Fórum de Inovação | Inovação e mudanças

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    24-Jun-2015

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Voc conhece a srie "Cadernos de Inovao", do Frum de Inovao da FGV/EAESP? Confira aqui todas as edies: http://bit.ly/1oyelxm

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<ul><li> 1. v</li></ul><p> 2. Um projetoPara melhor visualizao do material, sugerimos imprimir, frente e verso, e grampear pela margem esquerda 3. Projeto de Inovao e MudanasUm projeto do Frum de Inovao da FGV-EAESPIntroduo e Concluso: Prof. MarcosAugusto de VasconcellosCoordenador GeralMarcos Augusto de VasconcellosCoordenador AdjuntoLuiz Carlos Di SerioGesto Executiva:Luciana Gaia (coordenadora executiva)Flvia Canella (staff, layout ediagramao)Gisele Gaia (staff)Andra Barbuy (staff)Editora Responsvel:Maria Cristina Gonalves (Mtb: 25.946)SUMRIO01. Apresentao02. Macro-TemasI. EDUCAOII. EMPRESAS2.1. Gesto das Empresas para Produtividadee Competitividade2.2. Re-industrializao e Tecnologia2.3. Participao do Comrcio InternacionalIII. GOVERNO3.1 Desburocratizao e Eficincia dosServios Pblicos3.2. Criao de Condies para Produtividadee CompetitividadeIV. RECONSTRUO DO ESTADOANEXO 1 - Memrias dos 6 Encontros deInovao antecedentesANEXO 2 - Relao dos participantes do Encontrodo dia 05/06/2014. 4. PROJETO DE INOVAO E MUDANASO Frum de Inovaes da FGV-EAESP foi criado em maio de dois mil, com a misso de estimular a gerao,sistematizao, e aplicao de conhecimento sobre a Cultura e a Gesto Estratgica da Inovao. Seus primeirosestudos visavam o entendimento da Organizao Inovadora. A partir da, o foco foi sucessivamente ampliado paraas Redes Colaborativas de Inovao e para o Brasil Sociedade Inovadora.Com este enfoque e tendo em vista o momento difcil que o pas atravessa (haja vista os indicadores globais deCompetividade e de Inovao, a relao Impostos/IDH, etc.) o Frum promoveu, a partir de dois mil e doze, umaserie de encontros de Inovao com temas diretamente ligados ao desenvolvimento brasileiro. Esses encontrosforam:Todos os Encontros foram registrados em memrias e os seis Encontros esto apresentados no anexo desteCaderno.O Encontro, do ltimo dia 05 de junho de 2014, foi realizado com o objetivo de consolidar e complementar oconjunto de propostas apresentadas. Desses 7 encontros, dos quais participaram 110 pessoas, provenientes dosmais diversos segmentos da sociedade (Governo, Academia, Empresas e Organizaes parceiras, convidados,professores da FGV So Paulo, alm de professores e alunos do prprio Frum) resultou o presente projeto. 5. Projeto de Inovao e MudanasEste Projeto se caracteriza pela abrangncia e multidisciplinaridade. As propostas apresentadas contemplamuma significativa variedade de fatores considerados crticos para a prosperidade do pas, no se limitando aeste ou aquele ponto de vista. No , portanto, um documento de reivindicaes (em que um setor reclamaprovidncias do outro), mas sim de convocao a todas as pessoas e segmentos da Sociedade para quecontribuam, cada um com a sua parte, para a recuperao da trajetria de desenvolvimento do Brasil.Entendemos que necessrio um verdadeiro pacto social, que inclua tanto o consenso sobre as estratgiasnacionais de recuperao, como a determinao de implement-las.O ponto de partida para as discusses e apresentao de propostas foi a definio da Viso 2040, de efetivoexerccio da cidadania, bem estar social e prosperidade das pessoas, do pas e dasempresas.Para maior clareza, as propostas apresentadas foram agrupadas nos seguintes temas e macro-temas:I. EDUCAOII. EMPRESAS2.1. Gesto das Empresas para Produtividade e Competitividade2.2. Re-industrializao e Tecnologia2.3. Participao no Comrcio InternacionalIII. GOVERNO3.1. Eficincia dos Servios Pblicos3.2. Criao de Condies para Produtividade e CompetitividadeIV. RECONSTRUO DO