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Acontece na ESAG O Laboratório de Aprendizagem em Serviços Públicos (LASP) da ESAG/UDESC e o Observatório Social de Florianópolis (OSF) promovem o 2º Encontro de Educação e Cidadania Fiscal, cuja proposta é refletir e mostrar como a fiscalização dos órgãos públicos, em especial das ações que envolvem diretamente o uso dos recursos públicos, pode ser um exercício de (co) responsabilidade social. O evento ocorrerá no dia 22 de setembro de 2011, na ESAG/UDESC. Seu formato é definido em dois momentos: o ciclo de palestras, no período matutino (das 8h30min as 11h50min) e a oficina, no período vespertino (das 14h às 17h). Ciclo de Palestras Representantes de três organizações que atuam diretamente com fiscalização, apresentarão as entidades da qual fazem parte e também suas práticas profissionais (palestras sobre fiscalização e controle). Promotor Affonso Ghizzo Neto (Ministério Público do Estado de Santa Catarina); Delegado Luiz Augusto Gonçalves (Receita Federal); Prof. Jonas Tadeu Nunes (Observatório Social do Brasil). Oficina O palestrante será Dany Andrey Secco, Analista de Finanças e Controle da Controladoria Geral da União - CGU, que conduzirá uma analise prática de licitações, obras e contratos realizadas pelos orgãos públicos. Inscrições: Estão abertas até o dia 15/09 pelo Blog do LASP (lasp-esag.blogspot.com). Vagas limitadas. EX Informativo do Laboratório de Aprendizagem em Serviços Públicos twitter: lasp_esag e-mail: [email protected] Edição nº 11 - Agosto/Setembro 2011 Ponto Discente e Docente Por Diogo de Carvalho Silva e Profº Enio Spaniol Administração Pública Todos os dias centenas de carros utilizam o estacionamento da universidade do estado de santa Catarina – UDESC, que é dividido entre reitoria, biblioteca central e os centros do campus I (ESAG, CEART, FAED e CEAD). No decorrer dos últimos anos, com a criação de novos cursos de graduação, pós graduação e mestrado pela UDESC, além de aumento de servidores é nítido o aumento de veículos que passaram a circular dentro do campus I, e consequentemente, a ocupar as vagas de estacionamento disponíveis. Diante desse aumento de veículos, a quantidade de vagas disponíveis nestes locais, mostra-se insuficiente para comportar o fluxo dinâmico de pessoas que a universidade recebe. Para compreendermos melhor a causa da insuficiência de vagas é preciso associar dois conceitos: acessibilidade e mobilidade urbana. O primeiro conceito, definido por Arruda Falta de acessibilidade ou mobilidade urbana?

Laspex agosto setembro

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Page 1: Laspex agosto setembro

Acontece na ESAG

O Laboratório de Aprendizagem em Serviços Públicos (LASP) da ESAG/UDESC e o Observatório Social de Florianópolis (OSF) promovem o 2º Encontro de Educação e Cidadania Fiscal, cuja proposta é refletir e mostrar como a fiscalização dos órgãos públicos, em especial das ações que envolvem diretamente o uso dos recursos públicos, pode ser um exercício de (co) responsabilidade social.

O evento ocorrerá no dia 22 de setembro de 2011, na ESAG/UDESC. Seu formato é definido em dois momentos: o ciclo de palestras, no período matutino (das 8h30min as 11h50min) e a oficina, no período vespertino (das 14h às 17h).

Ciclo de PalestrasRepresentantes de três organizações que

atuam diretamente com fiscalização, apresentarão as entidades da qual fazem parte e também suas práticas profissionais (palestras sobre fiscalização e controle).

Promotor Affonso Ghizzo Neto (Ministério Público do Estado de Santa Catarina);

Delegado Luiz Augusto Gonçalves (Receita Federal);

Prof. Jonas Tadeu Nunes (Observatório Social do Brasil).

