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Veterinária & Zootecnia Encarte do CRMV/RJ Jornal - Distribuição Gratuita - Nº 193 - agosto de 2007 Atualização Científica A uas matérias sobre o assunto foram publicadas em veículos da grande imprensa que circulam no Rio de Janeiro. A primeira, da revista Veja, do sábado dia 07 de julho último, infor- ma que, embora a produção científica brasileira tenha aumentado (98.700 artigos publicados em 2004; 114.200, em 2005 e 125.100, em 2006), a média de citações de cada artigo (por outros autores em seus trabalhos) é muito pequena quando comparada com outros países. E cita como exemplos a Suíça, com 14 citações/artigo publicado; os Estados Unidos, com 13; a Holanda, com 12 e o Brasil, com apenas 5 citações por artigo publicado. O jornal O Globo, na sua edição de 10 de julho, publica matéria de meia página sob o título “Brasil produz mais ciência”, com o subtítulo “País alcança 15 a posição em ranking mundial, ultrapassando Suí- ça e Suécia”. Acima do nosso país em termos de quantidade de artigos científicos publicados (1,92% do total mundial) estão a Rússia (2,28%); a Holanda (2,62%); a Coréia do Sul (2,64%); a Índia (2,91%); a Austrália (3,07%); a Espanha (3,45%); a Itália (4,46%); o Canadá (4,87%); a França (5,75%); a In- glaterra (7,27%); a China (7,90%); o Japão (8,08%); a Alemanha (8,10%) e disparados na frente, os Esta- dos Unidos, com 32,30% do total de trabalhos cien- tíficos publicados no mundo. O ranking publicado em O Globo foi organizado pela empresa Thomson ISI, considerada uma refe- rência mundial no assunto e apresentado no dia nove de julho último pela Capes - Coordenação de Aper- feiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Minis- tério da Educação, durante a reunião anual da Soci- edade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que, neste ano, ocorreu em Belém (PA). Nessa lista, o Brasil é o único presente de toda a América Latina. Jorge Guimarães, presidente da Capes, considera o percentual do Brasil bastante significativo e destaca que a nossa produção está calcada na pós-graduação, enquanto que na maioria dos países melhor situados ela é feita por pós-doutores. E informa que as maiores conquistas foram no campo da medicina. É preciso notar que os números acima, publica- dos em O Globo, referem-se à quantidade de artigos Em discussão o prestígio da pesquisa brasileira científicos publicados em revistas científicas certifica- das, o que não atesta, obrigatoriamente, a sua qua- lidade. Esta, segundo a matéria da Veja, é determi- nada pela citação das matérias dos nossos cientistas em outras publicações igualmente certificadas. Eloi Garcia Eloi Garcia Eloi Garcia Eloi Garcia Eloi Garcia A propósito do assunto, colhemos a opinião do médico veterinário Eloi Garcia, renomado pesquisa- dor e ex-presidente da Fiocruz. Segundo ele, um artigo científico para ser reco- nhecido e citado pela comunidade científica interna- cional demora de 3 a 5 anos. Assim, os aumentos recentes das publicações brasileiras ainda não tive- ram a repercussão que deveriam ter na comunidade. Temos que esperar mais um pouco. Às vezes, um ar- tigo é reconhecido pela comunidade de 6 a 10 anos depois de ter sido publicado, principalmente se for uma inovação ou algo muito na frente do estado da arte daquele assunto. Indagado sobre a carência de verba para a pes- quisa, nosso colega afirmou que falar em verba com os cientistas é uma coisa complicada. A ciência está cara. Cada vez mais precisamos de equipamentos modernos e sofisticados e reagentes dispendiosos, então, os recursos financeiros sempre serão defici- entes para a ciência. Eloi pondera que talvez para a sociedade ainda não esteja clara a importância da ciência e das inova- D

Atualização científica

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Veterinria & Zootecnia Encarte do CRMV/RJ Jornal - Distribuio Gratuita - N 193 - agosto de 2007

Atualizao Cientfica A

uas matrias sobre o assunto forampublicadas em veculos da grande imprensaque circulam no Rio de Janeiro. A primeira,

da revista Veja, do sbado dia 07 de julho ltimo, infor-ma que, embora a produo cientfica brasileira tenhaaumentado (98.700 artigos publicados em 2004;114.200, em 2005 e 125.100, em 2006), a mdia decitaes de cada artigo (por outros autores em seustrabalhos) muito pequena quando comparada comoutros pases. E cita como exemplos a Sua, com 14citaes/artigo publicado; os Estados Unidos, com 13;a Holanda, com 12 e o Brasil, com apenas 5 citaespor artigo publicado.