ESTADOA Figura 1, na pgina seguinte, apresenta uma viso sistmica do Projeto. Seus principais componentes so:A entrada do sistema, ou seja, o ponto de partida para que ocorram as inovaes necessrias, a determina-ocoletiva para que isso ocorra, o que caracteriza um autntico pacto social, ainda que no escrito.Os temas so todos inter-relacionados, sendo de se destacar que:- Aeducao a base de tudo;- As inovaes no Governo e nas Empresas so complementares e igualmente importantes;- O Estado democrtico pr-condio para a liberdade de inovar e para o desenvolvimento;- A sada do sistema, i.e., o resultado das inovaes propostas, ser o cumprimento da Viso de Prosperi-dade,esperamos, at antes de 2040.Um esclarecimento final o tratamento de cada tema foi estruturado da seguinte maneira:- Conceitos e Relaes necessrios ao entendimento das Propostas- Onde estamos percepo da situao atual, registrada nos Cadernos de Inovao anexos- Viso 2040 estado futuro desejado para cada tema abordado.- Fatores Determinantes de Inovao e Mudana Fatores essenciais para o cumprimento damiso. Para cada Fator, so apresentados:Objetivos de Mudana referentes aos aspectos crticos que precisam evoluir, em cada fator;Inovaes requeridas de imediato mudanas que exigem aes imediatas para que a Viso sejacumprida. As InovAes requeridas, em seu conjunto, so o corpo que constitui este Projeto de Inova-oe Mudanas. 6. EDUCAO preciso toda uma aldeiapara educar uma criana.Provrbio africanoConceitos e Relaes Educao e Cultura so pr-requisitos essenciais para a incluso social, para o exerccio da cidadania e parao desenvolvimento econmico e social do pas. responsabilidade compartilhada de pais, familiares, escola, sociedade e Estado a construo, pelo exemploe coerncia nas aes, de valores para a educao de crianas e adolescentes para a vida. A funo da educao tambm resgatar cidadania, acentuar a anlise crtica, o respeito vida, ao ser huma-noe ao ambiente que ele est inserido. O Frum entende como desenvolvimento integral a preparao dos estudantes para a vida em todas as suasdimenses tanto pessoal e familiar como social e profissional e para o exerccio da cidadania.Onde estamos O sistema atual no atende as necessidades de formao do indivduo desde o nvel fundamental at o supe-rior.90% da educao brasileira se d via ensino pblico. O Brasil, apesar de ser a stima economia do mundo, ocupa os piores ndices relacionados com Educao endice de Desenvolvimento Humano (IDH). Muitas escolas, hoje, sofrem com a m organizao das atividades de aprendizagem, com a falta de locaisadequados, com a falta de aulas, de profissionais qualificados, alm de diretores e famlia pouco comprometidoscom a formao integral do aluno. Os alunos tm sado das escolas sem saber corretamente portugus, matemtica e cincias. Dos poucos que cursaram a escola pblica, que alcanam o ensino mdio, muitos so considerados analfabe-tosfuncionais. Dificilmente encontraro um emprego que garanta uma boa qualidade de vida. O ensino tcnico, de forma geral, pouco difundido e limitado no seu alcance.Viso 2040 Educao universal, com a melhor qualidade possvel e necessria, para que o jovem possa enfrentar adequa-damenteos desafios de seu tempo. Professores de todos os nveis respeitados e reconhecidos como responsveis pela criao do futuro do pas. Educadores (Diretores, orientadores, professores, instrutores, etc.) capacitados, competentes, felizes e motiva-dos,como parte de uma sociedade onde todos querem ensinar e aprender. Escolas com condies adequadas de infraestrutura, recursos e pessoas; sero espaos que promovem umajornada de aprendizagem permanente e o out put do setor educacional ser a formao de cidados respons-veis,dedicados e competentes, preparados para ajudar na construo de um mundo mais justo e feliz. Sistema educacional inteligente, conectado e flexvel, capaz de reconhecer as demandas da sociedade, ante-veras necessidades e desenvolver novos meios para educao de indivduos e da sociedade. Estudantes com viso global das grandes questes que afetam o planeta e com ateno, ao mesmo tempo, sespecificidades das regies a que pertencem. Integrao da Educao em todas as dimenses: Famlias e Escolas; Ensino Fundamental, Mdio e EducaoSuperior; Cooperao entre Universidades e Organizaes Pblicas e Privadas; Aes nos nveis municipal,estadual e federal. 