Aprendendo Grego

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  1. 1. Aprendendo Grego the joint association of classical teachers greek course textos e vocabulrio Traduo Ceclia Bartalotti Superviso Flvio Ribeiro de Oliveira Luiz Alberto Machado Cabral
  2. 2. Aprendendo Grego edio brasileir a Antes de iniciarmos a traduo da primeira edio do Aprendendo grego em 2004, solicitamos a opinio de professores e estudiosos de lngua grega antiga. A maioria dos professores questionados via a publicao como uma excelente contribuio ao seu trabalho, e boa parte j usava o mtodo, apesar da inexistncia de traduo. Dois anos mais tarde, quando concluamos os trabalhos de traduo, fomos surpreendi- dos pelo lanamento da segunda edio pela Cambridge University Press. Tendo a segunda edio recebido inmeras alteraes, e sendo estas fruto da reflexo e da uti- lizao do mtodo por educadores, decidimo-nos pela publicao da edio aprimo- rada, propiciando assim aos estudantes e professores brasileiros a verso atualizada de um recurso j consagrado para o ensino do grego em vrios pases. A traduo e publicao do livro de Textos e vocabulrio em forma de cd-rom, em vez do livro tradicional, tem unicamente em vista a reduo do preo final do conjunto, permitindo que o leitor imprima partes do livro conforme sua necessidade. Os trabalhos de traduo, superviso e reviso levados a cabo por Luiz Alberto M. Cabral, Ceclia Bartaloti e Flvio Ribeiro de Oliveira merecem os crditos de um trabalho esmerado. Agradecemos a vrios professores da rea que foram consul- tados no decorrer dos trabalhos e somos especialmente gratos pelas inmeras cor- rees e sugestes recebidas dos professores Paula da Cunha Correa e Jos Marcos Macedo. S.T.
  3. 3. Reading Greek TEXTOS E VOCABULRIO Publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1978, Aprendendo Grego tornou-se um best-seller na categoria de curso introdutrio de grego antigo em um ano para estudantes e adultos. O livro combina o melhor das tcnicas modernas e tradicionais de aprendizagem e usado amplamente nas escolas, cursos de vero e universidades em todo o mundo. Foi tambm vertido em vrias lnguas estrangeiras. Este volume Texto e Vocabulrio, que acompanha o livro, contm uma narrativa inteiramente adaptada a partir de autores antigos a fim de estimular os estudantes a desenvolve- rem rapidamente suas habilidades, ao mesmo tempo em que recebem uma excelente introduo cultura grega.
  4. 4. Prefcio vii Prefcio segunda edio ix Agradecimentos xii Notas sobre as ilustraes xvi Notas sobre a segunda edio xvii Parte 1 Atenas no mar 1 Seo Um AJ: O golpe do seguro 4 Seo Dois AD: O passado glorioso 22 Seo Trs AE: Atenas e Esparta 30 Parte 2 Decadncia moral? 41 Seo Quatro AD: Desrespeito lei na vida ateniense 42 Seo Cinco AD e Seis AD: Scrates corrompe os jovens 53 Seo Sete AH: Scrates e a investigao intelectual 72 Parte 3 Atenas pelos olhos do poeta cmico 89 Seo Oito AC: As aves de Aristfanes e vises de Utopia 90 Seo Nove AJ: As vespas de Aristfanes 99 Seo Dez AE: Lisstrata de Aristfanes 120 Seo Onze AC: Os acarnenses de Aristfanes 130 Parte 4 As mulheres na sociedade ateniense 138 Sees Doze a Catorze: O processo contra Neera 140 Seo Doze AI: Neera como escrava 144 Seo Treze AI: Neera como mulher casada 161 Seo Catorze AF: Proteo da pureza de uma mulher 175 Seo Quinze AC: Alceste na pea de Eurpides 183 Parte 5 A viso ateniense de justia 190 Sees Dezesseis e Dezessete: Justia oficial e privada 191 Seo Dezesseis AH: Justia oficial: navios, Estado e indivduos 192 Seo Dezessete AE: Justia privada: problemas no campo 204 Seo Dezoito AE: Como Zeus deu a justia aos homens 214Sumrio
  5. 5. Parte 6 Deuses, destino e homem 225 Seo Dezenove AF: A histria de Adrasto 227 Parte 7 Heri e herona homricos 243 Seo Vinte AG: Odisseu e Nauscaa 246 Vocabulrio completo grego-portugus das palavras a aprender 267 Como encontrar a forma lexical de um verbo 267 Conveno 268 Lista de nomes prprios 287 vi Sumrio
  6. 6. H um critrio, e apenas um, pelo qual um curso para aprendizes de uma lngua no mais falada deve ser julgado: a eficincia e a velocidade com que esse curso os leva a ler textos na lngua original com preciso, entendimento e prazer. O estabelecimento de um Greek Project pela Joint Association of Classical Teachers foi produto da convico de que era possvel compor um curso de grego antigo que satisfizesse esse critrio melhor do que qualquer curso j existente. Haveria pouco sentido em um projeto desse tipo se o declnio atual do grego nas escolas tivesse sido reflexo claro de uma geral, crescente e irreversvel inca- pacidade da sociedade moderna de responder esteticamente e intelectualmente cultura grega; mas essa incapacidade de resposta no ocorreu, uma vez que a popularidade da literatura grega em tradues e de cursos de arte e histria gregas continuou a crescer. Pareceu Joint Association que havia uma lacuna precisando de uma ponte. Pontes custam dinheiro e, quando um pedido de 40.000 em contribuies foi feito no incio de 1974 pelo