Apresentacao claudia mascarenhas

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Projeto Rede Sampa - Saúde Mental Paulistana Seminário "Atenção Integral à Saúde e Desenvolvimento da Criança e do Adolescente na Rede de Atenção Psicossocial: O Cuidado no Território.

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DETECO PRECOCE DE RISCO PSQUICO com nfase no autismo E POLTICAS PBLICAS

Claudia Mascarenhas Fernandes

MINISTRIO DA SADE:LINHA DE CUIDADO PARA A ATENO S PESSOAS COM TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO E SUAS FAMLIAS NA REDE DE ATENO PSICOSSOCIAL DO SISTEMA NICO DE SADEA psicanlise, a deteco precoce e a poltica pbica encontaram uma fecunda possibilidade de trabalho, e o autismo tem sido um dos principais argumentos" desse encontro. Trata-se de um bom argumento na orgnica tenso da noo de deteco de risco. FILMES DOS BEBSA deteco e a interveno to precoce quanto possvel, para minimizar as deficincias decorrentes do autismo atualmente consenso entre os pesquisadores (Bryson et al., 2003; Bursztejn et al., 2003; Howlin, 2004);

Muitos estudos mostraram o efeito positivo da interveno precoce na evoluo das crianas que apresentam autismo. (Hoyson et al. 1984; Lovaas 1987; Ozonoff et al. 1998; Sheinkopf et al. 1998).UM BEB, POR AINDA NO FAZER USO DA PALAVRA FALADA, TEM RECURSOS MUITOS ESPECFICOS PARA EXPRESSAR QUANDO NO EST BEM. SUAS MOSTRAES DE SOFRIMENTO APARECEM NO SEU CORPO, NO SEU FUNCIONAMENTO OU NAS SUAS RELAES DIRETAS COM O OUTRO. DE FATO NEM O MAIS EXPERT" DOS CLNICOS OU DOS PESQUISADORES TERIA COMO FECHAR O DIAGNSTICO SOBRE A PSICOPATOLOGIA DE UMA CRIANA ANTES DOS TRS ANOS. As dificuldades que as crianas apresentam at antes dos trs anos precisam ser objeto de polticas pblicas para uma importante deteco precoce e um atendimento "a tempo. A criana antes dos trs anos com dificuldades necessita ser tratada sem demoras, sem que isso implique necessariamente no enquadramento a uma taxonomia, mesmo no caso do autismo que se caracteriza por um conjunto de sinais que aparecem precocemente.Por que no fechar o diagnstico antes dos 3 anos?- Os sinais precoces so muito sensveis para perturbaes da comunicao e interao, mas pouco especficos para o TEA propriamente dito, o que faz com que avaliaes, escalas e pesquisas apontem sempre no sentido de riscos para o transtorno ou indicadores de perturbaes da interao e da comunicao. - O segundo semestre de vida: alguns sinais indicadores de risco podem ser confundidos com o desenvolvimento positivo da criana. Pesquisadores e clnicos tem descoberto que nesse perodo, tanto os bebs tpicos passam a se interessar mais pelos objetos e olham muito mais para a boca do interlocutor, quanto os bebs em risco olham mais para o rosto humano no segundo semestre.- Canalizao: quando o percurso do desenvolvimento vem canalizado de modo diferente se normaliza com intervenes intredisciplinares, declinam do risco, ou seja, preciso tratar mas esperar para ver como o processo se d. - Neuroplasticidade cerebral, que mesmo que saibamos que pode ocorrer em qualquer momento da vida, ainda se pode apostar na idia de que de 0 a 2 anos ela ocorre numa quantidade muito maior do que no restante da vida. Sinais de risco de evoluo para o autismoNAS PESQUISAS - para afastar mitos- encontrar a prticaAUTISMOTRANSTORNO QUE AFETA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANA, EM QUE PODEM ESTAR PRESENTES DISTINTOS GRAUS DE:

