Informativo mensal maio_2012

  • Published on
    04-Jul-2015

  • View
    431

  • Download
    1

Embed Size (px)

Transcript

<ul><li> 1. Informativo STF Mensal Braslia, maio de 2012 - n 19 Compilao dos Informativos ns 664 a 668O Informativo STF Mensal apresenta todos os resumos de julgamentos divulgados pelo Informativo STF concludos noms a que se refere e organizado por ramos do Direito e por assuntos. SUMRIODireito Administrativo Ao de Improbidade Administrativa Improbidade administrativa: parlamentar e competncia - 1 e 2 Aposentadorias e Penses Aposentadoria e certido de tempo de servio como aluno-aprendiz Concurso Pblico Concurso pblico: contedo programtico e vinculao ao edital Licitao Licitao: lei orgnica e restrio - 1 e 2Direito Constitucional Controle de ConstitucionalidadeADI e Prouni - 4 a 16Embargos de Declarao: modulao dos efeitos em ADI e 1 e 2 do art. 84 do CPP - 4 e 5Organizao criminosa e vara especializada - 1 a 17 Demarcao de Terra IndgenaTerras indgenas: ao declaratria de nulidade de ttulos - 7 a 12 MagistraturaRemoo de magistrado: publicidade e fundamentao de ato administrativoJuzes substitutos e inamovibilidade - 3 a 5 Princpios e Garantias ConstitucionaisConstitucionalidade da reserva de vagas nas universidades pblicas - 1 a 3 ReclamaoReclamao e transcendncia dos motivos determinantesDireito Penal PenasDosimetria e fundamentao idnea - 3Trfico: causa de aumento e transporte pblico - 1 e 2Causa de aumento e agente poltico Princpios e Garantias PenaisPrincpio da insignificncia e ato infracional1</li></ul><p> 2. Direito Processual CivilAo RescisriaAo rescisria: termo inicial e legitimidade de parteLegitimidadeMinistrio Pblico do Trabalho e legitimidade para atuar perante o Supremo - 2 a 4MS e habilitao de herdeirosPressupostos ProcessuaisPedido de justia gratuita na fase recursal - 2Direito Processual PenalAo Penal Mensalo e racionalizao do julgamentoExecuo da Pena Art. 127 da LEP e benefcios da execuoHabeas Corpus HC e necessidade de interposio de REsp HC e necessidade de interposio de REsp Demora no julgamento de HC e paciente soltoLiberdade Provisria Trfico de drogas e liberdade provisria - 1 a 4Nulidades Art. 44 do CPP e descrio individualizada do fato criminoso Polcia militar e execuo de interceptao telefnica - 1 e 2Pressupostos Processuais HC e tempestividade recursalSuspenso Condicional do Processo Suspenso condicional do processo e prestao social alternativaDireito Processual Penal MilitarCompetncia Competncia e lugar sujeito administrao militar - 1 e 2Priso Art. 453 do CPPM e deseroDireito TributrioImunidade TributriaFundao educacional e certificado de entidade beneficente - 3 e 4Imunidade tributria e obrigao acessria - 2DIREITO ADMINISTRATIVO Ao de Improbidade AdministrativaImprobidade administrativa: parlamentar e competncia - 1 Ante a particularidade do caso, o Plenrio resolveu questo de ordem suscitada em ao deimprobidade administrativa, autuada como petio ajuizada em face de diversos rus, dentre eles 2 3. pessoa que, poca dos fatos (1994), ocupava o cargo de deputado federal , para declinar dacompetncia do STF e determinar a remessa dos autos justia de 1 grau. Frisou-se que a Cortedeclarara, no julgamento da ADI 2797/DF (DJU de 19.12.2006), a inconstitucionalidade dos 1 e 2 doart. 84 do CPP, inseridos pelo art. 1 da Lei 10.628/2002 ( 1 A competncia especial por prerrogativade funo, relativa a atos administrativos do agente, prevalece ainda que o inqurito ou a ao judicialsejam iniciados aps a cessao do exerccio da funo pblica. 