Anais 2011

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    13-Jan-2015

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<ul><li> 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE FILOSOFIA E CINCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTRIA LABORATRIO DE ESTUDOS MEDIEVAIS Andr Luis Pereira Miatello (coord.) Alssio Alonso Alves (org.) Felipe Augusto Ribeiro (org.) PERSPECTIVAS DE ESTUDO EM HISTRIA MEDIEVAL NO BRASIL Anais do workshop realizado nos dias 29 e 30 de setembro de 2011, na Faculdade de Filosofia e Cincias Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais. 1 Edio Belo Horizonte Faculdade de Filosofia e Cincias Humanas 2012 </li></ul><p> 2. Perspectivas de estudo em histria medieval no Brasil [recurso eletrnico] : anais do worshop realizado nos Dias 29 e 30 de setembro de 2011, na Faculdade de Filosofia e Cincias Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais / Andr Lus Pereira Miatello (coord.); Alssio Alonso Alves, Felipe Augusto Ribeiro (orgs.).- Belo Horizonte : Faculdade de Filosofia e Cincias Humanas, 2012. Inclui bibliografia. ISBN: 978-85-62707-33-9 1. Idade Mdia Histria 2. Idade Mdia Estudo e ensino.3. Europa - Histria. I. Miatello, Andr Luis Pereira. II. Alves, Alssio Alonso. III. Ribeiro, Felipe Augusto. CDD 940.1 CDU: 930.9(08) 3. EXPEDIENTE Reitor da UFMG Prof. Dr. Cllio Campolina Diniz Diretor da Fafich Prof. Dr. Jorge Alexandre Barbosa Neves Chefe do Departamento de Histria Prof. Dr. Cristina Campolina Coordenadora de Curso de Ps- Graduao em Histria Prof. Dr. Ktia Gerab Baggio Comisso organizadora do workshop Idealizao e coordenao Dr. Andr Lus Pereira Miatello Ms. Flvia Aparecida Amaral Monitores Alssio Alonso Alves Bruna Massai do Carmo Clycia Gracioso Silva Daniel de Souza Ramos Felipe Augusto Ribeiro Ludmila Andrade Renn Marco Antnio SantAna Camargos Stella Ferreira Gontijo Wanderson Henrique Pereira Comisso editorial dos anais Coordenao Dr. Andr Lus Pereira Miatello Organizao, editorao e montagem Alssio Alonso Alves Felipe Augusto Ribeiro Arte Ludmila Andrade Renn Capa Boaz e os ancios. Bblia de Lus IX, fol. 18v. Cortesia de: Faksimile Verlag Consultor: Richard Leson Disponvel em: http://www.themorgan.org/collections/swf/ exhibOnline.asp?id=235 Acesso em: 25 out 2012. Reviso dos textos a encargo dos autores 4. 2 AGRADECIMENTOS O ncleo UFMG do LEME Laboratrio de Estudos Medievais agradece, por todo o suporte na realizao de nosso workshop e na publicao deste volume, ao Departamento de Histria e ao Programa de Ps-Graduao em Histria da Universidade Federal de Minas Gerais, nas pessoas das professoras Dra. Cristina Campolina de S e Dra. Ktia Gerab Baggio, chefe e coordenadora do departamento e do programa, respectivamente. O LEME/UFMG agradece tambm ao professor Dr. Marcelo Cndido da Silva, coordenador geral deste Laboratrio, cuja participao assdua foi essencial para a concretizao do evento. A ele devemos tambm a apresentao destes anais. Agradecemos, por fim, equipe da biblioteca da Faculdade de Filosofia e Cincias Humanas da UFMG, pela catalogao e registro deste volume, bem como a todos os demais integrantes da comisso organizadora do evento, pelo trabalho e dedicao: Bruna Massai do Carmo, Clycia Gracioso Silva, Daniel de Souza Ramos, Flvia Aparecida Amaral, Ludmila Andrade Renn, Marco Antnio SantAna Camargos, Stella Ferreira Gontijo, Wanderson Henrique Pereira. 5. 3 SUMRIO Caderno de resumos ...................................................................................................................5 Apresentao Marcelo Cndido da Silva ........................................................................................................13 As disputas pelos bens eclesisticos na Glia merovngia (sculos VI-VII) Karen Torres da Rosa ...............................................................................................................16 Negociar apaz: o envio de legados francos ao Imprio no sculo VI as Epstolas Austrasianas Edward Detmann Loss .............................................................................................................31 Etnognese e arqueologia das prticas funerrias no norte da Glia (sculos V-VIII) Bruna Giovana Bengozi ...........................................................................................................42 Raul Glaber e os conclios de Paz de Deus Diego Ribeiro dos Reis ............................................................................................................55 Jordanes, Isidoro de Sevilha e a origem dos godos Vernica da Costa Silveira ...................................................................................................... 67 Diferentes vises sobre a economia no Perodo Carolngio Victor Borges Sobreira ............................................................................................................ 