Despesas Públicas

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    24-Apr-2015

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Aula de Contabilidade Pblica sobre o tema 'Despesas Pblicas'.

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<ul><li> 1. Despesas Pblicas Profa. Adm. Mara Luiza Gonalves Freitas </li> <li> 2. Conceito de Despesa Pblica Trata-se da aplicao de certa quantia em dinheiro, por parte da autoridade ou agente pblico competente dentro de uma autorizao legislativa, para execuo de um fim a cargo do governo. </li> <li> 3. Conceito de Despesa Pblica Aplicao de recursos financeiros Autorizao na lei oramentria </li> <li> 4. Tipos de Despesas Pblicas RECEITAS DESPESAS Receita Oramentria Receita Extraoramentria Disponvel do Perodo anterior Despesa Oramentria Despesa Extraoramentria Disponvel para Perodo Seguinte </li> <li> 5. Abordagens de Despesas Pblicas Despesa Pblica Enfoque Patrimonial (diminui o Patrimnio Lquido) Resultante do oramento Independente do oramento Enfoque Oramentrio (resultante da execuo oramentria) Diminui o Patrimnio Lquido Pessoal, encargos sociais, juros, servios aluguel, dirias, passagens areas, etc. Depreciao, provises para frias, provises para o 13 salrio cancelado da dvida ativa, doao de bens a terceiros, etc. No altera Patrimnio Lquido Obras e instalaes, aquisio de bens amortizao da dvida, concesso de emprstimo, etc. No h. </li> <li> 6. Abordagem: Dispndios Oramentrios e Extraoramentrios Oramentrios Dever ser reconhecida no exerccio financeiro em que for realizada, independente do momento em que for efetuado o seu pagamento. apropriada pelo regime de competncia. So Despesas. Ex.: Salrios, encargos sociais, servios de terceiros, juros, aluguis, material de consumo. Extraoramentrios Tm origem num embolso extraoramentrio. Por esse motivo, praticamente todos aspectos atribudos aos ingressos extraoramentrios so vlidos para os dispndios extraramentrios, j que ambos envolvem recursos extraoramentrios. No alteram o Patrimnio Lquido. So oriundos de fatos permutativos. Representam devoluo de ingressos extraoramentrios. No so Despesas. </li> <li> 7. Caractersticas dos Dispndios Dispndios Oramentrios 1. Registrados como despesa oramentria corrente ou capital; 2. No so oriundos de ingressos extraoramentrios; 3. So financiados pela Receita Oramentria; 4. Passam pelos estgios de fixao, empenho, liquidao e pagamento. 5. Seguem a classificao econmica 6. Necessitam de autorizao em Lei Oramentria. Dispndios Extraoramentrios 1. Diminuem o passivo financeiro (depsitos de terceiros, caues em dinheiro, etc); 2. So oriundos de ingressos extraoramentrios; 3. No so financiados pela Receita Oramentria; 4. No passam por estgios; 5. Segue classificao contbil; 6. No necessitam de autorizao em Lei Oramentria. </li> <li> 8. Exemplos de Dispndios Dispndios Oramentrios 1. Despesa de pessoal; 2. Despesa de Encargos Sociais; 3. Despesa de Juros; 4. Despesa de Servios de Terceiros; 5. Despesa de Amortizao da Dvida. Dispndios Extraoramentrios 1. Devoluo de depsitos ou terceiros; 2. Devoluo de caues em dinheiro; 3. Quitao de retenes; 4. Quitao de consignaes; 5. Quitao de Restos a Pagar. </li> <li> 9. Despesa Oramentria Despesa Efetiva Altera o patrimnio lquido Fatos modificativos diminutivos despesa no conceito contbil No produz mutao patrimonial Despesa No Efetiva No altera o patrimnio Lquido Oriunda de fatos permutativos No despesa no conceito contbil Produz mutao patrimonial </li> <li> 10. Importante Tanto as despesas oramentrias no efetivas, quanto os dispndios extraoramentrios, so