Documentos T©cnicos~ Psicologia

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Text of Documentos T©cnicos~ Psicologia

  1. 1. DOCUMENTOS TCNICOS
  2. 2. RESOLUO CFP N. 007/2003 Institui o Manual de Elaborao de Documentos Escritos produzidos pelo psiclogo, decorrentes de avaliao psicolgica.
  3. 3. Art. 2 - O Manual de Elaborao de Documentos Escritos, referido no artigo anterior, dispe sobre os seguintes itens: I. Princpios norteadores; II. Modalidades de documentos; III.Conceito / finalidade / estrutura; IV. Validade dos documentos; V. Guarda dos documentos. Art. 3 - Toda e qualquer comunicao por escrito decorrente de avaliao psicolgica dever seguir as diretrizes descritas neste manual.
  4. 4. AVALIAO PSICOLGICA
  5. 5. A avaliao psicolgica entendida como o processo tcnico-cientfico de coleta de dados, estudos e interpretao de informaes a respeito dos fenmenos psicolgicos, que so resultantes da relao do indivduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratgias psicolgicas mtodos, tcnicas e instrumentos. Os resultados das avaliaes devem considerar e analisar os condicionantes histricos e sociais e seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de servirem como instrumentos para atuar no somente sobre o indivduo, mas na modificao desses condicionantes.
  6. 6. O que avaliao psicolgica? A avaliao psicolgica um processo tcnico e cientfico realizado com pessoas ou grupos de pessoas que, de acordo com cada rea do conhecimento, requer metodologias especficas. Ela dinmica, e se constitui em fonte de informaes de carter explicativo sobre os fenmenos psicolgicos, com a finalidade de subsidiar os trabalhos nos diferentes campos de atuao do psiclogo, dentre eles, sade, educao, trabalho e outros setores em que ela se fizer necessria. Trata-se de um estudo que requer um planejamento prvio e cuidadoso, de acordo com a demanda e os fins aos quais a avaliao se destina. Cartilha sobre Avaliao Psicolgica,(2007)
  7. 7. A Avaliao Psicolgica refere-se a um conjunto de procedimentos confiveis que permitem ao psiclogo julgar vrios aspectos do indivduo atravs da observao de seu comportamento em situaes padronizadas e pr-definidas. (Pasquali, L & Trccoli, B., LabPAM UNB) A Avaliao Psicolgica um processo flexvel e no padronizado, que tem por objetivo chegar a uma determinao sustentada a respeito de uma ou mais questes psicolgicas atravs de coleta, avaliao e anlise de dados apropriados ao objetivo em questo. (Urbina, 2007)
  8. 8. Principais caractersticas da Avaliao Psicolgica:
  9. 9. Principais tcnicas da Avaliao Psicolgica: Entrevistas; Observao; Testes Psicolgicos; Dinmicas de grupo; Observao ldica; Provas situacionais e outras.
  10. 10. As modalidades de documentos aqui apresentadas foram sugeridas durante o I Frum Nacional de avaliao psicolgica, ocorrido em dezembro de 2000. Este Manual compreende os seguintes itens: I. Princpios Norteadores da elaborao documental; II. Modalidades de documentos; III. Conceito e Finalidade / Estrutura; IV. Validade dos Documentos; V. Guarda dos Documentos.
  11. 11. 1 - Princpios Tcnicos da Linguagem Escrita O documento deve, na expresso escrita, apresentar uma redao bem estruturada e definida, ou seja, expressar o pensamento, o que se quer comunicar. Deve ter uma ordenao que possibilite a compreenso por quem o l, o que fornecido pela estrutura, composio de pargrafos ou frases, alm da correo gramatical; O emprego de expresses ou termos deve ser compatvel com as expresses prprias da linguagem profissional, garantindo a preciso da comunicao e evitando a diversidade de significaes da linguagem popular.
  12. 12. A comunicao deve ainda apresentar como qualidades a clareza, a conciso e a harmonia. A clareza se traduz, na estrutura frasal, pela sequncia ou ordenamento adequado dos contedos, pela explicitao da natureza e funo de cada parte na construo do todo. A conciso se verifica no emprego da linguagem adequada, da palavra exata e necessria. Essa economia verbal requer do psiclogo a ateno para o equilbrio que evite uma redao lacnica ou o exagero de uma redao prolixa. Finalmente, a harmonia se traduz na correlao adequada das frases, no aspecto sonoro e na ausncia de cacofonias.
  13. 13. 2 - Princpios ticos e Tcnicos 2.1 - Princpios ticos Na elaborao de DOCUMENTO, o psiclogo basear suas informaes na observncia dos princpios e dispositivos do Cdigo de tica Profissional do Psiclogo. Enfatiza-se aqui os cuidados em relao: aos deveres do psiclogo nas suas relaes com a pessoa atendida, ao sigilo profissional, s relaes com a justia e ao alcance das informaes - identificando riscos e compromissos em relao utilizao das informaes presentes nos documentos em sua dimenso de relaes de poder.
  14. 14. 2 - Princpios ticos e Tcnicos 2.1 - Princpios Tcnicos Os psiclogos, ao produzirem documentos escritos, devem se basear exclusivamente nos instrumentais tcnicos (entrevistas, testes, observaes, dinmicas de grupo, escuta, intervenes verbais) que se configuram como mtodos e tcnicas psicolgicas para a coleta de dados, estudos e interpretaes de informaes a respeito da pessoa ou grupo atendidos; Deve-se rubricar as laudas, desde a primeira at a penltima, considerando que a ltima estar assinada, em toda e qualquer modalidade de documento.
