of 25 /25
TelesCarvalho Assessoria Jurídica _____________________________________________________________ ____________ EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA ___ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ____________________/SP. XXXXXXXXXX, brasileiro, casado, professor, portador do RG nº XXXXXXXXX SSP SP, inscrito no CPF/MF sob o nº XXXXXXX, residente e domiciliado na Rua XXXXXXXXXXXXXXX ----------/SP - CEP: ____________ vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por sua advogada que esta subscreve propor AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VEÍCULO em face do BANCO xxxxxxxx FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, inscrito no CNPJ nº XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, com sede na Rua XXXXXXXXXXXXXXXX, 1

Ação revisional de financiamento de veículos

Embed Size (px)

Text of Ação revisional de financiamento de veículos

  • 1. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 1 EXCELENTSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA ___ VARA CVEL DA COMARCA DE ____________________/SP. XXXXXXXXXX, brasileiro, casado, professor, portador do RG n XXXXXXXXX SSP SP, inscrito no CPF/MF sob o n XXXXXXX, residente e domiciliado na Rua XXXXXXXXXXXXXXX ----------/SP - CEP: ____________ vem respeitosamente presena de Vossa Excelncia, por sua advogada que esta subscreve propor AO REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VECULO em face do BANCO xxxxxxxx FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, inscrito no CNPJ n XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, com sede na Rua XXXXXXXXXXXXXXXX, Vila XXXXXXXXXXXXXXXX, So Paulo/SP, CEP: 04.272-300, pelas razes de fato e de direito que passa a expor:

2. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 2 I PRELIMINARMENTE 1.1 Da Justia Gratuita Com fundamento no artigo 4 da Lei 1.060/50, o Autor esclarece que no dispe de recursos financeiros suficientes para arcar com as custas processuais sem que implique em prejuzo para seu prprio sustento e de sua famlia (Doc.02). Desse modo, baseando-se nos princpios constitucionais e na Lei acima citada que garantem o acesso ao Judicirio, o Autor requer sejam concedidos os benefcios da Justia Gratuita. II DOS FATOS O Autor aderiu em 19.04.2012 ao contrato de financiamento, pela modalidade CDC Alienao fiduciria, sob o n XXXXXXXXXXXXXXXx, por meio do qual lhe foi concedido pelo Ru crdito no valor de R$ XXXXXXXXXXXXXXX, para aquisio de um automvel, marca FIAT, modelo XXXXXXXXXXXXXXXXXX cor CINZA ano XXXX - placa XXX0000, com pagamento previsto para 48 (quarenta e oito) parcelas mensais e sucessivas no valor de R$ ... centavos), vencveis entre 19.05.2012 e 19.05.2016. Contudo, aps efetuar o pagamento de 14 parcelas do contrato, o Requerente recebeu uma cpia do contrato firmado, e podendo analisar o instrumento com auxlio jurdico, constatou a prtica de cobranas ilegais e jamais informadas que majoram indevidamente o valor total do financiamento, e consequentemente, das prestaes mensais assumidas. o caso das cobranas discriminadas no prembulo do contrato em Caractersticas da Operao, a saber: do I.O.F na forma financiada e sem indicao do percentual do tributo, no valor de R$ ...centavos), da TAG AUTO E 3. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 3 MOTOS, no valor de R$ 990,00 (novecentos e noventa reais), e Cadastro, no valor de R$ ....), majorando o custo da operao em um importe total de R$ .... centavos). Vale frisar que ao caso concreto aplicam-se as disposies do Cdigo de Defesa do Consumidor, pois o autor, ao contratar com o ru, adquiriu os servios como destinatrio final (CDC, art.2, caput). Veja que o Cdigo de Defesa do Consumidor tambm se aplica s instituies financeiras, na esteira do entendimento sumulado do c. Superior Tribunal de Justia (verbete 297): O Cdigo de Defesa do Consumidor aplicvel s instituies financeiras. Deste modo direito do autor a reviso contratual, nos termos do artigo 6, inciso V do CDC. Imperiosa a interveno jurisdicional espcie, para que sejam declaradas nulas as tarifas indevidamente cobradas com a consequente reviso