as mudanças provocadas pela

nova norma da CETESB e as consequências

para as indústrias (fabricantes) instaladas em

território paulista, o Felsberg Advogados, em

parceria com a Trevisan Escola de Negócio,

realizará um café da manhã no próximo dia

25, na Arena Trevisan.

Os sócios do Departamento de Ambiente,

Sustentabilidade e Resíduos de Felsberg

Advogados, Fabrício Soler e Tasso Cipriano,

vão se revezar para falar sobre os impactos da

DD CETESB nº 114/2019/P/C, notadamente

quanto à obrigação de estruturar e

operacionalizar sistema de logística reversa,

em consonância com a legislação nacional e

estadual de resíduos.

Sócio na área de Ambiente, Sustentabilidade e

Resíduos do Felsberg Advogados, Soler atua

em acordos setoriais, logística reversa,

responsabilidade compartilhada, PPP e

concessões na área de limpeza urbana e

manejo de resíduos sólidos. É mestre em

Direito Ambiental pela PUC, possui MBA

Executivo em Infraestrutura pela FGV e é

especialista em Gestão Ambiental e Negócios

do Setor Energético pela USP. É também

professor e consultor do Banco Mundial e da

Confederação Nacional da Indústria em

projetos de resíduos sólidos e organizador do

Código dos Resíduos.

Cipriano possui experiência em direito

ambiental, com ênfase na regulação de

produtos e químicos, no direito dos resíduos e

das áreas contaminadas. É diretor de assuntos

legislativos do Instituto o Direito por um

Planeta Verde (IDPV) e membro da

Environmental Law Network International

(ELNI).

Programação

8h30 - Recepção

9h00 - Abertura

9h15 - Apresentação da Decisão da Diretoria

da CETESB nº 114/2019/C, incluindo:

- Principais obrigações e condicionamento de

concessão ou renovação da licença ambiental

de operação da CETESB;

- Setores regulados, linhas de corte e

cronogramas;

- Implementação individual ou coletiva;

- Termos de compromisso de logística reversa

(TCLR) e planos de logística reversa;

- Comprovação via nota fiscal ou certificado de

reciclagem de embalagens (CRE);

- Metas quantitativas (de recolhimento) e

geográficas (de abrangência);

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Grupo de Comunicação

- Isonomia entre agentes econômicos, riscos

de autuações e não renovação de LO;

- Recorte de desempenho.

10h15 - Debates

11h00 - Encerramento

Serviço

Novo regulamento de logística reversa no

Estado de São Paulo

Data - 25 de novembro de 2019

Horário - Das 8h30 às 11h00

Local - Arena Trevisan - Trevisan Escola de

Negócio

Endereço - Avenida Padre Antônio José dos

Santos, 1530 - Brooklin Novo - São Paulo - SP

Inscrições: [email protected] ou

pelo fone : (11) 3141-9134

Sobre o Felsberg Advogados

Felsberg Advogados é um escritório brasileiro

full-service pioneiro em diversas áreas do

Direito. Em um mundo em constante

transformação, somos reconhecidos por

associar experiência, tradição e excelência a

eficiência, agilidade e foco, resultando na

entrega de soluções inovadoras para nossos

clientes.

Acreditamos que a combinação de valores

individuais e conjuntos, associados à tradição

conquistada ao longo de cinco décadas de

serviços, resulta em uma visão ampla e

abrangente capaz de atender os requisitos

legais atuais e futuros de todos os nossos

clientes - dos grandes grupos corporativos às

recentes startups.

O respeito à diversidade também está refletido

em nossos valores. Além de nos preocuparmos

em selecionar e reter os melhores

profissionais, estamos entre uma seleta lista

de empresas que oferece oportunidades

independentemente de sexo, cor, classe

social, orientação sexual ou religiosa.

Considerando-se funcionários, advogados e

sócios, hoje o percentual de mulheres no

escritório chega a 57%.

Website: http://www.felsberg.com.br

http://www.gazetadevotorantim.com.br/gazet

aDINORelease&releaseid=197998&title=Felsbe

rg+realiza+debate+sobre+o+novo+regulame

nto+de+log%C3%ADstica+reversa+do+Estad

o+de+S%C3%A3o+Paulo+em+parceria+com

+a+Trevisan+Escola+de+Neg%C3%B3cio

https://www.negociosemfoco.com/newsdino/?

releaseid=197998

https://abnoticianews.com.br/noticia/10725/fe

lsberg-realiza-debate-sobre-o-novo-

regulamento-de-logistica-reversa-do-estado-

de-sao-paulo-em-parceria-com-a-trevisan-

escola-de-negocio

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Grupo de Comunicação

Veículo: Blog da Sonia

Data: 05/11/2019

Prefeita Marta vai a Brasília e

confirma que novo contorno ferroviário de Catanduva é prioridade para o Dnit

A prefeita Marta do Espírito Santo esteve no

Departamento Nacional de Infraestrutura de

Transportes (Dnit), em Brasília, na segunda-

feira 4, e confirmou que Catanduva está entre

os municípios prioritários para a liberação de

recursos. A cidade consta, inclusive, em

relatório do Prosefer – Programa de Segurança

das Ferrovias em Áreas Urbanas.

A conversa foi com o coordenador geral de

Obras Ferroviárias do Dnit, Jean Carlo

Trevizolo de Souza. O secretário municipal de

Desenvolvimento, Fabio Rinaldi Manzano,

também participou.

“Voltamos com a sensação de dever cumprido

e com a certeza de que o Dnit sabe da

urgência das intervenções em nosso

município. Catanduva é uma das seletas

cidades em que investimentos são indicados

como necessários e, dentre elas, uma das

poucas que possuem projeto executivo e

licenciamento ambiental prontos”, aponta

Marta.

O mesmo tema foi abordado em audiência

com o ministro Augusto Nardes, no Tribunal

de Contas da União (TCU). Em ofício, a

prefeita Marta registrou a necessidade de

inserção da desapropriação e de obras do

desvio da linha férrea para segurança e

favorecimento da mobilidade aos cidadãos

catanduvenses.

“Com isso, pedimos que, caso seja autorizada

a prorrogação antecipada do contrato da

Rumo com o Governo Federal, que os

investimentos em Catanduva seja parte das

contrapartidas obrigatórias”, completa a

prefeita.

Relembre

A movimentação para a retirada dos trilhos

teve início em 2005, quando a Prefeitura

encaminhou sete ofícios ao Dnit solicitando

recursos visando à solução dos conflitos

causados pela passagem da linha férrea. Tais

solicitações motivaram visita técnica do órgão

federal em 2006, o que, em 2007, resultou no

Relatório de Inspeção Técnica.

Em ofício do mesmo ano, o diretor de

Infraestrutura Ferroviária do Dnit apontou

como solução a construção de um novo

contorno, o que demandaria estudo de

viabilidade. A Prefeitura elaborou o estudo,

obteve sua aprovação em 2010 e, na

sequência, em 2012, o Governo Federal

contratou projeto técnico para traçar o novo

contorno.

Em maio de 2019, a Companhia Ambiental

do Estado de São Paulo (Cetesb) emitiu a

Licença Prévia Ambiental para a obra, ficando

aprovada a localização e a concepção do novo

traçado. O projeto prevê a retirada do trecho

ferroviário que passa pelo perímetro urbano

de Catanduva, com a implantação de nova

linha com cerca de 17,8 quilômetros.

http://blogdasonia.com.br/cidades/prefeita-

marta-vai-a-brasilia-e-confirma-que-novo-

contorno-ferroviario-de-catanduva-e-

prioridade-para-o-dnit/

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Grupo de Comunicação

Veículo: Tamoios News

Data: 05/11/2019

Grupo de Trabalho criado pelo Estado

monitora as praias paulistas | Notícias do

Litoral Norte SP –

O Governo do Estado de São Paulo, por meio

da Secretaria de Infraestrutura e Meio

Ambiente (SIMA), constituiu desde a última

quarta(30), um Grupo de Trabalho (GT)

multidisciplinar com o objetivo de levantar

informações e elencar as medidas necessárias

à prevenção e respostas ao acidente com

derramamento de petróleo que atingem a

costa brasileira.

O GT está sob a coordenação do secretário

executivo da SIMA, Luiz Ricardo Santoro, e

tem como membros representantes da

coordenadoria de fiscalização, CETESB,

Instituto Florestal, Instituto Geológico,

Fundação Florestal, SABESP, EMAE e DAEE.

A SIMA, Cetesb e Fundação Florestal

verificam, desde de segunda(4), a origem do

óleo que atingiu a praia do Saco do Eustáquio,

em Ilhabela. O óleo foi visto no local no

domingo(3). Foi recolhido e encaminhado para

análises. A Petrobras e a Marinha também

investigam o caso. Até a manhã desta

terça(5), não houve nenhuma divulgação

sobre o tipo e procedência do óleo encontrado

na praia, que fica na região norte de Ilhabela.

GT

Para o secretário de Infraestrutura e Meio

Ambiente, Marcos Penido, a presença no óleo

na região sul da Bahia acendeu um sinal de

alerta nos órgãos ambientais de São Paulo,

que decidiram pela criação do GT e pelo

monitoramento do litoral paulista.

'Embora a responsabilidade constitucional

sobre acidentes de grande magnitude em

mares seja da União, estamos monitorando o

avanço das manchas de óleo na costa

brasileira e a chegada no sul da Bahia acendeu

o sinal de atenção. Nossas equipes articulam

medidas preventivas. Se eventualmente for

necessário estaremos preparados para atuar

em parceria com a União. ', explica o

secretário Marcos Penido.

O Grupo vai promover debates e diálogos com

as Prefeituras, comunidades tradicionais,

pescadores, polícia entre outros atores que

podem auxiliar na preservação ambiental.

https://www.tamoiosnews.com.br/geral/grupo

-criado-pela-secretaria-estadual-do-meio-

ambiente-monitora-as-praias-paulistas/

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Grupo de Comunicação

Veículo: G1 Piracicaba

Data: 05/11/2019

Moradores denunciam vazamento de

esgoto em lagoa que abastece Rio das Pedras

Cidade enfrenta racionamento de água desde

outubro. Prefeitura afirma que uma bomba

queimou, causando problema, mas que

qualidade da água não foi afetada.

Por EPTV 1

Sujeira de esgoto vai para lagoa que abastece

50% de Rio das Pedras

Moradores denunciaram um vazamento de

esgoto em uma Estação Elevatória no bairro

Bom Jesus em Rio das Pedras (SP). A situação

é preocupante, já que o esgoto está indo para

uma lagoa que abastece a cidade, que já

enfrenta racionamento por causa da estiagem.

A prefeitura afirma que tomou providências e

que o vazamento não alterou a qualidade da

água no município.

Segundo apurado pela EPTV no local, o

problema seria que a estação não está

bombeando o esgoto que passa pelo local, e

com isso, está escorrendo para o córrego que

desagua na represa que abastece pelo menos

50% da cidade.

As imagens mostram que uma espuma está se

acumulando na lagoa, no ponto onde a água

do córrego chega, que fica numa propriedade

privada. O dono da fazenda conta que,

inclusive, já encontrou peixes mortos na água.

Segundo o superintendente do Serviço

Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Davi

Gonçalves, a bomba da estação queimou na

quinta-feira (31) e não tinha uma peça para

substitui-la e evitar este problema. Ele afirma

que um novo equipamento será colocado na

estação ainda nesta terça-feira (5).

"Já abrimos a compra de uma outra, em 15

dias vamos ter uma reserva. É um problema

pontual que aconteceu", afirma.

Ainda de acordo com Gonçalves, o vazamento

não afetou a qualidade da água que abastece

a cidade. "Diminuímos a captação dessa

represa em 30%, pra equalizar o tratamento,

e todos os parâmetros estão em

conformidade."

A Companhia Ambiental do Estado de São

Paulo (Cetesb) foi procurada, mas até esta

publicação, não houve uma posição sobre o

caso.

Racionamento

Desde o meio de outubro, Rio das Pedras faz

racionamento de água por causa do baixo

nível das represas da cidade, que não se

recuperaram com a estiagem. A medida

suspende o abastecimento na cidade durante

sete horas por dia, entre 9h e 16h.

Essa não é a primeira vez que o município

precisa tomar esse tipo de medida por causa

do baixo nível das represas. No ano passado,

a prefeitura também iniciou o racionamento

em julho e durou até o início deste ano. Em

2014, a cidade também teve que fazer

interrupções no fornecimento de água e a

medida durou até fevereiro de 2015.

https://g1.globo.com/sp/piracicaba-

regiao/noticia/2019/11/05/moradores-

denunciam-vazamento-de-esgoto-em-lagoa-

que-abastece-rio-das-pedras.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: Estadão

Data: 06/11/2019

Coluna do estadão

Senado protagonista causa ciúme na Câmara

O clima de ciumeira instalado no Congresso

desde o início da atual legislatura mudou de

Casa: trocou o Senado pela Câmara. Rodrigo

Maia (DEM-RJ) tem dito a líderes e a aliados

não ver motivos para a nova etapa das

reformas começar pela mão dos senadores,

conforme decidiu o governo. Protagonista até

aqui na agenda econômica e com bom trânsito

nas Avenidas Paulista e Faria Lima, Maia deu

uma passada rápida na solenidade em que Jair

Bolsonaro entregou os projetos a um Davi

Alcolumbre (DEM-AP) cada vez mais próximo

do presidente.

» O osso. Líderes próximos a Maia avaliam

que a Câmara merecia algum aceno, já que

mudança nas regras da Previdência acabou

trazendo desgastes aos deputados em suas

bases. Não prestigiaram a cerimônia no

gabinete de Davi Alcolumbre.

» Não custa... Maia quer dar prosseguimento à

tramitação da PEC da Regra de Ouro na

Câmara, mesmo com o projeto semelhante

apresentado por Paulo Guedes no Senado

Federal.

» ...sonhar. Nas contas de Maia, se aprovada

até o fim do ano, libera R$ 30 bilhões no

orçamento de 2020. Ele acredita que a da

Câmara tem mais chances de passar, mas

admite a aliados que, para ser aprovada ainda

em 2019, seria necessário um "milagre".

» Para acelerar. No caso da PEC do Pacto

Federativo, deputados vão propor a Maia criar

uma comissão especial que acompanhe os

trabalhos do Senado, a exemplo do que fez

Tasso Jereissati (PSDB-CE) na reforma da

Previdência.

» click. A agenda de Jair Bolsonaro no

Congresso jogou, ao menos por enquanto,

água gelada na fervura de quem tramava

contra o ministro Paulo Guedes.

» O gol é dela. No Congresso, Jair Bolsonaro

se esquivou de elogios pela aprovação na

China de importação de miúdos suínos do

Brasil. "É mérito da ministra Tereza Cristina."

» Dosimetria. Mesmo na oposição, há quem

avalie que a declaração de Eduardo Bolsonaro

(PSL-SP) sobre um "novo AI-5" não deverá ter

força para cassar o mandato do deputado. O

que parece consenso, contudo, é que ele não

deve sair dessa sem punição: seja

advertência, seja suspensão.

» Luxo... Após ter participado da audiência

pública do Supremo que discutiu medidas do

governo Jair Bolsonaro na área do audiovisual,

Caetano Veloso foi prestigiar o amigo Randolfe

Rodrigues (Rede-AP).

» ...para poucos. O senador comemorava

aniversário e contou em sua festa com a

presença (pouco usual em Brasília) do cantor

e compositor baiano.

» Grata. Gleisi Hoffmann (PT-PR) diz ter

aproveitado estadia em Cuba para agradecer

aos médicos cubanos do Mais Médicos. Pediu

"desculpas" pelo tratamento que eles

receberam do governo Bolsonaro.

» Ainda... O programa de revitalização do Rio

Tietê, iniciado em 2011, será retomado pela

Secretaria de Infraestrutura e Meio

Ambiente do Estado no segundo semestre

de 2020.

» ...pulsa. Batizada de Renasce Tietê, a

iniciativa do governo João Doria prevê um

parque linear ao longo do rio (75 km de

extensão e 107 km2 de área).

» Enchentes. A obra, financiada pelo Banco

Interamericano de Desenvolvimento, reforçará

a proteção contra inundações na região

metropolitana da capital, afirma o governo

paulista.

http://www.multclipp.com.br/verNoticia.aspx?

c=0&n=33295118&e=577

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Grupo de Comunicação

Veículo: Jornal SP Norte

Data: 05/11/2019

Parque da Juventude monta

programação para todo mês de novembro

O tradicional espaço de lazer dos moradores

da zona norte será palco de uma série de

atividades ao longo do mês de novembro. A

programação diferenciada do Parque da

Juventude acontece nos finais de semana e

promete agradar todo tipo de público.

Gratuito.

Os destaques da agenda fica por conta da

Oficina de lustre feito com barbante e do

Terrário, onde por meio de simples objetos é

possível reproduzir um ecossistema dentro de

pote ou de uma garrafa pet. Confira a

programação completa:

Dia 9/11, Sábado – Oficina de Brinquedo feito

com garrafa pet, das 13h às 15h

Dia 10/11, domingo – Como fazer bomba de

Semente, das 14h às 16h

Dia 16/11, sábado – Terrário, das 14h às 16h

Dias 17 e 23/11, domingo e sábado – Oficina

de lustre feito com barbante, das 14h às 16h

Dia 24/11, domingo – Terrário, das 14h às

16h

Dias 30/11, sábado – Oficina de lustre feito

com barbante, das 14h às 16h

PARQUE DA JUVENTUDE

Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2630 –

Carandiru

Funcionamento: Diariamente, das 6h às 19h

https://www.jornalspnorte.com.br/parque-da-

juventude-monta-programacao-para-todo-

mes-de-novembro/

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Bandeirantes

Data: 05/11/2019

Descarte de óleo em Caçapava

http://cloud.boxnet.com.br/yx8uqw4h

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Grupo de Comunicação

Veículo: EPTV Campinas

Data: 05/11/2019

Tapete verde no Rio Piracicaba

preocupa moradores de Americana

http://cloud.boxnet.com.br/y2hnbvmb

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Grupo de Comunicação

Veículo: EPTV Campinas

Data: 05/11/2019

Vazamento de esgoto em uma

estação elevatória de esgoto em Rio das Pedras

http://cloud.boxnet.com.br/y5j89ypz

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Grupo de Comunicação

Veículo: G1

Data: 05/11/2019

Mutirão do MEI, que começa nesta

quarta em Jundiaí, amplia número de serviços

O evento contará ainda com oficinas, com

temas como terceirização, reforma trabalhista,

trabalho intermitente, entre outros.

Se você é um trabalhador por conta própria e

deseja se formalizar como Microempreendedor

Individual (MEI) ou precisa regularizar a sua

situação de MEI, a oportunidade chegou: entre

quarta e quinta-feira (dias 6 e 7) o Mutirão do

MEI será realizado no Complexo Fepasa.

Esta edição terá serviços ampliados, incluindo

a participação da Receita Federal, INSS, DAE e

OAB, entre outros. O evento é realizado pela

Prefeitura de Jundiaí, em parceria com a TV

TEM (afiliada local da TV Globo), Sebrae,

Associação Comercial e Empresarial (ACE),

Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí

(SINCOMERCIO) e DAE.

Segundo o diretor do Departamento de

Fomento ao Comércio e Serviços da Unidade

de Gestão de Desenvolvimento Econômico,

Ciência e Tecnologia (UGDECT), Júlio Cesar

Durante, o principal objetivo da iniciativa é

oferecer em um único local – o Poupatempo

do Empreendedor – orientação, informação, a

possibilidade de formalização como

microempreendedor individual, regularização e

encerramento das atividades.

O mutirão contará ainda com várias oficinas,

com temas como terceirização, reforma

trabalhista, trabalho intermitente, processos

legais de contratação de empregados,

educação fiscal e cidadania etc. “Este ano

teremos um número maior de entidades e

organizações participantes, que poderão

auxiliar o cidadão em todas as áreas”, afirmou

Júlio César.

Na opinião do prefeito Luiz Fernando Machado,

o empreendedorismo é um caminho sem

volta. Ele destaca que o Brasil tem hoje cerca

de 38 milhões de pessoas vivendo na

informalidade, e uma alternativa para reduzir

estes números é oferecer a oportunidade para

que estes trabalhadores possam se tornar

microempreendedores individuais.

Serviços

Entre os serviços que estarão disponíveis,

podem ser destacados pesquisa e emissão da

Certidão de Uso do Solo, orientação da

Vigilância Sanitária, serviços do Balcão do

Empreendedor (registros, alterações e baixas),

consultas e regularização fiscal com a Receita

Federal e esclarecimento de dúvidas

previdenciárias.

Estarão presentes ao evento entidades como o

Banco do Povo, Fundo Social de Solidariedade

de Jundiaí (FUNSS), Departamento de Água e

Esgoto do município (DAE), Companhia

Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb),

Junta Comercial do Estado (Jucesp), INSS,

Procon, OAB, Companhia de Informática de

Jundiaí (CIJUN), SINCOMERCIO e TVTEC, além

de todas as Unidade de Gestão do município

envolvidas no processo de registro e

formalização dos Microempreendedores

Individuais e a ACE (consulta ao Serviço

Central de Proteção ao Crédito – SCPC.

Também será oferecida orientação fiscal e

tributária pela Unidade de Gestão de Governo

e Finanças.

O Complexo Fepasa fica na Av. União dos

Ferroviários, 1760. O evento tem entrada

franca e estará aberto ao público das 9h às

18h.

https://g1.globo.com/sp/sorocaba-

jundiai/especial-publicitario/prefeitura-de-

jundiai/noticias-de-

jundiai/noticia/2019/11/05/mutirao-do-mei-

que-comeca-nesta-quarta-em-jundiai-amplia-

numero-de-servicos.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: TV TEM Sorocaba

Data: 05/11/2019

Peixes são encontrados mortos em parque botânico de Jundiaí

http://cloud.boxnet.com.br/y2er6lon

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Grupo de Comunicação

Veículo: Diário da Região SJRPreto

Data: 06/11/2019

Emergências ambientais

http://cloud.boxnet.com.br/y2gt22p9

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Grupo de Comunicação

Veículo: Diário do Litoral

Data: 06/11/2019

Santos: Plano de Mudança do Clima é atualizado

Técnicos da Prefeitura, pesquisadores e

especialistas se reuniram no Orquidário

durante seminário sobre o assunto

No primeiro semestre de 2020 será

apresentada a primeira atualização do Plano

Municipal de Mudança do Clima de Santos

(PMMCS), construído em 2015.

Para isso, nesta terça-feira (5), ao longo de

todo o dia, técnicos da Prefeitura e

pesquisadores que compõem a Comissão

Consultiva Acadêmica (CCA), especialistas que

têm o litoral paulista como área de estudo, se

reuniram no Orquidário, no )osé Menino,

durante seminário sobre o assunto promovido

pela Comissão Municipal de Adaptação à

Mudança do Clima (CMMC).

Divididos em grupos, eles

debateram os atuais 12 eixos do plano e

analisaram projetos e fontes de financia

mento, públicas e/ou privadas, para o

enfrentamento do tema.

Além de técnicos da CMMC, participaram

pesquisadores de instituições da região e do

Estado como Unicamp e USP, e de órgãos

como Companhia de Tecnologia de

Saneamento Ambiental (Cetesb) e

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais (Ibama).