Oficina

O palestrante será Dany Andrey Secco, Analista de Finanças e Controle da Controladoria Geral da União - CGU, que conduzirá uma analise prática de licitações, obras e contratos realizadas pelos orgãos públicos.

Inscrições: Estão abertas até o dia 15/09 pelo

Blog do LASP (lasp-esag.blogspot.com). Vagas limitadas.

EX

Informativo do Laboratório de Aprendizagem em Serviços Públicos

twitter: lasp_esag e-mail: [email protected]

Edição nº 11 - Agosto/Setembro 2011

Ponto Discente e Docente

Por Diogo de Carvalho Silva e Profº Enio Spaniol

Administração Pública

Todos os dias centenas de carros utilizam o estacionamento da universidade do estado de santa Catarina – UDESC, que é dividido entre reitoria, biblioteca central e os centros do campus I (ESAG, CEART, FAED e CEAD). No decorrer dos últimos anos, com a criação de novos cursos de graduação, pós graduação e mestrado pela UDESC, além de aumento de servidores é nítido o aumento de veículos que passaram a circular dentro do campus I, e consequentemente, a ocupar as vagas de estacionamento disponíveis.

Diante desse aumento de veículos, a quantidade de vagas disponíveis nestes locais, mostra-se insuficiente para comportar o fluxo dinâmico de pessoas que a universidade recebe.

Para compreendermos melhor a causa da insuficiência de vagas é preciso associar dois conceitos: acessibilidade e mobilidade urbana.

O primeiro conceito, definido por Arruda

Falta de acessibilidade ou mobilidade urbana?

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Universidade, intensamente ocorrem na proporção de uma ou duas pessoas por veículo (os veículos normalmente tem espaço para 4 ou 5 pessoas). Isto infla de carros o pátio da UDESC.

O principal argumento para justificar o uso do carro individual como meio de transporte prioritário é a facilidade de aquisição do veículo; o custo relativamente contido do uso do veículo; a comodidade nas idas e vindas com o carro próprio; e principalmente as péssimas condições do transporte coletivo de Florianópolis (preço elevado, qualidade questionável e principalmente a ausência de um número suficiente de horários de ônibus disponíveis); além de ausência de transporte fluvial, de bondinhos, de metrô, etc.

Uma questão importante, que subjaz o uso intenso do veículo particular, é a ambiental: andar de carro polui o meio ambiente; impede o salutar movimento físico; e, por fim, estressa as pessoas em meio ao tumulto dos engarrafamentos do trânsito da capital.

Os dados do Detran/SC informam que no ano de 2002 Florianópolis tinha 159.423 veículos emplacados; em 2006 este número alcançou a cifra de 208.842 veículos; já em julho de 2011 (último dadoo f i c i a l m e n t e

disponível) o número de veículos emplacados na capital era de 278.764. De 2007 até 2010, a população da capital cresceu 6,17% (hoje somos 421.240 habitantes) enquanto que, no mesmo período, a frota de veículos sofreu um acréscimo de 21,04%. Somando-se o mesmo percentual de crescimento de veículos em São José, Palhoça, Biguaçú e nas demais cidades catarinenses, pequenas ou grandes (todos em algum momento d i r e c i o n a d o s p a r a a c a p i t a l v i s a n d o encaminhamentos), temos como resultado desta equação um trânsito caótico. Tudo isto ocorre sem que haja o proporcional aumento de vias públicas na capital.

O que precisamos é p e n s a r p o l í t i c a s públicas adequadas para a mobilidade urbana. Precisamos

urgentemente achar alternativas para o nosso emperrado e conflituoso trânsito.

(1997) é considerado a partir da facilidade de acesso aos diferentes locais da área determinada. Koenig (1980) afirma que acessibilidade é a facilidade com que alguma

atividade pode ser alcançada em um determinado lugar, usando um sistema de transporte particular. A acessibi l idade também está diretamente relacionada à qualidade de vida dos cidadãos (Vasconcellos, 2000). Já o segundo, é definido como a capacidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano para a realização de suas atividades cotidianas (trabalho, abastecimento, educação, saúde, cultura, recreação e lazer), num tempo considerado ideal, de modo confortável e seguro.