2 A ao de improbidade, de quetrata a Lei n 8.429, de 2 de junho de 1992, ser proposta perante o tribunal competente para processare julgar criminalmente o funcionrio ou autoridade na hiptese de prerogativa de foro em razo doexerccio de funo pblica, observado o disposto no 1). Alm disso, modulara os efeitos dessadeciso, que teria eficcia a partir de 15.9.2005 (acrdo pendente de publicao, v. Informativo 666). OMin. Marco Aurlio, relator, ao reportar-se ao voto vencido proferido quando da aludida modulao no sentido de que os preceitos seriam rritos desde seu surgimento , asseverou que, independentementedo cargo exercido pelo ru, no caberia Corte julgar ao cvel de improbidade, relativa a atospraticados a qualquer tempo. Destacou a dissociao quanto natureza jurdica entre infraocaracterizadora de improbidade administrativa e infrao criminal e afirmou competir ao Supremo julgardetentores de prerrogativa de foro no campo da ao penal, apenas. Sublinhou que, a teor do art. 37, 4,da CF, a condenao por atos de improbidade no afastaria a responsabilidade criminal.Pet 3030 QO/RO, rel. Min. Marco Aurlio, 23.5.2012. (Pet-3030)1 parte2 parte(Informativo 667, Plenrio)Improbidade administrativa: parlamentar e competncia - 2O Min. Gilmar Mendes consignou que, em relao a Presidente da Repblica e a Ministros deEstado, a Constituio referir-se-ia a crime de responsabilidade (art. 85) nomen iuris adotado paraas infraes magnas poltico-administrativas, submetidas a rito prprio. Assim, em tese, esses agentespolticos poderiam vir a ser indevidamente julgados no 1 grau de jurisdio, se a presente questo deordem fosse resolvida de forma genrica. No ponto, o Min. Dias Toffoli rememorou que a condenaopor ato de improbidade implicaria perda da funo pblica (CF, art. 37, 4) e que, se o caso tratasse deMinistro de Estado e no de parlamentar, a competncia seria do Supremo, tendo em vista o art. 102, I, c,da CF. O Min. Luiz Fux ressaltou o que decidido pela Corte no julgamento da Pet 3211QO/DF (Dje de27.6.2008), em que assentada a competncia do STF para julgar, originariamente, ao civil deimprobidade contra autoridade que gozasse de prerrogativa de foro no seu mbito. A respeito, o Min.Ayres Britto, Presidente, reputou que este precedente no incidiria na espcie e lembrou que a modulaoreferida na ao direta objetivaria aproveitar atos processuais j praticados, o que no teria ocorrido nasituao em comento. O Min. Joaquim Barbosa registrou a distino entre a probidade da Administraodecorrente do art. 37, 4, da CF aplicvel aos servidores em geral e a outros agentes polticos e aprobidade da Administrao passvel de impeachment. Assim, parlamentares no poderiam ser objeto deimpeachment, instituto aplicvel em desfavor dos agentes do Poder Executivo, somente, em observnciaao sistema de checks and balances.Pet 3030 QO/RO, rel. Min. Marco Aurlio, 23.5.2012. (Pet-3030)(Informativo 667, Plenrio) Aposentadorias e PensesAposentadoria e certido de tempo de servio como aluno-aprendizA 2 Turma negou provimento a agravo regimental de deciso do Min. Ricardo Lewandowski emmandado de segurana, do qual relator, em que concedera a ordem contra ato do TCU, que considerarairregular a concesso de aposentadoria impetrante por entender indevido o cmputo do tempo de serviocomo aluna-aprendiz. No agravo, a Unio insurgia-se quanto ausncia de prova efetiva do tempo deservio prestado naquela condio. Observou-se que o STF firmara entendimento, em casos idnticos, nosentido da legalidade do cmputo desse perodo. Ato contnuo, assentou-se no assistir razo agravante,haja vista que a impetrante, a fim de comprovar o perodo de trabalho, juntara certido de tempo deservio expedida por escola tcnica, na qual anotada a quantidade de dias trabalhados como aluna-aprendiz, oportunidade em que teria recebido, como forma de remunerao, o ensino e a alimentao.MS 28399 AgR/DF, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 22.5.2012. (MS-28399)(Informativo 667, 2 Turma)Concurso Pblico3 4. Concurso pblico: contedo programtico e vinculao ao editalPor reputar que os temas