De 2015 até agora, os especialistas

identificam, nos últimos anos, intensificação

de chuvas concentradas, deslizamentos,

elevação do nível

Especialistas identificam intensificação de

chuvas concentradas e elevação do nível do

mar do mar, recorrência de eventos extremos

como ressacas e até eventos contrários como

maré seca.

"Temos observado a concentração de chuvas

intensas em curto período. O volume de chuva

já demonstra alteração do comportamento

climático, bem como elevação das marés. Essa

combinação é um grande desafio para cidades

costeiras. Um dos objetivos é fazer esse ajuste

de foco e buscar ações práticas de mitigação",

afirmou o secretário de Meio Ambiente, Marcos

Libório.

“A participação da academia é fundamental

para que possamos aprimorar os dados de

pesquisa com as políticas públicas

relacionadas ao plano", acrescentou.

O plano surgiu com o decreto 7.293/2015, que

criou a CMMC, responsável por apresentar a

primeira versão do PMMCS, em dezembro de

2016, no Teatro Guarany. (DL)

http://cloud.boxnet.com.br/y3gvpxax

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Grupo de Comunicação

Veículo: O Dia deMarília

Data: 06/11/2019

Revita vem a Marília, cumpre etapa e

lança canal de comunicação

http://cloud.boxnet.com.br/y65luf9v

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Cidade Jundiaí

Data: 06/11/2019

Centenas de peixes são encontrados

mortos no Parque Botânico de Jundiaí

http://cloud.boxnet.com.br/y2e2ofj9

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Grupo de Comunicação

Veículo: G1

Data: 06/11/2019

Manchas coloridas no Rio Jundiaí foram causadas por obstrução da

rede de esgoto, diz Cetesb

Moradores tinham registrado a situação no

bairro Vila Liberdade, em Jundiaí.

As manchas coloridas no rio Jundiaí que

assustaram os moradores na segunda-feira

(4) foram causas por uma obstrução da rede

coletora de esgoto, de acordo com a

Companhia Ambiental do Estado de São

Paulo (Cetesb). A situação foi registrada na

região da Vila Liberdade.

Ainda segundo a companhia, após as

inspeções foi constatado o problema que

provocou o vazamento para a galeria de águas

pluviais, no rio Guapeva, afluente do rio

Jundiaí.

O órgão ainda informou que solicitou à Divisão

de Água e Esgoto (DAE) de Jundiaí uma

averiguação para a desobstrução da rede.

https://g1.globo.com/sp/sorocaba-

jundiai/noticia/2019/11/06/manchas-

coloridas-no-rio-jundiai-foram-causadas-por-

obstrucao-da-rede-de-esgoto-diz-cetesb.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Guarujá

Data: 06/11/2019

Marcelo Castilho entrevista o Prefeito De Guarujá Dr Valter Suman

http://cloud.boxnet.com.br/y3cqrnsu

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Grupo de Comunicação

Veículo: Guarulhos Hoje

Data: 06/11/2019

Manutenção da Sabesp deixa 10 bairros sem água em Guarulhos nesta

quarta-feira Por Redação Guarulhos Hoje -5 de novembro

de 2019

A Sabesp informa que nesta quarta-feira (06)

realizará uma intervenção programada no

sistema de distribuição em Guarulhos que

afetará os seguintes bairros: Cidade Jardim

Cumbica, Cidade Soimco, Cidade Industrial

Satélite de São Paulo, Conjunto Paes de

Barros, Jardim Otawa, Jardim Santa Helena,

Jardim Arapongas, Jardim Santo Afonso,

Parque Uirapuru e Vila Nova Cumbica.

A obra tem por objetivo melhorar o

abastecimento de água na região.

O fornecimento deve ser interrompido das 08h

às 15h (06) e, a partir daí a normalização

ocorrerá de forma gradual. A regularização

total do fornecimento de água nesses bairros

está prevista para a manhã de quinta-feira

(07), lembrando que os imóveis que possuem

caixa-d’água com reserva mínima para 24h,

como prevê a norma da ABNT, não sentirão o

período de intermitência.

A Sabesp pede que os moradores mantenham

o uso consciente da água no período e informa

que está à disposição para esclarecimentos e

atendimentos emergenciais através dos

serviços de ligação gratuita 195 e 0800-011-

9911.

https://www.guarulhoshoje.com.br/2019/11/0

5/manutencao-da-sabesp-deixa-10-bairros-

sem-agua-em-guarulhos-nesta-quarta-feira/

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Grupo de Comunicação

Veículo: Radio Band Vale

Data: 05/11/2019

Chamada: Sabesp realizará intervenção em adutora na costa

norte de São Sebastião

http://cloud.boxnet.com.br/y6jjv3y6

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Grupo de Comunicação

Veículo: G1 Santos

Data: 06/11/2019

Motor de lancha é arrancado após colisão com tubulação subaquática

Dois homens que estavam na lancha não se

feriram. Sabesp diz que a área está isolada.

Por Mariane Rossi, G1 Santos

Tubulação de água se desprendeu do fundo do

mar em Cananeia

Uma lancha teve o motor arrancado após

bater em uma adutora subaquática que se

soltou do fundo do mar em Cananeia, no

litoral de São Paulo. A tubulação, que leva a

água tratada do continente para a Ilha de

Cananeia, está próxima a superfície, colocando

em risco todas as embarcações e passageiros

que realizam a travessia entre a ilha de

Cananeia e o Continente.

A travessia subaquática de adutora de água

percorre todo o mar do Porto de Cubatão. Em

setembro, a adutora se rompeu e a população

de Cananeia ficou sem água. Mergulhadores

precisaram atuar no mar para concluir o

serviço. Quando os reparos foram finalizados

pela Sabesp, os moradores receberam água

turva por alguns dias até ter o fornecimento

normalizado.

No domingo (3), a tubulação se soltou do

fundo do mar e foi parar próxima a superfície.

Com a maré baixa, o cano fica ainda mais

aparente e oferece risco às embarcações. O

dono da pousada Costa Azul, Thiago Antunes

de Souza, conta que saiu de lancha com um

passageiro para testar o motor de uma das

lanchas, que acabou colidindo com a adutora.

“Saímos por volta das 10h e fomos fazer um

teste no motor, que tinha acabado de ser

instalado. No retorno, colidimos com o cano, a

cerca de 10 minutos do hotel. Arrancou a

parte traseira da lancha, parte do motor.

Dentro da lancha, quebrou a parte do painel e

cabos. O motor ficou submerso por cerca de

1h30, ele só não afundou por causa dos

cabos”, conta.

Ele e o outro passageiro não se feriram. Os

dois foram resgatados por moradores e

funcionários, que foram até o trecho do

acidente com outros barcos do hotel. Souza

afirma que o prejuízo material foi grande, mas

poderia ter acontecido algo pior.

“Eu perdi um motor de R$53 mil, além das

avarias na lancha. Um prejuízo violento. Isso

porque eu estava com lancha relativamente

pequena, não havia pessoas de idade e

crianças. É um barco para passeios e

pescarias”, comenta.

Após o acidente, Souza entrou em contato

com a Sabesp. Segundo ele, a Companhia se

disponibilizou a arcar com o prejuízo. “Eles

falaram que vão fazer novas caixas de

concreto, mas que ainda tinham que aguardar

e largaram o cano lá com o risco violento. Eu

já encontrei quatro pessoas que também

bateram no cano neste fim de semana”,

aponta.

Souza também registrou um boletim de

ocorrência na Delegacia de Cananeia e acionou

a Marinha do Brasil, que irá instaurar um

inquérito para investigar o acidente.

Em nota, a Sabesp disse que a uma tubulação

sub-aquática de água da Sabesp, entre o

Continente e Cananeia, se soltou no último

domingo e uma embarcação acabou batendo

nela. O acidente causou danos materiais à

embarcação e a Sabesp arcará com os

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Grupo de Comunicação

prejuízos, tendo já conversado com o

proprietário.

Ainda segundo a Sabesp, a movimentação da

maré é a provável causa da soltura da

adutora. Os trabalhos para recolocação da

adutora estão sendo realizados nesta terça-

feira (5), por mergulhadores. A área está

isolada.

https://g1.globo.com/sp/santos-

regiao/noticia/2019/11/05/motor-de-lancha-e-

arrancado-apos-colisao-com-tubulacao-

subaquatica.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: Diário do Grande ABC

Data: 06/11/2019

Oposicionistas pedem MP no diálogo entre Sama e Sabesp

http://cloud.boxnet.com.br/y4b9jjwn

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Grupo de Comunicação

Veículo: Estadão

Data: 06/11/2019

São Paulo Reclama

http://cloud.boxnet.com.br/y4xlzsom

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Bandeirantes

Data: 06/11/2019

Situação dos reservatórios de armazenamento de água do estado de

SP

http://cloud.boxnet.com.br/yxwts5vo

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Interativa

Data: 06/11/2019

Ação sobre votação em aprovação da SABESP é arquivada

http://cloud.boxnet.com.br/y4czyaw8

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Grupo de Comunicação

Veículo: O Imparcial

Data: 06/11/2019

Plantão

MINISTRO BARROSO

Como estava previsto: cerca de mil pessoas

assistiram a abertura do Fórum Acadêmico

Jurídico da Unoeste (Universidade do Oeste

Paulista), em Presidente Prudente, com a

conferência do ministro do STF (Supremo

Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, na

noite de segunda-feira.

ESTAR ATENTOS

Barroso chamou a atenção para três temas

globais, sobre os quais operadores do Direito e

profissionais de outras áreas precisam estar

atentos: a revolução tecnológica, a crise da

democracia no mundo inteiro e a mudança

climática.

PACTO DA EDUCAÇÃO

Para o ministro Barroso é preciso que o Brasil

estabeleça um pacto pela educação básica,

possibilitando que a próxima geração frutifique

e fortaleça. Também falou sobre outros três

pactos que devem ser adotados pelo país

enquanto naçao.

OUTROS PACTOS

São três pactos de responsabilidade. A fiscal,

pelo qual o gestor não pode gastar mais que a

receita. O econômico, para enxugar os

governos que vivem de pagar salários. O

social, para o Brasil voltar a crescer, gerando

emprego e renda.

VOLTA A BRASÍLIA

Em voo particular, o avião que levou Barroso

de volta a Brasília deixou a aeroporto de

Prudente antes das 6h30 para pegar o ilustre

passageiro e decolar, por volta das gn, ao

Aeropark em Regente Feijó. Motivo: interdição

da pista para reforma, após às 6h30.

DILIGENTE REPÓRTER

O diligente repórter Ismael Silva, sabedor de

que o ministro Barroso não concedería

entrevista, se colocou em local estratégico e

ao final da conferência fez entrevista levada

ao ar pela Rádio Comercial, na manhã

seguinte, no Jornal das Sete.

VOLTA A PRUDENTE

Tudo caminha para que o jornalista Luís

Augusto Pires Batista volte a atuar em

Prudente, depois de ter trabalhado vários anos

nas afiliadas Globo de Salvador, na Bahia, e

de Manaus, no Amazonas. Luís Augusto é um

talento que passou por O Imparcial.

CONSELHO ESCOLAR

A presidente do CAE (Conselho Municipal de

Alimentação Escolar), Sônia Auxiliadora

Vasconcelos Silva, solicitou ao presidente da

Câmara, Demerson Dias (PSB), agendamento

para falar com os vereadores sobre o relatório

da CE (Comissão Especial).

AUTORIZO APROVADO

Por 7x5 votos, os vereadores aprovaram na

sessão de segunda-feira autorização para 0

prefeito Nelson Roberto Bugalho (PTB)

celebrar acordo de parcelamento da dívida de

R$ 36 milhões com a Sabesp (Companhia

de Saneamento Básico do Estado de São

Paulo).

VOTAÇÃO DO AUTORIZO

Votaram sim: Alba Lucena, Elza do Gás e José

Tabosa, PTB; Izaque Silva e Wellington Bozo,

PSDB; Geraldo da Padaria (PSD) e Willian

Leite (PPS). Não: Adão Batista, Anderson Silva

e Dermerson dias, PSB; Enio Perrone (PSD) e

Mauro Neves (PSDB).

QUATRO CARTÕES

Ex-vereadores, que exerceram a função

legislativa há 50 anos, foram homenageados

na sessão de segunda-feira: Altamir Matheus

da Silva e Milton Perina Santos, que

compareceram; Nelson Leone Porto Alegre e

Walter Ribeiro Barbosa.

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Grupo de Comunicação

PLACA DESCERRADA

Também na segunda-feira ocorreu

homenagem póstuma com 0 descerramento

da placa que da 0 nome “Ciro Martins O

Constmtor do Rádio” ao espaço destinado ao

some imagem da Câmara Munidpal, nas

presenças do órfão Ciro e da viúva Rita.

Homero Ferreira. Contato:

[email protected]

http://cloud.boxnet.com.br/yxgeckup

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Caragua

Data: 06/11/2019

Sabesp interliga redes na serrinha de São Sebastião amanhã visando

reduzir o impacto no reabastecimento

http://cloud.boxnet.com.br/y5exdg8t

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Difusora

Data: 06/11/2019

Âncora comenta serviço em bueiro feito pela Sabesp

http://cloud.boxnet.com.br/y384jyf3

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Metropolitana

Data: 06/11/2019

Mogi sediará audiência pública do DAEE sobre melhorias no Rio Tietê

http://cloud.boxnet.com.br/y4t4zx4q

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Grupo de Comunicação

Veículo: G1 Mogi

Data: 06/11/2019

Mogi e Salesópolis vão receber apresentações do programa de

revitalização do rio Tietê

Projeto visa construir o maior parte linear do

mundo, entre o bairro da Penha, na capital, e

a cidade de Salesópolis.

Por G1 Mogi das Cruzes e Suzano

As cidades de Salesópolis e Mogi das Cruzes

vão receber apresentações do programa de

revitalização do rio Tietê, nesta quarta (6) e

quinta-feira (7), respectivamente. O projeto

será mostrando pelo Departamento de

Águas e Energia Elétrica (Daee) e o Banco

Interamericano de Desenvolvimento (BID), um

dos financiadores. A obra reforçará a proteção

da várzea do rio contra as inundações da

zonas urbanas na região.

O projeto foi iniciado em 2011 e será

retomado pela Secretaria de Infraestrutura e

Meio ambiente a partir do segundo semestre

de 2020.

Batizada de Renasce Tietê, a iniciativa tem por

objetivo implantar o maior parque linear do

mundo, com 75 quilômetros de extensão e

107 km² de área, ao longo do rio, no trecho

entre o Parque Ecológico, na Penha, zona leste

da capital, e o Parque Nascentes, em

Salesópolis.

Em Salesópolis, o encontro será das 18h às

20h, no Espaço Cultural Dita Parente, à rua XV

de Novembro, nº 760, Centro.

Já em Mogi das Cruzes, a reunião será

realizada das 18h às 20h no Auditório da

Prefeitura, à avenida Vereador Narciso Yague

Guimarães, 277.

https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-

suzano/noticia/2019/11/05/mogi-e-

salesopolis-vao-receber-apresentacoes-do-

programa-de-revitalizacao-do-rio-tiete.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: Diário de Suzano

Data: 06/11/2019

Audiência pública vai debater ações para despoluição do Tietê

Departamento de Águas e Energia Elétrica

(DAEE) coloca como meta a melhoria da

qualidade da água no trecho de Mogi do Tietê

Por de Mogi05 NOV 2019 - 21h18

No total, o conjunto de ações proposto incidirá

sobre 12 municípios da Região Metropolitana

de São Paulo, tendo como foco Mogi das

Cruzes e Salesópolis

Mogi das Cruzes vai sediar quinta-feira, dia 7,

às 18 horas, uma audiência pública (Consulta

Significativa Pública) do Programa Renasce

Tietê, realizada pelo Departamento de

Águas e Energia Elétrica (DAEE), do

Governo do Estado, e pelo Banco

Interamericano de Desenvolvimento (BID). Na

ocasião, será apresentado o projeto, em fase

de preparação, os desdobramentos

relacionados à região e os investimentos, bem

como as consequências e resultados de sua

implantação. A reunião será no auditório do

prédio sede da Prefeitura (avenida Vereador

Narciso Yague Guimarães, 277, térreo).

Segundo o DAEE, o Programa Renasce Tietê

representa uma nova etapa de implantação do

Macro Programa Várzeas do Tietê, e tem como

objetivo reduzir as inundações à jusante da

Barragem da Penha (trecho posterior a este

ponto, no sentido da foz do rio), “recompor a

flora ao longo da área delimitada pelo

programa, implantar equipamentos

compatíveis com as várzeas e programas de

educação ambiental e empoderamento social”.

O órgão estadual também coloca como meta a

melhoria da qualidade da água no trecho em

que o Tietê atravessa Mogi das Cruzes.

“No total, o conjunto de ações proposto

incidirá sobre 12 municípios da Região

Metropolitana de São Paulo, tendo como foco

Mogi das Cruzes e Salesópolis”, informa o

departamento. Veja abaixo as ações

propostas.

O Programa Várzeas do Tietê prevê a

implantação do maior parque linear do mundo.

Com 75 quilômetros de extensão e 107

quilômetros quadrados de área, o parque está

sendo implantado ao longo do Rio Tietê,

unindo o Parque Ecológico do Tietê (na Penha)

e o Parque Nascentes do Tietê (em

Salesópolis). Por ser um projeto extenso e de

grande complexidade, ele vem sendo

implantado em diferentes fases.

A etapa Parque Várzeas do Tietê, que teve

início em 2011, com financiamento do BID,

está em fase de finalização e teve como

objetivo aumentar a capacidade de retenção

de água na bacia do Alto Tietê.

“Para isso, foram executadas obras e ações

para recuperação das várzeas nos trechos

afetados por ocupação irregular, proteção do

meio ambiente natural em trechos

preservados, promoção de usos sustentáveis e

compatíveis com a função natural das várzeas,

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Grupo de Comunicação

como educação, cultura, esporte, turismo e

lazer, e, por fim, garantia de habitações

dignas para a população a ser realocada pelo

seu reassentamento”, conclui o DAEE.

Na ocasião, serão apresentadas as seguintes

ações: implantação do Parque Salesópolis;

Despoluição das águas pluviais de Mogi das

Cruzes que contaminam o Tietê; Implantação

de rede de seções de controle quantitativo e

qualitativo das águas do Rio Tietê; entre

outros.

https://www.diariodesuzano.com.br/regiao/au

diencia-publica-vai-debater-acoes-para-

despoluicao-do-tiete/50876/

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Grupo de Comunicação

Veículo: Rádio Bandeirantes

Data: 06/11/2019

Osasco solicita ao DAEE a limpeza dos piscinões

http://cloud.boxnet.com.br/y62xmx4j

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Veículo: Diário do Grande ABC online

Data: 06/11/2019

Oposicionistas pedem MP no diálogo entre Sama e Sabesp

Oposicionistas pedem MP no diálogo entre

Sama e Sabesp

Júnior Carvalho

Vereadores de oposição ao governo do

prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB),

ingressaram no Ministério Público com

representação solicitando que a promotoria

integre a mesa de negociação entre a Sama

(Saneamento Básico do Município de Mauá) e

a Sabesp (Companhia de Saneamento

Básico do Estado de São Paulo) envolvendo

a concessão dos serviços de abastecimento de

água no município.

O Diário mostrou no domingo que o governo

Atila entrou na reta final de negociação com a

estatal paulista. O acordo prevê abatimento da

dívida, na ordem de R$ 2,8 bilhões, da

autarquia municipal com a companhia

estadual. Porém, os oposicionistas Adelto

Cachorrão (Avante) e Fernando Rubinelli

(PDT) pedem que o MP participe das

conversas como “fiscal da lei”. “Infelizmente

não se está discutindo o destino dos

funcionários concursados (da Sama), eventual

programa de demissão voluntária e o tamanho

da dívida da Sama com a Sabesp. Não foi

realizada auditoria nas contas da autarquia,

bem como na de seus superintendentes. Ou

seja, se faz necessária a presença do MP no

presente feito”, diz trecho da representação,

que também cita a intervenção da promotoria

na novela envolvendo a gestão da saúde e o

contrato com a FUABC (Fundação do ABC).

O documento protocolado no MP comenta

ainda que “entregar a Sama sem verificar a

origem da atual dívida poderia, em tese, vir a

encobrir várias irregularidades e até mesmo

eventuais ações criminosas”. “É fundamental

saber a causa da gigantesca dívida da Sama

com a Sabesp”.

O Diário mostrou ontem que a Arsep (Agência

Reguladora de Serviços Públicos), criada para

fiscalizar os serviços de saneamento, alegou

ter sido alijada do processo. O Paço, por sua

vez, afirmou que convidou o órgão, bem como

o MP e a OAB (Ordem dos Advogados do

Brasil).

http://cloud.boxnet.com.br/y6sjl6bq

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Veículo: Blogs do Estadão

Data: 06/11/2019

Leitor reclama de cobrança abusiva de água

Yvette Kfouri diz que a sua conta de água

oscila entre 10 m³ e 14 m³. A última fatura,

porém, chegou a 20 m³. Segundo ela, pelo

menos três vezes na semana a Sabesp

interrompe o fornecimento de água. Ao abrir a

torneira, o ar faz o hidrômetro girar

rapidamente, o que acarreta em maior

consumo, conforme afirmou a leitora.

Reclamação de Yvette Kfouri: “Há décadas,

resido no mesmo imóvel, onde meu consumo

de água oscila entre 10 e 14 m³. No entanto,

a última fatura chegou a 20 m³. O motivo é

que, pelo menos três vezes por semana das

22h até 6h, a Sabesp corta o fornecimento e

ao abrir a torneira vem o ar que ‘turbina’ o

hidrômetro. Solicito análise”.

Resposta da Sabesp: “A empresa diz que uma

equipe da Companhia vai até o imóvel realizar

a instalação de um equipamento que vai

monitorar o abastecimento da residência. Esse

aparelho deve ficar sete dias no local. Após

esse tempo, a Sabesp vai avaliar os resultados

e realizar a análise da conta questionada”.

Envie suas reclamações

Mande uma mensagem para o e-mail

[email protected] ou por WhatsApp

para o número (11) 97069-8639. Nossa

reportagem vai apurar a denúncia e

apresentar a resposta no blog Seus Direitos,

um espaço voltado ao cidadão e ao

consumidor.

http://cloud.boxnet.com.br/y52tk3l5

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Grupo de Comunicação

Veículo: O Diário de Mogi

Data: 06/11/2019

Estado retoma obra no Rio Tietê

Em audiência pública amanhã, DAEE

apresenta plano de revitalização que integra

programa de prevenção a enchentes

0 Governo do Estado anuncia a retomada da

revitalização do Rio Tietê prevista no antigo

Programa Várzeas do Tietê agora batizado

agora como Renasce Tietê. Esse plano será

tema de duas audiências públicas em

Salesópolis (hoje, às 18 às 20 horas, no

Espaço Cultural Dita Parente, antigo Mercado

Municipal) e em Mogi das Cruzes (amanhã,

das 8 às 20 horas, no prédio sede da

Prefeitura).

