Introdução à auditoria e controladoria governamental

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Aula de Auditoria e Controladoria Governamental sobre o tema "Introduo auditoria e controladoria governamental".

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  • 1. o exame independente e objetivo de uma situao ou condio, em confronto com um critrio ou padro preestabelecido, para que se possa opinar ou comentar a respeito para um destinatrio predeterminado.
  • 2. Perodo Descrio 2.600 a.C Na Sumria, proprietrios mandavam conferir o rendimento de seus bens confiados a terceiros (MOTTA, 1992 apud FREITAS, 2001); (S, 1994 apud CRUZ, 1997). Sc. XVI e VI a.C.: Na ndia, o Cdigo de Manu faz referncias ordem administrativa, principalmente s finanas pblicas, nas quais se vislumbra nitidamente a presena de funes de auditoria pblica. (Duria, 1949 apud SLOMSKI, 2007). Sc. II Na Frana, os bares realizavam a leitura pblica das contas de seus domnios, na presena de funcionrios designados pela Coroa. (CREPALDI, loc. cit.). Imperadores romanos Imperadores romanos nomeavam altos funcionrios que eram incumbidos de supervisionar todas as operaes financeiras dos administradores provinciais e lhes prestar contas verbalmente. Talvez da tenha surgido a palavra auditoria, que tem origem no latim, audire, e significa ouvir. (CREPALDI, 2006).
  • 3. Sc. XIII Na Inglaterra, por ato do Parlamento, o rei Eduardo outorgava direito aos bares para nomear seus representantes oficiais. A aprovao destes auditores era atestada em documentos que constituram os primeiros relatrios de Auditoria, denominados, Probatur sobre as Contas. Documentos atestam, ainda, que o termo auditor originou-se no final do sculo XIII, na Inglaterra, sob o poder deste rei que mencionava o termo auditor sempre que se referia ao exame das contas, alegando que se essas no estivessem corretas, iria punir os responsveis. (CREPALDI, loc. cit.). Sc. XIV Os primeiros rgos de controle governamental surgiram na Frana, em 1318, e Inglaterra, em 1314- embries da Cour ds Comtes e do National Audit Office (FREITAS, 2001 apud POLLIT, 1999). 1314: criao do cargo de Auditor do Tesouro da Inglaterra.
  • 4. Sc. XVI Inglaterra, fiscalizao das receitas pblicas e do tesouro (conferncia de valores monetrios arrecadados e verificao da capacidade financeira dos cidados em funo do elevado apetite do trono pelos gastos na corte) (CRUZ, 1997).
  • 5. Proposta em 1976 por Michael Jensen e William Meckling em Theory of firm: managerial behavior agency costs and owner ship structure. Segundo essa teoria, os conflitos de agncia aparecem quando o bem-estar de uma parte o proprietrio denominada principal, depende das decises tomadas por outra, responsvel pela gesto do patrimnio do principal, denominada agente.
  • 6. Embora o agente deva tomar decises em benefcio do principal, muitas vezes ocorrem situaes em que os interesses dos dois so conflitantes, dando margem a um comportamento oportunista por parte do agente.
  • 7. com base na teoria da agncia que o escritrio do Auditor-Geral do Canad (OAG) conceitua auditoria no modo lato sensu como a ao independente de um terceiro sobre uma relao de accountability, objetivando expressar uma opinio ou emitir comentrios e sugestes sobre como essa relao est sendo obedecida.
  • 8. Auditoria Principal (Delegante) Accountability Agente (Delegado) O termo accountability representa mais do que o dever de prestar contas. No s a obrigao de informar, agente deve cultivar o desejo de informar.
  • 9. Ao enxergarmos a auditoria como um instrumento de governana para reduzir o conflito de agncia, entendemos que ela um mecanismo do principal e no do agente. O principal, ao fazer uma delegao de recursos, busca na confirmao de um terceiro, independente, uma assegurao de que tais recursos esto sendo geridos mediante estratgias e aes adequadas para atingir os objetivos por ele estabelecidos.
  • 10. Na Constituio Federal do nosso pas esta relao de accountability est positivada no art. 70 e seu pargrafo nico. neste ltimo dispositivo que encontramos a essncia do accountability, denominado entre ns de princpio da prestao de contas.
  • 11. SOCIEDADE (Principal) PODER LEGISLATIVO (Representante do Principal) GESTORES PBLICOS (Agente) AUDITORIA
  • 12. No setor pblico, o poder legislativo quem representa os interesses do cidado. , Assim, este poder que assume o papel de principal na relao de accountability que se estabelece entre o Estado e os gestores pblicos de um modo geral. No entanto, a exemplo do que ocorre no setor privado, a auditoria deve trabalhar numa perspectiva de que o seu cliente final so os cidados, verdadeiros proprietrios dos recursos transferidos ao Estado para realizao do bem comum
  • 13. Acionistas (Principal) Conselho de Administrao (Representante do Principal) DIRETORIA EXECUTIVA (Agente) AUDITORIA
  • 14. Conferncia de informaes Identificao de irregularidades e fraudes
  • 15. Modelos COSO I e II (1992 e 2004), em reao s ocorrncias de fraudes em relatrios financeiros/contbeis. COSO - The Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission
  • 16. A Lei Sarbanes-Oxley (SOX) (2002), promulgada nos Estados Unidos Es cndalos corporativos, com o intuito de restabelecer a confiana da sociedade nas empresas de capital aberto. considerada uma das mais rigorosas regulamentaes a tratar de controles internos, elaborao de relatrios financeiros e divulgaes.
  • 17. A mudana do conceito de auditoria interna pelo Instituto dos Auditores Internos (IIA/AUDIBRA, 2004): uma atividade independente e objetiva que presta servios de avaliao e de consultoria e tem como objetivo adicionar valor e melhorar as operaes de uma organizao. A auditoria auxilia a organizao a alcanar seus objetivos mediante uma abordagem sistemtica e disciplinada para a avaliao e melhoria da eficcia dos processos de gerenciamento de risco, controle e governana corporativa. (grifo nosso);
  • 18. A reformulao das prticas contbeis internacionais (IASB); A reviso das normas de auditoria (IFAC); As recomendaes da Intosai para adoo de padres e estruturas de controle interno calcados no gerenciamento de riscos e em modelos de governana corporativa.
  • 19. Enfoque de conferncia Identificao de irregularidades e fraudes Gesto de riscos, por meio de controles, para o alcance de objetivos
  • 20. Auditor- fiscal da Receita Federal do Brasil Analista- tributrio da Receita Federal do Brasil Auditor- fiscal do Trabalho