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Casa de Caridade Itaúna

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Text of Casa de Caridade Itaúna

  1. 1. Centenrio Casa de Caridade Manoel Gonalves de Souza MoreirarioCenten1916/2016
  2. 2. Obra Benemritao [Mpggcmusi-; xq-. mu-. iiui,!lt iii:xai-iauuiio iii-I i'. iis--.Um capitalistarlefanlta viu 1191? taltsfa.custa para._a pobreza. . 7 Itana Dcada: prolpnrn cldiuln mliiclrii da tum. . um iuodcrnn a tonfqrlnnl m.ltnlda cnrlhdc,ue u th de : uma:.cm Lumi Go lvu- :uma vma me m:gm minimum num jun .cocnncl Mqcl saum du sy. . n?, . de yrulinirt- a:Jim Comm:e i lomnn;lnln Ile Elnlmi e u um. , mm n. ..,q nqnnrlol pnrllcinllrc ,'um coxinha lndnpcndenlu.ampli Onlle ao Em u.1a- um- abaixou r ,gaumquunanniia nn n .lui/ andar luulno_ u rtllglaulfdvlu limbo),quim -xrnuz-clolnun.um b:ml : um umnvnylib . lllll n verba da m.for an ' ' dem nkinme.cauunme mu como . ..u pan *m . .Hama a Elnrldn linda prima pur m.mm 'correu a aim-a ,n eum p um a Ju nrlo Rodrl m.uq Iold,tm Jnlx au Nm.a pouca nun-on.'pan n ,. - _ ~ ' . o cor Milocl un-lvasqnn r ~ bzurnmenln c canta an mi. , vma como u,icdlh:'l sapata:rum por ELmMdn' frente.usem im d:unurx ,concreta,:li-lema isargmmssn u qulv ,mam-im,cintorlnval.lmnmcnta um n,nllo colhendo num Hull cial ui-, a icipi-iiingacnuuniinao., _ ' i- ' Juno,Ildnlllberrimo clima,a dlspori a:lado u lpetmchol an . amem : ii-mu . I Raul . .a n uimuiuiuuun _um Ilhizns do Brasil,grin-o : l lnbsrculowy =tanvalesmntcs,o fel v i qunsl prlftrldu pela uni Luna.quando praca enlbnlcmuw na Bru . .m n un cm.- _JORNAL O IMPARCIAL SEXTA - FEIRA,19 DE NOVEMBRO 1915.Est se construindo na prspera cidade mineira de Itana um moderno e confortvel hospital de caridade,que o antigo comerciante daquella praa,sr.coronel Manoel Gonalves de Souza Moreira,hoje presidente da Junta Commercial de Minas,vae doar a pobreza da zona Oeste do estado. uma obra benemrita,das poucas que se conhecem no Brasil.Raros so os capitalistas que consomem as verbas da sua fortuna em donativos deste alcance.Contam-se nomes como Gonalves de Arajo,Jlio Ottoni e Jose' Carlos Rodrigues,aqui,o saudoso Halield,em Juiz de Fra,e poucos outros.Nesta obra de benemerncia,o coronel Manoel Gonalves gastar seguramente cem contos de ris,visto numa linda explanada,a margem do rio So Joo,de salubrrimo clima,o dispor de todos os apetrechos da moderna cirurgia e clinica. A casa de caridade "Coronel Manoel Gonalves" ter:uma vasta enfermaria para mulheres,outra para homens,uma sala de cigurgia,uma Capella,quatro quartos particulares,vasta cosinha independente,ampla lavanderia,um quarto para religiosas,dois lavabos,quatro"Water-closets",duas banheiras completas,vestbulo,sala para portaria,ptimo alpendre de entrada,tudo separado por seis vastos corredores,rea ajardinada e uma passagem para a cosinha. O edificio ter 32, m 35 de fundo por 27, m 90 de frente,e ser todo de cantaria,concreto, cimento e argamassa de cal e areia,devidamente ladrilhado e assolhado. Resta notar que o clima de Itana e' um dos melhores do Brasil,ptimo para tuberculosos e convalescentes,e foi quase preferido pelo sbio Lund[1],quando procurou estabelecer-se no Brasil para sua cura.