A consulta significativa pública será realizada

pelo Departamento de Águas e Energia

Elétrica (DAEE) e pelo Banco Interamericano

de Desenvolvimento (BID). Na ocasião, deverá

ser detalhado o empreendimento, bem como

as consequências e resultados das

intervenções planejadas para melhorai’a

qualidade da água e oferecer ao público

equipamentos de lazer e de educação

ambiental. As obras devem começar no

próximo semestre.

Segundo o DAEE, o Programa Renasce Tietê

representa uma nova etapa de implantação do

Macro Programa Várzeas do Tietê, iniciado no

começo desta década com 0 objetivo de

reduzir as inundações à jusante da Barragem

da Penha (trecho posterior a este ponto, no

sentido da foz do rio), além de “recompor a

flora ao longo da área delimitada pelo

programa, implantar equipamentos

compatíveis com as várzeas e programas de

educação ambiental e empoderamento

social"’.

O órgão estadual também divulga como meta

a melhoria da qualidade da água no trecho em

que o Tietê atravessa Mogi das Cruzes que

possui índices impróprios a partir dos

primeiros quilômetros localizados no bairro de

Cocuera.

“No total, 0 conjunto de ações proposto

incidirá sobre 12 municípios da Região

Metropolitana de São Paulo, tendo como foco

Mogi das Cruzes e Salesópolis”, informa o

departamento.

O Programa Várzeas do Tietê prevê a

implantação do maior parque linear

do mundo. Com 75 quilômetros de extensão e

107 quilômetros quadrados de área, o parque

está sendo implantado ao longo do Rio Tietê,

unindo 0 Parque Ecológico do Tietê (na Penha)

e o Parque Nascentes do Tietê (em

Salesópolis).

A etapa Parque Várzeas do Tietê, que teve

início em 2011, com financiamento do BID,

está em fase de finalização e teve como

objetivo aumentar a capacidade de retenção

de água na bacia do Alto Tietê.

"Para isso, foram executadas obras e ações

para recuperação das várzeas nos trechos

afetados por ocupação irregular, proteção do

meio ambiente natural em trechos

preservados, promoção de usos sustentáveis e

compatíveis com a função natural das várzeas,

como educação, cultura, esporte, turismo e

lazer, e, por fim, garantia de habitações

dignas para a população a ser realocada pelo

seu reassentamento”, informa o DAEE.

Atualmente, as obras de instalação do Parque

Várzeas do Tietê chegaram à divisa da cidade

de Itaquaquecetuba. Deverão ser

contempladas as cidades de Poá, Suzano,

Mogi das Cruzes. Biritiba Mirim e Salesópolis,

cidade onde nasce o principal manancial do

Estado. No passado, o governo chegou a

prever a conclusão das obras até 2020.

No início deste ano, quando foi entregue o

Parque Helena, em São Miguel Paulista, 0

Governo do Estado informou que 25

quilômetros do projeto foram concluídos entre

a Barragem da Penha ea divisa entre São

Paulo e Itaquaquecetuba. Até aquele momento

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Grupo de Comunicação

haviam sido gastos US$ 200,1 milhões nas

intervenções.

ARQUIVO MEMÓRIA 0 Renasce Tietê retoma o

programa de proteção ao manancial iniciado

em 2011 e que prevê a implantação de um

parque linear de São Pauloi e Salesópolis

http://cloud.boxnet.com.br/yyewrssj

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Veículo: Diário do Alto Tietê

Data: 06/11/2019

Tribuna – Renasce Tietê

http://cloud.boxnet.com.br/yy7vu2fv

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Veículo: Mogi News

Data: 06/11/2019

População poderá participar de discussões sobre o Tietê amanhã

Prefeitura de Mogi sediará Audiência Pública

organizada pelo DAEE, na qual serão

apresentados investimentos

A Prefeitura de Mogi das Cruzes sediará

amanhã, às 18 horas, uma Audiência Pública

organizada pelo Departamento de Aguas e

Energia Elétrica (DAEE). Na ocasião, será

apresentado o projetoem fase de preparação -

os desdobramentos relacionados à região e os

investimentos, bem como as consequências e

resultados da implantação do programa

Renasce Tietê. A reunião será no auditório do

prédio sede da prefeitura, que fica na avenida

Vereador Narciso Yague Guimarães, 277,

térreo. Entre outras prioridades, o órgão

estadual também coloca como meta a

melhoria da qualidade da água no trecho em

que o Tietê atravessa Mogi das Cruzes.

Cidades, página 4

Melhorar a qualidade da água no trecho em

que o rio Tietê atravessa Mogi das Cruzes é

uma das metas do DAEE, órgão estadual Mogi

News/Arquivo

Audiência pública apresenta projeto para

melhoria do Tietê

Encontro vai discutir, entre outros assuntos,

propostas para reduzir inundações e os

investimentos no setor

MEIO AMBIENTE

Uma audiência pública (Consulta Significativa

Pública) do Programa Renasce Tietê, será

realizada amanhã,

às 18 horas, no auditório do prédio sede da

Prefeitura de Mogi das Cruzes. O encontro

servirá para apresentar o projeto, em fase de

preparação, os desdobramentos relacionados

à região e os investimentos, bem como as

consequências e resultados de sua

implantação. A promoção é do Departamento

de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do

governo do Estado, e do Banco Interamericano

de Desenvolvimento (BID).

Segundo o DAEE, o Programa Renasce Tietê

representa uma nova etapa de implantação do

Macro Programa Várzeas do Tietê, e tem como

objetivo reduzir as inundações à jusante da

barragem da Penha (trecho posterior a este

ponto, no sentido da foz do rio), “recompor a

flora ao longo da área delimitada pelo

programa, implantar equipamentos

compatíveis com as várzeas e programas de

educação ambiental e empoderamento social”.

Área verde unirá o Parque Ecológico do Tietê,

em São Paulo, ao Nascentes, em Salesópolis

O órgão estadual também coloca como meta a

melhoria da qualidade da água no trecho em

que o Tietê atravessa Mogi das Cruzes. “No

total, o conjunto de ações proposto incidirá

sobre 12 municípios da Região Metropolitana

de São Paulo, tendo como foco Mogi das

Cruzes e Salesópolis”, informou o

departamento.

O Programa Várzeas do Tietê prevê a

implantação do maior parque linear do mundo.

Com 75 quilômetros

de extensão e 107 quilômetros quadrados de

área, o parque está sendo implantado ao

longo do rio Tietê, unindo o Parque Ecológico

do Tietê (na Penha) e o Parque Nascentes do

Tietê (em Salesópolis). Por ser um projeto

extenso e de grande complexidade, ele vem

sendo implantado em diferentes fases.

A etapa Parque Várzeas do Tietê, que teve

início em 2011, com financiamento do BID,

está em fase de finalização e teve como

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Grupo de Comunicação

objetivo aumentar a capacidade de retenção

de água na bacia do Alto Tietê.

“Para isso, foram executadas obras e ações

para recuperação das várzeas nos trechos

afetados por ocupação irregular, proteção do

meio ambiente natural em trechos

preservados, promoção de usos sustentáveis e

compatíveis com a função natural

das várzeas, como educação, cultura, esporte,

turismo e lazer, e, por fim, garantia de

habitações dignas para a população a ser

realocada pelo seu reassentamento”, concluiu

o DAEE.

O auditório da prefeitura fica na avenida

Vereador Narciso Yague Guimarães, 277,

térreo.

Saiba mais

Conheça as principais ações propostas

Implantação do Parque Salesópolis, composto

por dois Núcleos de Educação, Cultura.

Esporte e Lazer, e vias que os conectam entre

si e à cidade;

Despoluição das águas pluviais de Mogi das

Cruzes que contaminam o Tietê;

Implantação de rede de seções de controle

quantitativo e qualitativo das águas do rio

Tietê;

Remoção de resíduos sólidos

(desassoreamento) no rio, em trechos entre a

barragem da Penha e Salesópolis;

Restauro florestal em trechos da área de

abrangência do programa.

Ney Sarmento/PMMC Programa Várzeas do

Tietê prevê implantação de um parque linear

ao longo do rio

http://cloud.boxnet.com.br/y5mrj7jz

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Veículo: Rádio Interativa

Data: 06/11/2019

Ação sobre votação em aprovação da SABESP é arquivada

http://cloud.boxnet.com.br/y4czyaw8

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VEÍCULOS DIVERSOS Veículo: G1 Santos e Cubatão

Data: 05/11/2019

Secretário de Habitação entrega 216

moradias em conjunto habitacional de Cubatão, SP

Cerimônia de entrega das moradias aconteceu

na tarde desta terça-feira (5) no Jardim

Anchieta, em Cubatão.

O secretário de Estado de Habitação, Flavio

Amary, entregou as 216 moradias para

moradores de Cubatão (SP) na tarde desta

terça-feira (5). De acordo com a Companhia

de Desenvolvimento Habitacional e Urbano

(CDHU), as residências compõe o conjunto

habitacional Cubatão, que teve investimento

de mais de R$ 60 milhões.

Conforme apurado pelo G1, a cerimônia de

entrega das chaves aconteceu às 15h na Rua

Marli Alves Pereira, no Jardim Anchieta, em

Cubatão. A CDHU explica que as famílias

contempladas com as moradias são originárias

de áreas de risco e frentes de obras no

Parque Serra do Mar.

Segundo a companhia, as 216 unidades

entregues contam com dois dormitórios, sala,

cozinha, banheiro, circulação, área de serviço

e serviços de infraestrutura. No total, foram

investidos R$ 62,6 milhões para a construção

das residências.

Mais cedo, nesta terça-feira, o secretário

estadual e outras autoridades também

participaram da entrega de 102 títulos de

regularização fundiária em Cajati, no interior

de São Paulo. Segundo a prefeitura do

município, foram contemplados os moradores

do bairro Jardim Cardoso de Freitas.

A cerimônia de regularização das moradias

aconteceu às 10h30 na Escola Estadual

Frutuoso Pereira de Moraes, na Rua Bico do

Pato.

https://g1.globo.com/sp/santos-

regiao/noticia/2019/11/05/secretario-de-

habitacao-entrega-216-moradias-em-

conjunto-habitacional-de-cubatao-sp.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: Governo SP

Data: 05/11/2019

Etec de Presidente Prudente testa

resíduos de poda de árvores contra ervas

daninhas

Pesquisa desenvolvida por quatro alunas

mostra que material pode substituir herbicida

para controle de mato em áreas urbanas

(à partir da esq.) Estefani, Fernanda, Beatriz e Amanda, as estudantes responsáveis pela pesquisa

Alunas da Escola Técnica Estadual (Etec) Prof.

Dr. Antônio Eufrásio de Toledo, de Presidente

Prudente, ganham destaque em uma nova

pesquisa de inovação agrícola. Eles avaliaram

que é possível reflorestar áreas degradadas

sem o uso de herbicidas, produtos que

contaminam o solo e podem afetar a saúde de

quem faz a aplicação dessas substâncias.

Por meio de uma parceria com a Energisa,

empresa que atua no setor elétrico, a Etec

recebe há cerca de dois anos resíduos de

podas de árvores – os cortes são feitos

durante o trabalho de manutenção da rede de

energia do município. Inicialmente, o material

triturado era usado para compostagem e

melhoria do solo para uso agrícola.

Durante as aulas práticas do curso Técnico de

Florestas, dadas na área de quase 25 mil

metros quadrados em que a escola está

instalada, o professor Renato de Araújo

Ferreira e suas alunas Amanda Mendes,

Beatriz Mendes, Estefani do Nascimento e

Fernanda Souza desconfiaram que havia uma

relação entre o uso dos resíduos de poda e a

ausência de ervas daninhas e decidiram

pesquisar o assunto. Essas plantas competem

com as mudas de árvores por luz, água e

nutrientes e, em alguns casos, lançam

substâncias químicas na terra para inibir o

crescimento de outras espécies.

“Pelo que testamos, é viável fazer o controle

de ervas daninhas com resíduos de poda

urbana”, afirma o professor. “Essa experiência

não é nova, existem resultados demonstrados

com uso de palha de cana-de-açúcar e sabugo

de milho, por exemplo. Mas nós não

encontramos uma pesquisa semelhante à

nossa, feita com o mesmo material.”

Ferreira esclarece que a primeira coleta de

solo para análise foi feita em novembro de

2018, antes do início do experimento, e a

segunda, em junho deste ano, após a

aplicação dos resíduos. “Observamos a

melhora no teor de matéria orgânica, a

diminuição da temperatura do solo e o

aumento da umidade.”

O experimento, que também vem sendo

orientado pela professora Isabela Marega

Rigolin, se transformou em Trabalho de

Conclusão de Curso (TCC). Ele foi feito em

três pontos diferentes do terreno: área com

pleno sol, parcialmente sombreada e

sombreada. Os pesquisadores observaram a

reação da vegetação em quatro

circunstâncias: sem resíduos de poda, com

depósito de 10 centímetros desse material

orgânico, 20 centímetros e 40 centímetros. O

levantamento continuará sendo feito durante o

mês de novembro.

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/ete

c-de-presidente-prudente-testa-residuos-de-

poda-de-arvores-contra-ervas-daninhas/

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Veículo: G1 Natureza

Data: 06/11/2019

Cessão onerosa: entenda os principais

pontos criticados por ambientalistas no

megaleilão do pré-sal

Para eles, Brasil vai na contramão de

compromissos assumidos no Acordo de Paris

de reduzir a emissão de gases que provocam

efeito estufa. Com operação marcada para

esta quarta (6), governo pretende arrecadar

até R$ 106,5 bilhões e dobrar produção de

petróleo e gás na próxima década.

Por Filipe Domingues, G1

Plataforma de petróleo P-67 ancorada na Baía de Guanabara, destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo federal aposta que a produção de

petróleo e gás pode dobrar na próxima década

com a concretização do leilão do excedente da

cessão onerosa marcado para esta quarta-

feira (6). Se tudo ocorrer como planejado, o

Brasil deve entrar para o grupo dos cinco

maiores produtores do mundo.

Entretanto, especialistas ouvidos pelo G1

apontam que o aumento na produção exige

uma série de medidas do ponto de vista

ambiental. Dentre outros pontos, grupos de

ambientalistas dizem que:

ao abrir novas áreas de exploração do

pré-sal, o Brasil vai na contramão dos

compromissos assumidos no Acordo de

Paris, que prevê redução das emissões

dos gases que causam o efeito estufa;

o país deveria voltar-se às energias

renováveis de forma mais decisiva, em

vez de abrir novas fronteiras de

exploração do petróleo;

o maior investimento em produção de

petróleo denota uma visão estratégica

ultrapassada, uma vez que a indústria

automobilística, por exemplo, optou

por "se eletrificar";

o grande aumento da produção

brasileira envolve novos riscos

ambientais.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e

Biocombustíveis (ANP), responsável pela

realização das licitações, afirma que os leilões

e a exploração do petróleo e gás no Brasil vêm

sendo realizados de forma segura do ponto de

vista ambiental, conforme exige a lei

brasileira.

O megaleilão vem sendo tratado pelo governo

como o maior leilão de óleo e gás já feito no

mundo, considerando o potencial de

exploração de petróleo e a arrecadação. Serão

ofertados quatro blocos do pré-sal que estão

na Bacia de Santos: Atapu, Búzios, ltapu e

Sépia.

Em seu site, a ANP diz que "as áreas ofertadas

são previamente analisadas quanto à

viabilidade ambiental pelos órgãos ambientais

estaduais e pelo Grupo de Trabalho

Interinstitucional de Atividades de Exploração

e Produção de Óleo e Gás (GTPEG)".

Desse modo, ficam excluídas "áreas por

restrições ambientais em função de

sobreposição com áreas onde não é possível

ou recomendável a ocorrência de atividades de

exploração e produção (E&P) de petróleo e gás

natural", acrescenta.

A previsão do governo federal é arrecadar, ao

todo, R$ 106,5 bilhões no leilão. A Petrobras

vai ficar com R$ 34,6 bilhões.

Os cerca de R$ 71,9 bilhões restantes vão ser

divididos da seguinte forma:

15%: estados e DF – R$ 10,8 bilhões

15%: municípios – R$ 10,8 bilhões

3%: estado do RJ, onde estão as

jazidas – R$ 2,16 bilhões

R$ 48,14 bilhões para a União – R$

12,3 bilhões em 2019 e R$ 35,8 bilhões

em 2020

Transição dos combustíveis fósseis para

fontes limpas

Segundo Thiago Almeida, porta-voz de clima e

energia do Greenpeace, é preciso fazer a

"transição da matriz energética para uma

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Grupo de Comunicação

limpa e renovável, e abandonar os

combustíveis fósseis, maiores vetores da

mudança climática".

Ele avalia que, em vez de abrir novas

fronteiras de exploração do petróleo, o Brasil

deveria se voltar às energias renováveis de

forma mais decisiva.

Alfredo Sikis, diretor-executivo do Centro

Brasil no Clima (CBC), afirma que a ampliação

dos investimentos em produção de petróleo

denota uma visão estratégica ultrapassada.

"O petróleo não é mais solução de médio e

longo prazo. A indústria automobilística, por

exemplo, já se decidiu se eletrificar. É decisão

tomada. Alguns países já decidiram até qual

será a data", recorda.

"Não vão mais produzir carros a gasolina e

diesel, mas só carros elétricos. Até países em

desenvolvimento, como a Índia, estão

mudando. Vai chegar um momento, talvez em

duas décadas, em que vai sobrar petróleo",

afirma Sirkis.

Ele diz que a "euforia" com o pré-sal é

efêmera e demonstra a "falta de um

pensamento mais estratégico", pois, se a

demanda por petróleo no mundo cair, os

países que têm um sistema de produção mais

barato – como os do Oriente Médio – estarão

em vantagem competitiva.

Representantes do setor petroleiro, no

entanto, costumam dizer que o Brasil precisa

aproveitar a oportunidade de explorar o pré-

sal neste momento, usar o dinheiro para

promover desenvolvimento e infraestrutura e,

aos poucos, investir na diversificação das

fontes de energia mais limpas.

Eles também dizem que o pré-sal garante ao

Brasil maior autonomia energética, por

depender menos de importações.

Campos do pré-sal que irão a leilão — Foto: Reprodução/GloboNews

Riscos de desastres e consequências graves

O megaleilão ocorre dois meses depois de um

derramamento de óleo de origem não definida

atingir mais de 300 praias no Nordeste.

As investigações descartam qualquer ligação

direta entre o desastre e a exploração no

Brasil. A Polícia Federal aponta como suspeito

do crime um navio que passava pela costa

brasileira. Ainda assim, na visão dos

ambientalistas o fato reforça os

questionamentos sobre a segurança da

exploração de petróleo.

Segundo Juliano Bueno de Araújo, engenheiro

e diretor de campanhas e programas da ONG

350.org Brasil e do Observatório do Petróleo e

Gás, o significativo aumento da produção

brasileira após a cessão onerosa envolve

novos riscos ambientais.

"A gestão do problema e a fiscalização se

mostraram falhas neste desastre que afetou

quase 6 milhões de brasileiros no litoral do

Nordeste, sem falar na perda da

biodiversidade, que não pode ser

quantificada", afirma.

Ele critica, ainda, o Plano Nacional de

Contingência (PNC), a falta de equipamentos

para monitorar vazamentos e a demora para

ser acionado pelo governo federal, além de

gargalos na fiscalização.

"Agora vamos ter dezenas de novas

plataformas. É grande o risco de termos mais

acidentes ambientais, até pela quantidade a

ser explorada, e ainda sem um bom plano de

contingência. Ou seja, vamos entrar num

leilão público não tendo garantias de que a

modelagem da exploração e do transporte de

petróleo no país sejam seguros", comenta

Araújo.

O diretor-geral da ANP, Décio Oddone,

declarou ao G1 que a segurança desses

modelos sempre foi uma preocupação da

agência. Segundo ele, "não há nenhuma

necessidade de mudança" nas leis ambientais

atuais, porque o problema da mancha de óleo

nas praias é "absolutamente atípico".

"É um petróleo que ninguém sabe de onde

veio, não houve notificação, não houve nada

que se pudesse combater identificadamente. É

um petróleo que surgiu do nada, do meio do

oceano, e foi chegar na costa brasileira sem

nenhum aviso ou expectativa. Isso cria uma

situação inédita", diz Oddone. "As regras que

nós temos para as estruturas que estão

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53

Grupo de Comunicação

operando aqui no Brasil são adequadas,

suficientes e modernas", garante.

Um fundo ambiental com dinheiro do pré-

sal

A limpeza das praias atingidas pelas manchas

de óleo nem sempre seguiu os protocolos

internacionais para desastres ambientais. Boa

parte da ação nas praias é feita por

voluntários, sem equipamentos adequados. E

os recursos para limpeza estão vindo de

diferentes organizações, como a Petrobras e a

Marinha, além dos governos locais, que

esperam ser indenizados pelos responsáveis

pelo desastre – quando eventualmente forem

descobertos.

Nesse contexto, ambientalistas notam a falta

de um fundo nacional destinado

exclusivamente à prevenção e ao combate a

desastres ambientais.

André Lima, coordenador em Brasília do

Instituto Democracia Sustentável (IDS),

defende que "com o Brasil se tornando

exportador de petróleo, está mais do que na

hora de ter um fundo específico para cobrir

acidentes e implementar o nosso Plano de

Contingência".

"Um percentual mínimo da distribuição dos

recursos do pré-sal deveria assegurar a

implementação do Plano. Com R$ 1 bilhão

seria possível ao menos para limpar o estrago

com maior agilidade e indenizar pescadores,

extrativistas e pequenos empreendedores

turísticos", analisa Lima.

Ele também recorda que, até o ano de 2012,

parte do dinheiro depositado no Fundo

Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo

Clima) vinha dos royalties do pré-sal, medida

suspensa no Congresso. "Lá poderíamos ter

projetos tanto de redução de emissões quanto

de adaptação, não necessariamente

destinados a acidentes", diz.

O Fundo Clima foi criado em 2009 para apoiar

projetos que reduzem a emissão de gases

causadores do efeito estufa e adaptar as

regiões mais afetadas pelo problema. O

governo do presidente Jair Bolsonaro

prometeu mudar as diretrizes do Fundo. Em

2018, haviam sido aprovados R$ 357 milhões

do Orçamento para o Fundo Clima, mas o

Ministério do Meio Ambiente ainda não deu

posse a um novo comitê. O Fundo está

paralisado, pois o seu plano de ação depende

de aprovação nesse conselho.

Segundo Juliano Bueno de Araújo, da 350.org,

esse mesmo fundo poderia ser usado para a

transição no setor de energia. "As contas de

catástrofes climáticas só se asseveram. Temos

áreas enormes sendo leiloadas [na cessão

onerosa], mas o país perde a oportunidade de

ter um fundo financeiro para transição

energética, um modelo que garanta soberania

e qualidade de vida das atuais e futuras

gerações", acrescenta.

Já Alfredo Sirkis, que foi membro do comitê do

Fundo Clima, acredita que os recursos do

Fundo Clima não devem ser destinados à

prevenção e ação contra desastres ambientais.

"O Fundo Clima serve para contenção das

emissões de gás metano que vêm da

exploração do petróleo", diz.

Ele concorda que seja necessário separar

recursos para evitar acidentes, mas usando

outros instrumentos. "Tem que haver um

fundo, uma verba destinada conjuntamente.

Mas a Petrobras tem que contingenciar

recursos e, agora, também as outras

empresas privadas têm que contingenciar um

recurso para eventuais problemas."