do valor da prestao mensal, garantindo o direito bsico do consumidor modificao das clusulas contratuais desproporcionais insculpido no art. 6, V, do Cdigo de Defesa do Consumidor. Destarte, passa-se a analise mais detalhada do direito do Autor modificao contratual. III DO DIREITO 3.1 DA NULIDADE DA COBRANA DOS VALORES DE TAG AUTO E MOTO E CADASTRO. No que diz respeito a denominada TAG AUTO E MOTO, no abusivo valor de R$ ..., o instrumento negocial meramente registra o valor do encargo em questo, no prestando qualquer esclarecimento sobre sua finalidade. Com isso, no tem o Autor como saber a natureza e alcance de sua obrigao quanto a este aspecto. 4. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 4 No se chega a resultado diverso, adicionalmente, caso se pretenda que o mencionado encargo tenha como suporte a incidncia o simples fato de ter sido concedido o crdito, destinando-se a reembolsar as despesas feitas pela instituio financeira com a avaliao das condies do cliente de amortiza-lo, incluindo a pesquisa em cadastro de consumidores inadimplentes. No se destina, assim, evidentemente, a remunerar um servio prestado ao cliente, nica hiptese em que seria admitida sua cobrana, pois o Ru age em seu prprio interesse. Ressalte-se tambm que o referido cadastro/contratao certamente feito por um trabalhador assalariado que no recebe por tarefa, e o contrato no passa de um formulrio, com alguns campos em branco que podem ser preenchidos em poucos instantes. Eis, pois, o entendimento atual do Egrgio Tribunal de Justia do Estado de So Paulo a este respeito: Ementa: AO REVISIONAL CONTRATO DE FINANCIMANETO VEICULAR PROVA PERICIAL DESNECESSIDADE TARIFAS BANCRIAS INEXIGIBILIDADE ENCARGO CONTRATUAL ABUSIVO EXEGESE DO ART. 51, IV E XII, DO CDC REPARTIO IGUALITRIA DA CONDENAO SUCUMBENCIAL E COMPENSAO DOS HONORRIOS ADVOCATCIOS PROCEDNCIA PARCIAL - APELO PROVIDO TJ.SP - 0004788-15.2011.8.26.0441 Apelao . rgo julgador: 37 Cmara de Direito Privado. Relator(a): Dimas Carneiro. Data do julgamento: 02/07/2013. Ementa: APELAO AO REVISIONAL DE CONTRATO BANCRIO (...). 1. CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Relao de consumo - Qualidade de destinatrio final demonstrada - Incidncia das disposies do Cdigo de Defesa do Consumidor, aplicveis tambm s instituies bancrias (Smula do e. STJ, verbete 297). 2. TARIFAS ADMINISTRATIVAS Abertura e anlise de crdito Emisso de boletos Descabimento Despesas intrnsecas prpria atividade da instituio financeira, que deve arcar com seu custo Reconhecida aabusividade de clusula contratual que transfere tal encargo ao correntista - Aplicao 5. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 5 do artigo 51, incisos IV e XII e 1, inciso I e III do Cdigo de Defesa do Consumidor. (...) SENTENA REFORMADA - RECURSO PROVIDO EM PARTE. TJ.SP. 0022107- 25.2012.8.26.0032 Apelao. Relator(a)Des.: Sergio Gomes. Data do julgamento: 02/07/2013. REVISO DE CLUSULAS CONTRATUAIS - CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM ALIENAO FIDUCIRIA DE VECULO Pretenso de que sejam declaradas nulas as tarifas de cadastro, de incluso de gravame eletrnico e de avaliao de bem e tambm que seja afastado o seguro de Proteo Financeira. ADMISSIBILIDADE. abusiva a cobrana de tarifa de cadastro, tarifa de incluso de gravame eletrnico e tarifa de avaliao de bem. Despesas inerentes prpria atividade do fornecedor e que no representam prestao de servio ao cliente. Quanto ao seguro vedada a venda casada. Aplicao dos artigos 51, incisos IV e XII e 39, inciso I, do Cdigo de Defesa do Consumidor. Sentena de parcial procedncia reformada em parte. RECURSO PROVIDO. (Apelao 0207776- 78.2011.8.26.0100, Rel. Des. Israel Ges dos Santos, j. 28.06.2012). CONTRATO BANCRIO. Financiamento para compra de veculo. (...) Encargos moratrios afastados. Financiamento cujo valor deve ser recalculado tendo em vista a excluso de certas tarifas. Sentena de procedncia parcial reformada em parte. Apelao parcialmente provida (Apelao Cvel n 0023669- 96.2011.8.26.0196, Relator Desembargador JOS TARCISO BERALDO, j. 17.5.2012, v.u.). (...) CONTRATO BANCRIO - Financiamento de veculo - Ao revisional - Clusulas abusivas - Inteligncia do artigo 51, XII do Cdigo de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/90) - Despesas com servios de terceiros, tarifa de avaliao de bens, de promotora de venda e servios de gravame eletrnico - Afastamento determinado Ao parcialmente procedente - Recurso provido em parte - Sentena parcialmente reformada (Apelao Cvel n 0010006- 87.2011.8.26.0032, Relator Desembargador ADEMIR BENEDITO, j. 29.2.2012, v.u.). CONTRATO. FINANCIAMENTO. TARIFAS. ABUSIVIDADE. 