Dr. Michael Ramsey e outros, era legtimo ter dvidas quanto a como a causa do grego iria se sair em competio com outras causas mais populares. Mas os otimistas viram-se justi- ficados: em novembro, haviam sido obtidas contribuies na ordem de 63.000, uma soma que mais do que compensava o efeito da inflao depois do oramento inicial do projeto e, em 1976, um pedido de contribuies para manter um quarto e ltimo ano de trabalho resultou em mais de 15.000. Isso foi possvel graas a centenas de indivduos, muitas escolas, faculdades, instituies e fundos e, em particular ao Leverhulme Trust Fund, ao Ernest Cook Trust e Cambridge University Faculty of Classics. No teria sido difcil compilar mais uma gramtica descritiva sistemtica de grego e entreme-la com exerccios que testassem o progresso do aluno ao longo da gramtica, estgio por estgio. Nem teria sido difcil pr diante do aluno uma antologia da literatura grega, traduzir a maior parte para ele, oferecer a interva- los algumas regras gramaticais prticas e inspir-lo na esperana de que pegasse o jeito com a lngua e, com o tempo, conseguisse entender a essncia ou os pontos principais de qualquer texto grego. Qualquer um que aprenda grego pelo primeiro desses dois mtodos levar muito tempo para chegar ao ponto de ler um texto grego original; no caminho, ter adquirido muito mais conhecimento gramatical do que precisava e muito menos conhecimento do que o necessrio sobre o pensamento e o sentimento gregos. A tcnica de compilar uma gramtica descritiva para fins de referncia vii Prefcio
  7. 7. e a tcnica de apresentar um idioma a um estudante so totalmente diferentes, como os professores de lnguas modernas sabem. A noo de que se pode pegar o jeito de textos estrangeiros simplesmente lendo uma srie deles com a ajuda de tradues, mas sem uma orientao lingustica cuidadosa, igualmente ilusria. Podemos de fato esperar compreender boa parte do que nos dito em uma lngua moderna se formos colocados em um ambiente em que possamos ouvi-la o dia inteiro; mas nosso progresso depende de sermos participantes da situao em que as palavras so pronunciadas e da disposio do falante nativo de repetir, simplificar, falar mais devagar e comple- mentar a fala com sinais e gestos. Nossa relao com os autores gregos dife- rente; se abordarmos uma argumentao platnica ou um dilogo trgico apenas com uma vaga ideia de gramtica, as chances de um entendimento equivocado no marginalmente, mas totalmente equivocado so muito altas. O curso foi composto e revisado por pessoas que se preocupam basicamente com o que funciona melhor e no usam tradicional ou moderno como termos elogiosos ou depreciativos. Nas primeiras sees, predominam as palavras e cons- trues mais comuns e as oraes so curtas; mas a estrutura das oraes no foi adaptada ao idioma do aluno, e o teste de frequncia no foi aplicado de forma to rigorosa admisso de vocabulrio e expresses a ponto de roubar todo o colorido linguagem. No incio, o texto grego uma composio moderna, embora seu tema seja derivado de fontes gregas. Mas logo as vozes de Plato e Aristfanes comeam a ser ouvidas; os compositores modernos vo sendo afastados medida que os autores antigos, progressivamente menos reescritos para adequar-se s limitaes do aluno iniciante, assumem o comando. O contedo do texto deter- minado to raramente quanto possvel pela descomplicao lingustica e to fre- quentemente quanto possvel pela necessidade de familiarizar o estudante adulto ou quase adulto com os aspectos caractersticos da cultura grega. Nem todos acham que certo compor em grego ou adaptar textos originais. No h nada, em nenhum curso de lnguas, que todos considerem certo. A equipe do Projeto, o Comit Diretivo e o Conselho Consultivo foram obrigados a tomar muitas decises s vezes contra a opinio de uma minoria, mas nunca sem uma discusso paciente e amistosa que sofrero crticas. Pede-se que os crticos levem em conta que a experincia combinada de sala de aula, sala de palestras e atendi- mento pedaggico da Equipe, Comit e Conselho no apenas considervel, mas variada; que rascunhos sucessivos, tendo sido testados na JACT Summer School e em outros locais, neste pas e nos Estados Unidos, foram constantemente revi- sados diante dos resultados dos testes; e que, no aprendizado de lnguas, podem surgir ocasies em que a carne suculenta para um homem o repolho cru para outro. A Equipe foi, do incio ao fim, criativa e engenhosa, rpida e cordial nas respostas s crticas e infalivelmente determinada diante de dificuldades tcnicas. E tem boas razes para acreditar que o curso que produziu possa vir a representar, para a maioria dos estudantes, um caminho mais direto e curto do que qualquer outro para chegar literatura grega como os prprios gregos a conheciam.K.J. Dover viii Prefcio
  8. 8. O Curso de Grego Aprendendo Grego da Joint Association of Classical Teachers foi escrito para principiantes que estejam no ensino mdio, universidade ou edu- cao para adultos. Seu objetivo possibilitar que os estudantes leiam o gr