O jornal O Globo, na sua edio de 10 de julho,publica matria de meia pgina sob o ttulo Brasilproduz mais cincia, com o subttulo Pas alcana15a posio em ranking mundial, ultrapassando Su-a e Sucia. Acima do nosso pas em termos dequantidade de artigos cientficos publicados (1,92%do total mundial) esto a Rssia (2,28%); a Holanda(2,62%); a Coria do Sul (2,64%); a ndia (2,91%); aAustrlia (3,07%); a Espanha (3,45%); a Itlia(4,46%); o Canad (4,87%); a Frana (5,75%); a In-glaterra (7,27%); a China (7,90%); o Japo (8,08%);a Alemanha (8,10%) e disparados na frente, os Esta-dos Unidos, com 32,30% do total de trabalhos cien-tficos publicados no mundo.

O ranking publicado em O Globo foi organizadopela empresa Thomson ISI, considerada uma refe-rncia mundial no assunto e apresentado no dia novede julho ltimo pela Capes - Coordenao de Aper-feioamento de Pessoal de Nvel Superior do Minis-trio da Educao, durante a reunio anual da Soci-edade Brasileira para o Progresso da Cincia (SBPC),que, neste ano, ocorreu em Belm (PA). Nessa lista,o Brasil o nico presente de toda a Amrica Latina.

Jorge Guimares, presidente da Capes, considerao percentual do Brasil bastante significativo e destacaque a nossa produo est calcada na ps-graduao,enquanto que na maioria dos pases melhor situadosela feita por ps-doutores. E informa que as maioresconquistas foram no campo da medicina.

preciso notar que os nmeros acima, publica-dos em O Globo, referem-se quantidade de artigos

Em discusso o prestgio da pesquisa brasileira

cientficos publicados em revistas cientficas certifica-das, o que no atesta, obrigatoriamente, a sua qua-lidade. Esta, segundo a matria da Veja, determi-nada pela citao das matrias dos nossos cientistasem outras publicaes igualmente certificadas.

Eloi GarciaEloi GarciaEloi GarciaEloi GarciaEloi Garcia

A propsito do assunto, colhemos a opinio domdico veterinrio Eloi Garcia, renomado pesquisa-dor e ex-presidente da Fiocruz.

Segundo ele, um artigo cientfico para ser reco-nhecido e citado pela comunidade cientfica interna-cional demora de 3 a 5 anos. Assim, os aumentosrecentes das publicaes brasileiras ainda no tive-ram a repercusso que deveriam ter na comunidade.

Temos que esperar mais um pouco. s vezes, um ar-tigo reconhecido pela comunidade de 6 a 10 anosdepois de ter sido publicado, principalmente se foruma inovao ou algo muito na frente do estado daarte daquele assunto.

Indagado sobre a carncia de verba para a pes-quisa, nosso colega afirmou que falar em verba comos cientistas uma coisa complicada. A cincia estcara. Cada vez mais precisamos de equipamentosmodernos e sofisticados e reagentes dispendiosos,ento, os recursos financeiros sempre sero defici-entes para a cincia.

Eloi pondera que talvez para a sociedade aindano esteja clara a importncia da cincia e das inova-

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Atualizao CientficaB

es tecnolgicas. Ainda somos analfabetos em cincia. Temos de divulg-la mais,em linguagem mais simples, para que a populao entenda e nos apie. A cin-cia a alavanca da tecnologia mundial.

Ele cita o presidente da Capes, Jorge Guimares, que vem pregando, ondepode, a importncia da ps-graduao para o Pas e o fato de j estarmos produ-zindo 10 mil doutores, por ano, o que ainda pouco para um pas da extensodo Brasil. H regies, como a Norte, onde a presena de doutores ainda escas-sa e fragmentria.

O mdico veterinrio e cientista Eloi Garcia tem a esperana que, nos prxi-mos anos, iremos ultrapassar a cifra dos 10 mil doutores anuais.