1. Embora contratualmente previstas, abusiva a cobrana de tarifa de incluso de gravame eletrnico, ressarcimento e despesa de promotora de venda, servio de terceiro, de avaliao de bem, porquanto no poderia o fornecedor cobrar do consumidor despesas de sua responsabilidade. 6. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 6 2. abusiva a cobrana de taxas que no representam prestao de servio ao cliente, servindo apenas como estratagema para reduo de riscos da atividade do fornecedor. (...) 4. Recurso parcialmente provido (Apelao Cvel n 0007259-75.2011.8.26.0482, Relator Desembargador MELO COLOMBI, j. 18.1.2012, v.u.). Destaques nossos. J quanto a cobrana de Cadastro, pelos mesmos motivos, salutar que igualmente nula. Ora, de certo, que no h comprovao pela instituio R da utilizao de tais valores para a prestao de tais servios e sequer a especificao dos servios efetivamente prestados a estes ttulos, que, alis, no se destinam a remunerar um servio prestado ao financiado, o que configura vantagem indevida a favor do Ru. Ou seja, tais despesas, se realmente existiram, representam custo operacional da Instituio Financeira e que repassado ao consumidor por meio da taxa de juros praticada, elemento comparativo ao consumidor para a escolha do fornecedor no mercado. Caso se pretenda suas cobranas em separado, deve o fornecedor ao menos comprovar a destinao, finalidade e utilizao efetiva dos valores cobrados a estes ttulos em decorrncia do direito bsico do consumidor informao. Destarte, as clusulas contratuais que impem o pagamento de Tarifas enquadram-se entre aquelas previstas no artigo 51, IV, do Cdigo de Defesa do Consumidor, que dispe sobre a nulidade de pleno direito das clusulas contratuais que estabeleam obrigaes consideradas inquas, abusivas, e que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatveis com a boa-f ou equidade. Assim, impe o artigo 51, inciso IV, do Cdigo de Defesa do Consumidor: So nulas de pleno direito, entre outras, as clusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servios que estabeleam obrigaes consideradas inquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatveis com a boa-f e a equidade. 7. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 7 Ainda, nulas a aplicao de referidas tarifas por aplicao do pargrafo 1, inciso III, do artigo 51, do CDC, que presume exagerada a vontade que se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e contedo do contrato, o interesse das partes e outras circunstncias peculiares ao caso. Necessrio, portanto, a declarao de nulidade de pleno direito de tais cobranas, recalculando-se o valor das prestaes mensais, uma vez que a cobrana indevida majorou demasiadamente o custo efetivo total da operao e o valor das prestaes. 3.2 DA NULIDADE DA COBRANA DO IOF PELA R NA FORMA FINANCIADA E SEM INDICAO DA ALIQUOTA APLICADA. indiscutvel que o IOF devido nas operaes de crdito por conta dos contratos de financiamento com garantia de alienao fiduciria, conforme o disposto na Lei n 5.143, de 20.12.1966, regulamentada pelo Decreto n 2.219 de 02.05.1997, cuja incidncia se d nas operaes de crdito realizadas por instituies financeiras, cujo montante atinge a cifra de R$ xxxxxcentavos). A expresso operao de crdito, nos termos do referido regulamento compreende o emprstimo sobre qualquer modalidade, inclusive abertura de crdito e desconto de ttulo (art. 3, 4 do Decreto n 2.219/97). A Legislao ainda determina s instituies financeiras a responsabilidade pela cobrana do tributo IOF e o seu recolhimento ao Tesouro Nacional (art. 5 do Decreto n 2.219/97). No que respeita a cobrana do IOF, esta dever se realizar na data da entrega ou colocao dos recursos disposio do interessado (inciso VII do art. 10 do Decreto n 2.219/97). De outra feita, o fato gerador do referido tributo IOF, a entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocao disposio do interessado, em montante equivalente moeda estrangeira ou 8. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 8 nacional entregue ou posta disposio por este, consoante os precisos termos do art. 11 do Decreto n 2.2129/97. Ocorre que no mtuo, o valor do principal sempre alocado, necessariamente, j quando de sua contratao. No contrato de financiamento garantido por alienao fiduciria o montante totalmente disponibilizado no momento da adeso do consumidor, sendo, portanto, desde logo conhecido o valor efetivo da dvida. Assim, in casu, o IOF incide em uma nica vez e sobre o valor total disponibilizado quando da contratao do financiamento. Assim, se revela abusiva a cobrana de IOF incidente nas parcelas contratadas do financiamento em questo. Primeiro, porque se afigura flagrante a ofensa ao disposto no inciso I do art. 63 do CTN (Lei n 5.172/66), haja vista que o fato gerador o momento em que efetivada a entrega do montante financiado. At porque, o tributo devido na data da entrega ou colocao dos recursos disposio do interessado (inciso VII do art. 10 do Decreto n 2.219/97). Segundo, a instituio financeira ao diluir a cobrana do IOF sobre as prestaes do financiamento faz incidir, tambm, os juros remuneratrios e os encargos contratuais da mora, ao efeito de proporcionar o desequilbrio do contrato. Esta vantagem se presume exagerada e ofende os princpios fundamentais que estabelecem as normas de proteo e defesa do consumidor/ru (CDC, 1 do artigo 51). O contrato celebrado pelas partes, cuja redao de inteira responsabilidade da instituio financeira, no oportuniza o pagamento vista do IOF pelo contratante, forando sua diluio nas parcelas do financiamento com o acrscimo dos encargos contratuais. Tal prtica manifestamente abusiva, por acarretar excessivamente onerosidade ao consumidor. 9. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 9 E neste sentido a jurisprudncia colacionada: 0096843-18.2009.8.26.0000 Apelao / Contratos Bancrios Relator(a): Paulo Roberto de Santana Comarca: So Paulo rgo julgador: 23 Cmara de Direito Privado Data do julgamento: 05/09/2012 Outros nmeros: 7419074-4/00, 991.09.096843-4 Ementa: REVISIONAL DE CONTRATO BANCRIO CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VECULO - RELAO DE CONSUMO CARACTERIZADA APLICAO DO PRINCPIO DO PACTA SUNT SERVANDA QUE NO SE ADMITE, DIANTE DA INEXISTNCIA DA AUTONOMIA DA VONTADE POSSIBILIDADE DE DISCUSSO DAS CLUSULAS CONTRATUAIS DESDE O RESPECTIVO TERMO INICIAL VISANDO ADEQU-LAS AO ORDENAMENTO JURDICO VIGENTE. REVISIONAL DE CONTRATO BANCRIO Ementa: REVISIONAL DE CONTRATO BANCRIO CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VECULO - RELAO DE CONSUMO CARACTERIZADA APLICAO DO PRINCPIO DO PACTA SUNT SERVANDA QUE NO SE ADMITE, DIANTE DA INEXISTNCIA DA AUTONOMIA DA VONTADE POSSIBILIDADE DE DISCUSSO DAS CLUSULAS CONTRATUAIS DESDE O RESPECTIVO TERMO INICIAL VISANDO ADEQU-LAS AO ORDENAMENTO JURDICO VIGENTE. REVISIONAL DE CONTRATO BANCRIO CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VECULO PARCELAS PR-FIXADAS ALEGAO DE OCORRNCIA DE CAPITALIZAO AFASTADA INEXISTNCIA DE CAPITALIZAO EM CASO DE CONTRATAO COM PARCELAS MENSAIS FIXAS, CONSIDERANDO QUE OS CONTRATANTES SO PRVIO CONHECEDORES DO VALOR EXATO DE CADA PRESTAO E AINDA QUE EM SE TRATANDO DE PARCELAS FIXAS NO H POSSIBILIDADE DE INCIDNCIA DE JUROS SOBRE JUROS PARA O MS SUBSEQUENTE, ESTANDO OS JUROS EMBUTIDOS EM CADA PARCELA. (...) REVISIONAL DE CONTRATO BANCRIO CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VECULO - IOF IMPOSTO SOBRE OPERAES FINANCEIRAS INCIDNCIA NO MOMENTO DA CELEBRAO DO CONTRATO DE FINANCIAMENTO ABUSIVIDADE DA COBRANA DO IOF INCIDENTE NAS PARCELAS CONTRATADAS DO FINANCIAMENTO VERBA AFASTADA - AO JULGADA PROCEDENTE EM PARTE SENTENA REFORMADA RECURSO PROVIDO EM PARTE. APELAES CVEIS. AO REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO GARANTIDO COM CLUSULA DE ALIENAO FIDUCIRIA E AO DE BUSCA E APREENSO. INCIDNCIA DO CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. (...) IOF. ABUSIVIDADE QUANTO FORMA DE COBRANA. A cobrana do tributo diludo nas prestaes do financiamento se afigura como condio desvantajosa ao consumidor (CDC, art. 51, IV). (...). APELAES PROVIDAS. (Apelao Cvel N 70028301364, Dcima Terceira 10. