Guia de fauna silvestre do município de São Sepé, Rio Grande do Sul: aves, mamíferos, anfíbios e répteis

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    Guia de campo de fauna silvestre do municpio de

    So Sep, Rio Grande do Sul, Brasil Aves, Mamferos, Anfbios e Rpteis

    Luiz Liberato Costa Corra Darliane Evangelho Silva

    Daiane Maria Melo Pazinato Luciano Moura de Mello

  • Guia de campo de fauna silvestre do municpio de

    So Sep, Rio Grande do Sul, Brasil

    Aves, Mamferos, Anfbios e Rpteis

    Luiz Liberato Costa Corra Darliane Evangelho Silva

    Daiane Maria Melo Pazinato Luciano Moura de Mello

    2013

  • Guia de campo de fauna silvestre do municpio de

    So Sep, Rio Grande do Sul, Brasil

    Aves, Mamferos, Anfbios e Rpteis

    Organizao geral: Luiz Liberato Costa Corra Capa e projeto grfico: Luciano Moura de Mello

    CORRA, Luiz Liberato Costa; SILVA, Darliane Evangelho; PAZINATO, Daiane Maria Melo; MELLO, Luciano Moura de. Guia de fauna silvestre do municpio de So Sep, Rio Grande do Sul: aves, mamferos, anfbios e rpteis. So Sep, RS, 2013. 128 pg.

    Ill.;

    ISBN 978-85-65503-68-6 2013

    Reproduo proibida: Art 184 do Cdigo Penal Brasileiro e Lei n 9.610, de 19 de fevereiro de 1988.

    Todos os direitos reservados.

  • Nota sobre os autores

    Luiz Liberato Costa Corra Bilogo, Mestrando em Ambiente e Desenvolvi-mento pela Univates/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas ornitolo-gia, mastofauna e herpetofauna. Email de contato: lc_correa@yahoo.com.br Darliane Evangelho Silva Biloga, Mestranda em Ambiente e Desenvolvi-mento pela Univates/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas acarolo-gia, ornitologia e mastofauna. Email de contato: ds_evangelho@yahoo.com.br Daiane Maria Melo Pazinato Biloga, cursando especializao em Educao Ambiental pela UFSM/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas herpeto-fauna. Email de contato: da.paz.melo@hotmail.com Luciano Moura de Mello Bilogo, Especialista em Ecologia, Mestre em Tec-nologia de Sementes e Doutorando em Tecnologia de Sementes pela UFPel/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas botnica (ecologia e sementes de espcies florestais), ornitologia, mastofauna e herpetofauna. Email de contato: luciano_moura_biologia@yahoo.com.br

  • Agradecimentos

    Agradecemos a Uilson Donalo Borba Modernel, Felipe Peters, Renato Grimm, Bernadete Casanova, Rafael Balestrin, Stefan Vilges de Oliveira e Andr Luis da Rosa Seixas pela cedncia de algumas fotos que ilustram este guia em especial a Andr Luis da Rosa Seixas, pelo emprstimo de material digital (Armadilha fotogrfica). Somos gratos a Dra. Lize Helena Cappellari pela reviso tcnica e cientfica e a e ao professor de Lngua Portuguesa e Especialista em Interdisci-plinaridade, Srgio Roberto Trindade Machado por dicas e sugestes gramati-cais na redao do livro.

  • SUMRIO

    Apresentao 06

    Introduo 07

    1. Aspectos sobre a conservao natural 10

    2. Aves 14

    3. Mamferos 56

    4. Anfbios 74

    5. Rpteis 92

    Aspectos gerais sobre o comportamento

    e acidentes com ofdios 108

    Listas de diversidade 110

    Referncias 121

  • 6

    APRESENTAO

    Guias de campo elaborados sobre vertebrados silvestres

    so de extrema importncia como recurso didtico no reconhe-

    cimento das espcies em uma determinada localidade ou regio.

    O estudo direcionado fauna, caracterizado pelo conhe-

    cimento da biologia, ecologia e identificao das espcies, feito

    atravs de pesquisas qualitativas e quantitativas, atravs dos

    quais busca-se atingir o objetivo principal deste esforo: a con-

    servao das espcies e dos ambientes em que vivem.

    O principal objetivo desse guia facilitar a identificao

    preliminar em algumas espcies de aves, anfbios, mamferos e

    rpteis encontrados no Municpio de So Sep, e disponibilizar

    alguns detalhes gerais sobre esses grupos, como proposta de

    educao ambiental.

  • INTRODUO

    O municpio de So Sep est inserido na regio central

    no estado do Rio Grande do Sul (S 30 10 12 W 53 34 42)

    (BRASIL, 1973), no Bioma Pampa, com uma rea territorial de

    2.200,692 km (IBGE, 2010).

    Caracteriza-se por apresentar como formao caracters-

    tica a de campos e matas ciliares, numa zona de transio entre

    as florestas estacionais ao norte e campos abertos ao sul (IBGE,

    2004), apresentando vegetao natural em diferentes estgios de

    sucesso (RAMBO, 1956).