Hermann SchatzmayrHermann SchatzmayrHermann SchatzmayrHermann SchatzmayrHermann Schatzmayr

Virologista que tambm j ocupou a presidncia da Fiocruz, o mdico veteri-nrio Hermann Schatzmayr, vem dedicando dcadas da sua vida pesquisa. Eleexplica que a concorrncia nessa rea pesada e que as publicaes valem ver-bas, algumas vezes o prprio salrio dos prximos anos. Isso normal no exteri-or onde foi criado um esquema perverso de publicar apenas, sempre que poss-vel, artigos dos amigos e no-concorrentes. As informaes que so apresenta-das, em carter confidencial, para serem publicadas, so utilizadas por revisores,principalmente no exterior. Assim - informa o colega - o autor nacional, apsesperar durante meses por uma resposta da revista, surpreendido, um belo dia,pela publicao de artigo assinado por outro autor, a partir dos dados da suapesquisa. que, podendo dispor de melhores condies de trabalho, os experi-mentos originais so facilmente repetidos.

As revistas nacionais no so valorizadas, s as internacionais, como se notivssemos pesquisadores competentes no Brasil.

Outro esquema perverso so as chamadas citaes, ou seja, quantas vezesdeterminado artigo foi citado. Schatzmayr informa que, em geral, os diversosgrupos s citam seus prprios componentes. Isso, segundo ele, a regra noexterior, e ns, como bons imitadores, estamos entrando na mesma onda.

Segundo o virologista, muito difcil conseguir indexar uma nova revista noBrasil e os artigos publicados em revistas no indexadas no tm valor para aCapes, o que ele considera um erro crasso. Por outro lado, se observarmos a listade peridicos indexados, veremos que nela constam revistas atrasadas, com pou-cos nmeros mas que, mesmo assim, permanecem na lista.

Hermann Schatzmayr termina seu depoimento, fruto de uma longa e bemsucedida experincia, ponderando que, h, naturalmente, excees honrosas quemantm, afinal, o sistema funcionando.

Marcelo PMarcelo PMarcelo PMarcelo PMarcelo Pachecoachecoachecoachecoacheco

Para o mdico veterinrio Marcelo Pacheco, vice-reitor da Universidade Cas-telo Branco, o reduzido ndice de citaes de artigos cientficos brasileiros deve-se a dificuldade de acesso dos pesquisadores nacionais s publicaes em revis-tas de alta circulao e disponveis, gratuitamente, na Internet.

Segundo o colega, parte do sistema de publicaes ocorre por indicao eeste um dos grandes limitantes, outra o prprio idioma, pois algumas versesso em linguagem literal, no correspondendo ao idioma cientfico corrente. Porisso, alguns artigos cientficos no so aceitos.

A quantidade de publicaes, no Rio de Janeiro, diminuiu, segundo ele, porfalta de verba e poltica de fomento pesquisa, pois, alm de pequeno, o budgetnormal concentrado nos pesquisadores j consagrados, de instituies conhe-cidas. Quanto aos demais pesquisadores eles podem representar importante massacrtica no processo de inovao mas no tm acesso s verbas e desenvolvempesquisas de menor cunho, no sendo aceitos nas revistas internacionais de maiorcirculao.

Pacheco acha, tambm, que a falta de estmulo aos pesquisadores faz comque haja menor interesse na dedicao de parte dos candidatos a pesquisado-

res. Ele considera importante salientar tambm a situao agropecuria do es-tado do Rio de Janeiro, onde observamos uma discrepncia entre o consumo e oinvestimento em capacitao e desenvolvimento em biotecnologias.

PPPPPesquisa & tecnologiaesquisa & tecnologiaesquisa & tecnologiaesquisa & tecnologiaesquisa & tecnologia

No novidade para ningum que o principal objetivo da pesquisa o degerar conhecimento para o progresso da humanidade. Na prtica, esse progres-so expresso em inovaes tecnolgicas que so reconhecidas pelos registros depatentes.