-PERTURBAES PRECOCES DA INTERSUBJETIVIDADE,

- ANOMALIAS DA CONECTIVIDADE CEREBRAL,

-PERTURBAES SENSORIAIS,

- EXPRESSES DE DIFICULDADES DO COMPORTAMENTO SOCIAL. interSUBJETIVIDADE- Fracasso em provocar ativamente a ateno do outro (sinais preaut: 1- O beb NO busca se fazer olhar por sua me (ou substituto) na ausncia de qualquer solicitao dela. 2- O beb NO busca suscitar uma troca prazerosa com sua me (ou com seu substituto) na ausncia de qualquer solicitao dela).- Dificuldade em se voltar ao chamado da voz humana- Se empenham mais nas relaes com objetos- Segundo semestre podem interagir mais com pessoas, mas o interesse maior pelos objetos continua depois. - A partir de 6-8 meses no passam para relaes em trio (criana-objeto-adulto). Perturbaes em compartilhar interesses.- Dificuldades de antecipao e da possibilidade em imitar o outro. SENSORIALIDADEUma das questes que mais trazem dificuldades nas relaes da criana com autismo ou em "risco de a dificuldade de integrar e regular seu sistema sensorial. Muitas vezes esse distrbio sensorial impede a aproximao corporal ao outro (ttil) suportar frequentar determinados ambientes (auditivo), mudanas de ambientes ou vestimentas, falta de sensao do peso do corpo, necessidade de auto-estimulao, dentre outros.IMPORTANTE: Falta ou pouco interesse na relao face a face ou ausncia no direcionamento do olhar ao outro, no significa falta de ateno, mas, uma inabilidade especfica em relao as interaes sociais. preciso estar atento e no permitir que se medique essa falsa falta de ateno, assim como o puro treino para fazer a criana focar, no leva a uma mudana na questo central da dificuldade na relao ao outro. MOTRICIDADE-4 a 6 meses: assimetrias, atipas, pouca variedade motora, pobreza motora, dificuldade de se manter em posio sentada, falta de iniciativa motora. -6/9 a 10/12 semanas: movimentos circulares pequenos e acelerados, sem mudana de ritmo.-Pouca coordenao e sintonia entre seus movimentos e linguagem materna. -Dissimetrias marcantes entre membros inferiores e superiores, ou lado direito e lado esquerdo. -O uso da atividade motora na interao fica bastante reduzida (verificar a quantidade dos movimentos motores) IMPORTANTE: CONTRARIAMENTE AO QUE SE PENSAVA, A CRIANA EM RISCO DE AUTISMO OU COM AUTISMO, APRESENTA SIM ALGUMAS DIFICULDADES PSICOMOTORAS, MESMO QUE CONTRADITRIAS, POR EXEMPLO, PODEM TER UMA COORDENAO MOTORA FINA EXCELENTE, MAS NO CONSEGUEM CHUTAR BEM UMA BOLA, CAEM MUITO.TAMBM CONTRARIAMENTE AO QUE SE PENSAVA ANTES, A CRIANA COM AUTISMO PODE NO CONSEGUIR SER CARINHOSA POR CAUSA DE UMA DIFICULDADE SENSORIAL.

