Introducao Citologia

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  • 1. Introduo Citologia

2. Introduo A inveno do microscpio, no final do sculo XVI,revolucionou as cincias biolgicas. Esse instrumentopermitiu descobrir que os seres vivos, apesar de todistintos quando observados a olho nu, tm emcomum o fato de serem formados por clulas. O aperfeioamento dos microscpios vempossibilitando aos cientistas conhecer detalhadamentea estrutura interna das clulas vivas, e esseconhecimento tem sido de fundamental importnciapara o desenvolvimento de todos os ramos daBiologia. 3. A Descoberta da Clula Influenciado pelas investigaes de Leeuwenhoek, oingls Robert Hooke (1635-1703) construiu ummicroscpio dotado de duas lentes ajustadas nasextremidades de um tubo de metal. Ao contrrio dosmicroscpios simples de Leeuwenhoek, de uma s lente,Hooke usou microscpios compostos, dotados de umalente ocular, pela qual se olha, e uma lente objetiva, quevai prxima ao objeto observado. Em 1665, Hooke observou fatias muito finas de cortia(casca de certas rvores) e descobriu que a leveza dessematerial se deve ao fato de ele ser formado por grandenmero de caixinhas microscpicas vazias. Hookechamou cada caixinha oca de cel, palavra inglesa quesignifica cela ou cavidade. Da veio o termo clula,diminutivo de cela. 4. A Descoberta da Clula Em 1667, o botnico ingls Nehemiah Grew (1647-1712),na Inglaterra, e Marcello Malpighi (1628-1694), na Itlia,descobriram que a parte interna e suculenta das plantasconstitua-se de estruturas microscpicas semelhantesas clulas que Hooke observara na cortia. Essasclulas, porm, eram cheias de um fludo gelatinoso esemitransparente, no incio denominado protoplasma e,posteriormente, citoplasma. Malpighi verificou que osanimais tambm compunham-se de clulas, porm maismoles e flexveis que as das plantas. 5. A Teoria Celular Em 1838, depois de estudar os trabalhos de diversospesquisadores, o botnico Mathias Jakob Schleiden(1804-1881) concluiu que todas as plantas eramformadas por clulas. Um ano depois o zologo Theodor Schwann (1810-1882)chegou mesma concluso para os animais: todos secompunham de clulas. Fortalecia-se, assim, a idia de que a clula era aunidade de que constitua todos os seres vivos. Essageneralizao atribuda a Schleiden e Schwann, ficouconhecida como Teoria Celular. 6. A Teoria Celular A formulao da teoria celular teveimportncia decisiva para odesenvolvimento da Biologia,porque permitiu reconhecer queseres to diversos como a amebae o ser humano tm grandesemelhana no nvelmicroscpico. Ambos soconstitudos por clulas bastanteparecidas, embora a ameba sejaunicelular, isto , formada por umanica clula, e uma pessoa sejamulti ou pluricelular, formada porcerca de 10 quatrilhes de clulas. 7. A Teoria Celular Segundo a teoria celular, a clula a unidade morfofisiolgica dosseres vivos. Em outras palavras,ela o bloco bsico estrutural(ou morfolgico) e funcional (oufisiolgico) de qualquerorganismo. Assim, a partir do conhecimentodos processos vitais queocorrem em todas as clulas,poderemos vir a entender melhoro funcionamento dos organismoscomo um todo. 8. Os Vrus Os vrus so os nicos seres que no apresentamorganizao celular. Eles so organismos relativamente simples,constitudos por uma nica molcula de cidonuclico (DNA ou RNA) associada a protenas e,embora no sejam formados por clulas, no soexcees Teoria Celular, pois necessitamobrigatoriamente de uma clula viva para sereproduzir. 9. www.bioaula.com.br 10. A Ultra-Estrutura das Clulas O microscpio eletrnico revelou que existem doistipos fundamentais de clulas: as procariontes,presentes em bactrias e cianobactrias (tambmchamadas cianofceas), e as eucariontes,presentes em todos os outros seres vivos,incluindo algas, fungos, protozorios, plantas eanimais. 11. As Clulas Procariontes SoPobres em Membranas Flagelo bacterianoRibossomosDNAdo nucleide Membrana plasmtica Parede celular Cpsula www.bioaula.com.br 12. ClulasProcariontesEscherichia coli (E. coli) Cianobactria 13. As Clulas Eucariontes SoCompartimentadas Essas clulas apresentam duas partesmorfologicamente bem distintas o citoplasma e oncleo. O citoplasma envolto pela membrana plasmtica, e oncleo, pelo envoltrio nuclear. Uma caracterstica importante das clulas suariqueza em membranas, formando compartimentosque separam os diversos processos metablicosgraas ao direcionamento das molculas absorvidas es diferenas enzimticas entre as membranas dosvrios compartimentos. 14. poro nuclearClula Animal cromatina (DNA) Ncleo nucloloenvoltrio nuclearFlageloFilamentosintermedirios Citoplasma MembranaRetculo endoplasmtico plasmtica rugosoRibossomo Lisossomo Microtbulos Retculoendoplasmtico liso Complexo de GolgiRibossomoVescula MitocndriaVescula www.bioaula.com.br 15. Microtbulos Mitocndria(parte do citoesqueleto)Clula CloroplastoVegetal Complexo de Golgi Vacolo centralRetculo endoplasmtico lisoVescula Retculo endoplasmtico Parede celularrugoso Membrana plasmtica nucloloNcleo poro nuclear cromatina envoltrio nuclear Filamentosintermedirioswww.bioaula.com.br Ribossomo livre Ribossomos 16. Estrutura da Clula Eucarionte Membrana Plasmtica a parte mais externa do citoplasma e, portanto, separa-o domeio extracelular. Tem cerca de 7 a 10 nm de espessura. Aparece nas eletrofotomicrografias como duas linhas escurasseparadas por uma linha central clara. Esta estruturatrilaminar comum s outras membranas encontradas nasclulas, sendo por isso chamada de unidade de membrana oumembrana unitria. 