Introducao a sociologia

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  • 1. arnaldolemos@uol.com.br INTRODUO SOCIOLOGIA

2. arnaldolemos@uol.com.br LEMOS FILHO, Arnaldo. O surgimento da Sociologia como cincia , idem ibidem COSTA, Cristina, Sociologia, uma introduo Sociedade. 3edio.So Paulo:Ed. Atual, 2006 OLIVEIRA, L. F.-COSTA, R. Sociologia para jovens do sculo XXI. Rio,2 edio Ed. Imperial Novo Milenium, 2010 BRYM, Robert et alii. Sociologia, sua bssola para um novo mundo. So Paulo: Thomson Learning, 2007 BIBLIOGRAFIA SCHAEFER, Richard. Sociologia, 6 edio. So Paulo: McGraw-Hill, 2006 GIDDENS, Anthony., 4edio. Porto Alegre: ArtMed, 2006 LEMOS FILHO,Arnaldo - JUNIOR, Jos Theodoro, As Cincias Humanas, in Lemos Filho, Arnaldo et alii. Sociologia Geral e do Direito. 5edio. Campinas, Ed. Alnea, 2012 BOMENY, Helena e outros. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. Rio, Fundaop Getulio Vargas ,2010. 3. arnaldolemos@uol.com.br Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro ps uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lanavam um jato de gua fria nos que estavam no cho. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subiu mais a escada, apesar da tentao das bananas. Ento os cientistas substituram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelo outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo no subia mais a escada. Um segundo foi substitudo, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto, e finalmente, o ultimo dos veteranos foi substitudo.Os cientistas ficaram, ento, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar s bananas. Se fosse possvel perguntar a algum deles porque batia em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: No sei, as coisas sempre foram assim por aqui... (Texto atribudo a Albert Einstein) 4. arnaldolemos@uol.com.br 5. arnaldolemos@uol.com.br O que a histria dos macacos e o vdeo Ilha das Flores tm a ver com a Sociologia ? E o que a Sociologia tem a ver comigo ou com a minha vida? 6. arnaldolemos@uol.com.br A Sociologia se debrua sobre fenmenos sociais que nos afetam em nosso dia a dia. Por que a vida em sociedade como ? Por que uns tm tanto e outros tm pouco? Por que obedecemos ou contestamos? Por que as pessoas se renem ou se tornam rivais? O que nos proibido e o que nos imposto por obrigao? Por que os governos se organizam de uma forma ou de outra? 7. arnaldolemos@uol.com.br A objeo que os membros leigos da sociedade frequentemente fazem aos postulados da sociologia ... que seus achados no lhes dizem nada alm do que j sabem ou, o que pior, vestem com linguagem tcnica oque perfeitamente familiar na terminologia de todos os dias (Anthony Giddens) Alguem j disse que a sociologia a cincia do obvio (Nelson Rodrugues) Em outras palavras, aqueles que criticam a sociologia, segundo Giddens, muitas vezes dizem que ela trata do que todo mundo j sabe em uma linguagem que ningum entende. A sociologia trata do que todo mundo j sabe. 8. arnaldolemos@uol.com.br Na realidade, parece ter sentido. Afinal, para que estudar sociologia? Por que estudar a sociedade em que vivemos? No basta viv-la? possvel conhecer a sociedade cientificamente? A Sociologia serve para qu? Darcy Ribeiro, cientista social, em um texto sobre o obvio, diz que o negocio dos cientistas mesmo lidar com o obvio.O que a cincia faz ir tirando os vus, desvendando a realidade, a fim de revelar a obviedade do bvio. A sociologia nos ajuda a refletir sobre as certeza que temos, pe sob observao nossas opinies mias arraigadas. Ela modifica nossa percepo sobre o que vivemos em nossa rotina e assim contribui para alterar a maneira de vermos nossa prpria vida e o mundo que nos cerca. 9. arnaldolemos@uol.com.br A maior parte do tempo, o socilogo aborda aspectos da experincia que lhe so perfeitamente familiares, assim como maioria dos seus compatriotas e contemporneos. Estuda grupos , instituies, atividades que os jornais falam todos os dias. Mas as suas investigaes comportam outro tipo de paixo da descoberta. No a emoo da descoberta de uma realidade familiar mudar de significao aos nossos olhos. A seduo da sociologia provem de ela nos fazer ver sob uma outra luz o mundo da vida cotidiana no qual todos vivemos. Peter Berger 10. arnaldolemos@uol.com.br mundo inundado de mudanas, tenses, enormes conflitos e divises sociais e ataque destrutivo da tecnologia moderna ao ambiente natural. Sculo XXI Preocupaes da sociologia, enquanto cincia Possibilidades de controlar o nosso destino e moldar nossas vidas muito maiores do que as geraes anteriores. Por que nossas condies de vida so to diferentes daquelas de nossos pais e avs?? Que direo as mudanas tomaro no futuro? 