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Eja caderno4

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  • 1. Presidente da RepblicaLuiz Incio Lula da Silva Ministro da EducaoFernando Haddad Secretrio-ExecutivoJos Henrique PaimSecretrio da Educao Continuada,Alfabetizao e DiversidadeRicardo Henriques

2. TRABALHANDOCOM A EDUCAODE JOVENSE ADULTOS AVALIAO E PLANEJAMENTO 3. Diretor do Departamentode Educao de Jovens e Adultos Timothy Denis IrelandCoordenadora-Geralde Educao de Jovens e AdultosCludia Veloso Torres Guimares Equipe de elaborao Redao:Ceclia Bueno Maria Suemi Salvador Coordenao:Vera BarretoReviso:Maria Luisa Simes Glria Maria Motta LaraDesign grfico, ilustrao e capa Amilton SantanaFotos da capa:Moiss Moraes Agradecimentos: Alice Cerqueira Agda FEdna Aoki Elena AbreuHelena SingerLaura Moraes Lourdes AquinoMara SanchesRegina Fulgncio Rita de Cssia AlmeidaRosa Antunes Sandra de Oliveira Braslia - 2006 4. ApresentaoO Ministrio da Educao, para enfrentar os processos excludentes que marcam os sistemas deeducao no pas, cria, em 2004, a Secretaria de Educao Continuada, Alfabetizao e Diversidade(SECAD). Respeitar e valorizar a diversidade da populao, garantindo polticas pblicas comoinstrumentos de cidadania e de contribuio para a reduo das desigualdades so os objetivos destanova Secretaria.A SECAD, por meio do Departamento de Educao de Jovens e Adultos, busca contribuir para atenuar advida histrica que o Brasil tem para com todos os cidados de 15 anos ou mais que no concluram aeducao bsica. Para tanto, fundamental que os professores e professoras dos sistemas pblicos deensino saibam trabalhar com esses alunos, utilizando metodologias e prticas pedaggicas capazes derespeitar e valorizar suas especificidades. Esse olhar voltado para o aluno como o sujeito de sua prpriaaprendizagem, que traz para a escola um conhecimento vasto e diferenciado, contribui, efetivamente,para sua permanncia na escola e uma aprendizagem com qualidade.Apesar de a educao de jovens e adultos ser uma atividade especializada e com caractersticasprprias, so raros os cursos de formao de professores e as universidades que oferecem formaoespecfica aos que queiram trabalhar ou j trabalham nesta modalidade de ensino. Igualmente, no somuitos os subsdios escritos destinados a responder s necessidades pedaggicas dos educadores queatuam nas salas de aula da educao de jovens e adultos. Procurando apoiar esses educadores, aSECAD apresenta a coleo Trabalhando com a Educao de Jovens e Adultos, composta de cincocadernos temticos. O material trata de situaes concretas, familiares aos professores e professoras, epermite a visualizao de modelos que podem ser comparados com suas prticas, a partir das quais soampliadas as questes tericas.O primeiro caderno, ALUNAS E ALUNOS DA EJA, traz informaes, estratgias e procedimentos queajudam os educadores a conhecerem quem so os seus alunos e alunas. Questes que abordam o perfildo pblico da educao de jovens e adultos, tais como: porque procuram os cursos, o que queremsaber, o que j sabem e o que no sabem, suas relaes com o mundo do trabalho e na sociedadeonde vivem.Em A SALA DE AULA COMO UM GRUPO DE VIVNCIA E APRENDIZAGEM, segundo caderno destacoleo, so apresentadas algumas estratgias capazes de gerar, desenvolver e manter a sala de aulacomo um grupo de aprendizagem onde cresam os vnculos entre educador/educando e educandosentre si.Nos dois cadernos seguintes so abordados quatro instrumentos importantes para a prtica pedaggicados professores e professoras: OBSERVAO E REGISTRO, AVALIAO E PLANEJAMENTO. Sodesenvolvidas, entre o conjunto de questes pertinentes aos temas, suas funes e utilidades nocotidiano do educador.O ltimo caderno, O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS E PROFESSORES, apresentaorientaes e discusses relativas teoria do conhecimento: como os alunos aprendem e como osprofessores aprendem ensinando.Boa leitura!Ricardo HenriquesSecretrio de Educao Continuada, Alfabetizao e Diversidade1 5. ndiceA Avaliao e o PlanejamentoIntroduo 3Parte 1A AvaliaoA avaliao na escola 4A avaliao como instrumento do(a) professor(a) e do aluno 5Parte 2A avaliao um processo contnuo A avaliao inicial 8 Conhecendo e avaliando 9 A avaliao que acompanha todo o ano letivo 17 Como avaliar o trabalho realizado 18 Toda atividade de sala de aula pode servir de avaliao 19 A auto avaliao 24 A avaliao como primeiro passo para o planejamento 25Parte 3O planejamento Introduo 26 Um pouco da histria do planejamento 27 Planejar X Improvisar 28 Planejamento - o que diz esta palavra? 29Parte 4O planejamento do(a) professor(a) Como planejar Para que ensinar 33 O que ensinar? 34 Como ensinar? 