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Epistolas paulinas

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Text of Epistolas paulinas

  1. 1. 1. Copyright 2006 por Seminrio Bblico das Amricas Todos os direitos reservados. ISBN 9974-7935-3-X Dep. Legal 339 301. Impresso em Montevidu. Probida a reproduo total ou parcial deste manual sem prvia autorizao escrita do Seminrio Bblico das Amricas. EPSTOLAS PAULINAS I ESTUDO DE GLATAS I e II TESSALONICENSES, I e II CORNTIOS por Joseph Milioni SEMINRIO BBLICO DAS AMRICAS Colnia 1243 (quase J) Montevidu, URUGUAI Tel.: (+598) 2903 1875 E-mail: [email protected]
  2. 2. Seminrio Bblico das Amricas2.
  3. 3. Seminrio Bblico das Amricas 3. CONTEDO Lio 1 Introduo s Epstolas do Novo Testamento .................................................................... 5 Lio 2 Introduo a Epstola a os Glatas .................................................................................. 15 Lio 3 Analises de Glatas ......................................................................................................... 19 Lio 4 Introduo as Epstolas Tessalnica ............................................................................. 25 Lio 5 Analises de I e II Tessalonicenses ................................................................................... 29 Lio 6 Analises de I e II Tessalonicenses (continuao) ........................................................... 35 Lio 7 Introduo s Epstolas a os Corintos .............................................................................. 39 Lio 8 Analises de I Corntios..................................................................................................... 43 Lio 9 Analises de I Corntios (continuao) ..............................................................................49 Lio 10 Analises de I Corntios (continuao) ............................................................................. 57 Lio 11 Analises de II Corntios ................................................................................................... 63 Lio 12 Analises de II Corntios (continuao) ............................................................................ 69
  4. 4. Seminrio Bblico das Amricas4.
  5. 5. Seminrio Bblico das Amricas 5. LIO 1 INTRODUO S EPSTOLAS DO NOVO TESTAMENTO A. O ANTIGO TESTAMENTO No Antigo Testamento vemos a Deus falando aos homens por meio de pessoas escolhidas a quem chamava e encomendava que dessem a conhecer sua vontade (Hb. 1:1). A este objetivo chamou desde a antiguidade a profetas como Moiss, David, Isaas, Jeremias, Daniel e muitos outros at Malaquias, o qual d um sinal vindouro sol da Justia que haveria de chegar ao cumprimento do tempo estabelecido por Deus. (Mal. 4:2) B. O VERBO Glatas 4:4. O verbo encarnado traz em sua prpria pessoa a revelao mais completa do Pai e do seu plano de salvao para os homens (Hb. 1:2; Jn. 1:14 e 14:9) C. OS EVANGELISTAS Ainda faltava perpetuar e transmitir essa revelao. Era necessrio que testemunhas presenciais escrevessem para as geraes futuras o que haviam visto, ouvido e apalpado do verbo da vida (I Jn. 1:1). Assim Deus escolheu a novos instrumentos humanos. Mateus e Joo como testemunhas presen- ciais, Marcos e Lucas como intrpretes igualmente inspirados, deram ao mundo quatro registros da revelao de Jesus Cristo, o lho de Deus, cuja continuao depois de sua ressurreio e ascenso em glria, Lucas tambm registrou em Atos dos Apstolos. D. UMA NOVA FORMA CARTAS Mas, escondido desde os sculos de Deus, ainda continuava um mistrio no revelado comple- tamente, um fato, um propsito, um intervalo de tempo entre a ascenso de Cristo e seu retorno em glria. Este era o chamado da ECLSIA, a igreja que o corpo de Cristo. 1. At o trmino de seu ministrio, Jesus revelou este propsito (Mateus 16:18), mas sem dar detalhes especcos. 2. Nos ensinos de Jesus estava a semente de tudo, entretanto, o cresci- mento e o desenvolvimento da verdade acerca da Igreja se produz com o ministrio do Consolador vindouro (Joo 14:25,26; 15:26; 16: 12-15). 3. Assim outra vez o Esprito Santo operando em instrumentos humanos revelou o mistrio da cruz, desenvolveu as doutrinas crists e estabeleceu posio, relaes, privilgios, deveres e desgnios da igreja, subministrando o signicado muitas coisas (Joo 16:12) que os disc- pulos no podiam suportar em seu tempo.