7. Fatores Determinantes de Inovao e MudanaEducao BsicaTreinamento e Educao TecnolgicaEducao de Nvel SuperiorEducao BsicaObjetivos de Mudana Preparar o futuro cidado para ser bem sucedido pesoal, familiar, social e profissionalmente, em ambientesfuturos diferentes e mutantes. Universalizao do ensino com qualidade, para o desenvolvimento integral dos estudantes. Universalizao da qualidade e da adequao das instalaes fsicas das Escolas. Professores educadores - dedicados e com comprovada competncia profissional, com autoestima e autoco-nhecimentodesenvolvidos. Gesto escolar preocupada com o sucesso de cada aluno (e no apenas com estatsticas).Inovaes requeridas de imediato Projetos pedaggicos adequados e contemporneos, inclusive quanto ao uso de TI. Promoo da qualificao e valorizao dos educadores. Ateno s condies e necessidades peculiares a cada aluno. Reforo do ensino de portugus, matemtica e cincias. Desenvolvimento das competncias necessrias para leitura crtica do mundo e suas diferentes linguagens(cientfica, tecnolgica, artstica, corporal, etc.), para pensamento criativo e pesquisa.Treinamento e Educao TecnolgicaObjetivos de Mudana Capacitao de profissionais para criao, desenvolvimento e utilizao das tecnologias de fronteira do conhe-cimento. Suprir a demanda crescente por profissionais capacitadosInovaes requeridas de imediato Intensificao do uso das novas mdias no processo de Ensino. Convnios Internacionais de Cooperao Tecnologia, especialmente do Sistema S. Incentivo realizao de atividades de pesquisa e desenvolvimento em espao aberto (Open Space).Educao de Nvel SuperiorObjetivos de Mudana Avano significativo na formao em Engenharias, Cincias Bsica, Biomdicas e Educao. Intensificao da pesquisa nas reas de fronteira do conhecimento. Utilizao do conhecimento contido na Sociedade pela realizao de pesquisas em Open Space.Inovaes requeridas de imediato Intensificao da Cooperao entre Empresas, Universidades e Sociedade. Convnios e Intercmbios Internacionais nas reas de fronteira do conhecimento. Intensificao da participao da Sociedade (Crowdsourcing) e da realizao de pesquisas em Open Space. 8. EMPRESAS1. Gesto das Empresas para Produtividade e CompetitividadeConceitos e Relaes Desenvolvimento Sustentvel aquele que atende s necessidades do presente sem comprometera possibilidade das geraes futuras de atenderem as suas prprias necessidades (Definio apresentada noRelatrio Nosso Futuro Comum, de 1987, publicado pela Comisso Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvol-vimento). Organizao Sustentvel aquela que planejada para, alm de produzir resultados econmicos posi-tivos,reduzir o consumo de recursos e a gerao de poluio, bem como as desigualdades sociais e regionais.Seus resultados devem ser avaliados em funo das trs dimenses (ou pilares) da sustentabilidade: econmi-ca,social e ambiental.Exemplos de Modelos de Gesto para a Sustentabilidade so o Triple Bottom Line (ou People, Planet, Profit) e o3 Es (Ecology/Environment; Economy/Employment; Equity/Equality). Chamamos de Competncia Competitiva o conjunto de habilidades e tecnologias que habilitam umaOrganizao a entregar Valor aos Consumidores, de forma melhor do que as alternativas existentes, ao preomais baixo possvel. Administrao participativa a que valoriza as pessoas e estimula a sua participao na gerao deidias e na proposta de melhorias e inovao. Neste modelo, as pessoas so