  15. 15. Modalidades de Documentos: 1. Declarao*; 2. Atestado Psicolgico; 3. Relatrio/ Laudo Psicolgico; 4. Parecer Psicolgico*. *A Declarao e o Parecer psicolgico no so documentos decorrentes da avaliao Psicolgica, embora muitas vezes apaream desta forma. Por isso consideramos importante constarem deste manual afim de que sejam diferenciados.
  16. 16. 1 - DECLARAO 1.1 - Conceito e Finalidade um documento que visa a informar a ocorrncia de fatos ou situaes objetivas relacionados ao atendimento psicolgico, com a finalidade de: a) Declarar comparecimentos do atendido; b) Declarar o acompanhamento psicolgico do atendido; c) Informaes diversas sobre o enquadre do atendimento (tempo de acompanhamento, dias ou horrios). No deve ser feito o registro de sintomas, situaes ou estados psicolgicos.
  17. 17. 1 - DECLARAO 1.2 - Estrutura da Declarao a) Ser emitida em papel timbrado ou apresentar na subscrio do documento o carimbo, em que conste nome e sobrenome do psiclogo acrescido de sua inscrio profissional (Nome do Psiclogo / N. da inscrio).
  18. 18. 1.2 - Estrutura da Declarao b) A Declarao deve expor: Registro do nome e sobrenome do solicitante; Finalidade do documento (comprovao/comparecimento); Registro de informaes solicitadas em relao ao atendimento (se faz acompanhamento psicolgico, em quais dias, qual horrio); Registro do local e data da expedio da Declarao; Assinatura do psiclogo acima da identificao do psiclogo ou do carimbo.
  19. 19. 2 ATESTADO PSICOLGICO Resoluo CFP N 015/1996 Por ser um profissional que atua tambm na rea de sade e por ser habilitado para diagnosticar condies mentais que incapacitem o paciente para o trabalho e/ou estudos, atribuio do psiclogo a emisso de atestado psicolgico; No caso do afastamento para tratamento de sade ultrapassar a 15 (quinze) dias o paciente dever ser encaminhado pela empresa Percia da Previdncia Social/Junta Mdica.
  20. 20. 2.1 - Conceito e Finalidade um documento expedido pelo psiclogo que certifica uma determinada situao ou estado psicolgico, tendo como finalidade: a) Afirmar como testemunha, por escrito, a informao ou estado psicolgico de quem, por requerimento, o solicita, aos fins expressos por este; b) Justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante, atestando-os como decorrentes do estado psicolgico informado; c) Solicitar afastamento e/ou dispensa do solicitante, subsidiado na afirmao atestada do fato, em acordo com o disposto na Resoluo CFP n 015/96.
  21. 21. 2.2 - Estrutura do Atestado A formulao do Atestado deve restringir-se informao solicitada pelo requerente, contendo expressamente o fato constatado. Embora seja um documento simples, deve cumprir algumas formalidades: a) Ser emitido em papel timbrado ou apresentar na subscrio do documento o carimbo, em que conste o nome e sobrenome acrescido de sua inscrio profissional (Nome do Psiclogo / N. da inscrio).
  22. 22. 2.2 - Estrutura do Atestado b) O Atestado deve expor: Registro do nome e sobrenome do solicitante; Registro da informao pelo sintoma, situao ou estado psicolgico que justifica o atendimento, afastamento ou falta podendo registrar sob o indicativo do cdigo da Classificao Internacional de Doenas (CID); Registro do local e data da expedio da Declarao; Assinatura acima da identificao do psiclogo ou do carimbo.
  23. 23. 2.2 - Estrutura do Atestado Se a finalidade do Atestado for solicitar afastamento ou dispensa, o registro da informao/pedido dever estar justificado pelo sintoma, situao ou estado psicolgico. Os registros devero estar transcritos de forma corrida, ou seja, separados apenas pela pontuao, sem pargrafos, evitando, com isso, riscos de adulteraes. No caso em que seja necessria a utilizao de pargrafos, o psiclogo dever preencher esses espaos com traos.
  24. 24. 3 RELATRIO/LAUDO PSICOLGICO 3.1 - Conceito e Finalidade O relatrio psicolgico uma apresentao descritiva acerca de situaes e/ou condies psicolgicas e suas determinaes histricas, sociais, polticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliao psicolgica. Como todo DOCUMENTO, deve ser subsidiado em dados colhidos e analisados, luz de um instrumental tcnico (entrevistas, dinmicas, testes psicolgicos, observao, exame psquico, interveno verbal), consubstanciado em referencial tcnico- filosfico e cientfico adotado pelo psiclogo.
  25. 25. 3 RELATRIO/LAUDO PSICOLGICO 3.1 - Conceito e Finalidade A finalidade do Relatrio Psicolgico ser sempre a de apresentar resultados e concluses da avaliao psicolgica. Entretanto, em funo da petio ou da solicitao do interessado, o Relatrio Psicolgico poder destinar-se a finalidades diversas, como: encaminhamento, interveno, diagnstico, prognstico, parecer, or