  6. 6. Seminrio Bblico das Amricas6. 4. Isto deu origem a uma nova modalidade de revelao divina. Esta tomou a forma de CARTAS. a. Nelas o Esprito completa a revelao da Igreja b. Estabelece sua posio, relaes, privilgios, deveres e desgnios. c. Desenvolve e sistematiza as doutrinas e verdades bsicas da f crist d. Corrige erros e trata com os problemas surgidos com a extenso do Evangelho. Assim encontramos que os convertidos de Colossos retinham algo de seu gnosticismo pago, os de Corinto algo de suas prticas antigas, enquanto que alguns da Galcia quiseram impor o legalismo judaico. E. COMO LER UMA CARTA NO NOVO TESTAMENTO Tanto as cartas de hoje, como as cartas do Novo Testamento foram escritas a receptores especcos com problemas especcos. Temos que entender que as cartas foram inspiradas pelo Esprito Santo, mas em uma situao com um contexto histrico e cultural. Ento existem regras na aplicao dessas cartas. Como as cartas de hoje, as cartas do primeiro sculo tinham um estilo convencional. Uma carta antiga geralmente tinha: 1. O nome do autor (Paulo, Pedro) 2. O nome do receptor ( Igreja de Deus que est em Corinto). 3. Uma saudao (Graa e paz a vocs) 5. O corpo da carta 6. Saudaes e despedida Tambm era de costume nos tempos antigos, ter um secretrio. O secretrio escrevia o que o autor queria dizer. Depois o autor lia o que o secretrio havia escrito, e fazia as mudanas e uma saudao com sua prpria mo. Os autores do N.T. tambm seguiram esta prtica (Rom. 16:22;II Ts. 3: 17; 1 Pe 5:12) INTERPRETANDO AS CARTAS. Para entender uma carta preciso l-la toda sem parar. O que voc faz quando recebe uma carta de um amigo? Lemos a carta completa e no em partes. As cartas tm uma srie de argumentos dependendo do propsito do autor. Por isso, o contexto importante. Temos que perguntar sempre: Porque foi escrito? Qual foi a inteno do autor? Como foi recebida pelos receptores originais? Para interpretar a carta importante lembrar que a cultura e estilo de vida eram diferentes. As cartas tem muita teologia mas, sempre foram dirigidas a uma pessoa ou a um grupo de pessoas especco em uma situao particular. Por isso, entender o que signicava o texto e a quem estava dirigido o primeiro passo ao ler as cartas e fundamental antes de aplicar a carta a nossa vida pessoal. APLICANDO AS CARTAS: A aplicao das cartas do Novo Testamento deve ser feita com cuidado (2 Ti. 2:15). Por isso, deve ser feita com estudo, orao e guia do Esprito Santo. Existem regras que podem ajudar: 1. Quando nossa situao igual que a situao de quem recebeu as cartas, a palavra aplicvel diretamente. Existem muitas passagens que podem ser aplicadas diretamente as nossas vidas. A lista de pecados em Glatas 5: 19-21 igual hoje em dia, por isso, a aplicao desse princpio idntica. 2. Quandoasituaodequemrecebeacartadiferentedanossadevemosbuscaroprincpiobsico. Existe pouca oportunidade de comer comida oferecida a dolos (Rm. 14:1, 15:2; 1 Co. 8:1-13, 10:14, 11:1) Embora o princpio de no ofender a conscincia de um irmo fraco seja muito importante. 3. Existem passagens que no tem aplicao direta nem indireta para ns hoje em dia. Um bom exemplo disso so os comentrios pessoais. Quando Paulo pediu a Timteo que trouxesse sua capa (II Tm. 4:13) no signica que devemos ir a Turquia para buscar um casaco.
  7. 7. Seminrio Bblico das Amricas 7. INTRODUO AS EPSTOLAS PAULINAS A. ESTUDO CRONOLGICO Faremos o estudo das epstolas Paulinas em ordem cronolgica. 1. Este estudo tem relao histrica e geogrca com o livro de Atos, no qual se registra o relato das viagens de Paulo e das localidades que visitou com o objetivo de dar a luz do Evangelho conforme o propsito de Deus. (Atos 26: 15-19) 2. Dividiremos as cartas de Paulo em quatro grupos, segundo foram escritas em diferentes viagens e em distintas ocasies. Esta mesma diviso as agrupa segundo os temas bsicos contidos. ASSIM TEMOS: SEGUNDO GRUPO (Terceira viagem) PRIMEIRO GRUPO 1Corntios (Segunda viagem) Corntios 1 Tessalonicenses Glatas 2 Tessalonicenses Romanos Conhecidas como: Conhecidas como: CARTAS ESCATOLGICAS CARTAS SOTERIOLOGICAS Relativa aos ltimos acontecimentos Relativas Salvao TERCEIRO GRUPO QUARTO GRUPO (Estando preso pela primeira vez) (Depois da primeira priso Filipenses e durante a segunda priso) Filemom 1 Timteo Colossensses 2 Timteo Efsios Tito Conhecidas como: Conhecidas como: CARTAS CRISTOLGICAS CARTAS PASTORAIS Relativas a Teologia do Filho Relativas ao Ministrio do Pastor B. SELO DO ESCRITOR As cartas de Paulo tm o selo do escritor, no somente pelo nome que as encabea (Rm. 1:1), como tambm por seu inconfundvel carter interno. 1. Todas elas olham para a CRUZ, seja olhando transparentemente como em 1 Co. 2:2, ou atravs de seus escritos. Para o apstolo, a cruz era o todo, o lao de unio do humano e o divino (Ef. 1:10), e de Deus com o pecador, pois o lugar onde se encontram (2 Co. 5:19). Na cruz o homem sente o quanto o pecado repugnante e se arrepende. Deus, em Cristo crucicado, o perdoa e o limpa. 2. Outra caracterstica de seus escritos a exaltao do CRISTO GLORIFICADO. Paulo foi convertido pelo ministrio direto de Cristo quando este j havia ascendido ao cu (At. 1:11 e 9:5). Esta viso de Cristo que o chamou por seu nome, produziu um efeito inapagvel em sua vida e em todas as projees de seu pensamento. (Ef. 1:20-22)
  8. 8. Seminrio Bblico das Amricas8. Cristo, nos Evangelhos, podia aparecer aos olhos incrdulos como um mero ser humano histrico, fundador de uma religio. Mas nas Epstolas de Paulo, o elemento divino irredutvel e o leitor no pode escapar a apresentao da divindade de Cristo como gloricado dono e Senhor de todo (Col. 1:12-20). 3. Outra caracterstica das cartas de Paulo a revelao da IGREJA. O mesmo declara que ist

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