86 Os ordlios como procedimentos probatrios no mundo franco Marcelo Moreira Ferrasin ......................................................................................................106 A morte e os mortos nas Vitae Fratrum de Gerardo de Frachet (sculo XIII) Alssio Alonso Alves .............................................................................................................115 6. 4 Apontamentos para o estudo hagiogrfico: uma proposta de abordagem sobre o fenmeno da santidade no Ocidente Medieval Felipe Augusto Ribeiro ..........................................................................................................136 Sir Gawain and the Green Knight e a gentry inglesa no sculo XV Vincius Marino Carvalho ......................................................................................................150 Leis e direito na Itlia do sculo XIV Letcia Dias Schirm ................................................................................................................159 As relaes entre a magia e o segredo no palco da poltica entre os sculos XV e XVI Francisco de Paula Souza de Mendona Jr. ...........................................................................182 O senhorio nos sculos XI e XII: perspectivas historiogrficas Bruno Tadeu Salles ................................................................................................................197 O conceito de Ecclesia e sua funcionalidade poltica Andr Luis Pereira Miatello ...................................................................................................212 ndice remissivo .....................................................................................................................226 ndice onomstico ..................................................................................................................228 7. 5 CADERNO DE RESUMOS As disputas pelos bens eclesisticos na Glia merovngia (sculos VI-VII) Karen Torres da Rosa A historiografia preocupa-se desde o sculo XIX com a compreenso das relaes de poder na Idade Mdia, sendo que a partir de meados do sculo XX os historiadores passaram a considerar o acmulo de bens como uma forma de poder. Isso permitiu que as relaes do episcopado e da Igreja com seus bens fossem discutidas como relaes de poder. Assim, este ser o objeto de estudo deste trabalho que analisar e comparar dois testamentos episcopais: o de Cesrio de Arles, da metade do sculo VI, e o de Bertrand de Mans, de 616. Relacionar esses dois documentos e os Conclios Merovngios tambm ser imprescindvel, uma vez que so encontrados vrios cnones que pretendem normatizar o tratamento dado pelos bispos aos bens, referindo-se, em grande parte, proteo dos bens eclesisticos. Dessa forma, o foco estar na compreenso da existncia ou no de conflitos em torno dos bens, auxiliado pelo estudo do problema da ambiguidade das relaes entre os bens dos bispos e das igrejas, ou seja, por aquele em que h a preocupao com uma separao entre tais bens. PALAVRAS-CHAVE: Bispos. Testamentos. Bens. Negociar apaz: o envio de legados francos ao Imprio no sculo VI as Epstolas Austrasianas Edward Detmann Loss O presente texto tem por objetivo explorar como as Epstolas Austrasianas uma compilao de 48 epstolas trocadas entre a Austrsia e Bizncio durante o sculo VI vem sendo utilizadas nas ltimas dcadas para o estudo das prticas de negociao e de troca de legaes entre as diferentes unidades polticas independentes do mediterrneo no sculo VI. Para tanto, discute-se, em um primeiro momento, as transformaes historiogrficas da 8. 6 segunda metade do sculo XX acerca da violncia medieval que permitiram pensar na existncia de mecanismos de resoluo de conflitos no perodo e possibilitaram que essa documentao pudesse ser analisada como fonte de estudo dessas prticas. Em seguida, explora-se as consideraes feitas pelos principais estudiosos dessas epstolas sobre as formas de negociao entre as entidades polticas da Alta Idade Mdia partir dessa documentao. Por ltimo, busca-se problematizar algumas dessas concluses atravs da anlise de exemplares da coleo. PALAVRAS-CHAVE: Epstolas. Austrsia. Embaixadas. Etnognese e arqueologia das prticas funerrias no norte da Glia (sculos V-VIII) Bruna Giovana Bengozi A busca pelas origens dos francos e do estabelecimento destes no norte da Glia foi assunto recorrente nos estudos de historiadores, arquelogos, entre outros, especialmente a partir do sculo XIX, perodo este marcado pela emergncia dos Estados nacionais e do nacionalismo tnico europeu. Diante deste contexto, os cemitrios em fileiras (Reihengrberfelder), comuns no norte da Glia entre o final do sculo V e incio do sculo VIII, foram utilizados por medievalistas e arquelogos para determinar as identidades tnicas dos ocupantes destas necrpoles, principalmente francos e galo-romanos. Consequentemente, os estudos sobre tais cemitrios foram usados para permitir a associao direta dos povos identificados aos Estados emergentes no sculo XIX e para justificar discursos ideolgicos e polticos contemporneos, postura esta criticada por muitos estudiosos a partir da Segunda Guerra Mundial. Assim, o objetivo desta comunicao apresentar um debate historiogrfico entre dois estudos de casos sobre os cemitrios em fileiras, produzidos nos sculos XIX e XX, e refletir sobre como os historiadores e arquelogos analisaram esse tipo de necrpole, tanto a fim de identificao dos francos de um ponto de vista tnico quanto para a crtica a esse tipo de interpretao. A partir dessa reflexo, buscar-se- elucidar duas posturas historiogrficas distintas diante de discusses ligadas ao problema da etnognese e ao uso da arqueologia funerria, que influenciaram o entendimento sobre os francos e o tecido social durante o 9. 