Licenciamento ambiental

Uma fonte do Ibama ouvida pelo G1 explicou

que o processo de abertura do leilão da cessão

onerosa mostrou a necessidade de se criarem

estruturas mais sólidas no governo para

verificar a viabilidade dos projetos do ponto de

vista ambiental.

Segundo essa fonte, atualmente cada projeto

é analisado isoladamente para obter o

licenciamento ambiental. Por isso, a entrada

de outras empresas no setor de exploração de

petróleo e gás, além da Petrobras, não muda

muito o processo de avaliação em si. Bastaria

seguir o mesmo ritual, mudando apenas a

empresa responsável.

Entretanto, ainda falta uma estrutura

consolidada, uma sinergia entre as agências

de governo que garanta aos órgãos

ambientais – como o Ibama e o Instituto Chico

Mendes de Conservação da Biodiversidade

(ICMBio) – a autoridade necessária para fazer

a avaliação ambiental sem serem contestados

por outro órgão público.

De acordo com essa fonte do Ibama, durante

15 anos houve um amadurecimento do

processo de análise ambiental, envolvendo

também o ICMBio e o Ministério do Meio

Ambiente. Chegou-se a formular uma

"normatização conjunta", em 2012. "Mesmo

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Grupo de Comunicação

com dificuldades, esse sistema conseguiu

manter a indústria do petróleo distante de

áreas sensíveis na costa brasileira", diz o

servidor.

Porém, na 16ª rodada de licitação de blocos

do pré-sal, que ocorreu em outubro, o conflito

entre órgãos públicos ficou evidente. O Ibama

chegou a pedir a retirada do blocos da Bacia

Camamu-Almada e Jacuípe, apresentados pela

ANP, que está próximo do parque nacional de

Abrolhos.

Mesmo assim, o governo os incluiu no pacote

da cessão onerosa. Contudo, diante do alerta

de ambientalistas para os riscos da região de

Abrolhos, nenhuma empresa se interessou em

arrematá-los.

https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/1

1/06/cessao-onerosa-entenda-os-principais-

pontos-criticados-por-ambientalistas-no-

megaleilao-do-pre-sal.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: G1 Turismo

Data: 05/11/2019

Turistas jogam R$ 14 mil em moedas nas

Cataratas do Iguaçu e causam risco

ambiental ao parque

Para os visitantes, a chance de fazer um

desejo. Para o parque, problema: com o

tempo os metais pesados, como níquel e

cobre, contaminam as águas.

Por Jornal Nacional

Hábito de turistas preocupa o Parque Nacional do Iguaçu

A baixa vazão das Cataratas do Iguaçu, no

Paraná, evidenciou um problema provocado

por turistas, sobretudo os brasileiros. Com

pouca água, paredões de pedra estão à

mostra, deixando visíveis milhares de moedas

jogadas na água – o que é proibido.

Para alguns turistas, é a chance de fazer um

desejo. Mas para o parque nacional, um

problema ambiental.

Segundo Pedro Fogaça, biólogo do Parque

Nacional do Iguaçu, muitas moedas se

dissolvem com o tempo e seus metais

pesados, como níquel e cobre, vão parar na

água.

"Tiramos moedas que estão aqui, com certeza,

há mais de 30 anos no rio. Elas vão se

corroendo e esse metal pesado acaba

contaminando a água. É uma contaminação

química que afeta toda a cadeia alimentar",

disse Fogaça.

A equipe do parque já retirou 329 quilos de

moeda, um recorde histórico do parque. A

maioria, moedas brasileiras. Na sequência,

pesos argentinos e depois guaranis

paraguaios.

Também foram encontradas moedas da China,

Panamá, Israel, Japão, Austrália, Canadá e da

África do Sul. Algumas moedas já até saíram

de circularam há duas décadas.

Somente de moedas estrangeiras foram 130

quilos recolhidos. Todas serão enviadas para

reciclagem.

No total, foram recolhidos R$ 14 mil moedas

brasileiras. O valor será destinado a um dos

14 municípios que ficam às margens do

Parque Nacional do Iguaçu. A escolha

acontecerá por meio de concurso.

Quem também sofre com o efeito das moedas

jogadas nas cataratas são os animais. Muitos

deles, sobretudo peixes e aves aquáticas,

confundem as moedas com suas presas por

causa do brilho. Se ingerem, acabaram

sofrendo problemas sérios no organismo.

A limpeza é outro entrave. A retirada das

moedas só pode ser feita com equipamentos

de segurança, por causa do risco de acidentes

por parte dos bombeiros.

https://g1.globo.com/turismo-e-

viagem/noticia/2019/11/05/turistas-jogam-r-

14-mil-em-moedas-nas-cataratas-do-iguacu-

e-causam-risco-ambiental-ao-parque.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: G1 Natureza

Data: 05/11/2019

Mais de 11 mil cientistas assinam artigo

para declarar que planeta enfrenta

emergência climática

Posicionamento foi publicado em um artigo no

periódico 'Bioscience'.

Por G1

Mais de 11 mil cientistas de 153 países se

uniram para declarar emergência climática

nesta terça-feira (5). Eles assinam juntos um

artigo, publicado no periódico "Bioscience",

onde apresentam evidências de que o planeta

está em crise.

Reprodução de trecho do artigo assinado por mais de 11 mil cientistas em que declaram 'emergência climática' — Foto: Reprodução/Bioscience

O documento cita que desde a Primeira

Conferência Mundial do Clima, que aconteceu

em Genebra em 1979, já se alertava sobre as

tendências de mudança no clima. Os mesmos

alertas foram dados na Eco 92, no Rio de

Janeiro, durante a elaboração do Protocolo de

Kyoto, em 1997, e no Acordo de Paris, em

2015.

A divulgação do documento ocorre um dia

depois de os Estados Unidos notificarem a

Organização das Nações Unidas (ONU) e

confirmarem a saída do Acordo de Paris, que

criou criou metas para que os países consigam

manter o aquecimento global abaixo de 2ºC,

buscando limitá-lo a 1,5ºC. O processo de

saída deve durar um ano.

Evidências vão além da temperatura

Os cientistas afirmam que as discussões sobre

as mudanças climáticas estão centradas, em

sua maior parte, no aumento da temperatura

da Terra. Eles apresentam evidências de que é

preciso levar em consideração outros

parâmetros, como aumento da população

mundial e de gado, produto interno bruto

mundial, consumo de combustíveis fósseis,

emissões de CO2 per capita, entre outros. O

relatório cita, inclusive, a perda de cobertura

florestal da Amazônia.

A taxa oficial de desmatamento da Amazônia

referente ao período que se encerra em 2019

(calculada de junho de 2018 a agosto de

2019) ainda não foi divulgada, mas os alertas

de desmate na área aumentaram 203,55% em

comparação com o período anterior. De junho

a agosto de 2019, 4.892,4 km² estiveram sob

alerta, enquanto no mesmo período de 2018,

foram 1.611,7 km².

"Para garantir um futuro sustentável, devemos

mudar nossos modos de vida", afirmam os

cientistas.

Aquecimento global vai elevar nível do mar em até 1 metro em 8 décadas, aponta IPCC https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/11/05/mais-de-11-mil-cientistas-assinam-artigo-para-declarar-que-planeta-enfrenta-emergencia-climatica.ghtml

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Grupo de Comunicação

Veículo: Destak

Data: 05/11/2019

Desmatamentos criminosos ameaçam

mananciais de SP

COLUNISTAS

Quarta-feira, 6 de Novembro de 2019 - 01:49

Folha de S. Paulo / Opinião

Assuntos de Interesse: Preservação

AmbientalAssuntos de Interesse:

RepresaAssuntos de Interesse:

MananciaisAssuntos de Interesse:

DesmatamentoAssuntos de Interesse:

Saneamento

Ocupação ilegal avança e põe mata atlântica

em risco

Nos últimos anos, o desmatamento e a

ocupação imobiliária irregular em áreas

protegidas da mata atlântica aumentaram

significativamente em São Paulo. Um novo

ciclo de desmate ganhou fôlego com a ação de

grupos criminosos, que invadem áreas verdes,

derrubam árvores e implantam loteamentos

clandestinos.

De acordo com um levantamento preparado

pelo vereador Gilberto Natalini (PV), nos

últimos cinco anos 90 novas áreas de mata

atlântica foram desmaiadas nos extremos

leste e sul de São Paulo, com a derrubada de

ao menos 500 mil árvores. Essas áreas

passaram a abrigar bairros populares,

erguidos da noite para o dia, sem

planejamento urbano e sem sistema de coleta

de esgoto adequado. São loteamentos que

custam entre R$ 35 mil e R$ 150 mil.

A cidade não pode continuar perdendo suas

áreas remanescentes de mata atlântica,

principalmente em Parelheiros, na zona sul,

onde a cobertura vegetal é imprescindível para

manter os mananciais que abastecem a

represa de Guarapiranga, crucial para o

fornecimento de água à população da região

metropolitana. Essas matas ainda contribuem

para manter as temperaturas mais baixas e

para reduzir a poluição.

O cenário hoje é ainda mais grave: cientistas

do mundo inteiro concluíram que estamos

sofrendo os efeitos do aquecimento global de

forma nunca antes vista e, para combatê-lo,

entre outras medidas, é urgente preservar as

árvores existentes e plantar mais. Muito mais.

Nós, vereadores eleitos pela capital paulista,

nos reunimos na Rede de Ação Política pela

Sustentabilidade (Raps), da qual somos

membros junto a mais de 570 lideranças

políticas de 28 partidos, para chamar a

atenção da população e dos órgãos

competentes para esse problema urgente e

propor soluções conjuntas. Queremos reverter

esse quadro e fazer de São Paulo uma das

grandes cidades do mundo comprometidas

com a sustentabilidade.

É possível fazê-lo. Juntos, Prefeitura de São

Paulo e governo do estado já enfrentaram,

com êxito, situação grave de supressão de

florestas naturais no município,

implementando os programas “Defesa das

Águas” e "Córrego Limpo”, num amplo esforço

de diversos órgãos públicos. Obtivemos bons

resultados bloqueando novas invasões em

áreas de manancial, proporcionando

reurbanizações e transferindo moradores de

áreas de risco. No entanto, lotes ilegais, sem

registros ou documentações, são oferecidos a

famílias humildes, que empregam suas

economias para fugir do aluguel em troca de

um teto longe de escolas, hospitais e outros

serviços básicos, vivendo em situações

vulneráveis.

A situação atinge a zona sul, onde se localiza

Parelheiros —região da cidade com o pior

índice de Desenvolvimento Humano (IDH),

onde quase 40% da população não têm acesso

a saneamento básico, índice que pode

aumentar com as ocupações irregulares—, e

também as zonas leste, oeste e norte.

Se nada for feito, em pouco tempo quase não

restarão remanescentes significativos de mata

atlântica.

Uma solução efetiva para o problema só virá

na medida em que suas causas sejam

enfrentadas para além da necessária e

urgente fiscalização e o simples cumprimento

da legislação. Temos de garantir as condições

para viabilizar unidades de habitação de

interesse social nas áreas dotadas de

infraestrutura. Ao mesmo tempo, é preciso

criar condições para que áreas de preservação

ambiental se viabilizem economicamente, com

a remuneração por serviços ambientais e com

a criação de áreas de lazer para a interação

das crianças com a natureza.

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Grupo de Comunicação

Essa atuação em várias frentes, a partir de

uma visão global do desafio, pode contribuir

para que haja menos interesse no

desmatamento em conluio com loteamentos

clandestinos, evitando que mais comunidades

vivam em situações de vulnerabilidade —hoje

são 80 mil crianças nessas condições. Estamos

perdendo a luta pela preservação das nossas

matas. Precisamos agir para encontrar e punir

os verdadeiros culpados por esse atentado à

natureza, tão valiosa para a qualidade de vida

dos paulistanos desta e das próximas

gerações.

Caio Miranda (PSB-SP)

Gilberto Natalini (PV-SP)

Janaína Lima (Novo-SP)

Patrícia Bezerra (PSDB-SP)

Police Neto (PSD-SP)

* Vereadores de São Paulo que fazem parte da

Rede de Ação Política pela Sustentabilidade

(Raps)

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

FOLHA DE S. PAULO

Desmatamentos criminosos ameaçam mananciais de SP

Ocupação ilegal avança e põe mata atlântica em

risco

Nos últimos anos, o desmatamento e a ocupação

imobiliária irregular em áreas protegidas da mata

atlântica aumentaram significativamente em São

Paulo. Um novo ciclo de desmate ganhou fôlego

com a ação de grupos criminosos, que invadem

áreas verdes, derrubam árvores e implantam

loteamentos clandestinos.

De acordo com um levantamento preparado pelo

vereador Gilberto Natalini (PV), nos últimos cinco

anos 90 novas áreas de mata atlântica foram

desmaiadas nos extremos leste e sul de São

Paulo, com a derrubada de ao menos 500 mil

árvores. Essas áreas passaram a abrigar bairros

populares, erguidos da noite para o dia, sem

planejamento urbano e sem sistema de coleta de

esgoto adequado. São loteamentos que custam

entre R$ 35 mil e R$ 150 mil.

A cidade não pode continuar perdendo suas áreas

remanescentes de mata atlântica, principalmente

em Parelheiros, na zona sul, onde a cobertura

vegetal é imprescindível para manter os

mananciais que abastecem a represa de

Guarapiranga, crucial para o fornecimento de

água à população da região metropolitana. Essas

matas ainda contribuem para manter as

temperaturas mais baixas e para reduzir a

poluição.

O cenário hoje é ainda mais grave: cientistas do

mundo inteiro concluíram que estamos sofrendo

os efeitos do aquecimento global de forma nunca

antes vista e, para combatê-lo, entre outras

medidas, é urgente preservar as árvores

existentes e plantar mais. Muito mais.

Nós, vereadores eleitos pela capital paulista, nos

reunimos na Rede de Ação Política pela

Sustentabilidade (Raps), da qual somos membros

junto a mais de 570 lideranças políticas de 28

partidos, para chamar a atenção da população e

dos órgãos competentes para esse problema

urgente e propor soluções conjuntas. Queremos

reverter esse quadro e fazer de São Paulo uma

das grandes cidades do mundo comprometidas

com a sustentabilidade.

É possível fazê-lo. Juntos, Prefeitura de São

Paulo e governo do estado já enfrentaram, com

êxito, situação grave de supressão de florestas

naturais no município, implementando os

programas “Defesa das Águas” e "Córrego

Limpo”, num amplo esforço de diversos órgãos

públicos. Obtivemos bons resultados bloqueando

novas invasões em áreas de manancial,

proporcionando reurbanizações e transferindo

moradores de áreas de risco. No entanto, lotes

ilegais, sem registros ou documentações, são

oferecidos a famílias humildes, que empregam

suas economias para fugir do aluguel em troca

de um teto longe de escolas, hospitais e outros

serviços básicos, vivendo em situações

vulneráveis.

A situação atinge a zona sul, onde se localiza

Parelheiros —região da cidade com o pior índice

de Desenvolvimento Humano (IDH), onde quase

40% da população não têm acesso a saneamento

básico, índice que pode aumentar com as

ocupações irregulares—, e também as zonas

leste, oeste e norte.

Se nada for feito, em pouco tempo quase não

restarão remanescentes significativos de mata

atlântica.

Uma solução efetiva para o problema só virá na

medida em que suas causas sejam enfrentadas

para além da necessária e urgente fiscalização e

o simples cumprimento da legislação. Temos de

garantir as condições para viabilizar unidades de

habitação de interesse social nas áreas dotadas

de infraestrutura. Ao mesmo tempo, é preciso

criar condições para que áreas de preservação

ambiental se viabilizem economicamente, com a

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Data: 06/11/2019

60

Grupo de Comunicação

remuneração por serviços ambientais e com a

criação de áreas de lazer para a interação das

crianças com a natureza.

Essa atuação em várias frentes, a partir de uma

visão global do desafio, pode contribuir para que

haja menos interesse no desmatamento em

conluio com loteamentos clandestinos, evitando

que mais comunidades vivam em situações de

vulnerabilidade —hoje são 80 mil crianças nessas

condições. Estamos perdendo a luta pela

preservação das nossas matas. Precisamos agir

para encontrar e punir os verdadeiros culpados

por esse atentado à natureza, tão valiosa para a

qualidade de vida dos paulistanos desta e das

próximas gerações.

Caio Miranda (PSB-SP)

Gilberto Natalini (PV-SP)

Janaína Lima (Novo-SP)

Patrícia Bezerra (PSDB-SP)

Police Neto (PSD-SP)

* Vereadores de São Paulo que fazem parte da

Rede de Ação Política pela Sustentabilidade

(Raps)

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2019/11/

desmatamentos-criminosos-ameacam-

mananciais-de-sp.shtml

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Data: 06/11/2019

61

Grupo de Comunicação

O QUE A FOLHA PENSA: O pior por vir

Despreparo do governo limita chances de

identificar responsáveis por óleo vazado

Na véspera de um megaleilão para exploração de

petróleo no mar, marcado para esta quarta-feira

(6), o governo brasileiro prosseguia dando

demonstrações de despreparo para suas

responsabilidades na área. Dois meses após

iniciar-se o maior desastre ambiental do setor,

imperava a perene confusão.

“O que chegou até agora e o que foi recolhido é

uma pequena quantidade do que foi derramado.

Então, o pior ainda está por vir”, disse no

domingo (3) o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em um país normal, declaração de igual teor do

presidente da República estaria devidamente

calçada em informação confiável fornecida por

auxiliares lotados na coordenação da resposta ao

derramamento. Faz algum tempo, contudo, que

os limites da normalidade estão sob estresse no

Brasil.

“Nós não sabemos a quantidade derramada, o

que está por vir ainda”, contradisse o ministro da

Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. O

militar maximizou a incerteza durante uma

entrevista coletiva dos vários órgãos federais

envolvidos no esforço de remediação, com a

Marinha à frente.

Desinformação cabal: eis a melhor descrição do

que se observou até aqui. Depois de apontar o

dedo para a Venezuela e uma ONG,

insustentavelmente, o governo federal enfim se

valeu de alguns dados técnicos para centrar a

suspeita sobre o navio grego Boubolina, da

empresa Delta Tankers Ltd.

Mesmo esse movimento comporta alguma

precipitação. Baseia-se na presença da

embarcação em área compatível com o setor

oceânico indicado por modelos de dispersão

como origem provável das mais de 4.000

toneladas de óleo retiradas de três centenas de

localidades nordestinas. Mas ainda não há provas

concretas para corroborar um indiciamento.

A Delta Tankers nega o acidente e diz que cabe

ao Brasil comprovar que o derrame partiu do

Boubolina. A quantidade recolhida até aqui

corresponde a 27 mil barris de petróleo cru, que

teria no mercado o valor de US$ 1,5 milhão (R$

6 milhões) e representa 1/40 da capacidade de

carga do navio grego.

Tal prejuízo empalidece diante do custo da

operação de limpeza dos contaminantes,

sobretudo agora que a Marinha, só dez semanas

depois, mobilizou suas maiores embarcações —

sem contar as perdas para a saúde pública, a

pesca e o turismo, que o Ibama agora projeta na

casa de bilhões.

Em retrospecto, a descoordenação exibida pelo

governo Bolsonaro sugere que o país será

incapaz de montar um caso jurídico robusto

contra os causadores do derramamento e que o

custo social e econômico da descontaminação

recairá sobre os brasileiros. O pior, com efeito,

ainda está por vir.

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2019/11/

o-pior-por-vir.shtml

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

Desmatamentos criminosos ameaçam

mananciais de SP

Ocupação ilegal avança e põe mata atlântica em

risco

Caio Miranda (PSB-SP)

Gilberto Natalini (PV-SP)

Janaína Lima (Novo-SP)

Patrícia Bezerra (PSDB-SP)

Police Neto (PSD-SP)

Nos últimos anos, o desmatamento e a ocupação

imobiliária irregular em áreas protegidas da mata

atlântica aumentaram significativamente em São

Paulo. Um novo ciclo de desmate ganhou fôlego

com a ação de grupos criminosos, que invadem

áreas verdes, derrubam árvores e implantam

loteamentos clandestinos.

De acordo com um levantamento preparado pelo

vereador Gilberto Natalini (PV), nos últimos cinco

anos 90 novas áreas de mata atlântica foram

desmatadas nos extremos leste e sul de São

Paulo, com a derrubada de ao menos 500 mil

árvores. Essas áreas passaram a abrigar bairros

populares, erguidos da noite para o dia, sem

planejamento urbano e sem sistema de coleta de

esgoto adequado. São loteamentos que custam

entre R$ 35 mil e R$ 150 mil.

A cidade não pode continuar perdendo suas áreas

remanescentes de mata atlântica, principalmente

em Parelheiros, na zona sul, onde a cobertura

vegetal é imprescindível para manter os

mananciais que abastecem a represa de

Guarapiranga, crucial para o fornecimento de

água à população da região metropolitana. Essas

matas ainda contribuem para manter as

temperaturas mais baixas e para reduzir a

poluição.

O cenário hoje é ainda mais grave: cientistas do

mundo inteiro concluíram que estamos sofrendo

os efeitos do aquecimento global de forma nunca

antes vista e, para combatê-lo, entre outras

medidas, é urgente preservar as árvores

existentes e plantar mais. Muito mais.

Nós, vereadores eleitos pela capital paulista, nos

reunimos na Rede de Ação Política pela

Sustentabilidade (Raps), da qual somos membros

junto a mais de 570 lideranças políticas de 28

partidos, para chamar a atenção da população e

dos órgãos competentes para esse problema

urgente e propor soluções conjuntas. Queremos

reverter esse quadro e fazer de São Paulo uma

das grandes cidades do mundo comprometidas

com a sustentabilidade.

É possível fazê-lo. Juntos, Prefeitura de São

Paulo e governo do estado já enfrentaram, com

êxito, situação grave de supressão de florestas

naturais no município, implementando os

programas “Defesa das Águas” e “Córrego

Limpo”, num amplo esforço de diversos órgãos

públicos.

Obtivemos bons resultados bloqueando novas

invasões em áreas de manancial, proporcionando

reurbanizações e transferindo moradores de

áreas de risco. No entanto, lotes ilegais, sem

registros ou documentações, são oferecidos a

famílias humildes, que empregam suas

economias para fugir do aluguel em troca de um

teto longe de escolas, hospitais e outros serviços

básicos, vivendo em situações vulneráveis.

A situação atinge a zona sul, onde se localiza

Parelheiros —região da cidade com o pior Índice

de Desenvolvimento Humano (IDH), onde quase

40% da população não têm acesso a saneamento

básico, índice que pode aumentar com as

ocupações irregulares—, e também as zonas

leste, oeste e norte.

Se nada for feito, em pouco tempo quase não

restarão remanescentes significativos de mata

atlântica.

Uma solução efetiva para o problema só virá na

medida em que suas causas sejam enfrentadas

para além da necessária e urgente fiscalização e

o simples cumprimento da legislação. Temos de

garantir as condições para viabilizar unidades de

habitação de interesse social nas áreas dotadas

de infraestrutura.

Ao mesmo tempo, é preciso criar condições para

que áreas de preservação ambiental se viabilizem

economicamente, com a remuneração por

serviços ambientais e com a criação de áreas de

lazer para a interação das crianças com a

natureza.

