Domínios cerrado

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  • DOMNIOS MORFOCLIMTICOS

    BRASILEIROS

    Professora: Carolina Corra

  • Objetivos

    Conceituar;

    Identificar os domnios brasileiros;

    Caracteriz-los;

    Compreender nossa riqueza e biodiversidade.

  • Domnio Cerrado

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  • Caracterstico do Brasil Central, detm

    uma rea de 45 milhes de hectares, sendo

    o segundo maior domnio por extenso

    territorial, apresentando terrenos cristalinos

    (as chamadas serras) e sedimentares (chapadas).

  • Este domnio abrange reas dos

    estados do Mato Grosso, do Mato Grosso

    do Sul, do Tocantins (parte sul), de Gois,

    da Bahia (parte oeste), do Maranho (parte

    sudoeste) e de Minas Gerais (parte

    noroeste).

  • Na poro sul desse domnio (MS e

    GO) localiza-se parte do planalto Meridional,

    com a presena de rochas vulcnicas

    (basalto) intercaladas por rochas

    sedimentares, formando as cuestas.

    Fonte: www.funape.org.br

  • Os solos so muito precrios, cidos,

    muito porosos, altamente lixiviados e

    laterizados. Para serem utilizados na

    agricultura, necessitam de corretivos.

    Fonte: www.diarioweb.com.br

  • A mecanizao intensiva tem

    aumentado a eroso e a compactao dos solos.

    Fonte: www.sba1.com

  • Ao sul desse domnio (planalto

    Meridional) aparecem significativas

    manchas de terra roxa, de grande fertilidade

    natural.

    Fonte: pt.wikipedia.org

  • neste domnio do cerrado que esto

    trs importantes nascentes: da bacia

    Amaznica, do So Francisco e a Platina.

    A vazo dos rios diminuem muito na

    poca das secas e transbordam na poca

    das chuvas.

    Fonte: www.brasilescola.com

  • O principal clima do Cerrado o

    tropical semi-mido; apresenta estaes do

    ano bem definidas, uma bastante chuvosa

    (vero) e outra seca (inverno); as mdias

    trmicas so elevadas, oscilando entre 20

    C a 28 C e os ndices pluviomtricos variam em torno de 1 500 mm.

  • O cerrado apresenta dois estratos: o

    arbreo-arbustivo (rvores de pequeno

    porte, com troncos e galhos retorcidos,

    cascas grossas e razes profundas) e o

    herbceo (gramneas e vegetao rasteira

    com vrias espcies de capim ). O

    espaamento entre arbustos e rvores

    grande, favorecendo a prtica da pecuria

    extensiva. O lenol fretico profundo.

  • Fonte: http://caliandradocerradogo.blogspot.com.br/2010/05/vegetacao-tipica-do-cerrado.html

    Arbreo-arbustivo

    Herbceo

  • Domnio da Caatinga

  • marcado pelo clima tropical semi-

    rido, vegetao de caatinga, relevo

    erodido, destacando-se o macio nordestino

    e a hidrografia intermitente. Marca a regio

    Nordeste do Brasil

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  • Abrange em seu territrio a regio dos

    polgonos das secas. Com uma extenso de

    aproximadamente 850.000 km, este

    domnio inclui o Estado do Cear e partes

    dos Estados da Bahia, de Sergipe, de

    Alagoas, de Pernambuco, da Paraba, do

    Rio Grande do Norte e do Piau.

  • O litoral oriental a sub- regio mais

    industrializada, mais populosa, destacando-

    se o solo de massap (calcrio e gnaisse),

    com as tradicionais lavouras comerciais de

    cana e cacau.

  • O Agreste apresenta pequenas

    propriedades com policultura visando a

    abastecer o litoral. O Serto marcado pela

    pecuria em grandes propriedades. J o

    Meio-Norte, apresenta grandes propriedades com extrativismo.

  • O domnio da caatinga possui clima

    tropical semi-rido, que se caracteriza pelas

    temperaturas elevadas, chuvas escassas e

    irregulares. O perodo chuvoso no Nordeste

    seco denominado pelo sertanejo de inverno.