  3. 3. [1] Peter Wilhelm Lund :Diplomou-se em Medicina pela Universidade de Copenhague em 1821, doutorando-se posteriormente peIaUniversidade de Kiel.Grande estudioso de Botnica e Zoologia,viajou em 1825 para o Brasil,onde percorreu as provncias do Rio de Janeiro e So Paulo.Nestas excurses,coletou grande quantidade de material,que enviava,em parte,para o Museu de HistriaNatural da Dinamarca. *Digitado conforme original. Postado h 17th December 2014 por Charles Aquino
  4. 4. Pedra Fundamental ASYLO DE CARIDADE CEL.MANOEL GONALVES Eis como o Minas Geraes,rgo oficial dos poderes do Estado,noticou as festas do lanamento da pedra fundamental do asylo de caridade Cel.Manoel Gonalves realizadas nesta cidade a 7 do corrente mez: Conforme j noticiamos,o exmo.Sr.Presidente do Estado foi anteontem cidade de Itana,paranymphar,o acto do lanamento da pedra fundamental do hospital de caridade mandado construir pelo sr.Coronel Manoel Gonalves de Souza Moreira,antigo comerciante naquela cidade. O especial partiu desta Capital s 7 horas da manh,levando na comitiva presidencial as seguintes pessoas :dr.Raul Soares,secretrio da Agricultura;dr.Vieira Marques,chefe de policia;coronel Vieira Christo,ajudante de ordens da presidncia;dr.Agostinho Porto,diretor da oeste de Minas;dr.Carvalhes de Paiva,diretor da Imprensa Offcial;marjor Furst,ajudante de ordens da Chefia de Polcia;major Francisco de Castro e suas filhas senhoritas Alzira e luizinha;coronel Manoel Gonalves de Souza Moreira e sua exma.Esposa;dr.Oswaldo de Arajo,pelo Dirio de Minas; coronel Antnio de Mattos,acadmicos Antnio Moreira,Dario,Augusto,Clarindo e Aldemar Gonalves,Gines Gea
  5. 5. Ribeira e M.Alvim. Em Soledade do Par foi servido comitiva um optimo,Lunch.As onze horas da manh,o especial deu entrada na gare de Itana,ao som do Hynno Nacional e debaixo de aclamaes da grande massa popular lli estacionada.O exmmo .sr.Presidente do Estado e seus auxiliares foram recebidos pelo sr.Augusto Gonalves,presidente da Cmara;dr.Alfredo de Albuquerque,juiz municipal do termo;dr.Pedro Nestor,juiz de direito da comarca do Par,pelos membros do directorio politico,autoridades,professores e alunos do grupo escolar. O sr.Dr.Alfredo de Albuquerque produziu ento o discurso seguinte constantemente interrompido por aplausos : Exmo.Sr.Dr.Delfim Moreira: Quando a populao de Itana foi buscar-me,a mim exclusivamente devotado s cousas de direito,para dirigir a v.exc.As suas saudaes de boas vindas,certo pensou que,para a sinceridade da homenagem que entendeu prestar-lhe,poderia servir a voz de quem avesso a lisonj as,tem com tudo um grande culto pela justia e um espirito capaz de admirar com intensidade. Alis,os sentimentos do mandatrio no destoam do sentimento dos mandantes. V.exc.conhece a alma deste povo que,por fortuna sua o tem por guia,num momento dificil da vida nacional.Sabe que os mineiros,gente de virtudes simples,no so thuribularios profissionais. Reconhecem o mrito e o proclamam com ingnua e ruidosa alegria. O seu preito sempre uma sagrao.Bem grande deve ser o orgulho de v.exe. , no obstante a modstia que o caracteriza,ao sentir,nas agruras do poder,nesses speros cimos eriados de tamanhas responsabilidades,o conforto moral que lhe vem d apoio desinteressado e unanime do povo de Minas Gerais. As massas humanas,por mais rudimentares que sejam,tm um instincto que dirige a sua alma e que norteia as suas aces.Esse instincto,s vezes,pertuba-se ao sopro das paixes rugidoras.Nas pocas de co lavado