Essa atuação em várias frentes, a partir de uma

visão global do desafio, pode contribuir para que

haja menos interesse no desmatamento em

conluio com loteamentos clandestinos, evitando

que mais comunidades vivam em situações de

vulnerabilidade —hoje são 80 mil crianças nessas

condições.

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

Estamos perdendo a luta pela preservação das

nossas matas. Precisamos agir para encontrar e

punir os verdadeiros culpados por esse atentado

à natureza, tão valiosa para a qualidade de vida

dos paulistanos desta e das próximas gerações.

Caio Miranda, Gilberto Natalini, Janaína Lima,

Patrícia Bezerra e Police Neto

Vereadores de São Paulo que fazem parte da

Rede de Ação Política pela Sustentabilidade

(Raps)

Derrubada de árvores em ocupação irregular em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo; área de mananciais abastece a represa de Guarapiranga - Rivaldo Gomes - 17.jun.19/Folhapress

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2019/11/

desmatamentos-criminosos-ameacam-

mananciais-de-sp.shtml

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

Governo fará novo leilão em 2020 caso

encalhe áreas do megaleilão do pré-sal

Percepção aumentou após anúncios de

desistência de duas empresas, reduzindo o

número de potenciais compradores de 14 para 12

Julio Wiziack

Nicola Pamplona

BRASÍLIA e RIO DE JANEIRO

O leilão das quatro áreas da cessão onerosa está

marcado para esta quarta-feira (6) no Rio de

Janeiro e a expectativa do governo é receber R$

106 bilhões pelas quatro áreas a serem

ofertadas. No entanto, o governo considera a

possibilidade de uma nova rodada em nove

meses se não houver interessados por algum dos

blocos.

"Se não forem leiloadas algumas das áreas,

vamos analisar para recalibrar os dados, e

acredito que, em oito ou nove meses, essas

eventuais áreas [não vendidas no leilão desta

quarta] retornem para novo leilão", disse Bento

Albuquerque, ministro de Minas e Energia

durante um evento nesta terça-feira (5).

O ministro lembrou que, no leilão da 16ª rodada,

somente metade das áreas foi arrematada e

"nem por isso deixou de ser um sucesso".

Segundo ele, a previsão inicial do governo para

essa rodada era de R$ 3 bilhões em lances pelos

blocos e, mesmo com 50%, foram arrecadados

R$ 8,9 bilhões.

Para o megaleilão, a Petrobras exerceu

preferência em dois blocos: Búzios (em produção

desde 2018) e Itaipu, com operação prevista

para 2021.

No mercado, há dúvidas com relação à venda das

áreas de Sépia e Atapu, para as quais a

Petrobras não exerceu direito de preferência.

A avaliação é que o risco é maior sem

negociações prévias com a estatal a respeito de

ressarcimento de custos e investimentos

necessários para produzir as reservas.

Caso somente haja interessados por Búzios e

Itaipu, o governo deverá arrecadar R$ 69,8

bilhões, reduzindo o valor esperado para o rateio

entre estados e municípios.

Pelos demais campos, os vencedores terão de

pagar R$ 13,7 bilhões, como bônus de assinatura

por Atapu, e R$ 22,8 bilhões, por Sépia.

O país passou cinco anos tentando viabilizar o

leilão da chamada cessão onerosa, regime de

exploração que concedeu exclusividade à

Petrobras na exploração desses campos.

Somente neste ano, foi possível chegar a um

consenso com o Congresso e mudanças legais

abriram essas áreas para competição. No

entanto, foi mantida a preferência da Petrobras

nos lances. Neste caso, investidores privados

podem se associar à estatal, que lidera o grupo

como operadora.

A percepção de que algumas áreas podem

encalhar aumentou após anúncios de desistência

da britânica BP e da francesa Total, reduzindo o

número de potenciais compradores de 14 para

12.

A primeira alegou que considera o leilão "muito

caro" e a segunda, que não vê oportunidades

para atuar como operadora —empresa que lidera

os consórcios— já que a Petrobras está presente

em todas as reservas.

O ministro disse à Folha que não conversou com

as empresas desistentes e somente foi informado

de que elas não apresentaram as garantias

exigidas pelo edital.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) não

informa quantas empresas apresentaram

garantias de oferta, documento necessário para

participar do leilão. Entre as 14 inscritas, há

empresas de grande porte com atuação no pré-

sal, como as americanas Exxon e Chevron, a

anglo-holandesa Shell e a norueguesa Equinor,

nas quais residem as maiores expectativas.

Há também presença chinesa, por meio das

estatais CNOOC e CNODC, e da Petrogal do

Brasil, que tem participação da Sinopec. Com

apetite por reservas de petróleo e poucas

restrições financeiras, são vistas como potenciais

compradoras.

As outras empresas na lista de inscritas são a

colombiana Ecopetrol, a alemã Wintershall, a

Petronas, da Malásia, e a QPI, do Catar.

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

Especialistas apontam o alto valor do

investimento, o convívio de regimes legais

diferentes e a necessidade de acordo com a

Petrobras como fatores que reduzem a

competitividade. Por outro lado, trata-se da

oferta de reservas de petróleo com possibilidade

de produção no curto prazo.

"A mercadoria vale o preço, disso não tenho

dúvida. As reservas são absolutamente

verdadeiras", diz o geólogo Pedro Zalán, da

consultoria ZAG. Ele ressalta, porém, que o

surgimento de ações judiciais contra o leilão pode

ampliar a percepção de risco.

É quase unânime, porém, a percepção de que

não haverá grande disputa pelas áreas, o que

reduz o ganho do governo no longo prazo - nos

leilões do pré-sal, os bônus são fixos e a disputa

se dá pelo volume de petróleo que será entregue

à União durante a vida útil do projeto.

Nesse tipo de leilão, as empresas interessadas

entregam envelopes com os percentuais de óleo

que pretendem entregar à União. Para os

excedentes da cessão onerosa, a ANP determinou

que todas as empresas presentes entreguem

envelopes, mesmo que não falam propostas.

A medida evita que alguma empresa ofereça o

percentual mínimo de óleo ao governo ao

perceber que não terá concorrentes.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11

/governo-fara-novo-leilao-em-2020-caso-

encalhe-areas-do-megaleilao-do-pre-sal.shtml

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

Capitalização da Eletrobras prevê R$ 16

bilhões e deve ocorrer no próximo ano

Projeto foi assinado por Bolsonaro nesta terça,

mas depende de aval Congresso

Julio Wiziack

BRASÍLIA

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-

feira (5) o projeto de lei que prevê a

capitalização da Eletrobras, operação que, no

próximo ano, deve gerar pelo menos R$ 16,2

bilhões para o Orçamento da União.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento

Albuquerque, o projeto prevê a revogação de um

dispositivo legal para que a estatal seja incluída

no PND (Plano Nacional de Desestatização),

abrindo caminho para que a venda das ações ao

mercado possa ocorrer no próximo ano.

Já existe previsão no Orçamento da União que

essa operação possa render cerca de R$ 16,2

bilhões em 2020.

O ministro considera que esse valor possa sofrer

variações dependendo do “apetite do mercado”.

O texto enviado pelo Executivo não prevê a

manutenção de uma golden share (ação especial

que garante à União poder de veto em assuntos

estratégicos). Além disso, estabelece um teto

para votos em assembleias definido em 10% das

ações.

Realizada a venda das ações em Bolsa, a União

deverá perder o controle da companhia, porque

não acompanhará o aumento de capital que será

feito pelos novos acionistas privados. A

expectativa do governo é ficar com algo entre

30% e 40% da companhia.

O resultado desse processo será a retirada da

União do controle da Eletrobras que se

transformará em uma corporation, empresa sem

dono com governança definida em estatuto e

dirigida por um conselho de administração.

O projeto de lei também prevê que as regras

para o fim do subsídio estatal nas tarifas de cerca

de 14 usinas que, desde o governo da ex-

presidente Dilma Rousseff, vinham operando de

maneira subsidiada pela União, um sistema

conhecido no mercado como “regime de cotas”.

O projeto vai permitir que essas usinas passem a

produzir energia a preço de mercado. A

indenização à União pela mudança de regime

será feita mediante emissão de papéis ao

mercado, algo em torno de R$ 16 bilhões. No

entanto, caberá à Eletrobras decidir qual será o

montante final dessa emissão.

Segundo a secretária-executiva do Ministério de

Minas e Energia, Marisete Pereira, tudo indica

que a Eletrobras deverá fazer uma emissão muito

maior porque, nessa modelagem feita pelo

governo, com uma emissão de R$ 16 bilhões, ela

somente paga a outorga para a União.

"Com suas usinas mudando de regime e

passando a operar com preço de mercado, é

evidente que deve haver apetite do mercado por

esses papéis", disse Pereira. "A Eletrobras poderá

ficar com o valor que passar de R$ 16,2 bilhões

[valor estimado hoje para a outorga a valor

presente].

Segundo a secretária, duas usinas (Sobradinho e

Itumbiara) devem continuar no regime de cota

até o vencimento do contrato. Tucuruí, ainda

segundo ela, é um caso à parte e o governo

negocia com a companhia uma solução.

A expectativa do governo é que a operação

movimente algo em torno de R$ 28 bilhões.

Desse total, R$ 3,5 bilhões serão descontados

(ao longo de dez anos) para a revitalização do rio

São Francisco. Do que sobrar, um terço (cerca de

R$ 8 bilhões) irá para a redução das tarifas

(principalmente via Conta de Desenvolvimento

Energético). Os dois terços restantes (R$ 16,2

bilhões) entrarão no caixa da União como

pagamento de outorgas.

O ministro afirmou que esteve com o presidente

Jair Bolsonaro na segunda-feira (4) que garantiu

assinar o projeto de lei nesta terça. A ideia dele

era entregar, pessoalmente, o projeto assinado

ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

ainda nesta terça, o que não havia ocorrido até a

última atualização desta reportagem.

Com Reuters

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11

/eletrobras-diz-que-bolsonaro-assinara-projeto-

de-lei-de-desestatizacao-nesta-terca.shtml

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

Mônica Bergamo: 'Nunca conte com a clara

antes de a galinha botar o ovo', diz Lula

sobre possível liberdade

Ex-presidente não está convencido de que o STF

vá vetar prisões após segunda instância

O ex-presidente Lula ainda não está convencido

de que o STF (Supremo Tribunal Federal) pode

decidir, na quinta (7), vetar prisões depois de

condenação em segunda instância —o que

permitiria que ele fosse colocado em liberdade.

0

O ex-presidente Lula na sede da Polícia Federal,

em Curitiba (PR), onde está preso - Marlene

Bergamo — 26.abr.2019/Folhapress

CALDO DE GALINHA

“Nunca conte com a clara antes de a galinha

botar o ovo”, tem dito o petista a pessoas que o

visitam na prisão.

Ó DE CASA

E na quarta (6) Lula acordou às 7h com policiais

federais na porta da sala em que está preso, em

Curitiba. Eles queriam ouvi-lo na Operação

Alaska, que apura se a JBS fez doações ilícitas de

R$ 40 milhões a políticos na campanha eleitoral

de 2014.

PARA DEPOIS

Orientado por advogados, Lula não depôs.

ESPECIAL

O ex-ministro Gustavo Bebianno foi convidado

pela OAB para ser assessor especial da

presidência da entidade. Ele deve se dedicar às

relações institucionais.

PRECISAMOS CONVERSAR

“Está na hora de todos conversarmos como bons

brasileiros, por amor à democracia e às

liberdades fundamentais, independentemente

das convicções políticas individuais de cada um.

É conversando que se entende e que se constrói

uma nação.”

REDE

O Observatório Judaico dos Direitos Humanos no

Brasil diz que “repudia as tentativas de setores

de extrema-direita” de “capturar as entidades

representativas da comunidade judaica

brasileira” para um apoio irrestrito a Jair

Bolsonaro.

PARTE A PARTE

A organização decidiu se manifestar depois que o

embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, e

empresários boicotaram a 50ª convenção da

Conib (Confederação Israelita do Brasil), no fim

de semana. Para o diplomata, a entidade fala mal

de Bolsonaro e “a comunidade [judaica] não

gosta disso”.

SÍMBOLOS

O Observatório diz que há, na verdade, uma

tentativa de atrelar a comunidade e a imagem de

Israel “a um projeto antidemocrático e

obscurantista” que “não tem pruridos em

apropriar-se de símbolos que são caros aos

judeus de todo o mundo”.

FAZENDO ACONTECER

Os atores Antonio Fagundes e Leandra Leal

foram os mestres de cerimônia da 15ª edição do

Prêmio Empreendedor Social, realizada na

segunda (4), no Teatro Porto Seguro. A cantora

Tulipa Ruiz foi uma das atrações do evento. A ex-

modelo Luiza Brunet e Guilherme Brammer Jr.,

fundador da Boomera e vencedor do prêmio

organizado pela Folha e pela Fundação Schwab,

estiveram lá. O ex-ministro da Educação Renato

Janine Ribeiro, a idealizadora da PretaHub e da

Feira Preta, Adriana Barbosa, e o cirurgião

dentista Fábio Bibancos também compareceram.

A secretária de Desenvolvimento Econômico de

SP, Patricia Ellen, e a diretora do Instituto

Liberta, Luciana Temer, compuseram o júri.

NADA FEITO

A atriz Lucélia Santos, que hoje atua em uma

novela em Lisboa, tentou emplacar um encontro

entre a líder indígena Sonia Guajajara e o

presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Em vão.

ME DÊ MOTIVOS

Segundo ela, o governo português informou que,

“apesar de Marcelo ter empatia pela causa”, não

quer se confrontar diplomaticamente com Jair

Bolsonaro.

ÁRVORES

Guajajara está em turnê pela Europa e

apresentou um manifesto pela preservação da

Amazônia no Parlamento português e na

Fundação Saramago nesta terça (5).

PRATO...

Os paulistanos vão comemorar a Semana do

Arroz e Feijão, sempre em outubro. Ela foi criada

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

por um projeto do deputado estadual Fernando

Cury (PPS).

... FEITO

“Arroz e feijão, juntos, formam o par perfeito na

alimentação brasileira pela combinação de

aminoácidos essenciais para o organismo,

equivalentes à proteína encontrada nas carnes”,

afirma o parlamentar. Ele também cita a

importância desses insumos para o sustento de

pequenos agricultores.

NA REDE

As reuniões da Comissão Nacional de Incentivo à

Cultura (Cnic), que eram presenciais, passarão a

ser realizadas por videoconferência. O colegiado

é responsável por avaliar projetos para a

obtenção de incentivo fiscal via Lei de Incentivo à

Cultura.

VAZIO

“Desse jeito você esvazia a comissão. Ela passará

a ser ‘homologadora’ de projetos, sem que

aconteçam discussões de mérito apropriadas”,

diz Henilton Menezes, que foi secretário de

Fomento e Incentivo à Cultura de 2010 a 2013.

“Vai virar aquela coisa de cara, crachá”,

continua.

ORDENS

O ministério diz que cumpre portaria “que

estabelece critérios para concessão de diárias e

procedimentos para aquisição de passagens

aéreas” e que a comissão já se reuniu “de modo

virtual em oportunidades anteriores sem prejuízo

dos trabalhos”.

SENHOR REPÓRTER

O jornalista Roberto Cabrini relata os bastidores

de dez reportagens que realizou na carreira no

livro “No Rastro da Notícia”, que será lançado no

dia 12 deste mês, na livraria Saraiva do shopping

Eldorado, em São Paulo. Ele conta histórias de

coberturas de guerra e de personagens como PC

Farias, e também de quando foi sequestrado

pelas Farc.

CURTO-CIRCUITO

O sociólogo Antônio Rangel Bandeira lança o livro

"Armas para quê?". Nesta quarta (6), na Livraria

da Vila da al. Lorena, às 19h.

A Pivô promove leilão e almoço beneficente com

menu de Janaína e Jefferson Rueda. No dia 23 de

novembro, às 13h.

As brasileiras Andrea Fiamenghi e Eidi Feldon

inauguram nesta quarta (6) exposição na Galerie

Federson, em Paris.

com BRUNO B. SORAGGI, GABRIEL RIGONI e

VICTORIA AZEVEDO

Mônica Bergamo

Jornalista e colunista.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabe

rgamo/2019/11/nunca-conte-com-a-clara-antes-

de-a-galinha-botar-o-ovo-diz-lula-sobre-possivel-

liberdade.shtml

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

ESTADÃO Bolsonaro envia para o Congresso projeto

de lei que privatiza Eletrobrás

União deve manter cerca de 40% do capital

depois de processo de capitalização da estatal,

mas não terá direito a veto em decisões

estratégicas

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

Em evento de comemoração pelos 300 dias de

governo, o presidente Jair Bolsonaro assinou

ontem projeto de lei que prevê a privatização da

Eletrobrás. Pelo texto, que tem de passar agora

pelo Congresso, a União ficaria com uma

participação de cerca de 40% do capital –

perdendo o controle da operação – depois de um

processo de capitalização da empresa.

A Eletrobrás é a maior companhia do setor

elétrico da América Latina, de capital aberto, e

tem hoje como acionista majoritário o governo

federal. O governo Temer chegou a enviar uma

proposta de privatização da companhia no ano

passado, mas o PL não deslanchou.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento

Albuquerque, depois da privatização, o governo

não terá também poder de veto na empresa –

por meio da chamada golden share (classe

especial de ação com poder de veto em decisões

estratégicas da companhia. “(Será) sem golden

share”, disse Albuquerque.

Albuquerque espera que a capitalização aconteça

no segundo semestre de 2020. O ministro

afirmou, no entanto, que as datas dependem do

andamento do PL no Congresso. “O Congresso

tem autonomia para conduzir o processo

legislativo”, disse ele.

Com essa medida, o governo prevê arrecadar

pelo menos R$ 16,2 bilhões, que é valor- piso

para a mudança de regime da empresa,

correspondente ao pagamento da outorga para a

União.

Cotas

Com o projeto, a energia das usinas antigas, hoje

no regime de cotas, poderá ser vendida a preços

de mercado, retirando o risco hidrológico do

consumidor. Esse é o chamado processo de

“descotização”. O regime de cotas foi criado em

2013 e estabeleceu que a energia produzida por

uma parte das usinas da estatal seria vendida

aos consumidores a valores mais baixos que os

de mercado. A partir da descotização, a

Eletrobrás poderá voltar a vender a energia a

preço de mercado.

“A Eletrobrás vem reduzindo a participação no

nosso setor de energia. Hoje, a empresa tem

capacidade de investimento de R$ 3,4 bilhões”,

citou o ministro. “Mas seriam necessários R$ 14

bilhões para que ela mantivesse participação no

mercado.”

A secretária executiva do Ministério de Minas e

Energia, Marisete Pereira, aposta em melhora do

resultado operacional da empresa depois da

capitalização. “Se o mercado tiver apetite e ela

(a empresa) conseguir capitalizar R$ 24 bilhões,

ela poderá pagar os R$ 16,2 bilhões para a União

e o resto ficaria no caixa para fazer

investimentos e reduzir serviço de dívida”, disse

ela.

O projeto de lei deve prever ainda que os

recursos movimentados a partir da mudança de

regime terão de ser destinados à revitalização do

rio São Francisco e ao pagamento de encargos

com a Conta de Desenvolvimento Energético

(CDE), uma espécie de fundo que abriga os

recursos para ações e os subsídios no setor de

energia.

Casa da Moeda

No mesmo evento em comemoração aos 300 dias

de governo, Bolsonaro também assinou medida

provisória que quebra o monopólio da Casa da

Moeda.

Atualmente, a estatal tem monopólio na emissão

de papel moeda, moeda metálica, caderneta de

passaporte e selos fiscais federais (aqueles que

vão em bebidas e cigarros, por exemplo). Com o

fim do monopólio, a intenção do governo é que

empresas privadas – inclusive estrangeiras –

possam participar de concorrência para prestar

estes serviços.

“O objetivo é dar mais competitividade e reduzir

custos”, disse o ministro da Secretaria-Geral da

Presidência, Jorge Oliveira.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-envia-para-o-congresso-projeto-de-lei-que-privatiza-eletrobras,70003077494

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Data: 06/11/2019

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Grupo de Comunicação

Plano de reformas de Guedes busca mudar

lógica de gastos públicos

Batizado de Plano Mais Brasil, conjunto de

medidas elaborado pela equipe econômica e

enviado ao Congresso propõe descentralização de

recursos para Estados e municípios, fim de parte

das amarras no Orçamento e corte de salário de

servidor

Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli, Lorenna

Rodrigues e Eduardo Rodrigues, O Estado de

S.Paulo

BRASÍLIA - A menos de dois meses do fim do

ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes,

apresentou um pacote ambicioso de reformas

para tentar resolver os problemas estruturais das

contas públicas e abrir caminho para um

crescimento mais forte da economia. O conjunto

de propostas prevê várias frentes, mas terá de

enfrentar a artilharia do Congresso, geralmente

sensível ao lobby das corporações.

O plano muda a lógica do gasto público, com a

descentralização de recursos para Estados e

municípios, desobrigação de gastos e medidas de

ajuste focadas no servidor público.

Batizado de Plano Mais Brasil, o pacotão de

medidas do governo foi entregue ao Senado pelo

próprio presidente Jair Bolsonaro, ao lado de

Guedes. São três propostas de Emenda à

Constituição (PECs) que procuram promover uma

completa “transformação” do modo de o Estado

operar os seus gastos. Para aprovar as medidas,

são necessários 308 votos, na Câmara, e 49

votos, no Senado, em dois turnos.

Uma das propostas é o chamado pacto

federativo, que revê as regras fiscais e injeta R$

400 bilhões da exploração de petróleo para

Estados e municípios nos próximos 15 anos. O

pacote também inclui uma PEC emergencial para

abrir R$ 28 bilhões no Orçamento em dois anos e

outra para tirar o carimbo de R$ 220 bilhões em

recursos hoje parados em fundos do governo.

É o primeiro capítulo de uma ampla agenda de

reformas, que prevê ainda a mudança no

funcionalismo, reforma tributária e aceleração

das privatizações. Essas ainda serão enviadas ao

Congresso.

Em troca do aumento de recursos para

governadores e prefeitos, o governo quer o sinal

verde do Congresso para medidas como redução

de até 25% da jornada e salários dos servidores,

congelamento do salário mínimo por dois anos,

suspensão de progressões nas carreiras e

proibição a novos concursos públicos.

Entre as medidas mais polêmicas, está a redução

dos benefícios tributários (subsídios e isenções),

dos atuais 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) –

cerca de R$ 300 bilhões – para no máximo 2% a

partir de 2026, e a extinção dos municípios com

menos de 5 mil habitantes.

A estratégia foi construída para permitir que as

contas voltem aos trilhos até 2026 – quando o

teto de gastos (instrumento que limita o

crescimento das despesas à inflação) completa

10 anos e pode ser revisto.

Mesmo sendo um conjunto amplo de medidas, o

ministro da Economia admitiu que o presidente

Bolsonaro impôs limites ao alcance das

propostas. Uma das medidas pretendidas pelo

ministro, a retirada da garantia do reajuste do

salário mínimo pela inflação, foi descartada a

pedido do presidente. “Bolsonaro é homem de

enorme intuição política. (O presidente disse) ‘Ô,

ministro, você acaba de fazer enorme reforma da

Previdência, a turma ainda tá meio tonta, você

ainda quer desindexar o dinheiro dos velhinhos?