abordados nas questes impugnadas de prova escrita objetiva estariamcontemplados no contedo programtico de direito internacional do edital de concurso pblico destinadoao provimento de cargo de Procurador da Repblica, a 2 Turma conheceu, parcialmente, de mandado desegurana e, na parte conhecida, denegou a ordem. Os impetrantes sustentavam que sua eliminao na 1fase do certame decorrera do no alcance do percentual mnimo exigido em um dos grupos em quedividida a prova, j que determinadas assertivas teriam abordado assuntos no previstos no contedoprogramtico. Reconheceu-se, de incio, a prejudicialidade da ao, ante a perda superveniente de objeto,quanto a dois candidatos que, aps o deferimento parcial de medida liminar, foram reprovados na etapaseguinte de provas escritas subjetivas. Assim, o feito seria apreciado apenas em relao ao impetranteremanescente, o qual lograra xito em todos os estgios do concurso. De igual modo, declarou-se oprejuzo do exame do agravo regimental interposto pela Unio. No mrito, afirmou-se a existncia deorientao da Corte no sentido da admissibilidade de controle jurisdicional da legalidade de concursopblico quando verificada, em ofensa ao princpio da vinculao ao instrumento convocatrio, adesconformidade entre as questes da prova e o programa descrito no edital do certame. Entretanto,concluiu-se que, no caso em apreo, o candidato pretendia conferir a essa jurisprudncia alcance que elano possuiria. Alfim, cassou-se a medida liminar anteriormente concedida.MS 30894/DF, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 8.5.2012. (MS-30894)(Informativo 665, 2 Turma)LicitaoLicitao: lei orgnica e restrio - 1A 2 Turma deu provimento a recurso extraordinrio para declarar a constitucionalidade do art. 36da Lei Orgnica do Municpio de Brumadinho/MG, que proibiria agentes polticos e seus parentes decontratar com o municpio (O Prefeito, o Vice-Prefeito, os Vereadores, os ocupantes de cargo emcomisso ou funo de confiana, as pessoas ligadas a qualquer deles por matrimnio ou parentesco,afim ou consangneo, at o 2 grau, ou por adoo e os servidores e empregados pblicos municipais,no podero contratar com o Municpio, subsistindo a proibio at seis meses aps findas asrespectivas funes). Asseverou-se que a Constituio outorgaria Unio a competncia para editarnormas gerais sobre licitao (CF, art. 22, XXVII) e permitiria que estados-membros e municpioslegislassem para complementar as normas gerais e adapt-las s suas realidades. Afirmou-se que essadiscricionariedade existiria para preservar interesse pblico fundamental, de modo a possibilitar efetiva,real e isonmica competio. Assim, as leis locais deveriam observar o art. 37, XXI, da CF, paraassegurar a igualdade de condies de todos os concorrentes.RE 423560/MG, rel. Min.Joaquim Barbosa, 29.5.2012. (RE-423560)(Informativo 668, 2 Turma)Licitao: lei orgnica e restrio - 2Registrou-se que o art. 9 da Lei 8.666/93 estabeleceria uma srie de impedimentos participaonas licitaes, porm no vedaria expressamente a contratao com parentes dos administradores, razopor que haveria doutrinadores que sustentariam, com fulcro no princpio da legalidade, que no se poderiaimpedir a participao de parentes nos procedimentos licitatrios, se estivessem presentes os demaispressupostos legais, em particular, a existncia de vrios interessados em disputar o certame. Noobstante, entendeu-se que, ante a ausncia de regra geral para o assunto a significar que no haveriaproibio ou permisso acerca do impedimento participao em licitaes em decorrncia de parentesco, abrir-se-ia campo para a liberdade de atuao dos demais entes federados, a fim de que legislassem deacordo com suas particularidades locais, at que sobreviesse norma geral sobre o tema. Por fim,consignou-se que a referida norma municipal, editada com base no art. 