Apostila materiais construcao_marcio_varela

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  • 1. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRNAPOSTILA DE MATERIAIS DE CONSTRUO CURSO TCNICO EM EDIFICAES IFRN / CAMPUS NATAL CENTRAL PROF. MARCIO VARELA1 Professor: Marcio Varela

2. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRN1. INTRODUO 1.1. IMPORTNCIA DO ESTUDO: uma habilidade essencialmente prtica, onde se estuda os diversos materiais utilizados em Engenharia, sua obteno, propriedades e tcnicas de utilizao. 1.2. FINALIDADE DO ESTUDO: Desenvolver novas tcnicas de emprego, e pesquisar novos materiais, que atendam ao desenvolvimento dos processos construtivos. As novas aplicaes dos materiais vo depender da descoberta de novas propriedades desses materiais.2. AGREGADOS 2.1.DEFINIES1 - Materiais granulosos, naturais ou artificiais, divididos em partculas de formatos e tamanhos mais ou menos uniformes, cuja funo atuar como material inerte nas argamassas e concretos aumentando o volume da mistura e reduzindo seu custo. 2 - Segundo Petrucci (1970) define-se agregado como o material granular, sem forma e volume definidos, geralmente inerte de dimenses e propriedades adequadas para a engenharia. Os agregados conjuntamente com os aglomerantes, especificamente o cimento, formam o principal material de construo, o concreto. 2.2. CLASSIFICAO 2.2.1.a) Quanto origem- Naturais: so os agregados que no sofreram nenhum processo de beneficiamento, sendo encontrado na natureza j na forma particulada e com dimenses aplicveis a produo de produtos da construo, como argamassas e concretos. Ex.: areia de rio e seixos. - Artificiais: so os agregados que sofreram algum processo de beneficiamento por processos industriais, como por exemplo, britagem. Ex.: britas, argilas expandidas, escria granulada de alto forno, vermiculita.2 Professor: Marcio Varela 3. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRN 2.2.2.Quanto ao Massa Unitria 3Agregados leves: so os agregados com massa unitria inferior a 1120 kg/m , sua aplicao principal na produo de concretos leves, essa menor massa devido a sua microestrutura celular e altamente porosa. Ex. agregados artificiais como vermiculita expandida, escria expandida, entre outros. 3Agregados normais: so os agregados com massa unitria entre 1500 e 1800 kg/m , sua principal aplicao na produo de concretos convencionais. Ex. areia lavada de rio, britas granticas e calcrias, entre outras. 3Agregados pesados: so os agregados com massa unitria superior a 1800 kg/m , sua aplicao principal na produo de concretos pesados, utilizados para blindagens de radiao. A maior massa destes agregados devido presena dos minerais de brio, ferro e titnio na estrutura dos agregados. Ex. Barita, hematita entre outros. 2.2.3.Quanto a dimenso das partculas - GranulometriaAgregado mido: 0,075mm < < 4,8mm. Exemplos: - p de pedra, areia e siltes. Esses fragmentos passam na peneira com 4,8 mm de abertura.Agregado grado: 4,8mm. Exemplo: - seixo rolado, brita e argila expandida. Esses fragmentos so retidos na peneira com abertura de 4,8 mm.3 Professor: Marcio Varela 4. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRN 2.3. AGREGADOS MIDOS 2.3.1.AREIASObtidas da desagregao de rochas apresentando-se com gros de tamanhos variados. Podem ser classificadas, pela granulometria, em: areia grossa, mdia e fina. Deve ser sempre isenta de sais, leos, graxas, materiais orgnicos, barro, detritos e outros. Podem ser usadas as retiradas de rio e ou do solo (jazida). No devem ser usadas a areia de praia (por conter sal) e a areia com matria orgnica, que provocam trincas nas argamassas e prejudicam a ao qumica do cimento. As areias so usadas em concretos e argamassas e para isso merecem alguns cuidados como veremos a seguir: Areias para concreto: Utiliza-se nesse caso a areia retirada de rio (lavada), principalmente para o concreto armado, com as seguintes caractersticas: Gros grandes e angulosos (areia grossa);Limpa: quando esfregada na mo deve ser sonora e no fazer poeira e nem sujar a mo.Observar tambm: umidade, pois quanto maior a umidade destas, menor ser o seu peso especfico.Areia para alvenaria: Na primeira camada do revestimento de paredes (emboo) usa-se a areia mdia. Para o revestimento final chamado reboco ou massa fina, areia fina. Para acentamento de alvenaria deve-se utiliza areia mdia ou grossa. Obs: difcil encontrar uniformidade nas dimenses de gros de areia de mesma categoria. Essa desigualdade conveniente, pois contribui para obteno de melhores resultados em seu emprego, j que diminui a existncia de vazios na massa e para a diminuio do volume dos aglomerantes, cimento e cal, na mistura, que so materiais de maior custo. Substncias Nocivas As substancias nocivas nas areias, no devem exceder aos seguintes limites: Torres de argila: 1,5 %;Matrias carbonosas: 1,0 %;Material pulverulento passando na peneira n 200 (abertura da malha igual a 0,074 mm);4 Professor: Marcio Varela 5. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRNImpurezas orgnicas: realizado de acordo com a MB-10. Caso a soluo que esteve em contato com o agregado apresentar colorao mais escura que a soluo padro, ser o agregado considerado suspeito;Outras impurezas: esses limites devero ser fixados pelo engenheiro fiscal, ou tcnico da obra; essas impurezas so, micas, detritos vegetais e etc.Procedncia das Areias Dos Rios: mais puras, portanto as preferidas;Do Mar: s podem ser usadas, depois de bem lavadas em gua doce, ou expostas s intempries em camadas finas, de modo a perder os sais componentes.De Minas: encontram-se superfcie da terra em camadas, em files ou em covas, quando expurgadas de certas impurezas, torna-se melhor que a de rio.Classificao (Srie de Taylor) a. Grossa: areia que passa em malha de 4,8 mm e ficam retidas na de 1,2 mm (alvenaria de pedra); b. Mdia: passa na peneira de 1,2 mm e fica retida na de 0,3 mm. (alvenaria de tijolo e nos emboos). c. Finas: passa na peneira de 0,3 mm (reboco de paredes e teto). Requisitos da Areia a. No conter terra, o que se conhece por no crepitar ou ranger quando apertada na mo, e no turvar a gua em que for lanada. b. Possuir gros de dimenses variadas, e angulosos. Funo Entra na composio das argamassas, e contribuem para diminuio da contrao volumtrica da argamassa, tornando-a mais econmica. 2.3.2.P DE PEDRA a mistura de pedrisco e filler, no sendo, no entanto recomendado para argamassas. 2.3.3.FILLEREntende-se por Filler, um p mineral de grande finura, dimenses so inferiores a 0,075 mm, podendo ser: Calcrio, P de pedra, Carvo, Cinzas, etc.5 Professor: Marcio Varela 6. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRN 2.4.AGREGADO GROSSO ou GRADO:Agregados Grossos so todos os materiais granulosos de dimetro superior a 4,8 mm. Os principais agregados grossos so: seixos rolados, pedras britadas, argilas expandidas, escrias, etc. Terminologia: DENOMINAO BLOCO DE PEDRA> 1,0 mMATACO> 25 cmPEDRAEntre 7,6 cm e 25 cmBRITA2.4.1.DIMETRO4,8 mm e 76 mmBRITASProvm da desagregao das rochas em britadores e que aps passar em peneiras selecionadoras so classificadas de acordo com sua dimenso mdia, varivel de 4,8 a 76 mm. So normalmente utilizadas para a confeco de concretos, podendo ser obtidas de pedras granticas e ou calcrias. Britas calcrias apresentam menor dureza e normalmente menor preo. Para concreto armado a escolha da granulometria baseia-se no fato de que o tamanho da brita no deve exceder 1/3 da menor dimenso da pea a concretar. As mais utilizadas so as britas nmero 1 e 2. As britas podem ser utilizadas tambm soltas sobre ptios de estacionamento e tambm como isolante trmico em pequenos terraos. As britas so comercializadas de acordo com seu dimetro mximo, sendo classificadas na prtica como: Classificao das Britas BRITADIMETRO MNIMO (mm)DIMETRO MXIMO (mm)04,89,519,519,0219,025,0325,050,0450,076,06 Professor: Marcio Varela 7. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRN As principais caractersticas determinadas para esses agregados so granulometria, massa unitria, massa especfica e capacidade absoro. A determinao da granulometria do agregado grado realizada da mesma maneira que a realizada para o agregado mido, mudando apenas a srie de peneiras utilizadas (Tabela 3) e a amostra mnima que deve ser determinada pela Tabela 4. Tabela 3. Peneiras Srie Normal e Intermediria Srie NormalIntermediria (mm)76,0 mm 50,0 mm 38,0 mm 32,0 mm 25,00 mm 19,0 mm 12,50 mm 9,50 mm 6,30 mm 4,80 mm 2,40 mm 1,20 mm 0,60 mm 0,30 mm 0,15 mmTabela 4 Amostra mnima para ensaio Dmx (mm)Massa Mnima (kg)4,8 a 6,33,09,5 a 25,05,032,0 a 38,010,0A determinao da massa unitria do agregado grado realizada da mesma maneira que a realizada para o agregado mido, j a massa especfica pode ser feita por imerso de uma7 Professor: Marcio Varela 8. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE CAMPUS DE NATAL CENTRAL CURSO EDIFICAESIFRN amostra de agregado grado seco ao ar em uma proveta graduada de 1000 ml, que contenha cerca de 500 ml de gua. A massa especfica determinada pela diviso da massa da amostra pelo volume de gua deslocado. 2.4.2.BRITA CORRIDA a mistura de britas, sem classificao prvia, com p de pedra, onde todos os tamanhos esto misturados. 2.4.3.CASCALHO OU PEDRA-DE-MO o agregado com gros de maiores dimenses sendo retidos na peneira 76 mm (pode chegar at a 250 mm). Utilizados normalmente na confeco de concreto ciclpico e calamentos. Qualidades exigidas das britas: Limpeza: ausncia de matria orgnica, argila, sais, etc.;Resistncia: no mnimo possurem a mesma resistncia compresso requerida do concr