Que história é essa?’ Ok, é verdade, entendi. Tá

cedo mesmo.”

Na avaliação dele, a agenda liberal precisa ser

implementada aos poucos, uma vez que o País

não está preparado para acabar com algumas

regras de correção de benefícios. “Liberais nunca

são revolucionários. São evolucionistas”, disse.

Gatilhos

A PEC emergencial inclui medidas permanentes e

temporárias de ajuste nas contas de União,

Estados e municípios. No caso das temporárias,

elas valerão por dois anos e incluem a redução

da jornada e salário dos servidores públicos em

até 25%. Os servidores atingidos poderão ter um

segundo emprego com carteira assinada para

compensar a perda do salário, desde que não

haja conflito de interesses.

A PEC prevê o acionamento desses gatilhos

quando a chamada regra de ouro do Orçamento

(que impede a emissão de títulos da dívida para

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pagar despesas correntes) for estourada em um

ano, no caso da União. Para Estados e

municípios, eles valerão sempre que a despesa

exceder 95% da receita.

A PEC do pacto federativo, por sua vez, vai

permitir que os gestores unifiquem os mínimos

de saúde e educação, que hoje precisam ser

cumpridos separadamente. O objetivo é dar

maior flexibilidade porque hoje alguns municípios

e Estados com população mais velha enfrenta

dificuldades para cumprir o piso em educação. A

ideia é que seja possível compensar essa

deficiência com gastos em saúde, e vice versa. O

governo chegou a cogitar permitir a inclusão dos

gastos com aposentados e pensionistas nos

mínimos, mas desistiu da ideia.

Guedes e seus auxiliares evitaram cravar um

prazo para a aprovação da ampla agenda de

reformas. Ele disse, porém, não temer o risco de

as propostas serem desfiguradas.

As propostas também preveem o chamado

estado de emergência fiscal. Caso o governador

não queira decretar Estado de emergência, serão

disparadas travas automáticas para evitar que o

governante deixe o ente quebrado para o

próximo governo. “O governador que não tem

coragem política de enfrentar o problema fiscal

não vai poder empurrar essa bola para a frente”,

disse.

Guedes voltou a dizer que governadores e

prefeitos, eleitos pelo voto, têm a

responsabilidade de cuidar de seus orçamentos,

mas que, para isso, é necessário redistribuir os

recursos. Ele acrescentou que a proposta de

desindexação e desvinculação do Orçamento não

foi total. “O Brasil não estaria pronto para

desindexar, desvincular e desobrigar tudo de

uma vez”, afirmou.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,

plano-de-reformas-de-guedes-busca-mudar-

logica-de-gastos-publicos,70003077876

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Mercado teme pressão sobre Petrobrás Desistência de grandes empresas do megaleilão e

urgência do governo em arrecadar podem fazer com

que estatal deixe de pagar dívidas

Cristian Favaro e Fernanda Nunes

SÃO PAULO/RIO - O mercado acendeu um sinal

de alerta para o megaleilão de petróleo e gás

desta quarta-feira, 6. A preocupação é que a

desistência de multinacionais – como a britânica

BP e a francesa Total –, somada à pressa do

governo em arrecadar no curto prazo,

sobrecarregue a Petrobrás. O principal temor é

que para comprar duas áreas – Búzios e Itapu –,

pelas quais já demonstrou interesse, a estatal

deixe de pagar dívidas e não consiga atingir a

meta financeira do ano que vem.

Os dois campos de interesse da Petrobrás custam

cerca de R$ 70 bilhões. Esse valor deve ser

completamente pago ao Tesouro até 26 de junho

do ano que vem. Além do bônus de assinatura,

quem ganhar também vai ter de compartilhar

parte do lucro com a União em forma de

petróleo. As demais petroleiras ainda vão

indenizar a estatal por investimentos

antecipados.

Pré-sal

Até mesmo integrantes do governo estão

preocupados com o fôlego da estatal e das

demais petroleiras para investir no Brasil Foto:

Wilton Junior/Estadão

Na concorrência de amanhã, a 6.ª Rodada de

Partilha, também de áreas do pré-sal, a

expectativa é que a Petrobrás mantenha a

postura agressiva frente aos concorrentes. O pré-

sal da Bacia de Santos está no foco do seu

investimento e a tendência é que ela não perca

nenhuma oportunidade de estar mais presente

na região.

Com tanto movimento simultâneo, até mesmo

integrantes do governo estão preocupados com o

fôlego da estatal e das demais petroleiras para

investir no Brasil. Fontes que acompanham de

perto a organização das duas licitações dizem

que há receio de que falte cacife.

“A Petrobrás pode se sentir tentada a concorrer

com apostas elevadas, o que resultaria na

empresa fazendo altos desembolsos em bônus de

assinatura (materialmente acima dos US$ 9

bilhões em créditos que possui com o governo).

Isso atrapalharia a desalavancagem da empresa,

pelo menos no curto prazo”, afirmou em relatório

ao mercado o analista do Bradesco BBI, Vicente

Falanga.

Desalavancar significa consumir menos caixa

com o pagamento de dívidas, que hoje

correspondem a duas vezes e meia o que ela

gera de dinheiro. A meta é chegar a uma relação

de uma vez e meia, nível compatível ao de

empresas saudáveis.

Uma forma de reduzir essa conta mais

rapidamente seria usando os R$ 34 bilhões que

tem de crédito com a União, fruto de um acerto

de contas por áreas adquiridas em 2010. Mas o

presidente da companhia, Roberto Castello

Branco, informou que vai usar todo esse dinheiro

no leilão de hoje e que vai gastar mais um tanto

na disputa. Na visão do mercado, essa estratégia

pode retardar a recuperação financeira.

A presença da Petrobrás no leilão em si não é

alvo do questionamento. O Credit Suisse, por

exemplo, avalia que os ganhos superam as

perdas e que a estatal é especialmente

favorecida, por conta da compensação que vai

receber das demais vencedoras. “Na nossa visão,

há uma assimetria em favor da Petrobrás”, diz

em relatório. Na mesma linha, o Bradesco BBI,

aprova a estratégia, mas fixa em US$ 14 bilhões

o limite de gasto para que suas finanças não

sejam comprometidas.

A capacidade do governo de atrair investidores e

transformar o desenho da indústria do petróleo

no Brasil é outro critério de avaliação do sucesso

das licitações. “Os investidores aguardam para

ver o tamanho do apetite dos investidores

estrangeiros e qual o tamanho desse mercado

para atrair e estimular a concorrência e gerar

fôlego no setor”, disse Raphael Figueredo, sócio

da Eleven Financial./Colaborou Niviane

Magalhães

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,mercado-

teme-pressao-sobre-petrobras,70003077528

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Megaleilão do petróleo testa apetite de

investidores pelo Brasil

A grande aposta da disputa, marcada para esta

quarta-feira, às 10h, é o campo de Búzios, o

mais nobre já descoberto no Brasil; Atapu e

Sépia, no entanto, podem ficar sem propostas

Fernanda Nunes, Denise Luna e Mariana Durão,

O Estado de S.Paulo

RIO - O governo vai leiloar a partir das 10h desta

quarta-feira, 6, quatro áreas de pré-sal da Bacia

de Santos – Búzios, Itapu, Atapu e Sépia. Há

grande expectativa quanto ao resultado, por

conta dos bilhões de reais que vai gerar à União.

Funcionará também como um indicador das

empresas que vieram para ficar no Brasil. Apenas

as que estiverem dispostas de fato a colocar

dinheiro no País vão entrar nessa disputa.

O bloco mais barato, de Itapu, custa R$ 1,76

bilhão e o mais caro, Búzios, R$ 68,14 bilhões,

somente em bônus de assinatura, um valor

previamente fixado e cobrado das vencedoras. O

conjunto das áreas vale R$ 106,5 bilhões, quase

o dobro de todos os lances pagos desde a

primeira rodada, em 1999. Sai vitorioso quem se

comprometer a partilhar a maior parcela da

produção com o governo federal.

Além de ser a licitação de petróleo mais cara

entre as realizadas até hoje, essa concorrência

tem a peculiaridade de ser uma oportunidade

única do ponto de vista geológico. Não existe a

chance de os vencedores investirem e não

acharem petróleo ou gás, como pode acontecer

com as áreas licitadas até então. A região já foi

explorada pela Petrobrás, que confirmou a

existência de um reservatório gigantesco de

petróleo e gás de boa qualidade.

Outra característica singular é que os blocos

oferecidos são extensões de outros cedidos pela

União à Petrobrás em 2010, num regime

conhecido como cessão onerosa. Na época, a

empresa foi autorizada a ficar com 5 bilhões de

barris de óleo equivalente (boe, que inclui

petróleo e gás). Mas à medida que avançava na

delimitação da descoberta, percebeu que era

muito maior do que o esperado. Parte da

extensão da cessão onerosa, que pode ser até

três vezes maior do que o que ficou com a

Petrobrás, vai ser leiloada hoje.

A grande aposta é o campo de Búzios, o mais

nobre já descoberto no Brasil, em tamanho e

qualidade. Em contrapartida, há a chance de

Atapu e Sépia ficarem sem propostas. Essas

foram as únicas pelas quais a Petrobrás não

demonstrou interesse. Quem levar ainda vai ter

que compensar a estatal pelos investimentos

antecipados. O problema é que os valores são

desconhecidos e estima-se que podem

ultrapassar o bônus de assinatura. É, portanto,

um tiro no escuro. De um lado da balança pesa o

baixo risco geológico, do outro a insegurança

financeira. O saldo das duas variáveis é a

surpresa do megaleilão desta quarta.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,

megaleilao-do-petroleo-testa-apetite-de-

investidores-pelo-brasil,70003077489

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VALOR ECONÔMICO Prefeitos contestam aglutinação

Entidades que representam prefeitos preparam

atuação no Congresso para barrar proposta do

governo federal

A proposta do governo federal de extinguir

municípios, parte da PEC Mais Brasil, pegou de

surpresa prefeitos. Eles se articulam para, no

Congresso, fazer frente à ideia de aglutinar

unidades com menos de 5 mil habitantes que não

cobrirem pelo menos 10% de suas despesas a

partir de 2024.

A ideia nunca havia sido apresentada antes aos

prefeitos, que participam de um grupo de

trabalho sobre o novo pacto federativo, segundo

o presidente da Confederação Nacional de

Municípios (CNM), Glademir Aroldi.

Ex-prefeito de Saldanha Marinho, município de

2,7 mil habitantes no norte do Rio Grande do Sul,

Aroldi calcula de forma preliminar que a medida

possa impactar 1,2 mil municípios no país. “É

simplório jogar uma proposta dessas sem

conhecer a realidade do Brasil, o dia a dia dos

municípios”, afirmou o presidente da CNM.

Na tarde de ontem, à medida que ficavam

sabendo do trecho da PEC, prefeitos passaram a

telefonar para Aroldi e expressar preocupação

com a proposta do governo. “Não tem que se

discutir extinção de municípios”, disse o líder da

CNM. “Fica parecendo que no Brasil o problema é

a gestão local - quando ela é a solução, em

outros países.”

A diretoria da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

ainda discutia na noite de ontem como se

posicionar diante da iniciativa do governo. O

Valor apurou que a tendência é a entidade

contestar esse ponto da proposta, com o

argumento de que ela ignora a real questão do

pacto federativo: a adequação de gastos dos

municípios de acordo com o perfil econômico e

populacional deles.

O prefeito de Sobral (CE), Ivo Gomes (PDT),

classificou como “inconstitucional” a aglutinação

proposta pelo governo. Ivo é irmão dos ex-

governadores do Ceará Cid e Ciro Gomes. “Uma

emenda constitucional que vise desfazer a

federação não pode nem ser apreciada", afirmou

Ivo ao Valor.

Para o prefeito cearense, por trás da dificuldade

financeira dos municípios está a crise econômica

no país. “O país não cresce, não gera renda, não

tem emprego, não tem imposto. Como [os

municípios] vão se manter?”, disse. “Muitos

Estados também não conseguem pagar folha de

pagamento. Vai fundir Estados também? Vai

fundir Rio de Janeiro com Minas Gerais?”

Aroldi, da CNM, alerta que a fusão de municípios

traz o risco de tornar precário o atendimento da

população, já que a cidade que incorporasse

outra em pior situação financeira teria de assumir

postos de saúde, escolas e toda a estrutura de

serviços do município extinto.

O ex-prefeito gaúcho disse considerar um

“equívoco” o governo federal considerar como

receita própria municipal só o que é arrecadado

com ISS, IPTU e ITBI. Para Aroldi, como têm

repasse obrigatório aos municípios, o IPI, o IR e

o ICMS deveriam ser considerados nessa soma.

“Os repasses são constitucionais e obrigatórios. A

União não nos faz nenhum favor”, afirmou.

“Quem sustenta a União e os Estados são os

municípios.”

A CMN aponta que mesmo entre capitais há

aquelas que não cobrem - caso de Boa Vista (RR)

- ou que mal cobrem os 10% de despesas - Rio

Branco (AC), Macapá (AP) e Teresina (PI). Pela

PEC, elas só não seriam extintas por terem mais

de 5 mil habitantes. (Colaborou Malu Delgado)

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/11/0

6/prefeitos-contestam-aglutinacao.ghtml

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Pacote de reformas faz cerco à

irresponsabilidade fiscal

As medidas corrigem falhas na lei de

responsabilidade fiscal, um marco na disciplina

das contas públicas

Do pacote de reformas enviadas ao Congresso, a

que mais interessa a curto prazo é a

emergencial, que permitirá um alívio de R$ 24,7

bilhões já em 2020. Três propostas de emenda

constitucional foram apresentadas - cada uma

exigindo duas votações na Câmara, duas no

Senado, com apoio de três quintos dos

parlamentares - e provavelmente nada será

aprovado este ano. De maneira geral as medidas

vão no caminho correto e necessário de reforçar

a responsabilidade fiscal de todos os níveis de

governo, rearrumar o orçamento público, com

desvinculações, e conceder maior autonomia a

Estados e municípios na gestão de seus recursos,

que serão reforçados com a transferência de R$

400 bilhões em 15 anos provenientes dos

royalties do petróleo, pelas previsões oficiais. A

contrapartida em responsabilidades e obrigações

dos entes federados está em grande parte no

Plano Mansueto, parado no Congresso.

Há uma série de boas ideias contidas nas

propostas feitas ontem pelo ministro Paulo

Guedes, mas elas exigem uma força de

arregimentação política que o governo está longe

de possuir - e sequer se esforça para isso. São

mudanças radicais - apenas a partir de 2026,

daqui a duas eleições. Os benefícios fiscais, que

consomem perto de 4% do PIB não poderão

ultrapassar 2% do PIB, e serão reavaliados a

cada 4 anos. Também daqui a 4 anos a União só

dará aval a Estados e municípios para

empréstimos com organismos internacionais e

ficará proibida de socorrer entes federados em

dificuldades financeiras. As chances de que essas

propostas prosperem são perto de nulas.

O governo compra também uma boa briga

política com os entes federados ao tentar corrigir

a danosa proliferação de municípios totalmente

dependentes das receitas de repasses. Pela

proposta, municípios com menos de 5 mil

habitantes que tenham arrecadação própria

inferior a 10% da receita total serão incorporados

aos vizinhos. Haverá novas restrições à criação

de novas cidades. Um terço dos municípios com

menos de 20 mil habitantes, segundo pesquisa

recente da Firjan, ou 1.872 cidades, tem 90% de

suas receitas advindas de transferências de

União e Estados.

Para obter mais recursos, ou menos despesas, a

curto prazo, o governo propõe a extinção dos

fundos, entre os 281 existentes, que não são

constitucionais. A PEC estabelece que eles sejam

extintos 2 anos depois dela ter sido aprovada

pelo Congresso. Esses fundos acumulam hoje R$

220 bilhões em recursos, que seriam usados para

abatimento de dívida pública e os novos

recursos, até a extinção, em programas de

erradicação da pobreza e reconstrução nacional

(supõe-se que o governo se refira a

investimentos em infraestrutura). Para a criação

de novos fundos com vinculação de recursos será

necessária a aprovação de lei complementar.

São importantes e merecem aprovação as

medidas listadas para enfrentar emergências

fiscais, como a que o Brasil vive desde 2014,

produzindo déficits primários por seis anos

consecutivos. A PEC vem para corrigir lacuna do

teto de gastos, que não permitia gatilhos que

evitassem o estouro. Na prática, o teto tem sido

descumprido legalmente, por meio de

autorização de crédito pelo Congresso,

claramente um arranjo de péssima qualidade. Em

2019, dependiam dessa aprovação R$ 248,9

bilhões, montante que no ano que vem sobe a R$

367 bilhões.

O estado de emergência fiscal, na prática,

entraria em vigor logo após a aprovação da PEC.

As medidas são uma lista de compressão de

gastos, alguns deles constantes da lei de

responsabilidade fiscal e, de certa forma, de um

desejo do que sempre se quis que União, Estados

e municípios fizessem para corrigir desequilíbrios

e nunca fizeram - especialmente os últimos. A

PEC permite a redução de 25% da jornada dos

servidores, com redução de vencimentos. As

despesas obrigatórias não terão correção pela

inflação. E uma longa série de proibições

entrariam em campo: de reajuste, reestruturação

de carreiras, promoções, criação de cargos,

concursos públicos, criação de mais despesas

obrigatórias e benefícios tributários etc.

O racionamento radical de despesas entraria em

vigor com a aprovação pelo Congresso, no caso

da União - medidas válidas por 1 ano e

renováveis pelo tempo necessário - e no caso dos

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Data: 06/11/2019

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Estados quando a despesa corrente ultrapassar

95% da receita corrente líquida, por dois anos.

As medidas corrigem falhas na lei de

responsabilidade fiscal, um marco na disciplina

das contas públicas. Mas as melhores leis não

sobrevivem sem punição a seu descumprimento.

Faltam detalhes a respeito.

https://valor.globo.com/opiniao/noticia/2019/11/

06/pacote-de-reformas-faz-cerco-a-

irresponsabilidade-fiscal.ghtml

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Data: 06/11/2019

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Sem ‘golden share’, Bolsonaro assina

projeto para privatizar Eletrobras

Proposta tem a promessa de destinar R$ 3,5

bilhões em dez anos para a revitalização do rio

São Francisco

Sem “golden share” e com a promessa de

destinar R$ 3,5 bilhões em dez anos para a

revitalização do rio São Francisco, o presidente

Jair Bolsonaro assinou ontem o aguardado

projeto de lei que autoriza a privatização da

Eletrobras. O ministro de Minas e Energia, Bento

Albuquerque, entregou a proposta ao Congresso

e deu o segundo semestre de 2020 como

estimativa para concluir a tramitação.

Além da ausência de uma ação de classe especial

para o Estado e de menos recursos para o São

Francisco, há outras mudanças em relação ao

projeto do governo Temer, que chegou à Câmara

no início de 2018 e jamais foi levado para

votação. Uma das alterações envolve a divisão

dos recursos angariados com a capitalização da

empresa.

O aspecto prioritário do novo PL, segundo

Albuquerque, é a revogação do dispositivo que

impede a Eletrobras de ser incluída no Programa

Nacional de Desestatização (PND). Em seguida, a

proposta prevê uma chamada de capital da qual

a União se absterá de participar, diluindo sua

participação e cedendo o controle para acionistas

privados. O direito a voto de todos os acionistas -

inclusive a União - ficará limitado a 10% do

capital e a empresa será transformada em uma

corporação.

Com o caixa reforçado, a “nova” Eletrobras

deverá aceitar os termos de uma mudança no

regime contratual de suas usinas hidrelétricas, o

que aumentará o preço do megawatt-hora

recebido pela companhia e permitirá a venda de

energia no mercado livre. Isso poderá render R$

16,2 bilhões em pagamento de outorga ao

Tesouro.

A cifra não está no PL, mas consta da proposta

orçamentária para 2020. Ela equivaleria a dois

terços da operação total. O terço restante - R$

8,1 bilhões - iria para atenuar os gastos da Conta

de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo

responsável pelos subsídios do setor elétrico,

com um alívio potencial nas tarifas de energia.

Esse aporte ocorreria em parcelas anuais ao

longo de todo o contrato de concessão das

usinas.

No projeto de Temer, haveria divisão em três

partes iguais: como outorga para a União, para o

caixa da Eletrobras e para a CDE. A proposta

anterior ainda manteria uma “golden share” com

a União e previa R$ 9 bilhões para ações na bacia

do São Francisco - R$ 350 milhões anuais nos

primeiros 15 anos de concessão das usinas e R$

250 milhões nos 15 anos restantes de contrato.

Algumas reações no Congresso já mostram o

grau de dificuldade que o governo enfrentará. O

líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM),

disse que apresentará uma emenda com “travas

de segurança” à privatização: a volta da “golden

share” e a criação de um conselho para discutir

temas de “segurança nacional” nas privatizações.

O deputado Danilo Cabral (PSB-PE), coordenador

da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf,

afirmou que não basta fazer ajustes no texto do

governo. “Não é matéria fria para o cidadão

comum. Do ponto de vista dos atores

econômicos, o setor produtivo demonstra

preocupação. E existe resistência em parte

expressiva dos Estados”.

Para ele, o rio São Francisco é o “principal ativo”

para uma estratégia de desenvolvimento do

Nordeste e não se pode “entregar as chaves da

caixa d’água” para uma empresa privada. Cabral

deve apresentar hoje um requerimento, em

comissão da Câmara, para que o Tribunal de

Contas da União (TCU) e a Agência Nacional de

Energia Elétrica (Aneel) façam estudos sobre a

precificação da Eletrobras e o impacto tarifário de

uma mudança no regime contratual das usinas.

Albuquerque ressaltou que há disposição do

governo para negociar o texto enviado. “Estamos

em diálogo aberto e permanente. O Congresso

tem total autonomia”, disse ontem. (Colaboraram

Renan Truffi, Vandson Lima, Fabio Murakawa e

Murillo Camarotto)

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/11/0

6/sem-golden-share-bolsonaro-assina-projeto-

para-privatizar-eletrobras.ghtml

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TCU aponta nove riscos no processo de

desestatização

Relatório afirma que problemas identificados

“requerem tratamento das instituições do

governo federal”

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou

pelo menos nove riscos relacionados ao processo

de desestatização da Eletrobras, autorizado

ontem pelo presidente Jair Bolsonaro. O relatório

técnico do órgão de controle, que será submetido

hoje ao plenário, afirma que os problemas

identificados “requerem tratamento das

instituições do governo federal”,

independentemente da privatização da

companhia.

Os técnicos do tribunal analisaram a situação da

holding da Eletrobras e das quatro principais

subsidiárias: Chesf, Eletronorte, Furnas e

Eletrosul. Entre os principais riscos identificados

no parecer, estão a baixa rentabilidade dos

investimentos, as dificuldades de liquidez, os

prejuízos com a usina nuclear de Angra 3 e as

perdas por fraude e corrupção.

Os auditores afirmaram no relatório, obtido pelo

Valor, que a privatização da companhia terá o

efeito de mitigar uma boa parte dos riscos

apontados no relatório, especialmente aqueles

relacionados à ingerência política na Eletrobras.