Beb em risco de autismoBeb depressivoSe interessam mais pelos objetos do que pelas pessoas (obs: do segundo semestre)Interesse pobre pelos objetos e pelas pessoas tambm.Se estimulados pouco respondem ou quando respondem no sustentam por muito tempo. Se estimulados comeam a responder rapidamente e em menos tempo, cada vez mais.Exame fsico dentro do esperado porm h o crescimento da circunferncia craniana em at 90% nos 18 primeiros meses. Podem apresentar: baixo peso, parada no crescimento, lentido motora, apatiaos pais e familiaresPAIS E FAMILIARES SEMPRE PERCEBEM QUE H ALGO QUE NO VAI BEM COM SEU FILHO, POR ISSO, A PREOCUPAO DOS PAIS UM TIMO INDICADOR DA NECESSIDADE DE INVESTIGAO DO FILHO. PRECISO ACREDITAR E CONSIDERAR O SABER DOS PAIS E FAMILIARES SOBRE A CRIANA. comum encontrar nos depoimentos de pais de crianas com Transtorno do Espectro do Autismo a lembrana de que sempre perceberam que seu filho quando beb era diferente, recusava as interaes, sem o contato olho-a-olho, no respondia aos chamados de voz, manifestava preferncia em ficar sozinho a ser carregado no colo. Os dados observados e a anlise sistemtica dos relatos dos pais de crianas com TEA indicam que em 75 a 88% dos casos j apresentavam sinais indicativos da patologia antes dos 2 (dois) anos e em 31 a 55% antes de 1 (um) ano (Young, Brewer E Pattison, 2003). Assim, reconhecem-se sinais tpicos associados aos TEA antes dos trs anos e, se detectados quando do seu surgimento, devem ser tratados precocemente. Filmes familiaresQuais os comportamentos dos pais que podem escamotear o risco de autismo do filho?

Regulao UP: manter alto nvel de regulao da criana (acontece mais nos pais de bebes com risco), como se a me percebesse que a criana tem necessidade de comportamentos reguladores. Fazem mais toques e sons durante as tentativas de interao no primeiro semestre.

Regulao DOWN: os pais tendem a acalmar os filhos, reduzindo as atividades deles ou em relao a eles. (acontece mais nos pais de bebs tpicos). importante: NO DEVE SER AVALIADO APENAS A PRESENA OU AUSNCIA, preciso identificar FREQUNCIA, QUALIDADE, SOLICITAO AO OUTRO. PARA HAVER RISCO h que ser freqente EM DIVERSAS SITUAES. LInha de cuidados para a ateno das pessoas do espectro do autismo e suas famlias na rede de ateno psicossocial no sus (MS, sec. sade mental) 2012A construo desse documento foi realizada por um Grupo de Trabalho, constitudo em dezembro de 2011, composto por representantes de Universidades, da Sociedade Civil, gestores e profissionais de RAPS locais do SUS, coordenado pela rea Tcnica de Sade Mental lcool e outras Drogas (ATSM) do Departamento de Aes Programticas e Estratgicas (DAPES) da Secretaria de Ateno Sade (SAS) do Ministrio da Sade. Foram parceiros tambm as reas Tcnicas da Sade da Pessoa com Deficincia, Sade da Criana e Aleitamento Materno (ATCAM), e da Rede de Ateno Urgncia e Emergncia (RUE); os Ministrios da Educao, e do Desenvolvimento Social e Combate Fome; e a Secretaria Nacional de Promoo dos Direitos da Pessoas com Deficincia, com vistas a garantir ressonncia e articulao entre todas as Redes de interface para o cuidado das pessoas com TEA e suas famlias. O Documento publicado pelo Ministrio da Sade Linhas de cuidados para a ateno das pessoas com autismo e seus familiares na rede de ateno psicossocial do sistema nico de sade segue a direo tica:

- Singularidade (proposta: PST, escrita: fragmentos clnicos singulares)- Interdisciplinaridade (Em todo o processo- escrita e proposta)- Pluralidade (liberdade de escolha para os profissionais e familiares- escrita e proposta).- Incluso ( familiar, escolar e social)- Deteco precoce - Diagnstico como processo- Integralidade (escrita e proposta)

deteco precoce e Linha de cuidadosSeu filho tem iniciativa de olhar para seus olhos? Tenta olhar? (no)Seu filho tenta chamar sua ateno? (no) muito difcil captar a ateno do seu filho? (sim)Seu filho tenta provoc-lo para ter uma interao com voc e lhe divertir? Ele se interessa e tem prazer numa brincadeira com voc? (no)Quando seu beb se interessa por um objeto e voc o guarda, ele olha para voc? (no)Enquanto joga com um brinquedo favorito, ele olha para um brinquedo novo se voc o mostra? (no)Seu filho responde pelo seu nome