30, II, da CF, homenagearia osprincpios da impessoalidade e da moralidade administrativa, bem como preveniria eventuais leses aointeresse pblico e ao patrimnio do municpio, sem restringir a competio entre os licitantes.RE 423560/MG, rel. Min.Joaquim Barbosa, 29.5.2012. (RE-423560)(Informativo 668, 2 Turma)Direito ConstitucionalControle de Constitucionalidade4 5. ADI e Prouni - 4Em concluso, o Plenrio, por maioria, julgou improcedente pedido formulado em ao diretaajuizada, pela Confederao Nacional dos Estabelecimentos de Ensino - Confenen, pelo PartidoDemocratas - DEM e pela Federao Nacional dos Auditores-Fiscais da Previdncia Social - Fenafisp,contra a Medida Provisria 213/2004, convertida na Lei 11.096/2005, que instituiu o ProgramaUniversidade para Todos - Prouni, regulou a atuao de entidades de assistncia social no ensino superior,e deu outras providncias v. Informativo 500. O programa institudo pela norma adversada concederabolsas de estudos em universidades privadas a alunos que cursaram o ensino mdio completo em escolaspblicas ou em particulares, como bolsistas integrais, cuja renda familiar fosse de pequena monta, comquotas para negros, pardos, indgenas e queles com necessidades especiais. De incio, no se conheceuda ao proposta pela Fenafisp, por falta de legitimidade ativa (CF, art. 103, IX). Tambm em preliminar,consideraram-se presentes os pressupostos de relevncia e urgncia da matria tratada na medidaprovisria questionada que, ao ser convertida em lei, no impediria a continuidade do debatejurisdicional. Em acrscimo, o Min. Gilmar Mendes sublinhou a prioridade do tema abordado pelamedida provisria, bem assim o carter especial e de exceo que assumiria a anlise do atendimento deseus pressupostos constitucionais por esta Corte (ADI 4048 MC/DF, DJe de 22.8.2008).ADI 3330/DF, rel. Min. Ayres Britto, 3.5.2012. (ADI-3330)1 parte2 parte(Informativo 664, Plenrio)ADI e Prouni - 5No mrito, asseverou-se que a norma adversada erigira a educao condio de direito social,dever do Estado e uma de suas polticas pblicas prioritrias. Afastou-se a alegao de que os artigos 10 e11 da lei impugnada afrontariam os artigos 146, II, e 195, 7, da CF, ao argumento de invadirem searareservada lei complementar, ao pretenderem conceituar entidade beneficente de assistncia social, e aoestabelecerem requisitos para que assim fosse intitulada. Nesse ponto, assentou-se que o termo iseno,contido no 7 do art. 195 da CF, traduziria imunidade tributria, desonerao fiscal que teria comodestinatrias as entidades beneficentes de assistncia social que satisfizessem os requisitos legais. Assim,ter-se-ia conferido lei a fora de aportar consigo as regras de configurao de determinadas entidadesprivadas como de beneficncia no campo da assistncia social, para terem jus a uma desoneraoantecipadamente criada. Repeliu-se, de igual modo, a assertiva de que os dispositivos legais em causa nose limitariam a estabelecer requisitos para o gozo dessa imunidade, mas desvirtuariam o prprio conceitoconstitucional de entidade beneficente de assistncia social. Aduziu-se que a elaborao do conceitodogmtico haveria de se lastrear na prpria normatividade constitucional, na regra que teriam as entidadesbeneficentes de assistncia social como instituies privadas que se somariam ao Estado para odesempenho de atividades tanto de incluso e promoo social quanto de integrao comunitria (CF, art.203, III). Esclareceu-se que esta seria a principal razo pela qual a Constituio, ao se referir s entidadesde beneficncia social que atuassem especificamente na rea de educao, t-las-ia designado porescolas comunitrias confessionais ou filantrpicas (art. 213). Destacou-se que a lei em comento noteria laborado no campo material reservado lei complementar, mas tratado apenas de erigir critrioobje...</p>