menos controladas e mais mobili-zadaspara alcanar os objetivos da Organizao. tambm estimulada a participao de Clientes, Fornecedo-rese demais Stakeholders.Onde estamos O ltimo Relatrio de Competitividade do World Competituive Forum, mostra o Brasil na 57 posio, entre 144pases. No Global Innovation Index de 2013, o Brasil ocupa a 64 posio, entre 142 pases. Pesquisa sobre sustentabilidade e desenvolvimento sustentvel, realizada pela National Geographic em 17pases, mostra que o Brasil s perde para a ndia. As empresas brasileiras esto na rota da sustentabilidade, mas ainda de forma muito incipiente.Viso 2040 As estratgias das empresas sero baseadas nos princpios do Desenvolvimento Sustentvel. A maioria das Empresas Brasileiras ser competitiva, tanto nos mercados internos como nos mercados interna-cionais. As empresas praticaro gesto tica, inclusiva, participativa e voltada para gerao de valor para toda a socie-dade. 9. Fatores Determinantes de Inovao e MudanaDesenvolvimento SustentvelCompetncias CompetitivasCompetncias de GestoDesenvolvimento SustentvelObjetivos de Mudana Disseminao dos princpios de Organizao Responsvel nas trs esferas de atuao Empresas, Organiza-esPblicas e do Terceiro Setor.Inovaes requeridas de imediato Inovaes Tecnolgicas de Produtos e Processos. Novas formas de avaliao dos impactos das Inovaes.Competncias CompetitivasObjetivos de Mudana Empresas Brasileiras altamente competentes em compreender o que o consumidor tanto interno como inter-nacional valoriza. Empresas Brasileiras altamente competentes em entregar Valor para os consumidores, tanto em termos decustos como de diferenciao e inovao. Intensificao da participao das empresas brasileiras nas cadeias internacionais de comrcio. Aumento significativo da participao das empresas brasileiras no comrcio internacionalInovaes requeridas de imediato Prospeco ativa dos mercados interna e internacional. Inovao Tecnolgica de Produtos. Inovaes nos Processos e na Gesto das Cadeias de Suprimentos.Competncias de GestoObjetivos de Mudana Empresas brasileiras competentes me novas formas de Gesto, incluindo Sustentabilidade, Participao eAccountability. Empresas brasileiras geis, preparadas para antecipar, detectar, reagir eadaptar-se s rpidas mudanas dos mercados internacionais.Inovaes requeridas de imediato Treinamento e capacitao para enfrentar as novasrealidades do Sculo XXI. Polticas e prticas de Governana. Mecanismos de Accountability adaptados aospilares da Sustentabilidade. 10. EMPRESAS2. Re-industrializao e TecnologiaConceitos e Relaes Tecnologia o conjunto de conhecimentos que lida com a produo e distribuio de bens e servios. Transferncia de Tecnologia o processo de transferncia de competncias tcnicas, conhecimento,tecnologias, especificaes de produtos, know-how e processos de produo e distribuio, etc., de uma empre-sa(ou outro tipo de Organizao) para outra. Capacidade de Absoro de Tecnologia a habilidade de uma empresa em reconhecer o valor deum conhecimento externo novo, assimil-lo e, a partir da, gerar novos conhecimentos e aplicaes. Gerao de Tecnologia o processo de criao de uma ou mais inovaes, com o objetivo de resolverum problema, atender uma necessidade ou explorar uma oportunidade. Difuso de Tecnologia o processo de comunicao de uma nova tecnologia, e sua adoo por indiv-duosou Organizaes de um determinado sistema social ou econmico. Padres Setoriais de Inovao. A inovao tecnolgica no se desenvolve de forma homognea emtodos os setores da economia. Ao contrrio, o que se observa so grandes diferenas entre setores nas fontesde tecnologia, nas taxas de progresso tecnolgico, nos meios de defesa da propriedade intelectual, etc.Onde estamos A indstria brasileira ainda est voltada exportao de commodities e de baixa tecnologia A indstria no tem suporte na...</p>

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