e bussola segura. V.exc.typo representativo desta gente das montanhas,e o seu chefe natural e ,por isso mesmo,idolatrado.A confiana no piloto e absoluta.Um passado de esforos patriticos em prol da terra mineira,justifica essa confiana que se deposita em seu governo por todos os titulos benemeritos. Nesta ligeira saudao no vem a propsito enumerar o acervo de beneficios que o Estado lhe deve.Alguns deles sagrariam um estadista. Sempre que Minas o teve em sua administrao gosou de paz e na paz fluiu o espetculo confortador do trabalho fecundo.Tem appellado com xito pra o alto espirito de tolerncia que enobrece o caracter de v.exc.e para a sua clarividncia de homem de estado,todas as vezes em que preciso amortecer os dios que a vida politica costuma agitar , todas as vezes em que h necessidade de se organizar e atividade productora.
  6. 6. Foi assim no governo do sr.Dr.Francisco Salles de quem foi v.exc.o brao direito,- governo pacificador,do qual datou uma epoca radiosa de renascimento em nossa vida econmica.Foi assim,agora quando o voto popular procurou-o como por uma inspirao providencial,para dirigir os nossos destinos por sobre um mar de incerteza. Coube-lhe a ventura de terminar a tarefa de confraternizao da famlia mineira,scindida no fragor de luctas ainda memorveis. E apesar das dificuldades da hora presente,a aconselharem severas economias - o que v.exc.tem alcanado com uma prudncia ,com um criterio,com uma habilidade realmente admirveis,- apesar dos tropeos que a situao financeira tem creado marcha da administrao pblica,minas caminha ,em rota segura,para o brilhante futuro que lhe ser reservado. Ao influxo benfico de seu governo,as foras vivas se agitam,h um rumor de trabalho e uma doce esperana de grandes dias de fartura e riqueza enche os nossos coraes. Fazer brotar do rochedo de Horeb a lympha crytalina,foi obra milagrosa de Moyss,guia do povo eleito.V. exc. - tirando de uma epoca de abalos e de desatinos energias creadoras- est realizando milagre semelhante.E isso,com calma modestamente,sem alarde,como essas guas profundas que correm quietas. Ainda agora a sua presena aqui para uma festa de caridade , um grande estmulo para as iniciativas dos coraes generosos. Exmo.Sr.Dr.Delfim Moreira h de consentir que eu no termine esta saudao sem o relato de uma reminiscncia pessoal. No antigo Theatro Soucasaux,em Bello Horizonte,tive ocasio de assistir a um acto de belleza empolgante,promovido por italianos,h uns quinze annos atrs.Era uma solene distribuio de prmios a alumnos das escolas mantidas pela colnia .Mas ,confesso,sah acabrunhado daquella festividade,porque Minas amada,por um desolador constraste no curava tambm da educao de seus filhos. Estes se entristeciam e se acabrunhavam sob o maldito regimen da ferula.Com que santa alegria patritica dias aps,vi no palacete do conde de Santa Marinha,uma festa egual,melhor em enthusiasmo e pompa!Os alunos ,porm eram mineiros.Mineiro era o presidente da magna assembleia.Esse presidente era v.exe.- secretrio do Interior do governo de ento.Pde ser que a memria me engane.Mas guardo a convico de que foi,como primeiro toque de que foi,como primeiro toque de alvorada,o primeiro passo para o levantamento da nossa instruco primria. Outros,muitos outros passos se deram e v.exc.tem sido um dos chefes mais dedicados da santa cruzada,que j nos collocou como modelo,em posio de inconfundvel destaque,no seio da federao brasileira.So pou

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