Acreditam, no entanto, que o processo de

desestatização deve sanar algumas dúvidas

importantes.

Uma delas é se o capital privado atualmente

disponível no país é suficiente para sustentar os

investimentos necessários para o setor elétrico.

O TCU também defende o estabelecimento de

remuneração compatível com as atividades

desempenhadas pela Eletrobras “em temas de

interesse público que historicamente estão

alocados à estatal”.

O tribunal tem dúvidas sobre o tratamento que

será dado ao Centro de Pesquisas de Energia

Elétrica (Cepel), cujo orçamento é quase todo

dependente das empresas controladas pela

Eletrobras. Ainda permanecem questões

referentes ao tratamento que será dado à

Eletronuclear e à Itaipu.

“O contexto empresarial da Eletrobras inspira

atenção de seu controlador e sobretudo da

sociedade, tendo em vista os desafios existentes

para a sustentabilidade econômico-financeira do

conglomerado, o que, dado o seu papel de

importância para o setor elétrico, pode repercutir

na prestação dos serviços de energia elétrica em

todo o país”, alerta o relatório do TCU.

Os auditores recomendaram ao ministro relator

do caso, Aroldo Cedraz, uma determinação para

que o Ministério de Minas e Energia (MME) faça

os esclarecimentos no próprio projeto de

privatização da Eletrobras que será apresentado

ao tribunal de contas. O plenário decide hoje se

acata ou não à sugestão da área técnica.

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/11/0

6/tcu-aponta-nove-riscos-no-processo-de-

desestatizacao.ghtml

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Data: 06/11/2019

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Em vez de reduzir, país mantém emissão de

gases

As emissões brasileiras de gases-estufa ficaram

estáveis em 2018 em relação ao ano anterior.

Ocorreu um pequeno aumento de 0,3%. O país,

contudo, é o sétimo maior poluidor do planeta e

ainda não tem uma trajetória consistente de

redução de emissões.

A avaliação faz parte da sétima coleção do

Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de

Efeito Estufa (www.seeg.eco.br), conhecido pela

sigla SEEG. Os dados foram divulgados ontem,

em São Paulo.

De fato, pelos dados do sistema de alerta de

desmatamento Deter, do Instituto Nacional de

Pesquisas Espaciais (Inpe), a tendência é de alta

na derrubada da floresta.

Tasso Azevedo, coordenador do SEEG, lembra

que em 2018 (agosto de 2017 a julho de 2018),

o Deter registrou 4.500 km 2 de desmatamento,

e o Prodes (o dado oficial do desmatamento no

Brasil) fechou o valor em 7.500 km 2.

O dado deste ano do Deter (até julho) soma

6.833 km 2 de desmatamento. “Historicamente,

os dados do Prodes costumam ser 30% maiores”,

diz Azevedo. Em agosto, setembro e metade de

outubro de 2019, o Deter já apontou para 3.500

km2 de desmatamento.

Em 2018, o Brasil registrou emissões brutas de

1,939 bilhão de toneladas de CO2 equivalente.

Ocorreu aumento nas emissões causadas pelo

desmatamento na Amazônia (8,5%), mas

redução na destruição do Cerrado (10%). No

balanço, as emissões por mudança do uso da

terra, que representaram 44% das emissões

brasileiras em 2018, cresceram 3,6%.

As emissões do setor de energia caíram 5%. A

explicação é o forte aumento no uso de etanol no

transporte de passageiros (13%), provocado pela

obrigação de se adicionar biodiesel ao diesel. E

ainda pelo aumento de energias renováveis na

geração elétrica, explicou Felipe Barcellos e Silva,

analista de projetos do IEMA (Instituto de

Energia e Meio Ambiente).

“Choveu muito, as hidrelétricas foram muito

acionadas em detrimento das termelétricas

fósseis. Por isso foi a primeira vez que as fontes

não-hídricas ultrapassaram as fósseis na matriz

elétrica”, diz ele, citando principalmente energia

eólica, biomassa e solar. Este grupo foi a

segunda maior fonte de eletricidade no Brasil em

2018.

O setor da agropecuária ficou em segundo lugar

nas emissões brasileiras (25% do total).

Registrou pequena queda de 0,7%, puxada pela

diminuição do rebanho nacional. A alta no preço

internacional fez com que ocorresse um aumento

do abate mais cedo do gado, explicou Ciniro

Costa Júnior, do Imaflora. Desta forma, a

emissão de metano do gado (gás-estufa muito

mais nocivo que o CO2) foi reduzida.

“Existe grande diferença entre a natureza das

emissões do Brasil e a dos outros grandes

emissores, à exceção da Indonésia”, indicou

Ricardo Abramovay, professor da Faculdade de

Economia e Administração da USP. Enquanto a

redução das emissões dos países desenvolvidos,

da China e da Índia dependem de grandes

investimentos em ciência e tecnologia (porque a

maior fonte de emissões é a energia), o esforço

brasileiro tem que ser no combate ao

desmatamento.

“Para interromper o desmatamento não

precisamos fazer grandes esforços em ciência e

tecnologia”, disse Abramovay. “Mas estamos

avançando em direção ao aumento das emissões

pelos piores métodos. É vergonhoso.”

O Brasil não irá cumprir a meta para 2020 de

reduzir em 80% a taxa de desmatamento na

Amazônia, prevista pela lei nacional de mudança

do clima. “Já tínhamos uma situação delicada

antes do desmonte da governança ambiental

promovido pelo atual governo”, disse Carlos Rittl,

secretário-executivo do Observatório do Clima,

rede de 47 ONGs e movimentos que lidam com a

agenda climática.

O desmatamento provoca distorções no perfil

brasileiro de emissões, diz material do SEEG

distribuído à imprensa. É pela mudança no uso

da terra que a emissão per capita do brasileiro

(9,3 toneladas brutas) é maior que a média

mundial (7,2 toneladas em 2018). Um paraense,

do Estado campeão de emissões, emite quatro

vezes mais do que um americano.

“A emissão média mundial per capita em 2050

deverá ser de menos de 1 tonelada de CO2

equivalente”, diz Azevedo, se o que se quer é

cumprir o que foi acertado no Acordo de Paris. https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/11/06/em-vez-de-reduzir-pais-mantem-emissao-de-gases.ghtml Voltar ao Sumário

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Reduzindo a confusão no setor elétrico

A Consulta Pública 25/2019 da Aneel sobre a

geração distribuída, lançada em 18 de outubro,

está gerando um debate acalorado. O foco das

atenções está na taxação progressiva das novas

instalações fotovoltaicas proposta pela agência,

começando pelas remotas, localizadas em

endereço diferente das unidades consumidoras, e

alcançando em algum momento, toda geração

distribuída.

Pela grande importância da geração fotovoltaica

distribuída para a construção de um setor elétrico

carbono neutro, esse debate tem enorme

influência na transição energética brasileira. Essa

transição tem de lidar com os atuais subsídios

dados aos combustíveis fósseis que, além

daqueles bancados pelos brasileiros via impostos,

oneram as contas de eletricidades dos

consumidores residenciais. Esses subsídios

escondem-se nos chamados “Encargos Setoriais”,

cujo maior é a CDE - Contribuição ao

Desenvolvimento Energético, miscelânea de

transferências e incentivos que somam R$ 20

bilhões em 2019.

Caminho mais curto, de usar o remendo

tarifário, nos coloca mais longe de solução justa

e equilibrada

O pano de fundo do debate aberto pela Aneel, e

que vem desde 2015, é a natureza regressiva do

atual modelo de tarifação de energia elétrica.

Explicando: toda vez que um consumidor reduz a

sua conta de eletricidade por autogerar parte de

seu consumo de eletricidade, ele deixa de pagar

não só a parcela de energia de sua conta, mas

também aquela que se destina à operação,

manutenção e expansão da rede de energia

elétrica. A bem da verdade, isso não é

exclusividade do micro ou mini gerador com

painéis fotovoltaicos. Os grandes consumidores

que se tornam “livres” ao escolherem seu

supridor de energia, também têm descontos nas

tarifas de transmissão e distribuição, além dos

encargos.

É justo não pagar pela energia que não se

consome, mas não nos parece correto deixar de

pagar pela disponibilidade da rede de energia

elétrica. Em primeiro lugar, porque um

autogerador com painel fotovoltaico usa a rede,

tanto para injetar o excedente de sua produção

como para consumir dessa mesma rede nos

momentos nos quais não gera o suficiente. Mas

em segundo lugar, e talvez mais importante,

porque essa conta não paga é transferida para

todos os demais consumidores da rede elétrica. É

um processo regressivo: no limite, os mais

pobres, que não conseguem instalar painéis

fotovoltaicos e muito menos ficarem “livres”,

pagam para os mais ricos pelo uso da rede de

energia elétrica.

Isso significa, então, que a Aneel está certa ao

propor a taxa? Não. Ela falha ao não colocar na

mesma balança os subsídios que são dados a

consumidores “livres” e outros, de maior porte,

ou ainda às fontes fósseis, como o carvão

nacional e óleo diesel e combustível em sistemas

isolados. Ela pode usar o argumento da preguiça:

isso significaria rever toda estrutura tarifária, não

só a afeta à Resolução 482/2012. Verdade. Mas

essa é uma situação em que o caminho mais

curto, de usar um remendo tarifário nos coloca

mais longe de uma solução equilibrada e justa.

Além do que, com a cobrança de uma taxa paga

pelos geradores distribuídos, a título de

disponibilidade da rede, nunca saberíamos se tal

disponibilidade não estaria sendo cobrada mais

de uma vez.

Isso porque, no Brasil, as tarifas de energia

elétrica não são calculadas de modo a distinguir

os dois serviços prestados pela rede elétrica: o

serviço de conexão física entre produtores e

consumidores de energia elétrica e, outro, de

comercialização de energia elétrica de quem

produz para quem consome. Esses dois serviços

estiveram historicamente compostos, porque o

sistema elétrico era, ao início, unidimensional: de

um lado os geradores hidrelétricos e, na outra

ponta, os consumidores. Esse sistema,

entretanto, já não é assim.

As novas tecnologias como os painéis

fotovoltaicos, as baterias, os aerogeradores -

bem como geradores a diesel ou gás, ligados nos

horários de energia mais cara para os

consumidores de maior porte - fazem com que,

cada vez mais, a comercialização de energia

elétrica não seja monopólio de quem detém a

infraestrutura. Além de consumidores de maior

porte já escolhem de quem comprar a energia

elétrica, pagando menos, uma parte crescente da

energia que circula é gerada dentro da rede das

concessionárias.

Qual a solução para essa situação? Simples:

separar a conta em duas. Uma, para cobrir os

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custos com a operação, manutenção e expansão

da rede elétrica. Essa primeira conta pagaria pela

infraestrutura de uma rede segura, confiável e

sempre disponível. A segunda conta pagaria (ou

não) pela energia que consumimos das

hidrelétricas, térmicas, aerogeradores, fazendas

solares e outros. Idealmente, essas duas contas

devem vir de empresas distintas por uma razão

simples: a primeira é um monopólio natural

(infraestrutura), enquanto a segunda é,

crescentemente, parte de um mercado

concorrencial.

A Aneel analisou a TUSD (tarifa de uso do

sistema de distribuição), para calcular o valor da

taxação, que propõe, sobre os sistemas

fotovoltaicos. Essa análise de impacto regulatório

é a melhor via para fazer essa separação? Não. O

problema com a TUSD é que ela sempre foi

calculada em função do volume de energia que

passa pela rede elétrica. Ela é um valor em

R$/kWh.

Mas por que esse valor da TUSD não é

referência? Porque o custo da conexão à rede

elétrica não tem relação com o custo da energia

que flui através dessa conexão. O principal custo

de conexão é do capital investido na manutenção

e expansão da rede existente. Essa rede física é

dimensionada em função do fluxo máximo de

energia elétrica que os consumidores demandam.

A cada nova ligação, considera-se a carga

elétrica que cada tipo de consumidor traz à rede.

Quanto maior a carga típica, maior o

investimento necessário para atendê-lo. A partir

disso, o custo desse investimento é fixo. Não

importa quanta energia passa pela conexão. A

conexão, portanto, deve ser uma taxa fixa paga

pelos consumidores.

Essa distinção é também importante para outra

medida em análise pela Aneel: a chamada tarifa

binária. Por economia, os dois processos devem

convergir para a separação dos custos de

infraestrutura dos custos de comercialização de

energia.

Roberto Kishinami é físico, especialista em

energia e coordenador no Instituto Clima e

Sociedade.

https://valor.globo.com/opiniao/coluna/reduzind

o-a-confusao-no-setor-eletrico.ghtml

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É possível avançar na questão do clima

A política climática oscila entre o desprezo de

Donald Trump e o radicalismo de Greta

Thunberg. O presidente dos Estados Unidos

acaba de tirar seu país, o segundo maior emissor

de gases-estufa do mundo, do Acordo de Paris do

clima. Thunberg exige um corte superior a 50%

das emissões líquidas mundiais até 2030. O

primeiro é, obviamente, irresponsável. Mas a

última parece implausível.

A irritação dos ativistas climáticos radicais é

compreensível. Apesar de décadas de

conversações, as emissões de gases-estufa e as

temperaturas mundiais continuam a aumentar.

Se essa tendência não mudar em breve, a

probabilidade de evitar um aumento das

temperaturas médias mundiais de mais de 1,5° C

acima dos níveis pré-industriais será de zero e a

de evitar um aumento de 2°C será insignificante.

A política pública tem de ser mundial, com o

envolvimento de todas as maiores economias.

Isso cria enormes problemas. Nunca

alcançaremos uma solução perfeita, sem dúvida.

Mas alguma solução terá de ser encontrada, com

a ajuda generosa dos países de alta renda

Como observa o Fundo Monetário Internacional

em seu último relatório Monitor Fiscal, alcançar

esta última meta exige reduzir as emissões de

gases-estufa em um terço abaixo do valor de

referência, até 2030. Para permanecer inferiores

a um aumento de 1,5°C, as emissões têm de

totalizar metade do valor de referência.

Quanto maior a demora em agir, maior se

tornará a ação necessária, até o momento em

que nada poderá ser feito por ser tarde demais.

Já é quase tarde demais para evitar o que os

especialistas encaram como mudanças

destrutivas e irreversíveis do clima. Por isso, são

necessárias políticas drásticas. Apesar de

drásticas, elas são viáveis, argumenta a

Comissão de Transições Energéticas - órgão

multissetorial que reúne empresas e

organizações da sociedade civil de países

desenvolvidos e em desenvolvimento -, se forem

implementadas com determinação nas próximas

três décadas.

Infelizmente, a oposição frontal de pessoas como

Trump, e a indiferença de boa parte da

população, não são os únicos obstáculos ao

sucesso. Mesmo algumas pessoas favoráveis à

ação são um problema, porque a causa climática

é, para elas, parte de uma campanha mais ampla

contra o mercado.

Assim, muitos defensores do New Deal Verde

encaram o clima como justificativa para a

economia planificada. Como argumenta o

jornalista britânico Paul Mason: “Os trabalhistas

querem combater a mudança climática por meio

de três mecanismos: gastos estatais, créditos

estatais e comando estatal do sistema financeiro

privado”. Esse enfoque permite que os opositores

argumentem que a esquerda está mais

preocupada em destruir as economias de

mercado do que em salvar o planeta. A confusão

criada pela tentativa de planificar uma economia

para emissões líquidas zero em uma década pode

condenar todas as tentativas de mitigação ao

descrédito.

De qualquer maneira, a mudança climática não

será solucionada por um país. A política pública

tem de ser eficaz, legítima e mundial.

Para ser eficaz, a política pública tem de associar

planificação, regulamentação, pesquisa e

incentivos. Há forte justificativa para os atos do

governo na pesquisa, no planejamento especial e

no campo das finanças. Mas há também

necessidade de adotar incentivos para mudar o

comportamento. A autoridade e o controle

raramente apresentam esse grau de eficácia.

O relatório do FMI sugere que US$ 75 por

tonelada de carbono poderá ser o preço, em

2030, compatível com a manutenção do aumento

da temperatura abaixo de 2°C. Atualmente,

embora haja uma série de providências no

sentido de fixar preços, os próprios preços são,

na maioria, baixos demais e variáveis demais ao

longo do tempo e de país para país para serem

proveitosos. Mas, em princípio, um imposto sobre

o carbono, ou um sistema de transações de

emissões com um piso de preços, é a maneira

mais eficaz (por ser a mais abrangente) de

influenciar as emissões.

Programas que geram receita fiscal devem

também ser atraentes para os políticos, porque o

dinheiro poderá ser usado para outras finalidades

valiosas. Taxar um “mal” (uma forma de

poluição, neste caso) sempre oferece uma

oportunidade de melhorar a taxação ou de elevar

os gastos relevantes.

Uma ideia importante defendida pelo relatório do

FMI é a de que países ricos como China e Índia

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poderão ser especialmente beneficiados com a

redução da poluição ambiental regional, devido

aos benefícios da redução do uso do carvão.

Também é vital que esses países vejam, de fato,

benefícios desse tipo como decorrência do uso

dos impostos sobre o carbono, pois eles terão de

desempenhar um grande papel na

implementação das necessárias reduções das

emissões mundiais (em relação ao valor de

referência). É também nesses países que uma

enorme parte do investimento necessário em

novos sistemas energéticos tem de ser feita. Em

vista disso, os incentivos são de grande

importância.

Para legitimar a política pública, é essencial

indenizar os perdedores. Não é verdade que os

pobres sejam sempre os mais negativamente

afetados pela alta dos preços da energia. Mas os

protestos do restante da população são de

grande importância também. A indenização pela

alta dos preços dos combustíveis tem de ser

visível. E, com o mesmo grau de importância,

uma visão convincente de um futuro melhor tem

de ser oferecida. Do contrário, as mudanças

necessárias na política pública nunca serão

aceitas.

Finalmente, a política pública tem de ser

mundial, com o envolvimento de todas as

maiores economias. Isso cria enormes problemas

de justiça. Nunca alcançaremos uma solução

perfeita, sem dúvida. Mas alguma solução terá de

ser encontrada, com a ajuda generosa dos países

de alta renda aos países emergentes e em

desenvolvimento, principalmente com a

introdução de novas tecnologias. Isso também

levanta uma pergunta relevante: o que deve ser

feito com os que se beneficiam sem arcar com os

custos e, sobretudo, com o maior beneficiário

isento de custos de todos, os aberrantes EUA? A

resposta, em princípio, é clara: essa atitude terá

de ser punida bem severamente. Se aceitarmos,

como devemos, a premência do desafio, essa é

uma decorrência bastante natural.

O que, então, deve ser feito?

Entre as respostas estão um programa de ação

que abrange três décadas, a partir de hoje; o uso

pragmático de todas as ferramentas de política

pública, inclusive incentivos de mercado; a

utilização da receita captada da fixação de preços

sobre o carbono para indenizar os perdedores e

tornar o sistema de impostos e a mitigação

climática mais eficientes; a enfatização dos

benefícios ambientais locais da eliminação do uso

dos combustíveis fósseis; e, sobretudo, o

compromisso com o clima enquanto um desafio

mundial compartilhado. Numa era de populismo

e nacionalismo, será que há alguma possibilidade

de implementar tudo isso? Ela não é óbvia,

infelizmente. Se for assim, teremos de fato

fracassado. Mas os jovens estão, sem dúvida,

certos em esperar coisa melhor. (Tradução de

Rachel Warszawski)

Martin Wolf é editor e principal analista

econômico do Financial Times

https://valor.globo.com/opiniao/coluna/e-

possivel-avancar-na-questao-do-clima.ghtml

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Leilão divide ex-diretores da ANP

O leilão dos excedentes da cessão onerosa

marca, hoje, uma “virada de página” na história

do setor de óleo e gás, ao permitir o acerto de

contas entre a Petrobras e a União sobre a

revisão do contrato da cessão onerosa - uma

novela que se estendeu ao longo de cinco anos e

garantirá à estatal, ao fim, R$ 34 bilhões da

arrecadação da licitação. O diretor-geral da

Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio

Oddone, destaca que a rodada consolida a

retomada da indústria petrolífera no país.

“O leilão dos excedentes é a medida mais

importante, de maior impacto e de

implementação mais complexa adotada no

processo de retomada da indústria de petróleo e

gás no país. É emblemático, representa o

ingresso do Brasil, em grande estilo, na primeira

divisão do mercado mundial de petróleo”, disse.

A cessão onerosa e o leilão dos excedentes

(volumes descobertos que ultrapassam os 5

bilhões que a Petrobras tem o direito de produzir

no pré-sal, como parte de sua capitalização, em

2010), no entanto, dividem opiniões entre os ex-

comandantes da ANP - grupo que inclui de

liberais a nacionalistas.

Primeiro diretor-geral da agência, David

Zylbersztajn acredita que a licitação deve

impulsionar as contratações de bens e serviços e

gerar empregos no país, nos próximos anos,

além de consolidar o Brasil como grande

exportador de petróleo e gerar divisas para o

país. Responsável pela montagem dos primeiros

leilões da ANP, Zylbersztajn, contudo, destaca

que todo o potencial da rodada de hoje não será

suficiente para compensar as perdas geradas

pela decisão do governo PT de suspender, por

cinco anos, o calendário de licitações e cancelar a

8ª Rodada, de 2006, que ofertou áreas com

potencial para pré-sal.

“O leilão é importante pelos seus valores, mas o

potencial de arrecadação é troco em relação ao

que deixou de ser gerado por questões

demagógicas. É irrecuperável. Deixamos de

aproveitar o melhor momento da indústria,

quando não havia o ‘shale gas’ e os EUA eram

dependentes de importações, quando havia

liquidez no mercado internacional e preços do

barril estavam acima de US$ 100. Foi um tempo

perdido”, opina.

Diretor-geral da ANP na época em que o contrato

da cessão onerosa foi assinado, Haroldo Lima

defende o mecanismo que permitiu à estatal

fazer “a maior capitalização do mundo”, de R$

120 bilhões, em 2010. “A cessão onerosa foi

fundamental para fortalecer a Petrobras para os

desafios de desenvolver o pré-sal. Tornou a

Petrobras uma das empresas com maiores

reservas no mundo”, afirma Lima, que critica a

opção do governo por elevar os bônus, em

detrimento de baixos percentuais de óleo

destinados à União - que garantem receitas de

longo prazo.

Magda Chambriard também acredita que a

Petrobras saiu ganhando ao fim da revisão do

contrato da cessão onerosa. “O que ela vai

receber da União [US$ 9 bilhões] é praticamente

o que ela tem investido por ano em exploração e

produção. Foi uma relação ganha-ganha”, disse,

em referência ao que o governo arrecadará com

o leilão dos excedentes. “A Petrobras se tornou

uma companhia muito maior”, completou.

Magda reconhece que o pré-sal trouxe também

ônus à estatal. “A velocidade dos investimentos

no desenvolvimento do pré-sal onerou a

empresa”, disse ela, que questiona os elementos

de incertezas contidos no edital - como a falta de

uma definição prévia sobre o valor da

compensação devida pelas vencedoras à

Petrobras.

A ex-diretora acredita que, sem a figura da

Petrobras e do poder público, na época, não teria

sido possível desenvolver o pré-sal. E lembra que

foi com recursos de pesquisa e desenvolvimento

da estatal que foram perfurados os poços que

confirmaram as descobertas de Mero e Búzios,

dois dos campos do pré-sal mais promissores.