oriundos de fatos permutativos. Despesas Oramentrias Contabilizadas como Despesas Lei n 4.320/64 Dispndios Extraoramentrios Prevalecem os preceitos de contabilidade </li> <li> 11. Classificaes da Despesa Oramentria 1. Afetao Patrimonial 2. Esfera Oramentria 3. Institucional 4. Funcional 5. Econmica (natureza da despesa, fontes de recursos e resultado primrio). </li> <li> 12. Estrutura do Cdigo Oramentrio </li> <li> 13. Estrutura do Cdigo Oramentrio </li> <li> 14. Estgios da Despesa Oramentria Planejamento Execuo Controle e Avalio Fixao Descentralizao de Crdito Programao Oramentria e Financeira Licitao Empenho Liquidao Pagamento </li> <li> 15. Estgios da Despesa Oramentria e a LRF Art. 8 - At trinta dias aps a publicao dos oramentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes oramentrias e observando o disposto na alnea c do inciso I do art. 4, o Poder Executivo estabelecer a programao financeira e o cronograma de execuo mensal de desembolso. </li> <li> 16. Fases da Execuo Empenho Liquidao Pagamento </li> <li> 17. Empenho Art. 58, da Lei n 4.320/1964 Ato emanado da autoridade competente que cria para o Estado obrigao de pagamento pendente ou no de implemento de condio Empenho significa dar em penhor, ou seja, oferecer a um credor um objeto mobilirio como garantia de uma dvida. </li> <li> 18. Tipos de empenho Global (despesas contratuais) Ordinrio (pagamento de montante, de uma nica vez) Por estimativa (pagamento de montante que no se possa determinar valor energia). </li> <li> 19. Liquidao Art. 63 Lei 4.320/1964 A liquidao da despesa consiste na verificao do direito adquirido pelo credor, tendo por base os ttulos e documentos comprobatrios do respectivo crdito Liquidar significa apurar, passar a limpo, averiguar. </li> <li> 20. Fases da Liquidao Origem e o objeto que se deve pagar Importncia exata a pagar A quem se deve pagar a importncia, para extinguir obrigao. </li> <li> 21. Pagamento Art. 65, Lei 4.320/1964 O pagamento da despesa ser efetuado por tesouraria ou pagadoria regularmente institudas, por estabelecimentos bancrios credenciados e, em casos excepcionais, por meio de adiantamento. A ordem de pagamento o despacho exarado por autoridade competente determinando que a despesa seja paga (Art. 64, Lei 4320/1964). </li> <li> 22. Dvida Passiva Tipos Origens Dvida Flutuante Da Execuo da Despesa Oramentria Ex.: Restos a pagar processados Dvida Fundada Da Execuo da Receita Oramentria Obrigaes a pagar Dvida Consolidada Extraoramentria Depsitos Dbitos de tesouraria </li> <li> 23. Dvida Fundada Compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 meses contrados mediante emisso de ttulos ou celebrao de contratos para atender ao desequilbrio oramentrio ou o financiamento de obras e servios pblicos e que dependam de autorizao legislativa para amortizao ou resgate. </li> <li> 24. Exemplo de dvida fundada Precatrios judiciais Contratos Convnios Tratados Prazos superiores a 12 meses No superiores a 2,0 vezes a receita lquida corrente no caso de Estados e DF e no superior a 1,2 vezes a receita lquida corrente no caso dos Municpios Sempre desdobrada no Balano Patrimonial </li> <li> 25. Dvida Flutuante Restos a pagar Servios da dvida a pagar Depsitos Dbitos de tesouraria Art. 92, Lei 4.320/1964 </li> <li> 26. RESTOS A PAGAR </li> <li> 27. Restos a pagar na Lei n 4320/64 Valores empenhados e liquidados (processados) Apenas empenhados (no processados) Pelo art. 36 da Lei n 4320/64, as despesas empenhadas e no pagas at 31 de dezembro so considerados restos a pagar, devendo ser distinguidos em