    O municpio apresenta relevo levemente ondulado e cli-

    ma temperado, com temperatura mdia anual de 18,7C, e preci-

    pitao mdia anual de 1.648 mm. Podem ocorrer chuvas torren-

    ciais de 182 mm em 24 horas e geadas de abril a novembro. Os

    perodos mais secos esto entre os meses de novembro a janeiro

    (BRASIL, 1973). De acordo com Rambo (1956), a regio central

    considerada a menor de todas as regies naturais do estado, mas

    encontra-se muito alterada pela utilizao e ocupao humana

    (BELTON, 1994).

    7

  • Em So Sep as atividades rurais so basicamente regidas

    pela pecuria e plantio de arroz e soja, mas, atualmente a silvi-

    cultura despertou interesse na regio onde grandes reas foram

    destinadas ao cultivo de Eucalyptus sp., o que constitui um fator

    preocupante em termos de conservao da fauna silvestre local

    em funo da significativa mudana da fisionomia dos ambientes.

    Tambm preocupante o impacto da caa sobre as popu-

    laes de animais silvestres no municpio. Em algumas reas

    aleatrias que foram visitadas para coleta de dados e de acordo

    com comentrios de moradores locais ainda constatada essa

    prtica. A caa na regio principalmente praticada contra per-

    dizes, marrecas, capivaras, tatus e contra alguns animais amea-

    ados de extino como: paca, cutia e veados.

    Alguns estudos faunsticos em So Sep ainda so recen-

    tes e carecem de informaes sobre a ocorrncia, distribuio e

    identificao das espcies. As grandes lacunas existentes na pes-

    quisa e a realizao de trabalhos de maior prazo e que envolvam

    aspectos da dinmica populacional no municpio, deste modo

    importante ampliar o conhecimento da fauna local como propos-

    ta de educao ambiental populao, buscando um entendi-

    mento e conhecimento entre homem e natureza.

    O presente guia tem por finalidade apresentar alguns

    dados gerais sobre a biologia e ecologia de espcies de vertebra-

    8

  • dos de ocorrncia no municpio bem como contribuir com regis-

    tros fotogrficos sobre aves, mamferos, anfbios e rpteis encon-

    trados no municpio de So Sep, facilitando a identificao a

    campo destes animais.

    9

  • 1. ASPECTOS SOBRE A CONSERVAO NATURAL

    A cada dia a populao do planeta aumenta mais. Um

    nmero crescente de pessoas necessita de mais recursos natu-

    rais para viver, incluindo alimento, combustvel, roupas, ferra-

    mentas e mquinas. Como esses recursos so extrados direta-

    mente do meio ambiente natural, rapidamente mais dessas reas

    so destrudas para suprir as necessidades humanas (ANDRADE,

    1997b).

    A perda da biodiversidade, cuja face mais cruel a extin-

    o de espcies, se configura como um dos problemas ambientais

    mais dramticos deste sculo, podendo ser considerado um pro-

    blema tico do homem, como agente capaz de maiores e mais

    significativas alteraes na natureza. Como resultados da ao

    humana, nas ltimas quatro dcadas j foram extintas mais de

    450 espcies de animais silvestres no mundo (MARQUES et al.,

    2002).

    A fauna silvestre brasileira vm sendo constantemente

    ameaada pelos desmatamentos e consequentemente com a frag-

    mentao de florestas causando a perda de habitats, com as con-

    10

  • sequentes restries ao tamanho populacional necessrio para a

    sua manuteno e o isolamento destas populaes.

    No Brasil concentra-se a maior biodiversidade do planeta

    e ainda assim vivemos diversos problemas ambientais que po-

    tencialmente podem estar levando muitas espcies extino

    (PRIMACK & RODRIGUES, 2001; FONTANA et al., 2003).

    Entretanto, com o desenvolvimento cientfico-biolgico,

    especialmente dos estudos sobre a composio e as condies do

    meio ambiente vm sendo amplamente considerados, visando

    assegurar a continuidade e dignidade da vida a um longo prazo

    (JACOBI, 2003). Nesse contexto, a necessidade de conservao

    dos ambientes regionais e dos seres vivos que os compe, tem

    despertado grande ateno da sociedade como alternativa s

    perdas da biodiversidade, especialmente porque podem oportu-

    nizar medidas de gesto aplicadas a tempo de evitarem-se danos

    ecossistmicos. A conservao destes ambientes regionais, assim,

    tem sido considerado um tema prioritrio nas agendas polticas

    nacionais e internacionais, pela maioria dos pases desenvolvi-

    dos, ampliando cada vez mais o reconhecimento do valor intrn-

    seco da diversidade biolgica e do seu papel na manuteno dos

    sistemas necessrios vida (MARQUES et al., 2002).

    No estado do Rio Grande do Sul, o Bioma Pampa abrange

    cerca de 176.000 km, equivalendo a 63% do territrio gacho e

    a 2,1% do territrio nacional (COLLARES, 2006) e tem sido pro-

    11

  • fundamente modificado pelas atividades humanas (pastoreio

    excessivo, caa, poluio, queimadas, invaso de espcies exti-

    cas e converso em reas agricultveis), restando muitas vezes

    apenas pequenos remanescentes em uma paisagem predominan-

    temente agrcola (PORTO, 2002; BENCKE, 2003).

    No estado so conhecidas 261 espcies da fauna silvestre

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