Apostila salvamento

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    CURSO ESPECIAL DE FORMAO DE CABOS

    APOSTILA DE SALVAMENTO

    ASPECTOS PSICOLGICOS DAS OPERAES DE SALVAMENTO

    Introduo

    A ocorrncia de situaes adversas geralmente ocasiona o acionamento de socorros governamentais que ao chegarem ao local do evento passaro a compor um quadro a ser completo pela existncia de vtimas e pblico. A seguir so apresentadas algumas consideraes sobre este trinmio que vo influenciar diretamente no desenvolvimento das operaes de salvamento. Elementos integrantes da rea de operaes: Vtima Socorrista Pblico

    Vtima Aquela que envolvida no evento. Recebe toda a carga decorrente da situao, podendo ser: fatal ou no-fatal.

    Socorrista o elemento que, isoladamente ou em conjunto, prope-se a solucionar o evento, sendo inerente sua atuao o chamado processo de iniciativa, originado fisiologicamente pela descarga de adrenalina no organismo. Pode ser: governamental ou no-governamental.

    Pblico Presente em todo e qualquer evento, em maior ou menor nmero, pode ser classificado em: tenso (direto e indireto), crtico, ajudante e observador.

    Bases do Socorrista: Da mais simples a mais complexa, a operao de salvamento estar apoiada sobre o seu mentor que o homem. Este, por sua vez, para que possa realmente sustentar o seu trabalho, precisar estar alicerado sobre o trinmio composto dos seguintes aspectos: Preparo Psicolgico Preparo Fsico Preparo Tcnico

    Atuao do Socorrista Para que sejam bem desencadeadas todas operaes de salvamento, os elementos componentes de uma guarnio devem ter conhecimento do desenvolvimento ordenado da atuao do socorrista, cuja seqncia de etapas pode ser expressa pelo seguinte fluxograma: aviso sada chegada ao local isolamento mtodo desfecho

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    ESCAPE Uma das reaes instintivas de qualquer pessoa, que se encontra num incndio ou em qualquer outra situao fora de seu domnio, fugir do ambiente hostil. Este instinto de conservao, primitivo em sua origem, se v, s vezes, neutralizado pelo valor material de bens pessoais. Como a fuga instintiva, a via de escape de qualquer ponto de um edifcio , deve ser, a mais curta possvel, de fcil acesso e suficientemente ampla para acomodar a todos que tentarem escapar, e deve estar livre de gases e de fumaa. Como em todos os problemas relacionados com o fogo, a fuga depende do tempo. Desta forma, o tempo de escape no pode ser o mesmo para todos os edifcios, pois funo basicamente do nmero de ocupantes dos mesmos. A segurana humana uma das principais finalidade de escape nos incndios. Na deciso do percurso de evacuao a ser adotado devem-se considerar cinco variveis . Destas trs so previsveis e duas aleatrias:

    Variveis Previsveis : Caractersticas dos ocupantes - a caracterstica principal que deve ser levada em considerao a mobilidade dos ocupantes de um local sinistrado. A mobilidade determina a capacidade de uma pessoa escapar. Os problemas de evacuao so muito piores em locais onde as concentraes de doentes, idosos e crianas sejam maiores.

    Planta do edifcio - a caracterstica arquitetnica de uma edificao deve se considerada de grande importncia devido a distancia que uma pessoa ter que se deslocar at um ponto seguro. Em geral, a segurana est relacionada com a altura de um edifcio, mas a distncia pode ter igual importncia em edifcios de um nico piso.

    Os sistemas de escape existentes - sabemos que os locais onde os sistema de segurana so existentes, o trabalho de evacuao se tornar mais fcil .

    Variveis Aleatrias: Locais que podero ser atingidos pelo incndio atravs de conhecimento do local onde se concentra o sinistro, podem-se traar algumas projees dos locais mais susceptveis a incndio. Atravs desta anlise, podem ser definidas as vias de escape mais rpidas e seguras.

    Localizao de uma pessoa em um edifcio sinistrado - em alguns edifcios podemos prever os locais onde se encontram os seus ocupantes, e o numero provvel de pessoas que ali normalmente estejam. Nos centros comerciais onde a populao flutuante, tal previso torna-se impossvel.

    As operaes de evacuao a serem realizadas pelas equipes de salvamento devem ser realizadas atravs de determinadas tcnicas e conceitos tericos.

    Tcnicas de Escape: Escape Imediato - retirada dos ocupantes do edifcio e executado por uma via de escape direta.

    Escape por Fases - ocupantes de um edifcio so conduzidos a locais intermedirios, de forma que a sada definitiva seja efetuada de maneira ordenada.

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    Escape para um Refgio - ocupantes so transferidos para uma rea protegida, dentro de uma estrutura, at que a situao seja minimizada e, em seguida, so resgatados.

    Conceitos Bsicos: O trabalho de evacuao de um local sinistrado deve ser executado obedecendo a conceitos bsicos, a fim de que a situao dos ocupantes do mesmo seja totalmente minimizada. Sendo assim, a evacuao deve estar baseada nos seguintes princpios: objetividade, preciso, disciplina e segurana.

    importante considerar que pessoas envolvidas por um sinistro, so tomadas pelo pnico, apresentando reaes prprias, tremores pelo corpo, choro convulsivo, ou simplesmente permanecem estticas, alheias a tudo que se passa. Cabe, portanto, ao homem que vai efetuar o salvamento (evacuao), usar de sua criatividade, a fim de que esse quadro seja revertido.

