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Conrado Adolpho - Os 8Ps do Marketing Digital

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Text of Conrado Adolpho - Os 8Ps do Marketing Digital

Novatec

Conrado Adolpho

Copyright 2008, 2009, 2010, 2011 Novatec Editora Ltda.

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. proibida a reproduo desta obra, mesmo parcial, por qualquer processo, sem prvia autorizao, por escrito, do autor e da Editora.

Editor: Rubens PratesCapa: Alex Henriques/Victor BittowReviso gramatical: Marta Almeida de SEditorao eletrnica: Camila Kuwabata/Carolina Kuwabata

ISBN: 978-85-7522-275-1

Histrico das impresses:

Julho/2011 Primeira edio

Este livro foi publicado originalmente com o ttulo Google Marketing.

Histrico das impresses com o ttulo Google Marketing:

Setembro/2010 Segunda reimpressoAbril/2010 Primeira reimpressoJaneiro/2010 Terceira edio (ISBN: 978-85-7522-204-1)Fevereiro/2009 Segunda reimpressoAgosto/2008 Primeira reimpressoAbril/2008 Segunda edio (ISBN: 978-85-7522-161-7)Novembro/2006 Primeira edio (ISBN: 85-7522-104-3)

Novatec Editora Ltda.Rua Lus Antnio dos Santos 11002460-000 So Paulo, SP BrasilTel.: +55 11 2959-6529Fax: +55 11 2950-8869Email: [email protected]: www.novatec.com.brTwitter: twitter.com/novateceditoraFacebook: facebook.com/novatecLinkedIn: linkedin.com/in/novatec

ORF20110713

Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Vaz, Conrado Adolpho Os 8 Ps do marketing digital : o seu guia estratgico de marketing digital / Conrado Adolpho Vaz. -- So Paulo : Novatec Editora, 2011.

ISBN 978-85-7522-275-1

1. Buscas na Internet 2. Google (Firma) 3. Marketing - Tcnicas digitais 4. Marketing na Internet 5. Mecanismos de busca na Web 6. Sociedade da informao I. Ttulo.

08-02749 CDD-658.8002854678

ndices para catlogo sistemtico:

1. Marketing digital : Administrao de empresas 658.8002854678

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captulo 1

O contexto: o novo cenrio da sociedade digital

O ano era 1959. Dez anos antes de Woodstock e de o homem pisar na Lua, o mundo j ansiava pelas mudanas que estariam por vir na psicodlica dcada de 1960. O publicitrio Bill Bernbach e sua agncia, atual DDB, lanariam o Fusca nos Estados Unidos com o lacnico slogan think small, resultando em um estrondoso sucesso evidncia de que tal campanha capturou de maneira singular o esprito contracultural da poca, em que o status quo era ter carros grandes e beberres de gasolina, no pequenos e econmicos. O status era ser big, no small. Do mesmo modo que o think small foi uma resposta ao anseio americano por transformaes na sociedade e ao desejo de mais informalidade nas relaes humanas, cerca de 50 anos depois, a internet com o advento macio da chamada web 2.0 entregava a mesma resposta, mas de forma muito mais abrangente e completa, dando sequncia ao ciclo de modificaes no iderio social jovem que se iniciou na dcada de 1960.

Uma ideia interessante para reflexo o fato de que a histria do com-putador pessoal foi alavancada na Califrnia, no to falado Vale do Silcio, que concentra hoje empresas como Apple, Google, eBay, Intel, Facebook, HP, Microsoft e tantas outras.

O surgimento da internet no foi simplesmente uma inovao disruptiva, mas praticamente a personificao de um conceito bblico de sermos todos um. A internet nos une na medida em que delineia a cada bit a tessitura de nossa existncia cada vez mais baseada na era da informao. A internet, paradoxalmente em relao sua grandeza sistmica, permite o prosaico, deixando espao para que exeramos nossas individualidades e vontades. A rede, alm de ns (nos dois sentidos da palavra) e hubs, preenchida

Os 8 Ps do Marketing Digital42

pela externalizao de nossos desejos e nossas necessidades. O esprito subjetivo e subversivo da web se manifesta desde um obscuro tweet para trs ou quatro seguidores at um vdeo do YouTube que, do dia para a noite, visto por milhes de pessoas. D margem ao broadcast yourself , sendo intrigantemente small e big ao mesmo tempo.

Profissionais que ainda medem a profundidade do rio da velha econo-mia diga-se de passagem, a quase falida economia das grandes corpo-raes com os dois ps se ressentem de sua dificuldade em perceber o menos mais deste novo mundo em que o individual e o criativo ocupam o lugar do massificado e do dispendioso. O consumidor j h alguns anos tenta, muitas vezes em vo, exercer sua cidadania apresentando ao mundo suas prprias opinies a respeito de produtos, servios, candidatos e outros elementos sociais passveis de crticas ou elogios. A massificao, que ainda reina, mas j no mais governa como outrora, gerava tanto rudo que nos era impossvel ouvir a voz de um consumidor insatisfeito bradando. O que algumas populistas mdias no permitiam, a web, com sua natureza revolu-cionria e democrtica, o faz abrindo espao para que qualquer indivduo esteja sob os holofotes. Semeia um campo prolfico para que o clamor do indivduo seja ouvido e, caso seja pertinente, reflita o desejo de uma mul-tido que antes no tinha meios para se expressar.