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    Pluviograma

    da regio de

    Cabaceiras, na

    Paraba.

    A regio

    apresenta o

    menor ndice

    pluviomtrico

    do Brasil, com

    278 mm de

    chuvas.

  • A baixa e irregular quantidade de

    chuvas do domnio da caatinga pode ser

    explicada pela situao da regio em

    relao circulao atmosfrica (massas de

    ar).

    Trata-se de uma rea de encontro ou

    ponto final de quatro sistemas atmosfricos:

    as massas de ar Ec, Ta, Ea e Pa. Quando

    essas massas de ar atingem a regio, j

    perderam grande parte de sua umidade.

  • A presena de rochas cristalinas

    (impermeveis) e solos rasos dificulta a

    formao do lenol fretico em algumas

    reas, acentuando o problema da seca.

    Um dos mitos ou explicaes falsas do

    subdesenvolvimento nordestino a

    afirmao de que as secas constituem a

    principal causa do atraso socioeconmico

    dessa regio.

  • So as arcaicas estruturas

    socioeconmicas regionais (estrutura

    fundiria, predomnio da agricultura

    tradicional de exportao, governos

    controlados pelas elites locais, baixos nveis

    salariais, analfabetismo, baixa produtividade

    nas atividades econmicas, etc.) que

    explicam muito melhor o

    subdesenvolvimento nordestino.

    A seca apenas mais uma agravante.

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  • A mais importante bacia hidrogrfica do

    Domnio da Caatinga a do So Francisco.

    Fonte: geoconceicao.blogspot.com

  • Apesar de percorrer reas de clima

    semi-rido, um rio perene, embora na

    poca das secas possua um nvel

    baixssimo de guas. navegvel em seu

    mdio curso numa extenso de 1 370 km,

    no trecho que vai de Juazeiro (BA) a

    Pirapora (MG).

  • Rio de planalto, apresenta, sobretudo

    em seu mdio e baixo curso, vrias quedas,

    favorecendo a produo de energia eltrica

    (usinas de Paulo Afonso, Sobradinho,etc.).

  • O rio So Francisco possui trs

    apelidos importantes:

    Rio dos Currais: devido ao

    desenvolvimento da pecuria extensiva no

    serto.

    Rio da Unidade Nacional: devido ao

    seu trecho navegvel, ligando o Sudeste ao

    Nordeste, sendo as regies mais

    importantes na fase colonial.

  • Rio Nilo Brasileiro: devido

    semelhana com o rio africano, pois nasce

    numa rea mida (MG serra da Canastra) e atravessa uma rea seca, sendo perene.

    Alm de apresentar o sentido sul-norte e ser

    exorrico.

  • O interior do planalto Nordestino uma

    rea em processo de pediplanao, isto , a

    importncia das chuvas pequena (clima

    semi-rido) nos processos erosivos,

    predominando o intemperismo fsico

    (variao de temperatura) e ao dos

    ventos (eroso elica), que vo aplainando

    progressivamente o relevo (fragmentao

    de rochas e de blocos).

  • Os solos do Domnio da Caatinga so,

    geralmente, pouco profundos devido s

    escassas chuvas e ao predomnio do

    intemperismo fsico. Apesar disso,

    apresentam boa quantidade de minerais

    bsicos, fator favorvel prtica da

    agricultura. A limitao da atividade agrcola

    representada pelo regime incerto e

    irregular das chuvas, problema que poderia

    ser solucionado com a prtica de tcnicas

    adequadas de irrigao.

  • A paisagem arbustiva tpica do Serto

    Nordestino, que d o nome a esse domnio

    geoecolgico, a caatinga (caa = mata;

    tinga = branco). Possui grande

    heterogeneidade quanto ao seu aspecto e

    sua composio vegetal.

  • Em algumas reas, forma-se uma mata

    rala ou aberta, com muitos arbustos e

    pequenas rvores, tais como juazeiro,

    aroeira, barana etc.

  • Em outras reas, o solo apresenta-se

    quase descoberto, proliferando os vegetais

    xerfilos, como as cactceas (mandacaru,

    facheiro, xique-xique, coroa de frade etc.) e

    as bromeliceas (macambira).