Mais do que pelas suas reservas naturais, do que o espao do seu territrio,da extenso da sua costa martima, do poder das suas foras armadas,modernamente, o poder de uma nao medido pela sua capacidade de inova-o, por sua criatividade, por sua inventividade que, em ltima anlise, decorremdo volume e qualidade da sua pesquisa e conseqente tecnologia. Tecnologiacapaz de gerar novos mtodos, processos e tcnicas em todos os campos daatividade humana, da medicina s comunicaes; da engenharia, s tcnicas deadministrao; dos automveis ao transporte pblico; dos recursos e servios delazer, segurana pblica e privada; do servio bancrio ao servio pblico; dapreviso do tempo, agricultura; do acmulo de riqueza sua distribuio, eassim por diante.

Exemplos de pases pequenos, pobres da maioria das matrias-primas e ricosgraas ao desenvolvimento cientfico e tecnolgico so: a Holanda, a Blgica, aSua, a Finlndia, a Dinamarca, a Sucia, a Noruega, o Japo e a Coria do Sul.

Mas...como constata a jornalista Roberta Jansen, em matria publicada emO Globo, do dia 11 de julho ltimo, O aumento da produo cientfica no pas,confirmado pela 15a posio no ranking mundial, ainda no se reflete no nme-ro de patentes brasileiras registradas. Segundo ela, para alguns especialistas,isso ocorre porque ainda falta s instituies de pesquisa uma cultura de aproxi-mao com a indstria enquanto que para outros o que est faltando umapoltica de desenvolvimento tecnolgico dentro das empresas.

Rita Pinheiro MachadoRita Pinheiro MachadoRita Pinheiro MachadoRita Pinheiro MachadoRita Pinheiro Machado

A coordenadora do INPI Instituto Nacional de Propriedade Industrial RitaPinheiro Machado, informa que o nmero de registros de patentes, no Brasil,por residentes no Pas (7.412, em 2004) vem se mantendo estvel e 75% delesso requeridos por pessoas fsicas (e no por pessoas jurdicas, por empresas) oque mostra que o setor industrial no est usando o sistema.

Por outro lado, o conhecimento produzido nas universidades e outros cen-tros de pesquisa, no vai para as indstrias, no se reflete em desenvolvimentotecnolgico.

FFFFFernando Galembeckernando Galembeckernando Galembeckernando Galembeckernando Galembeck

Em palestra proferida na 59a Reunio Anual da Sociedade Brasileira Para oProgresso da Cincia (SBPC), ocorrida em Belm (PA), o professor FernandoGalembeck, do Departamento de Qumica da Unicamp, afirmou que consideran-do o nmero de artigos cientficos poderamos aumentar bastante o nmero depatentes, mas que um problema srio que uma boa parte dos pesquisadoresbrasileiros que publica artigo no se preocupa em proteger a propriedade inte-lectual e tambm existe uma idia muito errada que tecnologia no assunto deuniversidades e centros de pesquisa. Segundo ele, isso no verdade porqueo conhecimento novo que surge no trabalho de pesquisa muitas vezes podeevoluir e gerar tecnologia.

Carlos Henrique de Brito CruzCarlos Henrique de Brito CruzCarlos Henrique de Brito CruzCarlos Henrique de Brito CruzCarlos Henrique de Brito Cruz

Para o diretor-cientfico da Fundao de Amparo Pesquisa do Estado deSo Paulo, Carlos Henrique de Brito Cruz, o que est faltando uma poltica dedesenvolvimento tecnolgico e o grande desafio aumentar muito o nmero decientistas nas indstrias.

Atualizao Cientfica C

cardiomiopatia hipertrfica (CMH) a cardiopatia mais comum em felinos,com evidncias de origem gentica, pelo menos em algumas raas. Carac-teriza-se pela hipertrofia ventricular esquerda, aumento atrial e compro-

metimento da funo diastlica. Os animais afetados podem ser assintomticos,apresentar sinais de ICC, sncope, tromboembolismo ou morte sbita.

O tromboembolismo comum, como resultado da dilatao atrial e estase san-gunea. O tratamento da CMH baseia-se na apresentao clnica, podendo ser volta-do para a ICC, ou, em gatos assintomticos, para a melhoria da funo diastlica etromboprofilaxia. Podem ocorrer infartos secundrios s alteraes das artriascoronrias ou como resultado do tromboembolismo para as coronrias, podendopredispor ao aparecimento de arritmias e morte sbita.

Os frmacos mais comumente utilizados so os beta-bloqueadores e osbloqueadores dos canais de clcio (diltiazem), sendo a preveno dotromboembolismo necessria quando h evidncias de aumento atrial ou hist-rico de evento tromboemblico anterior.