37 O planejamento do(a) professor(a) e o uso do livro didtico 40Parte 5O planejamento da escola O Projeto Poltico Pedaggico 42 A integrao da prtica do(a) professor(a) ao projeto poltico pedaggico da escola 45 Resumindo alguns pontos significativos 45 Algumas concluses 48Bibliografia 492 6. A AVALIAO E O PLANEJAMENTOINTRODUOPensar e agir uma marca de todos ns, seres humanos. Afinal, foi pensandoe agindo que chegamos ao nosso complexo mundo de hoje. Durante todanossa histria, mulheres e homens criaram, aprenderam e transformaram omundo tendo em mente alcanar determinados sonhos ou resultados.Algumas vezes, agiram sem ter clareza do lugar onde queriam chegar. Foram,simplesmente, fazendo e constatando o feito. Outras vezes, agiram de modoplanejado, estabeleceram objetivos e buscaram alcan-los intencionalmente.Planejar a atividade em que se projetam fins e se estabelecem os meiospara chegar at eles.Planejar implica fazer escolhas. E, para bem faz-las preciso conhecer arealidade para poder determinar onde chegar e de que forma ir at l.Mas, antes de planejar necessrio descobrir onde estamos, para estabeleceras bases que garantiro a construo do planejamento. Esta prtica queprecede o planejamento a avaliao.Neste sentido, avaliao e planejamento caminham juntos.Na escola no diferente. Avaliao e planejamento se unem prticapedaggica numa relao contnua. O(a) professor(a) avalia para planejar,planeja para atuar junto aos alunos, para voltar a avaliar, novamente planejar,novamente atuar,... numa onda sem fim.3 7. Para facilitar o nosso estudo, vamos tratar a avaliao e o planejamento emmomentos separados. Apenas para facilitar a nossa anlise. Na prtica estosempre juntos.Parte1A AVALIAODiz o dicionrio que avaliar significa dar valor de uma realidade comreferncia a uma expectativa ideal. A definio pode parecer complicada, masde uma forma ou de outra todos ns nos envolvemos, freqentemente, comalgum tipo de avaliao. o que fazemos quando consideramos uma msica bonita, um objeto pesado,uma bolsa cara, uma roupa apertada etc.Embora presente em atos to simples do dia a dia, a avaliao tambm umaforma de localizar as necessidades e se comprometer com sua superao.Na escola, ela s deveria existir para orientar o trabalho dos(as)professores(as) e dos alunos.A AVALIAO NA ESCOLADurante muito tempo, a avaliao foi considerada pelos professores e alunoscomo um instrumento para medir os acertos e erros dos estudantes, com oobjetivo de dar a eles uma nota ou conceito. Era usada como uma espcie defita mtrica, colocada na mo do(a) professor(a) para medir o nvel deconhecimentos dos alunos.Os professores da educao de jovens e adultos sabem muito bem como estemodelo de avaliao contribuiu para a baixa-estima dos alunos que hojeretornam escola, cheios de temor e insegurana. Alm disso, essa4 8. avaliao quase nada interferiu para mudar o jeito de ensinar do(a)professor(a) e o jeito de estudar do(a) aluno(a).Como na educao, geralmente, as mudanas acontecem muito lentamenteexiste, ainda hoje, muita gente que continua pensando e agindo dessa forma.A AVALIAO, COMO INSTRUMENTODO(A) PROFESSOR(A) E DO ALUNO(A)A avaliao tem como funo primeira orientar o trabalho do(a) professor(a) eo estudo dos alunos.Assim compreendida, ela se faz presente, desde o incio da prtica educativa,quando oferece elementos para que o(a) professor(a) possa fazer o seuplanejamento. Alm disso, a avaliao acompanha todo o processo educativo,orientando o(a) professor(a) e os alunos na busca dos objetivos planejados.Vamos ver como isso acontece, seguindo um relato feito por Sandra, umaprofessora da EJA, em So Bernardo do Campo: Esta semana choveu sem parar e vrios alunos perguntavam por que a rua onde moravam estava alagando se antes isso nunca havia acontecido. Com jornais e revistas, previamente escolhidos, buscamos respostas para as nossas perguntas. Encontramos muitas explicaes para as enchentes que atrapalhavam a vida dos moradores em muitos pontos da cidade. Foi, tambm, uma boa oportunidade para analisar o texto informativo de um jornal ou revista. No final, pedi aos alunos que em grupos apresentassem o que mais havia chamado a ateno deles e o que haviam aprendido com o trabalho. Minha surpresa foi muito grande quando, indo de grupo em grupo, fui descobrindo que as dificuldades eram grandes e os enganos numerosos. As interpretaes dadas ao material lido eram muito distantes das reais intenes dos autores. Por se tratar 5 9. de textos informativos esta situao gerou grandes distores. Na apresentao dos grupos, avaliei melhor o quanto me enganei com a forma escolhida para o trabalho. Tive que reorganizar o meu planejamento agora com outros materiais e partindo de noes que tinha considerado desnecessrias. Se a prpria origem da chuva era desconhecida, como poderiam ser compreendidas todas as questes que, no primeiro momento planejei estudar? Sandra OliveiraSandra se valeu da avaliao em dois momentos: no primeiro, para escolher oque ia trabalhar na sala de aula e, no segundo, para descobrir o quanto osalunos atingiram dos objetivos esperados.No primeiro momento, a avaliao orientou o trabalho da professora: elaavaliou que as perguntas dos alunos, vindas da situao que viviam,apontavam as chuvas e suas conseqncias como um tema significativo.Percebeu tambm que esse contedo, mais prximo da geografia, propor-cionaria conhecimentos da linguagem informativa (dos jornais, revistas, livrosdidticos), da matemtic