7 perodo medieval, mas tambm suscitaram diversas polmicas nos campos acadmicos e polticos desde o sculo XIX. PALAVRAS-CHAVE: Arqueologia funerria. Etnognese. Francos. Raul Glaber e os conclios de Paz de Deus Diego Ribeiro dos Reis Tradicionalmente, a violncia se tornou pea chave e paradigma para os estudos sobre a Idade Mdia, um argumento para se comprovar a ausncia de Estado e o desaparecimento de instituies pblicas. Assim, a Idade Mdia foi considerada, sobretudo por grande parte da historiografia do sculo XIX, como um perodo atrasado no qual a violncia e a desordem prosperavam em detrimento da ordem poltica e social. Os estudos se centravam na violncia, e a paz era um tema pouco discutido at a segunda metade do sculo XX. Durante esses anos, grande parte desses estudos se circunscrevia, de uma maneira geral, a contrapor esses elementos, tomando-os como um par antinmico. Deste modo, documentos medievais como as Histrias de Raul Glaber, escritas na primeira metade do sculo XI e as atas dos conclios judicirios de Paz de Deus dos sculos X, XI e XII, sobretudo foram tomados como testemunhos e respostas s desagregaes sociais e polticas, e ao estado de violncia generalizada desse perodo, ou seja, uma tentativa de reestruturao da ordem pblica. A partir disso, o presente trabalho pretende fazer um estudo comparativo entre as concepes de paz presentes tanto em alguns textos dos conclios de Paz de Deus que ocorreram entre o fim do sculo X e as primeiras dcadas do sculo XI, quanto nas Histrias de Raul Glaber, buscando compreender as particularidades e as caractersticas comuns em torno de tais concepes, assim como indagar a maneira pela qual se descreve a paz, o vocabulrio utilizado e quais os valores dados a ela, tendo em mente a parcialidade desse estudo. PALAVRAS-CHAVE: Raul Glaber. Paz de Deus. Paz. 10. 8 Jordanes, Isidoro de Sevilha e a origem dos godos Vernica da Costa Silveira O trabalho objetiva apresentar em linhas gerais e introdutrias a origem dos godos nas Historiae de Jordanes e Isidoro de Sevilha. Indicaremos inicialmente alguns problemas envolvidos no estudo do tema com vistas a introduzir os leitores aos debates concernentes a possibilidade de falarmos na existncia de histria na Idade Mdia, para em seguida exemplificarmos uma possibilidade de pesquisa mediante a anlise comparativa do De origine actibusque Getarum, comumente conhecido como Gtica, de Jordanes, e do De origine Gothorum et regno Sueborum et etiam Wandalorum historia librum unum, de Isidoro de Sevilha luz dos debates recentes sobre identidades na Antigidade Tardia. PALAVRAS-CHAVE: Jordanes. Isidoro de Sevilha. Godos. Os ordlios como procedimentos probatrios no mundo franco Marcelo Moreira Ferrasin Os ordlios, ou juzos de Deus, foram utilizados como meios probatrios por diferentes sociedades, em distintos perodos. Certa historiografia considerou por longo tempo, os ordlios como provas irracionais, tpicos das sociedades brbaras da Alta Idade Mdia. Igualmente, historiadores generalizaram os juzos de Deus como a principal prova judiciria de um direito brbaro. Essas abordagens desempenharam influncia decisiva para a imagem depreciativa que se fez, e por ora se faz da Idade Mdia. Neste texto, pretendo destacar o uso dos ordlios no espao franco, a partir das disposies normativas expressas nas leis dos francos e na lei dos burgndios, como tambm das recentes contribuies da historiografia sobre o assunto. O objetivo desse trabalho demonstrar como os ordlios, e a ttulo de exemplo analiso o ordlio da gua fervente e o duelo judicirio, inseriam-se no regime probatrio franco, como um ltimo recurso, como um meio excepcional de se provar em casos graves ou na falta de outras provas. 11. 9 PALAVRAS-CHAVE: Ordlios. Lei. Francos. A morte e os mortos nas Vitae Fratrum de Gerardo de Frachet (sculo XIII) Alssio Alonso Alves Compostas em momentos de grandes conflitos entre frades e clrigos seculares, as Vitae Fratrum de Gerardo de Frachet tm como escopo a autoafirmao da Ordem dos Frades Pregadores como sendo sagrada. Presentes de forma macia nas histrias exemplares da obra, a morte e os mortos desempenharam um papel importante na autoapologia da Ordem e , portanto, objetivo deste artigo analisar como estes tpicos foram mobilizados em funo desse intuito. Para tanto, primeiramente faremos um panorama sobre os estudos historiogrficos a respeito da morte e dos mortos; em um segundo momento sero analisadas as circunstncias de composio da obra e, por fim, trataremos da morte e dos mortos nas Vitae Fratrum. PALAVRAS-CH...</p>