Aparentemente, o prognstico depende da severidade da hipertrofiaventricular que parece estar ligada aos fatores genticos, bem como ocorrnciade fenmenos emblicos de ICC.

A etiologia ainda desconhecida. Em humanos, j est determinado que aCMH uma condio gentica de carter autossmico dominante, caracterizadopor mutaes em genes que codificam para as protenas do sarcmero.Foramidentificadas mutaes em nove genes que codificam protenas do sarcmero.

Estudos clnicos sugerem que em 50% dos casos, a doena tem componentehereditrio, porm estudos moleculares indicam que 90% dos casos de CMH tmorigem familiar. Esta diferena ocorre pela diversidade de apresentaes fenotpicase pelo fato da doena se manifestar, geralmente, na juventude, mas com apareci-mento mais tardio em alguns casos, dependendo do tipo de mutao envolvido.

Em felinos, j foi determinada origem hereditria em gatos da raa MaineCoon e Americana de Plo Curto, alm de numa famlia de Persas, mas ainda nose conhecem os genes envolvidos.

Uma colnia de gatos da raa Maine Coon foi produzida e estudada, de-monstrando grande semelhana fenotpica entre a CMH felina e humana, almde transmisso autossmica dominante com 100% de penetrncia.

H um relato de desenvolvimento de CMH em uma colnia de felinos comdistrofia muscular hipertrfica.

TTTTTratamentoratamentoratamentoratamentoratamento

As indicaes teraputicas devem, de forma ideal, ser baseadas em evidnci-as clnicas, porm faltam estudos clnicos sobre quais os frmacos mais indica-dos no tratamento da CMH felina. Considerando-se os fatores que contribuempara a disfuno diastlica, destacam-se a FC, a hipxia e o aumento de clciointracelular. Sabe-se que o aumento da FC aumenta o consumo de oxignio pelomiocrdio (aumento do trabalho), reduz o perodo diastlico reduzindo o tempode enchimento ventricular, e, portanto, a circulao coronariana, diminuindo,conseqentemente, a oferta de oxignio ao miocrdio.

Outro fator contribuinte para a disfuno diastlica o relaxamento inade-quado (hipxia, acmulo de clcio, pois o relaxamento depende de energia) ereduo da complacncia ventricular.

A progresso da hipertrofia e fibrose aumenta a rigidez do miocrdio, dificultando oenchimento (reduo da complacncia ou distensibilidade). Desta forma, drogas quediminuam o consumo de oxignio, como tambm a concentrao intracitoplasmtica de

Cardiomiopatia hipertrfica em gatosCa+2, ou reduzam a progresso da hipertrofia e fibrose (remodelamento), podemcontribuir para a melhora da funo diastlica.

Estudos sugerem que os beta-bloqueadores, os bloqueadores de canais de cl-cio e o inibidores de ECA podem levar reduo da hipertrofia miocrdica, pormno existem evidncias clnicas suficientes para tal afirmao na CMH felina.

AAAAA

Efeitos do aumento da freqncia cardaca (FC) sobre o enchimentoEfeitos do aumento da freqncia cardaca (FC) sobre o enchimentoEfeitos do aumento da freqncia cardaca (FC) sobre o enchimentoEfeitos do aumento da freqncia cardaca (FC) sobre o enchimentoEfeitos do aumento da freqncia cardaca (FC) sobre o enchimentoventricular e oferta de Oventricular e oferta de Oventricular e oferta de Oventricular e oferta de Oventricular e oferta de O22222 para o miocrdio. para o miocrdio. para o miocrdio. para o miocrdio. para o miocrdio.