    O primeiro objetivo a ser atingido o aterramento do setor ou dos andares envolvidos, atravs do seu sistema de emergncia; logo a seguir, os andares diretamente envolvidos, com os seguintes procedimentos:

    Realizar a abertura de todas as portas, inspecionar o interior dos ambientes, em especial: banheiros, armrios, sob camas e outros mveis que, porventura existam, no esquecendo as escadas e janelas;

    Fazer a demarcao dos ambientes inspecionados;

    Conduzir as vtimas para as escadas de incndio, deixando um bombeiro encarregado de dar a orientao necessria para as vtimas, evitando a subida das mesmas; mantendo a distncia entre uma vtima e outra; mantendo-as de um lado da escada, destinando o outro lado ao trnsito das equipes de salvamento; evitando correrias e aglomeraes desnecessrias;

    - Concentrar as vtimas a fim de efetuar uma chamada e verificar se h falta de pessoas;

    - Solicitar o auxlio de pessoas que conheam a estrutura do edifcio.

    PROTEO RESPIRATRIA regra primordial que ningum, no combate a incndio, entre em ambiente saturado de gases, fumaa e temperatura elevada, sem estar com equipamento de proteo respiratria. O fato de deixar este tipo de material de lado nestas operaes pode acarretar no s no fracasso do socorro como tambm em conseqncias srias, inclusive a morte. Isto porque o sistema respiratrio humano mais vulnervel s agresses ambientais do que qualquer outra rea do corpo. Podemos falar tambm da necessidade de usamos um equipamento de respirao autnoma nos locais de diferentes ndices de presses atmosfricas (poos, tneis, cavernas) e no mergulho, atividade existente no CBMERJ (GBS, Gmar ). muito importante salientarmos que nos incndios encontramos quatro tipos distintos de riscos no tocante a respirao: falta de oxignio, temperatura elevada, fumaa e gases txicos.

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    PORCENTAGEM DE OXIGNIO NO AR

    SINTOMAS

    21% Conduo normal 17% Alguma perda de coordenao e aumento da freqncia

    respiratria 12% Vertigem, dor de cabea e fadiga 09% Inconscincia 06% Morte em poucos minutos por parada respiratria e

    concorrncia de parada cardaca

    Obs.: Estes dados no podem ser considerados como absolutos, pois no levam em considerao o tempo de exposio e as diferentes capacidades respiratrias.

    EFEITOS TXICOS DO MONXIDO DE CARBONO (CO) NO ORGANISMO

    CO ( partes por milho )

    CO no AR

    SINTOMAS

    100 0,01 Nenhum sintoma 200 0,02 Leve dor de cabea, podendo ocorrer outros sintomas 400 0,04 Dor de cabea aps 1 ou 2 horas 800 0,08 Dor de cabea aps 45 min. Nuseas, colapso e inconscincia, aps

    2 h 1000 0,10 Risco de ocorrer inconscincia aps 1 h 1600 0,16 Dor de cabea, tontura, nuseas, aps 20 min. 3200 0,32 Dor de cabea e tontura, nuseas aps 5 ou 10 min. Inconscincia

    aps 30 min. 6400 0,64 Dor de cabea e tontura aps 1ou2 min. Inconscincia aps 10 ou 10

    min. 12800 1,28 Inconscincia imediata perigo de morte entre 1 e 3 min.

    Obs.: No se trata de dados absolutos, porque no mostra a variao da freqncia ou do tempo de exposio.

    EQUIPAMENTO DE RESPIRAO AUTNOMA Existem dois meios de se equipar: Mtodo de colocao por sobre a cabea:

    1) verificar a presso no manmetro do cilindro; 2) o equipamento deve ser colocado no solo, com o cinto aberto, as alas de transporte

    alargadas e colocadas para o lado de fora do suporte, para no atrapalhar o BM no momento da colocao;

    3) agachar ou ajoelhar-se na extremidade oposto ao registro do cilindro; 4) segurar o cilindro com as mos, deixando as alas de transporte para o lado de fora; 5) levantar-se, erguendo o cilindro por sobre a cabea e deixando que as alas de transporte

    passem dos cotovelos; 6) inclinar-se levemente para frente, permitindo ao cilindro ficar nas costas, deixando as alas

    carem naturalmente sobre os ombros; 7) puxar os tirantes de ajuste, certificando-se que as alas no estejam torcidas; 8) ergue o corpo, fechar e ajustar o cinto e peitoral de forma que o equipamento acomode-se

    confortavelmente; e

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    9) lembrar que a falta de ajuste da ala e do cinto provoca ma distribuio de peso.

    a. Mtodo de vestir: 1) verificar a presso no manmetro do cilindro 2) vestir o equipamento, passando um brao por vez atravs da alas. Colocando-lo no solo,

    com as alas alargadas e o cinto aberto; 3) agachar-se prximo extremidade do registro do cilindro; 4) com a mo direita, segurar a ala que ser colocada sobre o ombro direito ( ou, com, a

    esquerda, a