11. arnaldolemos@uol.com.br porque somos o que somos e porque agimos como agimos? Sociologia aquilo que encaramos como natural, inevitvel, bom ou verdadeiro pode no ser bem assim os dados de nossas vidas so influenciados por foras sociais e histricas 12. arnaldolemos@uol.com.br abrangncia desde a anlise de encontros ocasionais entre indivduos na rua at a investigao de processos sociais globais Aprender a pensar sociologica mente cultivar a imaginao Libertar-se do imediatismo das circunstncias pessoais e ver as coisas num contexto mais amplo. 13. arnaldolemos@uol.com.br Exemplo: considere o simples ato de tomar o caf da manh. A imaginao sociolgica (Wright Mills) No capitalismo, a produo de cada objeto envolve uma complexa rede de trabalho e trabalhadores 14. arnaldolemos@uol.com.br Veja as suas dimenses: O caf tem um valor simblico O caf uma droga O caf cria relacionamentos sociais e econmicos H um processo histrico de desenvolvimento social e econmico O caf est ligado globalizao, comercio internacional, direitos humanos e destruio ambiental 15. arnaldolemos@uol.com.br O caf no somente uma bebida. Ele possui um valor simblico. s vezes o ritual associado a beber caf muito mais importante do que o ato de consumir a bebida. Considere o seu ritual ao longo do dia nas suas interaes sociais. Valor simblico 16. arnaldolemos@uol.com.br O caf uma droga por conter cafena que tem um efeito estimulante sobre o crebro. Cria dependncia mas uma droga socialmente aceita, ao contrrio, por exemplo, da maconha. Uma droga 17. arnaldolemos@uol.com.br Um indivduo que bebe uma xcara de caf cria uma trama de relacionamentos sociais que se estendem pelo mundo. O caf uma bebida que conecta as pessoas das mais ricas e das mais pobres: consumido nos pases ricos mas cultivado nos pases pobres. Relacionamentos sociais 18. arnaldolemos@uol.com.br Ao lado do petrleo, o caf uma das mercadorias mais valiosas no comercio internacional. Relacionamentos econmicos 19. arnaldolemos@uol.com.br Relacionamentos econmicos A produo supe o plantio, a colheita, a secagem, o transporte e a distribuio que requerem relaes contnuas entre pessoas a milhares de quilmetros de distncia do consumidor. Colheita e secagem na Fazenda Cabral- Jacui MG-2009 20. arnaldolemos@uol.com.br O ato de beber caf pressupe todo um processo passado de desenvolvimento social e econmico. O caf s passou a ser consumido em larga escala a partir dos fins do sculo XIX. O legado colonial tem tido um impacto enorme no desenvolvimento do comercio mundial do caf. Processo histrico de desenvolvimento social e econmico 21. arnaldolemos@uol.com.br Processo histrico de desenvolvimento social e econmico No Brasil, no Vale da Paraba, foi em torno da fazenda, como unidade bsica da agricultura mercantil, que se articulou a vida social . A produo do caf permaneceu dentro dos moldes coloniais, baseada no trabalho escravo e no plantio de grandes extenses de terra, segundo tcnicas agrcolas rudimentares. 22. arnaldolemos@uol.com.br Processo histrico de desenvolvimento social e econmico A expanso da cultura do caf pelos Oestes paulistas, a partir de 1870, foi um momento fundamental para a formao da sociedade brasileira contempornea. Provocou a decadncia do trabalho escravo e a introduo do trabalho livre. As riquezas acumuladas pelo caf, o capital cafeeiro, foram o motor do desenvolvimento capitalista no Brasil 23. arnaldolemos@uol.com.br O caf um produto que permanece no centro dos debates contemporneos sobre a globalizao, direitos humanos e destruio ambiental. Passou a ser uma marca e foi politizado. Os consumidores podem boicotar o caf que vem de paises que violam os direitos humanos e acordos ambientais Globalizao,Comercio Internacional, Direitos Humanos e Destruio Ambiental 24. arnaldolemos@uol.com.br Trigo Sal gua Fermento 25. arnaldolemos@uol.com.br Trigo Plantio Colheita Moagem Comercializao Sal Retirada do mar Processamento Embalagem 26. arnaldolemos@uol.com.br gua Fermento Captao Tratamento Distribuio Produo Comercializao Distribuio 27. arnaldolemos@uol.com.br Equipamentos Mquina para preparar a massa Forno para assar o po Fabricados em indstrias Matria prima Tipo de energia Fogo Madeira Carvo Energia eltrica Linhas de transmisso 28. arnaldolemos@uol.com.br Consumidor 29. arnaldolemos@uol.com.br Tempo de trabalho Tempo de trabalho Comparao de trabalho humano Equivalncia 30. arnaldolemos@uol.com.br Se para tomar uma caf da manh, h tanta gente envolvida, direta ou indiretamente, voc pode imaginar quanto trabalho necessrio para a fabricao de nibus, bicicleta, automvel, para a construo da casa em que voc vive ou da Universidade onde estuda. 31. arnaldolemos@uol.com.br IMAGINAAO SOCIOLGICA capacidade de a pessoa poder ver a sua propria sociedade como uma pessoa de fora o faria, em vez de faz-lo apenas da perspectiva das experincias pessoais e dos