“Na ocasião convidei petroleiras privadas para

fazer a perfuração e a resposta sistemática delas

era: ‘o que ganho com isso?’”, revela.

A rodada ofertará quatro áreas, com volumes já

descobertos, por R$ 106,5 bilhões em bônus. A

Petrobras manifestou intenção de adquirir as

áreas de Búzios e Itapu e desponta como

protagonista da licitação. Até à noite de ontem,

haviam ao menos seis ações contra o leilão dos

excedentes e a 6ª Rodada de partilha (marcada

para amanhã), de acordo com o escritório de

advocacia Mattos Filho. Nenhuma liminar havia

sido concedida. https://valor.globo.com/empresas/noticia/2019/11/06/leilao-divide-ex-diretores-da-anp.ghtml Voltar ao Sumário

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Megaleilão testa confiança do investidor na

Petrobras

O megaleilão de excedentes da cessão onerosa

vai testar a confiança dos gestores e investidores

na Petrobras na bolsa. As incertezas quanto ao

interesse de petroleiras estrangeiras no certame

e a dúvida sobre o tamanho da participação da

própria estatal estimulam uma parte do mercado

a adotar uma postura de mais cautela, o que

explica a queda recente do preço das ações. De

todo modo, é consenso que o leilão tem potencial

para reforçar o cenário positivo para a companhia

no médio prazo, se mantido o seu compromisso

com a eficiência.

Só ontem, a Petrobras registrou baixa de 1,27%

na ação ordinária (ON) e de 2,34% na

preferencial (PN), conduzindo o próprio Ibovespa

ao vermelho, já que a estatal tem, sozinha,

11,4% de participação no índice. Desde o início

de outubro, a aproximação do megaleilão fez a

PN - papel mais líquido e, no geral, mais operado

por investidores locais - cair 2,44%; no mesmo

intervalo, a ON cede 0,46%, ligeiramente menos

sensível por causa da robusta movimentação do

investidor estrangeiro.

“É difícil não ter Petrobras na carteira, olhando

a sua atuação”, afirma um gestor com posição

nas ações

Uma participação menor das petroleiras

estrangeiras no megaleilão poderá provocar uma

pressão vendedora adicional nos papéis da

Petrobras, porque esse interesse é encarado

como um termômetro do sucesso do certame.

Segundo um gestor, a entrada de estrangeiros

em negócios desse tipo é vista, em geral, como

sinal de “validação”. Depois da desistência da

francesa Total e da britânica BP, o investidor vai

monitorar, portanto, a demanda de companhias

chinesas e outras gigantes como ExxonMobil e

Shell.

“O mercado está bem cauteloso em relação ao

leilão, depois que a Total e a BP afirmaram que

não participariam. Isso levanta receio porque o

investidor teme um leilão não tão aquecido e

disputado. Além disso, um grupo de petroleiros

entrou com uma ação popular pedindo a

suspensão do leilão. Como o papel da Petrobras

já vem de um bom ‘rali’ nesses últimos dias, tem

quem prefira ter mais cuidado e embolsar os

lucros”, afirma Eduardo Prado, sócio da RJ

Investimentos.

Para o caso de o certame registrar uma baixa

adesão de petroleiras estrangeiras, a principal

preocupação é que a Petrobras aumente a sua

fatia nos blocos para garantir o sucesso da

licitação. Se a empresa surpreender e

demonstrar interesse por percentuais muito

elevados, acima de 50% em cada bloco, por

exemplo, gestores não descartam uma reação do

mercado, já que cresceriam as estimativas de

gastos da empresa, compressão do balanço e até

mesmo menor distribuição de dividendos.

Esse movimento seria particularmente ruim em

um momento em que a companhia persiste em

uma trajetória de aumento da produção em

conjunto com controle da dívida e venda de

ativos. “No caso da adesão estrangeira ser muito

baixa, ela [Petrobras] poderá decidir aumentar a

sua fatia e essa é uma preocupação justa do

investidor, porque faz crescer o capex

[investimentos]”, afirma um gestor que preferiu

não ser identificado.

Ainda assim, profissionais acreditam que uma

eventual pressão nas ações ficaria restrita ao

curto prazo, porque dificilmente a Petrobras vai

se desviar do seu projeto de ser uma empresa

mais eficiente. Além disso, ter a estatal como

protagonista do leilão pode não ser algo

necessariamente ruim - a empresa já é o grande

participante da disputa, ao ter exercido o direito

de preferência em duas áreas que serão

ofertadas, atuando como operadora com 30% de

participação nos blocos de Búzios e Itapu. Ou

seja, a Petrobras já detém vantagem competitiva

relevante na concorrência com as demais

companhias.

Um gestor independente, que prefere não ser

identificado, conta que reduziu recentemente a

sua exposição à estatal na bolsa, mas não por

uma perda de confiança na companhia, e sim

porque ela já se valorizou bastante: no ano, a ON

sobe 29,3%, enquanto a PN ganha 32,1% -

movimento que só não foi mais forte porque,

como ação altamente líquida, ela oscilou ao sabor

do exterior, marcado pela aversão ao risco ao

longo do ano.

Para esse gestor, os papéis continuarão

respondendo, no tempo, às oscilações dos preços

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Data: 06/11/2019

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internacionais do petróleo e aos fundamentos da

companhia, que hoje mantém foco em reduzir

sua dívida via venda de ativos, corte de custos e

aumento da produção.

“É difícil não ter Petrobras na carteira, olhando a

sua atuação. Ela e o governo têm uma agenda

que nos deixa confortável para investir. Só

diminuímos exposição porque começamos o ano

com o petróleo a US$ 40 o barril, e o preço agora

está em US$ 60. Como o preço do papel reflete

isso e sobe, a gente reduz posição, para manter

a disciplina. Mas 2020 será um novo ano muito

bom para a empresa, sem dúvida”, diz. No ano

até agora, a valorização do petróleo Brent é de

13,8%.

Embora seja particularmente diferente e maior

do que o usual, o megaleilão de excedentes da

cessão onerosa faz parte de um processo

“altamente rotineiro” no setor de petróleo e gás e

há questões mais importantes para os

investidores da Petrobras, como a política de

preços dos combustíveis, afirma Pavel

Molchanov, analista de ações do banco

americano Raymond James.

“Para reafirmar um ponto que já dissemos antes:

o compromisso declarado do presidente Jair

Bolsonaro com a autonomia dos preços na

Petrobras parece instável”, reforça ele, que

mantém a recomendação equivalente ao neutro

para as ações da estatal.

Um outro gestor que também detém uma posição

nas ações da Petrobras afirma ter confiança de

que a companhia gerida por Roberto Castello

Branco “vai continuar entregando bons

resultados”, fruto de um crescimento do volume

de produção e do corte de custos. “Nossa opinião

é que o mercado no geral está um pouco

pessimista demais com o leilão dos excedentes”,

afirma ele. “Não acreditamos que a empresa fará

nenhuma loucura.”

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2019/1

1/06/megaleilao-testa-confianca-do-investidor-

na-petrobras.ghtml

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Data: 06/11/2019

87

Grupo de Comunicação

Após compra da TAG, Engie lucra R$ 742,7

milhões

Lucro líquido no terceiro trimestre cresceu 56,2%

ante igual período de 2018

Em seu primeiro resultado trimestral que contou

com a contribuição da operação da

Transportadora Associada de Gás (TAG),

adquirida da Petrobras, a Engie Brasil Energia

(EBE) reportou lucro líquido de R$ 742,7 milhões

no terceiro trimestre, alta de 56,2% ante igual

período de 2018. Na mesma comparação, o

Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros,

impostos, depreciação e amortização) aumentou

55,1%, para R$ 1,581 bilhão, e a receita líquida

cresceu 0,2%, totalizando R$ 2,494 bilhões.

Segundo o diretor-presidente da companhia,

Eduardo Sattamini, o resultado foi impactado

positivamente por um efeito não recorrente. No

período, a EBE executou a garantia contra um

prestador de serviço de engenharia pelo atraso

na conclusão da termelétrica a carvão de Pampa

Sul (RS), de 345 megawatts (MW) de

capacidade, no valor de R$ 321 milhões.

Mesmo desconsiderando esse efeito, porém, o

resultado recorrente também veio forte, com

crescimento de 25,4% do Ebitda e de 14,4% do

lucro. De acordo com o executivo, o desempenho

foi impactado pelo início de operação dos

complexos eólicos de Campo Largo 1 (no fim de

2018) e Umburanas (em abril de 2019), ambos

na Bahia, e de Pampa Sul, em junho deste ano.

Também contribuiu para o resultado a operação

da TAG, cuja aquisição foi concluída em junho. A

EBE, junto com sua controladora, a francesa

Engie, e o fundo canadense Caisse de Dépôt e

Placement du Québec (CDPQ), adquiriu 90% da

subsidiária da Petrobras dona de uma rede de

4,5 mil km de gasodutos, por cerca de US$ 8,5

bilhões. A EBE tem agora 29,25% na

transportadora de gás. “A TAG já contribui

positivamente neste trimestre”, afirmou

Sattamini, ao Valor.

Segundo ele, a EBE planeja participar do próximo

leilão de linhas de transmissão da Agência

Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no fim do

ano, além de avaliar oportunidades de aquisições

de projetos de terceiros já leiloados. “Temos

ambição de crescimento na área de transmissão.

Estamos olhando tanto as oportunidades de

novas linhas, quanto de M&A [fusões e

aquisições]”, completou.

O executivo explicou que, mesmo após a compra

da TAG, a EBE tem fôlego para investimentos.

“Estamos em um nível razoável de cruzeiro. Isso

não quer dizer que não vamos assumir uma

dívida para fazer um novo empreendimento. Esse

espaço que ainda temos é o espaço para

podermos trabalhar novos empreendimentos

greenfield [do zero]. É uma estrutura ótima de

capital, em que temos endividamento, mas ele

não pressiona o nosso rating de crédito”. A EBE

aprovou ainda o pagamento de R$ 1,247 bilhão

em dividendos intercalares do primeiro semestre

(R$ 893,4 milhões) e juros sobre capital próprio

(R$ 354 milhões).

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2019/1

1/06/apos-compra-da-tag-engie-lucra-r-7427-

milhoes.ghtml

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Data: 06/11/2019

88

Grupo de Comunicação

Distribuidoras querem antecipar fim dos

contratos com usinas a óleo

Sugestão faz parte de um pacote preparado pela

Abradee para redução das tarifas de energia

As distribuidoras de energia elétrica elaboraram

um conjunto de propostas para reduzir a tarifa de

energia em 5% até 2020. O material abarca

ainda outras medidas que visam evitar o

aumento também de 5% na conta de luz nos

próximos anos. Com isso, o grupo de sugestões

pode gerar um efeito benéfico ao consumidor

final de até 10%.

As propostas, elaboradas pela Associação

Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica

(Abradee), foram apresentadas à Agência

Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao

Ministério de Minas e Energia (MME), que, desde

do ano passado, adotaram uma agenda de

desoneração da tarifa de energia.

Segundo o presidente da Abradee, Marcos

Madureira, as sugestões também estão sendo

apresentadas no Congresso, nas discussões de

projetos de leis que possuem relação com os

temas.

De acordo com a Abradee, entre as sugestões no

campo da redução tarifária, a medida com maior

potencial é a antecipação do encerramento de

contratos de compra de energia das

distribuidoras com termelétricas a óleo

combustível, caras e ineficientes. Pelos cálculos

da associação, o fim antecipado desses contratos

pode resultar em uma diminuição de cerca de 3%

nas tarifas.

O governo já pretende realizar em março de

2020 um leilão para contratar térmicas a gás e

carvão, em substituição das usinas a óleo

combustível. Essa substituição, porém, está

prevista para entrar em vigor apenas a partir de

2024.

Outra proposta, com potencial de redução de

1%, envolve ajustes mais técnicos. São eles a

revisão do mecanismo de compensação de

energia comprada em um submercado e gerada

em outro (cuja exposição é repassada à tarifa) e

mudanças nos critérios de sazonalização

(distribuição mensal do volume de energia) da

garantia física de Itaipu e das hidrelétricas que

operam sob o regime de cotas. São dois

mecanismos técnicos dos quais as distribuidoras

não têm gerência, mas que afetam diretamente a

tarifa.

A última medida proposta pela entidade, também

com potencial de redução de 1%, é a eliminação

da bitributação de PIS e Cofins nas tarifas de

energia. Essa eliminação pode ser tratada no

âmbito da reforma tributária em trâmite no

Congresso.

Com relação às medidas que visam evitar o

aumento de 5% nas tarifas, uma já está mais

avançada na Aneel. Trata-se da revisão das

regras para o uso de sistemas de geração

distribuída (GD), como os painéis solares em

residências ou em localidades que atendam

diretamente o consumidor final. A proposta da

agência prevê que os usuários desses sistemas

passem a pagar a tarifa de uso do sistema de

distribuição (tusd) relativa a energia injetada na

rede. Segundo a Abradee, a revisão das regras

evitará aumentos da ordem de 2% na tarifa.

Os demais 3% de aumento evitados poderão vir

do ajuste da alocação da contratação de

suprimento de energia entre os mercados

regulados (das distribuidoras) e livre (aquele em

que os consumidores podem escolher de quem

comprar energia, a exemplo do setor de

telefonia).

De caráter técnico, esse ajuste estaria

relacionado à separação da contratação de lastro

(capacidade) e energia, mecanismo previsto na

reforma do setor elétrico, em elaboração pelo

ministério. Segundo Madureira, com a separação,

no futuro, o mercado livre terá que pagar pela

contratação de lastro, o que atualmente ocorre

apenas com as distribuidoras. A contratação

futura de lastro, explicou o presidente da

Abradee, não pode ser de forma igual, porque as

distribuidoras já contratam o lastro. “O mercado

regulado já tem lastro contratado”, afirmou.

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2019/1

1/06/distribuidoras-querem-antecipar-fim-dos-

contratos-com-usinas-a-oleo.ghtml

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Data: 06/11/2019

89

Grupo de Comunicação

Acordo sobre hidrelétrica de Itaipu deve sair

neste mês

Governos de Brasil e Paraguai esperam chegar a

consenso sobre ata bilateral

O Brasil e o Paraguai deverão chegar a um

acordo sobre a ata bilateral relativa à contratação

de energia de Itaipu até o fim deste mês, prevê o

diretor-geral da parte brasileira da hidrelétrica,

general Joaquim Silva e Luna. O documento trata

da contratação de energia da usina pelos dois

países em 2019 e estabelece novos volumes para

os anos seguintes. A demora em um consenso

afeta o faturamento da segunda maior

hidrelétrica do planeta, de 14 mil megawatts

(MW) de capacidade, atrás apenas da usina de

Três Gargantas, na China, de 22 mil MW.

“Está sendo negociado. Não há impasse.

Logicamente uma negociação é um avanço

paulatino. A expectativa é que antes mesmo do

final deste mês se chegue a um entendimento”,

afirmou Silva e Luna em entrevista ao Valor.

Segundo o general, o acordo voltou a ser

negociado em nível técnico, entre a Eletrobras e

a Administración Nacional de Electricidad (Ande).

As duas partes negociam novas bases para a ata

bilateral.

A ideia é que cada parte informe adequadamente

o volume de energia que pretende utilizar da

usina por ano e pague o valor correto por isso.

Hoje, sem um contrato em vigor, a Ande declara

uma necessidade de energia de Itaipu inferior ao

necessário e completa sua demanda com a

energia produzida pela hidrelétrica, cujo custo é

mais baixo.

Até que as partes cheguem a um acordo,

Eletrobras e Ande pagam a Itaipu o valor que

julgam ser adequado ao volume de energia que

entendem necessitar da hidrelétrica. Com isso,

existe um volume de energia controverso

referente à usina que não está sendo faturado.

Um acordo estava sendo negociado em meados

do ano. Um impasse do lado paraguaio, porém,

quase provocou o impeachment do presidente do

país, Mario Abdo Benítez, e fez as negociações

voltarem ao estágio inicial, tendo sido acionados

os ministérios das relações exteriores dos dois

países.

Há pouco mais de oito meses à frente da parte

brasileira de Itaipu, o general já obteve uma

economia de R$ 600 milhões com sua gestão,

cujo objetivo é tornar a hidrelétrica mais enxuta

e competitiva.

O ganho de eficiência, destacou o executivo, é

importante diante da possibilidade de a energia

de Itaipu vir a ser negociada no mercado a partir

de 2023, quando termina o pagamento da dívida

de construção da hidrelétrica e vence o Anexo C

do Tratado de Itaipu, que trata das bases

comerciais da energia da usina.

Ele explicou que, a depender do que for decidido

na revisão do Anexo C, a energia de Itaipu

poderá ser comercializada no mercado. A venda

da energia da usina seria feita pela Eletrobras ou

pela empresa que suceder a estatal, caso esta

seja privada. Hoje a energia de Itaipu é

comercializada em cotas para distribuidoras das

regiões Sul e Sudeste do país.

“Terminando o pagamento da dívida [de

construção de Itaipu, que é agora no início de

2023], a empresa estará em condições de entrar

nesse complexo e competitivo mercado de

energia elétrica”, afirmou o diretor-geral.

Com relação às negociações de revisão sobre o

Anexo C do Tratado de Itaipu, o general contou

que a expectativa do lado brasileiro é chegar ao

fim de 2021 com todos os estudos já concluídos.

Assim, explicou, o governo terá um período

confortável para negociar a revisão do anexo até

2023, quando vence o contrato.

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2019/1

1/06/acordo-sobre-hidreletrica-de-itaipu-deve-

sair-neste-mes.ghtml

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Data: 06/11/2019

90

Grupo de Comunicação

Liberdade econômica ambiental

Desde a edição da Medida Provisória nº

881/2019 até a publicação da versão final da Lei

de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019)

muitos questionamentos surgiram sobre os

reflexos na área ambiental, especialmente sobre

possível flexibilização ao setor econômico.

Não para menos. Em um ano em que o meio

ambiente ganhou as capas dos jornais, as

preocupações sobre um possível afrouxamento

das regras regulamentadoras são, de fato e por

oportuno, muito legítimas.

O que deve sempre prevalecer é a máxima

segurança jurídica do empreendedor e, em

consequência, do meio ambiente

A realidade, todavia, é que as disposições da lei

não podem deixar de ser interpretadas com base

no ordenamento jurídico existente e específico da

temática. A interpretação sistemática e

teleológica ganha, aqui, um significado especial.

É o que acontece, em primeiro lugar, na polêmica

disposição sobre a dispensa de “atos públicos de

liberação de atividade de baixo risco”, cujo

conceito foi atribuído à regulamentação do ente

estadual, distrital ou municipal ou,

residualmente, ao Poder Executivo federal.

Na vigência da MP nº 881/2019, inclusive, já

havia sido publicada a Resolução nº 51/2019,

versando sobre a definição de “baixo risco”,

consistente em uma conjugação de fatores de

risco em prevenção contra incêndio e pânico,

segurança sanitária e controle ambiental sendo

previsto, no Anexo I, a listagem de atividades

consideradas de baixo risco sanitário e

ambiental.

Na prática, entretanto, será fundamental a

verificação caso a caso considerando a legislação

aplicável, inclusive em nível municipal e o

impacto/porte da atividade no âmbito do

licenciamento ambiental para evitar risco na

operação que, embora dispensada de autorização

pela Lei de Liberdade Econômica, pode estar

sujeita a alguma autorização/licença específica

pela legislação ambiental.

Outro ponto de discussão diz respeito à

possibilidade de autorização ambiental tácita

diante do silêncio administrativo, após

cientificação do interessado e desde que

apresentados os elementos para instrução do

processo (artigo 3º, IX). Pela legislação

ambiental, a aprovação tácita de licenças é

expressamente vetada pela Lei Complementar nº

140/2011, que prevê que o decurso dos prazos

de licenciamento, sem a emissão da licença

ambiental, não implica emissão tácita nem

autoriza a prática de ato que dela dependa ou

decorra, mas instaura a competência supletiva

(artigo 14, parágrafo 3º).

Na MP que antecedeu a lei, havia expressa

menção à referida lei complementar, prevendo

que o prazo específico de análise não se

confundia com os prazos para emissão de licença

ambiental (artigo 3º, parágrafo 9º). Diante do

conflito, o dispositivo da MP foi vetado, sob a

justificativa de que não contemplava de forma

global as questões ambientais. Na exposição de

motivos, foi fundamentado pela sua

inconstitucionalidade por violação à prevenção

ambiental, especialmente nos casos de exigência

de prévio estudo de impacto ambiental.

Após a publicação da lei, as discussões permeiam

sobre a possibilidade de que a aprovação tácita

possa se aplicar para autorizações (e não

licenças), como de supressão de vegetação, de

órgãos intervenientes, entre outras. E, até

mesmo, nos casos de renovação de licenças em

que não houver alteração de impacto da

atividade licenciada, cujos pedidos tenham sido

protocolados antes da validade, mas

posteriormente à antecedência de 120 dias de

sua expiração. Afinal, a Lei Complementar nº 140

veda a emissão tácita somente para os casos de

emissão de licença ambiental, sendo omissa em

relação às autorizações e/ou renovações.

Vale lembrar que esse tema está, inclusive,

dentre as polêmicas discussões do Projeto de Lei

Geral do Licenciamento Ambiental (PL nº

3.729/2004). É também o que foi proposto pelo

senador Márcio Bittar no Projeto de Lei

Complementar nº 71/2019, tendente à alteração

do parágrafo 3º do artigo 14 da Lei

Complementar nº 140 para dispor que o decurso

dos prazos de licenciamento, sem a emissão da

licença ambiental, implica emissão tácita e

autoriza a prática de ato que dela dependa ou

decorra.

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Data: 06/11/2019

91

Grupo de Comunicação

O projeto que está, atualmente, na Comissão de

Meio Ambiente do Senado Federal teve sugestão

de emenda para que a emissão tácita seja

aplicável apenas para os empreendimentos que

sejam, simultaneamente, de pequeno porte e

baixo potencial poluidor, e desde que o

empreendedor demonstre o atendimento a

regras gerais de controle ambiental e

cumprimento das normas de uso e ocupação do

solo.

Outro aspecto importante, embora pouco

suscitado pela mídia especializada, foi a tentativa

da lei de evitar que ocorra transferência de

obrigações públicas aos particulares na figura de

“medidas compensatórias e mitigadoras”

abusivas, inclusive em situações em que a

atividade não causar impacto ao que se pretende

impor. Situações essas que, para quem milita na

área, sabe que não são incomuns.

Ao fim e ao cabo, o que deve sempre prevalecer

é a máxima segurança jurídica do empreendedor

e, em consequência, do meio ambiente, que não

pode ficar sujeito às interpretações inconstantes

de órgãos reguladores ou divergências entre

normas plenamente válidas e eficazes. A análise

concreta de riscos e das regras aplicáveis ao caso

assumem papel fundamental nesse contexto,

minimizando chances de questionamento

posterior ou responsabilização indevida.

Luciana Gil Ferreira e Patrícia Mendanha Dias

são, respectivamente, sócia e advogada da área

Ambiental do Bichara Advogados

https://valor.globo.com/legislacao/noticia/2019/

11/06/liberdade-economica-ambiental.ghtml

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