De acordo com a lei nº 10.741, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, em seu Art. 41, é “assegurada a reserva, para os idosos, nos termos da lei local, 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados, as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso”. Das 435 vagas demarcadas, nenhuma é reservada ou delimitada aos idosos.

No entanto, a questão central é que há um crescimento maior do número de veículos particulares utilizados por diretores, professores, servidores e alunos da universidade para o deslocamento ao campus I da UDESC do que o número de vagas de estacionamento.

É i m p o r t a n t e r e a l i z a r m o s a l g u n s questionamentos em torno desta situação, resultante de uma prática que nos parece, sofre, muitas vezes, de carência de racionalidade e de consistência. Percebe-se (faltaria quantificar estatisticamente estas informações) que estes deslocamentos do local de residência até a

LASPEX - 11ª edição | Agosto/Setembro 2011

A partir dessas definições é possível identificar que alguns pontos não são adequados no estacionamento do campus I da UDESC. Por exemplo, a falta de delimitação de vagas para idosos.

As vagas para idosos não são delimitadas, somente para cadeirantes.

Estacionamento na região da ESAG: carros além da capacidade permitida

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Não se quer, com esta constatação, fazer um juízo de valor de dirigentes da Universidade. Todos temos nossa parcela de culpa: o modelo econômico capitalista que requer produção, consumo, movimento financeiro; a falta de uma política pública municipal que crie alternativas viáveis, como transporte coletivo de qualidade; o limite do nosso comprometimento ambiental individual (físico, psicológico) e social (o bem estar dos outros e a preservação dos recursos naturais ainda existentes em nosso meio).

Carros em cima da calçada no estacionamento do campus I - UDESC

Na UDESC, poderia-se sugerir um movimento político para melhorar o transporte coletivo de nossa cidade; incentivar a carona solidária; fazer em trajetos curtos e médios o percurso a pé (isto é ser contemporâneo); abrir outra entrada paralela no campus I (Rod. Admar Gonzaga) favorecendo pedestres e ciclistas; e criar alternativas seguras para o uso mais intenso da bicicleta. Entre outras coisas, precisa-se instalar um bicicletário. Hoje existem

apenas dois, no C E A R T . O s poucos alunos e / o u servidores da ESAG que se deslocam de b i c i c l e t a , p re n d e m a s m e s m a s e m

grades na entrada dos fundos do prédio.Há medidas de curto, médio e longo prazos.

Precisa-se agir. Por enquanto sofremos apenas em algumas ocasiões quando percorremos o pátio da universidade em busca de uma vaga para estacionar.

E não raro, em momentos de pico, esta busca requer sorte ou até o estacionamento do veículo em local aberto não exatamente definido como local para este fim. Se não acharmos soluções apropriadas poderemos, em futuro próximo, ter muito mais problemas e piores do que os atuais.

Mais sobre os conceitos abordados:

Mobilidade Urbana:

www.vivaocentro.org.br/publicacoes/urbs/urbs47.pdf

Estatuto dos Idosos:

http://www.senado.gov.br/senado/conleg/idoso/DOCS/Estad

ual/DISTRITOFEDERAL/Lei2105.doc

Legislação sobre acessibilidade:

http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.acti

on?id=218628

http://www.cetran.sc.gov.br/resolucoes/resolucao012.htm

Dados estatísticos:

http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1

http://www.detran.sc.gov.br/

Referências bibliográficas:

LASPEX - 11ª edição | Agosto/Setembro 2011

Na região da ESAG não há bicicletário

Extensão na ESAG

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Em agosto de 2004 ingressei na primeira turma de “Administração de Serviços Públicos” – esse foi o primeiro nome do curso. Éramos apenas quarenta alunos quebrando o silêncio da U n i v e r s i d a d e n o p e r í o d o d a m a n h ã . Particularmente, cheguei aqui atraída pela palavra “público” que acompanhava a “administração”. Por alguma razão sempre busquei atividades cujos resultados se estendessem para além de mim, para além do meu espaço.