Esquema representando o ventrculo esquerdo com a via de sada e trioEsquema representando o ventrculo esquerdo com a via de sada e trioEsquema representando o ventrculo esquerdo com a via de sada e trioEsquema representando o ventrculo esquerdo com a via de sada e trioEsquema representando o ventrculo esquerdo com a via de sada e trioesquerdo normal (A) e com hipertrofia septal assimtrica subartica (B),esquerdo normal (A) e com hipertrofia septal assimtrica subartica (B),esquerdo normal (A) e com hipertrofia septal assimtrica subartica (B),esquerdo normal (A) e com hipertrofia septal assimtrica subartica (B),esquerdo normal (A) e com hipertrofia septal assimtrica subartica (B),indicada pela seta. Ao = Aota; AE = trio esquerdo; VE = ventrculo esquerindicada pela seta. Ao = Aota; AE = trio esquerdo; VE = ventrculo esquerindicada pela seta. Ao = Aota; AE = trio esquerdo; VE = ventrculo esquerindicada pela seta. Ao = Aota; AE = trio esquerdo; VE = ventrculo esquerindicada pela seta. Ao = Aota; AE = trio esquerdo; VE = ventrculo esquer-----do; SIV = sepro interventriculardo; SIV = sepro interventriculardo; SIV = sepro interventriculardo; SIV = sepro interventriculardo; SIV = sepro interventricular.....

Matria extrada do trabalho Cardiomiopatia Hipertrfica, de autoriada doutora Denise Saretta Schwartz, publicada no livro Coletneas em

Medicina e Cirurgia Veterinria

Fisiopatologia do tromboembolismo arterial sistmico.Fisiopatologia do tromboembolismo arterial sistmico.Fisiopatologia do tromboembolismo arterial sistmico.Fisiopatologia do tromboembolismo arterial sistmico.Fisiopatologia do tromboembolismo arterial sistmico.

Atualizao CientficaD

Alopecia X o termo usado para englobar uma srie de dermatosessem envolvimento sistmico, caracterizadas por alopecia nopruriginosa e hiperpigmentao, que afeta principalmente os cesdas raas pomernio, chow chow e poodle com resposta inconsis-tente e diferentes formas de terapia. A patogenia no esclarecida,mas acredita-se que inclua um componente hereditrio associado aalteraes de sensibilidade dos receptores hormonais dos folculospilosos. A dermatose responsiva ao hormnio de crescimento e adermatose responsiva castrao so algumas das enfermidadesque fazem parte dessa sndrome.

DiagnsticoDiagnsticoDiagnsticoDiagnsticoDiagnstico

O diagnstico baseado nas informaes obtidas na anamnese (identificao,evoluo, ausncia de prurido, ausncia de sintomas sistmicos, etc.), no tipo e nalocalizao das leses observadas ao exame fsico, no descarte de outras doenas,em especial hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, neoplasias gonadais, eflviotelognico e displasias foliculares, na realizao de bipsia e histopatologia deamostras cutneas e na resposta terapia.

TTTTTratamentoratamentoratamentoratamentoratamento

O tratamento pode no ser necessrio, uma vez que a alopecia X um distr-bio essencialmente esttico; entretanto, muitos proprietrios desejam uma melho-ra no aspecto cutneo de seus animais.

A castrao pode resultar em cobertura pilosa temporria ou permanente emcerca de 75% dos ces, meramente por manipular as concentraes hormonaissricas.

O hormnio do crescimento (GH) sinttico pode ser utilizado na dose de 0,15U/kg por via subcutnea, trs vezes por semana durante seis semanas.

H relato de resposta favorvel com o uso de mitotano, droga utilizada para otratamento do hiperadrenocorticismo, devido aos seus efeitos citotxicos na ca-mada cortical das adrenais.

O trilostane, um inibidor enzimtico da esteroidognese e opo teraputicapara o hiperadrenocorticismo, foi utilizado em 16 pomernios e oito poodles mini-atura acometidos por alopecia X. O crescimento piloso foi observado em todos ospoodles e em 85% dos pomernios, possivelmente devido diminuio dos nveishormonais de 17-OHP e cortisol. A dose indicada de 30 a 60 mg por co, diaria-mente. Segundo os autores, nenhum efeito colateral foi observado.

A melatonina, hormnio produzido pela pineal e pela retina, apresenta aoanagnica nos folculos pilosos e altera a produo de vrios hormnios sexuais.Esse hormnio, aparentemente, no tem induzido efeitos colaterais em ces, po-rm no se recomenda o seu uso em animais utilizados para reproduo. Cerca de50% dos animais com alopecia X tratados com melatonina apresentam crescimen-to piloso. A dose indicada de 3 a 6 mg/co uma a duas vezes ao dia durantecerca de dois meses, e tem se tornado uma das principais tentativas teraputicasna alopecia X.

