3 comentario biblico espositivo do antigo testamento warren w. wiersbe-volume-iii-poeticos

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  1. 1. P o t ic o s
  2. 2. C o m en trio B blico Expositivo Antigo Testamento Volume III Poticos W arren W . W iersbe T r a d u z i d o p o r S u s a n a E. K la s s e n IaEdio 5aImpresso Geogmfa Santo Andr, SP - Brasil 2010
  3. 3. Comentrio Bblico Expositivo Categoria: Teologia / Referncia Copyright 2001 por Warren W. Wiersbe Publicado originalmente pela Cook Communications Ministries, Colorado, e u a . Ttulo Original em Ingls: The Bible Exposition Commentary - Old Testament: Wisdom and Poetry Preparao: Liege Maria de S. Marucci Reviso: Thefilo Vieira Capa: Douglas Lucas Diagramao: Viviane R. Fernandes Costa Impresso e Acabamento: Geogrfica Editora Os textos das referncias bblicas foram extrados da verso Almeida Revista e Atualizada, 2 a edio (Sociedade Bblica do Brasil), salvo indi cao especfica. A I a edio brasileira foi publicada em maio de 2006. Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Wiersbe, Warren W. Comentrio Bblico Expositivo : Antigo Testamento : volume III, Poticos / Warren W. Wiersbe ; traduzido por Susana E. Klassen. - Santo Andr, SP : Geogrfica editora, 2006. Ttulo original: The Bible Exposition Commentary - Old Testament: Wisdom and Poetry ISBN 85-89956-51-2 1. Bblia A.T. - Comentrios I. Ttulo. 06-3700 CDD-221.7 ndice para catlogo sistemtico: 1. Antigo Testamento : Bblia : Comentrios 221.7 2. Comentrios : Antigo Testamento : Bblia 221.7 Publicado no Brasil com a devida autorizao e com todos os direitos reservados pela: Geo-Grfica e editora ltda. Av. Presidente Costa e Silva, 2151 - Pq. Capuava - Santo Andr - SP - Brasil Site: www.geograficaeditora.com.br
  4. 4. S u m r io J .................................................................................................................... 7 Sa l m o s ........................................................................................................ 85 P ro v r bio s............................................................................................... 362 Eclesiastes.................................................................................................4 49 C n t ic o d o s C n t ic o s de Sa l o m o ...................................................512
  5. 5. J S em dvida, muitos j ouviram falar de J e de suas provaes, mas poucos sabem o que elas significam e o que Deus estava procurando realizar por meio delas. Tambm so poucos os que entendem que J sofreu desse modo para que o povo de Deus, nos dias de hoje, aprenda com suas experincias a ser paciente em meio ao sofrimento e a perseverar at o fim. Quando resolvi escrever sobre J, co mentei com minha esposa: "Fico imaginan do quanto sofrimento teremos de suportar para que eu possa escrever este livro". (No desejo escrever nem pregar de maneira im pessoal ou acadmica. Se a Palavra no se tornar real para mim, no serei capaz de torn-la real para outros.) Mal sabamos as tribulaes que Deus permitiria que passs semos! No entanto, testemunhamos que Deus fiel, responde a oraes e sempre tem em mente um propsito maravilhoso (Jr 29:11). Talvez voc tambm tenha de passar pela fornalha a fim de estudar o Livro de J e de compreender, de fato, sua mensagem. Se esse for o caso, no tema! Pela f, diga como J: "Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro" (J 23:10). O ouro no teme o fogo. Tudo o que quei mado e fica para trs na fornalha no vale coisa alguma. Ao estudarmos juntos o Livro de J, es pero que duas coisas se realizem em sua vida: que voc aprenda a ser paciente em meio a suas provaes e que aprenda a aju dar a outros em meio s dificuldades deles. Estamos cercados de pessoas necessitando de encorajamento, e Deus pode estar prepa rando voc exatamente para esse ministrio. De qualquer modo, espero que este livro venha a ajud-lo. Lord Byron acertou em cheio quando escreveu: "A verdade sempre estranha; mais estranha do que a fico". O Livro de J no uma fico religiosa. J no foi um personagem imaginrio, mas sim uma pessoa real; tanto Ezequiel (14:14, 20) quanto Tiago (5:11) do testemunho desse fato. Uma vez que foi um homem real, com experincias reais, J capaz de nos contar aquilo que precisamos saber sobre a vida e os problemas no mundo real.