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 10 Cmara Cvel, Tribunal de Justia do RS, Relator: Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, Julgado em 21/05/2009). APELAO CVEL. AO REVISIONAL. CDULA DE CRDITO BANCRIO. AUTOMVEL. PESSOA FSICA. APLICABILIDADE DO CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. JUROS REMUNERATRIOS NO ABUSIVOS. CAPITALIZAO AFASTADA. COMISSO DE PERMANNCIA MANTIDA EXCLUSIVAMENTE, OBSERVADO O PERCENTUAL CONTRATADO AT O LIMITE DA TAXA MDIA DE MERCADO APURADA PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL POCA DA CONTRATAO. ABUSIVIDADE QUANTO FORMA DE COBRANA DO IOF. PREQUESTIONAMENTO REJEITADO. SUCUMBNCIA REDIMENSIONADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. (Apelao Cvel N 70026017012, Dcima Quarta Cmara Cvel, Tribunal de Justia do RS, Relator: Jos Luiz Reis de Azambuja, Julgado em 23/04/2009. AO REVISIONAL. ALIENAO FIDUCIRIA. DO JULGAMENTO DOS RECURSOS REPETITIVOS. APLICAO DO CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E A QUESTO DAS DISPOSIES DE OFCIO. JUROS REMUNERATRIOS. COMISSO DE PERMANNCIA. COMPENSAO E/OU REPETIO DO INDBITO. TARIFA DE EMISSO DE BOLETO BANCRIO. TAXA DE ABERTURA DE CRDITO. HONORRIOS ADVOCATCIOS. DO JULGAMENTO DOS RECURSOS REPETITIVOS. (...) IMPOSTO SOBRE OPERAES FINANCEIRAS - IOF. A cobrana do IOF no considerada prtica abusiva, a vantagem excessiva ostentada pela Instituio Financeira se d atravs da sua forma de cobrana sobre as parcelas do financiamento, pois ao valor cobrado a esse ttulo vm agregados os demais encargos contratuais, contrariando assim o art. 51, IV, do CDC. HONORRIOS ADVOCATCIOS. Redistribudos. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. (Apelao Cvel N 70027560093, Dcima Quarta Cmara Cvel, Tribunal de Justia do RS, Relator: Dorval Brulio Marques, Julgado em 02/04/2009). Logo, nos termos da legislao consumerista, a cobrana do IOF deve ser afastada e suportada pela R, principalmente pelo fato da instituio financeira capitalizar o montante sobre o referido imposto, ainda sem indicar qual seria a alquota aplicvel ao presente, nem mesmo oportunizar o consumidor a realizar seu pagamento a vista. 11. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 11 3.3 - DO VALOR CORRETO DA PRESTAO MENSAL: CONSEQUENCIA LGICA DA NULIDADE DA INSERO DE TARIFAS E VALORES DEVIDOS Conforme clculos anexado aos autos (doc.n 05), o valor da prestao paga pelo Autor superior quela realmente devida, em razo da incluso da inqua tarifa e valores manifestamente abusivos inseridos no clculo do financiamento, conforme acima explicitado. consequncia da nulidade da cobrana do I.O.F na forma financiada e sem indicao do percentual do tributo, no valor de R$ ... centavos), da TAG AUTO E MOTOS, no valor de R$ .... reais), e Cadastro, no valor de R$ ... reais), majorando o custo da operao em um importe total de R$ ... centavos). Ora, a apurao da prestao mensal correta a ser paga pelo consumidor aquela resultante da aplicao da taxa de juros pactuada to somente sobre o valor do bem financiado de forma simples. Destarte, sendo o valor do bem financiado de R$ ... ), e considerando a taxa de juros pactuada de 2,749% a.m., o valor correto da prestao seria de R$ ...), valor este muito inferior ao montante de R$ 319,50 ...centavos), pago atualmente. Ademais, observe-se que nos termos do quanto disposto na Smula n 121 do STF, expressamente vedada a capitalizao de juros, ainda que convencionada, o que no fora observado no presente contrato. Por todo exposto, de rigor a reviso da prestao nos termos supracitados, declarando-se como o valor da prestao correto, nos termos supracitados, o valor de R$...) considerando a aplicao dos juros na forma simples, conforme clculos em anexo. Outrossim, considerando que foram cobrados encargos excessivos do Autor, requer sejam estes compensados no saldo devedor do contrato, juntamente com o excesso pago a ttulo de prestao mensal do financiamento conforme 12. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 12 acima abordado, com abatimento do referido valor sobre as prestaes finais do financiamento, tornando com isto equilibrada a relao contratual firmada e de forma a permitir ao consumidor o seu regular adimplemento. 3.4 - DO DIREITO REPETIO DO INDBITO SOB A FORMA DE COMPENSAO Conforme j exposto, houve cobrana pelo Ru de valores superiores aos devidos pelo Autor, devendo aquele restitu-los ou compens-los no saldo devedor, nos termos quanto disposto no art.876 do Cdigo Civil que assim preceitua: Todo aquele que recebeu o que lhe no era devido fica obrigado a restituir; obrigado que incumbe quele que recebe dvida condicional antes de cumprida a condio Elucidativo, sobre a interpretao do referido dispositivo, destacar que o prprio STJ, responsvel pela uniformizao da jurisprudncia infraconstitucional, a respeito do pedido de restituio do saldo credor ao consumidor: ... Esta Corte Superior j se posicionou na vertente de ser possvel, tanto a compensao de crditos, quanto a devoluo da quantia paga indevidamente, em obedincia ao princpio que veda o enriquecimento ilcito, de sorte que as mesmas devero ser operadas de forma simples - e no em dobro -, ante a falta de comprovao da m-f da instituio financeira. Precedentes (REsp 401.589/RJ, AgRg no Ag 570.214/MG e REsp 505.734/MA). Assim, com fulcro nos artigos 368, 369 e 876 do Cdigo Civil, possvel que, depois de efetuado novo clculo para a apurao dos dbitos e crditos, opere-se a repetio de indbito, ainda que sob a forma de compensao entre os valores encontrados, a fim de evitar locupletamento indevido da instituio financeira em detrimento do consumidor. 3.5 - DA REPETIO DO INDBITO EM DOBRO 13. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 13 Preconiza o artigo 42, pargrafo nico do Cdigo de Defesa do Consumidor que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito repetio do indbito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correo monetria e juros legais, salvo hiptese de engano justificvel. Por outro lado h de verificar o carter eminentemente sancionatrio do mesmo, que se revela muito mais que pena civil, mas prestando-se primordialmente, a demonstrar a finalidade educativa da sano. Quando a Lei 8.078/90 (CDC) prev que o consumidor cobrado em quantia indevida tenha direito a repetio do indbito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, objetiva que o fornecedor ou a ele equiparado no pratique novamente a conduta repudiada pela lei, pela qual fora punida. No caso especfico de contratos bancrios, admitir-se- excluso das entidades financeiras da incidncia da regra, alm de desconstituir a sua finalidade desprezando o seu carter educativo, representaria atribuir-lhe uma restrio que no lhe fora imposta originariamente, atentando-se para o fato de que somente quando a engano justificvel o legislador admitiu a excluso de sua incidncia. E, as previses contratuais que representam prticas abusivas, segundo o Cdigo de Defesa do Consumidor, vem sendo reeditadas pelos bancos e outras entidades financeira sem seus contratos de mtuos, no representando , por certo, erro justificvel a respaldar a excluso da incidncia normativa, de conhecimento geral no meio jurdico a impossibilidade, por exemplo , da prtica de anatocismo ou juros abusivos. Outro no o entendimento do Colendo Superior Tribunal de Justia, que j firmou o entendimento no sentido da prescindibilidade da demonstrao do erro para possibilidade da repetio do indbito, nas hipteses de aes revisionais de contrato em que sejam declaradas nulas as clusulas abusivas. Neste sentido a smula 332 do STJ: Para repetio de indbito, nos contratos de abertura de crdito em conta-corrente, no se exige a prova do erro. 14. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 14 Vejamos o entendimento jurisprudencial: APELAAO CVEL N 835.521-9 DA VARA NICA, DA COMARCA DE BANDEIRANTES APELANTE: BANCO DAYCOVAL S/A APELADO: ELIAS AGEU PEREIRA RELATOR: DES. SRGIO ROBERTO N. ROLANSKI. APELAAO CVEL REVISIONAL DE CONTRATO CUMULADA COM REPETIAO DE INDBITO. COBRANA DA TAC E TEC. ABUSIVIDADE. REPETIAO DE INDBITO. ART. 42 DO CDC. DEVOLUAO EM DOBRO DOS VALORES COBRADOS INDEVIDAMENTE. SENTENA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Apelao Cvel n 835.521-9, da Vara nica, da Comarca de Bandeirantes, em que apelante BANCO DAYCOVAL S/A RELATRIO. Trata-se de recurso de Apelao interposto por Banco Daycoval S/A em face da sentena (fls. 72/73verso-TJ), que nos autos de ao ordinria de reviso de contrato cumulado com repetio de indbito sob n 655/2009, "julgou procedente o pedido formulado para: 1) declarar a abusividade da cobrana pelo ru da TAC e TEC; 2) condenar o reclamado devoluo de valores cobrados e pagos a esses ttulos em dobro, devidamente corrigidos pelo INPC/IBGE, desde a data do pagamento pela parte autora at a data do efetivo pagamento pela r, acrescidos de juros de mora de 1,0% ao ms, desde a data da citao at a data do efetivo pagamento pela r" Ainda, condenou o ru ao pagamento de 70% de custas processuais e de honorrios advocatcios no valor de R$245,00 (duzentos e quarenta e cinco reais), e o autor a 30% das custas e honorrios no valor de R$105,00 (cento e cinco reais). Inconformado, o apelante sustentou em suas razes (fls. 75/80- TJ) que no consta no contrato cobrana da taxa de abertura de crdito, e sim da tarifa de cadastro que no guarda nenhuma relao com aquela. Afirmou que o autor estava ciente das cobranas que seriam realizadas, bem como defendeu a legalidade da cobrana da TAC e TEC em face da existncia de permissivo legal. DISPOSITIVO. ACORDAM os integrantes da Dcima Oitava Cmara Cvel do Tribunal de Justia do Estado do Paran, por maioria de votos, em negar provimento ao apelo, nos termos do voto, vencido o Des. Renato Paiva, com declarao de voto. Participaram da sesso de julgamento os Senhores Desembargadores Marcelo Gobbo Dalla Dea e Renato Lopes de Paiva (vencido com declarao de voto). Curitiba, 08 de fevereiro de 2012. SRGIO ROBERTO NBREGA ROLANSKI Desembargador Relator. 15. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 15 APELAAO CVEL. AAO COM PEDIDO DE REVISAO DE CLUSULAS CONTRATUAIS E CONSIGNAAO EM PAGAMENTO. ABUSIVIDADES EVIDENCIADAS E AFASTADAS PELO JUZO SINGULAR. TAXA DE JUROS. SUBSTITUIAO PELA SELIC. IMPOSSIBILIDADE. REPETIAO EM DOBRO DO INDBITO. INCIDNCIA DO ARTIGO 42, PARGRAFO NICO DO CDC. COMPENSAAO. PREQUESTIONAMENTO. RECURSO DE APELAAO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO". (ApC 0704695-9. 18 CCiv. Rel. Des. Jos Sebastio Fagundes Cunha. Jul. 13.04.2011. DJ 623). "BUSCA E APREENSAO. ALIENAAO FIDUCIRIA EM GARANTIA. NOTIFICAAO VLIDA E REGULAR. CAPITALIZAAO DE JUROS. AUSNCIA DE EXPRESSA PACTUAAO. INAPLICABILIDADE DA MP 1.963-17/2000, ATUALMENTE REEDITADA SOB O N 2.170-36/2001. DEVOLUAO EM DOBRO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. ART. 42 DO CDC. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO". (ApC 0430206-9. 18 CCiv. Rel. Des. Carlos Mansur Arida. Jul. 08.04.2009. DJ 126. Destaques nossos. Evidenciada a ilegalidade da COBRANA das tarifas (TAC e TEC) e, ou, servios de terceiros/no bancrios abusivos pela instituio financeira, o consumidor tem direito restituio em dobro daquilo que efetivamente pagou a mais, e no daquilo que foi apenas cobrado a maior. 3.6 - DA RELAO DE CONSUMO E DO DIREITO REVISO O Cdigo de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) aplica-se ao contrato firmado entre as partes, a par de subsistir indiscutvel relao de consumo, conforme entendimento da Smula 297 do STJ e ADIN 2591-1, julgada em 07.06.2006 pelo pleno do STF. Dito isto, convm destacar que esse diploma legal disciplina comando constitucional de ordem pblica e interesse social (art.5, inc. XXXII e art. 170, inc. V). 16. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 16 E acerca da proteo contratual contra disposies abusivas, disps: Art. 6. So direitos bsico do consumidor: (...) VI a modificao das clusulas contratuais que estabeleam prestaes desproporcionais ou sua reviso em razo de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas... A norma supra consagrada o direito imprescritvel ao dirigismo contratual em pactos maculados de nulidades de pleno direito, previstas elas no art. 51 da lei 8.078/90, veja-se: Art. 51 So nulas de pleno direito, entre outras, as clusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servios que ... IV estabeleam obrigaes consideradas inquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatveis com a boa-f ou a equidade ... X permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variao do preo de maneira unilateral ... 1 - Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que: ... III se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e contedo do contrato, o interesse das partes e outras circunstancias peculiares ao caso, No caso em apreo, dada a existncia de obrigao desproporcional, eivada de clusulas nulas, sobressai a necessidade do dirigismo 17. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 17 contratual estatal previsto no CDC que RELATIVIZOU O ARCAICO PRINCPIO PACTA SUNT SERVANDA, dizendo-se o mesmo por fora do novo regramento da teoria geral dos contratos (arts. 113 e 422 do CC). Ademais, em casos eivados de obscuridade e omisses, que violam o direito informao, faz-se necessrio salientar que o art. 47 do CDC garante que As clusulas contratuais sero interpretadas de forma mais favorvel ao consumidor. Destarte, patente a necessidade do dirigismo contratual estatal para tornar as obrigaes proporcionais, reconhecendo-se das nulidades supra apontadas e modificando as clusulas contratuais na forma como pleiteado, compensando os valores pagos em excesso no saldo devedor com a consequente quitao antecipada das prestaes. IV DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS Diante do exposto, requer o devido processamento do feito, determinando-se a citao postal do Ru para contestar o feito, no endereo acima mencionado, sob pena de revelia e confisso quanto matria de fato. Requer ao final do procedimento, seja JULGADA TOTALMENTE PROCEDENTE a presente ao, para que V. Exa: 1. Declare nula de pleno direito a cobrana dos valores referentes ao I.O.F na forma financiada e sem indicao do percentual do tributo, no valor de R$ ... centavos), da TAG AUTO E MOTOS, no valor de R$ ... reais), e Cadastro, no valor de R$ ..., o que majorou o custo da operao em um importe total de R$ ...). 2. Em consequncia do acatamento do pedido anterior, declare nula a prestao mensal do financiamento de R$ ..., declarando-se como valor correto das prestaes mensais a quantia de R$ ..., tal como apresentado nos clculos anexos, os quais reflete o real valor devido. 18. TelesCarvalho Assessoria Jurdica _________________________________________________________________________ 18 3. Seja reconhecida a abusividade dos valores pagos indevidamente, condenando a R a restituir o importe de R$ ... (... centavos) em dobro, ou seja, a quantia de R$ ...), conforme regra prevista no artigo 42, pargrafo nico do CDC e artigo 940 do CC. 5. Condene o Ru ao pagamento de honorrios advocatcios sobre o valor da causa, custas e outras despesas processuais. 6. A concesso dos beneplcitos da gratuidade processual prevista nos termos da Lei n 1060/50, combinada com o artigo 14, 1 da Lei n 5.584/70 e Lei n 7.115/83, por tratar-se de pessoa pobre na acepo legal do termo, vide declarao anexa; V DAS PROVAS E INVERSO DO ONUS Protesta provar o alegado por todo meio em direito admitido, especialmente por percia tcnica contbil acerca do dbito, requerendo, desde j, a INVERSO DO ONUS DA PROVA (artigo 6, inc. VIII, do CDC), a par de tratar-se de evidente relao de consumo, no sendo ele litigante habitual e no possuir condies tcnicas e econmicas para a realizao de eventuais clculos que possa exigir a demanda, sendo hipossuficiente frente a instituio R neste aspecto. Citada inverso probatria, como cedio, implica na transferncia ao fornecedor da obrigao de provar o seu direito para elidir presuno que passou a viger em favor do consumidor, cujas alegaes presumem-se verdadeiras at prova em contrrio. VI DO VALOR DA CAUSA D-se a causa o valor de R$ ... centavos), meramente para efeitos de alada. Termos em que, Pede deferimento. So Paulo, 02 de julho de 2013. Adv/SP n ....