Mais recentemente, uma droga antagonista dos receptores para estrgenoslocalizados nos folculos pilosos, o fulvestrante, foi utilizada em onze pomernioscom alopecia X, ainda que, na dose utilizada nenhum animal tenha demonstradomelhora no crescimento piloso.

m dos principais atributos que contribui para a deciso de compra de umalimento pelo consumidor a sua aparncia global. Nesse sentido, a inds-tria constantemente busca novas tecnologias que melhorem os fatores que

esto associados inteno de compra e palatabilidade do produto.

Uma dessas tecnologias a denominada enchancement, que objetiva melhoraratributos sensoriais relacionados com a suculncia e textura da carne fresca, por exem-plo, atravs de injeo de salmoura contendo sal, fosfatos e antioxidantes, viabilizandoassim o incremento dos atributos sensoriais, principalmente a palatabilidade. Aindana linha de tecnologias disponveis para melhorar os atributos sensoriais, cita-se amarinao, que pode incluir, alm do cloreto de sdio em baixas concentraes e ospolifosfatos, que caracterizam a tecnologia anterior - enchancement, conforme re-portam Brashear et al., 2002 - condimentos e outros reforadores do sabor e aromadependendo das caractersticas sensoriais que se deseja obter do produto final.

Ao longo dos anos, observou-se que o uso do sal, especiarias e alguns cidostambm ajudava a estender a vida til do produto. Desta forma, estas tcnicasculinrias foram adaptadas aos processos industriais e hoje existe uma grande va-riedade de produtos com esse conceito, principalmente no mercado internacional(Bortoluzzi, 2006).

O crescimento da demanda dos consumidores por produtos de convenincia, apartir da dcada de 1960, nos Estados Unidos, e da dcada de 1980, no Brasil, impul-sionou principalmente as indstrias dedicadas ao ps-processamento da carne de aves,as quais passaram a utilizar a marinao na obteno de vrios produtos crneos(Lemos, 2000).

Nos Estados Unidos, aproximadamente 85% dos frangos abatidos so desossadospara ps-processamento. Destes, grande parte submetida marinao. A marinaoda carne de aves disseminou-se amplamente porque a tcnica permitiu aumentar asatisfao do consumidor e os lucros da indstria de processados (Lemos, 2000).

A marinao de carnes uma tcnica antiga utilizada, principalmente, para me-lhorar e diferenciar sabores, incrementar textura dos msculos mais duros e aumentaro tempo de prateleira dos alimentos. No entanto, o processo foi adotado industrial-mente h pouco tempo, porque o mercado no demandava que se investisse no de-senvolvimento de produtos marinados (Bortolozzi, 2006).

O crescimento da demanda por produtos crneos de convenincia, saudveis,com caractersticas prximas ao produto fresco e com atributos sensoriais que melho-rassem a inteno de compra, contribuiu para a popularidade dos produtos marinadose sua prtica industrial.

Atributos sensoriaisAtributos sensoriaisAtributos sensoriaisAtributos sensoriaisAtributos sensoriais

Dos atributos sensoriais relacionados qualidade da carne cozida, a maciez considerada a mais importante pelo consumidor (Gerelt et al., 2002).

Este atributo dependente de vrios fatores, incluindo idade e raa do animal,quantidade de gordura, manejo pr-abate, e dos mtodos de resfriamento e decozimento (Orescovich, et al., 1992).

A marinao pela adio de condimentos e outros ingredientes que realam osabor, contribuiu para melhorar a aceitao da carne de aves pelo consumidor.

Vrios estudos demonstram que a marinao da carne de aves melhora a suculnciae maciez, principalmente da carne de peito de frango.

Lemos (2000) reporta que o processo da marinao resulta em um produto maissuculento, mais saboroso e mais macio.

UUUUU

Marinao de carnes

Matria extrada do artigoTecnologia de produtosmarinados, de autoria de Melissa Cssia Favaro Boldrin eExpedito Tadeu Facco Silveira, publicado no nmero 05-

2007 Edio 1156, da revista Avicultura Industrial,editada pela Gessulli Agribusiness.

Alopecia X em ces

Matria extrada do artigo Alopecia X, de autoria dosmdicos veterinrios Paulo Sergio Salzo, Juliana Ferreiro

Vieira e Aline Wildmann, da UNIBAN, publicado no nmerojulho/agosto, 2007 da revista Clnica Veterinria.