  6. 6. C o m e a o D ram a J i - 3 1 Tendes ouvido da pacincia de J (Tg5:11) O s trs primeiros captulos apresentam o homem chamado J e revelam qua tro fatos importantes sobre ele. 1. A PROSPERIDADE DE J (J 1:1-5) E bem provvel que a terra de Uz ficasse prxima a Edom (Lm 4:21). Elifaz, um dos amigos de J, veio de Tem, um lugar associa do aos edomitas (J 2:11; Cn 36:11). Seu carter (1:1). J era "ntegro e reto" (J 1:1). No era um indivduo sem pecados, pois essa uma caracterstica que ningum pode requerer para si. Porm, seu carter era maduro e pleno, e sua conduta, "reta". O termo "integridade" outra palavra impor tante em J (2:3, 9; 27:5; 31:6). Pessoas nte gras so indivduos completos, sem qualquer hipocrisia ou duplicidade. J manteve sua integridade diante das acusaes de seus amigos e do silncio de Deus, e, por fim, o Senhor o justificou. J era um homem "temente a Deus e que se desviava do mal"; esse era o alicerce de seu carter. "Eis que o temor do Senhor a sabedoria, e o apartar-se do mal o enten dimento" (28:28). Temer ao Senhor significa respeit-lo por seu carter, seus atos e suas palavras. Esse temor no o medo que faz o escravo encolher-se diante de seu senhor, mas sim a reverncia amorosa de um filho diante do pai, um respeito que conduz obedincia. Nas palavras de Oswald Cham- bers: "O mais extraordinrio a respeito do temor a Deus que, quando tememos a Deus, no temos medo de nada. Ao passo que, se no temermos a Deus, teremos medo de tudo". Sua famlia (1:2). J possua uma famlia prspera. Os acontecimentos do livro desen rolam-se na poca dos patriarcas, quando uma famlia grande era considerada uma bno de Deus (Cn 12:2; 13:16; 30:1). Os filhos de J deviam gostar de passar tempo juntos, ten do em vista que se reuniam com freqncia para comemorar seus aniversrios, indicando que J e sua esposa educaram bem seus fi lhos. O fato de o patriarca oferecer sacrifcios especiais depois de cada aniversrio no indi ca que fossem comemoraes mpias. Mos tra, apenas, que J era um homem piedoso e desejava se certificar de que tudo em sua fa mlia estava em ordem diante de Deus. Seus bens materiais (1:3). Naquele tem po, a riqueza era medida principalmente em termos de terras, animais e servos; e J pos sua os trs em abundncia. Porm, sua rique za no o afastou de Deus. Ele reconheceu que o Senhor havia lhe dado todos os seus recursos (J 1:21) e usou sua riqueza com generosidade para beneficiar a outros (4:1- 4; 29:12-17; 31:16-32). J no teria proble ma algum em obedecer quilo que Paulo escreveu em 1 Timteo 6:6-19. Seus amigos (2:11). Apesar de ser verda de que os trs amigos de J o magoaram profundamente, ainda assim, eram seus ami gos. Quando ficaram sabendo das tragdias ocorridas na famlia de J, vieram de lugares distantes para visit-lo e sentaram a seu lado em silncio, demonstrando compaixo por ele. Seu erro foi achar que precisavam en contrar uma justificativa para a situao de J e lhe dizer como mud-la. Henry Ford disse: "Meu melhor amigo aquele que faz aflorar o que h de melhor em mim"; mas os amigos de J fizeram aflorar o que havia de pior nele. No fim das contas, porm, J e seus amigos se reconciliaram (42:7- 10), e quero crer que seu relacionamento tor nou-se ainda mais profundo. Sem dvida, os amigos verdadeiros so um grande tesouro. 2. A ADVERSIDADE DE J (J 1:6-19) Em um nico dia, J foi privado de suas rique zas. Um aps o outro, quatro mensageiros
  7. 7. J 1 - 3 9 assustados relataram que 500 juntas de bois, 500 jumentos e 3 mil camelos foram rouba dos em ataques inimigos; 7 mil ovelhas fo ram atingidas por raios e mortas e todos os seus 10 filhos foram mortos por um venda- val. O rei Salomo estava certo: "Pois o ho mem no sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traioeira e como os passarinhos que se prendem com o lao, assim se enredam tambm os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles" (Ec 9:12). J sabia o que havia acontecido, mas no sabia por que isso havia ocorrido; esse era o "x" da questo. Uma vez que o autor nos permite visitar a sala do trono no cu e ouvir Deus e Satans conversando, sabemos quem causou a destruio e por que ele teve per misso de faz-lo. Mas, se no tivssemos esse insight, bem provvel que usaramos a mesma abordagem dos trs amigos culpan do J pela tragdia. Essa cena revela vrias verdades relevan tes, sendo uma das principais que Deus soberano sobre todas as coisas. Ele est as sentado em seu trono no cu, os anjos fazem sua vontade e lhe prestam contas; nem mes mo Satans pode fazer coisa alguma contra o povo de Deus sem a permisso divina. O "Todo-Poderoso" um dos nomes mais im portantes de Deus em J e usado trinta e uma vezes nesse livro. Desde o princpio, o autor nos faz lembrar que no importa o que venha a acontecer neste mundo e em nossa vida, Deus est assentado em seu trono e tem todas as coisas sob controle. Outra verdade - talvez at surpreenden te - que Satans tem acesso ao trono de Deus no cu. Graas ao Paraso Perdido de John Milton, muita gente tem a idia equivo cada de que Satans reina sobre este mundo a partir do inferno ("Melhor reinar no infer no/ do que servir no cu"). Mas Satans s ser lanado no lago de fogo depois do juzo final (Ap 20:1 Oss). Hoje, ele tem liberdade de rodear a terra (J 1:7; 1 Pe 5:8) e at mesmo de ir presena de Deus no cu. A terceira verdade a mais importante de todas: ao contrrio de Satans, Deus no en controu qualquer culpa em J. A declarao de Deus em J 1:8 repete a descrio de J no versculo 1, mas Satans a questionou. A palavra "Satans" significa "adversrio, aque le que se ope lei". Trata-se de uma cena num tribunal, em que Deus e Satans do veredictos diferentes sobre J. Ao estudar este livro, devemos ter