Assim como a internet captou (e capta dia a dia a cada busca no Google) o ntimo de uma sociedade global, ela o meio natural para que o homem se expresse fazendo com que o foco se desloque do macro para o micro uma renascena digital que volta seus olhos para a valorizao do ser. O mesmo refro entoado em 1959 think small parece ter captado com fora total o esprito libertrio da dcada de 1960 para mudar o mundo. Pensar small significa iniciar a comunicao de fato com o consumidor a menor partcula do organismo mercadolgico e tambm a mais poderosa.

Estudo de caso n 1 Albergue Estao Bem-EstarO Albergue Estao Bem-Estar uma instituio que cuida de desabrigados na cidade de So Paulo e que, para conseguir mais voluntrios e doadores, resolveu adotar uma estratgia online. A ideia, muito bem planejada e trabalhada para captao de novos recursos, foi utilizar uma plataforma j estruturada e difundida pelo pblico que procura por um imvel.

43Captulo 1 O contexto: o novo cenrio da sociedade digital

No site www.imovelweb.com.br o albergue criou um anncio vendendo uma casa de um morador de rua. A descrio dizia que, como o morador tinha conseguido um local melhor para morar, vendia a casa para ir morar no Albergue Estao Bem-Estar, que abriga, trata e realoca moradores de rua na sociedade. O texto tambm convidava o usurio a contribuir com o instituto, indicando o site e telefone para contato.

O mais incrvel da campanha foram os resultados obtidos, pois com um investimento de 50 reais o anncio ficou no ar por dois meses e conseguiu 24.750 cliques. Com essa campanha, 941 novos doadores foram conquistados; o que arrecadou um montante igual a 8 mil reais em doaes online.

Site: http://bit.ly/eKMwgx

Vdeo: http://bit.ly/gP1XO3

Para saber mais: http://bit.ly/eqjLO5

1.1 Contexto histrico de nossa sociedade digitalAlgo que sempre me incomoda em muitos dos livros que se propem a explicar um novo modelo de mundo a falta de perspectiva histrica para que se entenda como as coisas chegaram at determinado ponto. No se pode entender de forma plena o ser humano sem o contexto histrico que o trouxe at aqui. A tecnologia pode ser disruptiva, mas o ser humano continua muito parecido com o que era h 100 ou 200 anos. A cultura e a tecnologia mudaram, mas a essncia da natureza humana continua a mesma. Entenderemos como chegamos aqui tomando dois pontos como partida da nossa jornada o passado e o presente.

Um livro que se prope a falar de internet no poderia comear sem uma reflexo sobre o passado e uma construo do cenrio atual, a partir da evoluo possibilitada por todos aqueles pensadores que lutaram (e muitos morreram) para defender preceitos que hoje nos so comuns e im-prescindveis. Parafraseando o astrnomo Carl Sagan, so bilhes e bilhes, no de estrelas, mas de pginas na internet. Todas brilhando, no no cu, mas nas telas dos computadores do mundo inteiro. Coloridas, vibrantes e nicas, disputam a ateno dos astronautas do novo mundo exploradores intrpidos em busca do desconhecido em um novo universo , o dos in-ternautas. Sites surgem do nada e desaparecem no limbo do esquecimento

Os 8 Ps do Marketing Digital44

ciberntico a todo momento com a mesma facilidade com que um garoto de nove anos cria um blog. Pela nossa nova janela para o mundo, nossos monitores, a internet passa, e ns, Carolinas, no vemos o tempo passar. A impresso que permanece de que estamos to longe de entender como a internet transformar nossas vidas nas prximas dcadas quanto estamos de entender os mistrios do universo. Para uns, a internet uma mdia de massa; para outros, a perfeita segmentao. Quem sabe, os dois Tal qual homens das cavernas observando o cu e pensando serem as estrelas buracos na tela do firmamento ou objetos que fatalmente cairiam sobre nossas cabeas, continuamos perdidos em um novo mundo que desafia nossa lgica cartesiana e linear. No existe mais tempo, no existe mais linearidade no mundo virtual.

Olhe para o cu em uma linda noite estrelada. Ver ao mesmo tempo tantas estrelas quanto sua viso permitir. Porm, a viso que ter delas ser o que cada uma foi h dcadas, sculos ou milnios. Vrios tempos em um s instante. Assim a internet. Um mundo atemporal e multidimensional no qual se pode existir em qualquer espao ou tempo. A nica constncia a mudana, disse o filsofo grego Herclito ainda em 500 a.C. Aps 2.500 anos, a internet a prpria mudana. Falemos de conceitos, no de frmulas. Falemos de milnios de interaes entre seres humanos. A internet uma rede de pessoas, no de computadores, e deve ser olhada como tal. preciso entender o ser humano para entender a internet. Para muitos de ns, ela ainda um mistrio, tal qual o universo. Va

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