Tive certeza de que estava no lugar certo

quando, no primeiro dia de aula, o Prof. Salm,

conhecido de nós, disse à nova turma algo como:

“Isto não é um curso para formar burocratas. Se

vocês estão buscando isto, procurem outra

graduação. Isto é um curso para formar pessoas que

estejam interessadas em fazer alguma diferença na

sociedade. Se vocês algum dia quiseram isso,

sonharam com isso, eu lhes digo que vocês estão no

lugar certo!”. Nesse momento, a vontade que eu

tinha de voltar correndo para a minha cidade foi

embora. Havia uma razão para eu ter chegado até ali. Depois de passar os dois primeiros anos de

faculdade mergulhada no mundo universitário, o que foi maravilhoso e fez muita diferença na minha vida profissional, estagiei no Ministério Público Federal mais dois anos e dali fui convidada pelo Prof. Valério Turnês para trabalhar em um projeto que ele estava desenvolvendo para a Federação Catarinense de Municípios – FECAM. Terminou-se a fase inicial do trabalho e eu acabei contratada para prosseguir nele, agora como funcionária da FECAM, onde permaneço. Trabalho no desenvolvimento de projetos para a qualificação da gestão pública municipal. Os projetos são a cara do nosso curso!

Não aguentei ficar longe da Universidade e um ano depois de formada me inscrevi para o Mestrado em Administração da UDESC.

Cá estou iniciando minha dissertação. Se importa saber, o mestrado é uma experiência muito dura – especialmente para quem trabalha – mas impagável, indescritível em termos de crescimento pessoal e profissional. Quando você escolhe canalizar suas energias nele, torna-se um divisor de águas na sua vida.

Mas o que eu queria dizer de realmente importante, sobretudo aos alunos que trazem dúvidas quanto ao seu futuro profissional - que totalizam 100% dos alunos deste curso e de qualquer outro da face da terra – é que sempre haverá muito espaço para os que buscarem coisas além do óbvio, para os que aprenderem a pensar... e a pensar “fora do quadrado”. Mas, julgo que há espaço, até mesmo, para os que continuam dentro dele. Pois há, sim, muito espaço profissional para o nosso vasto campo.

A cada reunião, encontro, seminário que eu participo, a cada pesquisa nova que eu leio – do Brasil e do mundo -, a cada programa de televisão e jornal menos convencional que assisto e quanto mais eu vivo e conheço pessoas que julgo fazerem diferença, mais eu reafirmo a minha convicção de que este curso está à frente, de que ele foi brilhantemente idealizado para formar pessoas capazes de pensar novas formas de resolver os velhos problemas.

Olhem pelo Brasil e vejam o quanto os cursos do campo de “Públicas” vem se multiplicando nos últimos anos e como eles vêm percorrendo um caminho semelhante ao nosso. Mas percebam, sobretudo, que a única forma de obter resultados diferentes é usando estratégias diferentes, é pensando para além do senso comum, para além da obviedade, para além da não-ousadia e da repetição. É preciso questionar e CRIAR o novo todos os dias.

S u c e s s o a v o c ê s , queridos colegas!

LASPEX - 11ª edição | Agosto/Setembro 2011

11ª Edição

Colaboraram para esta edição: Prof Enio Spaniol, Iuana Reus, Laura Teixeira Linhares, Rafael Franco Fragalli e Diogo de Carvalho Silva.

Envie seu elogio, crítica ou sugestão para a próxima edição: [email protected]

EX

Em um caminho de maravilhosas descobertas

Por Iuana ReusAdministração Pública

Florianópolis 2004/2

Por onde anda