17. Meio extracelularMembrana Plasmtica Fosfolipdio Cabeas hidroflicasCaudas hidrofbicasBicamadalipdicaCabeas hidroflicasCitoplasmawww.bioaula.com.br 18. Membrana PlasmticaMeio extracelularprotena deprotenareconhecimentoreceptor proticotransportadorastio ligantebicamadacarboidratolipdicafosfolipdio colesterol filamentoscitoplasma proticoswww.bioaula.com.br 19. Estrutura da Clula Eucarionte Ncleo1. Envoltrio nuclear (sistema duplo de membranas)2. Nuclolo: RNA ribossomal + protenas bsicas3. Cromatina (DNA e protenas) 20. Envoltrionuclear Nuclolo Poros nuclearesNcleo Cromatina www.bioaula.com.br 21. NcleoNcleo Poros nucleares www.bioaula.com.br 22. Ncleocromatina cromossomowww.bioaula.com.br 23. Estrutura da Clula Eucarionte Retculo Endoplasmtico Rede de vesculas achatadas, vesculas esfricas etbulos que se intercomunicam. Esses elementos possuem uma parede formada poruma unidade de membrana que delimita cavidades, ascisternas do retculo endoplasmtico. Distinguem-se o retculo endoplasmtico rugoso, ougranular, e o liso. 24. Retculo EndoplasmticoRetculo endoplasmtico rugosoRibossomos0,5 m Retculo endoplasmtico liso 0,5 m Vesculaswww.bioaula.com.br 25. Retculo Endoplasmtico Liso Funes do R.E.L Sntese de esterides como nas clulas da glndula adrenal; Conjugao, oxidao e metilao para inativar certos hormnios e neutralizar substncias nocivas e txicas, como nos hepatcitos; R.E.Liso Sntese de fosfolipdios para todas as R.E.Rugosomembranas; (RER), R.E. (REL) ou Agranular Granular, Participa da hidrlise do glicognio, Ergastoplasma produzindo glicose para o metabolismo energtico; Acumula e libera ons clcio nas clulas musculares estriadas. 26. Retculo Endoplasmtico Rugoso A principal funo do retculo endoplasmtico rugoso produzir e secretarprotenas destinadas exportao, ou para uso intracelular em organelas como oslisossomos, por exemplo. Outras funes so a glicosilao inicial das glicoprotenas, sntese defosfolipdios, a montagem de molculas proticas com mltiplas cadeiaspolipeptdicas e a protelise da seqncia de aminocidos, que o sinal para aintroduo das protenas nas cisternas do retculo endoplasmtico. Brotamento de 4 vescula de transporte RibossomoVescula transportadorade (glico-) protena Cadeia3 de acarGlicoprotena 12 R.E. RUGOSO Polipeptdeo 27. Retculo Endoplasmtico RugosoRibossomosRetculo Endoplasmtico Rugoso 0.5 m www.bioaula.com.br 28. Retculo Endoplasmtico LisoVesculasRetculo Endoplasmtico Liso 0.5 m www.bioaula.com.br 29. Estrutura da Clula Eucarionte Ribossomosa. Associados com o RER.b. Associados ao RNA mensageiro: polirribossomo.c. Livres no citoplasma. 30. Estrutura da Clula Eucarionte Complexo de Golgiense constitudo por um nmero varivel de vesculascirculares achatadas e por vesculas esfricas de diversostamanhos. a. Processamento e transporte de protenas e lipdios. b. Sntese e transporte de polissacardeos. c. Armazenamento, embalagem e eliminao de secrees. 31. Complexo de Golgiense Vesculas do RE Vesculas brotando Complexo de Golgiwww.bioaula.com.br 32. Estrutura da Clula Eucarionte Lisossomos So vesculas derivadas do complexo deGolgi, de forma e tamanho variveis econtendo diversas enzimas hidrolticas. 33. R. E.RugosoLisossomos Vescula de transporte (contendo enzimas hidrolticasMembrana inativas)Plasmtica Aparelho de Golgi Fagocitose Alimento Lisossomoenglobandoorganelaenvelhecida LISOSSOMOS DigestoVacoloDigestivo 34. Estrutura da Clula Eucarionte:Peroxissomos Animais So vesculas de membranas lipoproticas cheias de enzimas oxidantes. Contm a maior parte da catalase celular, enzima que converte o perxido de hidrognio (H2O2) em gua e oxignio. So abundantes em clulas hepticas, fibroblastos, leuccitos e clulas renais, sendo responsveis pela decomposio dede 0,5 1,2 micrmetros toxinas produzidas pelas clulas ou ingeridas. Exemplo de ao de enzimas do Peroxissomo2 H2O 2 H2O2EnzimaCatalase O2 35. Estrutura da Clula Eucarionte:Glioxissomos So peroxissomos encontrados em certos protistas(Euglena, Tetrahymena) e sementes oleaginosas devegetais superiores. Contm principalmente as enzimas do ciclo do cidoglioxlico, que participam da sntese de hidratos decarbono a partir de triglicerdeos acumulados nassementes, ou ento de acetato, no caso de protistas. Os hidratos de carbono so usados como fonte deenergia pela semente durante a germinao e para asnecessidades energticas usuais dos protistas. 36. Estrutura da Clula Eucarionte:Peroxissomos Vegetais Os peroxissomos das folhas dasplantas participam, junto com oscloroplastos, da fotorrespirao. A fotorrespirao um processo deoxidao de c