processados e no processados. Condies para o Surgimento de Restos a Pagar </li> <li> 28. Restos a pagar processados Podem ser representados pelo saldo das despesas empenhadas, liquidadas e no pagas, so exatamente aqueles valores que j atingiram o estgio de liquidao, ou seja ao final do exerccio estava prontos para pagamento, em razo do credor ter cumprido as suas obrigaes, atravs da entrega de material, da prestao dos servios ou da execuo das obras, dentro do exerccio do empenho, tendo por conseguinte direito a receber lquido e certo. </li> <li> 29. Restos a pagar no processados Ou saldo de despesas empenhadas e no liquidadas e, portanto, ainda no pagas, so os valores das despesas que estando empenhadas no conseguiram, por algum motivo, atingir o estgio da liquidao at o dia 31 de dezembro. Essas despesas esto na dependncia da prestao de servios, do fornecimento do material ou da execuo das obras por parte do credor. No existe ainda o direito a receber do credor e, por conseguinte, tambm no est plenamente constituda a obrigao a pagar do Estado. </li> <li> 30. Restos a pagar Despesa Empenhada e no paga at 31/12 Oriunda de EMPENHO Empenhos a Liquidar no processados Empenhos liquidados processados </li> <li> 31. Situaes para Inscrio em Restos a Pagar Disciplinada pelo art. 35 do Decreto n 93872/1986. Entendimento de que todos os empenhos liquidados e no pagos devero ser inscritos em restos a pagar (quadro ao lado). Ressalvadas as situaes, todos os saldos dos empenhos no liquidados devem ser anulados no exerccio de sua emisso, evitando-se com isso inscries indevidas. Art. 42, LC 101/2000 Veda a inscrio de restos a pagar sem suficiente disponibilidade financeira no ltimo ano de mandato dos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judicirio ou dos titulares do Poder Pblico. Ainda vigente o prazo para cumprimento da obrigao assumida pelo credor; Vencido o prazo para cumprimento da obrigao, esteja em curso a liquidao da despesa, ou seja de interesse da Administrao exigir o seu cumprimento. Destinar-se a atender transferncias a instituies pblicas e privadas; Corresponder a compromisso assumido no Exterior. </li> <li> 32. Pagamento de restos a Pagar Art. 76 Decreto-Lei 200/1967: [...] Caber ao Inspetor-Geral de Finanas ou autoridade delegada autorizar a inscrio de despesas na conta Restos a pagar (Lei n 4320, de 17/03/1964), obedecendo-se na liquidao respectiva s mesmas formalidades fixadas para a administrao dos crditos oramentrios. Pargrafo nico As despesas inscritas na conta de Restos a Pagar sero liquidadas quando do recebimento do material, da execuo da obra ou da prestao do servio, ainda que ocorram depois do encerramento do exerccio financeiro. </li> <li> 33. Cancelamento de Restos a Pagar Art. 68, do Decreto n 93872/86: [...] A inscrio de despesas como restos a pagar ser automtica, no encerramento do exerccio financeiro de emisso de Nota de Empenho, desde que satisfaa s condies estabelecidas neste Decreto para empenho e liquidao da despesa. Pargrafo nico A inscrio de restos a pagar relativa s despesas no processadas ter validade at 31 de dezembro do ano subseqente. </li> <li> 34. Importante Restos a pagar processados no devem ser cancelados, pois lquida e certa a dvida perante o credor do empenho. Somente restos a pagar no processados so cancelados at o final do exerccio seguinte da sua inscrio, permanecendo inscritos os processados at o prazo de prescrio. </li> <li> 35. Importante O Decreto n 93.872/1986 tambm tratou de disciplinar os procedimentos a serem adotados quando se ve...</li></ul>